BNDES libera R$674 mi para empreendimentos da Copel

A elétrica paranaense Copel informou na última quarta-feira que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou 674 milhões de reais em financiamentos acertados com a instituição de fomento para projetos da companhia.

Segundo a Copel, na primeira liberação de recursos dos financiamentos, foram autorizados 513 milhões de reais para a implantação do empreendimento Eólico Cutia e 161 milhões de reais para a Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu.

O Eólico Cutia, cujo contrato é de 619,4 milhões de reais, é formado por 13 parques eólicos, localizados no Rio Grande do Norte, que totalizam 312,9 MW de capacidade instalada.

A Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, construído pelo consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu, com 30 por cento de participação da Copel, teve um total de financiamentos contratados de 194 milhões de reais.

O Baixo Iguaçu tem potência instalada de 350,2 MW e está localizado no Rio Iguaçu, entre os municípios de Capanema e de Capitão Leônidas Marques, e entre a UHE Governador José Richa e o Parque Nacional do Iguaçu, no Estado do Paraná.

Ambos contratos de financiamento preveem amortização em 192 parcelas (vencimento em 16 anos) e carência de seis meses.

Fonte: Reuters

Energia solar: custo de equipamentos pode cair à metade em dez anos

Essa é a fonte energética que mais tende a crescer no país. Eólica deslancha e deve assumir o 2º lugar na matriz

Um crescimento explosivo é esperado para os próximos anos na geração de energia eólica e solar, que respondem, respectivamente, por 8,12% e 0,95% da matriz elétrica brasileira. São 568 parques eólicos e mais de sete mil aerogeradores em 12 estados. A solar ainda tem presença incipiente, mas é na qual se espera o maior avanço. O consultor Antonio Bolognesi, da Opperman Engenharia e Consultoria, estima que, com o aumento da demanda por essa fonte, o custo dos equipamentos deve cair à metade em dez anos, impulsionando o crescimento da geração distribuída (feita pelo próprio consumidor).

“Em 2012, havia apenas uma instalação de energia fotovoltaica ligada no sistema. Agora, temos de 40 mil a 50 mil ligações. Nos próximos cinco a dez anos, chegaremos a um milhão” — diz Bolognesi.

A superintendente de Energia do BNDES, Carla Primavera, confirma o potencial de crescimento e diz que o mercado de renováveis tem despertado grande interesse de investidores internacionais. O BNDES foi o primeiro banco brasileiro a emitir Green Bonds, títulos lastreados em projetos de energia eólica e solar. Levantou US$ 1 bilhão — o equivalente a R$ 3,8 bilhões — com a emissão, mas a demanda foi cinco vezes maior.

O avanço dessas duas fontes de energia levanta discussões sobre a necessidade de manutenção dos subsídios. Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), diz que, em breve, a eólica ocupará o segundo lugar na matriz elétrica, superando a energia gerada com biomassa.

Para ela, nenhuma fonte de energia precisa mais de subsídio hoje porque, desde 2013, o Brasil faz leilões de energia por fonte, o que permite que as características de cada uma sejam levadas em conta na precificação. Mas Elbia aponta ser necessária uma reforma estrutural no setor elétrico, para incorporar as inovações tecnológicas recentes.

Já Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSolar) cobra a criação de uma política para essa fonte de energia, por exemplo nos programas de habitação popular e prédios governamentais. Além disso, diz ser preciso desenvolver uma política industrial para fabricar módulos fotovoltaicos no país. Hoje, a carga tributária para a indústria chega a 50%, o que inviabiliza a competição com o produto importado.

Fonte: O Globo | Lucila Soares

CERNE lança portal para dar visibilidade a empresas e fornecedores do setor energético

Ferramenta integra, em um único local, oportunidades de negócios entre compradores e supridores da cadeia produtiva de energia em todo o Nordeste.

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) agora disponibiliza para as empresas uma ferramenta que une demandas e ofertas de bens e serviços no setor energético. A REDE RENOVÁVEIS é um portal integrado de gestão de demandas e ofertas de bens e serviços dos segmentos eólico e solar, que articula oportunidades de negócios entre compradores e supridores da cadeia produtiva no Nordeste.

O lançamento oficial do portal aconteceu durante o III Fórum Onshore Potiguar, em Mossoró, Rio Grande do Norte. “Fomos bastante elogiamos pelos fornecedores em relação à iniciativa”, comemorou o Diretor Setorial de Meio Ambiente e Sustentabilidade do CERNE e coordenador do Rede Renováveis, Hugo Fonseca.

Foto: CERNE

Encontrar fornecedores confiáveis e conseguir boas referências deles são as principais dificuldades das empresas do setor de energia. Em contrapartida, os empreendedores que prestam serviço às geradoras não conseguem se vender de forma adequada. Segundo Hugo Fonseca, a Rede Renováveis será um canal de geração de negócios no segmentos eólico e solar, induzindo uma melhoria na eficiência das empresas e tornando-as mais competitivas.

“Nesse processo, também espera-se que empresas oriundas de outros segmentos de energia, como petróleo e gás, façam o uso do portal como ferramenta de inserção para novos nichos de mercado, adaptando-se as mudanças na matriz energética e agregando valor à cadeia”, enfatiza o coordenador.

Mesmo com o recente lançamento, a ferramenta já está recebendo acessos de fora do país. “Temos registros de acessos ao portal de oito empresas dos Estados Unidos, três da Inglaterra, um da Espanha, além de 14 empresas brasileiras”, afirma Hugo. No evento, a equipe do portal realizou um trabalho de atendimento individual às empresas, realizando o cadastramento.

Foto: CERNE

Nesta terça-feira, 04 de dezembro, os integrantes da REDE RENOVÁVEIS estarão apresentando o portal e realizando o cadastramento de empresas durante o Workshop para Integradoras e Circuito RN Solar, promovido pelo SEBRAE em parceria com o Banco do Nordeste. O evento acontece das 14 as 19 horas no SEBRAE-RN, Sala 04.

A Rede Renováveis está disponível para cadastro e consultas pelo endereço www.rederenovaveis.com.br

A segunda revolução renovável da América Latina

As energias eólica e solar substituem a hidráulica na matriz elétrica regional

Com a energia hidráulica totalmente incorporada há décadas às matrizes elétricas de algumas das principais potências latino-americanas, com o Brasil à frente, o vento e o sol começam a substituí-la. Moinhos de vento e painéis fotovoltaicos deixaram de ser, em poucos anos, uma raridade nas paisagens da região a ponto de não mais chamarem a atenção, à medida que, gradualmente, ganhavam peso no mix. As cifras ainda são modestas, mas não param de crescer: na última década a capacidade instalada cresceu 8%, acima da média mundial, e o investimento chegou a 54 bilhões de dólares (205 bilhões de reais) nos últimos três anos. E, o que é mais importante, com um potencial ilimitado, mais do que suficiente para tornar a região a nova meca da energia renovável em escala mundial. Para ser claro: ninguém duvida que a transição global passa pela América Latina.

A mudança vem de trás. A América Latina tem há décadas uma matriz energética mais verde do que o restante do mundo, mas, até agora, tinha sido assim exclusivamente pelo aumento de usinas hidrelétricas, especialmente no Brasil, onde 70% da energia elétrica consumida vem de cachoeiras. A má notícia hoje é que a hidrelétrica, que propiciou essa primeira revolução renovável, não atravessa seus melhores dias: seu impacto ambiental e episódios de seca severa — que só devem aumentar sua cadência e potência com o aquecimento global — puseram em xeque sua capacidade de crescimento. A recente decisão da Costa Rica — bem como o Uruguai, um dos seis únicos países do mundo cuja eletricidade consumida é 100% renovável — de cancelar o maior projeto hidrelétrico da América Central é um símbolo da mudança de concepção.

