Rio Grande do Norte cadastra 305 projetos em leilão

O Rio Grande do Norte deverá disputar, no próximo leilão de Energia Nova A-4 anunciado pelo Ministério de Minas e Energia para o dia 28 de junho, com a segunda maior oferta de energia renovável entre os Estados nordestinos. Foram cadastrados 305 projetos, com oferta de 10,5 GW (energia suficiente para alimentar pelo menos dois Estados nordestinos) nas fontes eólica e fotovoltaica. O maior número de empreendimentos cadastrados ficou com a Bahia (456 – entre eólica, fotovoltaica, PCH e termelétrica a biomassa) com oferta total de 14 GW.

Em média, por megawatt contratado, o valor de referência varia entre R$ 3 milhões e R$ 3,2 milhões. Caso o Rio Grande do Norte contrate 1 GW receberá investimentos da ordem de R$ 3,2 bilhões. O valor real, porém, só será conhecido ao final do leilão. Os projetos que serão habilitados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e que efetivamente irá concorrer, porém, só deverá ser divulgado às vésperas do leilão. Historicamente, o quantitativo contratado pelo Governo Federal gira em torno de 2 GW. “O valor ofertado pelo Rio Grande do Norte nos projetos cadastrado extrapola o que o Estado necessita para consumo. Apenas uma fração disso sairá vencedora do leilão”, avalia o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Darlan Santos.

Para o leilão em referência, ele destaca que o RN chega competitivo em relação aos demais Estados nordestinos por apresentar características diferenciadas para a geração não somente de energia eólica, mas também pela solar. “O RN chega competitivo porque o nosso recurso eólico é diferenciado, muito favorável aos projetos. O único problema que nós tínhamos era o de conexão, mas com a abertura de margem, ele tecnicamente desaparece”, ressalta Darlan Santos. Em nota técnica de maio deste ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) oficializou a alteração da metodologia da capacidade remanescente para escoamento da geração de energia, que abriu margem para o Rio Grande do Norte.

Para o leilão, as empresas que operam ou que estão interessadas em se instalar no Estado para explorar parques eólicos apresentaram 181 projetos com oferta de 5,8 GW. Em relação aos empreendimentos fotovoltaicos, os cadastrados somam 124 com oferta de 4,6 GW. A Bahia, líder em projetos cadastrados para o certame tem 260 na fonte eólica (7,7 GW) e outros 193 na geração fotovoltaica (6,1 GW).

Mesmo com um maior número de projetos em relação ao Rio Grande do Norte, a Bahia não deverá ultrapassar, num curto intervalo de tempo, os números de geração e potência instalada na fonte eólica no Estado potiguar. “Naturalmente, a Bahia irá ultrapassar o Rio Grande do Norte por causa da dimensão territorial, geográfica. Mas não será rápido e isso não é demérito para o RN”, argumenta Darlan Santos. Ele destaca, ainda, que a energia fotovoltaica deverá apresentar bons resultados no Estado nesse leilão e nos próximos, por se tratar de empreendimentos que demandam menos tempo para instalação e início das operações.

“Houve um incremento exponencial. Nós temos um recurso solar fantástico, com projetos bastante competitivos. Iremos explorar um novo momento com essa matriz”, ressalta o diretor-presidente do Cerne. Ele cita como exemplo que um empreendimento de energia eólica demora até oito anos para sair do papel, pela necessidade de apresentação dos projetos básico e executivo, medição e mais quatro anos a partir da contratação via leilão, por envolverem mega-engenharia. Os relativos à fonte fotovoltaica demandam menor intervalo de tempo, pois englobam engenharia menos complexa e estudos relativamente mais simples.

Fonte: Ricardo Araújo | Tribuna do Norte

 

 

CERNE debate empregabilidade e empreendedorismo

A indústria de energia eólica deve gerar mais de 200 mil empregos no Brasil até 2026. Além de garantir luz acesa, os ventos também representam renda às famílias de muitos estados. Segundo dados da associação brasileira que representa o setor – ABEEólica – para cada novo megawatt instalado, 15 empregos diretos e indiretos sejam criados.

No Brasil, em 2017, havia 893 mil vagas para profissionais envolvidos com produção, geração e distribuição de energia renovável – excluindo as grandes hidroelétricas. Segundo o relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), foram 795 mil oportunidades nos biocombustíveis líquidos, 42 mil em aquecimento solar, 34 mil em energia eólica, 12 mil em pequenas hidroelétricas e 10 mil em energia solar fotovoltaica.

De acordo com estimativas da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec) e de entidades ligadas ao setor, cerca de 30 mil empregos foram gerados desde a implantação da indústria eólica no estado, em 2009, especialmente na fase de construção dos parques. Diante desse cenário, mercado de energia exige profissionais capacitados e qualificados para atender satisfatoriamente a demanda das empresas.

A empregabilidade na área de energias renováveis é um dos temas da segunda edição do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE). O evento será realizado dia 13 de junho na sala 4 (1º andar) da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT) da UFRN.

O Ciclo de Debates tem como intuito procurar discutir os principais problemas do setor de recursos naturais e energia, buscando encontrar propostas de soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor. A iniciativa do CERNE conta com o apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), SEBRAE/RN, Conselho Regional de Enconomia do RN (CORECON/RN) Instituto federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Sistema FIERN e Sindicato das Empresas do Setor de Energia do RN (SEERN).

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma Sympla, acesse: http://bit.ly/ciclodedebatescerne

 

PROGRAMAÇÃO

 

Palestra 1:
EMPREENDEDORISMO TECNOLÓGICO
Prof. Gláucio Bezerra Brandão – Diretor Executivo InPacta/UFRN

Palestra 2:
EMPREGABILIDADE E EMPREENDEDORISMO
Edwin Aldrin Januário da Silva – Gerente de Comunicação e Marketing do SEBRAE

Palestra 3:
CRESCIMENTO ECONÔMICO,INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO
Prof. Carlos Alexandre Abreu – ECT/UFRN

Palestra 4:
EMPREENDEDORISMO NA INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
Francisco Belarmino – Empresário-Proprietário Laticínios Babi

DEBATE COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS (PÚBLICO PRESENTE E VIA WEB)
LANCHE DE CONFRATERNIZAÇÃO (TODOS) a partir das 18:30 h (Hall 3º andar Prédio ECT/UFRN)
MEDIADOR: Prof. Efrain Pantaleon Matamoros – ECT/UFRN

CERNE debate geração distribuída na Câmara dos Deputados

Presidente do CERNE, Darlan Santos, destacou potencial brasileiro para geração de energia fotovoltaica e fez considerações sobre o setor durante audiência pública.  

