Renováveis representaram 72% das novas usinas em 2019, aponta Irena

Foram reportados 176 GW em nova capacidade de geração renovável em todo o mundo e agora essa modalidade aumentou para 34,7% de todo o mix ante 33,3% no final de 2018

O setor de energia renovável adicionou 176 GW de capacidade de geração em 2019. Esse dado é da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena, na sigla em inglês), e está um pouco abaixo dos 179 GW – volume revisado – que foram adicionados em 2018. Com esse avanço, as renováveis ​​cresceram 7,6% no ano passado.
Apesar da retração, destacou a entidade, as fontes representaram 72% de toda a expansão de energia reportada em 2019. O crescimento total de energia renovável superou o crescimento de combustíveis fósseis em um fator de 2,6 vezes, comportamento este estabelecido pela primeira vez em 2012. A energia solar e eólica contribuíram com 90% da capacidade renovável total adicionada em 2019.
A solar adicionou 98 GW em 2019, 60% dos quais na Ásia. Por sua vez, a fonte eólica expandiu em cerca de 60 GW, liderada pelo crescimento na China (26 GW) e nos Estados Unidos (9 GW). As duas tecnologias agora geram 623 GW e 586 GW, respectivamente, quase metade da capacidade renovável global. As hidrelétricas, a bioenergia, a energia geotérmica e a marinha apresentaram expansão modesta com 12 GW, 6 GW, 700 MW e 500 MW, respectivamente.
Na fonte hidrelétrica, Brasil e China foram os destaques com mais de 4 GW adicionados em cada país.
Em comunicado, o diretor geral da Irena, Francesco La Camera, comentou que com as adições renováveis ​​fornecendo a maioria das novas capacidades no ano passado, fica claro que muitos países e regiões reconhecem o grau em que a transição energética pode gerar resultados positivos. E alertou ainda que embora a trajetória seja positiva, é necessário mais para colocar a energia global em um caminho com desenvolvimento sustentável e mitigação do clima.
Segundo relatório anual da Irena Estatísticas de Capacidade Renovável 2020 (publicado em inglês), as energias renováveis ​​representaram pelo menos 70% da expansão da capacidade total em quase todas as regiões em 2019, exceto na África e no Oriente Médio, onde representaram 52% e 26%, respectivamente.

As adições elevaram a parcela renovável de toda a capacidade global de energia para 34,7%, ante 33,3% no final de 2018. O movimento para geração não renovável seguiu globalmente as tendências de longo prazo em 2019, com crescimento líquido na Ásia, Oriente Médio e África e descomissionamento líquido na Europa e América do Norte.

Conforme vem ocorrendo nos últimos anos, a Ásia dominou o crescimento e respondeu por 54% do total de novos projetos em operação. Naquele mercado foram reportados pouco mais de 95 GW em energia nova, um ritmo um pouco mais lento que em 2018. O crescimento na Europa e na América do Norte aumentou na comparação anual. A África adicionou 2 GW de capacidade renovável em 2019, metade dos 4 GW instalados em 2018.

Fonte:

Coronavírus cria incerteza para leilões de energia e analistas defendem adiamentos

Os leilões do governo para novos projetos de energia, principalmente os que envolvem fontes renováveis, como usinas solares e eólicas, podem estar comprometidos pelo coronavirus

Reuters – A pandemia global de coronavírus e seus desdobramentos sobre a economia têm gerado uma onda de incertezas em relação aos próximos leilões do governo no Brasil para novos projetos de energia, principalmente os que envolvem fontes renováveis, como usinas solares e eólicas, disseram especialistas à Reuters.

As licitações do setor elétrico atraíram nos últimos anos intenso apetite de investidores mesmo em meio a uma recessão histórica do país, mas agora preocupações sobre o comportamento de fatores como câmbio e custos de captação de recursos já levam consultores a defender até a postergação de ao menos algumas das disputas.

Estão agendados para 30 de abril leilões para contratar térmicas a gás e carvão em substituição a usinas em operação cujos contratos vencerão nos próximos anos. Em 28 de maio, deve ocorrer o leilão A-4, para novos projetos de geração renovável.Estão previstas, ainda, uma licitação para projetos de geração incluindo termelétricas em setembro (A-6), e dois certames de concessões para a construção de linhas de transmissão, em junho e dezembro.

“Os clientes têm nos procurado e sinalizado muita dúvida no momento de preparar suas ofertas. Em algumas tecnologias os equipamentos são importados e com isso tem muita incerteza do câmbio”, disse à Reuters o presidente da consultoria PSR, Luiz Barroso.

A moeda norte-americana está em franca disparada desde o início da crise do coronavírus e acumula valorização de mais de 25% frente ao real em 2020.

Enquanto o estresse nos mercados pode levar empresas a projetar cenários pessimistas, o que aumentaria os preços da energia nos leilões e prejudicaria consumidores, eventuais apostas em cenários mais otimistas que não se concretizem à frente podem gerar risco de abandono de projetos, apontou Barroso.

“Essa poderia ser uma razão para cogitar o adiamento”, afirmou ele, apontando que uma decisão nesse sentido poderia ser “prudente” ao menos para os leilões A-4 e A-6, que sofreriam maior impacto de fatores como o câmbio.

“Acho que seria uma medida inteligente parar para pensar. Eu adiaria o cronograma desses leilões. Nessa hora, é como se a gente estivesse em um quarto escuro, e todo mundo vai dando passos bem curtos para não tropeçar”, disse o vice-presidente de Estratégia e Novos Negócios da Electra Energy, Edvaldo Santana.

Além da tensão entre os investidores, ele ressaltou que o coronavírus pode gerar efeitos significativos sobre a demanda por energia, o que impactaria até mesmo a necessidade de contratação das novas usinas nos certames.