A boa notícia, porém, é que as quedas d’água e os altamente poluentes combustíveis fósseis têm um substituto confiável nas chamadas energias renováveis não convencionais: eólica e solar. “Para chegar aonde queremos, precisamos fazer muito mais, mas há sinais claros de que a transição já está aqui”, diz Juan Roberto Paredes, do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Entre as principais economias regionais, o progresso é especialmente relevante no Chile, onde energias renováveis cobrirão 90% da demanda em 2050, e no México, onde, se nada mudar, em 2020 um projeto de energia eólica vai gerar a eletricidade mais barata do mundo e o país chegará a 50% de fontes verdes em 2050. O México conta com uma vantagem adicional sobre os seus vizinhos: tem “acesso preferencial” — nas palavras de Luis Aguirre Torres, diretor-executivo da GreenMomentum — a uma das moléculas de gás mais baratas do mundo, essencial para o desenvolvimento de opções de apoio que cubram a demanda quando as renováveis, por definição intermitentes, não forem suficientes.

Potencial de energia solar em América Latina.
Potencial de energia solar em América Latina.

Chile e México são as histórias de sucesso mais notáveis graças à abertura regulatória, segundo Jorge Barrigh, presidente do Conselho Latino-americano e Caribenho de Energias Renováveis. Mas não os únicos: o Brasil investiu, somente em 2015, mais de 7 bilhões de dólares (27 bilhões de reais) em renováveis não convencionais. Na América Central, Honduras surgiu como uma potência emergente no campo da energia solar e, até o início de sua brutal crise política, a Nicarágua seguia o caminho da vizinha Costa Rica. A Argentina também viu em seus vizinhos Chile e Uruguai o espelho perfeito para projetar sua tardia aposta na energia renovável. E a Colômbia não quer ficar para trás em um nicho fundamental para garantir a soberania energética em um futuro que está, mais do que nunca, bem na esquina. Se os grandes — Brasil, México, Colômbia, Argentina e Chile, responsáveis por quase 80% do consumo de energia de toda a América Latina — avançarem, um bom trecho da estrada terá sido percorrido.

“A região está seguindo um caminho muito interessante”, diz Alfonso Blanco, secretário-executivo da Organização Latino-Americana de Energia (Olade). “Não só na energia eólica e solar, mas também na energia geotérmica, que quase nunca entra na agenda da mídia, mas tem um grande potencial em todos os países do Cinturão de Fogo: do Chile a El Salvador.” A contribuição deste recurso é, por ora, apenas residual, “mas seu potencial é inegável”, completa o chefe da Unidade de Energia e Recursos Naturais da CEPAL na sede sub-regional mexicana, Victor Hugo Ventura, outro otimista — mais um — sobre o futuro verde da região. “A margem de crescimento é tão grande como difícil de calcular.”

Não é por acaso que a América Latina se tornou o novo El Dorado das energias renováveis. Às suas únicas condições naturais — “não há melhores áreas para a eólica do que a Patagônia, a Guajira colombiana e o sul do México, nem melhores regiões para a energia solar do que o norte do Chile e do México e o sul do Peru”, afirma Barrigh — se somam o sentido de urgência: depois de um 2017 marcado por inundações e furacões, a região está na vanguarda das alterações climáticas, e a necessidade de avançar para outro modelo é imperativa. A maioria começa a dar-se conta dos perigos. Se as emissões globais não forem reduzidas drasticamente e o aquecimento global aumentar, 17 milhões de latino-americanos serão forçados a migrar até 2050 por causa da elevação do nível do mar, de furacões e do declínio nas colheitas, de acordo com o Banco Mundial.

Potencial da energia eólica em América Latina.
Potencial da energia eólica em América Latina.

Em meados dos anos 90 — anteontem, por assim dizer, em termos históricos — praticamente ninguém queria trabalhar no setor das energias renováveis na América Latina, enfatiza o diretor de um fundo de investimentos que tem redobrado sua aposta verde na região. Não era atraente: realmente lucrativo era aproveitar as privatizações, especialmente no campo dos hidrocarbonetos. Hoje, o curso mudou. “As energias renováveis agora podem competir com as tradicionais”, diz Marie Vandendriessche, pesquisadora da EsadeGeo. A perda de peso do petróleo a longo prazo é inexorável. E a eólica, a solar e a geotérmica são chamadas a ocupar o seu lugar também nas carteiras dos investidores internacionais: seguindo a maré desta segunda revolução renovável, dezenas de empresas da indústria em todo o mundo se instalaram na região. “Países e empresas se especializam em uma tecnologia ou outra, dependendo de sua localização geográfica”, diz Fernando Branger, especialista em energia do CAF-Banco de Desenvolvimento da América Latina. “Mas todos estão, de uma forma ou de outra, procurando incorporar energia limpa em sua matriz.”

A ascensão de renováveis não convencionais, no entanto, está longe de ser maciça ou uniforme. Apesar do recente furor, a expansão está longe de ser equitativa. O subcontinente se move em várias velocidades e vários desafios — e freios — despontam no horizonte. Financiamentos e interconexões são queixas comuns na boca de especialistas. Mas tem mais. “Continua a haver um problema de mentalidade: em muitos cidadãos e Governos ainda existe uma visão extrativista, de curto prazo. E a cooperação entre os países é muito escassa”, acrescenta Bárbara Valenzuela, professora da Faculdade de Engenharia e Tecnologia da Universidade San Sebastián, do Chile. A corrupção também influencia: “A qualidade institucional é fundamental para o desenvolvimento desses projetos”, conclui. A recente vitória do ultradireitista Jair Bolsonaro no Brasil completa o quadro de riscos: se a maior economia da América Latina afrouxar em sua aposta verde, a revolução renovável de toda a região estará em risco.

Fonte: El Pais | Ignacio Fariza

Capital da 3R Petroleum é 300 vezes menor que valor da cessão

A empresa 3R Petroleum e Participações Ltda., selecionada pela Petrobras para operacionalizar 34 campos maduros de produção de petróleo no Riacho da Forquilha, no Oeste potiguar, tem capital social 303,24 vezes menor que o valor da transação que envolve a cessão dos campos. Conforme dados extraídos da Receita Federal, a 3R Petroleum é enquadrada no porte de ME (microempresa), formada por dois sócios (Ricardo Rodrigues Savini, sócio-administrador; e Daniel Annucaro Lassance Soares, sócio). O capital social informado é de R$ 5.935.838,00. O valor da transação com a Petrobras, que depende de repasse de 7,5% no ato da assinatura do contrato marcado para o próximo dia 7, foi de R$ 1,8 bilhão. O caso chamou atenção de especialistas ligados ao setor.

“Eu não tenho detalhes sobre os sócios, sobre a empresa em si. É uma empresa sem histórico na área de produção de petróleo e não é associada à ABPIP”, declarou o secretário executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (ABPIP), Anabal Santos. Questionado sobre o processo que deu origem à escolha da 3R Petroleum como a beneficiada com a cessão dos campos, Santos destacou que a Petrobras cometeu falhas. “Foi um processo mal conduzido. Nós alertamos a Petrobras diversas vezes. Não nos parece razoável que uma empresa faça uma oferta 300 vezes maior que seu patrimônio. É um valor muito elevado”, frisou.

Ainda conforme disposto nas informações da empresa junto à Receita Federal, consta uma alteração cadastral datada de 14 de novembro deste ano. Das 14 atividades econômicas descritas no Cadastro Nacional da Pessoas Jurídica (CNPJ), consta a de que a 3R Petroleum atua nas “atividades de apoio à extração de petróleo e gás natural”. Adiante, consta que também atua com “reparação e manutenção de computadores e de equipamentos periféricos”. Uma fonte da TRIBUNA DO NORTE ligada à Petrobras informou que a 3R Petroleum e Participações Ltda. foi constituída há pouco tempo e com o objetivo específico de participar do processo de cessão dos campos terrestres maduros.

