Chesf conclui aumento na capacidade de transmissão do CE e RN

A Chesf anunciou a conclusão da obra de recapacitação da linha de transmissão Banabuiú – Russas II C1 em circuito simples e em 230 kV, com extensão de 110,4 Km que perpassa o estado do Ceará. A obra de melhoria contou com investimentos da ordem de R$ 10,5 milhões e o empreendimento foi disponibilizado para operação comercial pela empresa no dia 10 de setembro.

A iniciativa permite a companhia elevar o limite de carregamento de curta duração, de 437 para 621 Ampere, melhorando a capacidade de escoamento potencial da energia eólica e solar produzida tanto no Ceará quanto no Rio Grande do Norte.

Fonte: Canal Energia

CERNE apresenta perspectivas para as renováveis na Câmara Setorial de Energia do RN

O encontro aconteceu nesta quinta-feira (26), no gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN.

O Diretor presidente do CERNE, Darlan Santos, ministrou palestra durante a 1ª reunião ordinária da Câmara Setorial de Energia do RN. Darlan apresentou aos integrantes da Câmara o cenário atual das energias eólica e solar fotovoltaica no estado e também no Nordeste.

Entre as perspectivas para o RN a curto prazo, Darlan destacou o desenvolvimento de um atlas e a preparação para a chegada de novos equipamentos, diferenciados tanto em tecnologia quanto em tamanho físico.
Em relação à energia solar, observa-se o início do processo de geração centralizada fotovoltaica, a partir dos projetos que disputam leilões e também de plantas que deverão trabalhar com vistas ao mercado livre.

A possibilidade de uso de áreas de assentamento também determina uma expansão significativa das áreas passiveis de receber investimentos ligados ao setor energético.

Darlan ressaltou a necessidade de discutir e estabelecer um posicionamento sobre a questão da distribuição do ICMS da geração, em contraponto à discussão de projetos sobre “royalties de vento”.

“Penso que a discussão deve passar pela re-equacionalização da distribuição desse tributo. Isso vai fazer uma diferença significativa, especialmente para os estados do Nordeste”, enfatizou o Presidente do CERNE.

Ao final, Darlan relembrou a necessidade de incluir nos debates a nova eólica offshore, que a cada dia torna-se mais real no cenário energético nordestino e pode ajudar a alavancar ainda mais a participação das renováveis na matriz energética brasileira.

O Secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, Jaime Calado, elogiou a atuação do CERNE ao monitorar o setor energético com eficiência e falou sobre o bom trabalho que vem sendo realizado pelo IDEMA, inclusive na busca de ferramentas que contribuam para a ampliação dos serviços relacionados às licenças ambientais. Calado também falou aos presentes sobre as principais vantagens do novo programa de incentivos fiscais do governo do RN. Segundo o Secretário, a nova configuração deve atrair investimentos para regiões mais distantes do estado.

Também participaram com apresentações durante a 1ª reunião ordinária da Câmara Setorial de Energia do RN o IDEMA/RN e a Secretaria Estadual de Tributação. O próximo encontro deve acontecer dentro de dois meses.

Fonte: CERNE Press

Presidente do CERNE fala sobre as perspectivas da energia eólica no Fórum Potiguar de Energias Renováveis

O Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Darlan Santos, apresentou as perspectivas da energia eólica no estado do Rio Grande do Norte no Fórum Potiguar de Energias Renováveis, que aconteceu nesta terça-feira (24), no auditório do Holiday Inn. Ele mostrou a linha do tempo explicando como o estado virou a maior produtora de energia eólica, desde 2009 até os dias de hoje. Com mais de 600 parques construídos no Brasil, só no Rio Grande do Norte foram 150 parques e mais de 4 gigawatts. “O setor demonstra ter mais perspectiva para o futuro”.