Na tarde desta terça-feira (04), o Diretor-Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Darlan Santos, participou na condição de palestrante da audiência pública promovida pela Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa foi requisitada pelo deputado federal Rafael Motta e debateu a questão da geração distribuída de energia fotovoltaica no Brasil.

O Diretor-Presidente do CERNE ressaltou que a busca por geração de energia renovável está ganhando cada vez mais espaço no cenário atual. Nesse sentido, o segmento da geração distribuída vem ganhando força  no mercado brasileiro. “Representa o incentivo a geração de energia limpa e renovável, redução no custo da energia para o consumidor, além de promover uma sensibilização quanto ao modelo de eficiência energética. Também gera impacto no desenvolvimento da cadeia produtiva específica e aquecimento econômico”, elencou Santos.

Para ele, é necessário considerar uma análise mais aprofundada do impacto referente a alteração do modelo tarifário aos consumidores  finais. Para os empreendedores interessados na comercialização, o mercado livre de geração distribuída já possui jurisprudência consolidada e em fase de expansão.

“Além disso, achamos condizente a manutenção das regras atuais até a inserção atingir um patamar mais maduro. É preciso ter maior consolidação do mercado para alteração das regras”, explicou o especialista. Santos também destacou o acompanhamento das inovações disruptivas e seus impactos na forma de geração local em contraponto ao consumo.

O deputado federal Rafael Motta lembrou que esse tipo de energia renovável esbarra em algumas barreiras, econômicas, burocráticas ou interpretativas quanto à norma em vigência. Mesmo diante dessas dificuldades, o consumo de energia fotovoltaica cresce cada vez mais. Em 2016, por exemplo, o número de microgeradores de energia solar cresceu 407% em relação ao ano anterior, apontam dados da ANEEL.

Também participaram da audiência pública o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros, o Diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Rodrigo Limp, a representante da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Stephanie Betz, a  representante da ALSolar, Eliana Cavalcanti, o representante da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), Carlos Evangelista, e pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE),o engenheiro Marco Delgado.

Fonte: CERNE Press | Daniel Turíbio

Aneel aprova edital do leilão A-4

Preços serão de R$ 288,00/MWh para hidrelétrica, de R$ 208,00/MWh para eólicas e de R$ 276,00/MWh para projetos solares com e sem outorga e sem contrato

Os preços iniciais do leilão A-4 para empreendimentos de geração sem outorga e para projetos com outorga mas sem contrato de comercialização de energia serão de R$ 288,00/MWh para a fonte hidrelétrica, de R$ 208,00/MWh para usinas eólicas e de R$ 276,00/MWh para projetos solar fotovoltaicos. Para térmicas a biomassa foi estabelecido o valor de R$ 311,00/MWh, que coincide com o custo marginal de referência do certame. Esses valores estão no edital com as regras do leilão, aprovado nesta terça-feira (28) pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

O edital também traz o preço de referência para empreendimento com outorgas e com contratos. Para hidrelétricas, o valor será de R$ 156,56/MWh , para pequenas centrais hidrelétricas e centrais geradoras hidrelétricas de R$ 225,37/MWh e para usinas eólicas de R$ 173,08.

O certame marcado para 28 de junho é destinado à compra de energia de empreendimentos de fontes hídrica, eólica, solar e termelétrica a biomassa, com entrega a partir de 2023. Serão negociados contratos por quantidade de 30 anos para hidrelétricas e de 20 anos para usinas eólicas e solares. Para as térmicas, a contratação será por disponibilidade.

Dos 1.581 empreendimentos cadastrados na Empresa de Pesquisa Energética, 751 são de projetos fotovoltaicos, que totalizam 26.253 MW (51,3%) dos 51.201 MW inscritos para o certame. A fonte eólica também cadastrou 751 empreendimentos, com 23.110 MW de potencia instalada (45,1% do total). Usinas a biomassa tem 19 projetos com 1.039 MW cadastrados; pequenas centrais hidrelétricas 44, com 606 MW; usinas hidrelétricas entre 30 e 50 MW quatro, com 164 MW; centrais geradoras hidrelétrica 12, com 32 MW.

O edital também define a responsabilidade pelo custeio das instalações de transmissão que superarem os limites de nível curto-circuito, estabelecendo que serão usadas as regras de acesso previstas nas resoluções normativas 67 e 68, de 2004, que tratam das responsabilidades técnicas, contratuais e financeiras dos acessantes da Rede Básica do Sistema Interligado.

Foto: Sueli Montenegro | Canal Energia

Nordeste é responsável por 86% da produção de energia eólica no país

O Nordeste, sozinho, é responsável por 86% da produção de energia eólica do Brasil. Dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) mostram que o país já tem mais de 7 mil aerogeradores em 601 parques eólicos.

Os ventos passaram a ser o segundo recurso mais utilizado no Brasil para a geração de energia elétrica e já temos 15GW de capacidade instalada. São mais de 7 mil aerogeradores, em 601 parques eólicos, em 12 estados. Dos 15 GW de capacidade instalada, 86% estão no Nordeste.

Desse total, há outros 4,6 GW já contratados ou em construção, o que significa que, ao final de 2023, serão pelo menos 19,7 GW considerando apenas contratos já viabilizados em leilões e com outorgas do mercado livre publicadas e contratos assinados até agora. Novos leilões e novos contratos no mercado devem aumentar os números projetados consideravelmente.

Segundo dados da CCEE, em 2018, foram gerados 48,4 TWh de energia elétrica, o que representou 8,6% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional no período. Em relação a 2017, foi registrado um crescimento de 14,6% na geração de energia eólica, enquanto a geração como um todo cresceu 1,5% no mesmo período.

No ano passado, durante a Safra dos Ventos, a energia eólica chegou a atender quase 14% do Sistema Interligado Nacional (SIN).

O Boletim Mensal de Dados do Operador Nacional do Sistema – ONS, referente ao mês de setembro de 2018, por exemplo, mostra que, no dia 19 de setembro, uma quarta-feira, a energia eólica chegou ao percentual de 13,98% de atendimento recorde nacional na média do dia.

Nordeste

No caso específico do Nordeste, os recordes de atendimentos a carga já ultrapassam 70% em uma base diária, mas o dado mais recente de recorde da região é do dia 13 de novembro de 2018, um domingo às 09h11, quando todo o Nordeste foi atendido por energia eólica e ainda houve exportação dessa fonte, já que o volume de 8.920 MW atendou 104% daquela demanda com 86% de fator de capacidade. Nesta mesma data, além do recorde instantâneo é importante mencionar que, por um período de duas horas, o Nordeste foi abastecido em 100% por energia eólica. Vale mencionar também que, por diversos períodos, o Nordeste assume a figura de exportador de energia, uma realidade totalmente oposta ao histórico do submercado que é por natureza importador de energia.

