Solinova é a mais nova associada do CERNE

A Solinova é a mais nova empresa associada do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE). A reunião para assinatura da carta convite que celebra a participação da Solinova na condição de empresa-convidada do CERNE, aconteceu na quarta-feira (07) na sede da entidade, em Natal.

A parceria é fruto de uma série de conversas entre o CERNE e a empresa, que desde dezembro do ano passado estão estudando ações conjuntas para a execução de um projeto que prevê a instalação de uma usina heliotérmica para geração de energia elétrica no Rio Grande do Norte.

A iniciativa faz parte do projeto Smile – Sistema Solar Híbrido com Microturbina para Geração de Eletricidade e Cogeração de Calor na AgroIndústria – que prevê a construção de duas usinas solares com torre central para geração de eletricidade e cogeração de calor integrado a atividades agroindustriais.

As usinas heliotérmicas estão sendo construídas em Pirassununga, São Paulo, e em Caiçara do Rio do Vento, município distante 105 km de Natal, no Rio Grande do Norte. As torres terão 100kW de potência instalada cada e serão utilizadas para suprir as necessidades elétricas e de calor de processo.

Para auxiliar a produção em momentos de baixa ou nenhuma disponibilidade de radiação solar, serão utilizadas caldeiras auxiliares movidas a biodiesel, para a unidade de Pirassununga, e biomassa, em Caiçara, em um sistema de geração híbrida. O Diretor Setorial de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira, esteve no município e visitou o local onde está sendo instalada a planta termo solar, situada na Fazenda São Luiz.

Um dos próximos desafios para a conclusão do projeto é a viabilização de um receptor solar para geração direta de vapor. O projeto com a tecnologia para a construção desse receptor foi desenvolvido pela Universidade Nacional Australiana e adquirido pela Solinova, que deverá fazer as adaptações necessárias para a planta de Caiçara.

Os planos para esta etapa já começaram a ser definidos. No dia 17 de janeiro, foi realizada uma reunião na sede do CERNE entre o Diretor Setorial da entidade, Olavo Oliveira, os engenheiros Rafael Gonsales e Márcio Carvalho, sócios da Solinova, os técnicos do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), Andrea Jensch e Johannes Hertel, além do Diretor Superintendente da empresa Konus Icesa, Gerwin Rudolf, responsável pela construção  do receptor solar.

O projeto SMILE conta com financiamento do BNDES e parceiros industriais. A planta de São Paulo é  coordenada pelo grupo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP). Já a do Rio Grande do Norte é coordenada pela Solinova. Ambas estão sendo executadas em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão.

Energia heliotérmica

Também conhecida como energia solar térmica concentrada, é o processo de uso e acúmulo do calor proveniente dos raios solares. Para que isso aconteça, espelhos são usados para refletir a luz solar e concentrá-la num único ponto, onde há um receptor. Dessa forma, uma grande quantidade de calor é acumulada e usada tanto para processos industriais que demandam altas temperaturas como para gerar eletricidade.

Nesse processo, o calor captado aquece um líquido que passa pelo receptor, chamado de Fluido Térmico. Esse líquido armazena o calor e serve para aquecer a água dentro da usina e gerar vapor. A partir daí, a usina heliotérmica segue os mesmos processos de uma usina termoelétrica: o vapor gerado movimenta uma turbina e aciona um gerador, produzindo, assim, energia elétrica.

Solinova

Spin-off nascida na USP em 2008, a Solinova desenvolve projetos que envolvem técnicas de eficiência energética, fontes alternativas de energias renováveis, desenvolvimento tecnológico para equipamentos, ligados ao mercado de energia, além de consultorias e diagnósticos de mercado, comercialização de produtos e serviços especializados de engenharia energética voltados ao agronegócio e regiões descentralizadas do Brasil.

Fonte: CERNE Press

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