Financiamento e linhas de crédito são destaques no 11º Fórum Nacional Eólico

A energia eólica é um setor econômico que movimenta grandes cifras em investimentos no Brasil. Perspectivas de mercado e condições de financiamentos para empreendedores foram os assuntos de último dia do 11º Fórum Nacional Eólico, realizado na Escola de Governo, em Natal. Representantes das principais instituições financeiras do país apresentaram um panorama acerca das alternativas de financiamento na indústria eólica.

O Gerente de Estudos Setoriais da Área de Energia do BNDES, Guilherme Arantes, falou sobre os impactos dos investimentos do banco na cadeia de fornecimento nacional. São mais de 53 novos investimentos em energia mapeados em todo o país, incluindo novas fábricas, sendo 21 deles no nordeste.

“Somente aqui (no Nordeste) investimos cerca de R$ 628 milhões na cadeia de fornecimento, incluindo fábricas de pás, torres e naceles. Isso representa mais de 3.200 empregos industriais diretos”, disse Arantes. Ano passado o BNDES anunciou uma linha de crédito de R$ 2 bilhões para apoiar energias renováveis. “A linha financia equipamentos como sistemas de geração de energia solar e energia eólica, além de aquecimento de água via placas solares”, concluiu.

No Rio Grande do Norte, o BNDES aprovou cerca R$ 619 milhões para 13 parques eólicos no estado nos municípios de Pedra Grande e São Bento do Norte, além do sistema de transmissão. Os parques terão capacidade de geração instalada de 312,9 MW, energia suficiente para abastecer cerca de 570 mil residências. Investimento gerará 710 empregos diretos durante as obras.

Já o financiamento para desenvolvimento de projetos eólicos são um dos focos do Banco do Nordeste. O gerente do BNB, Lívio Barreto da Silva, apresentou o FNE Infraestrutura, principal linha de crédito da instituição voltada para geração centralizada em projetos de grande porte na área de energia. “Quando o contrato é de produção concentrada, os projetos são de, no mínimo, R$ 150 milhões. Nesse caso, o Banco financia até 60% do valor total do projeto”, explicou.

Para Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão ligado ao Governo Federal, o programa Inova Energia é um dos braços oferecidos pela instituição que dispõe de uma linha de financiamento para projetos de inovação tecnológica no setor elétrico.

“As empresas selecionadas tem acesso a crédito em condições diferenciadas, subvenção econômica e financiamento não reembolsável a pesquisas realizadas em ICTs, dentre vários outros instrumentos”, explicou Paulo Resende, Gerente do Departamento Regional Nordeste da FINEP.

O público-alvo do programa são grandes e médios fabricantes de equipamentos. Mas as empresas de menor porte também podem participar, desde que estejam associadas a grupos maiores.

Fonte: CERNE Press

Patrimônio e arqueologia na pauta do 11° Fórum Nacional Eólico

Meio ambiente, preservação do patrimônio e arqueologia no âmbito da energia eólica estiveram entre os temas que pautaram as discussões no segundo dia da 11ª edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos. Órgãos ambientais, reguladores e empresas apresentaram suas experiências de atuação no processo de licenciamento ambiental e trouxeram reflexões referentes ao trabalho da arqueologia.

Lembrando a importância da proteção do patrimônio cultural, o Chefe Nacional de Licenciamento Ambiental do IPHAN, Carlucio Baima, esclareceu que o órgão não emite licenças e ressaltou sua principal missão: “O instituto simplesmente resguarda o patrimônio cultural, para que os empreendimentos eólicos não causem algum tipo de impacto a esses locais”.

Baima fez uma explanação sobre a missão institucional do Iphan para facilitar e explicou como funciona a avaliação de impacto sobre os bens culturais acautelados em âmbito federal nos processos de licenciamento ambiental federal, estadual e municipal, conforme a Instrução Normativa IPHAN n° 001/2015.

O licenciamento ambiental foi o ponto abordado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). A diretor geral do instituto, Leonlene Aguiar, falou sobre o trabalho do órgão no âmbito das energias renováveis, e ressaltou que o IDEMA prioriza o diálogo com o empreendedor e a responsabilidade ambiental. “Não há desenvolvimento se não for feito de forma sustentável e com segurança jurídica”, afirmou.

Dentre os novos parques previstos estão alguns que foram licenciados pelo órgão em uma força-tarefa montada no 1º semestre deste ano. “Nós estamos trabalhando com um Idema ágil e uma política de incentivos inteligente”, destacou o diretor do Idema.

Já o diretor de arqueologia e patrimônio da empresa de consultoria ambiental CRN-Bio, Felipe Sales, falou sobre os desafios ao conciliar a mitigação de riscos e os estudos sócio-ambientais com as obras de parques eólicos.

Fonte: CERNE Press

CERNE e Incra-RN assinam acordo de cooperação

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Rio Grande do Norte assinaram acordo de cooperação, nesta quinta-feira (15), firmando oficialmente compromisso entre as duas instituições para continuidade de projeto pioneiro que pretende disponibilizar terras dos assentamentos da reforma agrária para geração de energia eólica. O acordo ocorreu durante o 11º Fórum Nacional Eólico, que acontece até esta sexta-feira (16) na Escola de Governo, em Natal.

O trabalho prevê o uso de áreas de assentamento no desenvolvimento de projetos eólicos em troca de obras de infraestrutura e possível retorno financeiro para os assentados no Rio Grande do Norte. O estado é pioneiro na implantação deste tipo de energia e líder nacional com 4GW de capacidade instalada.

O Incra tem 289 assentamentos no Rio Grande do Norte, ou 10% da área do Estado. Desse total, 112 teriam condições de ter as terras oferecidas à iniciativa privada, que concorreria com outros empreendimentos nos leilões de energia do governo. Como não possui experiência no setor eólico, a Superintendente Regional do Incra no RN, Leiliane Gurgel, e o Diretor-Presidente do CERNE, Darlan Santos fecharam oficialmente o acordo para dar continuidade aos estudos de viabilidade.

“A energia eólica é a única forma de produção de energia que não anula as demais atividades econômicas. É uma atividade complementar, não concorrente com outra”, afirmou do presidente do CERNE.