Fonte: ABEEólica

 

Engie coloca à venda usinas solares no Rio Grande do Norte

Valor Econômico | Rodrigo Polito e Maria Luíza Filgueiras | Do Rio e de São Paulo

A francesa Engie vai colocar à venda um grupo de usinas de energia solar no Brasil, apurou o Valor. A companhia multinacional contratou o Goldman Sachs para realizar o negócio.

Conforme antecipado ontem pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, o processo, que está em etapa inicial, prevê a venda parcial ou integral dos complexos de Floresta, de 86 megawatts (MW) de capacidade, e de Assu V, de 30 MW, ambos instalados no Rio Grande do Norte. Existe também a possibilidade de venda do complexo solar de Paracatu, em Minas Gerais, de 133 MW.

Os projetos pertenciam inicialmente à Solairedirect, empresa desenvolvedora e operadora de instalações solares adquirida pelo grupo francês em 2015. Na ocasião, a Engie comprou 95% da empresa por € 200 milhões.

O objetivo da Engie, apurou o Valor, é buscar um sócio para administrar os projetos em parceria, ou se desfazer dos ativos, que já estão em operação. A estratégia faz parte do modelo de negócio do grupo que envolve a construção de projetos para vendê-los após concluídos, eventualmente mantendo a prestação do serviço de operação e manutenção (O&M), conhecido como “build and sell”.

Procurados, Engie e Goldman Sachs não comentaram o assunto.

A venda dos ativos faz parte da gestão de portfólio da companhia francesa. O investimento no setor de energia solar, contudo, continua sendo uma das prioridades do grupo francês, inclusive no Brasil, dentro da estratégia de descarbonização e descentralização da companhia.

Maior gerador privado de energia do Brasil, a Engie recentemente assinou contrato para adquirir 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG), da Petrobras, junto com o fundo canadense Caisse Dépôt et Placement du Québec (CDPQ), por US$ 8,6 bilhões. A expectativa é que a operação seja concluída entre maio e junho.

O grupo francês continua estudando novas oportunidades nas áreas de energia elétrica e gás natural. No mercado de gás, a companhia também tem interesse no segmento de distribuição. No setor elétrico, as atenções são voltadas para as áreas de geração e transmissão, podendo participar de leilões de novos projetos ou negociando a aquisição de ativos já em construção ou operacionais.

Carro elétrico: prós e contras

Toda evolução gera resistência. No final do século XIX, o rei alemão Wilhelm II protestou e disse que seria provisória a substituição do cavalo pelo motor na carruagem. Com o carro elétrico não é diferente, mesmo que na Noruega, por exemplo, já seja mais vendido que o carro a combustão.

Kaiser Wilhelm II morreu há tempos, mas deixou sucessores: já se tentou provar – na Alemanha –  que o elétrico polui mais que o diesel.

A argumentação contra o elétrico mescla o emocional (apaixonados como eu) e o racional. Pode até demorar um pouco mais em países sem infraestrutura para recebê-lo. Mas virá, mais dia, menos dia…

Os prós do carro elétrico

1. Mais “limpo”

Não polui, mas a produção de energia elétrica nem sempre é das mais limpas.Quem o defende alega que, na pior das hipóteses, a poluição é deslocada dos centros urbanos para o campo.

2. Eficiente

Nem se compara a eficiência do elétrico (95%) com o motor a combustão (35%), que já deveria ter virado peça de museu há tempos.

3. Prático

Não tem o enorme espaço roubado por motor e transmissão, sobrando muito mais para passageiros e bagagem.

4. Manutenção

Motor elétrico não tem centenas de peças móveis nem troca de óleo, água, ou correias. Nem caixa de marchas, diferencial ou cardã. Tem uma única peça móvel. E não ferve…

5. Custo por km

Cerca de três vezes mais eficiente, reduz o custo do km rodado.

6. Desempenho

Torque total desde que se encosta o pé no acelerador. Pode ter tração integral sem o peso nem o espaço ocupados pelo eixo cardã dentro de um túnel: um motor no eixo dianteiro, outro no traseiro. E centro de gravidade lá em baixo pois as baterias ficam sob o assoalho.

7. Opções de fontes de energia

A corrente elétrica não necessita de pesadas baterias: pode ser gerada no próprio carro por uma célula a combustível, alimentada por hidrogênio ou outro combustível (liquido ou gasoso) do qual se extrai o H2. Ou ter geração limpa: eólica, solar, biomassa ou hidroelétrica.

Os contras do carro elétrico

1. Baterias

Estão em processo de desenvolvimento mas ainda pesadas, caras e de reciclagem complicada;

2. Emissões

O elétrico roda limpo, mas a produção de baterias e sua recarga podem gerar emissão de CO2. O que depende de como se gera energia elétrica no país: na China e na Alemanha, por exemplo, parte dela ainda vem de usinas de carvão.

3. Autonomia

Desde os primeiros elétricos, no início do século XX, este problema ainda não foi bem resolvido.

4. Recarga

Ao contrário do combustível líquido, baterias demandam horas para serem completamente recarregadas.

5. Pontos de recarga

Este é um dos complicadores: onde instalar o equipamento de carga rápida? E quem não tem garage em casa? E numa viagem, quando existirão suficientes pontos de recarga rápida na estrada?

6. Investimento inicial

O carro elétrico custa mais que o convencional pois as baterias ainda são muito caras.

7. “Fantasma”

Por maior que seja a autonomia (que já pulou de 100 para 400 km nos últimos dois anos), ainda não se afastou o fantasma de ficar na rua com as baterias arriadas. Exceção: elétricos com um motor a combustão para recarregá-las. Mas, tudo tem seu custo…

8. Opções

Ainda são poucos os fabricantes de carros elétricos e as opções para o consumidor.

Solução doméstica

No Brasil, solução adequada seria do carro elétrico sem bateria. Uma célula de hidrogênio (fuel cell) produziria a eletricidade para os motores. O tanque seria abastecido com etanol de onde se extrairia o hidrogênio para a fuel cell.

Somos o único país no mundo que já tem uma rede de postos com bombas de etanol. E a Unicamp já desenvolve um projeto (parceria com a Nissan) para reduzir custo e peso do reformador, equipamento que extrai o H2 do etanol.

Fonte: Estadão | Blog do Boris Feldman

Líder indiana de energia vai investir R$ 600 milhões em linhas de transmissão no Rio Grande do Norte

Com investimentos na ordem de R$ 600 milhões para o Rio Grande do Norte e expectativa de geração de 800 a 1200 empregos diretos, a empresa indiana Sterlite Power Grid apresentou à governadora Fátima Bezerra e equipe nesta segunda (29) o projeto Dunas, que prevê a construção de 421 km de linhas de transmissão de energia interligando doze cidades do Ceará e sete do RN. O empreendimento inclui a ampliação de três subestações e construção de mais três subestações, sendo uma na cidade de Caraúbas, na região do Seridó, viabilizando o desenvolvimento desse importante polo do interior potiguar.

