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Geração eólica bate recorde no Nordeste

A geração de energia eólica no Nordeste bateu recorde no sábado, 29, quando foram produzidos 5.746 MW médios dessa fonte, atendendo 63% da carga da região. Às 10h57 daquele dia, a produção desses parques eólicos foi ainda mais intensa e chegou a responder por 69% da carga. A produção de energia a partir dos ventos vem garantindo o abastecimento no Nordeste, que enfrenta uma longa seca, com reflexos na redução da geração hidrelétrica.

Fonte: Estadão | Luciana Collet

Governo terá grupo de trabalho para analisar suprimento de energia no país

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) determinou a formação de um grupo de trabalho para aprofundar as análises sobre as condições de fornecimento de energia no país. Também caberá ao grupo definir ferramentas e formas de intensificar a divulgação desse processo para a sociedade, de forma proativa.

Em reunião nesta quarta-feira (5), o comitê avaliou que, apesar de o abastecimento de energia estar assegurado para este ano, a falta de chuva deverá levar a um maior acionamento de usinas termelétricas, o que pode resultar em aumento no custo da operação do sistema. O risco de déficit de energia é igual a 0,8% e 0,1% para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, respectivamente.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que, no final de março, foi verificada energia armazenada de 41,5% nos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste; 43,5% nos do Sul; 21,7%. nos do Nordeste; e de 63,8%, nos do Norte.

Segundo o ONS, o suprimento de energia no Nordeste está garantido mesmo em situações de baixa geração eólica, a partir da compensação por geração térmica e pelo intercâmbio a partir do Sistema Interligado Nacional.

Fonte: Folha de Pernambuco

Residências respondem por 40% do consumo de energia no RN

A recessão econômica do país influenciou diretamente no consumo de energia no Rio Grande do Norte nos últimos dois anos, conforme informou nesta semana o diretor-presidente da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), Luiz Antonio Ciarlini. De acordo com ele, o crescimento da distribuição energética potiguar ficou bem abaixo da média das últimas décadas.

Mesmo com recessão a Companhia investiu mais de R$ 240 milhões em obras de infraestrutura este ano no estado que tem a menor tarifa residencial do Nordeste (R$ 0,40) por kilowatt/hora, uma das menores do país e o maior consumo residencial da região.

Apesar da preocupação, Ciarlini considera que a situação do RN está melhor que em outros estados. “Se formos olhar os últimos dez anos, a gente crescia uma média de 4%. No ano passado foi 0,8% e em 2016 estamos um pouco acima de 1,5%, mesmo com uma base baixa como a do ano passado. Cresceu pouco”, aponta.

Para o diretor da Cosern, está claro que o baixo crescimento foi causado pela recessão, que diminui o consumo da indústria e do comércio, por exemplo. Embora 85% dos 1,38 milhão de clientes potiguares sejam residenciais, eles são responsáveis por 40% do consumo. A indústria representa 10% e o comércio 20%. Ele acredita e o estado só não teve uma queda maior porque o setor da indústria é pequeno.

Luiz Antonio Ciarlini ainda descartou que a estiagem tenha influenciado na distribuição de energia. Para ele, embora a seca cause mudança de comportamento de clientes rurais e das distribuidoras de água, não afeta a disponibilidade de energia, já que o sistema brasileiro é interligado, ou seja, existe um remanejamento da energia entre as regiões. Além disso, o presidente da Cosern lembrou que o Rio Grande do Norte é um grande produtor de energia eólica, que o deixa em uma situação confortável.

Em 2016, a companhia aportou R$ 240 milhões em obras de melhoria da rede, como construção e ampliação de subestações. “O maior investimento da história no estado”, diz. Apesar de ainda não ter concluído o planejamento para o próximo ano, Ciarlini garante que o valor será ainda maior.

O diretor destaca que a Cosern foi a distribuidora melhor avaliada em pesquisa da Agência Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com os clientes de todas as empresas acima de 400 mil consumidores. Na pesquisa da Aneel, 77% dos usuários do serviço da Cosern afirmaram que ela presta um bom ou ótimo serviço. “Esse índice é bom no Brasil e fora do país. Entre os serviços públicos, a distribuição de energia também é o melhor avaliado do país. Isso aumenta nossa responsabilidade, nos obriga a manter a qualidade e melhorar ainda mais”, argumenta.

