Biocombustível proveniente de microalgas é finalista de prêmio da ANP

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está entre as instituições finalistas de 2018 do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica com a pesquisa “Produção de biodiesel avançado proveniente de microalgas nativas com captura intensiva de gás carbônico”.

Feito em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pesquisa está na lista com os projetos classificados, divulgada neste mês de outubro, concorrendo na Categoria III, a qual engloba projetos desenvolvidos exclusivamente por instituição credenciada, em colaboração com a Petrobras. Na mesma categoria, concorrem a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)/  Petrobras e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)/ Petrobras.

A premiação é promovida pela ANP e tem como objetivo o reconhecimento dos resultados dos melhores projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área petroquímica do Brasil. Segundo o professor Graco Aurélio Viana, do Centro de Biociências (CB) e coordenador do projeto na Universidade Federal do RN, a divulgação dos vencedores acontece em novembro, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Viana também é membro do Conselho Técnico Científico do Centro de estratégias em Recursos Naturais e Energia (CTC – CERNE).

O CTC-CERNE é composto por pesquisadores e professores de diversas Instituições de Pesquisas e Universidades do país e visa dinamizar ainda mais as ações do CERNE e dar um suporte técnico-científico nas discussões das estratégias, dos projetos e dos seus programas.

Prêmio ANP
A edição 2018 do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica contempla cinco categorias, classificadas por temas e por tipo de executor, com três finalistas em cada uma. Além dos vencedores em cada categoria, haverá também a premiação da Personalidade Inovação do Ano, cujo objetivo é reconhecer e premiar a pessoa física que tenha gerado contribuição e realizações relevantes para o desenvolvimento e inovação tecnológica no setor, e uma menção honrosa à pessoa física que tenha realizado contribuição operacional para o setor.

O objetivo do Prêmio ANP é reconhecer e premiar os resultados associados a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) que representem avanço tecnológico para o setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis, desenvolvidos no Brasil por instituições credenciadas, empresas brasileiras e empresas petrolíferas, com recursos da Cláusula de PD&I, presente nos contratos de exploração e produção.

Fonte: Tribuna do Norte

Enel investe US$ 40 milhões em expansão de parque eólico na Bahia

A Enel, por meio de sua subsidiária Enel Green Power Brasil Participações (EGPB), iniciou a construção da expansão do parque eólico Delfina, em operação na Bahia, com investimentos previstos de US$ 40 milhões. Com a expansão serão acrescidos 29,4 megawatts (MW) de capacidade instalada ao parque, atualmente de 180 MW.

“Por meio deste projeto, seguimos ampliando nossa presença no mercado brasileiro, que possui grande potencial, aproveitando a riqueza de recursos renováveis da Bahia “, afirmou, em nota, Antonio Scala, responsável da Enel Green Power na América do Sul.

Segundo a Enel, a expansão deverá entrar em operação em 2019, quatro anos antes do prazo estipulado em contrato. Entre o próximo ano e 2022, a energia gerada pela expansão será vendida no mercado livre. A partir de 2023, a usina eólica será apoiada por contratos de fornecimento de energia de 20 anos, que preveem a venda de volumes específicos da energia gerada pela usina para um pool de empresas de distribuição que operam no mercado regulado brasileiro.

No Brasil, o Grupo Enel, por meio de suas subsidiárias EGPB e Enel Brasil, possui capacidade instalada total de renováveis de mais de 2,9 GW, dos quais 842 MW de energia eólica, 819 MW de energia solar fotovoltaica e 1.270 MW de energia hídrica. Além disso, a EGPB tem mais de 1 GW em execução no Brasil, conquistados nos leilões de 2017.

Fonte: Rodrigo Polito | Valor Econômico

Geração distribuída alcança 500 MW no Brasil

A geração distribuída superou a marca de 500 MW em capacidade instalada no Brasil. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 41.470 unidades consumidoras produzindo a sua própria energia a partir de fontes renováveis.

Fotovoltaica lidera

Separando por tipo de fonte, a solar fotovoltaica segue liderando com 41.235 unidades ou 414 MW de potência instalada, seguido por 58 CGHs (52 MW), 120 térmicas a biogás (35,1 MW) e 57 eólicas (10,3 MW). No total, são 512 MW de capacidade instalada no país de GD.

Na divisão por estados da federação, Minas Gerais segue liderando em potência instalada (135,7 MW), seguido de Rio Grande do Sul (64,5 MW) e São Paulo (53,4 MW).

Fonte: Canal Energia

Fernando de Noronha recebe sistema inteligente de armazenamento de energia

Iniciativa busca suprir os períodos de intermitência da geração solar e eólica na ilha. Projeto conta com um aporte superior a R$ 20 milhões

O navio “Ilha de Fernando de Noronha”, munido de cerca de 10 toneladas de equipamentos que irão compor o primeiro módulo de armazenamento de energia inteligente em implantação no arquipélago de Fernando de Noronha (PE), já se encontrado ancorado na Ilha desde a última segunda-feira, 8 de outubro.

O projeto é de posse da Neoenergia e deve potencializar o sistema de geração fotovoltaica já em operação na região, com as duas usinas solares construídas pelo Grupo, Noronha I e II. Nessa primeira etapa, os investimentos são da ordem de R$ 6 milhões. No total, o projeto contará um aporte superior a R$ 20 milhões.