No site da empresa (https://3rpetroleum.com/) com versões em inglês e português, consta a informação de que é “uma empresa de Petróleo e Gás recentemente criada com sede no Rio de Janeiro, Brasil, especializada na explotação de campos terrestres, com experiência em implantação de projetos de otimização da produção, estudos de reservatórios e aplicação das melhores práticas da indústria para o gerenciamento de cada campo”. A reportagem tentou contato com a empresa, mas não consta nenhum número telefônico disponível no referido endereço eletrônico.

Repercussão

No Rio Grande do Norte,  o anúncio da empresa gerou repercussão entre especialistas e economistas. O diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean Paul Prates, usou as redes sociais para criticar a Petrobras. “O ciclo de petróleo no RN está fraquejando há tempos, em virtude de teimosias e experiências quanto à formação de empresas locais para suceder a @petrobras. Não temos mais tempo para erros. Fornecedores, trabalhadores e o Estado não podem estar inseguros quanto ao futuro do setor”, escreveu. Noutra postagem, ele destacou que a Agência Nacional de Petróleo deve investigar o caso sob pena de “prevaricação”.

O economista José Aldemir Freire também recorreu às redes sociais para questionar a cessão dos poços. “Eles fizeram uma modificação no último dia 14/11. Eventualmente podem ter entrado novos sócios. Ou eles tem uma engenharia financeira com algum grupo grande. O volume de recursos para recuperar esses campos não é pequeno. Além do R$ 1,8 bilhões na aquisição, terão que investir um valor considerável para aumentar o nível de recuperação do petróleo. Não justifica uma empresa com zero histórico fazer essa aquisição. É um risco”, argumentou.

A Petrobras foi procurada para comentar o processo de seleção, mas não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem. “O mercado não conhece o edital. Não sabemos quais são as consequências se a empresa não honrar o contrato. Poderia ter sido um processo melhor”, disse Anabal Santos.

Questionamentos
A TRIBUNA DO NORTE enviou questionamentos à Petrobras, que não os respondeu. Veja abaixo perguntas enviadas relativas à cessão dos poços do Riacho da Forquilha. Sobre o anúncio feito pela Petrobras no início desta semana a respeito da empresa 3R Petroleum, solicito os seguintes esclarecimentos:1. Como se deu o processo de seleção, quais critérios foram analisados e com quantas outras empresas a vencedora concorreu?

2. A empresa vencedora da licitação para exploração dos 34 campos maduros do Riacho da Forquilha, no Rio Grande do Norte, possui capital social de R$ 5,9 milhões conforme informações da Receita Federal. Como a Petrobras avalia o lastro financeiro das concorrentes a esse tipo de operação para escolher a ideal?

3. A empresa escolhida possui expertise na exploração de poços de petróleo maduros? De que forma ela confirmou isso à Petrobras?

Fonte: Ricardo Araújo | Tribuna do Norte

Presidente do CERNE fala sobre venda de 34 campos terrestres no RN pela Petrobras

O Presidente do Cento de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e futuro Senador da República pelo Rio Grande do Norte (PT/RN), Jean-Paul Prates, comentou a respeito da decisão aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras e anunciada ontem, 27, sobre a cessão da participação total da estatal em 34 campos de produção terrestres, localizados na Bacia Potiguar, para a empresa 3R Petroleum.

O valor da transação é de US$ 453,1 milhões, sendo 7,5% desse valor (US$ 34 milhões) a ser pago na assinatura, prevista para o próximo dia 7 de dezembro, e o restante no fechamento da transação, considerando os ajustes devidos. Em um ano, a exploração dos campos em referência poderá movimentar 151,2 milhões de dólares no Estado.

Segundo Prates, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deverá analisar detalhadamente esta cessão sob pena de prevaricação. “O Senado Federal deverá solicitar esclarecimentos em breve sobre os critérios de escolha usados pela Petrobras para a cessão de 100% de 32 campos e 50% de outros dois, do Polo Riacho da Forquilha, no RN. A microempresa 3R Petroleum ofereceu US$ 453,1 milhões e nunca operou um campo”, afirma.

Para o Presidente do CERNE, o ciclo do petróleo no Rio Grande do Norte está passando por dificuldades há tempos, em virtude de, segundo ele, teimosias e experiências quanto à formação de empresas locais para suceder a Petrobras: “Não temos mais tempo para erros. Fornecedores, trabalhadores e o Estado não podem estar inseguros quanto ao futuro do setor”, ressalta Prates.

A Petrobrás explica que a 3R Petroleum detém “os requisitos necessários para ser uma Operadora C no Brasil de acordo aos critérios da ANP”. Já o texto divulgado no Fato Relevante, afirma que “essa será a primeira operação da 3R Petroleum”. Prates conclui que tais afirmações “deixam insegurança”.

3R Petroleum – informações iniciais sobre a operação

Os planos iniciais da 3R Petroleum – o nome da empresa vem de redesenvolver, revitalizar e repensar – é investir na recuperação de poços inativos e, no curto prazo, elevar a produção de 6 mil barris/dia para 8 mil barris/dia. Em seguida, investir no aumento do fator de recuperação da reservas.

Parte da estratégia foi fechar um acordo de exclusividade com uma empresa de serviços, ainda mantida em sigilo, para oferecer condições comerciais mais favoráveis. A produção, inicialmente apenas de óleo, será vendida para a Petrobras, mas o plano é exportar no futuro e, para isso, há outro acordo de exclusividade com uma comercializadora.

Essas empresas participam da estruturação financeira do negócio. Além da empresa de serviço e da comercializadora, há uma operadora independente.

De acordo com um dos sócios da 3R Petroleum, que falou em condição de anonimato para o Portal especializado em política energética E&P BR, técnicos e executivos envolvidos no projeto têm experiência com redesenvolvimento de campos maduros e atuaram na Pérez Compac, empresa argentina comprada pela Petrobras em 2002, que também tinha ativos em outros países, como Bolívia, Peru, Equador e Venezuela.

A operação inclui os campos de Acauã, Asa Branca, Baixa do Algodão, Boa Esperança, Baixa do Juazeiro, Brejinho, Cachoeirinha, Cardeal, Colibri, Fazenda Curral, Fazenda Junco, Fazenda Malaquias, Jaçanã, Janduí, Juazeiro, Lorena, Leste de Poço Xavier, Livramento, Maçarico, Pardal, Patativa, Pajeú, Paturi, Poço Xavier, Riacho da Forquilha, Rio Mossoró, Sabiá, Sabiá Bico de Osso, Sabiá da Mata, Sibite, Três Marias, Trinca Ferro, Upanema e Varginha. São 100% Petrobras, com exceção de Cardeal e Colibri (Partex tem 50% e opera) e Sabiá da Mata e Sabiá Bico-de-Osso (Sonangol tem 30% e opera).

Surpreendeu
Empresas com foco em terra estiveram reunidas em Mossoró (RN), para o Fórum Onshore Potiguar, e muitos foram pegos de surpresa quando foi revelado que o negócio foi acertado com a 3R Petroleum, uma empresa pouco conhecida no setor  – já havia uma expectativa que algum fechamento relacionado ao projeto Topázio seria anunciado esta semana.

A conclusão desses negócios significará uma nova escala para o mercado de campos maduros no Brasil, tanto em terra quanto em águas rasas.

Fonte: CERNE Press com informações E&P Br

 

Novos perfis de consumo e oferta de energia são debatidos no Power Future Symposium

Atender consumidores de energia de modo eficiente e sustentável foram algumas das questões que nortearam o Power Future Symposium – Simpósio Brasileiro Sobre o Futuro da Energia, realizado nesta quarta-feira, 28 de novembro, no auditório do SENAI da Barra do Ceará, em Fortaleza.