“É um pouco arriscado falar isso, mas acho que se o problema durar mais três meses vamos ter uma queda do consumo em 2020 que vai ser inédita em relação a períodos sem racionamento, vai ser muito grande. Espero estar errado”, apontou Santana, que é ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Procurado, o Ministério de Minas e Energia afirmou em nota que “está acompanhando a evolução do Covid-19 e seus impactos sobre o mercado de energia”, mas destacou que “por ora, esses leilões estão mantidos”.

Alternativamente, a PSR sugere que o governo amplie o prazo para que distribuidoras definam quanto em energia comprarão nas licitações, o que poderia evitar cenários de sobrecontratação.

RENOVÁVEIS EM XEQUE

A avaliação entre especialistas é de que todas licitações podem ser impactadas de alguma maneira, mas a maior preocupação é com o leilão A-4, mais próximo e voltado principalmente a usinas eólicas e solares.

Projetos fotovoltaicos são os que mais dependem de equipamentos produzidos na China e cotados em dólares, o que já fez empresas desistirem de investimentos no Brasil em 2016, após um salto da moeda dos EUA em meio à recessão e impeachment de Dilma Rousseff.

Com isso, o governo acabou por promover em 2017 um inédito “leilão reverso”, no qual diversas empresas pagaram pelo direito de abandonar seus projetos sob penalidades menores que as previstas em contrato.

“O fato de energia ser um investimento de longo prazo reduz um pouco esses efeitos, mas uma série de decisões têm de ser feitas agora, como pré-contratos de equipamento”, disse o consultor Tiago de Barros, ex-diretor da Aneel.

“Já tivemos no passado um problema com solar porque o dólar disparou”, lembrou ele, pontuando que nesse cenário seria difícil para investidores na fonte repetir a redução recorde de preços das últimas licitações.

Os impactos das incertezas seriam menores para o leilão de térmicas agendado para abril e para os certames de transmissão, mas mesmo neles poderia se esperar uma menor agressividade nas licitações, em uma importante virada de tendência.

O último leilão de projetos de transmissão, em dezembro, registrou deságios recordes na receita teto oferecida aos investidores, de 60%.

“Estava todo mundo bem otimista, e agora está todo mundo no mínimo com muitas dúvidas. Diria que hoje a estimativa inicial é de que todos leilões vão ter menos deságio, está todo mundo exigindo mais retorno”, disse o sócio da consultoria Thoreos, Rodrigo de Barros.

Os mais recentes leilões de geração do Brasil atraíram interesse de gigantes como a chinesa CGNEI, a francesa EDF, a norueguesa Statfrakt e a canadense Canadian Solar.

Já em transmissão a disputa contou com a colombiana ISA, a espanhola Iberdrola e a chinesa State Grid, por meio dos braços locais ISA Cteep, Neoenergia e CPFL, além das brasileiras Equatorial, Energisa e Taesa e diversas empresas de menor porte e fundos de investimento.

Eólicas no RN já podem começar operação

Aneel suspende operação comercial de UHE Sinceridade, da Cemig

A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou nesta quinta-feira, 5 de março, o início da operação em teste das unidades geradoras UG5 e UG6 da eólica Vila Rio Grande do Norte II, localizada na cidade de Serra do Mel (RN). Cada usina tem potência de 4,2 MW, soando 8,4 MW. A EOL Ventos de Vila Paraíba II, na mesma cidade, também recebeu autorização para operar no modo teste as unidades geradoras UG7 a UG9, de 3,46 MW cada, totalizando 10,3 MW. A eólica também fica na mesmo cidade.A Aneel também decidiu suspender a operação comercial das unidades UG1 e UG2 da UHE Sinceridade, que pertence a Cemig a partir da data de hoje.

Fonte: Canal Energia

Petrobras suspende projeto de eólica offshore

A decidiu suspender o projeto piloto para geração  no campo de Ubarana, na Bacia Potiguar, litoral do Rio Grande do Norte. A decisão foi comunicada ao Ibama, responsável pelo licenciamento ambiental do projeto, no fim de janeiro.

Em ofício encaminhado à diretoria de Licenciamento, a Petrobras afirma que o projeto foi “reavaliado e suspenso, enquanto a empresa prospecta oportunidades de sinergias e parcerias com objetivo de desenvolver um projeto comercial de geração eólica offshore no Brasil”.

A eólica de Ubarana seria um projeto-piloto, de pesquisa. Além da torre e do aerogerador, a Petrobras previa a instalação de equipamentos para medir o potencial de geração a cerca de 20 km da costa de Guamaré, em uma região com lâmina d’água média entre 12 e 16 metros.

Na atual gestão de , a Petrobras está deixando os setores de energia, o que inclui vender e reduzir sua presença na geração renovável – além de eólica, está saindo também da produção de biocombustíveis.

Faz parte da estratégia de “maximizar o retorno para os acionistas”, isto é, investir na produção de petróleo e gás natural do pré-sal, ativos que dão mais retorno. No fim do ano passado, a companhia desistiu de uma parceria para estudar projetos eólicos offshore ao lado da Total Eren, divisão da petroleira francesa Total. Poder360

Essa postura, inclusive, começa a ser questionada por analistas de mercado. Durante a apresentação dos resultados da companhia, em fevereiro – quando revelou um lucro recorde de R$ 40 bilhões –, foram feitos questionamentos se o freio na transição energética não pode impactar a reputação e a competitividade da empresa no futuro.

“Acho que após mais dois anos de trabalho árduo a empresa será mais competitiva e estará preparada para concluir quais serão as áreas competitivas em renováveis para a Petrobras”, avaliou Andrea Almeida, diretora financeira da companhia. Valor

Por enquanto, o foco da empresa é em mitigação de emissões. Pretende investir US$ 850 milhões até 2024 em medidas descarbonização da sua produção de petróleo e gás natural – por ano, serão US$ 70 milhões em P&D e mais US$ 100 milhões para interromper emissões em flare, captura e armazenamento de CO2 e eficiência energética.

Enquanto isso, serão apresentados, no próximo dia 11 de março, os estudos de impacto ambiental (.pdf) do parque eólico offshore Caucaia, da , no litoral do Ceará. É a primeira audiência pública para licenciamento de eólica offshore no país.

A Bi Energia pretende instalar 59 aerogeradores, 48 deles em mar aberto, com potência instalada total de 576 MW, e outras 11 torres, com o total de 22 MW no total, em terra.

E no mês passado, a Neoenergia iniciou o licenciamento de três novos projetos para a construção de eólicas offshore no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e também no Ceará. Juntos, somam 9 GW de capacidade instalada em 600 aerogeradores – maiores projetos em planejamento no país.

Primeira solar flutuante de São Paulo

Começou a operar, em fase de testes, a primeira usina fotovoltaica flutuante da cidade de São Paulo. Com investimento de R$ 450 mil, o projeto está instalado em uma área de mil m² do reservatório Billings junto à usina elevatória de Pedreira e pretende avaliar a viabilidade da implantação de usinas fotovoltaicas nos reservatórios da capital.

A construção da usina foi feita em parceria com a Sunlution Soluções em Energia, que foi escolhida a partir de uma chamada pública. Se o resultado for positivo, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE) abrirá nova chamada pública para implantação de usinas semelhantes nas represas Billings e Guarapiranga.

A Sunlution atuou também para a Chesf, na instalação da solar flutuante de Sobradinho, na Bahia – projeto de P&D que instalou uma usina de 1MW de potência no reservatório da hidrelétrica.

Chegada do B12

Entrou em vigor no domingo (1º) o novo percentual mínimo de que deverá ser misturado ao óleo diesel de petróleo, que sobe de 11% (B11) para 12% (B12) – segunda etapa do planejamento para elevar o teor do biocombustível para 15% (B15) em 2023.

No período de transição, os estoques de B11 nos postos ainda poderão ser vendido, mas a introdução do B12 deve elevar a demanda nacional de biodiesel para 6,9 bilhões de litros em 2020, frente aos 5,9 bilhões produzidos em 2019.

A política para o biocombustível deve implicar em um aumento da capacidade de produção brasileira nos próximos anos. Atualmente, os produtores nacionais são capazes de entregar 9 bilhões de litros por ano e, de acordo com projeções da EPE, a demanda deve atingir 9,55 bilhões em 2023, primeiro ano do B15.

A elevação do percentual também ocorre em momento de alta no preço do biocombustível, negociado em leilões, sob regulação da ANP. Na disputa mais recente (L71), o litro do biodiesel foi negociado a R$ 2,912; no leilão anterior (L70), por R$ 2,857 na média nacional – os preços giravam em torno de R$ 2,30 nos leilões anteriores. Folha

Representa o aquecimento do mercado da soja lá fora, com aumento da demanda da China, em meio às disputas comerciais com os EUA.

Mas também a situação da produção no Brasil, com usinas de menor porte tendo dificuldade para competir e até manter suas atividades. Em 2019, 41 usinas de biodiesel entregaram o biocombustível, das mais de 90 autorizadas a operar pela ANP.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Felipe Maciel, Guilherme Serodio e Larissa Fafá
Editada por Gustavo Gaudarde | E&PBR

Rio Grande do Norte manterá liderança eólica até 2025

Estado tem 3,1 GW contratados, o que elevará sua potência instalada para 7,3 GW até 2025, à frente da Bahia

Marcelo Furtado | Energia Hoje

A se basear pelos projetos em operação, em construção e contratados não iniciados, o Rio Grande do Norte continuará a ser o principal estado gerador de energia eólica do país. Atualmente, segundo dados da Aneel, o estado potiguar tem 4.176,84 MW instalados, em 156 parques, o que representa 27% da capacidade eólica nacional de 15,4 GW. A Bahia é o segundo, mesmo com mais parques (167), porém com potência instalada menor, de 4.054,39 MW.

E o cenário é de manutenção da liderança. De acordo com levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec), há 24 parques em construção (915 MW) e mais 62 contratados e não iniciados (2,2 GW). Esses 3,1 GW de capacidade farão o RN chegar a 7,3 GW, com 242 parques, até 2025. Já a Bahia, segundo dados da Aneel, tem 2,2 GW contratados (1 GW em construção e 1,2 GW não iniciados).

Com cerca de 2 mil aerogeradores em operação, o estado conta a seu favor o potencial eólico espalhado no litoral e no interior, tanto em região serrana (Serra de Santana) como plana (Mato Grande). “É o diferencial do estado, porque por exemplo no Ceará os bons ventos são no litoral e na Bahia, no interior”, explicou Darlan Santos, o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), de Natal (RN).

Segundo Santos, a continuidade da expansão se dá em todo o estado, mas com destaque em áreas que envolvem a região do Mato Grande, Serra de Santana e os municípios da Costa Branca, Serra do Mel e Areia Branca. Em Serra do Mel, há a maior potência contratada potiguar, de 769 MW. Com esse projetos (principalmente da Voltalia e da Echoenergia), segundo levantamento da Sedec, até 2025 a cidade representará 24% da potência contratada do RN.

Na região do Mato Grande, que engloba área de 5.732 km2 entre o litoral norte e o interior, continua Santos, os destaques são os municípios vizinhos João Câmara e Parazinho, cada um deles com 22 projetos instalados e que juntas totalizam em potência instalada 1,3 GW, com 742 MW e 629 MW, respectivamente. “Essas duas cidades têm a maior densidade de aerogeradores do estado e João Câmara se tornou um centro de operação e serviços para o setor”, disse. Na mesma região, outros municípios atraem investimentos, como Bento Fernandes, Jandaíra, Maxaranguape, Pedra Grande, Rio do Fogo, São Miguel do Gostoso, Touros e São Bento do Norte.

Segundo o presidente do Cerne, com todos os projetos, contratados nos últimos leilões e outros para o mercado livre, a expectativa é de se atrair para o estado até R$ 14 bilhões em investimentos até 2025. Desde 2009, quando houve o primeiro leilão para eólicas no país e o RN foi o maior contratante, com 23 projetos, já foram investidos cerca de R$ 15 bilhões.

Aneel libera 18,8 MW eólicos para testes no Rio Grande do Norte

Parecer refere-se às EOLs Vila Rio Grande do Norte I e Ventos de Vila Ceará I

A Agência Nacional de Energia Elétrica deliberou a operação em regime de testes de duas centrais eólicas em Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, totalizando 18,8 MW de capacidade liberada no estado. A decisão envolve dois aerogeradores de 4,2 MW da usina Vila Rio Grande do Norte I, totalizando 8,4 MW de potência. A outra EOL, Ventos de Vila Ceará I, teve três turbinas de 3,4 MW contempladas pelo parecer, totalizando 10,4 MW para a região.

Aneel confirma resultado dos leilões A-1 e A-2

Leilão realizado em dezembro de 2019 negociou 308 MW médios em contratos de energia existente

A Agência Nacional de Energia Elétrica homologou o resultado dos leilões de energia existente A-1 e A-2 para todos os vendedores do certame. Os leilões realizados em dezembro de 2019 negociaram 308 MW médios em contratos com valor total de R$ 918,9 milhões.

No A-1, foram contratados 29 MW médios de energia ao preço médio de R$ 158,37/MWh, com deságio de 16,65% em relação preço-teto estabelecido de R$ 190,00/MWh. O fornecimento vai de janeiro de 2020 a dezembro de 2021.

No A-2, foram negociados 279 MW médios ao preço médio de R$ 171,52/MWh, com deságio de 9,7%. O período de suprimento é de janeiro de 2021 a dezembro de 2022.

Entre as distribuidoras que compraram energia, apenas a Companhia de Eletricidade do Amapá está inadimplente com as obrigações setoriais.

Rodrigo Limp é indicado para Secretaria de Energia do MME

Nomeação do diretor da Aneel precisa ser confirmada pela Casa Civil

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Rodrigo Limp, foi indicado para assumir a Secretária de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, vaga que está em aberta desde que Ricardo Cyrino pediu demissão do cargo em outubro de 2019. Nesta sexta-feira, 14 de fevereiro, a Câmara dos Deputados autorizou a ida de Limp para o MME, uma vez que o diretor da Aneel tem cargo efetivo de analista legislativo. A nomeação de Limp precisa ser confirmada pela Casa Civil.

Limp tomou posse na Aneel em maio de 2018 e seu mandato terminaria em 2022. Seu substituto imediato será Júlio César Rezende Ferraz, Superintendente de Regulação Econômica e Estudos do Mercado da Aneel, por ser o primeiro na lista de substituição.

Há mais de um ano Limp conduzia um polêmico processo de revisão das regras de geração distribuída. A proposta apresentada pelo diretor foi duramente criticada por uma parcela do mercado, o que deu origem a campanha viral sobre a taxação do Sol. O processo de revisão da Resolução nº 482/12 está em consulta pública.

Fonte: Canal Energia

Governo do RN publica infográfico sobre setor elétrico

Com o objetivo de ampliar a transparência e promover uma compreensão maior sobre a geração de energia no estado, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico publicou nesta sexta-feira (07) a primeira parte do Infográfico do Setor Elétrico do Rio Grande do Norte.

O documento traz as principais informações sobre a matriz elétrica estadual, apresentando o ranking municipal de potência instalada e potência contratada e um panorama geral das diversas fontes de geração de energia no estado, evidenciando o crescimento do setor em cada tipo de geração.

O Infográfico será publicado por trimestre, podendo, futuramente, apresentar tiragens específicas detalhando cada tipo de fonte: eólica, solar, biomassa ou gás.

Esta iniciativa deverá contribuir para que o RN avance cada vez mais em políticas públicas voltadas para o incentivo à geração de energia por fontes renováveis.

Clique aqui para acessar o infográfico.

Fonte eólica cresce 12% em instalação nas Américas em 2019

Capacidade instalada nas Américas do Norte, Central e Sul está acima dos 148 GW

A fonte eólica instalou em 2019 13.427 MW em capacidade nas Américas, valor 12% acima do registrado em 2018, de acordo com dados do Global Wind Report 2019. O relatório é a principal publicação do Global Wind Energy Council e a mais importante do setor. Ainda de acordo com esse relatório, a capacidade total instalada de energia eólica nas Américas do Norte, Central e do Sul está agora acima de 148 GW, triplicando a capacidade de energia eólica na região nos últimos 10 anos.

Os principais países da região em instalação no ano passado foram os Estados Unidos, com 9.143 MW, o México, com 1.284 MW, a Argentina, com 931 MW e o Brasil, 745 MW. A expectativa do GWEC, é que a fonte entre 2020 e 2024 tenha mais 220 GW de nova capacidade.

O relatório cita ainda que o mercado de eólicas offshore nos Estados Unidos está crescendo, com as primeiras instalações em grande escala previstas para os anos de 2022 e 2023 e mais de 10 GW sendo construídos. O Brasil tem potencial para implantar máximo 700 GW de energia eólica offshore, de acordo com um roteiro para energia eólica offshore divulgado pelo Escritório de Pesquisa Energética do país em janeiro de 2020.

Segundo o relatório do GWEC, a instabilidade regulatória e política nos principais mercados eólicos da América Latina vão ser os grandes desafios na aceleração da fonte eólica na região.

Fonte: Canal Energia

Petrobras começa venda de parques eólicos no Rio Grande do Norte

Estatal quer vender participação nas empresas Eólica Mangue Seco 1 e Eólica Mangue Seco 2, que operam dois parques com 26 MW de capacidade, cada, em Guamaré.