Durante sua apresentação, o presidente da Cerne expôs a evolução da implantação da energia dos ventos, com perspectivas para chegar em 20 gw, no ano de 2024. De acordo com ele, o estado potiguar ficou em quinto nos fatores de capacidade médios, ou seja, na parte viabilidade de implantação, com 42%, no ano de 2018. Já na geração média, o RN é o maior produtor de energia eólica no país, com a Bahia em segundo lugar. Darlan também salientou que o estado baiano tem uma capacidade territorial e geográfica melhor.

 

A médio prazo está o estabelecimento de projetos híbridos de eólica e fotovoltaica, já que no Nordeste o clima favorece. A Consolidação de empresas locais de mão de obra especializada para manutenção de aerogeradores. A longo prazo está potenciação dos parques por conta da rápida evolução tecnológica, análise regulatória e o espaço para equipamentos offshore, com um potencial enorme na costa do Rio Grande do Norte e no Ceará, apesar de não ter um modelo regulatório. Darlan falou ainda da necessidade de se ter uma discussão e estudo sobre o assunto em questão. “Isso só mostra o quanto esse projeto tem potencial no nosso estado, precisamos debater”, comentou.

O status atual de parque eólicos no estado é de 49 construções não iniciadas e 152 em operação, principalmente na parte litoral passando por João Câmara e outros municípios do interior, considerado a maior geração de aero geradores no país. No próximo leilão nacional, o Rio Grande do Norte vai disputar 199 projetos e mais de 6 gigas de recursos energéticos com outros estados brasileiros.

Fonte: CERNE Press com informações FIERN

Fotos: Divulgação/FIERN

Brasil Energia – Continuidade dos parques

Manutenção eólica passa por mudanças de estratégia e vê novas tecnologias disponíveis para manter os aerogeradores operando

Toda máquina ou equipamento é projetado para uma determinada vida útil desde que seja cumprido um determinado ciclo de manutenção. Especificamente no setor eólico, a manutenção preventiva deve garantir que o aerogerador esteja apto a operar especialmente na safra de vento, conforme a sazonalidade da região. Com o amadurecimento da operação dos parques, este segmento começa a passar por mudanças.

Como os investimentos em eólica são de longo prazo – 20 anos ou mais -, caso o aerogerador não atenda às expectativas de geração e disponibilidade ao longo de cada ano, o investidor não obterá o retorno inicialmente projetado.

Ou seja, para usinas eólicas, que operam em regime continuo 24/7, a rotina de manutenção é mandatória.

“Parques eólicos em geral estão em operação contínua e são muito relevantes para o sistema elétrico nacional, principalmente no nordeste do Brasil, onde mais de 50% da demanda é atendida por essa fonte renovável de energia”, pondera Jorge Alcaide, presidente da Wärtsilä no Brasil.

Uma das principais fornecedoras de equipamentos para os segmentos de óleo e gás e energia no Brasil, a Finlandesa Wärtsilä prevê inaugurar ainda neste ano uma base dedicada ao segmento de eólica. A Finlandesa escolheu o Brasil para ser o projeto-piloto no setor eólico global.

A nova base da companhia deve entrar em operação no final do ano, em Pernambuco.

Para Alcaide, independentemente da idade dos parques, a manutenção deve ser parte integrante da rotina dos ativos para garantir a vida útil de 20 anos estabelecida em contrato no ambiente regulado e para atendimento as cláusulas de financiamento de longo prazo.

Para o Diretor de Novas Energias da WEG, João Paulo Gualberto Silva, o maior benefício da manutenção é a certeza de o fluxo de caixa projetado do investidor ser realizado.

“Se o vento sopra e o aerogerador está disponível, a geração produzirá a receita esperada”, observa.“Um bom programa de manutenção identificar e previne futuros defeitos. Uma manutenção ineficiente, trará não só gastos imprevistos/adicionais como também perda de disponibilidade e geração”.

Silva lembra que os parques eólicos no Brasil são relativamente novos, ainda não chegaram em sua grande maioria na metade de sua vida útil dos aerogeradores.