O evento reuniu especialistas, profissionais e estudantes para discutir vários aspectos relativos à energia no Brasil e no mundo, abordando desafios e oportunidades diante das transformações tanto do ponto de vista da oferta quanto em relação ao consumo de energia. O simpósio é uma preparação para a próxima edição do All About Energy, que ocorrerá em 2019.

O diretor regional do SENAI Ceará, Paulo André Holanda, abriu o evento destacando que o SENAI Ceará oferece atualmente seis cursos ligados à área de energia e essa oferta será ampliada no ano que vem através de uma parceria com a Enel, com a disponibilização de mais de 15 cursos de excelência para a formação de mão-de-obra para a operação de novas tecnologias, especialmente transformadores e medidores inteligentes. Segundo ele, a formação de profissionais para a área é essencial para o desenvolvimento do setor.

Após a abertura, o Diretor Setorial de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE e um dos coordenadores do evento, Olavo Oliveira, deu início à programação de palestras do simpósio, falando sobre o papel e a importância do Nordeste no crescimento da participação das energias renováveis na matriz energética brasileira. Em seguida, o coordenador do Núcleo de Energia da FIEC, Joaquim Rolim, fez uma apresentação sobre o futuro da distribuição de energia elétrica e os recursos energéticos distribuídos. Também foram discutidos temas como micro redes, cidades inteligentes e veículos elétricos.

“Nesta edição procuramos abordar as tendências e oportunidades de negócios envolvendo setor energético, bem como novas ferramentas de mobilidade urbana e inovações tecnológicas que irão impactar no consumo e oferta de energia”, explicou Oliveira.

O encontro é realizado pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a All About Eventos e conta com patrocínio do Banco do Nordeste, do Comitê de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Ceará – SENAI/CE.

Fonte: CERNE Press

 

 

Petrobras aprova venda de 34 campos terrestres no Rio Grande do Norte

As concessões são campos maduros em produção há mais de 40 anos, com ampla dispersão geográfica, localizados a cerca de 40 km ao sul de Mossoró. Os campos foram reunidos em um único pacote denominado Polo Riacho da Forquilha.

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou na última terça-feira, 27, a venda de 34 concessões em campos de petróleo para a empresa 3R Petroleum. Segundo a companhia, o valor da transação é de US$ 453,1 milhões, sendo 7,5% desse valor (US$ 34 milhões) a ser pago na assinatura, prevista para o dia 07 de dezembro, e o restante no fechamento da transação, considerando os ajustes devidos.

As 34 concessões são campos maduros em produção há mais de 40 anos, com ampla dispersão geográfica, localizados a cerca de 40 km ao sul da cidade de Mossoró-RN. Os campos foram reunidos em um único pacote denominado Polo Riacho da Forquilha, cuja produção atual é de cerca de 6 mil barris de petróleo por dia. Segue abaixo a lista do pacote:

Acauã (AC), Asa Branca (ASB), Baixa do Algodão (BAL), Boa Esperança (BE), Baixa do Juazeiro (BJZ), Brejinho (BR), Cachoeirinha (CAC), Cardeal (CDL), Colibri (CLB), Fazenda Curral (FC), Fazenda Junco (FJ), Fazenda Malaquias (FMQ), Jaçanã (JAN), Janduí (JD), Juazeiro (JZ), Lorena (LOR), Leste de Poço Xavier (LPX), Livramento (LV), Maçarico (MRC), Pardal (PAR), Patativa (PAT), Pajeú (PJ), Paturi (PTR), Poço Xavier (PX), Riacho da Forquilha (RFQ), Rio Mossoró (RMO), Sabiá (SAB), Sabiá Bico de Osso (SBO), Sabiá da Mata (SDM), Sibite (SIB), Três Marias (TM), Trinca Ferro (TRF), Upanema (UPN) e Varginha (VRG).

Todas as concessões são 100% Petrobras à exceção dos campos de Cardeal e Colibri onde a Petrobras detém 50% de participação tendo a Partex como operadora com 50% de participação, e os campos de Sabiá da Mata e Sabiá Bico-de-Osso onde a Petrobras tem 70% de participação tendo a Sonangol como parceira e operadora com 30% de participação.

A 3R Petroleum passará a operar os ativos a partir do fechamento da transação, que está sujeita à assinatura dos contratos, ao cumprimento das condições precedentes previstas no contrato de compra e venda, tais como a aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e eventual direito de preferência.

Este projeto foi fruto de processo competitivo e faz parte do Programa de Parcerias e Desinvestimentos da Petrobras, estando alinhada ao Plano de Negócios e Gestão 2018-2022, que prevê a contínua gestão de portfólio, com foco em investimentos em águas profundas no Brasil.

A presente divulgação ao mercado está em consonância com a Sistemática para Desinvestimentos da Petrobras e alinhada às disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Sobre a 3R Petroleum

A 3R Petroleum é uma empresa brasileira de óleo e gás com atuação focada na América Latina. Essa será a primeira operação da 3R Petroleum e a empresa preenche os requisitos necessários para ser uma Operadora C no Brasil de acordo aos critérios da ANP.

A 3R Petroleum conta, em seus quadros, com executivos com extensa experiência em operação de campos maduros e aumento de produção e reservas em países como Venezuela, Argentina, Brasil, Peru, Equador e Bolívia. Conta também, em sua estruturação financeira, com a parceria de grandes empresas globais, como uma companhia de trading de classe mundial, uma empresa internacional de serviços petrolíferos e uma operadora independente.

Petrobras no Rio Grande do Norte

A Petrobras desenvolve atividades diversas no Rio Grande do Norte, incluindo exploração e produção de óleo e gás em terra, em águas rasas e águas profundas, refino e comercialização de óleo, gás e derivados, além de produzir energia por meio de uma usina termelétrica.

Em leilão realizado em março desse ano, a companhia adquiriu três blocos exploratórios na Bacia Potiguar, destacada fronteira exploratória em águas profundas no Brasil. Os blocos estão próximos da descoberta de Pitu, onde a Petrobras já perfurou dois poços e os resultados estão sendo analisadas para melhor conhecimento da área. Entre os novos projetos que a companhia prevê desenvolver no Estado, está ainda o de uma planta-piloto para produção de energia eólica offshore, que será a primeira do Brasil.

A companhia também irá continuar a investir nas concessões que ficarão sob sua responsabilidade no Rio Grande do Norte, buscando aportar tecnologias e métodos que maximizem o fator de recuperação. Entre as iniciativas nesse sentido está a licitação para aporte tecnológico no polo de Canto do Amaro, atualmente em andamento. Trata-se de um contrato de prestação de serviço para a revitalização de campos terrestres. Pelo contrato, a empresa vencedora fará investimentos e aportará conhecimento e tecnologias com o objetivo de elevar o fator de recuperação dos campos e, assim, aumentar o retorno para a Petrobras. Essa é a primeira vez que a companhia utiliza esse modelo de negócio e, a partir dos resultados alcançados, avaliará a aplicação em outros projetos.

Fonte: Jornal De Fato com informações da Petrobras/G1

 

Brasil tem a matriz energética menos poluente do mundo, segundo agência internacional

Para dirigente da AIE , país é a ‘estrela ascendente’ no uso sustentável de energia

Em meio a incertezas sobre como o próximo governo pretende agir em relação aos acordos de redução de emissões de gases que provocam o efeito estufa, a Agência Internacional de Energia (AIE) afirma que o Brasil é o país que apresenta a matriz energética menos poluente do mundo e com a maior participação de combustíveis renováveis entre os grandes consumidores globais de energia. Segundo o organismo, que é ligado à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o país deverá somar quase 45% de fontes renováveis na matriz energética em 2023, usados, principalmente, nas áreas de transportes e industrial.