Estruturado a partir do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Grupo Neoenergia, e regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, o sistema é composto por dois módulos com tecnologia de armazenamento em baterias em íons de lítio. Com 280 kW de potência, cada módulo permitirá que os moradores da ilha possam utilizar uma energia de fonte renovável por mais horas no dia. Durante os horários de geração solar, as duas usinas fotovoltaicas em funcionamento em Noronha estarão abastecendo os imóveis e a energia não consumida recarregando as baterias. Após o pôr do sol, o novo sistema poderá ser acionado, suprindo a ilha com a energia renovável.

O projeto está em desenvolvimento há um ano e deve complementar o Sistema de Redes Inteligentes (REI), já em funcionamento no arquipélago. A partir do conceito de energy storage, a iniciativa é uma alternativa para suprir os períodos de intermitência – quando ocorre grande variação na geração, a exemplo do momento em que o sol se põe, para uma cadeia solar, ou a diminuição na intensidade dos ventos, em um exemplo de geração eólica. Dessa forma, o consumo de óleo deve ser reduzido significativamente, hoje em uso para geração de energia na Usina Tubarão, também em funcionamento na ilha.

O segundo módulo, com os equipamentos finais para a obra de implantação do sistema, deve embarcar para Fernando de Noronha nas próximas semanas. A expectativa é que a construção e implementação seja concluída até o final deste ano, quando o sistema poderá entrar em funcionamento na ilha.

Fonte: Canal Energia

Vestas terá nova fábrica de R$ 100 milhões no Brasil

Ceará ganhou a corrida com os estados da Bahia e Pernambuco, que vinham pressionando no mesmo sentido a alta direção da companhia.

Egídio Serpa | Diário do Nordeste

O Governo do Ceará e a multinacional dinamarquesa Vestas Wind Systems – maior fabricante mundial de equipamentos de geração de energia eólica (gerada pela força dos ventos) – assinaram um acordo para a construção de uma fábrica de aerogeradores de 4.2 MW de potência na geografia do município de Aquiraz, onde a empresa europeia já tem, há dois anos, uma unidade industrial que produz pás e aegeradores de 2 MW.

Nesse novo empreendimento, a Vestas investirá R$ 100 milhões e criará cerca de 600 novos empregos.

O Governo cearense ganhou, assim, uma dura disputa com os estados da Bahia e de Pernambuco, que também lutavam pela fábrica da multinacional nórdica.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, economista César Ribeiro, que transmitiu a informação a este blog, informou que o anúncio oficial da assinatura do acordo será formalizado em cerimônia que se realizará na próxima semana no Palácio da Abolição, sede do governo estadual cearense. Estarão presentes o governador Camilo Santana e Rogerio S. Zampronha, presidente da Vestas para o Brasil e  América do Sul.

A nova fábrica da Vestas em Aquiraz, cujos detalhes técnicos ainda não foram revelados, será construída ao lado da antiga, inaugurada no dia 18 de janeiro de 2016 depois de consumir outros R$ 100 milhões de investimento.

Enquanto não ficar pronta sua nova fábrica (a construção demorará um ano), a Vestas importará de suas unidades na Europa seus novos aerogeradores, cujo modelo é o V150 com potência de 4.2 MW. A primeira encomenda firme desse equipamento foi feita pela Echoenergia, empresa brasileira controlada pela global Actis, especializada em private equity nos setores de energia e gestão de ativos imobiliários.

A Vestas fornecerá e instalará 24 turbinas eólicas V150-4.2 MW para um parque eólico da Echoenergia localizado na Serra do Mel, no vizinho Estado do Rio Grande do Norte.

Com pás de 73,7 metros de comprimento e a torre de aço mais alta do setor, a V150-4.2 MW estende-se por quase um quarto de quilômetro sendo uma das maiores de geração eólica on-shore (em terra), o que a torna muito adequada às condições de vento mais predominantes no País.

A entrega das turbinas está prevista para o primeiro trimestre de 2020 e o comissionamento para o final do segundo trimestre do mesmo ano.

A produção local do modelo V150-4.2MW em Aquiraz demonstra o compromisso de longo prazo da Vestas com o mercado brasileiro, disse ao blog o secretário-adjunto de Energia da Secretaria de Infraestrutura do Ceará, engenheiro Adão Linhares. Na sua opinião, e também na do secretário César Ribeiro, um dos fatores que pesaram a favor do Ceará foi a qualidade da mão de obra cearense. A Vestas – explicou Linhares – está muito satisfeita com a performance do quadro de pessoal de sua fábrica de Aquiraz.

Esta notícia reforça o plano de 10 anos de expansão de energia publicado pelo Governo brasileiro no ano passado. O plano prevê que o País poderá alcançar 28,5 GW de capacidade eólica até 2026, crescendo entre 1,1 e 2,0 MW por ano, aproximadamente

Exportação cearense de peças eólicas cresce 287%

Equipamentos estão em quinto na pauta de exportação do Estado, segundo levantamento elaborado pela Fiec

O estado do Ceará tem se firmado como um exportador de equipamentos para usinas eólicas. No primeiro semestre deste ano, o crescimento foi de 287% nas exportações desses produtos comparando com o mesmo período do ano passado. Esses equipamentos produzidos aqui estão em quinto lugar na pauta de exportação do Estado.

De acordo com levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) no ranking de exportações, encontram-se em primeiro lugar as placas de ferro e aço, seguidas de calçados, castanhas de caju, frutas e, então, as pás e aerogeradores eólicos.