De acordo com dados da Aneel, em 2020 serão 906 MW com mais de dez anos em operação – tempo médio de duração dos contratos de manutenção normalmente assinados pelos geradores com os fabricantes de turbinas. Até 2024, esse potencial mercado para novos contratos de manutenção salta para 4.959 MW – só em 2014, entraram 2.785 MW.

“A medida que os anos passam, os aerogeradores terão que sofrer ações corretivas mais frequentes”, observa. “É neste momento que perceberemos com mais ênfase o resultado de uma boa manutenção. Aqueles empreendimentos que tiveram programas de manutenção deficientes terão custos maiores e paradas mais frequentes”.

Itens Críticos

O consultor da UL, Alexandre Pereira, lembra que, no Brasil, os ventos fortes e constantes aceleram o desgaste dos equipamentos. “Seria o equivalente a um carro que circula sem parar porque o combustível é inesgotável e fatura-se por km rodado”, compara.

Segundo Pereira, as condições meteorológicas de temperatura, umidade, areia e salinidade de alguns locais do Brasil são muito agressivas e desfavoráveis para equipamentos elétricos/eletrônicos, sensores, graxas e óleos lubrificantes usados em turbinas eólicas. “Por isso é fundamental que o plano de manutenção dos equipamentos seja adequado às condições operacionais de cada local”, reforça.

Essas peculiaridades tornam necessária a tropicalização dos equipamentos para atender melhor o ambiente brasileiro, já que os equipamentos disponíveis hoje no mercado foram projetados para os ventos da Europa, com uma previsão de vida útil de 20 anos, devido ao fator de capacidade de 20% a 25%. Mas os ventos do Brasil são fortes e constantes, com fator de capacidade entre 40% a 45%. Logo, os equipamentos se desgastam mais.

Entre os itens críticos para a manutenção dos parques, dados de consultorias internacionais apontam que o equipamento de maior atenção e desgaste em um aerogerador é a caixa de engrenagem instalada dentro da casa de máquinas, no topo do aerogerador, entre o gerador elétrico e o rotor das pás.

Apesar dos progressos que foram feitos na confiabilidade da caixa de engrenagens, esse ainda seria o elo fraco da cadeia, especialmente pelo custo e tempo de reparo. Além da caixa de engrenagem, outros itens considerados críticos são a caixa multiplicadora e pás, apontam especialistas ouvidos pela Brasil Energia.

Ventos da mudança

Se no início do mercado a manutenção de aerogeradores focava em prevenção e correção, atualmente fala-se em manutenção preditiva para os componentes mais críticos.

“No entanto, é fato que o setor de manutenção passará por grandes mudanças e salto tecnológico nos próximos anos”, a afirma Silva, da WEG. Segundo ele, com a indústria 4.0, os aerogeradores serão cada vez mais equipados com sensores que permitam acompanhar em tempo real a condição de cada componente e, assim, ser muito mais e ciente nas eventuais manutenções corretivas. “Os softwares serão cada vez mais refinados, incluindo big data, machine learning, gêmeos digitais e inteligência artificial”, comenta Silva.

Outra tendência, segundo Alcaide, da Wärtsilä, é a adoção de Conditioning Monitoring System (CMS) que através de inteligência artificial, integra os alarmes dos supervisórios (SCADA) com os sistemas de manutenção (CMMS).

“Isso facilita o acesso a informações relevantes sobre a performance do parque eólico e confiabilidade dos ativos”, explica.

Existe ainda uma silenciosa mudança em curso, tão importante e impactante para o mercado quanto as transformações tecnológicas.

Boa parte dos contratos iniciais, firmados com os fabricantes, chega, nos próximos anos, à sua fase final, próxima do encerramento. E a primarização por parte dos proprietários, de assumir a manutenção dos ativos, é um assunto que vem sendo discutido cada vez mais no setor.