“Estamos tratando de um tema fundamental, porque não adianta ter produção de energia e não ter como transmitir”, declarou a governadora ao destacar a importância da expansão das linhas de transmissão, uma vez que o estado é um dos líderes na produção de energia limpa. O diretor de projetos Carlos Frederico Pontual informou que o empreendimento está em fase de licenciamentos ambientais e que estão aguardando a convocação do Ibama para uma audiência pública, que deverá ser realizada no segundo semestre. “O valor da empresa é fazer projetos desafiadores, utilizando inovação e comprometidos com o impacto social”, afirmou.

No RN, as linhas de transmissão passarão pelas cidades de Assú, Upanema, Caraúbas, Governador Dix-sept Rosado, Mossoró, Baraúna e Tibau. O coordenador de desenvolvimento energético da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Hugo Fonseca, enfatizou a relevância do projeto Dunas por contemplar principalmente a região do Seridó. “Serão viabilizados novos projetos de geração de energia no interior, favorecendo em especial as usinas fotovoltaicas”. Participaram também da reunião o vice-governador Antenor Roberto, o titular da Sedec, Jaime Calado e o secretário da Infraestrutura, Gustavo Rosado.

A gerente de tributação da Sterlite Tatiana Navarro informou que a empresa realiza trabalhos sociais de acordo com as demandas apresentadas pelas comunidades nas audiências públicas. “Estamos aqui para ajudar a desenvolver a região Nordeste”, afirmou, complementando que a Sterlite tem com premissa ter pelo menos 35% de mulheres no seu quadro de pessoal. De acordo com o contrato assinado em setembro com a Aneel (Agencia Nacional de Energia Elétrica), o projeto deverá ser concluído até 2023, mas a empresa pretende adiantar o quanto antes a execução do Dunas.

No Brasil, a Sterlite está investindo quase 2 bilhões de dólares no setor de transmissão de energia. A companhia chegou ao país em 2017, quando venceu três certames de transmissão de energia, inclusive o maior deles, no valor de 1 bilhão de dólares.

Fonte: Governo do RN

Piauí contará com usinas de energia solar em barragens

A ideia é aproveitar melhor a reserva de água, gerando energia para abastecer arranjos produtivos

O Governo do Piauí vai encomendar um estudo de viabilidade para implantação de usinas fotovoltaicas (energia solar) em barragens espalhadas pelo estado. O governador Wellington Dias discutiu o tema nessa segunda-feira (22), em audiência com o deputado estadual Francisco Costa (PT). A ideia é aproveitar melhor a reserva de água, gerando energia para abastecer arranjos produtivos.

“A barragem de Boa Esperança, em Guadalupe, foi escolhida para um projeto diretamente com o governo federal, que abriu a possibilidade com esse mesmo know how, tratarmos por meio de parceria público-privada, as barragens de Salinas e Poço de Marruás”, pontuou o governador.

Existem cerca 10 barragens de maior volume no Piauí. Elas serão avaliadas tecnicamente antes de qualquer definição. Francisco Costa sugeriu a barragem de Salinas, em São Francisco do Piauí, para o projeto piloto.

“Estaríamos consorciando a geração de energia agregado a um projeto produtivo na área de irrigação, viabilizando uma estrutura como essa, gerando emprego e oportunidades”, explicou o parlamentar.

O estudo de viabilidade do projeto deve ser desenvolvido pela Superintendência de Parcerias e Concessões (Suparc).

Fonte: Fala Piauí

Energia eólica atinge 15 GW no Brasil e ocupa segunda posição na matriz elétrica

A energia eólica alcançou a marca de 15 GW em capacidade instalada, passando a ocupar o segundo lugar em relevância na matriz elétricas brasileira, informou a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) em boletim divulgado nesta quinta-feira, 11 de abril. Em números, são 601 parques eólicos, com 7 mil aerogeradores, espalhados em 12 estados.

As hidrelétricas seguem na liderança com principal forma de produção de energia do páis, com 104,5 GW de capacidade instalada. Em terceiro lugar estão as térmicas a biomassa (14,8 GW), seguida pelas térmicas a gás natural (13,4 GW).

Além dos 15 GW de capacidade instalada, há outros 4,6 GW já contratados ou em construção, o que significa que, ao final de 2023, serão pelo menos 19,7 GW considerando apenas contratos já viabilizados em leilões e com outorgas do mercado livre publicadas e contratos assinados até agora.

Enquanto a média mundial do fator de capacidade está em cerca de 25%, o fator de capacidade médio brasileiro em 2018 foi de 42%, sendo que, no Nordeste, durante a temporada de safra dos ventos, que vai de junho a novembro, é bastante comum parques atingirem fatores de capacidade que passam dos 80%. Isso faz com que a produção dos aerogeradores instalados em solo brasileiro seja muito maior que as mesmas máquinas em outros Países. Somos abençoados não apenas pela grande quantidade de vento, mas também pela qualidade dele”, disse.

Em 2018, os parques eólicos produziram 48,4 TWh, um crescimento de 14,6% em relação a 2017. “Se quisermos trazer isso para uma compreensão mais próxima da nossa realidade, dá para dizer que o que as eólicas produziram de energia no ano passado, em média, seria o suficiente para abastecer 25,5 milhões de residências ou cerca de 80 milhões de pessoas”, explicou Elbia.

Para 2019, já há dois leilões agendados, sendo o primeiro um A-4 no dia 28 de junho e um A-6 no dia 26 de setembro. Para o A-4, já está prevista a participação da fonte eólica. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), foram cadastrados 751 projetos eólicos, ou 23,1 GW.

Fonte: Canal Energia | Abeeólica

Energia solar surpreende e supera eólica no cadastro para leilão A-4

A energia solar entrou de vez nas agendas dos leilões de energia elétrica do governo e superou a energia eólica na oferta de potência para o próximo leilão A-4, que visa aumentar a oferta de eletricidade no país a partir de 2023. O leilão, que terá somente fontes renováveis, está previsto para 28 de junho e somou 1.581 projetos cadastrados pela Empresa de Pesquisa de Energética (EPE), ou 51,2 gigawatts (GW) de capacidade instalada.

Os projetos agora serão avaliados para saber os que poderão efetivamente participar do leilão, levando em conta, entre outros critérios, a licença ambiental e as linhas de transmissão possíveis de conexão dos empreendimentos.

