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Alubar investe R$ 100 milhões para atender leilão de energia

Buscando se aproveitar do sucesso dos leilões de energia realizados recentemente e dos que estão para ocorrer até a metade do ano que vem, a fabricante de cabos de alumínio Alubar, do Pará, vai investir R$ 100 milhões em uma expansão que eleva sua capacidade instalada em 50%.

A expectativa é que a partir de janeiro de 2019 o novo laminador, já contratado, comece a funcionar. Aí, a empresa terá capacidade de fabricar inicialmente 80 mil toneladas por ano de cabos elétricos, explica Maurício Gouvea, diretor-presidente da Alubar. “Recebemos o terceiro laminador em 2018”, diz. Para iniciar a atividade, serão contratadas cerca de 70 pessoas, um aumento de 10% no efetivo. Em geral, as entregas dos produtos da companhia estão relacionados a grandes projetos. A fábrica da Alubar, em Barcarena, fornece especialmente para linhas de transmissão e as vendas já estão programadas para todo o ano que vem e uma parte de 2019. Além disso, uma parte é vendida em serviços contratados por distribuidoras de energia.

“Tivemos muito mais investidores se interessando nos leilões e queremos ser uma solução para quem levar”, afirma o executivo. “E antes víamos muito mais gigantes ganhando os leilões e agora sentimos que a disputa está mais pulverizada. Isso porque houve melhora na taxa de retorno, a economia está mais estável e se torna mais atrativo investir em produção com os juros baixos. É ótimo, sinto o Brasil com mais credibilidade.” Para Gouvea, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, depois de crescer aproximadamente 1% neste ano, segundo sua expectativa, deve se acelerar no ano que vem. Isso garante a estabilização e retomada da economia que, diz ele, pode ajudar a atrair mais investidores – para os leilões de energia, por exemplo. “Isso gera um cenário otimista quando entrarmos no terceiro ano de recuperação”, opina.

“Mas vejo um risco: o sucesso em 2019 depende do cenário eleitoral”, acrescenta. Ele enxerga alguns candidatos como uma ameaça a essa tendência mais benigna, apesar de não citar quais, mas não parece muito temeroso. “Crescemos muito politicamente nos últimos anos. Tenho certeza que com os elementos que já sabemos, o país vai fazer a escolha mais adequada.” Esse investimento foi possível porque atualmente a Alubar está com geração saudável de caixa nas operações. Não só os cabos de alumínio, como também fios e cabos de cobre, têm vendido e garantindo melhor resultado.

Neste ano, a companhia espera terminar com receita líquida aproximada de R$ 700 milhões, alta de 10% sobre 2016. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) deve ficar estável, em R$ 105 milhões – 84% maior do que em 2015. Mesmo assim, uma parcela do desembolso de capital terá de vir de captação com bancos. O executivo não informou qual a parcela do investimento será financiada ao tomar nova dívida. A Alubar já é a maior fornecedora de cabos elétricos de alta tensão da América Latina. Terminou o ano passado com participação de mercado de 41% só no Brasil. Os produtos de cobre são destinados mais a baixas e médias tensões. “Nos beneficiamos do fato de não haver um grande cliente em nossa carteira. Temos a geração de receita bem distribuída”, comenta Gouvea.

A empresa também consegue sustentar minimamente suas margens porque um tamanho importante dos custos é mitigado, com matéria-prima. O alumínio primário usado na laminação em Barcarena vem da Albras, controlada pela norueguesa Norsk Hydro – cuja unidade produtiva fica praticamente do outro lado da rua da Alubar. Mesmo com a expansão da capacidade, o fornecimento continuará vindo do mesmo lugar.

Fonte: Valor Econômico

Alubar Energia finaliza LTs no Piauí

Empresa é responsável pela implantação da linha de transmissão em 500kV, com 43km de extensão, para interligar complexo solar ao Sistema Interligado Nacional 

A maior usina de geração de energia solar da América Latina será inaugurada, nesta terça-feira, 28 de novembro, em Nova Olinda (PI). A Alubar Energia é responsável pela linha de transmissão de 500kV, com 43km de extensão, que interligará a usina aos SIN, em São João do Piauí.

Atualmente, a empresa é responsável pela implantação de importantes obras dentro do segmento de conexão de iniciativas de interesse restrito no Brasil. Em 2017 foram quatro frentes de trabalho para a construção de 118 km de linhas de transmissão no Nordeste brasileiro, sendo duas em 500kV e duas em 230kV. São importantes obras para o setor elétrico nacional e que colocam a Alubar como uma das principais empresas dentro do segmento de fornecimento de soluções Turn-Key para sistemas de transmissão.

“Algumas já foram concluídas e outras ainda estão em fase de elaboração. São obras que consolidam a Alubar Energia como uma das principais fornecedora de construção de LTs para o mercado. São empreendimentos de grande porte e que com certeza serão cases de sucesso dentro do setor”, analisou Marcelo Zaghi, gerente comercial da Alubar Energia.

No caso da LT 500kV Nova Olinda-São João do Piauí, a obra foi finalizada em setembro passado. “Esta é uma LT de grande porte dentro do segmento, e terá como características técnicas circuito simples, equipada com 04 condutores CAA GROSBEAK por fase e 01 Cabo OPGW de 24 fibras ópticas”, detalhou Marcelo.

Dos outros três empreendimentos, a LT 230kV Cristalândia – Brumado, foi concluída no mês de julho e a LT 230kV Morro do Chapéu Sul – Morro do Chapéu, finalizada em outubro. Ambas também interligam usinas eólicas ao SIN. Nas obras, a Alubar Energia foi contratada sob regime de consórcio, na qual é líder e tem como parceiras as empresas Alubar Metais e Cabos (fornecedora de cabos elétricos de alumínio -Alubar AlTec) e GSL Metalúrgica (fornecedora das estruturas metálicas para as torres de transmissão).

Além destas três obras, ainda está em fase de elaboração de projetos a LT 500kV UTE Sergipe – Jardim, que terá 33km de extensão. Contratada para realizar o empreendimento, a Alubar Energia, prevê o início das obras para dezembro. “A conclusão deve ocorrer em outubro de 2018. É uma LT que conectará uma usina térmica de geração de energia ao SIN”, explica Marcelo. Neste empreendimento, a Alubar Energia conta com a parceria, através de consórcio, da Alubar Metais e Cabos e da Brametal.

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