Automatização na operacionalização

A Cosern opera 62 subestações espalhadas pelo estado, todas automatizadas e operadas diretamente do Centro de Operações da empresa, sede em Natal. Elas são interligadas por 50 mil quilômetros de linhas. Também há 600 equipamentos espalhados para monitorar a qualidade do fornecimento. “Hoje para que a gente precise ter informação do cliente de que ocorreu uma falta de energia, só se essa ocorrência for em uma unidade ou em áreas muito pequenas  do estado. Os casos  de maior abrangência nós já identificamos, temos como antever, e isso é fruto de investimento contínuo em tecnologia. A Cosern está na vanguarda da tecnologia em distribuição”, defende.

Para Ciarlini, é importante continuar investindo mesmo em tempos de recessão, pois o consumidor está cada vez mais exigente. Ele assinala que se o distribuidor não ampliar a qualidade do serviço, a insatisfação será imediata. “O consumidor que está satisfeito hoje está cada dia mais existente. Se nós tivéssemos a qualidade de fornecimento de 15, de 20 anos atrás, o cliente hoje não estaria feliz. A cada ano ele quer uma melhor qualidade de serviço e nossa obrigação como prestadora de um serviço público tão importante, que entra na casa da família, que faz com que o estado cresça, é essa”, pondera.

Fonte: Ígor Jácome | Novo Jornal

País não terá problemas no abastecimento de energia por três anos, diz ONS

O país vive um momento de mais tranquilidade do ponto de vista do abastecimento energético e a tendência é de que não venha a enfrentar problemas de falta de energia elétrica pelos próximos dois a três anos. A afirmação é do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, que participou na última segunda-feira (23) da abertura do seminário Desafios para a Regulação de Energia e Transportes, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

Para Barata, os empreendimentos que estão entrando em operação, como é o caso da Usina de Belo Monte, e o clima mais favorável aumentam a garantia de suprimento. “Temos uma série de eventos entrando em operação, e eu citaria ai, com destaque, Belo Monte. As condições climáticas estão melhores, apesar de estarmos na fase final do [fenômeno] El Niño. Mas ainda temos que aguardar mais um mês para ver a situação com mais clareza”, ressaltou.

Barata também defendeu a necessidade de revisão do modelo energético brasileiro, para se adequar à nova realidade do mercado e suas variantes do ponto de vista das fontes abastecimento de energia, como a eólica. “O modelo, do meu ponto de vista, é robusto, tem bases sólidas, mas já requer uma revisão, porque ao longo destes doze anos, desde o racionamento, tivemos uma série de alterações que nos obrigam a olhar o modelo como um todo e de forma integrada”.

Segundo o diretor é chegada a hora de se rediscutir o setor e encontrar novas alternativas que o adequem aos avanços tecnológicos. “Tivemos mudanças importantes, que se caracterizam pela evolução tecnológica, de preços e de novas fontes de energia – como a eólica – que modificam substancialmente a forma de operar o sistema.”

O diretor-geral do ONS disse que a discussão do modelo deve ocorrer em hora de menor demanda e maior garantia de provimento de energia. Passamos por uma situação muito grave do ponto de vista econômico e, pela primeira vez, com redução do consumo, nos é permitido enfrentar melhor o problema e analisar com mais profundidade a revisão do modelo”.

“Acho que este é o momento adequado para que nos debrucemos e olhemos o modelo como um todo, analisando profundamente tanto a questão do planejamento, quando da operação e da comercialização. Acho que este é o momento adequado para que olhemos o modelo de forma integrada”, afirmou.

Geração térmica

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico defendeu a necessidade de se reduzir a geração de energia proveniente das usinas térmicas, o que, segundo ele, vai “seguramente” baratear os custos de operação do sistema. “É difícil dizer de quanto [será este barateamento], até porque cabe ao orgão regulador falar sobre isto, aferir o impacto [da retirada das térmicas] sobre a tarifa.”