“Hoje, o principal país de destino desses equipamentos sãos os Estados Unidos, com mais de 90%, e em segundo lugar, a Alemanha”, ressaltou Karina Frota, gerente do Centro Internacional de Negócios da Fiec.

Demanda maior

Uma das empresas do setor eólico que tem aumentado o volume de exportações é a alemã Wobben Windpower, que fabrica aerogeradores e uma unidade instalada em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. Estrategicamente construída a 10 quilômetros do Porto do Pecém desde 2002, a empresa envia 60% da produção para o exterior via navio. Anualmente, são fabricadas 500 pás eólicas.

A estimativa da empresa para 2019 é destinar 50% da produção para o mercado local e 50% para o exterior. Os navios com equipamentos produzidos pela Wobben vão para a América Latina e também para a Europa.

A gerente geral da empresa, Ludmilla Campos disse que acha “natural que o Ceará tenha se tornado um berço para receber os fabricantes”. “Além de nós, outros fabricantes se instalaram aqui e eu acho que a visão deve ter sido basicamente semelhante a nossa”, reforça.

A localização geográfica do Porto do Pecém é outra vantagem do Estado para atender essas empresas com clientes internacionais. Já nas sedes da Wobben nos estados do Rio Grande do Sul e Bahia, eles fabricam também as torres de aço e concreto para exportar.

Geração

O segundo semestre deste ano, que ainda pode ser de melhores negócios para o mercado externo, é o principal período de ventos fortes, a temporada que vai de julho a dezembro.

O Ceará se destaca também pelo potencial gerador de energia eólica, representa 16% da capacidade de geração do país e com um vento de “qualidade”, de acordo com o Coordenador do Núcleo de Energia da Fiec, Joaquim Rolim.

“Nós temos 18 Gigawatts de potencial de grande produtividade. A gente diz aqui que é um vento bem comportado, bem direcionado e constante, o ano inteiro e que venta mais nas horas em que mais precisa-se de energia. Inclusive, no segundo semestre, a produção do Ceará de energia Eólica sobe abruptamente graças a esse dom que a natureza nos deu”, afirma.

Fonte: Diário do Nordeste

Por que o Nordeste é um polo de energia eólica?

O Nordeste é responsável por 85% da produção de energia eólica do Brasil. São cerca de 440 parques eólicos que necessitam de ventos constantes para a geração de energia. Será que a meteorologia teria alguma explicação para isso?

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) mostra que o Nordeste é responsável por 85% do total de geração de eletricidade por meio de ventos. O Brasil possui em torno de 534 parques eólicos espalhados pelo território, e destes mais de 430 estão justamente posicionados sobre a região nordestina.

Os investimentos em energia eólica no país crescem como uma “intensa brisa do mar”, no ano de 2017 o Brasil passou o Canadá no ranking mundial de capacidade instalada da Global Wind Energy (GWEC) e agora ocupa o 8º lugar. A liderança mundial ainda está com a China.

Mais dados chamam a atenção para o Brasil, segundo um levantamento feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), tivemos um crescimento de 24% em julho de 2018 em relação ao mesmo mês no ano passado.

O estado do Rio Grande do Norte é o campeão em número de parques instalados, possui um total de 137, logo em seguida vem o estado da Bahia com 111 parques e em terceiro lugar temos o Ceará com 80 parques. De um total de 534 parques eólicos segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que representa 8,5% da matriz energética brasileira.

Com esses dados é possível concluir que o Nordeste é um polo promissor na geração de energia eólica, será que a meteorologia pode explicar o porquê isso?

“Safra de ventos brasileira”

O período entre os meses de agosto e setembro é conhecido como “safra de ventos”, isso porque o vento se torna ainda mais forte e constante nesta época do ano. Por isso, nestes meses é comum termos os recordes anuais de produção.

Exatamente neste período, temos a intensificação de sistemas de alta pressão transientes ou semi-permanentes sobre o oceano Atlântico Sul. Isso faz com que a borda desses sistemas também se intensifique e siga soprando ventos do mar em direção à região costeira nordestina. Isso potencializa a produção energética.

Sobre o litoral norte do Nordeste, a intensificação dos ventos alísios também contribui para a geração de energia eólica, não é a toa que o Ceará é o terceiro no ranking de número de parques.

Um potencial ainda a ser explorado

Com os sistemas meteorológicos auxiliando na produção de ventos, o Nordeste já se mostrou uma região com um enorme potencial a ser explorado. Por mais que já tenhamos muitos parques eólicos instalados por lá, a matriz energética brasileira ainda é a hidrelétrica, que em muitos casos sofre com a irregularidade da chuva. O segundo lugar na produção de energia no Brasil ainda é das termelétricas que poluem muito no processo de queima de combustível.

Estimativas da ANEEL indicam que até o ano de 2022 a capacidade instalada de produção de energia eólica do país salte para um total de 17,6 GW. Vamos aguardar os próximos leilões de empreendimentos.

