Projetos de geração de energia podem ter receita atrelada ao dólar

O governo federal está avaliando a possibilidade de oferecer contratos de geração de energia elétrica no país com receita atrelada à variação do dólar, com a possibilidade de se obter recursos a custos mais baixos e atrair mais investidores estrangeiros, que não correriam o risco cambial.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Augusto Barroso, apresentou a proposta em evento em Brasília nesta quinta-feira (29). Ele citou o Chile, que chegou a contratar energia solar com o menor valor do mundo neste ano, como exemplo de benefício desse tipo de contratação. Segundo Barroso, os contratos em dólar permitiram empréstimos com custo de 1,5% ao ano, o que “faz toda a diferença”.

“Estou propondo pensar fora da caixa, a gente quer discutir. Ninguém quer indexar a economia, mas queremos fazer a análise, se o custo disso é maior do que o benefício”, disse Barroso, em encontro promovido pela Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine).

O secretário do Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo, confirmou que o tema está em análise no governo federal.

“Todos os dias avaliamos quais são as possibilidades que existem para tornar o ambiente mais favorável à atração de investimentos. Então essa foi uma possibilidade”, disse Azevedo, quando questionado sobre a proposta.

Investidores estrangeiros têm feito esse pleito junto ao governo, que busca uma maior participação de fundos internacionais na expansão da infraestrutura nacional. Barroso lembrou que o custo de geração da energia térmica a gás já tem correlações com o preço do câmbio, uma vez que o gás natural é negociado com parâmetros internacionais.

Fonte: Full Energy

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