A energia solar fotovoltaica apresentou 751 projetos, com capacidade instalada total de 26,2 GW, superando os 23,1 GW da energia eólica, que também cadastrou 751 projetos. Em terceiro lugar ficaram as termelétricas a biomassa, com 19 projetos e 1 GW de potência. Foram ainda cadastrados pela EPE, 44 projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) somando 606 megawatts (MW); 4 Hidrelétricas, com total de 164 MW; e 12 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH), com 32 MW.

Ranking

A Bahia continua sendo o estado com maior número de projetos, tantos fotovoltaicos como eólicos, com cadastro de 193 e 260, respectivamente. O Rio Grande do Norte vem em segundo lugar, com 124 projetos de energia solar e 181 de energia eólica, seguido pelo Piauí, com 178 projetos de energia solar e 80 de energia eólica.

Veja o Informe do Cadastramento para o Leilão A-4 de 2019 na lista de arquivos correspondentes ao leilão.

Leilões de energia: como funciona

Os leilões são a principal forma de contratação de energia no Brasil. Por meio desse mecanismo, concessionárias, permissionárias e autorizadas de serviço público de distribuição de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) garantem o atendimento à totalidade de seu mercado no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Quem realiza os leilões de energia elétrica é a CCEE, por delegação da Aneel.

O critério de menor tarifa é utilizado para definir os vencedores do certame, visando a eficiência na contratação de energia.

O certame configura-se como um processo licitatório, ou seja, é uma concorrência promovida pelo poder público com vistas a se obter energia elétrica em um prazo futuro (pré-determinado nos termos de um edital), seja pela construção de novas usinas de geração elétrica, linhas de transmissão até os centros consumidores ou mesmo a energia que é gerada em usinas em funcionamento e com seus investimentos já pagos, conhecida no setor como “energia velha”.

Sem os leilões, portanto, seria difícil para o setor elétrico conseguir equilibrar oferta e consumo de energia e, consequentemente, aumentariam-se os riscos de falta de energia e de racionamento. Os leilões de energia elétrica, ao definirem os preços dos contratos, definem, também, a participação das fontes de energia utilizadas na geração, o que impacta na qualidade da matriz elétrica de nosso país em termos ambientais (mais ou menos energia hidrelétrica, nuclear, eólica, queima de combustíveis, biomassa, etc.), bem como no valor das tarifas pagas pelos consumidores.

Fontes: Estadão | EPE

CERNE assina acordo de cooperação com a UFRN

Plano inclui ações conjuntas para atividades voltadas à pesquisa, ensino, extensão e inovação, além de consultoria técnica e facilitação do acesso à infraestrutura das respectivas instituições.

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) assinaram nesta segunda-feira (8), na Reitoria, o acordo oficial de cooperação para fomentar a participação conjunta em projetos de pesquisa, workshops, palestras e cursos.

O plano de trabalho inclui visitas e intercâmbio de profissionais para atividades voltadas à pesquisa, ensino, extensão e inovação, além de consultoria técnica e facilitação do acesso à infraestrutura das respectivas instituições. O acordo de cooperação tem vigência de cinco anos, podendo haver renovação do prazo após o término do período.

Diretor Presidente do CERNE, Darlan Santos, ao lado do Diretor Setorial de Tecnologia, Pesquisa e Inovação, Olavo Oliveira. (Foto: CERNE Press)

Entre as ações previstas no acordo estão a cooperação no projeto “Educação em Cidades Inteligentes”, na instalação do Parque de Ciência e Tecnologia da UFRN, em Macaíba, e na interação da universidade com entidades e associações do setor de energias renováveis.

Segundo a reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz, o acordo consolida e amplia a parceria entre as duas instituições. Ela também destacou a importância da cooperação para aproximar a instituição do setor produtivo visto que a universidade “produz novos conhecimentos, forma recursos humanos e gera processos e produtos que podem ser usados pelo setor de energias”.

Foto: CERNE Press

O diretor-presidente do CERNE, Darlan Santos, complementou que a formalização do acordo viabiliza o apoio de pesquisadores para a ampliação das atividades em pautas de interesse nacional. “Vamos construir uma relação duradoura que traga benefícios ao nosso Estado, atualmente o maior produtor de energia eólica do país”, afirmou.

A reunião contou com a presença de representantes da Pró-reitoria de Extensão (PROEX), Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD), Pró-reitoria de Pesquisa (PROPESQ), Pró-reitoria de Pós Graduação (PPG) e Pró-reitoria de Administração(PROAD), além do Instituto Metrópole Digital (IMD) e Escola de Ciência e tecnologia (ECT).

Ciclo de Debates

O CERNE, através do seu Conselho Técnico – Científico, trabalha desde 2017 com a realização periódica do Ciclo de Debates. A iniciativa foi criada com o objetivo de procurar discutir e debater os principais problemas do setor de recursos naturais e energia, além de buscar encontrar propostas de soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor.

O Conselho Técnico, criado em 2016, é composto por pesquisadores e professores de diversas instituições de pesquisas e universidades do país e visa dinamizar ainda mais as ações do CERNE e dar um suporte técnico-científico nas discussões das estratégias, dos projetos e dos seus programas. Atualmente ele consta com 22 membros efetivos, sendo em sua maior parte constituída de docentes da UFRN.

Em 2019, a primeira edição do Ciclo de Debates será realizada na próxima quinta-feira (11) na Sala 4 da Escola de Ciência e Tecnologia (ECT) e tratará sobre energia acessível e limpa. O evento contará com a participação de especialistas, pesquisadores e empresários que apresentarão um panorama das energias renováveis no Rio Grande do Norte e no Brasil.

Para mais informações acesse: www.cerne.org.br

Fonte: CERNE Press

Energia solar: RN alcança mil usinas fotovoltaicas em operação

O Rio Grande do Norte atingiu a marca de 1.000 usinas fotovoltaicas de micro e mini geração instaladas no Estado. O número totaliza cerca de 15MW de potência instalada. Os dados são do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e apontam ainda que os municípios de Natal, Mossoró e Caicó são que mais apresentam unidades instaladas.

No Brasil, o recurso solar é bem mais difuso e capilarizado do que o vento. O mapa de potencial solar do RN aponta regiões como o Seridó (potiguar e paraibano) e a ‘tromba do elefante’ – Alto Oeste – como áreas de insulação máxima.

Projeções da Associação Brasileira de Geração Distribuída apontam que em 2040, daqui a duas décadas, só a energia impulsionada pelo sol vai representar 32% da matriz energética brasileira.

Fonte: CERNE Press

 

Siemens Gamesa lança novas turbinas eólicas, de 5,8 MW; prevê iniciar produção até 2021

A fabricante de equipamentos Siemens Gamesa lançou uma nova linha de turbinas eólicas para usinas em terra (onshore), com dois modelos que terão capacidade unitária de 5,8 megawatts, um deles com rotores de 170 metros, os maiores da indústria, segundo comunicado da companhia nesta quarta-feira.