Fonte: Tempo.com | César Ferreira Soares

Novas tecnologias vão modificar a forma como consumimos energia elétrica

Setor debate as ações necessárias para preparar a regulação e os negócios para essa nova realidade

O surgimento e a popularização de novas tecnologias estão transformando a indústria de energia elétrica mundial e forma como a sociedade consome eletricidade. Essas novas tecnologias foram batizadas de recursos energéticos distribuídos. Na prática, elas permitem que o consumidor assuma um papel mais ativo e o setor elétrico brasileiro precisa se preparar para essa transformação. Nesta quarta-feira, 3 de outubro, os agentes do setor estiveram reunidos em São Paulo para debater as ações necessárias para preparar a regulação e os negócios para essa nova realidade.No modelo atual, o consumidor é passivo; sua ação rotineira é apertar o interruptor e honrar com o pagamento da conta de luz no final do mês. Com barateamento das tecnologias de produção de energia individual e de armazenamento, a tendência é que o consumidor será mais independente da concessionária local, passando a gerir o seu consumo com mais eficiência, por tanto, por um custo menor.

“O setor que já vivencia mudanças significativas e não tenho dúvida que passará por novas mudanças no futuro, principalmente por conta das novas tecnologias de armazenamento de energia, veículos elétricos e o desenvolvimento das smart grids. Esses avanços tecnológicos vão conduzir para uma mudança no papel do consumidor, com uma gestão mais ativa”, disse Rodrigo Limp, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão responsável pela regulação e fiscalização do setor elétrico no Brasil.

O termo smart grid se refere a um conjunto de tecnologias de monitoramento da rede elétrica que permite uma troca intensa de informações entre concessionária e consumidor. Em posse desses dados, diversas ações estratégicas podem ser tomadas em prol de um setor elétrico mais ágil e eficiente.

Atualmente existem diversas formas para o consumidor produzir sua própria energia. A mais tradicional é o uso de geradores que queimam combustíveis fósseis. Porém, esses geradores ocupam espaço, emitem ruídos e gases de efeito estufa. Hoje, com a redução de custos da tecnologia fotovoltaica, milhares de consumidores brasileiros estão instalando placas solares em suas casas, comércios e indústrias – produzindo energia limpa e pagando menos impostos.

Segundo a Aneel, existem atualmente 39,5 mil unidades consumidoras que produzem sua própria energia, representando uma capacidade instalada de 478 MW, o equivalente a uma hidrelétrica de médio porte. Limp informou que isso significa que para cada 2 mil unidades consumidoras brasileiras, pelo menos uma tem um sistema de produção de energia individual. “Na Austrália, é um gerador distribuído para cada seis consumidores. Temos muito em que avançar”, disse.

A Aneel vem adaptando suas regras para permitir a penetração dessas novas tecnologias, sempre com o cuidado de preservar o equilíbrio entre os diversos negócios existentes. Estão regulamentados temas como geração distribuída, recarga de veículos elétricos, pré-pagamento de energia, o uso de medidos eletrônicos, sendo que outras ações estão em andamento.

Neste momento, o setor brasileiro discute a abertura do mercado livre. Nesse mercado, o consumidor pode escolher o fornecedor de energia. Esse serviço já está disponível para consumidores com grandes demandas de eletricidade, como a indústria de automóveis, química e mineradoras.

Segundo Talita Porto, conselheira da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), há 12.530 unidades consumidoras no mercado livre. Por outro lado, o Brasil tem 83 milhões de unidades consumidoras no mercado cativo, situação em que o consumidor é atendido pela concessionária local.

O consumo do mercado de energia no Brasil soma 63.174 MW médios, sendo que 19.050 MW médios é a fatia do mercado livre, ou, 30% do consumo total. Mantidas as regras atuais, há estudos indicando que o mercado livre poderia chegar até 46% do consumo nacional.

Fonte: Wagner Freire | Canal Energia

Expansão da geração chega a 3,3 GW em 2018

Balanço preliminar da Aneel aponta eólica com maior contribuição no mês de setembro com 116 MW

O Brasil teve o acréscimo de 123,60 MW de capacidade nova instalada de acordo com o relatório de acompanhamento mensal da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Os dados referem-se até o dia 15 de setembro e apresentaram uma atualização para agosto que anteriormente estava em 42,18 MW e somou ao final do período 139,20 MW em novas usinas. No acumulado do ano o país já apresenta o acréscimo de 3,3 GW em nova capacidade instalada.

Em setembro foram registrados 116,6 MW em novas usinas por meio da fonte eólica e 7 MW em nova capacidade de térmica a biomassa. Não houve acréscimo das demais fontes. Em agosto o total reportado pela agência reguladora somou 14,3 MW da fonte solar fotovoltaica, 59,4 MW da eólica, 14 MW de UHEs, 28,18 MW de PCHs e 9,02 MW de biomassa.

No ano, a fonte que mais adicionou nova potência é a UHE com 1.761,22 MW, em seguida vem a eólica com 932,3 MW, a solar fotovoltaica está em terceiro com 352,22 MW, PCHs 144,80 MW, biomassa com 83,7 MW e em último as térmicas a combustíveis fósseis com 19,92 MW. Para este ano ainda são esperados mais 2.339,35 MW em energia nova a entrar em operação. No total estão contratados 24,8 GW em capacidade instalada sendo cerca de 4,8 GW com graves restrições para sua entrada em operação.

De acordo com o relatório, o país já acumula a expansão de pouco mais de 94 GW em potência desde o ano de 1998, quando começou esse levantamento.