O assunto foi discutido em painel durante o evento e também contou com a presença do Presidente do Movimento de Libertação dos Sem Terra, Edmilson Lima.

Fonte: CERNE Press

Usinas offshore: regulamentação da atividade é debatida no Fórum Nacional Eólico

As perspectivas e desafios do cenário offshore para o mercado brasileiro foi um dos temas abordados durante o 11° Fórum Nacional Eólico nesta quinta-feira (15) em Natal. Especialistas destacaram que o Brasil possui grande potencial offshore, mas esbarra na questão da regulamentação da atividade.

O secretário geral do CERNE e advogado da área de energia, Diogo Pignataro, apresentou sob a ótica jurídica, a questão da regulamentação da atividade. Para ele, a PL 11.247/2018, que prevê a autorização para instalação de usinas offshore abaixo dos 5MW, apresenta alguns traços que merecem atenção. O projeto está em tramitação na Câmara dos Deputados.

Dentre eles, o critério de julgamento em caso de competição dos projetos, que estabelece maior valor ofertado a título de taxa de ocupação e uso do bem publico, dentre outros pontos que merecem observação e estão previstos no projeto de lei.

 

 

 

 

A assessora técnica da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), Francine Pisni, destacou que ainda não se tem clareza sobre a regulamentação para implementação de empreendimentos offshore no país. “É necessário um estudo detalhado e discussões para aprimoramento regulatório quanto a essa questão”, pondera.

Apesar dos atuais custos elevados, os últimos resultados de leilões offshore na Europa atingiram valores de R$ 180,20 por MW/h. “O preço da offshore tem reduzido gradativamente nos últimos anos, se comparado a eólica onshore. As quedas giram em média de 20% a 30%, isso vem tornando o segmento offshore cada vez mais competitivo no mundo”.

Licenciamento

Em relação aos estudos quanto ao licenciamento ambiental, o Ibama já vem promovendo ações de discussão sobre o tema. O Chefe da Divisão de Energia Nuclear, Térmicas, Eólicas e Outras Fontes Alternativas do IBAMA, Eduardo Wagner, salientou que o órgão realizou em julho um workshop de avaliação sobre impactos ambientais da atividade offshore no Brasil.

“Agora começa uma fase em que vai ser entendido e decidido como será o processo para as usinas offshore. A partir dela vamos definir o escopo mais adequado dos termos de referência para que os estudos ambientais sejam os mais apropriados possíveis para a avaliação de impacto ambiental dos empreendimentos”, afirmou o representante do Ibama.

Projeto piloto

Um projeto experimental de usina offshore já está em andamento no país. O consultor em energia eólica da Petrobras, Daniel Faro, disse que ideia é instalar torres ao lado de plataformas em campos rasos no Nordeste. “O potencial eólico offshore do Rio Grande do Norte e Ceará é de cerca de 140 GW (gigawatts). Isso equivale a mais de dez vezes a capacidade instalada hoje no Brasil”, explicou. O projeto será instalado no município de Guamaré, no Rio Grande do Norte.

Fonte: CERNE Press

Abertura do 11° Fórum Nacional Eólico reúne lideranças políticas e empresariais

Natal está sendo o centro dos debates sobre o setor econômico que mais cresce no país: a energia eólica. A capital do Rio Grande do Norte sedia até sexta-feira, 16, o 11° Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos. Com número recorde de inscritos, cerca de 1.500 participantes, o evento é considerado o maior encontro político-econômico do setor eólico nacional.

O primeiro dia marcou a chegada do evento com a solenidade de abertura que contou com a presença de altas hierarquias do governo, empresários do setor, integrantes da cadeia de fornecimento e especialistas do setor de energias renováveis.

O diretor-presidente do CERNE, Darlan Santos, abriu o encontro e destacou que o evento não acontece no Rio Grande do Norte por acaso. “Este é o maior estado produtor de energia eólica do país. Bateu a marca dos 4GW este ano e tem mais 1,4GW a serem instalados dentro dos próximos leilões. São novos projetos vencedores que trarão mais investimentos para o Rio Grande do Norte”, disse.

“Também temos um potencial grandioso para geração solar fotovoltaica, que deverá trilhar o mesmo caminho já consolidado atualmente pelas eólicas”, frisou o presidente do CERNE.

O Rio Grande do Norte é o estado que lidera a geração de energia eólica no Brasil, contando cerca de 30% do potencial instalado no país. O trabalho do Governo do RN para consolidar a posição no ranking e ampliar os investimentos foi o destaque do discurso da governadora Fátima Bezerra.

“A responsabilidade do Governo é manter o Rio Grande do Norte na frente. Por isso estamos imprimindo um trabalho sério e dedicado para emitir licenças ambientais mais rápidas, garantindo segurança jurídica sem descuidar da qualidade técnica”, destacou Fátima Bezerra.

O senador Jean Paul Prates (PT/RN) falou sobre o legado da chamada “indústria dos ventos”. Prates é um dos nomes mais conhecidos na defesa do setor de energias renováveis no Rio Grande do Norte. Durante a gestão da então governadora Wilma de Faria (2003-2010), o parlamentar atuou como secretário estadual de Energia e foram implantadas as primeiras ações de desenvolvimento para o setor energético potiguar.

O senador traçou um panorama da energia eólica no estado: “O primeiro leilão eólico aconteceu em 2009, com a chegada de 23 usinas. Isso abriu as portas para o setor que desde então despontou e revelou o pioneirismo do Rio Grande do Norte na geração deste tipo de energia renovável”, explicou.

Além do histórico das eólicas, o parlamentar também apresentou os novos cenários que despontam: o uso de terras de assentamento, e as eólicas offshore, onde os parques são instalados em alto mar ou na costa marítima.

O secretário Secretário Adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Helvio Neves, ressaltou em seu discurso que graças aos investimento em geração eólica, a receita municipal de alguns municipios foi multiplicada em quinze vezes.

“Isso mostra a importância de criarmos um ambiente de propício para atração de investimento nesse tipo de fonte, além de ampliarmos a diversificação da matriz energética do país”, disse o representante do Governo Federal.

