Foto: GNU gas natural

Brasil se tornará autossuficiente em gás até 2022

O gás natural pode ganhar papel de maior importância na matriz energética nos próximos anos. De olho no desenvolvimento das reservas do pré-sal, o governo pretende fazer mudanças importantes na política de gás. Isso é necessário ainda em razão da venda de ativos da Petrobras no setor. A estatal está deixando de ser a líder nos projetos em desenvolvimento, papel que será assumido pela iniciativa privada.

Até o fim do mês, o Ministério de Minas e Energia pretende lançar as resoluções finais do programa Gás para Crescer, que serve como um novo marco regulatório para o setor. O ministro Fernando Coelho Filho disse que o Brasil vai ser autossuficiente em gás entre os anos de 2021 e 2022.

Ele cita um exemplo do potencial de gás. O Campo de Pão de Açúcar, no pré-sal da Bacia de Campos, tem 15 milhões de metros cúbicos. Segundo ele, é metade da capacidade do Gasoduto Brasil-Bolívia.

— O gás vai ter uma entrada muito grande. Estamos às vésperas da renovação do contrato de importação de gás da Bolívia, que vence em 2019. Uma das iniciativas é o Gás para Crescer. Todo mundo participou. Haverá muitos players (empresas) para poder usar todo esse gás. E é preciso aproveitar as oportunidades. O gás sempre esbarrava no gás importado. Em 2021 e 2022, o país será autossuficiente em gás e a gente quer aproveitar esse gás para o desenvolvimento no país — disse o ministro de Minas e Energia.

LEILÃO DE TERMELÉTRICAS

Segundo ele, dentro das novas diretrizes do Gás para Crescer, o governo pretende fazer no fim do ano o primeiro leilão de usinas termelétricas a gás para operar na base do sistema. Ou seja, vão operar de forma contínua.

Hoje, as termelétricas, independentemente da fonte de energia, só são acionadas em casos de emergência, quando o nível dos reservatórios está baixo.

Ele cita um levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a reguladora do setor, que aponta que, se as termelétricas que operam hoje apenas em casos emergenciais atuassem de forma contínua, haveria ganho financeiro e o nível dos reservatórios seria maior.

— E isso está sendo projetado para os leilões que o governo quer fazer no fim do ano: a termelétrica inflexível a gás (que opera sem interrupção), que é a fonte térmica firme mais barata que temos. Um leilão que fazemos este ano só entra no sistema em cinco ou em seis anos. Ter geração na base vai dar estabilidade na base e vai trazer segurança, sobretudo no Nordeste — disse o ministro.

Fonte: O Globo

 

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