A Petrobras começou a fase de venda das suas participações acionárias em dois parques eólicos localizados no município de Guamaré, na região da Costa Branca potiguar. Nesta sexta-feira (31), a empresa divulgou documentos com informações sobre ambos os empreendimentos, em busca de possíveis compradores. A ação faz parte dos desinvestimentos da estatal.

As empresas colocadas à venda são a Eólica Mangue Seco 1 e Eólica Mangue Seco 2, proprietárias de usinas de geração de energia eólica no estado. Segundo a petroleira, elas fazem parte de um complexo de quatro parques eólicos com capacidade instalada total de 104 MW. Cada uma detém e opera um parque eólico com 13 turbinas e capacidade de 26 MW.

A “divulgação de oportunidade”, que contem as principais informações sobre os ativos e os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais compradores, foram publicadas no site da Petrobras (aqui). De acordo com o documento, ambos os parques à venda tem contrato de venda de energia de 2012 até 2032.

Ainda segundo a Petrobras, a divulgação da venda ocorre conforme as diretrizes para desinvestimentos e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais.

“Essas operações estão alinhadas à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas”, informou a empresa, em nota.

Participações

Na Mangue Seco 1, a Petrobras e a Alubar Energia S.A possuem, respectivamente, 49% e 51% de participação. Na Mangue Seco 2, a Petrobras e a Eletrobras possuem, respectivamente, 51% e 49% de participação.

Fonte: G1/RN

 

Relatório apresenta diversidade de gênero no setor eólico global

Documento é elaborado pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC), a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) e Rede Global de Mulheres para a Transição Energética (GWNET).

Na semana passada, o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC), a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) e Rede Global de Mulheres para a Transição Energética (GWNET) publicaram um relatório sobre diversidade de gênero no setor eólico global. O documento intitulado “Energia eólica: uma perspectiva de gênero” constatou que as mulheres representam apenas 21% da força de trabalho em energia eólica.

A pesquisa foi realizada com base em quase 1.000 respostas de 71 países – o maior conjunto de dados do tipo compilado até o momento. Isso está abaixo da parcela de mulheres no setor global de energias renováveis (32%) e até abaixo do nível no setor de petróleo e gás (22%). O relatório destaca que, embora existam oportunidades de emprego significativas para as mulheres em toda a cadeia de valor de energia eólica, o setor global de energia eólica ainda não alcançou uma igualdade significativa de gênero. O material também mostra que existem oportunidades para melhorar o equilíbrio de gênero, fazer maior uso das habilidades das mulheres e consolidar a energia eólica como parte de um sistema de energia inclusivo e sustentável para o futuro.

PROGRAMA “WOMEN IN WIND”

Em 2019, o GWEC criou o Programa de Liderança Global da Women in Wind, junto com a GWNET, com objetivo de abordar o déficit de diversidade de gênero e ajudar as empresas a adotarem uma abordagem proativa para promover as mulheres em posições de liderança, participando de um programa de orientação, networking e treinamento. No ano passado, o programa operou de forma piloto com um grupo de 16 mulheres e teve um enorme sucesso, com forte feedback positivo dos participantes e dos departamentos de RH da empresa que estão se esforçando para resolver a questão de gênero. O programa de 2019 do GWEC foi apoiado por três patrocinadores fundadores (MHI Vestas, Mainstream Renewable Power, GE Renewable Energy) e vários outros participaram nomeando mentorandos, hospedando visitas ao site, falando em nossos seminários on-line e participando de outras atividades.

Para 2020, o GWEC planeja ter um programa muito mais ambicioso, envolvendo mais participantes e palestrantes, bem como um esquema de embaixador global e já abriu as inscrições. Recentemente, o GWEC aderiu à iniciativa internacional Equal by 30 para defender a igualdade de gênero em energia limpa

Para consultar o relatório na íntegra, clique aqui://bit.ly/30P0kXy

Governo estuda abrir mercado livre de energia a consumidor residencial até 2022

O governo decidiu determinar a realização até o início de 2022 de estudos sobre a ampliação para todos consumidores do chamado mercado livre, no qual grandes clientes podem negociar o suprimento diretamente com geradores e comercializadoras, ao invés de serem atendidos compulsoriamente por concessionárias de distribuição.

Os estudos sobre medidas necessárias à abertura deverão ser apresentados até o final de janeiro de 2022 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), segundo portaria n° 465/2019 do Ministério de Minas e Energia no Diário Oficial da União na segunda-feira (16).

A medida ainda define que haverá redução gradual, a partir de 2021, de requisitos para que empresas passem a operar com maior flexibilidade no mercado livre de eletricidade.

Pelas regras atuais, podem atuar no mercado livre apenas consumidores com carga de energia a partir de 0,5 megawatt, mas esses clientes são conhecidos como “consumidores especiais” e só podem comprar energia de fontes renováveis, conhecida como “energia incentivada”.

De acordo com a portaria, ficam previstos novos cortes futuros no patamar mínimo de carga para que um consumidor livre deixe de ser considerado “especial”.
“Essa mudança é uma demanda do setor e vem sendo longamente discutida entre agentes, associações e governo. Isso deverá gerar uma maior competição entre os atores, com diminuição de preços e disponibilização de contratos diferenciados”, disse o Diretor-Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Darlan Santos.O cronograma prevê adoção de patamar mínimo de 1,5 megawatt a partir de janeiro de 2021. Haverá nova redução a partir de janeiro de 2022, para patamares a partir de 1 megawatt, e outra a partir de janeiro de 2022, para cargas a partir de 0,5 megawatt.
Ainda em 2022, Aneel e CCEE deverão concluir estudo sobre “as medidas regulatórias necessárias” para permitir a abertura do mercado livre para os consumidores com carga inferior a 0,5 megawatt”.
A proposta resultante desses trabalhos deverá prever um cronograma de abertura com início a partir de janeiro de 2024, de acordo com a medida do Ministério de Minas e Energia.
Atualmente, operam no mercado livre elétrico principalmente indústrias e empresas com grande demanda, incluindo redes de shoppings, supermercados e hotéis, por exemplo.
Fonte: CERNE Press com informações da Reuters

Presidente do CERNE recebe prêmio entre os mais influentes na área de energia

O diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Darlan Santos, recebeu nesta terça-feira (10), em São Paulo, o prêmio na Categoria Referência como um dos 100 Mais Influentes da Energia no Brasil em 2019.

