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FEERN 2015 encerra com definição de desafios para 2016

Energias renováveis, capacitação profissional e inovação tecnológica foram os principais temas debatidos na tarde desta segunda-feira (14), durante a terceira edição do Fórum Estadual de Energia do RN. Autoridades e especialistas estiveram reunidos no auditório da Assembleia Legislativa do Estado para apresentar ao público um panorama atualizado do setor energético e as perspectivas para qualificação de mão de obra e mercado.

IMG_9114Energia Eólica
Mediado pelo Diretor presidente do CERNE e Presidente do SEERN, Jean-Paul Prates,  o debate tratou da consolidação e dos avanços necessários ao segmento para que o RN mantenha a liderança nacional.  O diretor técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Sandro Yamamoto, destacou a grande competitividade da fonte no Brasil. “A indústria dos ventos movimenta anualmente em torno de R$ 12 a R$ 18 bilhões de reais e projeta, até 2019, um crescimento de 250% , com a geração de 200 mil novos postos de trabalho”, disse Yamamoto, ressaltando ainda que a participação da fonte eólica na matriz elétrica brasileira, que hoje corresponde a 5%,  deve dobrar nos próximos cinco anos.
A infraestrutura de transmissão de energia foi o tema abordado pelo Gerente Executivo do Operador Nacional do Sistema (ONS), Saulo Cisneiros. Ele relatou as dificuldades enfrentadas pela falta de linhas de transmissão, problema vivenciado principalmente pelos parques eólicos. Cisneiros apontou alternativas como, por exemplo, a antecipação do planejamento, com a implantação de novas linhas de transmissão em áreas de alto potencial de instalação de parques eólicos, além da simplificação do processo de licenciamento ambiental.
O vice presidente do Sistema FIERN, Sergio Azevedo, falou sobre os  desafios da construção, operação e manutenção de parque eólicos no Rio Grande do Norte e destacou medidas socio ambientais como principais beneficios para a expansão do setor e o desenvolvimento econômico das comunidades que margeiam os empreendimentos.  E o coordenador de gestão de dados e estatísticas do CERNE, João Agra, mostrou o panorama eólico no Estado e apresentou dados estatísticos atualizados. Atualmente, o RN é líder no número de aerogerIMG_9116adores com 1.257 turbinas eólicas em funcionamento, sendo a maior parte, 371 (29,5%), da fabricante GE. Hoje o Estado conta com 87 parques eólicos em operação e tem 81,6% da matriz elétrica potiguar formada por energia eólica, sendo esta a maior participação em todo o país.

Capacitação e inovação
A professora da Universidade Potiguar (UnP) Ana Katarina Galvão, destacou o mercado profissional voltado para as energias renováveis e apresentou dados de uma pesquisa mostrando que as profissões envolvendo as novas engenharias terão um futuro promissor no setor energético.  Já o diretor de tecnologias do CT-Gas ER, Pedro Neto Nogueira, ressaltou o investimento do Centro em ações profissionalizantes que buscam atender à demanda das empresas, principalmente de energias renováveis, por mão de obra qualificada.  Para o reitor do IFRN, Belchior Neto, “é preciso unir forças para impulsionar a capacitação profissional e atender a esse mercado promissor”.   Representada pelo professor Graco Vianna, a UFRN trouxe para o FEERN 2015 uma apresentação sobre o  o cultivo de microalgas para a geração de combustíveis. As microalgas são consideradas uma das alternativas sustentáveis mais promissoras da atualidade.

Cosern
O convidado especial,  Diretor presidente da COSERN Luiz Antonio Ciarlini, mostrou em gráficos e tabelas o cenário da distribuição e do consumo de energia elétrica no RN.  Ciarlini também falou sobre a estrutura da empresa e explicou o panorama previsto para os próximos anos.

IMG_9117Energia solar 
Destaque para  o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR) Rodrigo Sauaia, que  mostrou o crescimento do setor fotovoltaico no país. “A instalação de sistemas fotovoltaicos cresceu 80% no primeiro semestre de 2015, passando de 350 para 650 instalações no Brasil. A expectativa do setor é que até o final do ano o segmento atinja um incremento de aproximadamente 300%”, enfatizou Sauaia.  No RN,  a maior procura é para uso no comércio e na indústria, entretanto um dos maiores desafios, segundo Sauaia, é tornar esses investimentos em mini e micro geração viáveis e atrativos. Uma das soluções apontadas são os incentivos fiscais, entre eles a desoneração do ICMS.  A atratividade da energia solar fotovoltaica em projetos residenciais e industriais também foi tema da apresentação de Josemberg Rocha Jr da Enerwind Engenharia. Rocha Jr. demonstrou com gráficos a evolução econômico-financeira de um projeto solar fotovoltaico e de que forma os créditos retornam para o consumidor.

1 responder
  1. Matheus Prado
    Matheus Prado says:

    No dia do evento não disponibilizaram as apresentações dos palestrantes e informaram que teríamos acesso pelo site. O material já foi disponibilizado?

    Responder

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