A CPFL, por exemplo, avalia a primarização de O&M em um parque no Rio Grande do Norte, a partir de janeiro de 2021. “A perspectiva é de redução de custos, mas, para a companhia, o principal é que vamos trazer para dentro da empresa um know how em operação e gestão que poderá ser replicada, no futuro, em outros parques”, explica o superintendente de O&M Eólica da CPFL Renováveis, Ricardo Barbosa, que preferiu não dizer qual parque terá operação primarizada. A companhia tem 1.308 MW eólicos em operação e 69 MW em construção.

A notícia não é muito boa para os fabricantes, já que atualmente, no Brasil, 90% das usinas eólicas utilizam os contratos de manutenção do tipo full scope, onde os fabricantes assumem todas as responsabilidades pela operação e manutenção dos equipamentos.

“A primarização com apoio de um terceiro é uma tendência no Brasil, como já ocorreu no mundo. Em Portugal, por exemplo, a manutenção dos parques eólicos é feita muitas vezes pelo proprietário do parque, que ao longo dos anos foi adquirindo experiência para realizar a atividade”, afirma o diretor técnico da Abeeólica, Sandro Yamamoto.

“Mas o Brasil é diferente de outros países. Temos grandes grupos com essa capacidade. Mas temos várias empresas que são menores, com menos interesse em bancar essa atividade”, pondera.

Yamamoto observa que, de olho nas oportunidades de negócios nesse segmento, empresas com atuação internacional aterrissaram no Brasil. Mas existem, no país, casos de grandes especialistas de parques que saíram de empresas multinacionais e montaram seus próprios negócios, principalmente no segmento de manutenção de aerogeradores.

Colaborou para isso, segundo Yamamoto, o encerramento das atividades, no Brasil, da indiana Suzlon e da argentina Impsa, duas pioneiras na fabricação de aerogeradores no país. “Com isso, os proprietários dos parques que eram atendidos pela Suzlon e pela Impsa foram obrigados a contratar outras empresas para fazer a manutenção dos equipamentos. Essas empresas, por sua vez, acabaram se qualificando para prestarem serviços para outros parques”, avalia.

“Lá atrás, os fabricantes colocavam as atividades de operação e manutenção em seus contratos muito porque, na época, não havia mão de obra qualificada, nem mesmo para construção, imagina para fazer a manutenção das máquinas”, recorda Darlan Santos, diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). “O custo homem-hora das fabricantes é muito alto. Os proprietários dos parques estão começando a enxergar isso e a contratar empresas locais”, conta.

Para especialistas, apesar da primarização ser uma clara tendência, nem todos os proprietários devem aderir. Empresas estatais tendem a manter contratos de longo prazo, enquanto as privadas teriam mais apetite por reduzir custos e contratar empresas locais.

Sendo que a primarização aconteceria principalmente entre os grupos mais maduros e consolidados.

“É algo que vai acontecer nos contratos mais novos, na medida que os componentes forem saindo da garantia. Daí o investidor vai avaliar se mantém o contrato com a fabricante ou primariza”, afirma Yamamoto, da Abeeólica.

O diretor avalia que as fabricantes, grandes empresas de atuação internacional e experiência de muitos anos, já têm no radar essa evolução do mercado e a possibilidade dessa mudança de contratos.

Histórico e transparência

Ponto pacífico entre os especialistas ouvidos pela Brasil Energia: o custo associado a uma falha catastrófica é como a quebra de uma pá. Para além da rotina de manutenção, isso poderia ser evitado com o levantamento do histórico de falhas dos equipamentos.

“Até hoje não temos a real noção do impacto dos ambientes nas máquinas. Podemos ter esse tipo de informação mais para a frente. Ainda vamos construir esse histórico “, afirma Santos, do Cerne. ” O ideal seria aguardar o segundo ciclo dos projetos. Só quando fechar um ciclo podemos fechar números “.

Segundo Santos, esse tipo de relatório, comum na Europa, virá com o amadurecimento da indústria como já existe em outros segmentos, como o setor de petróleo que costuma divulgar, inclusive, essa informação.

