CPFL Renováveis inicia operação de complexo eólico no RN

Empreendimento teve energia negociada no mercado livre por meio de contrato de longo prazo com a CPFL Brasil

Fonte: Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Operação e Manutenção

A CPFL Renováveis anunciou a entrada em operação de quatro das 110 máquinas que compõem o complexo eólico Campos dos Ventos e São Benedito, que somam 231 MW de capacidade instalada e garantia física de 129,1 MW médios. Além dessa a empresa antecipou a operação da PCH Mata Velha (MG, 24 MW) em um ano e oito meses cuja garantia física de 13,1 MW médios foi totalmente comercializada no ACL durante esse período.

A meta da empresa é de estar com todos os aerogeradores em operação até a segunda quinzena de dezembro, compromisso assumido quando comercializaram essa energia no mercado livre para a CPFL Brasil, companhia do próprio grupo ao qual a geradora pertence, que fechou contrato de 18 anos para toda a energia produzida no parque localizado em João Câmara (RN).

De acordo com o diretor de engenharia e obras da CPFL Renováveis, Alberto Santos, o empreendimento possui máquinas da Gamesa de 2,1 MW de capacidade instalada e está em linha com o planejamento e prazo de execução da obra. “De certa forma essa venda de energia no mercado livre para um agente com acordos de longo prazo se assemelha à contratação no mercado regulado”, concordou ele.

Já a PCH, localizada no município de Unaí, é um projeto que veio do portfólio da Desa, quando esta foi adquirida pela subsidiária do Grupo CPFL. Santos disse que a antecipação pode ocorrer por conta da opção da empresa em não postergar o início da obra e pelo fato de parte de engenharia já estar bem desenvolvida quando entrou no leilão A-5 de 2013. “Vimos que havia espaço para a antecipação da obra e com isso veio a decisão de comercializar 100% da energia disponível, 13,1 MW médios, no mercado livre”, comentou o executivo.

A empresa, disse ele, está cadastrada para participar do LER que está agendado para o dia 29 de julho para as fontes hídrica e solar. Ele não comentou quantos projetos poderão entrar, disse apenas que a decisão ainda depende dos preços que serão colocados para ambas as fontes no certame.

 

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