Fonte: Maurício Godói | Agência Canal Energia

BNDES libera R$ 619 milhões para parques eólicos no Rio Grande do Norte

A Diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 619,4 milhões para a implantação de treze parques eólicos, nos municípios de Pedra Grande e São Bento do Norte, no litoral Norte do Rio Grande do Norte, além de 32 quilômetros de linhas de transmissão. No total, serão instalados 149 aerogeradores.

Os parques terão capacidade de geração instalada de 312,9 MW, energia suficiente para abastecer cerca de 570 mil residências. O projeto consiste na implantação de duas unidades: o Complexo Eólico Cutia e o Complexo Eólico Bento Miguel. Ambos contarão com instalações nos dois municípios.

O Complexo de Cutia contará com sete parques eólicos, totalizando 86 aerogeradores, com capacidade instalada de 180,6 MW. Os parques do complexo deverão entrar em operação comercial plena até janeiro de 2019.

Já o Complexo de Bento Miguel, com seis parques eólicos, contará com 63 aerogeradores, com capacidade instalada de 132,3 MW. Seus parques deverão estar em fase operacional a partir de janeiro de 2019.

Os dois complexos compartilharão uma subestação coletora e uma linha de transmissão com 32 km de extensão, conectada à subestação Touros, de propriedade da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).

Investimento
Os recursos correspondem a 30% do investimento total, que é superior a R$ 2 bilhões, e serão liberados para a Cutia Empreendimentos Eólicos S.A., holding proprietária de treze Sociedades de Propósitos Específicos (SPEs). Cada SPE controla um dos parques eólicos. A fim de diversificar o funding para o projeto e fomentar o mercado de capitais, está prevista uma emissão pública de debêntures de infraestrutura.

O projeto contribui para a diversificação da matriz energética brasileira com uma fonte de recursos renovável, já que favorece a redução das emissões de gases do efeito estufa por MWh.

Os parques serão instalados em municípios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (Pedra Grande com 0,559 e São Bento do Norte com 0,555) e contribuirão para o desenvolvimento local por conta da arrecadação de ISS pelas prefeituras e da geração de renda para proprietários de pequenos lotes que serão arrendados. Estima-se que durante as obras sejam criados 710 empregos diretos.

A Cutia Empreendimentos Eólicos S.A., proprietária dos parques, é uma subsidiária integral da Copel GeT, que, por sua vez, pertence à Companhia Paranaense de Energia (Copel), empresa de capital aberto que integra do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.

Quem
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O que
Liberação de R$ 619,4 milhões para obras de 13 parques eólícos no Rio Grande do Norte, gerando 710 empregos diretos.

Fonte: Tribuna do Norte

 

Vestas fecha novo contrato para fornecer 101 MW em turbinas no Brasil

Parque Serra do Mel, no Rio Grande do Norte será o primeiro equipado com as novas máquinas de 4.2 MW de potênciaA fabricante de turbinas eólicas Vestas fechou um contrato para fornecer 24 máquinas para o parque eólico Serra do Mel, no Estado do Rio Grande do Norte. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 27 de setembro, em Madri, na Espanha.

A encomenda foi feita pela Echoenergia, companhia controlada pelo fundo de private equity Actis. O parque eólico será o primeiro equipado com as novas turbinas de 4.2 MW de potência da Vestas, totalizando 101 MW de capacidade instalada. Os equipamentos serão produzidos localmente e financiados pelo BNDES de acordo com as regras do Finame II.

“Com este novo contrato, a Vestas traz sua mais nova turbina para o Brasil, quebrando a barreira de 4 MW e acreditando que a sua chegada elevará a influência e a competitividade da Vestas a outro nível. Estamos muito orgulhosos da nossa aliança com a Echoenergia, uma empresa de energia em rápido crescimento que conta com uma excelente equipe ”, disse em nota Rogério Zampronha, diretor-presidente da Vestas para o Brasil e América Latina.

“A parceria com a Vestas reflete nossa eficiência operacional e torna evidente nosso objetivo para a mercado: queremos ser a maior e mais eficiente empresa de energia eólica do país. Nós teremos as maiores e mais potentes turbinas eólicas com V150-4,2 MW ”, afirma em nota Edgard Corrochano, presidente da Echoenergia

Com pás de 73,7 metros de comprimento e a torre de aço mais alta do setor, a V150-4,2 MW se mostra adequada para as condições de vento mais predominantes do país. As turbinas estão planejadas para serem entregues no primeiro quadrimestre de 2020, com o comissionamento previsto para o final do segundo quadrimestre do mesmo ano.

A produção local das novas turbinas representa um novo investimento da Vestas no país, mostrando que a companhia tem compromisso de longo prazo com o mercado brasileiro. Com o novo investimento, a Vestas segue apoiando o governo brasileiro nas iniciativas de promover a expansão das energias renováveis e tornar a matriz elétrica mais sustentável no país.

Fonte:

Copel começa operação em teste de eólicas no RN

Complexo Cutia tem 180,6 MW e é composto por sete parques eólicos. Energia gerada será negociada no MCP

O complexo eólico Cutia (RN – 180,6 MW), de propriedade da Copel, começou a sua operação em teste. O complexo é formado pelos parques Cutia, Guajuru, Esperança do Nordeste, Jangada, Maria Helena, Paraíso dos Ventos do Nordeste e Potiguar. Em comunicado ao mercado na última quarta-feira, 20 de setembro, a empresa paranaense explicou que 50% dos aerogeradores estão operando em fase de testes, enquanto os outros vão entrar em operação em seguida de forma escalonada.

