img38

Biomassa supera usina Itaipu em capacidade instalada de energia

Energia gerada pelo bagaço da cana de açúcar representa quase 90% da produção de bioeletricidade do país

A contratação de fontes renováveis de energia complementares à geração hídrica e que contribuam para a manutenção de uma matriz elétrica limpa é cada vez mais estratégica para o futuro energético no Brasil.

Dentre estas fontes, destaca-se a eletricidade gerada a partir da biomassa da cana-de-açúcar, restos de madeira, carvão vegetal, casca de arroz, capim-elefante e outros materiais derivados.

Mas além de atender as necessidades de energia das usinas, desde a década de 1980 o bagaço tem permitido a geração de excedentes de energia elétrica que são fornecidos para o sistema elétrico brasileiro. Em 2017, o setor sucroenergético está fazendo 30 anos de exportação de bioeletricidade para a rede elétrica nacional.

“A capacidade instalada atualmente pela biomassa é de 14.302 megawatts (MW) superando a capacidade da usina Itaipu. Em geral, a biomassa ocupa a segunda posição em capacidade instalada, perdendo apenas para as hidrelétricas”, afirmou o  Gerente de Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (ÚNICA), Zilmar de Souza, durante a plenária sobre cenários do setores energéticos no All About Energy 2017, em Fortaleza, Ceará.

As regiões com maiores índices de geração estão localizadas nos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Paraná que concentram mais de 90% da bioeletricidade gerada para a rede. “O Nordeste tem grande potencial de desenvolvimento graças ao parque sucroenergético secular instalado na região”, completa Souza, que apresentou o panorama dos biocombustíveis e bioeletricidade no Brasil.

“Estamos em um momento propício para elaborarmos uma política setorial de longo prazo em especial para a bioeletricidade e biogás advindo do setor sucroenergético. O All About Energy será um espaço importante para discutirmos e delinearmos esta política setorial”, salienta.

Fonte: CERNE/All About Energy

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *