Exportação cearense de peças eólicas cresce 287%

Equipamentos estão em quinto na pauta de exportação do Estado, segundo levantamento elaborado pela Fiec

O estado do Ceará tem se firmado como um exportador de equipamentos para usinas eólicas. No primeiro semestre deste ano, o crescimento foi de 287% nas exportações desses produtos comparando com o mesmo período do ano passado. Esses equipamentos produzidos aqui estão em quinto lugar na pauta de exportação do Estado.

De acordo com levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) no ranking de exportações, encontram-se em primeiro lugar as placas de ferro e aço, seguidas de calçados, castanhas de caju, frutas e, então, as pás e aerogeradores eólicos.

“Hoje, o principal país de destino desses equipamentos sãos os Estados Unidos, com mais de 90%, e em segundo lugar, a Alemanha”, ressaltou Karina Frota, gerente do Centro Internacional de Negócios da Fiec.

Demanda maior

Uma das empresas do setor eólico que tem aumentado o volume de exportações é a alemã Wobben Windpower, que fabrica aerogeradores e uma unidade instalada em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. Estrategicamente construída a 10 quilômetros do Porto do Pecém desde 2002, a empresa envia 60% da produção para o exterior via navio. Anualmente, são fabricadas 500 pás eólicas.

A estimativa da empresa para 2019 é destinar 50% da produção para o mercado local e 50% para o exterior. Os navios com equipamentos produzidos pela Wobben vão para a América Latina e também para a Europa.

A gerente geral da empresa, Ludmilla Campos disse que acha “natural que o Ceará tenha se tornado um berço para receber os fabricantes”. “Além de nós, outros fabricantes se instalaram aqui e eu acho que a visão deve ter sido basicamente semelhante a nossa”, reforça.

A localização geográfica do Porto do Pecém é outra vantagem do Estado para atender essas empresas com clientes internacionais. Já nas sedes da Wobben nos estados do Rio Grande do Sul e Bahia, eles fabricam também as torres de aço e concreto para exportar.

Geração

O segundo semestre deste ano, que ainda pode ser de melhores negócios para o mercado externo, é o principal período de ventos fortes, a temporada que vai de julho a dezembro.

O Ceará se destaca também pelo potencial gerador de energia eólica, representa 16% da capacidade de geração do país e com um vento de “qualidade”, de acordo com o Coordenador do Núcleo de Energia da Fiec, Joaquim Rolim.

“Nós temos 18 Gigawatts de potencial de grande produtividade. A gente diz aqui que é um vento bem comportado, bem direcionado e constante, o ano inteiro e que venta mais nas horas em que mais precisa-se de energia. Inclusive, no segundo semestre, a produção do Ceará de energia Eólica sobe abruptamente graças a esse dom que a natureza nos deu”, afirma.

Fonte: Diário do Nordeste

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