Ainda de acordo com o comunicado, na fase de testes a energia será comercializada no mercado de curto prazo e, após a obtenção da licença operacional, a produção será entregue conforme contratado. O Complexo Cutia compõe, em conjunto com o Complexo Bento Miguel, o Empreendimento Eólico Cutia, que é formado por 13 parques, totalizando 312,9 MW de capacidade instalada.

Fonte: Canal Energia

Petrobras e Equinor vão desenvolver negócios de energia eólica offshore

Estadão Conteúdo

A Petrobras assinou nesta quarta-feira, 26, com a empresa norueguesa Equinor ASA – Equinor (ex-Statoil) um memorando de entendimentos (MoU) visando ao desenvolvimento conjunto de negócios no segmento de energia eólica offshore no Brasil.

“No âmbito da parceria estratégica entre as duas empresas, a Petrobras e a Equinor vêm investigando outras áreas potenciais de cooperação, incluindo desenvolvimento de iniciativas em energias renováveis”, diz a estatal.

Segundo a empresa, a realização de estudos conjuntos com a Equinor faz parte da estratégia da Petrobras em desenvolver negócios de alto valor em energia renovável, em parceria com grandes players globais, visando à transição para uma matriz de baixo carbono.

O MoU não estabelece obrigações para as partes empreenderem quaisquer negócios, mas indica a intenção das empresas em trabalhar conjuntamente para desenvolver projetos no segmento de energia eólica offshore.

A Petrobras possui quatro parques eólicos onshore em parceria, no Estado do Rio Grande do Norte, totalizando 104 MW instalados. Esses parques foram negociados no Ambiente de Comercialização Regulado (ACR) no leilão de energia de reserva de 2009 e entraram em operação em 2011. A companhia também possui uma unidade de pesquisa e desenvolvimento em energia solar fotovoltaica de 1,1 MW no Rio Grande do Norte, onde estão sendo avaliadas as operações de quatro tipos de tecnologia.

EDP Renováveis estreia em energia solar no Brasil com contrato privado de 199 MW

A elétrica EDP Renováveis, do grupo português EDP Energias de Portugal, entrou no mercado brasileiro de energia solar, ao assegurar um contrato privado com duração de 15 anos para a venda da produção futura de um parque solar que terá capacidade instalada de 199 megawatts, segundo comunicado da empresa.

A companhia disse que o contrato entrará em vigor em 2022 e viabilizará a construção do chamado parque solar Pereira Barreto, no Estado de São Paulo. O negócio foi fechado pela subsidiária EDP Renováveis Brasil.

“Com este contrato a EDPR entra no mercado brasileiro de energia solar, reforçando e diversificando a sua presença num mercado com baixo perfil de risco, através do estabelecimento de contratos de longo-prazo, com recursos renováveis atrativos e fortes perspectivas para o sector a médio e longo-prazo”, afirmou a companhia no comunicado, divulgado na noite de quinta-feira.

A EDP Renováveis disse que, com o novo contrato, o grupo passa a somar atualmente um portfólio de 1 gigawatt em capacidade em projetos de energia renovável em construção e desenvolvimento que deverão iniciar operações até 2024. Segundo a empresa, todos esses empreendimentos têm a venda da energia assegurada em contratos de longo prazo.

Além dos investimentos da EDP Renováveis, a EDP também opera no Brasil por meio da EDP Energias do Brasil, que controla duas distribuidoras de eletricidade e possui ativos de geração e transmissão de energia no país.

Fonte: Luciano Costa | Reuters

Disparada do petróleo pode elevar gasolina em 25% até o fim do ano

Os preços da referência global do petróleo, do tipo Brent, saltaram mais de 3%, ficando acima dos 80 dólares por barril. É o maior valor em quatro anos

Fabiana Futema | Veja Online

Devido à política de preços empregada pela Petrobras – de repasses automáticos das oscilações da cotação do petróleo –, consumidores brasileiros podem sofrer com uma alta adicional de 25% no valor da gasolina ainda este ano. Segundo especialistas na commodity, o barril pode chegar a 100 dólares até o fim de 2018. Mantidos os repasses automáticos, isso poderia elevar o preço médio da gasolina para algo próximo de 5,80 reais o litro.

Os preços têm subido no mercado internacional devido à decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de não aumentar a produção de seus associados. Os valores de referência global do petróleo, do tipo Brent, saltaram mais de 3% nesta segunda-feira, ficando acima de 80 dólares por barril. É o maior valor dos últimos quatro anos.

“Barril a 100 dólares é uma expectativa que há anos o mundo persegue”, afirma Rafael Weber, gerente de portfólio da corretora Austro. “O que pode impedir a Opep de alcançar esse patamar são outras fontes de energia substitutas o petróleo, mas que são mais caras. No momento, há uma busca por esse equilíbrio”, diz Weber.

Outro fator que está pressionando a commodity é o crescimento global, impulsionado por Estados Unidos e China. Isso tem reduzido os estoques e atingido a demanda. Sem o aumento da produção, a margem de operação, principalmente dos Estados Unidos, fica menor. Ou seja, demanda maior, preços mais altos.

Por que isso acontece?

Desde julho de 2017, após uma decisão do então presidente da Petrobras, Pedro Parente, a estatal começou a fazer reajustes diários nos preços dos combustíveis. Com a depreciação do real frente ao dólar e a recuperação do petróleo no mercado internacional, a gasolina e o diesel encareceram. A principal reação a isso foi a greve dos caminhoneiros, no fim de maio deste ano.