Os primeiros protótipos estão previstos para meados de 2020, enquanto a produção deverá começar no final de 2020 e no início de 2021, de acordo com o modelo.

O movimento da companhia segue-se a anúncios de novas máquinas por outros fornecedores, como a dinamarquesa Vestas, que já tem negociado com clientes turbinas de 4,2 megawatts, e a norte-americana GE, que apresentou ano passado um modelo com 4,8 megawatts.

“O design e o desenvolvimento (da tecnologia) foram realizados em Brande (Dinamarca), Pamplona e Madri (Espanha). Os diferentes componentes serão produzidos nos principais ‘hubs’ produtivos da Siemens Gamesa ao mesmo tempo, para que o produto se estenda para diversas regiões/geografias”, disse a empresa em nota à Reuters.

O primeiro modelo das turbinas, com rotor de 155 metros (5.8-155), tem o início da produção agendado para o quarto trimestre de 2020, enquanto o segundo modelo (5.8-170), com rotor de 170 metros, deverá começar a ser fabricado no primeiro trimestre de 2021.

“Hoje estamos celebrando nosso segundo aniversário. Eu não posso imaginar um jeito melhor de fazer isso do que anunciando o lançamento dessa nova plataforma –uma prova tangível do comprometimento da Siemens Gamesa com inovação e pesquisa e desenvolvimento”, disse em nota o CEO da fabricante, Markus Tacke.

A alemã Siemens e a espanhola Gamesa anunciaram a fusão de suas operações de energia eólica em 2016, em um negócio que acabou aprovado por reguladores em 2017.

A Siemens Gamesa afirmou que o modelo 5.8-155 consegue cobrir uma área 14 por cento maior que a turbina de 4,5 megawatts da empresa, com rotor de 145 metros, com uma produção anual de energia mais de 20 por cento superior, considerando-se ventos de 8 metros por segundo.

Já a máquina 5.8-170 aumenta a geração anual em mais de 32 por cento frente ao modelo antigo, quando a ventos de 7 metros por segundo, de acordo com a companhia.

Fonte: Reuters | Luciano Costa

Encontro reúne fornecedores e empresas de energia eólica em João Câmara

Com o objetivo de  reunir fornecedores e empresas para obter informações sobre a cadeia de prestação de serviços  em energias renováveis no Rio grande do Norte, o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) realizam, no dia 10 de abril, uma reunião de trabalho no IFRN Campus de João Câmara para definir ações que promovam o fortalecimento da cadeia de serviços, em especial na área de energia eólica.

Dos 150 parques eólicos em operação comercial no Estado, 85 deles estão instalados na Região do Mato Grande. Isso significa uma fatia de 56% das usinas de todo o RN.

O destaque vai para o municipio de João Câmara, que detém o maior número de empreendimentos com 29 parques instalados e que, juntas, somam 732, 36 MW de potência instalada.

O encontro deve contar também com a participação de representantes do Governo do Estado e da Prefeitura de João Câmara. Além de mapear a cadeia de serviços, a ocasião servirá como  oportunidade para que o CERNE possa apresentar seu portifólio de ações aos que ainda não o conhecem, mostrar o trabalho da Rede Renováveis e buscar oportunidades de capacitação que possam ser desenvolvidas pelo IFRN e CERNE.

As inscrições podem ser feitas pelo link https://bit.ly/2HTCenS mais informações podem ser obtidas pelo telefone (84) 2010-0340 ou email contato@cerne.org.br

Fonte: CERNE Press

Teresina será sede de evento nacional de energia solar

Cidade vai receber empreendedores, investidores e fornecedores de energia renovável de várias regiões do país.

O Piauí confirma mais uma vez seu destaque nacional na área de energias renováveis ao ser escolhido como sede do 10º SolarInvest, conferência nacional de energia solar. O evento será realizado em Teresina, nos dias 26 e 27 de março. O Governo do Estado, em parceria com o Sebrae-PI, está recebendo o evento que atrairá executivos e investidores de todo o país. O SolarInvest é uma parceria entre o Centro de Estratégias em Recursos Naturais & Energia e a empresa Viex.

Segundo dados da Associação da Indústria Solar Fotovoltaica (Absolar), o Piauí abriga a maior usina de energia solar da América do Sul, situada em Ribeira do Piauí, município localizado a 490 km de Teresina. São quase um milhão de painéis distribuídos numa área do tamanho de 700 campos de futebol. A produção é suficiente para abastecer diariamente uma cidade com 1,2 milhão de pessoas.

Serão debatidos temas como o potencial econômico na cadeia de produtos e serviços, a vocação e função da energia solar centralizada na matriz elétrica nacional, os efeitos projetados para o advento dos telhados solares, e exemplos de empreendedorismo no setor fotovoltaico.

O SolarInvest 2019 tem a expectativa de atrair 250 participantes dentre eles empreendedores, empresas de energia renovável, investidores e financiadores e fornecedores de equipamentos e serviços da cadeia solar fotovoltaica. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do evento. Mais informações pelo WhatsApp (11) 98913-3776.

Fonte: CERNE Press com informações da Viex

 

Energia limpa e acessível é discutida em Natal

Combinar a geração de energia limpa com um financiamento acessível pode tornar as fontes renováveis, como eólica ou solar, mais competitivas em custo, superando as tradicionais fontes de combustível fóssil. A geração de energia através da força dos ventos já é uma realidade consolidada no Brasil. Neste segmento, o Rio Grande do Norte alcança a liderança nacional com 151 parques e 4.019 GW de potência instalada. A geração de energia por fonte eólica já representa 86% de toda a potência instalada do estado potiguar.

“O Rio Grande do Norte tem aumentado sua capacidade instalada de maneira quase ininterrupta, sendo acompanhado por investimentos importantes nesse período”, explica o o Diretor Setorial de Energia Eólica do CERNE, Darlan Santos.

Dentro deste cenário promissor, a crescente atratividade da geração distribuída fotovoltaica, que visa a instalação de painéis solares em residências, estabelecimentos comerciais e indústrias, bem como a ampliação da oferta de crédito para este segmento, estão aumentando consideravelmente o acesso dessa tecnologia aos consumidores.

A geração distribuída superou a marca de 500 MW em capacidade instalada no país. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 41.470 unidades consumidoras produzindo a sua própria energia a partir de fontes renováveis. Separando por tipo de fonte, a solar fotovoltaica segue liderando com 41.235 unidades ou 414 MW de potência instalada.

Esses e outros assuntos serão discutidos no Ciclo de Debates do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), que acontecerá no dia 11 de abril, as 19 horas, na Sala 04 da Escola de Ciência e Tecnologia (ECT) da UFRN. O tema desta edição vai tratar sobre os desafios e perspectivas para energia acessível e limpa no Brasil e Rio Grande do Norte.