Na esfera acadêmica, o Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), prof. Daniel Melo enfatizou a importância de se manter o olhar atento para os estudos no campo das energias. Ele afirmou que a universidade está honrando com o compromisso de produzir conhecimento como ferramenta para capacitação profissional e que promova avanços no setor de energia.

Mais de dois terços das operações do setor eólico nacional estão concentradas na região nordeste do Brasil. O consultor de energia da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Jurandir Picanço, trouxe a informação de que na última segunda-feira (12) foi registrado que 85% da energia consumida no nordeste veio das eólicas.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado, também ressaltou a parceria do Governo com o meio acadêmico no desenvolvimento de novas estratégias para conquista de investimentos. “Estamos trabalhando na construção do novo atlas eólico e solar do Rio Grande do Norte, que vai abrir novas possibilidades de geração de energia e, consequentemente, facilitar os investimentos”, disse ele.

O atlas deverá contar com dados sobre o potencial eólico de geração de energia offshore, que é a instalação de aerogeradores no mar. A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Petrobras jáconduzem um projeto-piloto para instalação do primeiro parque na costa de Guamaré dentro dos próximos anos. O potencial previsto de geração no trecho entre a Costa Branca potiguar e o Ceará é de 140 GW (gigawatts), que representa dez vezes mais do potencial instalado no país atualmente.

Fonte: CERNE Press

Fotos: Elisa Elsie/Governo RN

Fórum Nacional Eólico ultrapassa 1.200 inscrições

O maior evento político-econômico de setor eólico brasileiro ultrapassou a marca de 1.200 inscrições, superando as expectativas dos organizadores. O 11º Fórum Nacional Eólico acontece os dias 14, 15 e 16 de agosto na Escola do Governo do Rio Grande do Norte, em Natal.

Na edição deste ano serão abordados temas que tratam da perspectiva do mercado de energia para os próximos anos, incluindo regulação, projeção de investimentos, gestão socioambiental e financiamento, além de oferecer oportunidades de negócio e debater sobre eólica offshore (usinas eólicas instaladas no mar) e mercado livre.

O Rio Grande do Norte é o estado anfitrião do evento por ser considerado o pioneiro e, consequentemente, líder nacional em geração eólica. Em 2009, o Brasil fez o primeiro leilão de energia eólica. Naquela ocasião, o RN foi a unidade da federação que teve mais projetos contratados. Passados dez anos,  os investimentos no setor movimentaram aproximadamente R$15 bilhões.

Mais de dois terços das operações do setor eólico nacional estão concentradas na região nordeste do Brasil. Só no Rio Grande do Norte são 151 parques instalados e mais de 1,5 mil aerogeradores em operação.

O Fórum Nacional Eólico foi palco da assinatura da Carta dos Ventos, documento de compromisso  que iniciou a grande arrancada do setor eólico brasileiro. Participam do encontro autoridades do governo, líderes dos setores de geração e transmissão, integrantes da cadeia de fornecimento e especialistas do setor de energias renováveis.

O evento é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a empresa VIEX Américas. A programação completa, lista de palestrantes e informações sobre a inscrição, gratuita, podem ser encontradas no site do evento, www.cartadosventos.com.br.

Serviço

  • Evento: Fórum Nacional Eólico
  • Data: 14 a 16 de agosto
  • Local: Escola de Governo do RN, em Natal-RN
  • Inscrições: cartadosventos.com.br

Texto: Daniel Turíbio | CERNE Press

CERNE e Governo do RN discutem energia eólica

O Diretor – Presidente do CERNE, Darlan Santos, e a Diretora de Relações Institucionais, Neli Terra, participaram na última sexta-feira, (9), de uma audiência com a governadora do Rio Grade do Norte, Fátima Bezerra e o presidente do grupo Serveng, Thadeu Luciano.

Atualmente, a Serveng é o quinto maior gerador eólico no Rio Grande do Norte e a única empresa de origem 100% nacional. O grupo detém três complexos em operação na região do Mato Grande, que atualmente representam cerca de R$ 1,5 bilhão em investimentos.

Com parques instalados nos municípios de Pedra Grande e São Miguel do Gostoso, um de seus principais projetos de ampliação é o Ventos Potiguares, um conjunto de dez parques eólicos com 106 aerogeradores e 170MW de potência, o complexo será um dos maiores do Brasil.

O diretor de negócios da empresa, Mario Silva, destacou que serão investidos mais R$1,7 bilhões no RN e presente entrar, a partir do ano que vem, no segmento da energia solar.

Na ocasião o diretor-presidente do CERNE, Darlan Santos, falou sobre as potencialidades do Rio Grande do Norte para os próximos anos e destacou que o avanço do estado no setor eólico proporcionou a realização de iniciativas como o Fórum Nacional Eólico, principal evento político-econômico do setor eólico e este ano vai celebrar sua 11ª edição. “O evento, que reúne anualmente mais de mil participantes, foi palco da assinatura da Carta dos Ventos, documento de compromisso que iniciou a arrancada do setor eólico brasileiro”, explicou.

Investimentos

A previsão é que 50 novos parques sejam instalados no estado até 2023, gerando investimentos de R$ 4 bilhões. Hoje o Rio Grande do Norte é o maior produtor de energia eólica do Brasil, com 151 parques e 1,5 mil aerogeradores em operação, com capacidade instalada de 4 gigawatts (três vez mais que a demanda do estado potiguar).

Texto e foto: CERNE Press | Daniel Turíbio

Setor eólico nacional é discutido em encontro político-econômico no Rio Grande do Norte

A 11ª edição do Fórum Nacional Eólico reúne líderes e especialistas para discutir o presente e o futuro do setor eólico.

Nos dias 14, 15 e 16 de agosto, Natal sediará a 11ª edição do Fórum Nacional Eólico, na Escola do Governo do Rio Grande do Norte. O evento, que reúne anualmente mais de mil participantes, foi palco da assinatura do documento de compromisso, a Carta dos Ventos, que iniciou a grande arrancada do setor eólico brasileiro, consolidando uma convergência de objetivos e definição de atribuições de cada agente.

Participam do Fórum Nacional Eólico altas hierarquias do governo, líderes dos setores de geração e transmissão, integrantes da cadeia de fornecimento e especialistas do setor de energias renováveis.

A edição 2019 tem o objetivo de tratar do mercado de energia, incluindo regulação, projeção de investimentos, gestão socioambiental e financiamento, além de oferecer oportunidades de negócio e debater sobre eólica offshore e mercado livre. Os três dias terão sessões com palestras realizadas por importantes nomes do governo, do setor de energia e da área socioambiental, como Jaime Callado, Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio Grande do Norte; Jean-Paul Prates, Senador da República (PT-RN); Jorge Antônio Bagdêve de Oliveira, Superintendente do Banco do Nordeste no Rio Grande do Norte; Amaury Rainho Neto, Diretor de Ativos da Voltalia; Leonlene de Sousa Aguiar, Diretor Geral do IDEMA e Fábio Origuela de Lira, Arqueólogo e Sócio Diretor da Meandros Ambiental.

Segundo o Diretor-Presidente do CERNE, Darlan Santos, o Fórum Nacional Eólico será um espaço para que empresários e gestores públicos possam “aprimorar o ambiente operacional e regulatório, além de buscar alternativas para atração de investimentos e novos negócios para o setor, tanto a nível nacional como regional”, disse.

Mais de dois terços das operações do setor eólico nacional estão concentradas na região nordeste do Brasil. O Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Piauí e Pernambuco lideram o ranking de empreendimentos instalados e continuam atraindo novos investimentos graças à natureza pródiga, mas também em razão das ações dos governos federal, estaduais e municipais.

O Fórum Nacional Eólico é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a empresa VIEX Américas. A programação completa, lista de palestrantes e informações sobre a inscrição, gratuita, podem ser encontradas no site do evento, www.cartadosventos.com.br.

Sobre o CERNE

O CERNE é o mais importante centro de pensamento estratégico empresarial do Nordeste brasileiro, com atuação multisetorial quanto à exploração sustentável do recursos naturais e energéticos desta região brasileira.

O CERNE trabalha integrando capacidades e recursos das empresas mantenedoras e de sua equipe própria para formular diretrizes, projetos e estratégias setoriais que contribuam para a gestão governamental local e para a criação de um ambiente favorável ao trabalho, ao investimento e à qualidade de vida na região Nordeste, em especial quanto ao desenvolvimento das fontes renováveis de energia (solar e eólica), uso sustentável dos recursos hídricos e minerais, consolidação do consumo responsável e da proteção socioambiental e desenvolvimento da inovação tecnológica e capacitação profissional locais.

 

 

Projeto de ônibus elétrico perde recursos e lança campanha virtual para continuidade

Um projeto inovador de ônibus elétrico movido à energia solar está passando por situação crítica. O eBus, como é conhecido, foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Agora, o Laboratório de Fotovoltaica da UFSC está lançando uma campanha virtual para manter o projeto.

“Abrimos uma campanha de financiamento coletivo pela internet para captação de recursos e patrocínios com objetivo de dar continuidade ao programa”, explicou o professor e coordenador da iniciativa, Ricardo Ruther. O prazo estabelecido de financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações terminou em junho deste ano.

O eBus foi inaugurado em dezembro de 2016, por meio de licitação vencida pelo consórcio WEG-Marcopolo-Eletra-Mercedes, que teve um prazo de 12 meses para entregar o ônibus conforme as especificações. Em março de 2017, deu-se início ao serviço regular de transporte entre o Campus Trindade e o Sapiens Parque, em Florianópolis. O veículo foi o primeiro do país 100% elétrico movido a energia solar.

Financiamento

O projeto, iniciado em 29 de dezembro de 2014 com o nome “Desenvolvimento de ônibus elétricos para transporte público por energia solar fotovoltaica”, contou com a Fundação Stemmer para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (Feesc) para receber e administrar os recursos do Ministério.

Criada pela Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), a Feesc é credenciada pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações como fundação de apoio à UFSC, ao Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e à Universidade para o Desenvolvimento de SC (Udesc).

O eBus recebeu recursos na ordem de R$ 1 milhão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para ser construído e avaliado durante esse período. Além de analisar a viabilidade de veículos elétricos na mobilidade urbana, o projeto estudou a produção de energia solar para esta finalidade.

“Provamos que o veículo elétrico funciona e que o espaço que ele ocupa parado, se estacionado sob uma área coberta com placas solares, é o suficiente para gerar a energia que ele precisa para se locomover”, afirma Rüther.

eBus

Toda a energia elétrica utilizada para recarregar o veículo é gerada pelo sol, em placas fotovoltaicas instaladas nos telhados do laboratório.  O ônibus faz cinco viagens por dia durante a semana, totalizando cerca de cinco mil quilômetros por mês.

O veículo dispõe de internet sem fio, monitores e duas ilhas com mesas de reunião onde os passageiros podem trabalhar durante os trinta minutos de trajeto. Diferentemente do transporte coletivo público da cidade, todos os passageiros devem viajar sentados e o acesso é facilitado devido ao piso baixo. Por ser elétrico, o veículo é silencioso e não emite gases de efeito estufa.

Campanha

A continuidade do projeto depende da contribuição das pessoas com uma campanha de financiamento coletivo, na plataforma Catarse, para viabilizar a operacionalização do eBus por mais um ano, inicialmente. Os custos cobrem a manutenção e os salários dos motoristas. Detalhes e informações sobre o projeto, bem como o sistema para doação estão disponíveis pelo endereço: catarse.me/onibuseletrico-ufsc-2019

Fonte: Daniel Turíbio | CERNE Press

Brasil sobe em ranking e tem perspectiva de crescer mais em energia eólica

A energia eólica entrou com força no Brasil nos últimos anos e o país chegou até a oitava colocação do ranking mundial de capacidade instalada, que cresceu 15 vezes na última década.

O país passou de 1 GW de capacidade instalada em 2010 para 15,1 GW neste ano, distribuídas em 600 parques eólicos em 12 estados, segundo os últimos dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

A energia eólica ganhou espaço e atualmente representa 9,2% da matriz energética nacional, atrás apenas das usinas hidrelétricas, que têm 60,3%.