O Ministério de Minas e Energia estima que a parcela de energias renováveis dentro de cinco anos será maior, de 48%. Atualmente, o percentual está em 43%, de acordo com o Ministério de Minas e Energia.

– O Brasil é a estrela ascendente no uso sustentável da energia. A enorme parcela de renováveis na matriz energética brasileira é uma fonte de inspiração para muitos países em todo o mundo – disse o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, nesta segunda-feira, durante o lançamento, no Brasil, do Relatório sobre o Mercado de Energias Renováveis da AIE.

Faz pouco mais de um ano que o governo brasileiro decidiu se associar à AIE, junto com outros países que representam 70% do consumo global de energia no mundo. Também entraram recentemente para o organismo China, Índia e Indonésia.

Bioenergia

O relatório traz estimativas para os próximos cinco anos, levando em conta o período de 2018 a 2023. Os ministérios das Relações Exteriores e de Minas e Energia comemoraram o fato de, pela primeira vez, o documento trazer, com ênfase, a expressão “bioenergia moderna”, chamada pelo organismo como “um dos principais pontos cegos do debate energético global”. Segundo uma fonte do governo brasileiro, foi feito um esforço diplomático para que o tema entrasse no horizonte da AIE, para que o mundo se volte novamente para combustíveis produzidos a partir de biomassa, como o etanol.

– A própria capa do relatório da AIE traz a cana-de-açúcar, o que demonstra a importância que tem sido dada ao tema. A bioenergia está voltando ao mapa global – disse uma fonte.

As perspectivas são promissoras para esse segmento. Os Estados Unidos autorizaram, há pouco tempo, o aumento da mistura de álcool à gasolina de 10% para 15%. A Índia passou a dar maior destaque aos biocombustíveis e, a partir de 2020, a China vai adicionar 10% de etanol à gasolina em todo o país a partir de 2020 – ano considerado “crucial” para a bioenergia pela AIE.

Além disso, o Canadá estuda uma política semelhante ao RenovaBio, do Brasil. Trata-se de um programa que visa a expandir a produção de biocombustíveis, fundamentada na previsibilidade e sustentabilidade ambiental, econômica e social.

De acordo com o estudo, a participação de fontes renováveis na demanda energética global deverá aumentar para 12,4% em 2023, percentual que corresponde a um quinto a mais do que no quinquênio anterior de análise (2012-2017). As energias renováveis vão atender 40% do aumento de consumo projetado para os próximos cinco anos.

Apesar do bom desempenho, o Brasil está atrás da China na expansão de renováveis estimada para os próximos cinco anos. Envolvidos com politicas de descarbonização e redução da poluição do ar, os chineses ultrapassaram a União Europeia (UE) como maiores consumidores de energia renovável do planeta.

De acordo com o relatório, no período de 2018 a 2023, a energia solar fotovoltaica deve se expandir quase 600 Gigawatts, mais do que todas as outras fontes renováveis no setor elétrico combinadas. A China deverá continuar como líder absoluta, gerando quase 40% do total.

Já a energia eólica será responsável por 325 GW no período. Ao mesmo tempo, a hidroeletricidade continuará como principal fonte renovável na geração elétrica em 2023.

Fonte: O Globo | Eliane Oliveira

Simpósio em Fortaleza debate o futuro da energia

O Power Future Symposium terá como foco a energia, desde a sua geração a partir de fontes renováveis até seu consumo de forma sustentável, como forma de despertar para os desafios e oportunidades desse setor junto à sociedade e para os negócios.

A demanda de energia elétrica deverá triplicar no Brasil até 2050, segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Ministério de Minas e Energia. Portanto, atendê-la de modo eficiente, sustentável e acessível aos consumidores é o grande desafio para os próximos anos.

Essas e outras questões que nortearão o destino do setor energético serão debatidas no Power Future Symposium – Simpósio Brasileiro Sobre o Futuro da Energia, que será realizado no dia 28 de novembro, das 9h às 17h, no auditório do SENAI da Barra do Ceará, em Fortaleza, Ceará.

O evento, realizado com o apoio do Banco do Nordeste, Comitê de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e SENAI/CE, vai discutir o futuro da energia no nordeste e no Brasil, como forma de despertar para as preocupações, desafios e oportunidades desse setor junto à sociedade e para os negócios crescentes, apresentando uma visão do futuro da energia tanto do ponto de vista da oferta quanto em relação ao seu consumo de forma sustentável.

A realização do Power Future Symposium incorpora em sua programação temas como microrredes, cidades inteligentes, veículos elétricos. Especialistas irão debater a oferta e consumo de energia em plena era tecnológica e apresentarão as perspectivas sobre o profissional do futuro​ e novos perfis de consumo.

O evento é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e da empresa All About Eventos. Podem participar profissionais técnicos e investidores da área energética, proprietários de ativos com potencial energético, gestores públicos, fornecedores, acadêmicos, estudantes e colaboradores da área de energia e ambiental. A programação completa e inscrições estão disponíveis em: www.powerfuturebrazil.com.

EPE defende leilão de potência e projeta certame no primeiro trimestre de 2019

Para Reive Barros, certame terá preços melhores e mais segurança ao sistema

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Reive Barros, defendeu o leilão de potência de reserva para a região Nordeste e revelou que ele deverá ser realizado no primeiro trimestre de 2019. De acordo com Barros, a visão da EPE que balizou o certame vai até 2027, em que aumenta consideravelmente a intermitência no sistema por conta das renováveis, o que traz a necessidade de mais inércia no sistema. “Estamos trazendo uma solução mais limpa, que traz segurança energética, dá solução próxima da carga e ainda aparecem argumentos contrários”, afirma.

O presidente da EPE de certa forma rebateu o diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Luiz Eduardo Barata, que na última semana pediu mais estudos sobre o tema. O leilão também vem sendo criticado por alguns agentes. Segundo Barros, os estudos da EPE apontaram para a necessidade de potência de 13.600 MW em térmicas a gás natural, que entrariam em lugar de outras movidas a óleo, que vencem em 2022 e 2026. Seu preço fica em torno de R$ 250/ MWh, baixo dos R$ 600/ MWh a 800/ MWh cobrados pelas usinas atualmente. Ainda segundo Barros, o leilão de potência será uma solução estrutural e não paliativa.

Segundo Barros, a hidrologia ruim e a o fim das usinas com reservatórios prejudicou que a potência seja atendida por UHEs. Sugestões da consulta poderão ser atendidas, como o tipo de ciclo, que foi definido pela EPE com aberto, mas que a associação setorial sugeriu que fosse fechado.

Ainda não houve nenhuma reunião com a equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro. Ele não acredita que haverá mudanças na estrutura do setor elétrico que afetem a EPE. “Virão novos atores, mas a estrutura será preservada”, acredita.

Fonte:

Roberto Castello Branco aceita convite para presidir a Petrobras

Economista foi indicado pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e deve substituir Ivan Monteiro.

A assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta segunda-feira (19) que o economista Roberto Castello Branco aceitou o convite para presidir a Petrobras no governo de Jair Bolsonaro.

Em fato relevante, a Petrobras informou que “não recebeu qualquer comunicação pelo governo de transição sobre a indicação do Sr. Roberto Castello Branco, para ocupar o cargo de Presidente da Petrobras, e irá aguardar a devida oficialização pelo seu acionista Controlador para adotar os trâmites internos pertinentes”.

Castello Branco tem pós-doutorado pela Universidade de Chicago e ocupou cargos de direção no Banco Central e na mineradora Vale. Passou pelo Conselho de Administração da Petrobras e é diretor no Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Ao longo da campanha presidencial, o economista esteve próximo de Guedes e Bolsonaro e faz parte da equipe de transição.