Luiz Eduardo Barata disse que o sistema está gerando, do ponto de vista do despacho, por ordem de mérito, acima de cerca de 3 mil megawatts (MW). “Se reduzirmos este percentual, teríamos uma economia de R$ 200 milhões mensais no custo da energia. Agora, o quanto isto teria de impacto, do ponto de vista da redução de tarifa, a Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] é o órgão mais indicado para falar a respeito.”

Na semana passada, Barata já havia informada que mais termoelétricas poderão ser desligadas no próximo mês. Algumas ainda estão em operação, para dar maior segurança ao sistema. Segundo o diretor, a tendência seria voltar ao regime de operação por ordem de mérito de preço, quando são despachadas apenas usinas cujo custo de geração é menor ou igual ao preço de liquidação das diferenças (PLD), que é utilizado no mercado spot de eletricidade.

Linhas de Transmissão

O diretor-geral do ONS admitiu a existência de problemas no cronograma de implantação de linhas de transmissão, principalmente para atender novos empreendimento em operação a partir da crise financeira que atingiu a Abengoa – empresa responsável pela construção de linhas de transmissão.

Segundo Barata, tanto o governo como o órgão regulador estão aguardando o fim das negociações da Abengoa com agentes que buscam solução de mercado. “Caso a solução não seja encontrada, partiremos para uma solução mais ortodoxa, que seria a retomada destas concessão e uma relicitações das mesmas, o que traria algum tipo de atraso e de constrangimento da transmissão, embora no curto prazo não viesse a causar nenhum impacto no abastecimento.”

O Operador Nacional do Sistema, porém, já trabalha com a possibilidade desta relicitação, uma vez que as negociações podem não chegar a bom termo. Os ativos de transmissão de energia da empresa espanhola no Brasil, que ainda estão em fase de implementação, não devem ser adquiridos pela chinesa State Grid, informou Barata.

Segundo ele, o governo tinha expectativa de que chineses fechassem a compra de todo o pacote, o que poderia levar a uma retomada das obras em menor espaço de tempo. “A primeira opção é por uma solução de mercado, mas não sendo encontrada essa solução a Aneel retomará estas concessões e fará novas licitações”, afirmou.

Fonte: Nielmar de Oliveira | Agência Brasil

Portugal passa quatro dias abastecido por fontes renováveis de energia

Portugal alcançou um feito no processo de mudança da matriz energética para fontes limpas e renováveis. Entre 6h45 do dia 7 e 17h45 do dia 11 de maio, todo o consumo do país foi suprido por energia solar, eólica e hidráulica. Foram 107 horas, mais de quatro dias completos, de zero emissões na produção energética.

O anúncio foi feito dias depois de a Alemanha ter conseguido gerar praticamente toda a sua necessidade energética por fontes limpas. A Dinamarca é outro país europeu que já consegue gerar toda a energia consumida, com sobras para exportação, de fonte eólica. No Reino Unido, a semana passada foi a primeira da História em que a geração de energia não usou carvão.

— Nós estamos vendo essa tendência em toda a Europa. No ano passado, a Dinamarca, agora em Portugal. A Península Ibérica é grande fonte de recursos renováveis e energia eólica, não apenas para a região, mas para toda a Europa — disse Oliver Joy, da associação comercial Wind Europe, ao “Guardian”

Até 2013, Portugal gerava metade de sua energia com combustíveis fósseis, sendo outros 27% de energia nuclear, 13% hidráulica, 7,5% eólica e 3% solar. No ano passado, o cenário mudou, com 22% da energia produzida em fazendas eólicas e todas as fontes renováveis respondendo por 48% do consumo.

— É um feito importante para um país europeu, mas o que parece extraordinário hoje será a comum na Europa em apenas alguns anos — disse James Watson, diretor executivo da SolarPower Europe. — O processo de transição energética está no seu momento e recordes como este continuarão a ser quebrados.

Entre 2013 e 2016, a capacidade de geração eólica do país aumentou em 550 megawatts, o suficiente para abastecer uma cidade com 3,4 milhões de habitantes. Agora, o setor pretende continuar a expansão para aproveitar o potencial de exportação da energia para outros países europeus.

Fonte: O Globo