O governo, para abafar a greve, mudou a política para o diesel, criou a tabela de frete e adicionou gatilhos que podem fazer ajustes na tabela toda vez que o principal combustível dos caminhões subir mais do que 10%. Mas, para a gasolina, pouca coisa mudou. A Petrobras continuou a repassar as variações da commodity para as refinarias.

“Desde Getúlio, o Brasil faz um esforço colossal para ser autossuficiente em petróleo. E por que foi feita essa política de Estado? Justamente porque você pode amenizar os efeitos da oscilação dos preços do petróleo no mercado internacional”, afirma o consultor Jean-Paul Prates, do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). “Não sou a favor do controle de preços, como era feito no passado. Essas oscilações são contornáveis pelo país”, conclui.

E o etanol?

Uma das formas de controlar o preço da gasolina é adicionar etanol em sua composição. Atualmente, a gasolina tipo C, que é a vendida nos postos regulares, já leva 27% de álcool.

“O aumento da taxa de etanol na gasolina atende a dois interesses: um é em razão da disponibilidade do álcool. O segundo é para segurar o preço da gasolina. Mas há uma limitação técnica”, afirma André Crisafulli, presidente da consultoria Andrade & Canellas.

A última vez que ampliou-se o porcentual de etanol na gasolina foi em junho de 2015, quando Dilma Rousseff ainda era presidente. À época, o governo aumentou de 25% para 27% o limite de etanol na mistura.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 24, pela Agência Nacional do Petróleo, o preço médio do etanol representa cerca de 61% do valor da gasolina nos postos de combustíveis.

Geração de energia eólica cresceu 17,8% em 2018

Representatividade da fonte chega a 7% do total gerado no Sistema Interligado Nacional. Rio Grande do Norte segue liderando produção e capacidade instalada.

A geração de energia eólica em operação comercial no país cresceu 17,8% nos sete primeiros meses de 2018. A informação consta na última atualização do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e indica também que as usinas eólicas somaram 4.470 MW médios entregues entre janeiro e julho, frente aos 3.793,9 MW médios gerados em 2017.

A representatividade eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7% em 2018. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas) foi responsável por 74,5% do total e as usinas térmicas responderam por 18,1%.

A CCEE contabilizou 520 usinas eólicas em operação comercial no país, ao final de julho, somando 13.2 GW de capacidade instalada, incremento de 17% frente aos 11.3GW de capacidade das 446 unidades geradoras existentes em julho de 2017.

Análise por estado

Quanto a análise focada na geração por estado, o Rio Grande do Norte se mantém como maior produtor de energia eólica no Brasil, com 1.244,8 MW médios de energia entregues nos primeiros sete meses de 2018. Na sequência aparecem a Bahia com 1.094,8 MW médios produzidos, o Piauí com 576,9 MW médios, o Rio Grande do Sul com 569,9 MW médios e o Ceará, com 553,4 MW médios.

Dados levantados pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) confirmam ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.592,25 MW. Em seguida aparecem Bahia, com 2.907,64 MW, Ceará com 2.249,06 MW, Rio Grande do Sul com 1.777,87 MW e Piauí, com 1.443,10 MW de capacidade.

“Estamos no período que o setor chama de ‘safra dos ventos’, que vai de junho a novembro, onde a produtividade é ainda maior. No Nordeste brasileiro a produtividade é cerca do dobro da média mundial, por isso podemos afirmar que temos os melhores ventos do mundo para a produção de energia eólica”, destacou o Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates.

Fonte: CERNE Press com informações da CCEE

Geração de energia solar e dos ventos bate recorde no Nordeste

Energia eólica atingiu 8.665 MW no pico de geração no último dia 13

Ao mesmo tempo em que a forte estiagem vem reduzindo cada vez mais a água armazenada nos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do país, o forte sol e os ventos estão batendo recorde de geração de energia. De acordo com o Operador Nacional do sistema Elétrico (ONS), no último dia 13 de setembro,foi registrado recorde de geração instantânea (no pico) das duas fontes no Nordeste. . A geração de energia eólica chegou a 8.665 Megawatts (MW) às 8 horas e 24 minutos, atendendo 83% da carga do Nordeste. O fator de capacidade chegou a 86% (quanto que a usina consegue gerar de sua capacidade máxima). Segundo o ONS, o recorde anterior tinha acontecido um dia antes, em 12 de setembro, quando foram produzidos 8.330 MW às 8 horas e 31 minutos.

Já a geração solar instantânea no pico chegou a 722 MW às 10 horas e 52 minutos, com fator de capacidade de 86%. O último recorde tinha acontecido no dia 11 de setembro, quando foram produzidos 710 MW às 9h57min.

A geração eólica média diária no Nordeste também bateu recorde no dia 13 de setembro ao serem produzidos 7.716 MW médios, com um fator de capacidade de 76%. Segundo o ONS, esse volume de energia foi suficiente para atender 74% da carga do Nordeste no dia. O recorde anterior foi registrado no dia 12 de setembro, quando foram gerados 7.319 MW médios.

Considerando a produção total de energia eólica no páis, incluindo outras regiões, no último dia 13 atingiu 8.718 MW médios, representando 13,6% da geração total do país de 64.285 MW. Já a energia solar contribuiu com 0,5% da geração total de energia do país com um total de 372 MW médios.