“Nossa proposta é analisar e encontrar soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor, além de identificar potenciais parcerias entre as instituições participantes do evento”, afirmou o coordenador do CTC e Diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira.

O Ciclo de Debates do CERNE tem o apoio da Federação das Indústrias do RN (FIERN), UFRN, IFRN, Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio grande do Norte (SEERN), Conselho Regional de Economia (CORECON/RN) e SEBRAE. A programação completa está disponível no site do CERNE pelo endereço www.cerne.org.br e as inscrições podem ser feitas aqui. Outras informações pelo telefone (84) 2010-0340.

PROGRAMAÇÃO

Palestra 1:
O CRESCIMENTO DA ENERGIA EÓLICA NO RN
Eng. Milton Pinto–Assessor Técnico da SEPLAN/Governo do RN

Palestra 2:
A ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA: O FUTURO DA GERAÇÃO DISTRIBUÍDA NO BRASIL
Helder Ferreira – Diretor sócio da empresa ENERBRAS: Energias Renováveis Ltda.

Palestra 3:
A REGULAÇÃO SOCIAL DO ACESSO À ENERGIA ELÉTRICA
Dr. Diogo Pignataro – Secretário Geral do CERNE

Palestra 4:
GERENCIAMENTO DE PARQUES EÓLICOS NO BRASIL: DESAFIOS E OPORTUNIDADES
Marrison Gabriel Guedes de Souza – Gerente de O&M de parques eólicos da empresa New Energy

DEBATE COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS (PÚBLICO PRESENTE E VIA WEB)

LANCHE DE CONFRATERNIZAÇÃO (TODOS) a partir das 18:30 h (Hall 3º andar Prédio ECT/UFRN)

MEDIADOR: Prof. Mario Orestes Aguirre González (UFRN)

 

Energia solar supera nuclear em capacidade instalada no Brasil

Com a atualização, a energia solar passou a ser a sétima maior fonte de energia elétrica do país, logo atrás do carvão (3.252 MW) e petróleo (8.867 MW). A principal fonte da matriz elétrica brasileira é a hidrelétrica (104.343 MW), seguida pela biomassa (14.768 MW), eólica (14.738 MW) e gás natural (13.369 MW).

A fonte nuclear é a oitava maior do país, com 1.990 MW, a partir das usinas de Angra 1 e 2, situadas no litoral sul do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, o Brasil possui atualmente 73 usinas de geração centralizada de energia solar fotovoltaica, contratadas por meio de leilões realizados pelo governo federal. “Desde o primeiro leilão federal realizado em 2014, o setor solar fotovoltaico trouxe ao Brasil mais de R$ 10 bilhões em novos investimentos privados e dezenas de milhares de empregos locais de qualidade”, afirmou o executivo, em nota.

Segundo o presidente do conselho de administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk, a fonte solar possibilita a redução de perdas elétricas na rede nacional, a postergação de investimentos em transmissão e distribuição e o alívio do sistema elétrico em horários de alta demanda, entre outros benefícios.

Fonte: Rodrigo Polito | Valor

Matriz elétrica aumenta 444 MW até meados de fevereiro

País teve o acréscimo de fontes renováveis apenas sendo a solar a que mais contribuiu, conforme relatório com dados preliminares da Aneel

Nos primeiros 45 dias do ano o país verificou o incremento de sua matriz elétrica em 444,93 MW. O maior volume veio da fonte solar com 179 MW, seguida pela eólica com 133,7 MW, UHEs com 116,73 MW e mais 15,5 MW em PCHs. De acordo com dados preliminares da Agência Nacional de Energia Elétrica, somente nos primeiros 15 dias de fevereiro foram 186,73 MW. Nesse período não houve o acréscimo da capacidade de geração de energia térmica por fontes fósseis ou por biomassa.

O relatório mensal de acompanhamento da expansão em fevereiro teve os dados de janeiro atualizados. O primeiro mês do ano fechou com 258,2 MW de capacidade nova instalada no país, leve aumento ante os 239,7 MW apontados anteriormente. A maior diferença está na expectativa da expansão ao final de 2019. O volume esperado passou de 4,6 GW para quase 5,4 GW de energia nova, um aumento na previsão de 15,2% ao final deste ano.

Apesar desse aumento em 2019, o volume de nova potência contratada a ser instalada no Brasil recuou ante o relatório anterior. Anteriormente estavam previstos 18,4 GW, até 2026 enquadrados na classificação verde (sem restrições para a entrada em operação) e amarela (com restrições). Agora o total é de 18,2 GW, sendo 10 GW na sinalização verde e mais 8,2 GW na amarela. O volume sem previsão de entrada em operação recuou de 4,2 GW para 4 GW. Com isso, a volume total recuou de 22,6 GW para 22,2 GW do relatório de janeiro para fevereiro.

Fonte: Maurício Gódoi | Canal Energia

Voltalia: “Estamos investindo mais de R$ 1 bilhão adicionais no RN”

Com pouco mais de 10 anos de atuação no Rio Grande do Norte, a Voltalia já investiu cerca de R$ 2 bilhões na construção de parques eólicos em regiões diversas do Estado, e desembolsará outra monta, estimada em pouco mais de R$ 1 bilhão, na operacionalização de novos empreendimentos eólicos que irão gerar mais 290 megawatts de energia limpa. O Estado tem atraído cada vez mais investimentos da empresa não somente no setor eólico. A energia gerada a partir da incidência dos raios solares, chamada de fotovoltaica, tem se mostrado atraente e deverá ser a “nova menina dos olhos” da Voltalia em solo potiguar.

Apesar dos avanços registrados pela empresa ao longo dos anos, ainda há gargalos como a limitação das linhas de transmissão, imprescindíveis para o escoamento da energia gerada no Estado, para que os investimentos aumentem e novos postos de trabalho sejam gerados. Na entrevista a seguir, Robert Klein, CEO da Voltalia no Brasil, faz um balanço dos valores desembolsados no Rio Grande do Norte e os planos de expansão no Brasil e países vizinhos. Acompanhe:

O RN tem atraído cada vez mais investimentos da Voltalia para construção e operacionalização de parques eólicos. Quanto a empresa já destinou ao Estado e qual o retorno desse investimento?