Castello Branco deve substituir o atual presidente da estatal, Ivan Monteiro, que permanece no cargo até a nomeação do economista.

Monteiro assumiu a Petrobras em junho com a saída de Pedro Parente. Atualmente no comando da BRF, Parente deixou a estatal após greve dos caminhoneiros, que questionou a política de reajuste dos preços dos combustíveis.

Último resultado

No terceiro trimestre, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 6,644 bilhões. O resultado representou uma queda de 34% na comparação com o segundo trimestre (R$ 10,07 bilhões). Já ante o mesmo período do ano passado (R$ 266 milhões), o lucro foi 25 vezes maior.

No acumulado no ano, a estatal soma lucro líquido de R$ 23,6 bilhões, o melhor resultado para o período desde 2011, segundo a companhia, e um crescimento de 371% na comparação com os nove primeiros meses de 2017.

Em 2018, até a última sexta-feira, as ações preferenciais da Petrobras acumularam alta de 60,86%. As ordinárias subiram 66,44%.

Futura equipe econômica

O governo de Bolsonaro já definiu alguns nomes para os principais postos da economia. Além de Castello Branco, Roberto Campos Neto foi indicado para comandar o Banco Central e Joaquim Levy para a presidência do BNDES.

Veja abaixo a nota divulgada pela assessoria de Paulo Guedes

O futuro Ministro da Economia, Paulo Guedes, recomendou ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, a indicação para a presidência da Petrobras de Roberto Castello Branco, que aceitou o convite. Economista, com pós-doutorado pela Universidade de Chicago e extensa experiência no setores público e privado, Castello Branco já ocupou cargos de direção no Banco Central e na mineradora Vale, fez parte do Conselho de Administração da Petrobras e desenvolveu projetos de pesquisa na área de petróleo e gás. Atualmente é diretor no Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da Fundação Getúlio Vargas. O atual presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, permanece no comando da estatal até a nomeação do novo presidente.

Fonte: G1

Maior leilão de linhas de transmissão em 4 anos, em 20/12, demandará R$13,2 bilhões

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou em reunião nesta terça-feira a realização em 20 de dezembro de um leilão de concessões para a construção e futura operação de projetos de transmissão que demandarão investimentos de cerca de 13,2 bilhões de reais.

O certame, o maior de linhas de transmissão em quatro anos, que acontecerá na sede da bolsa paulista B3, ofertará os projetos aos investidores em 16 lotes, com prazo para implementação das instalações de 48 a 60 meses após a assinatura dos contratos, estimada para março do ano que vem.

Os vencedores da concorrência, que deverá viabilizar mais que o dobro dos investimentos do último leilão, de junho, terão direito a contratos de concessão de 30 anos.

A licitação passada viabilizou 6 bilhões de reais em investimentos, com a participação de companhias como a indiana Sterlite Power, que apresentaram fortes deságios frente à receita máxima estabelecida pela Aneel.

O diretor Sandoval Feitosa, relator do processo sobre a licitação na Aneel, disse que esse será o maior leilão de infraestrutura promovido pelo órgão regulador nos últimos quatro anos, em termos de aportes previstos.

O edital da disputa aprovado nesta terça-feira contou com algumas mudanças em relação a uma versão colocada anteriormente em audiência pública, incluindo a retirada de dois lotes de empreendimentos no Amazonas antes previstos para serem licitados (16 e 17).

Esses projetos deverão ser colocados em leilão somente em 2019, uma vez que dependem da realização prévia de obras de distribuição de energia pela subsidiária local da Eletrobras, a Amazonas Energia.

Por outro lado, foram mantidos na licitação quatro lotes de projetos (10 a 13) no Rio Grande do Sul referentes a uma concessão antes atribuída à estatal Eletrosul, subsidiária da Eletrobras.

O governo federal revogou o contrato da Eletrosul para o projeto após a companhia atrasar as obras e não avançar em tratativas para transferir o controle do empreendimento à chinesa Shanghai Electric.

Com isso, as linhas de transmissão e subestações antes envolvidas no contrato serão agora relicitadas. O investimento estimado nessas instalações é de 4 bilhões de reais.

No total, o leilão de transmissão em dezembro envolverá projetos que somarão 7,15 mil quilômetros em novas linhas de enegia, além de subestações com 14.829 MVA em capacidade.

Os empreendimentos licitados compreendem investimentos a serem realizados nos Estados do Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Os maiores lotes do leilão serão os de número 1, para obras em Santa Catarina, e 10, no Rio Grande do Sul, com aportes previstos de 2,79 bilhões de reais e 2,4 bilhões de reais, respectivamente.

NEGOCIAÇÃO POR LICENÇAS

A Aneel decidiu ainda que os vencedores da disputa pelos lotes antes atribuídos à Eletrosul poderão eventualmente negociar a compra junto à empresa de licenças ambientais e outros ativos associados ao projeto.

A Eletrobras havia pedido à Aneel um reembolso de 143,8 milhões de reais já investidos no empreendimento, mas segundo a agência negociações sobre valores deverão ser realizadas de forma bilateral entre a estatal e os novos responsáveis pelas obras.

A mesma possibilidade foi aberta para licenças e ativos do lote 7, que compreende projetos que haviam sido atribuídos à Linhas de Laranjal, controlada pela espanhola Isolux, que também tiveram o contrato revogado pelo governo por atrasos.

Fonte: Luciano Costa | Reuters

Empresa alemã assina contratos para exploração da bacia potiguar

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou na última quarta-feira (7) no Rio de Janeiro a segunda etapa de assinatura de contratos relativos à 15ª Rodada de Licitações, ocorrida em março deste ano.

Ao todo, 12 contratos, de dez empresas, foram assinados: BP Energy do Brasil Ltda.; Chevron Brasil Óleo e Gás Ltda.; Equinor Brasil Energia Ltda.; Exxon Mobil Exploração Brasil Ltda.; Murphy Brasil Exploração e Produção de Petróleo e Gás Ltda.; Petrogal Brasil S.A.; Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A.; Repsol Exploração Brasil Ltda.; Shell Brasil Petróleo Ltda.; e Wintershall do Brasil Exploração e Produção Ltda. Na 15ª Rodada de Licitações, no modelo de concessão, foram arrematados 22 blocos por 12 licitantes.

Dos 12 contratos assinados, três são para exploração na bacia potiguar pela Wintershall.

A empresa de origem alemã pagou bônus de R$ 98.236.800,00 pelos três blocos de exploração.

Em entrevista exclusiva ao JORNAL DE FATO em abril passado, a Wintershall informou que estão sendo planejadas as primeiras atividades de exploração nos blocos a partir de 2019.

Na oportunidade, Thilo Wieland, responsável na presidência da Wintershall pela América do Sul, Rússia e Norte de África, declarou que a costa brasileira é conhecida como uma das mais promissoras regiões petrolíferas do mundo. “Em nossa estratégia de crescimento se inclui a presença ativa também em novas regiões e o Brasil oferece um grande potencial“, destacou.

A empresa acrescentou que os blocos arrematados na bacia potiguar apresentam grande potencial. “Nos últimos meses procedemos à avaliação de muitos dados e analisamos a geologia da região. Os blocos revelam um grande potencial. No Brasil, pretendemos elaborar um amplo e diversificado portfólio com atividades em várias bacias”, declarou Thilo Wieland.

A Wintershall Holding GmbH, com sede em Kassel, na Alemanha, é uma filial, a 100%, da firma matriz BASF, de Ludwigshafen, também na Alemanha, que desempenha a sua atividade, há 120 anos, na extração de matérias primas, dos quais, mais de 85 na busca e extração de petróleo e gás natural. Em nível mundial, a Wintershall emprega cerca de 2.000 trabalhadores, provenientes de 50 países, e é, atualmente, o maior produtor alemão ativo nas áreas do petróleo e gás natural.