Esse acervo histórico pode ser prejudicado pela substituição das máquinas, devido ao rápido avanço tecnológico, ou pelo chamado re-power. “A repotenciação das máquinas pode dificultar a elaboração de estudos sobre a manutenção, criar memória da vida dos equipamentos”.

Fonte: Brasil Energia | Cassiano Viana

CERNE passa a integrar Câmara Setorial de Energia do Rio Grande do Norte

Instalação ocorreu essa manhã, com a presença de representantes das 20 instituições convidadas a participar. 

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte instalou oficialmente a Câmara Setorial de Energia. A reunião de instalação aconteceu na manhã da quinta-feira na sede da Secretaria de Desenvolvimento Econômico – SEDEC, no Centro Administrativo, em Natal. A Câmara vai monitorar e buscar facilitar a execução de ações que promovam o desenvolvimento do setor energético no Rio Grande do Norte.

No pronunciamento, o Secretário de Desenvolvimento Econômico Jaime Calado enfatizou o trabalho realizado pelo CERNE e fez um reconhecimento à instituição, pelos relevantes serviços prestados na estruturação do setor energético do RN.

O Coordenador de Energia da SEDEC, Hugo Fonseca, lembrou que a matriz energética do RN é bastante diversificada e já vem sendo envolvida por projetos e iniciativas individuais das instituições presentes à câmara. E que o envolvimento do governo do estado nesse processo é fundamental para auxiliar e garantir a continuidade desses processos.

Em falas rápidas, as instituições se apresentaram e reforçaram a importância da nova parceria.

Para o presidente do Cerne, Darlan Santos, o potencial de evolução do setor, a partir da criação da Câmara, passa a ser não apenas impulsionado, mas principalmente compartilhado entre as instituições parceiras, de modo a alavancar transversalmente e sistemicamente os temas a serem envolvidos pela Câmara. “O Cerne, que já tem projetos próprios em desenvolvimento com a maioria dessas instituições, passa a atuar ainda mais próximo de todas, elevando o nível da interação e da expectativa pelos bons resultados”, reforça Darlan.

Fazem parte da Câmara, além do CERNE, SEBRAE-RN, ISI-RN, UFRN, UERN, IFRN, UFERSA, CHESF, ABGD, FIERN, FAPERN, COSERN, AGN, POTIGAS, BNB, IBAMA, IDEMA, SET, ARSEP e SEDEC.

A primeira reunião da Câmara Setorial de Energia do RN foi marcada para dia 26/09 às 10h, na SEDEC e deve contar, na programação, com palestras do IDEMA e do IBAMA.

Fonte: CERNE Press

Aprovado edital do leilão A-6 de 2019

A Diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira (10/9) edital do leilão Nº 4/2019 (A-6) para contratar energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração. O certame será realizado em 18 de outubro na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. O início de suprimento de energia elétrica ocorre a partir de 1º de janeiro de 2025.

Para o leilão foram definidos quatro produtos. Na modalidade por quantidade de energia elétrica serão contratados os empreendimentos de fonte hidrelétrica (CGH, PCH e UHE) com prazo de suprimento de 30 anos e as usinas de fontes eólica e solar com prazo de suprimento de 20 anos.  Na modalidade por disponibilidade para empreendimentos de geração de fonte termelétrica à biomassa, carvão e gás natural, o prazo de suprimento é de 25 anos.

O custo marginal de referência do leilão será de R$292/MWh (reais por megawatt-hora). Os preços iniciais (teto) variam conforme descrição abaixo:

Para novos empreendimentos:

  • Produto Quantidade Eólica: R$ 189,00 / MWh;
  • Produto Quantidade Hidrelétrica: R$ 285,00 / MWh;
  • Produto Quantidade Solar: R$ 209,00 / MWh; e
  • Produto Disponibilidade Termelétrica: R$ 292,00/MWh.