“Muito gratificante o reconhecimento do setor de energia e reconhecimento pelas atividades do CERNE”, comemorou o executivo.

Prêmio homenageia os profissionais que mais se destacaram no setor nos últimos meses. A escolha dos ganhadores é feita pelo conselho editorial do Grupo Mídia baseada em pesquisa de mercado e votação aberta pelo site da revista Full Energy Brasil.

Darlan Santos

Engenheiro Especialista em Energia Eólica. Diretor Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia – CERNE, na promoção e articulação com instâncias institucionais, acadêmicas, científicas, empresariais e governamentais para o desenvolvimento dos recursos naturais e fontes energéticas. Diretor da DESAN Renováveis,  empresa especializada na medição do recurso energético e apoio ao desenvolvimento de projetos de geração de energia eólica e fotovoltaica. Trabalhou para Petrobras de 2009 a 2017 no desenvolvimento dos projetos de energia eólica em todo o território nacional, além de atuar e coordenar projetos de P&D de interesse da Petrobras na área de energia eólica.

Fonte: CERNE Press

CERNE marca presença no 6º Seminario Socioambiental Eólico

O diretor-presidente do CERNE, Darlan Santos, participou na última sexta-feira (6) do 6º Seminário Socioambiental Eólico, em Recife, Pernambuco. Ele foi um dos palestrantes do painel sobre regulação e licenciamento das usinas eólicas offshore. Na ocasião, Darlan apresentou o histórico desse estudo no Brasil e os diagnósticos dos gargalos e desafios para esse setor. “Considero que esse setor pode contribuir de forma substancial na oferta de geração ao país, nos coloca a missão de trabalhar na garantia de um modelo regulatório seguro para os futuros investimentos”, disse.

O evento reúne operadores de parques eólicos, órgãos ambientais, representantes governamentais e especialistas em um evento que equilibra o conhecimento técnico e o relacionamento entre os líderes da área. Durante as sessões, o seminário explora fatores sociais, ambientais e históricos dos projetos de geração de energia eólica através do compartilhamento de experiências dos empreendedores e especialistas da área.

No painel também participaram o chefe da divisão de energia do IBAMA, Eduardo Wagner, a analista da EPE, Mariana Espécie, e o diretor técnico da Abeeólica, Sandro Yamamoto.

Echoenergia planeja investir R$ 1 bi em usina eólica no Rio Grande do Norte

A Echoenergia, braço de geração de energia renovável da gestora britânica Actis, vai investir cerca de R$ 1 bilhão na construção de um novo complexo eólico no Rio Grande do Norte. Com 206 megawatts (MW) de capacidade, o empreendimento, chamado de Serra do Mel 2, está previsto para entrar em operação em janeiro de 2022 e fornecerá energia para quatro consumidores livres com os quais a companhia assinou recentemente contratos de compra e venda de energia no longo prazo.

“Acabamos de assinar [os contratos] com quatro compradores diferentes. Com isso, construindo esse parque, chegaremos a 1.211 MW de capacidade instalada em 2022”, afirmou o presidente da Echoenergia, Edgard Corrochano, ao Valor.

Com os novos contratos assinados, subiu para 479 MW a capacidade de projetos em construção da Echoenergia. A empresa prevê concluir em meados de 2020 a construção do parque Serra do Mel, também no Rio Grande do Norte, que atenderá outros contratos do mercado livre.

A empresa possui também 732 MW de potência de parques eólicos em operação no Brasil.

Segundo Corrochano, a expectativa é atingir um faturamento de cerca de R$ 1 bilhão, em 2022. Neste ano, o faturamento deverá ser da ordem de R$ 600 milhões.

Outra meta da companhia é alcançar uma carteira de 1,5 mil MW, entre projetos em operação e construção. O presidente da Echoenergia prevê que esse número seja atingido já em 2020.

Com relação ao novo parque Serra do Mel 2, a Echoenergia está analisando as alternativas de financiamento para o projeto. A opção tradicional seria o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), porém a companhia já captou R$ 1,3 bilhão em 12 meses com a instituição e atingiu o teto de financiamento.

As alternativas em estudo para financiar o novo complexo são a emissão de debêntures de infraestrutura e o acesso a recursos de uma agência de crédito à exportação, considerando a hipótese de as turbinas serem importadas. Outra opção é a securitização dos contratos de fornecimento de longo prazo, ou seja, a antecipação dos recebíveis oriundos desses contratos.

“Estamos olhando várias alternativas. Vamos obviamente com a mais competitiva. Estamos fazendo a securitização de alguns desses PPAs [sigla em inglês para os contratos de energia de longo prazo], que é uma inovação no mercado de financiamento de energia”, completou Corrochano.

O executivo disse ainda estar acompanhando as discussões no Congresso em torno dos projetos de lei que tratam da reforma do setor elétrico, com perspectiva de abertura maior do mercado. “Vemos que, financeiramente, a migração [do consumidor cativo para o livre] vai continuar. E estamos em uma posição privilegiada de capturar ainda mais esse crescimento do mercado livre”, afirmou o executivo. Ele prevê que, no fim da próxima década, as participações do ambiente de contratação livre, hoje de 30% do mercado total de energia, e do regulado, de 70%, vão se inverter.

“A eólica vai se beneficiar da abertura do mercado, porque ela é muito competitiva”, completou.

Questionado sobre reportagem publicada no fim de outubro pelo Valor informando que a Actis teria colocado a Echoenergia à venda, o executivo disse que não comentaria o assunto.