Primeiros contratos foram assinados em setembro

Os primeiros contratos relativos à 15ª Rodada de Licitações foram assinados em setembro passado.

Na oportunidade, dez contratos, de cinco empresas, foram assinados: Equinor Brasil Energia Ltda.; Exxon Mobil Exploração Brasil Ltda.; Petróleo Brasileiro S.A; QPI Brasil Petróleo Ltda.; e Shell Brasil Petróleo Ltda. Essas empresas solicitaram antecipação da assinatura dos contratos, tendo optado por apresentar a documentação e pagar o bônus de assinatura antecipadamente.

Os contratos assinados anteriormente envolveram 4 blocos de exploração na bacia potiguar, adquiridos pela Shell Brasil e Petrobras.

A Petrobras adquiriu um bloco com 100% de participação bom bônus de R$ 5.134.684,33. O mesmo fez a Shell, que pagou R$ 1.963.358,55 por outro bloco. Juntas, Petrobras e Shell arremataram outros dois blocos, com bônus total de R$ 33.546.347,30.

Foram assinados todos os contratos dos sete blocos de exploração na bacia potiguar arrematados na 15ª Rodada de Licitações.

Fonte: Jornal DeFato | Magno Alves

Brazil Renewable Energy Meeting finaliza programação com visita a Solar Farm

A primeira edição do Brazil Renewable Energy Meeting, realizada em NY – BREM-NY, foi encerrada nesta quinta-feira (8) com uma visita ao Brookhaven National Laboratory e à Solar Farm, com 68 mil painéis fotovoltaicos. O laboratório de pesquisa e projetos em energia renovável do Departamento de Energia do Governo Americano é um dos mais modernos do país. Tem 2.550 funcionários e recebe milhares de visitantes, estudantes e especialistas todos os anos.

O laboratório desenvolve pesquisas do governo e também estudos encomendados e suportados por empresas privadas. Em 2017 recebeu US$5.82 milhões em fundos para pesquisa.

Os participantes do BREM-NY foram recebidos e puderam ouvir a palestra do diretor do departamento de relações públicas do laboratório, David Manning e do chefe do departamento de tecnologia em energia e sustentabilidade, Pat Looney.

Após as palestras, os participantes do BREM NY puderam conhecer de perto um dos setores da solar farm, onde estão localizados os inversores de energia.

O Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, enfatizou a experiência exitosa e afirmou que esta deve ser a primeira de várias missões internacionais que o CERNE deverá promover a partir de agora, com a finalidade de fomentar o setor por meio da facilitação para a aquisição de capital financeiro ou intelectual. “O CERNE reafirma seus eventos como ferramentas essenciais para o desenvolvimento do setor energético no Brasil, em especial no Nordeste brasileiro”, afirmou Prates.

Fonte: CERNE Press

Desenvolvedores brasileiros apresentam oportunidades no setor de energia para investidores em NY

O segundo dia do Brazil Renewable Energy Meeeting (BREM-NY), realizado em Nova Iorque (EUA), começou na manhã desta quarta-feira (07) com uma sessão de palestras e terminou com uma rodada de negócios entre investidores americanos e desenvolvedores brasileiros de projetos na área de energia.

A programação teve início com o pronunciamento do Cônsul Geral do Brasil em NY, Ênio Cordeiro, que abriu o evento explicando aos participantes o papel do Consulado em fomentar negócios entre Brasil e Estados Unidos. “Queremos apresentar as potencialidades do Brasil para os investidores americanos. Esse encontro é a oportunidade de aproximarmos esses dois importantes elementos”, disse Cordeiro.

Foto: CERNE Press

O Presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Energética (EPE), Reive Barros, apresentou o plano energético brasileiro e também as políticas, processos licitatórios e demandas do setor no país. Já a representante da Apex – Brasil, Aline Oliveira, falou sobre a atração de investimentos estrangeiros diretos no setor de energias renováveis.

Em seguida, o Presidente do CERNE, Jean Paul Prates, apresentou um panorama do mercado brasileiro de energia eólica e solar no Brasil, enfatizando a missão do CERNE e ressaltando que, atualmente, o setor de energias renováveis no país pode oferecer ao mercado internacional as melhores condições e oportunidades para investimento.

Após esse momento, os desenvolvedores brasileiros apresentaram seus projetos inscritos aos investidores internacionais convidados, ressaltando as características de cada empreendimento. O momento foi a oportunidade onde os investidores puderam observar as qualidades de cada projeto apresentado, bem como selecionar quais eram as iniciativas mais atrativas para prospecção de investimentos. No período da tarde aconteceram as rodadas de negócios entre investidores e desenvolvedores, encerrando a programação do encontro.

Foto: CERNE Press

O Brazil Renewable Energy Meeeting Nova Iorque é formado por empresas de geração de energia, bancos de investimento, fundos e empresas de capital sediados em NY, interessados em aprender sobre o atual ambiente regulatório e de negócios para investimento e oportunidades concretas em projetos de energia renovável no Brasil.

O evento prossegue nesta quinta-feira (08) com uma visita ao Brookhaven Nacional Laboratory e a Solar Farm – Laboratório de pesquisa e Projetos em Energia Renovável do Departamento de Energia do Governo Americano. O BREM-NY é uma realização do CERNE e ZoomOut.

Fonte: CERNE Press

CERNE realiza encontro entre investidores e desenvolvedores em Nova Iorque

Foto: CERNE Press

A primeira edição do Brazil Renewable Energy Meeting (BREM-NY), realizada em Nova Iorque, começou na manhã da terça-feira (06) com um encontro entre os participantes brasileiros e alguns convidados: os representantes da Moody”s Investor Service,  Daniel Lima e Camila Yochikawa e a presidente da LAVCA (Associação de Participação Societária e Capital de Risco Latino Americano), Cate Ambrose.

Os especialistas americanos falaram aos participantes brasileiros sobre a estrutura de financiamento de projetos e os principais requisitos considerados pelos investidores nas análises de viabilidade e de retorno do investimento.

A reunião foi aberta pelo Cônsul do Brasil em NY, Roberto Ardenghy, que explicou a estrutura do Consulado aos presentes. Em seguida, a representante da empresa Zoom Out, parceira do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) na realização do BREM-NY, falou sobre a logística do evento e as expectativas para os próximos dois dias.

Ao tomar a palavra, o Presidente do Cerne, Jean-Paul Prates, saudou os presentes e falou da satisfação de poder reunir, em um mesmo encontro, desenvolvedores e investidores, e mostrar que o Brasil é um país propício e seguro aos investimentos estrangeiros. E que o setor das renováveis oferece algumas das melhores oportunidades de mercado.

Já o representante da Câmara de Comércio Brasil Estados Unidos, Ted Helms,  falou sobre a importância do networking em sintonia com a prospecção de novos negócios e sobre os eventos setoriais informativos promovidos pela instituição.

O Brazil Renewable Energy Meeting Nova Iorque prossegue nesta quarta-feira (07) com palestras, apresentação de projetos e rodadas de negócios entre os desenvolvedores de projetos de energia renovável e os investidores internacionais convidados. Na quinta-feira, último dia do evento, uma visita ao Brookhaven National Laboratory e à Solar Farm – Laboratório de pesquisa e projetos em energia renovável do Departamento de Energia do Governo Americano.

Fonte: CERNE Press

Indústria 4.0 é tema de debate pelo CERNE

Especialistas e empresários abordam tendência nas cadeias produtivas de energia e como ferramenta de competitividade empresarial. Evento será realizado nesta quinta-feira (08) na UFRN.

A indústria 4.0, ou Quarta Revolução Industrial, como é conhecida a interação dos mundos virtual e físico por meio da tecnologia, está alterando de maneira significativa as formas de produzir, consumir e de fazer novos negócios. Profissionais fazendo trabalhos manuais, encaixotando ou montando produtos ou coletando dados manualmente serão cada vez mais raros. Em seu lugar, estarão robôs, sensores e tecnologias baseadas em inteligência artificial.

