Foto: CERNE Press

Energia solar desponta mas ainda enfrenta desafios no Brasil

A energia solar é um setor em crescimento no Brasil mas que ainda enfrenta desafios regulatórios, tributários e mercadológicos para a sua expansão. Esses e outros temas foram a pauta da segunda edição do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do CERNE, realizado nesta sexta-feira (05), no mini-auditório do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN).

Dando as boas vindas ao público, o diretor setorial de Tecnologia e Inovação do CERNE, Olavo oliveira, ressaltou a importância do evento como um espaço para o debate dos avanços e problemas do setor, buscando encontrar soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos.

Iniciando a sequência de palestras, o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, deu um panorama sobre setor e elencando as oportunidades e desafios desse mercado. “Atualmente a indústria de energia solar gera cerca de 30 empregos por cada megawatt instalado no Brasil”, disse Sauaia.

Até o final deste ano espera-se um incremento de 100 MW de capacidade instalada por meio da geração centralizada. Entretanto, quando se fala em geração distribuída – que são os sistemas de placas fotovoltaicas instaladas em residências e indústrias – esse valor pode chegar a 1 GW de geração.

O presidente da Absolar também pontuou a participação do setor fotovoltaico nos leilões de energia, que passou por dificuldades no ano passado. “Mais de 13.000 megawatts de projetos fotovoltaicos foram cadastrados no 2º Leilão de Energia de Reserva (LER 2016). O certame acabou sendo cancelado cinco dias antes da data marcada. Cerca de R$9 milhões deixaram de ser investidos Brasil Isso trouxe insegurança e incerteza para o setor”, disse.

O planejamento do setor fotovoltaico para 2017 e 2018 será pautado pelo desenvolvimento e implantação de novos projetos contratados nos leilões anteriores. Mas para 2019 e 2020 o cenário será de incertezas.

No Rio Grande do Norte, a contribuição do IFRN para a expansão do setor foi o tema da palestra do professor Augusto Fialho. “Temos 12 usinas fotovoltaicas em operação produzindo 1.203MW de energia ao todo. Inauguramos mais nove usinas solares instaladas nos campi do interior do Estado”, disse.

O Professor da Universidade de São Paulo, Celso Oliveira, finalizou a sequência de palestras e apresentou os diferentes sistemas solares híbridos, em especial os que mesclam a produção de energia por células fotovoltaicas e placas heliotérmicas, além de mostrar algumas das tecnologias que estão sendo desenvolvidas na instituição.

Fonte: CERNE Press

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