Foto: Argemiro Lima

Residências respondem por 40% do consumo de energia no RN

A recessão econômica do país influenciou diretamente no consumo de energia no Rio Grande do Norte nos últimos dois anos, conforme informou nesta semana o diretor-presidente da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), Luiz Antonio Ciarlini. De acordo com ele, o crescimento da distribuição energética potiguar ficou bem abaixo da média das últimas décadas.

Mesmo com recessão a Companhia investiu mais de R$ 240 milhões em obras de infraestrutura este ano no estado que tem a menor tarifa residencial do Nordeste (R$ 0,40) por kilowatt/hora, uma das menores do país e o maior consumo residencial da região.

Apesar da preocupação, Ciarlini considera que a situação do RN está melhor que em outros estados. “Se formos olhar os últimos dez anos, a gente crescia uma média de 4%. No ano passado foi 0,8% e em 2016 estamos um pouco acima de 1,5%, mesmo com uma base baixa como a do ano passado. Cresceu pouco”, aponta.

Para o diretor da Cosern, está claro que o baixo crescimento foi causado pela recessão, que diminui o consumo da indústria e do comércio, por exemplo. Embora 85% dos 1,38 milhão de clientes potiguares sejam residenciais, eles são responsáveis por 40% do consumo. A indústria representa 10% e o comércio 20%. Ele acredita e o estado só não teve uma queda maior porque o setor da indústria é pequeno.

Luiz Antonio Ciarlini ainda descartou que a estiagem tenha influenciado na distribuição de energia. Para ele, embora a seca cause mudança de comportamento de clientes rurais e das distribuidoras de água, não afeta a disponibilidade de energia, já que o sistema brasileiro é interligado, ou seja, existe um remanejamento da energia entre as regiões. Além disso, o presidente da Cosern lembrou que o Rio Grande do Norte é um grande produtor de energia eólica, que o deixa em uma situação confortável.

Em 2016, a companhia aportou R$ 240 milhões em obras de melhoria da rede, como construção e ampliação de subestações. “O maior investimento da história no estado”, diz. Apesar de ainda não ter concluído o planejamento para o próximo ano, Ciarlini garante que o valor será ainda maior.

O diretor destaca que a Cosern foi a distribuidora melhor avaliada em pesquisa da Agência Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com os clientes de todas as empresas acima de 400 mil consumidores. Na pesquisa da Aneel, 77% dos usuários do serviço da Cosern afirmaram que ela presta um bom ou ótimo serviço. “Esse índice é bom no Brasil e fora do país. Entre os serviços públicos, a distribuição de energia também é o melhor avaliado do país. Isso aumenta nossa responsabilidade, nos obriga a manter a qualidade e melhorar ainda mais”, argumenta.

Automatização na operacionalização

A Cosern opera 62 subestações espalhadas pelo estado, todas automatizadas e operadas diretamente do Centro de Operações da empresa, sede em Natal. Elas são interligadas por 50 mil quilômetros de linhas. Também há 600 equipamentos espalhados para monitorar a qualidade do fornecimento. “Hoje para que a gente precise ter informação do cliente de que ocorreu uma falta de energia, só se essa ocorrência for em uma unidade ou em áreas muito pequenas  do estado. Os casos  de maior abrangência nós já identificamos, temos como antever, e isso é fruto de investimento contínuo em tecnologia. A Cosern está na vanguarda da tecnologia em distribuição”, defende.

Para Ciarlini, é importante continuar investindo mesmo em tempos de recessão, pois o consumidor está cada vez mais exigente. Ele assinala que se o distribuidor não ampliar a qualidade do serviço, a insatisfação será imediata. “O consumidor que está satisfeito hoje está cada dia mais existente. Se nós tivéssemos a qualidade de fornecimento de 15, de 20 anos atrás, o cliente hoje não estaria feliz. A cada ano ele quer uma melhor qualidade de serviço e nossa obrigação como prestadora de um serviço público tão importante, que entra na casa da família, que faz com que o estado cresça, é essa”, pondera.

Fonte: Ígor Jácome | Novo Jornal

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