Brasil, China e Índia fazem mais da metade dos investimentos em energia limpa

Países em desenvolvimento estão investindo mais em energias renováveis do que as nações mais ricas

Há alguns motivos para celebrar o novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre energia. Em 2017, os investimentos globais em fontes renováveis aumentaram 2%, para US$ 280 bilhões. Além disso, a capacidade de energia renovável aumentou mais do que a capacidade de energia fóssil. Mas os grandes responsáveis por esse incremento foram os países em desenvolvimento – mais notadamente ChinaÍndia e Brasil, que juntos foram responsáveis por mais da metade dos investimentos em energias renováveis em 2017.

Historicamente, os países em desenvolvimento investem mais nesses tipos de energia. Este ano, contudo, a ONU aponta que esses países aumentaram a liderança. Excluindo grandes projetos de energia hidroelétrica, as economias emergentes atraíram US$ 177,1 bilhões em investimentos no ano passado, 20% mais do que em 2016. Considerando apenas o grupo “big three”, que são China, Índia e Brasil, os investimentos alcançaram o recorde de US$ 143,6 bilhões, 24% a mais do que em 2016. Dentro desse grupo, a China foi ainda mais dominante do que nos anos anteriores.

Enquanto isso, os investimentos em países desenvolvidos caíram 18%, para US$ 102,8 bilhões, o menor nível desde 2006. A ONU lembra que esses números brutos escondem importantes reduções de custo da energia nos últimos anos.

No ano passado, o Brasil investiu US$ 6 bilhões em energias renováveis, sendo US$ 2,1 bilhões em energia solar, US$ 3,6 bilhões em energia eólica, US$ 2 milhões em biocombustíveis, e US$ 1 milhão em pequenas hidrelétricas. Isso representa um aumento de 8% na comparação com o ano anterior, mas ainda uma redução importante considerando o recorde de US$ 11,5 bilhões em 2008, quando os aportes no desenvolvimento de biocombustíveis tiveram um pico.

A China, enquanto isso, investiu US$ 126,6 bilhões, sendo que US$ 86,5 bilhões em energia solar. Os investimentos da Índia em 2017 foram de US$ 10,9 bilhões.

Fonte: Época Negócios

 

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