Identificamos o potencial da região em 2007 quando o setor eólico ainda era incipiente no Brasil. O Rio Grande do Norte é uma região conhecida por suas excepcionais condições de vento e tem sido nosso principal foco. Para ter uma ideia, a Voltalia já construiu mais de 300 MW na região de Serra do Mel e Areia Branca, e 108 MW em São Miguel do Gostoso, que equivale a mais de 1 milhão de residências beneficiadas com energia limpa. O cluster de Serra Branca, localizado na região, ainda temos 1,5GW de possíveis expansões. Até hoje, a Voltalia, em conjunto com seus parceiros, já investiu mais de R$ 2 bilhões no Estado. E atualmente, com a construção dos 290 MW dos projetos Ventos Serra do Mel 1 (VSM 1) e VSM 2, estamos investindo mais de R$ 1 bilhão  adicionais.

Quais são os planos da empresa para o Rio Grande do Norte? Novas áreas estão sendo prospectadas?

Recentemente, a Voltalia adquiriu 83 aerogeradores que serão instalados nas novas usinas Ventos Serra do Mel 1 e 2. Estamos, também, construindo uma linha de transmissão, de 500KV, para conectar o cluster de Serra Branca à rede nacional, que fica a 50 km de distância, localizado no município de Assú. O site (sítio) tem potencial para se tornar um dos maiores de energia eólica do país e até da América Latina e isso, sem dúvida, acarreta desenvolvimento econômico e social para o estado. É importante lembrar que, além da geração de energia limpa e melhoria na economia, a Voltalia, através do subcrédito do BNDES, já destinou cerca de R$ 12 milhões a projetos sociais que proporcionam melhores condições de vida às comunidades da região. Já foram mais de 40 projetos sociais, nas áreas de educação, saúde e desenvolvimento social, no entorno dos parques eólicos, com mais de 100.000 pessoas impactadas direta e indiretamente.

A empresa avalia a possibilidade de expandir a atuação no Estado explorando a energia fotovoltaica? Como se dará esse processo?

O Nordeste brasileiro, em especial o Rio Grande do Norte, é o local ideal para construir um complexo eólico devido à sua topografia e, claro, ao vento. No entanto, a Voltalia também atua de maneira a produzir energia limpa e renovável por meio de outras fontes, tais como: solar, hidrelétrica e biomassa. Um dos motivos de termos adquirido a Martifer Solar em 2016 foi diversificar nosso portfólio e sermos mais atuantes no mercado solar internacional. Assim, além de continuarmos investindo no desenvolvimento de projetos eólicos, iniciamos, há quatro anos, o desenvolvimento de um portfólio significativo de projetos solares, tanto no Rio Grande do Norte como em outros estados do Nordeste do país. Para nós, o Rio Grande do Norte tem a grande vantagem de concentrar um potencial eólico junto com o fotovoltaico. Por exemplo, o nosso Cluster Serra Branca tem os dois potenciais e contamos aproveitar das sinergias das duas fontes (compartilhamento da linha, do O&M, complementariedade da intermitência) nos tornando ainda mais competitivos. O mercado eólico no Brasil continuará tendo uma grande relevância na matriz energética do país por ser uma fonte muito competitiva por cousa das boas condições de vento, assim como sua cadeia de fornecedores bem consolidada, mas é fato que a energia solar está ganhando cada vez mais competitividade no mundo pelos avanços tecnológicos, assim como a redução contínua dos preços dos equipamentos.

O Rio Grande do Norte é hoje o maior produtor de energia eólica do país, mas é um Estado pequeno em termos territoriais. A Voltalia pretende explorar outros Estados nordestinos, quais e por quê?

É verdade que a Voltalia está hoje muito concentrada no Rio Grande do Norte devido aos trabalhos conduzidos desde 2007. Vamos continuar investindo, pois, o nosso potencial no Estado continua muito grande. Mas além disto, já desenvolvemos um portfólio significativo em outros estados do Nordeste como Bahia e Pernambuco e estamos sempre avaliando novas oportunidades de negócios no Brasil. O país é um mercado chave para Voltalia e somos confiantes no forte crescimento da energia renovável no país devido à riqueza das suas fontes e as suas necessidades de energia cada vez mais limpas.

O que é necessário para o Rio Grande do Norte expandir ainda mais o potencial de geração de energia solar? Quais são os gargalos mais comuns na atualidade às empresas do setor?

Tanto para energia eólica como para solar, o maior gargalo do Rio Grande do Norte e de outros Estados do Nordeste é a capacidade limitada da transmissão, mas que está sendo resolvida aos poucos. Para realizar uma análise precisamos dividir as duas modalidades de geração solar fotovoltaica: Geração Centralizada (grandes usinas) / Geração Distribuída (usinas até 5 MW). Para Geração Centralizada, é fundamental o apoio do governo no licenciamento de grandes usinas (ambiental e operacional) e, principalmente, o reforço na infraestrutura elétrica para escoamento da energia gerada (subestações e linhas de transmissão). No âmbito federal, é importante dar continuidade aos leilões anuais e assim consolidar este mercado no país, tornando a energia solar cada vez mais competitiva e a matriz energética cada vez mais limpa. Já na Geração Distribuída, é prioritário que o estado conceda, similar ao que o estado de Minas Gerais realizou, a extensão da isenção da cobrança do ICMS sobre a energia gerada em usinas maiores que 1 MW. Lembrando que, pela resolução ANEEL 482/2012 e a revisão 687/2015, é considerada geração distribuída usinas de até 5 MW de potência. Por serem de mais rápida construção que as usinas de geração centralizada, estas usinas de 5 MW podem fazer com que o estado consiga aproveitar quase que em sua totalidade o potencial que possui de geração de energia através do sol. Hoje, são mais de 20 mil sistemas fotovoltaicos em operação no Brasil, segundo a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) e o Rio Grande do Norte é o sexto estado brasileiro em potência instalada de energia solar, segundo dados da ANEEL (128,96 MW).

O senhor acredita que o custo da energia elétrica no país tende a recuar com a expansão da exploração da energia solar? Quando poderemos sentir essa diferença?

Na medida em que mais parques eólicos e solares entram operação, aumenta a capacidade de fornecimento de energia barata. Como consequência, o reflexo sobre o preço para o consumidor final acontecerá. Isto é uma realidade no mercado livre, no qual muitas indústrias escolheram comprar diretamente de fontes renováveis, se tornando mais competitivas e mais limpas.

O ano de 2019 será de retomada do crescimento econômico no Brasil, do seu ponto de vista? Por quais motivos?

A retomada do crescimento econômico no Brasil vai depender bastante do sucesso das reformas previstas pelo governo. Acreditamos, contudo, que as energias renováveis desempenham um papel fundamental no crescimento econômico do Brasil, pois são fontes de empregos e de desenvolvimento da cadeia de fornecedores, além de beneficiar economicamente e socialmente os Estados do Nordeste, que precisam desta impulsão. Tudo isto fornecendo energia barata, necessária ao crescimento do país, e limpa, para que este mesmo crescimento seja também sustentável.

Fonte: Ricardo Araújo | Tribuna do Norte