Apesar do sólido avanço, esta fonte de energia renovável ainda tem bastante espaço para crescer no país, segundo os especialistas, e espera-se que em 2023 haja cerca de 19,4 GW de capacidade eólica instalada, levando em conta os leilões já realizados e os contratos assinados no mercado.

“Temos uma perspectiva de crescimento muito grande. Vemos que a eólica e a solar são as fontes que mais vão crescer no Brasil nos próximos 30 anos”, explicou à Agência Efe, a presidente da ABEEólica, a economista Elbia Silva Gannoum.

Apesar das conquistas nos últimos anos, graças à melhoria da tecnologia, da competitividade e das boas perspectivas em relação ao futuro, Elbia ressaltou que a situação de fragilidade da economia brasileira representou um freio para o setor ao reduzir a contratação de energia nos leilões.

O Brasil entrou em uma profunda recessão entre 2015 e 2016, quando o Produto Interno Bruto (PIB) perdeu cerca de sete pontos percentuais e, entre 2017 e 2018, a economia cresceu apenas 2%.

As previsões para este ano continuam fracas e, segundo as projeções do mercado financeiro, o PIB brasileiro registrará um crescimento tímido de 0,8% em 2019.

“A economia está dificultando, quando houver crescimento econômico veremos um crescimento maior do setor. Mesmo assim, temos um mercado crescendo bastante na média e com uma perspectiva futura muito boa”, acrescentou a presidente de ABEEólica.

A região nordeste concentra a maior parte dos parques eólicos do Brasil, cujo território apresenta condições meteorológicas favoráveis, com ventos regulares e intensos, e onde proliferaram as turbinas de geração de energia eólica.

No município de Rio do Fogo, no Rio Grande do Norte, está a primeira instalação da Iberdrola no desenvolvimento de energias renováveis nesse país, inaugurada em 2006, e que representa o ponto de partida de um empreendimento que tem se expandido com força na última década.

A empresa espanhola Iberdrola, que está presente no país através da filial Neoenergia, conta com 17 parques eólicos em funcionamento, distribuídos nos estados de Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia (nordeste), com potência instalada de 516 megawatts (MW), e tem outros 15 em construção.

Com a conclusão da implantação de todos os projetos, a carteira de ativos em operação de Iberdrola em energia eólica totalizará em torno de 1 GW em 2022.

O crescimento dos projetos eólicos de Iberdrola no Brasil acompanhou o do próprio setor no país, onde já existe uma rede produtiva nacional, com seis fabricantes de turbinas em solo brasileiro.

Fonte: Agência EFE | Alba Santandreu

CERNE apresenta potencial energético do Rio Grande do Norte à comitiva chinesa

Dando continuidade à visita da comitiva chinesa liderada pela Cônsul Geral da China em Recife, a Sra. Yan Yuqing, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, recebeu o grupo, nesta quarta-feira (10), para um encontro com lideranças e empresários dos principais setores econômicos do estado.

Representantes do primeiro escalão do Governo do Estado e algumas instituições convidadas, entre elas o CERNE, puderam apresentar aos investidores chineses um panorama das potencialidades e as oportunidades de negócio existentes nas diversas regiões do Rio Grande do Norte.

Foto: Fecomércio/RN

O Presidente do CERNE, Darlan Santos, ressaltou as potencialidades em energia renovável e citou alguns dos principais projetos desenvolvidos ou apoiados pela entidade. Ele traçou o cenário atual do setor eólico no estado, que produz 30% de toda a energia eólica do país, tendo mais de 150 projetos em operação. O RN detém a maior concentração de aerogeradores no país, com 1.500 máquinas, e investimento superior a R$ 15 bilhões. “Já estamos estudando a potencialidade do estado na exploração offshore (com equipamentos instalados no mar), e agregar também a exploração da energia solar, que complementa a energia eólica”, adiantou.

Darlan apresentou ainda à delegação chinesa, como uma proposta de investimento, um sistema de dessalinização operado com energia solar para a região do semiárido potiguar e um projeto de desenvolvimento de um veículo popular elétrico.

A comitiva do governo da China desembarcou em solo potiguar na última terça-feira, 9, para tratar de possíveis investimentos nas áreas de energia, mineral, agrícola, ferrovias e turismo. A Cônsul Geral chefia a delegação composta por 30 integrantes.

Fonte: CERNE Press

 

EDP Renováveis anuncia parque eólico de 126 MW no Brasil

Atualmente, a companhia tem 467 MW de tecnologia eólica onshore instalada no país.

A EDP Renováveis, braço de energia renováveis do grupo português EDP, firmou um contrato para venda de energia por 20 anos, viabilizando a construção de projetos eólicos no estado do Rio Grande do Norte, com capacidade total de 126 MW. O anuncio foi realizado nesta segunda-feira, 8 de julho.

Os parques eólicos Monte Verde VI e Boqueirão I-II têm previsão de entrar em operação até 2022. Com essa transação, a EDP Renováveis passa a ter contratos que somam 3,3 GW em capacidade global prevista para o período de 2019 a 2022. Atualmente, a companhia tem 467 MW de tecnologia eólica onshore instalada no Brasil.

“Com esse novo contrato de longo prazo, a empresa reforça a sua presença  em um mercado com baixo perfil de risco e recursos renováveis atrativos e fortes perspectivas para o sector a médio e longo-prazo”, disse a EDPR em nota.

Em detalhe, a EDPR tem atualmente mais de 1 GW de projetos de energia eólica em desenvolvimento, dos quais 0,2 GW têm início da operação previsto para 2021, 0,4 GW para 2022 e 0,5 GW até 2023, com todos os contratos de longo prazo assegurados.

Fonte: Wagner Freire | Canal Energia

Eólicas da Enel Green Power no Rio Grande do Norte são enquadradas ao Reidi

Ministério deu provimento para cinco usinas, num total de 205,8 MW de potência instalada e R$ 1,2 bilhão em investimentos sem encargos. UFVs da Solatio Energia também obtiveram isenções.

A Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia enquadrou as centrais de geração eólica Cumaru, I, II, III, IV e V junto ao Regime Especial para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), segundo despachos publicados no Diário Oficial da União (DOU) e no portal do MME. O Reidi prevê a isenção de PIS/PASEP e Confins na aquisição de bens e serviços para empreendimentos de infraestrutura.

As usinas são controladas pela Enel Green Power e serão construídas até junho de 2022 em São Miguel do Gostoso e Pedra Grande, municípios do Rio Grande do Norte. Cada planta possui capacidade instalada de 42 MW distribuídas em dez aerogeradores de 4,2 MW e um sistema de Transmissão de Interesse Restrito. Com o enquadramento ao Regime Especial, o valor total a ser aplicado nos empreendimentos é de aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

O MME também deu provimento à Solatio Energia e liberou as usinas fotovoltaicas Leo Silveira 4, 5 e 7, cada uma com 49,5 MW de capacidade entre 22 unidades geradoras, num total de 148,5 MW de potência em Várzea de Palma, Minas Gerais.

Outro projeto aprovado foi do Lote 14 do Leilão nº 02/2018 da Aneel, que compreende a construção de uma subestação em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, e demais obras de conexões de unidades de transformação, entradas de linha, interligações de barramentos e demais instalações necessárias às funções de medição, supervisão, proteção, comando, controle, telecomunicação, administração e apoio, além de um trecho de Linha de Transmissão em 230 kV. O período de execução da obra é entre setembro do ano passado até março de 2022, num total de R$ 38,3 milhões sem os impostos.

Fonte: Canal Energia |

Leilão de energia contrata R$1,9 bi em usinas e tem recorde de preço para solares

Daniel Turíbio | CERNE Press com informações Reuters e Tribuna do Norte

O leilão de energia A-4 realizado na última nesta sexta-feira (28) surpreendeu ao contratar um volume de projetos ainda inferior às já pessimistas expectativas de analistas, com a economia em passo lento e a migração de consumidores para o mercado livre impactando a demanda no certame.

O resultado, no entanto, ainda foi visto como amplamente positivo pelo governo, por viabilizar empreendimentos que deverão demandar cerca de 1,9 bilhão de reais em investimentos e pela marca de um recorde histórico para as usinas solares, que registraram o menor preço já praticado pela fonte em licitações no Brasil.

O A-4 contempla empreendimentos que precisarão entrar em operação até 2023. No ano passado, o leilão contratou 1 gigawatt, um volume que analistas colocavam como a expectativa para a licitação desta semana, que acabou com menos da metade disso, quase 402 megawatts.

Resultados

O certame registrou deságio médio de 45% frente aos preços teto estabelecidos, com destaque principalmente para as solares, que bateram novo recorde, e as usinas eólicas, que viram os preços chegarem perto de mínimas históricas tocadas em 2018.

Os empreendimentos solares contratados somaram uma capacidade instalada de 203,7 megawatts, em seis projetos, que deverão exigir aportes de 856,2 milhões de reais. A fonte chegou a negociar energia a 64,99 reais, bem abaixo dos cerca do mínimo de 117 reais na licitação de 2018.

Já as eólicas somaram 95 megawatts, em três usinas, com preços de até 79,92 reais por megawatt-hora –patamar próximo, mas ainda superior aos 67 reais atingidos no leilão A-4 do ano passado.

Foram viabilizadas no leilão, ainda, cinco pequenas hidrelétricas, com total de 81,3 megawatts em potência, e uma central de geração à biomassa, com 21,4 MW.

O preço final médio do certame foi de 151,15 reais por MWh.

 

 

 

 

 

Nordeste

Dos 305 projetos de energias renováveis cadastrados para o Rio Grande do Norte no leilão, somente um foi contratado pela empresa VDB II. O empreendimento Vila Alagoas III terá como fonte a eólica. O investimento será de R$ 86,1 milhões divididos entre os 33 lotes do parque eólico, que terá potência de 21,000 megawatts. O vizinho Ceará foi o Estado campeão em contratações, com cinco empreendimentos. A Bahia, que cadastrou 456 projetos para o certame em referência, não teve nenhum deles contratado.

Questionado sobre o resultado do leilão, o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Darlan Santos, reconheceu que houve um resultado ruim. “Baixíssima contratação em todo o Brasil. Baixa expectativa de crescimento econômico, demanda baixa de contratação de energia”, argumentou. Ele destacou, ainda, que 76% dos projetos do Leilão A-4 foram recadastrados para o Leilão A-6 (previsto para ocorrer no fim do ano). “O mercado esperava baixa contratação. Não foi surpresa”, destacou Darlan Santos.

 

RN – Projetos cadastrados A-4 

Fotovoltaica / 124 projetos / 4.628 MW

Total: 10,5 GW

Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE)
RN – Projeto Contratado

Empresa: VDB IIEmpreendimento: Vila Alagoas III

Fonte: Eólica

Investimento: R$ 86.126.250,00

Potência: 21,000 MW

Lotes contratados: 33

Preço de referência: R$ 208,00/MWh

 

 

 

Rio Grande do Norte cadastra 305 projetos em leilão

O Rio Grande do Norte deverá disputar, no próximo leilão de Energia Nova A-4 anunciado pelo Ministério de Minas e Energia para o dia 28 de junho, com a segunda maior oferta de energia renovável entre os Estados nordestinos. Foram cadastrados 305 projetos, com oferta de 10,5 GW (energia suficiente para alimentar pelo menos dois Estados nordestinos) nas fontes eólica e fotovoltaica. O maior número de empreendimentos cadastrados ficou com a Bahia (456 – entre eólica, fotovoltaica, PCH e termelétrica a biomassa) com oferta total de 14 GW.

Em média, por megawatt contratado, o valor de referência varia entre R$ 3 milhões e R$ 3,2 milhões. Caso o Rio Grande do Norte contrate 1 GW receberá investimentos da ordem de R$ 3,2 bilhões. O valor real, porém, só será conhecido ao final do leilão. Os projetos que serão habilitados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e que efetivamente irá concorrer, porém, só deverá ser divulgado às vésperas do leilão. Historicamente, o quantitativo contratado pelo Governo Federal gira em torno de 2 GW. “O valor ofertado pelo Rio Grande do Norte nos projetos cadastrado extrapola o que o Estado necessita para consumo. Apenas uma fração disso sairá vencedora do leilão”, avalia o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Darlan Santos.

