Engie coloca à venda usinas solares no Rio Grande do Norte

Valor Econômico | Rodrigo Polito e Maria Luíza Filgueiras | Do Rio e de São Paulo

A francesa Engie vai colocar à venda um grupo de usinas de energia solar no Brasil, apurou o Valor. A companhia multinacional contratou o Goldman Sachs para realizar o negócio.

Conforme antecipado ontem pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, o processo, que está em etapa inicial, prevê a venda parcial ou integral dos complexos de Floresta, de 86 megawatts (MW) de capacidade, e de Assu V, de 30 MW, ambos instalados no Rio Grande do Norte. Existe também a possibilidade de venda do complexo solar de Paracatu, em Minas Gerais, de 133 MW.

Os projetos pertenciam inicialmente à Solairedirect, empresa desenvolvedora e operadora de instalações solares adquirida pelo grupo francês em 2015. Na ocasião, a Engie comprou 95% da empresa por € 200 milhões.

O objetivo da Engie, apurou o Valor, é buscar um sócio para administrar os projetos em parceria, ou se desfazer dos ativos, que já estão em operação. A estratégia faz parte do modelo de negócio do grupo que envolve a construção de projetos para vendê-los após concluídos, eventualmente mantendo a prestação do serviço de operação e manutenção (O&M), conhecido como “build and sell”.

Procurados, Engie e Goldman Sachs não comentaram o assunto.

A venda dos ativos faz parte da gestão de portfólio da companhia francesa. O investimento no setor de energia solar, contudo, continua sendo uma das prioridades do grupo francês, inclusive no Brasil, dentro da estratégia de descarbonização e descentralização da companhia.

Maior gerador privado de energia do Brasil, a Engie recentemente assinou contrato para adquirir 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG), da Petrobras, junto com o fundo canadense Caisse Dépôt et Placement du Québec (CDPQ), por US$ 8,6 bilhões. A expectativa é que a operação seja concluída entre maio e junho.

O grupo francês continua estudando novas oportunidades nas áreas de energia elétrica e gás natural. No mercado de gás, a companhia também tem interesse no segmento de distribuição. No setor elétrico, as atenções são voltadas para as áreas de geração e transmissão, podendo participar de leilões de novos projetos ou negociando a aquisição de ativos já em construção ou operacionais.

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