Fonte: Rodrigo Polito | Valor Econômico

CERNE faz palestra na WWEC2019

O diretor presidente do CERNE, Darlan Santos, participou nesta terça-feira (26) do painel “Northeast of Brazil: Towards the Maximum Renewables. O painel marcou a manhã do segundo dia do World Wind Energy Conference – WWEC 2019.

Junto a expoentes do setor eólico brasileiro como o professor e precursor Everaldo Feitosa, o ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) José Carlos de Miranda Farias, o Secretário de Energia de Pernambuco, Luis Cardoso Ayres Filho, o consultor da Federação das Indústrias do Ceará (FIEC), Jurandir Picanço, e o representante da WEEA na Alemanha, Heinrich Bartelt.

Fonte: CERNE Brasil

O presidente do CERNE destacou os avanços das renováveis na região nordeste do Brasil, enfatizando o vasto potencial ainda a ser explorado, as conquistas e os próximos desafios, alguns atualmente em negociação, tal como a normatização da geração distribuída e a equalização da distribuição de receitas provenientes do ICMS entre estados produtores e estados consumidores de energia.

O WWEC 2019 é realizado desde 2002 pela World Wind Energy Association – Associação Mundial de Energia Eólica, sem fins lucrativos, com sede em Bonn, na Alemanha e reúne membros em 120 países.

Fonte: CERNE Press

CERNE participa da World Wind Energy Conference 2019

O Diretor Presidente do CERNE, Darlan Santos, participa de 25 a 27 de novembro, da 18ª Edição do World Wind Energy Conference and Exhibition (WWEC2019). Depois de reunir mais de 10 mil pessoas de 15 diferentes países e todos os cinco continentes, o evento chega ao Brasil, na cidade do Rio de Janeiro.

Nesta edição, a conferência contará com mais de 80 horas de programação voltada para empresários, pesquisadores, agentes financeiros e de políticas públicas de todo o mundo.

Com o tema “Integração em larga escala da geração de energia eólica”, a programação irá destacar como a geração de energia a partir dos ventos pode estar integrada a às demais fontes renováveis e como é necessária diante dos novos desafios de demanda, a exemplo dos carros elétricos. Seguindo esses temas, serão realizados painéis principais, com a participação de lideranças políticas e especialistas de renome.

Darlan Santos participará do painel “Northeast of Brazil: towards the maximum renewables”. Com 50 milhões de habitantes, a região Nordeste do Brasil produz cerca de 90% da geração eólica do Brasil. Neste painel, a WWEC 2019 traz representantes de nove estados para discutir as condições ideais para aumentar a inserção das energias renováveis na matriz energética.

O evento terá apresentações dentro das seguintes áreas: energia eólica; solar e outras renováveis; tecnologias de armazenamento de energia; energia nos transportes; geração de energia por comunidades e mercados emergentes de renováveis.

Fonte: CERNE Press

Brasil vai produzir 7 milhões de barris de petróleo por dia, afirma ministro; acompanhe ao vivo o leilão da cessão onerosa

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o Brasil será capaz de produzir 7 milhões de barris de petróleo por dia no curto prazo. ANP realiza nesta quarta (6) o leilão dos excedentes da .

O ministro discursou na abertura do leilão e defendeu a oferta de áreas de exploração e o desenvolvimento de novas reservas de petróleo e gás natural no país.

Na mesma linha, o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, afirmou que o Brasil não pode abrir mais da riqueza do pré-sal.

“Continuar sem explorar o pré-sal, em momento de transição energética, seria renovar uma opção pela pobreza, algo imperdoável em um país com milhões na miséria”, afirmou Décio Oddone.

Já estão garantidas as contratações de Búzios e Itapu, pela Petrobras, com bônus de assinatura de R$ 69,96 bilhões. Também serão ofertados Sépia e Atapu, que pode elevar a arrecadação para R$ 106,5 bilhões.

Ao longo das últimas duas semanas, destaques na imprensa foram para o alto custo do leilão, que além do pagamento do bônus, prevê compensações bilionárias para a Petrobras pelos investimentos já realizados nos ativos.

Serão ofertados volumes em quatro campos, hoje operadores pela Petrobras, a partir do contrato original da cessão onerosa, de 2010. São eles Atapu, Búzios, Itapu e Sépia. A Petrobras já manifestou a preferência na operação por Búzios e Itapu, na prática garantindo a contratação das duas áreas — e a arrecadação de R$ 69,9 bilhões em bônus de assinatura, do total de R$ 106,5 bilhões.

Rodada de licitações é considerada a maior da história

A expectativa do governo federal e da agência reguladora é que o leilão possa arrecadar até R$ 106,56 bilhões em bônus de assinatura, que serão repartidos entre a Petrobras, a União, estados e municípios.

Foram habilitadas a participar 14 empresas privadas e estatais, incluindo a Petrobras, que devem formar consórcios e apresentar propostas para produzir petróleo e gás a partir de reservas excedentes de quatro blocos do pré-sal, que já estavam cedidos à Petrobras na Bacia de Santos, por meio do Contrato de Cessão Onerosa.

O bônus de assinatura é o valor pago pelas empresas à União para firmar os contratos. No caso dos leilões do pré-sal, o valor a ser pago é fixo, já que os contratos seguem as regras do Regime de Partilha. Nesses leilões, o critério de avaliação das propostas é o excedente em óleo, também chamado de óleo-lucro. Isso significa que as empresas se comprometem a dividir com o Estado brasileiro uma parte do que for extraído dos blocos, e esse percentual é calculado apenas depois de serem descontados os custos de operação e royalties. A proposta vencedora será aquela em que a União terá a maior participação.

No leilão de hoje, as empresas devem oferecer à União fatias iguais ou superiores aos seguintes percentuais mínimos de óleo-lucro: 26,23% no bloco de Atapu, 23,24% no de Búzios, 18,15% no de Itapu e 27,88% no de Sépia.

Se as quatro áreas oferecidas forem arrematadas, a rodada terá uma arrecadação de bônus de assinatura mais que 11 vezes maior que os R$ 8,9 bilhões obtidos na 16ª Rodada de Concessão, realizada no mês passado. A ANP também compara que o valor supera os R$ 60 bilhões arrecadados com o bônus de assinatura de todos os leilões já feitos desde a fundação da agência reguladora.

Os quatro blocos disponíveis no leilão são Atapu, Búzios, ltapu e Sépia, que estão no polígono do pré-sal, na Bacia de Santos, em uma área que faz parte do litoral do Rio de Janeiro. Essas áreas foram cedidas à Petrobras em 2010, por meio do Contrato de Cessão Onerosa, assinado com a União. Para ter o direito de extrair até 5 bilhões de barris de óleo equivalente nessas reservas por 40 anos, a Petrobras pagou R$ 74,8 bilhões ao governo, porém foram descobertas reservas ainda maiores nas áreas. Por causa disso, o leilão é chamado de Rodada de Licitações dos Excedentes da Cessão Onerosa – o que será leiloado é o direito de extrair as quantidades que excedem esse limite de 5 bilhões reservado para a Petrobras.

Preferência

Os investimentos feitos nas áreas da cessão onerosa desde 2010 permitiram estimar que as reservas ali presentes podem exceder em até três vezes esses 5 bilhões de barris previstos inicialmente, chegando a 15 bilhões de barris de óleo equivalente. A definição do que fazer com essa reserva excedente dependia da discussão de um aditivo de contrato à Petrobras, já que a estatal pediu um ajuste em 2013 devido à desvalorização do preço do barril de petróleo, parâmetro que foi utilizado para calcular os mais de R$ 70 bilhões pagos pela cessão onerosa em 2010. Além disso, também estava em discussão o ressarcimento à Petrobras de parte dos gastos com pesquisa e desenvolvimento na área, já que esses investimentos beneficiarão os futuros licitantes.

Após anos de negociação, o impasse foi resolvido com um acordo assinado em abril deste ano. Foi definido que a Petrobras receberia US$ 9,058 bilhões, o que abriu caminho para a realização do leilão, no qual a estatal também garantiu o direito de participar. A empresa manifestou preferência por duas áreas, Itapu e Búzios, que têm a maior reserva de petróleo já encontrada no Brasil, e, por isso, prevê um bônus de assinatura de R$ 68,194 bilhões. Para isso, a Petrobras já informou que pretende usar os US$ 9 bilhões recebidos (cerca de R$ 34 bilhões) no próprio leilão.

A legislação brasileira prevê que quando são leiloados blocos do pré-sal, a Petrobras tem o direito de exercer preferência. Quando se manifesta nesse sentido, a estatal brasileira deve ser incluída no consórcio vencedor, com participação mínima de 30%.

Na prática, a manifestação da Petrobras significa que já há interessados por dois blocos. Com isso, a arrecadação em bônus de assinatura chegaria perto dos R$ 70 bilhões, já que o bloco de Itapu prevê bônus mínimo de R$ 1,766 bilhão. O valor total de bônus de assinatura do leilão atinge R$ 106,56 bilhões com os blocos de Sépia (R$ 22,859 bilhões) e Atapu (R$ 13,742 bilhões).

Além de prever grandes reservas, os contratos do leilão da cessão onerosa têm valores altos porque envolvem menos riscos. Os contratos convencionais preveem inclusive a possibilidade de não encontrar reservas, que, nesse caso, já estão confirmadas.

O prazo para o pagamento do bônus de assinatura vai depender de quanto os lances vencedores vão superar o percentual mínimo de óleo-lucro definido para o leilão. Essa diferença é chamada ágio e, se for menor que 5%, o pagamento deve ser feito até 27 de dezembro de 2019.

Caso o ágio supere 5%, os vencedores deverão pagar 75% do bônus até 27 de dezembro, no caso de Itapu e Búzios, e 50%, no caso de Sépia e Atapu. Se isso ocorrer, o restante do bônus deverá ser quitado até 26 de junho de 2020.

A divisão desse dinheiro entre as unidades da Federação e municípios foi definida em discussão no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro. Dos R$ 106,56 bilhões, R$ 34,6 bilhões ficarão com a Petrobras em razão do aditivo pactuado com a União. Do restante, 67% serão da União, 15% ficarão com estados, 15% com os municípios e 3% com o Rio de Janeiro, estado produtor.

A ANP prevê que quando todas as unidades de produção estiverem instaladas nas áreas licitadas, a arrecadação anual deverá ser de pelo menos R$ 43,4 bilhões e poderá atingir R$ 79,2 bilhões.

Fontes: Agencia Brasil | EPBR

 

CERNE debate novas fronteiras para o setor eólico em evento da Abeeólica

Presidente do CERNE, Darlan Santos, apresentou as novas tendências para a indústria dos ventos durante o 8º Encontro de Negócios da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) em São Paulo.

O setor energético em transformação e os novos modelos de negócios para a indústria eólica foi o tema do 8º Encontro de Negócios da Abeeólica realizado nesta quarta-feira, 30, em São Paulo. O Diretor-Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Darlan Santos, abordou as perspectivas do mercado offshore eólico, atualmente já consolidado no exterior e com projetos em fase de estudos no Brasil.

Foto: Abeeólica

 

 

 

 

 

O painel contou com empresários e especialistas que discutiram as novas fronteiras da energia eólica que, além da indústria eólica offshore, também permeia os parques híbridos, a utilização de baterias e o crescimento do mercado livre.

O evento, realizado anualmente, reúne empresas da cadeia da indústria eólica, bancos, investidores, comercializadoras de energia, instituições ligadas ao setor e demais profissionais interessados no assunto.

Fonte: CERNE Press