Especialistas e executivos preveem o surgimento de novos empregos no lugar dos que serão perdidos, muitos deles  relacionados à tecnologia e com novas exigências de qualificação profissional.

No Brasil, grande parte das empresas ainda está em transição entre os sistemas de produção. “Um número relevante de empresas está entre a 2ª e 3ª fases do desenvolvimento industrial. Isto é, grande parte delas ainda é mecanizada ou automatizada”, explica Olavo Oliveira, Diretor Setorial de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

Por outro lado,em países como a Alemanha, o cenário é diferente uma vez que até micro e pequenas empresas já são automatizadas. “Isso é viável no país devido ao fato de a automatização ser mais acessível e o custo da mão-de-obra muito mais elevado que no Brasil”, diz Oliveira. Ele coordena o Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do CERNE , que será realizado no dia 08 de novembro, as 18 horas, no auditório F da Escola de Ciência e Tecnologia da UFRN. O evento terá como destaque a “Indústria 4.0 nas cadeias produtivas de energia e como ferramenta de competitividade empresarial”.

Segundo  a  pesquisa “Investimentos  na  Indústria  do  RN  2017”, elaborado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte e a Confederação Nacional da Indústria (FIERN/CNI), 73%  das empresas  industriais  potiguares  planejam  novos investimentos  em  2018 e, destas,  45%  afirmaram intenção de investir em tecnologias digitais.

A novidade desta edição do evento é a presença do professor Eurico Seabra, da Universidade do Minho (Portugal), que apresentará um panorama da Indústria 4.0 na competitividade dos países onde essa tendêcia vem se tornando cada vez mais forte. Já o Diretor de Inovação da FIERN, Djalma Barbosa, mostrará o cenário dessa indústria no Rio Grande do Norte. Demais especialistas apresentarão a aplicação desse novo modelo de produção em outros segmentos da cadeia produtiva, como varejo de moda e setor energético.

O Ciclo de Debates do CERNE tem o apoio da Federação das Indústrias do RN (FIERN), UFRN, IFRN, Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio grande do Norte (SEERN), Conselho Regional de Economia (CORECON/RN) e SEBRAE. A programação completa está disponível no site do CERNE pelo endereço www.cerne.org.br e as inscrições podem ser feitas aqui. Outras informações pelo telefone (84) 2010-0340.

PROGRAMAÇÃO
Mesa de abertura (sujeita a alterações)•             Governadora eleita do RN senadora Fátima Bezerra ou representante
•             Presidente da FIERN Sr. Amaro Sales ou representante
•             Diretor superintendente do SEBRAE José Ferreira de Melo Neto ou representante
•             Reitora da UFRN profa. Dra. Ângela Paiva Cruz
•             Diretor da ECT-UFRN prof. Dr. Douglas do Nascimento
•             Diretor do CERNE e Coordenador do CTC-CERNE Eng. Olavo Bueno Oliveira

Palestras

Palestra 1: DESAFIOS DA INDÚSTRIA 4.0 NA COMPETITIVIDADE DOS PAÍSES
Prof. Dr. Eurico Seabra – Diretor Mestrado Int. Eng. Mecânica – Univ. do Minho – Portugal

Palestra 2 (vídeo conferência): EDUCAÇÃO 4.0 CORPORATIVA PARA A INDÚSTRIA 4.0
Prof. Dr. Cassiano Carvalho Neto – Presidente do IGGE

Palestra 3: INDÚSTRIA 4.0 – DO QUE ESTAMOS FALANDO E POSSÍVEIS IMPLICAÇÕES
Profa. Dra. Maria Lussieu da Silva – Vice-Diretora CCSA-UFRN

INTERVALO – COFFEE BREAK

Palestra 4: AS PERSPECTIVAS DA INDÚSTRIA 4.0 NA TEMÁTICA DA MANUTENÇÃO CLASSE MUNDIAL – GESTÃO DE ATIVOS
Prof. Dr. Marco Antonio Leandro Cabral – Prof. Adjunto UFRN

Palestra 5: A INDÚSTRIA 4.0 NA INDÚSTRIA DO VESTUÁRIO E NA CADEIA DO VAREJO DA MODA
Jairo Amorim – Diretor Industrial / Guararapes

Palestra 6: O CENÁRIO DA INDÚSTRIA 4.0 NO RN
Djalma Barbosa da Cunha Jr. – Diretor de Inovação FIERN

DEBATE COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS (PÚBLICO PRESENTE E VIA WEB)

MEDIADOR do evento: Prof. Dr. Efrain Matamoros – ECT/UFRN

 

Presidente do CERNE assumirá vaga no Senado Federal

Jean-Paul Prates será o primeiro parlamentar oriundo do setor energético a ocupar uma cadeira na casa legislativa. 

Com a vitória da Senadora Fátima Bezerra (PT) para o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, o Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, deve assumir a vaga a ser deixada por ela no Senado Federal, a partir de 1º de janeiro de 2019.

Prates é o primeiro suplente de Fátima Bezerra e já elencou como prioridades para o mandato as pautas que envolvem o desenvolvimento econômico, responsável e sustentável do RN, incluindo as energias renováveis e os recursos naturais, bem como a continuidade das pautas já desenvolvidas por Fátima Bezerra.

A futura posse de Jean-Paul Prates como Senador está sendo vista como uma conquista imensa para as renováveis, pois será o primeiro parlamentar oriundo do setor energético a ocupar uma cadeira na casa legislativa e a defender essa bandeira.

O empresário explicou que pretende liderar iniciativas que resultem em novos investimentos diretos para o RN, em especial nas áreas de infraestrutura, logística, energia e recursos naturais (água, minérios, petróleo, sal, agronegócios, entre outros), conforme as vocações regionais do Estado e em alinhamento com o Poder Executivo.

Prates falou também sobre as outras frentes em que vai buscar inserção durante os próximos quatro anos : ”tenho grande interesse em participar ativamente de discussões nacionais que resultem na democratização do sistema financeiro (inclusive reforma bancária), para que tenhamos um ambiente bem mais confortável e seguro para o empreendedorismo regional, bem como o resgate da eficiência do Estado brasileiro nos serviços públicos e na regulação setorial”, explicou.

Fonte: CERNE Press

CERNE e FIERN discutem Agenda Mínima para o setor renovável em 2019

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), entidade integrante da Comissão Temática de Energias Renováveis, da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (COERE/FIERN), tratou, na sessão desta segunda-feira, 29, da definição de uma Agenda Mínima para o setor em 2019.

O presidente do COERE, Sérgio Azevedo, destacou, na ocasião, que momento, diante do início de novos Governos no Estado e no país, será oportuno para a defesa dos projetos de incentivo à ampliação do uso de fontes renováveis para geração, transmissão e distribuição de energia.

A Agenda Minima que está em elaboração no COERE envolve temas relacionados com educação, difusão de informação, infraestrutura, logística, questões ambientais, financiamento, fomento, desenvolvimento de mercado, inovação, ciência, tecnologia, questões regulatórias e políticas públicas.

Os conselheiros discutiram os principais gargalos que impõe dificuldades para o desenvolvimento do setor, no qual o Rio Grande do Norte tem crescido e demonstra vocação, mais pode ter novo ritmo, se forem eliminados ou reduzidos os entraves.

Entre as sugestões que deverão ser incluídas na Agenda Mínima estão propostas para incentivos ao uso adequado de energia renovável, inclusive em prédios públicos, e a construções sustentáveis.

Durante a reunião do COERE também foi apresentado o portal Rede Renováveis, que será lançado em novembro.

Fonte: CERNE Press