Petrobras começa venda de parques eólicos no Rio Grande do Norte

Estatal quer vender participação nas empresas Eólica Mangue Seco 1 e Eólica Mangue Seco 2, que operam dois parques com 26 MW de capacidade, cada, em Guamaré.

A Petrobras começou a fase de venda das suas participações acionárias em dois parques eólicos localizados no município de Guamaré, na região da Costa Branca potiguar. Nesta sexta-feira (31), a empresa divulgou documentos com informações sobre ambos os empreendimentos, em busca de possíveis compradores. A ação faz parte dos desinvestimentos da estatal.

As empresas colocadas à venda são a Eólica Mangue Seco 1 e Eólica Mangue Seco 2, proprietárias de usinas de geração de energia eólica no estado. Segundo a petroleira, elas fazem parte de um complexo de quatro parques eólicos com capacidade instalada total de 104 MW. Cada uma detém e opera um parque eólico com 13 turbinas e capacidade de 26 MW.

A “divulgação de oportunidade”, que contem as principais informações sobre os ativos e os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais compradores, foram publicadas no site da Petrobras (aqui). De acordo com o documento, ambos os parques à venda tem contrato de venda de energia de 2012 até 2032.

Ainda segundo a Petrobras, a divulgação da venda ocorre conforme as diretrizes para desinvestimentos e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais.

“Essas operações estão alinhadas à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas”, informou a empresa, em nota.

Participações

Na Mangue Seco 1, a Petrobras e a Alubar Energia S.A possuem, respectivamente, 49% e 51% de participação. Na Mangue Seco 2, a Petrobras e a Eletrobras possuem, respectivamente, 51% e 49% de participação.

Fonte: G1/RN

 

Relatório apresenta diversidade de gênero no setor eólico global

Documento é elaborado pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC), a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) e Rede Global de Mulheres para a Transição Energética (GWNET).

Na semana passada, o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC), a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) e Rede Global de Mulheres para a Transição Energética (GWNET) publicaram um relatório sobre diversidade de gênero no setor eólico global. O documento intitulado “Energia eólica: uma perspectiva de gênero” constatou que as mulheres representam apenas 21% da força de trabalho em energia eólica.

A pesquisa foi realizada com base em quase 1.000 respostas de 71 países – o maior conjunto de dados do tipo compilado até o momento. Isso está abaixo da parcela de mulheres no setor global de energias renováveis (32%) e até abaixo do nível no setor de petróleo e gás (22%). O relatório destaca que, embora existam oportunidades de emprego significativas para as mulheres em toda a cadeia de valor de energia eólica, o setor global de energia eólica ainda não alcançou uma igualdade significativa de gênero. O material também mostra que existem oportunidades para melhorar o equilíbrio de gênero, fazer maior uso das habilidades das mulheres e consolidar a energia eólica como parte de um sistema de energia inclusivo e sustentável para o futuro.

PROGRAMA “WOMEN IN WIND”

Em 2019, o GWEC criou o Programa de Liderança Global da Women in Wind, junto com a GWNET, com objetivo de abordar o déficit de diversidade de gênero e ajudar as empresas a adotarem uma abordagem proativa para promover as mulheres em posições de liderança, participando de um programa de orientação, networking e treinamento. No ano passado, o programa operou de forma piloto com um grupo de 16 mulheres e teve um enorme sucesso, com forte feedback positivo dos participantes e dos departamentos de RH da empresa que estão se esforçando para resolver a questão de gênero. O programa de 2019 do GWEC foi apoiado por três patrocinadores fundadores (MHI Vestas, Mainstream Renewable Power, GE Renewable Energy) e vários outros participaram nomeando mentorandos, hospedando visitas ao site, falando em nossos seminários on-line e participando de outras atividades.

Para 2020, o GWEC planeja ter um programa muito mais ambicioso, envolvendo mais participantes e palestrantes, bem como um esquema de embaixador global e já abriu as inscrições. Recentemente, o GWEC aderiu à iniciativa internacional Equal by 30 para defender a igualdade de gênero em energia limpa

Para consultar o relatório na íntegra, clique aqui://bit.ly/30P0kXy