Para o leilão em referência, ele destaca que o RN chega competitivo em relação aos demais Estados nordestinos por apresentar características diferenciadas para a geração não somente de energia eólica, mas também pela solar. “O RN chega competitivo porque o nosso recurso eólico é diferenciado, muito favorável aos projetos. O único problema que nós tínhamos era o de conexão, mas com a abertura de margem, ele tecnicamente desaparece”, ressalta Darlan Santos. Em nota técnica de maio deste ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) oficializou a alteração da metodologia da capacidade remanescente para escoamento da geração de energia, que abriu margem para o Rio Grande do Norte.

Para o leilão, as empresas que operam ou que estão interessadas em se instalar no Estado para explorar parques eólicos apresentaram 181 projetos com oferta de 5,8 GW. Em relação aos empreendimentos fotovoltaicos, os cadastrados somam 124 com oferta de 4,6 GW. A Bahia, líder em projetos cadastrados para o certame tem 260 na fonte eólica (7,7 GW) e outros 193 na geração fotovoltaica (6,1 GW).

Mesmo com um maior número de projetos em relação ao Rio Grande do Norte, a Bahia não deverá ultrapassar, num curto intervalo de tempo, os números de geração e potência instalada na fonte eólica no Estado potiguar. “Naturalmente, a Bahia irá ultrapassar o Rio Grande do Norte por causa da dimensão territorial, geográfica. Mas não será rápido e isso não é demérito para o RN”, argumenta Darlan Santos. Ele destaca, ainda, que a energia fotovoltaica deverá apresentar bons resultados no Estado nesse leilão e nos próximos, por se tratar de empreendimentos que demandam menos tempo para instalação e início das operações.

“Houve um incremento exponencial. Nós temos um recurso solar fantástico, com projetos bastante competitivos. Iremos explorar um novo momento com essa matriz”, ressalta o diretor-presidente do Cerne. Ele cita como exemplo que um empreendimento de energia eólica demora até oito anos para sair do papel, pela necessidade de apresentação dos projetos básico e executivo, medição e mais quatro anos a partir da contratação via leilão, por envolverem mega-engenharia. Os relativos à fonte fotovoltaica demandam menor intervalo de tempo, pois englobam engenharia menos complexa e estudos relativamente mais simples.

Fonte: Ricardo Araújo | Tribuna do Norte

 

 

CERNE debate empregabilidade e empreendedorismo

A indústria de energia eólica deve gerar mais de 200 mil empregos no Brasil até 2026. Além de garantir luz acesa, os ventos também representam renda às famílias de muitos estados. Segundo dados da associação brasileira que representa o setor – ABEEólica – para cada novo megawatt instalado, 15 empregos diretos e indiretos sejam criados.

No Brasil, em 2017, havia 893 mil vagas para profissionais envolvidos com produção, geração e distribuição de energia renovável – excluindo as grandes hidroelétricas. Segundo o relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), foram 795 mil oportunidades nos biocombustíveis líquidos, 42 mil em aquecimento solar, 34 mil em energia eólica, 12 mil em pequenas hidroelétricas e 10 mil em energia solar fotovoltaica.

De acordo com estimativas da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec) e de entidades ligadas ao setor, cerca de 30 mil empregos foram gerados desde a implantação da indústria eólica no estado, em 2009, especialmente na fase de construção dos parques. Diante desse cenário, mercado de energia exige profissionais capacitados e qualificados para atender satisfatoriamente a demanda das empresas.

A empregabilidade na área de energias renováveis é um dos temas da segunda edição do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE). O evento será realizado dia 13 de junho na sala 4 (1º andar) da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT) da UFRN.

O Ciclo de Debates tem como intuito procurar discutir os principais problemas do setor de recursos naturais e energia, buscando encontrar propostas de soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor. A iniciativa do CERNE conta com o apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), SEBRAE/RN, Conselho Regional de Enconomia do RN (CORECON/RN) Instituto federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Sistema FIERN e Sindicato das Empresas do Setor de Energia do RN (SEERN).

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma Sympla, acesse: http://bit.ly/ciclodedebatescerne

 

PROGRAMAÇÃO

 

Palestra 1:
EMPREENDEDORISMO TECNOLÓGICO
Prof. Gláucio Bezerra Brandão – Diretor Executivo InPacta/UFRN

Palestra 2:
EMPREGABILIDADE E EMPREENDEDORISMO
Edwin Aldrin Januário da Silva – Gerente de Comunicação e Marketing do SEBRAE

Palestra 3:
CRESCIMENTO ECONÔMICO,INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO
Prof. Carlos Alexandre Abreu – ECT/UFRN

Palestra 4:
EMPREENDEDORISMO NA INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
Francisco Belarmino – Empresário-Proprietário Laticínios Babi

DEBATE COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS (PÚBLICO PRESENTE E VIA WEB)
LANCHE DE CONFRATERNIZAÇÃO (TODOS) a partir das 18:30 h (Hall 3º andar Prédio ECT/UFRN)
MEDIADOR: Prof. Efrain Pantaleon Matamoros – ECT/UFRN

CERNE debate geração distribuída na Câmara dos Deputados

Presidente do CERNE, Darlan Santos, destacou potencial brasileiro para geração de energia fotovoltaica e fez considerações sobre o setor durante audiência pública.  

Na tarde desta terça-feira (04), o Diretor-Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Darlan Santos, participou na condição de palestrante da audiência pública promovida pela Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa foi requisitada pelo deputado federal Rafael Motta e debateu a questão da geração distribuída de energia fotovoltaica no Brasil.

O Diretor-Presidente do CERNE ressaltou que a busca por geração de energia renovável está ganhando cada vez mais espaço no cenário atual. Nesse sentido, o segmento da geração distribuída vem ganhando força  no mercado brasileiro. “Representa o incentivo a geração de energia limpa e renovável, redução no custo da energia para o consumidor, além de promover uma sensibilização quanto ao modelo de eficiência energética. Também gera impacto no desenvolvimento da cadeia produtiva específica e aquecimento econômico”, elencou Santos.

Para ele, é necessário considerar uma análise mais aprofundada do impacto referente a alteração do modelo tarifário aos consumidores  finais. Para os empreendedores interessados na comercialização, o mercado livre de geração distribuída já possui jurisprudência consolidada e em fase de expansão.

“Além disso, achamos condizente a manutenção das regras atuais até a inserção atingir um patamar mais maduro. É preciso ter maior consolidação do mercado para alteração das regras”, explicou o especialista. Santos também destacou o acompanhamento das inovações disruptivas e seus impactos na forma de geração local em contraponto ao consumo.

O deputado federal Rafael Motta lembrou que esse tipo de energia renovável esbarra em algumas barreiras, econômicas, burocráticas ou interpretativas quanto à norma em vigência. Mesmo diante dessas dificuldades, o consumo de energia fotovoltaica cresce cada vez mais. Em 2016, por exemplo, o número de microgeradores de energia solar cresceu 407% em relação ao ano anterior, apontam dados da ANEEL.

Também participaram da audiência pública o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros, o Diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Rodrigo Limp, a representante da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Stephanie Betz, a  representante da ALSolar, Eliana Cavalcanti, o representante da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), Carlos Evangelista, e pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE),o engenheiro Marco Delgado.

Fonte: CERNE Press | Daniel Turíbio

Aneel aprova edital do leilão A-4

Preços serão de R$ 288,00/MWh para hidrelétrica, de R$ 208,00/MWh para eólicas e de R$ 276,00/MWh para projetos solares com e sem outorga e sem contrato

Os preços iniciais do leilão A-4 para empreendimentos de geração sem outorga e para projetos com outorga mas sem contrato de comercialização de energia serão de R$ 288,00/MWh para a fonte hidrelétrica, de R$ 208,00/MWh para usinas eólicas e de R$ 276,00/MWh para projetos solar fotovoltaicos. Para térmicas a biomassa foi estabelecido o valor de R$ 311,00/MWh, que coincide com o custo marginal de referência do certame. Esses valores estão no edital com as regras do leilão, aprovado nesta terça-feira (28) pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

O edital também traz o preço de referência para empreendimento com outorgas e com contratos. Para hidrelétricas, o valor será de R$ 156,56/MWh , para pequenas centrais hidrelétricas e centrais geradoras hidrelétricas de R$ 225,37/MWh e para usinas eólicas de R$ 173,08.

O certame marcado para 28 de junho é destinado à compra de energia de empreendimentos de fontes hídrica, eólica, solar e termelétrica a biomassa, com entrega a partir de 2023. Serão negociados contratos por quantidade de 30 anos para hidrelétricas e de 20 anos para usinas eólicas e solares. Para as térmicas, a contratação será por disponibilidade.

Dos 1.581 empreendimentos cadastrados na Empresa de Pesquisa Energética, 751 são de projetos fotovoltaicos, que totalizam 26.253 MW (51,3%) dos 51.201 MW inscritos para o certame. A fonte eólica também cadastrou 751 empreendimentos, com 23.110 MW de potencia instalada (45,1% do total). Usinas a biomassa tem 19 projetos com 1.039 MW cadastrados; pequenas centrais hidrelétricas 44, com 606 MW; usinas hidrelétricas entre 30 e 50 MW quatro, com 164 MW; centrais geradoras hidrelétrica 12, com 32 MW.

O edital também define a responsabilidade pelo custeio das instalações de transmissão que superarem os limites de nível curto-circuito, estabelecendo que serão usadas as regras de acesso previstas nas resoluções normativas 67 e 68, de 2004, que tratam das responsabilidades técnicas, contratuais e financeiras dos acessantes da Rede Básica do Sistema Interligado.

Foto: Sueli Montenegro | Canal Energia

Nordeste é responsável por 86% da produção de energia eólica no país

O Nordeste, sozinho, é responsável por 86% da produção de energia eólica do Brasil. Dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) mostram que o país já tem mais de 7 mil aerogeradores em 601 parques eólicos.

Os ventos passaram a ser o segundo recurso mais utilizado no Brasil para a geração de energia elétrica e já temos 15GW de capacidade instalada. São mais de 7 mil aerogeradores, em 601 parques eólicos, em 12 estados. Dos 15 GW de capacidade instalada, 86% estão no Nordeste.

Desse total, há outros 4,6 GW já contratados ou em construção, o que significa que, ao final de 2023, serão pelo menos 19,7 GW considerando apenas contratos já viabilizados em leilões e com outorgas do mercado livre publicadas e contratos assinados até agora. Novos leilões e novos contratos no mercado devem aumentar os números projetados consideravelmente.

Segundo dados da CCEE, em 2018, foram gerados 48,4 TWh de energia elétrica, o que representou 8,6% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional no período. Em relação a 2017, foi registrado um crescimento de 14,6% na geração de energia eólica, enquanto a geração como um todo cresceu 1,5% no mesmo período.

No ano passado, durante a Safra dos Ventos, a energia eólica chegou a atender quase 14% do Sistema Interligado Nacional (SIN).

O Boletim Mensal de Dados do Operador Nacional do Sistema – ONS, referente ao mês de setembro de 2018, por exemplo, mostra que, no dia 19 de setembro, uma quarta-feira, a energia eólica chegou ao percentual de 13,98% de atendimento recorde nacional na média do dia.

Nordeste

No caso específico do Nordeste, os recordes de atendimentos a carga já ultrapassam 70% em uma base diária, mas o dado mais recente de recorde da região é do dia 13 de novembro de 2018, um domingo às 09h11, quando todo o Nordeste foi atendido por energia eólica e ainda houve exportação dessa fonte, já que o volume de 8.920 MW atendou 104% daquela demanda com 86% de fator de capacidade. Nesta mesma data, além do recorde instantâneo é importante mencionar que, por um período de duas horas, o Nordeste foi abastecido em 100% por energia eólica. Vale mencionar também que, por diversos períodos, o Nordeste assume a figura de exportador de energia, uma realidade totalmente oposta ao histórico do submercado que é por natureza importador de energia.

Fonte: ABEEólica