Fonte: Ramona Ordones | O Globo

EDP Renováveis reforça produção de energia eólica no Brasil

A EDP Renováveis Brasil, subsidiária da eléctrica de energia limpas portuguesa, fechou contratos de Aquisição de Energia (CAE) a 20 anos para a venda de electricidade no mercado regulado brasileiro.

A energia necessária a este abastecimento vai ser gerada em dois parques eólicos, os quais serão ainda instalados no estado de Rio Grande do Norte. Um, em Jerusalém, terá a capacidade registada de 176 MW e um segundo, em Monte Verde, de 253 MW.

“O preço atribuído aos contratos de longo prazo foi de R$94/MWh e R$87/MWh respectivamente, sendo que ambas as tarifas estão indexadas à inflação brasileira”, informa ainda a empresa no comunicado publicado na Comissão de Mercado e Valores Mobiliários (CMVM).

Estas novas operações só deverão ter início em 2024. Contudo, considerando estes contratos, a EDP Renováveis já tem contratualizados projectos de longo prazo que somam 0,8 GW de energia. Alguns têm o início das operações marcado já para este ano, e os restantes a partir de 2023.

Somando aos projectos já em actividade, a EDP Renováveis conta agora com 1,1 GW de energia a ser produzida em território brasileiro.

Fonte: Jornal de Negócios Portugal | Ana Batalha Oliveira

Acordo entre Voltalia e Echoenergia é de até 500 MW

Venda de 197 MW em parques eólicos da francesa é o primeiro passo de um acordo que ainda tem 303 MW que poderão ser assumidos pela geradora ligada ao fundo britânico Actis

A Voltalia vendeu 197 MW em parques eólicos que estão desenvolvidos e faltam ser implementados à Echoenergia como parte de um acordo que pode chegar a 500 MW em capacidade instalada em projetos futuros, todos localizados no cluster de Serra Branca (RN). O valor do negócio não foi revelado e em comunicado a companhia informa que essa região possui um potencial de 2 GW, dos quais apenas 309 MW estão em operação, 223 MW estão para ficar prontos em 2020 e um grande volume para ser desenvolvido e colocado em  futuros leilões ou por meio de projetos destinados ao mercado livre.

O acordo assinado com a Echoenergia, empresa do fundo britânico Actis, tem 500 MW como volume máximo a ser assumido por esta no mesmo cluster, já incluindo os 197 MW anunciados. Ou seja, sobram 303 MW adicionais que poderão, no futuro, ficar com a geradora no escopo acertado entre as duas partes.

Os ativos recém-adquiridos estão em um estágio avançado de desenvolvimento quanto à locação de terras, medição de vento, permissão e conexão à rede. Cabe agora à Echoenergia garantir contratos de venda de energia a longo prazo e investir para financiar sua construção. Em seu comunicado, a Voltalia aponta que a Echoenergia já garantiu 197 MW em contratos para a venda de energia no mercado livre e que deverá buscar outros novos PPAs até o máximo de 500 MW. A geradora já possui cerca de 700 MW em capacidade instalada por diversos estados no Nordeste.

Fonte: Canal Energia

Licenciamento ambiental para projetos de energia solar tem novo marco regulatório

Os processos de licenciamento e autorização ambiental para empreendimentos de energia solar vão ficar mais ágeis no Ceará. O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) modernizou e estabeleceu novos critérios e parâmetros para esses processos, a exemplo do que já havia feito em julho com o licenciamento de projetos de energia eólica. A resolução que estabelece o marco regulatório para o setor foi aprovada na última quinta-feira (6/9) e deverá desencadear mais oportunidades em energias renováveis no Ceará, atraindo novos investimentos.

Para o coordenador do Núcleo de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Joaquim Rolim, as novas regras para o licenciamento ambiental da geração eólica e solar irão propiciar melhores condições para o desenvolvimento e ampliação da quantidade de projetos em energias renováveis, aumentando as possibilidades de os empreendimentos cearenses serem contratados em leilões. “O Ceará agora passa a ter uma regulamentação para licenciamento ambiental, tanto na geração distribuída (até 5MW) quanto na geração centralizada (acima de 5MW), mais moderna e bem definida”, opina.

De acordo com ele, isso foi possível após um minucioso trabalho de benchmarking conduzido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), com recomendações importantes da FIEC, através dos Núcleos de Energia e Meio Ambiente, Sindienergia e Câmara Setorial de Energias Renováveis

“Essa nova regulamentação de licenciamento de projetos de energias renováveis aprovado pelo Coema atende aos anseios do setor. A Câmara Setorial de Energias Renováveis do Ceará identificou essa necessidade e foi atendida pelo secretário Artur Bruno, que mobilizou a Sema e a Semace com esse propósito”, avalia Jurandir Picanço, consultor de energia da FIEC e presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Ceará.

O secretário estadual do Meio Ambiente, Artur Bruno, que também preside o Coema, ressalta que a nova regulamentação para o licenciamento de empreendimentos de energia solar veio após muita discussão em grupos de trabalho e câmaras técnicas, tendo sido inclusive modificado com emendas que foram propostas no âmbito desses grupos de trabalho. “Essa resolução é importante para o desenvolvimento econômico e social do estado. O Ceará e as políticas de meio ambiente ganham muito com isso”, destacou.

Fonte: Federação das Indústrias do Estado do Ceará