Para empreendimentos com outorga e sem contratos regulados celebrados anteriormente:

  • Preço de Referência para a Fonte Eólica: R$ 189,00 / MWh;
  • Preço de Referência para PCH e CGH: R$ 285,00 / MWh;
  • Preço de Referência para a Fonte Solar: R$ 209,00 / MWh; e
  • Preço de Referência para a Fonte Termelétrica: R$ 292,00/MWh.

Para empreendimentos com outorga e com contratos regulados celebrados anteriormente, vigentes ou não:

  • Preço de Referência para PCH e CGH: R$ 225,02/MWh;
  • Preço de Referência para empreendimentos Eólicos: R$ 173,47/MWh;
  • Preço de Referência para UHE: R$ 157,08/MWh.

No edital aprovado, ocorreram alguns aprimoramentos sobre a execução de garantias e aplicação de penalidades. Um deles é a positivação da utilização das garantias de fiel cumprimento para cobertura de multa contratual, decorrente, por exemplo, de atraso na entrada em operação comercial das usinas ou de inexecução total do empreendimento, caso a multa não seja paga pelo agente, após o julgamento final do processo administrativo correspondente, tal como já foi determinado para os leilões de transmissão de energia elétrica.

Dessa forma, a ANEEL dá um importante passo no sentido de melhorar as contratações para o setor, na medida em que o próprio mercado fornecedor de garantias será mais seletivo no fornecimento do produto a agentes que demonstrem capacidade técnica e econômica, além de fortalecer o comprometimento com a execução das cláusulas editalícias, principalmente quanto à entrega do objeto no prazo e nas condições contratadas.

Contratos geram divergência

O edital do leilão A-6 aprovado na terça-feira, 10/9 pela Aneel prevê uma mudança na sazonalização (distribuição da energia contratada, entre os meses, ao longo do ano) para usinas eólicas e solares. As fontes, que passaram a ser contratadas por quantidade e não mais por disponibilidade (o que já aconteceu para eólica a partir dos leilões de 2018) terão a sazonalização realizada de acordo com a curva de carga declarada pelas distribuidoras – e não com o perfil de geração destas fontes.

O tema gerou discussão entre os diretores. O voto da diretora relatora do processo, Elisa Bastos, não previa essa sazonalização pela demanda, algo que foi defendido pelo diretor Efrain da Cruz, que realizou um voto divergente para incluir a mudança.

Fonte: Aneel | Brasil Energia – Livia Neves

Inovação como ferramenta para o empreendedor potiguar

O cenário do mercado atual se apresenta cada vez mais competitivo e para se destacar no ramo dos negócios é necessário ser um empreendedor inovador, que ofereça algo diferente a esse mercado e que esse algo novo seja um elemento de promoção da mudança e do desenvolvimento econômico. Esse foi o tema do Ciclo de Debates promovido pelo Conselho Técnico-Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) nesta quinta-feira (05), na Escola de Ciência e Tecnologia da UFRN.

A gestora do Núcleo de Apoio a Inovação da Federação das indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Susie Alves, falou sobre inovação na indústria. Ela destacou que em 2018 a FIERN apoiou a estruturação de um grupo de empresários e empreendedores para discutir e propor políticas públicas que viabilizem a inovação no Rio Grande do Norte. “A ampliação da capacidade de inovação é imprescindível“, frisou a especialista.

Hoje, o micro empreendedor individual representa o maior segmento da categoria no Rio Grande do Norte, de acordo com estudo do SEBRAE-RN. O diretor técnico da instituição, João Hélio Cavalcanti, destacou que o segmento das micro e pequenas empresas é o que mais segura os postos de trabalho no estado, além de representar o maior número de contratações de novos empregados.

O diretor do Sebrae também destacou como principal desafio a necessidade da implantação uma Lei Geral da Micro e Pequena Empresa no estado. Segundo João Hélio, o assunto está sendo articulado com o Governo do Rio Grande do Norte.

Empreendedorismo na era digital e o surgimento das startups foram apresentados pelo gestor do projeto SebraeLabs e RN Digital, Carlos Von Sohsten. Ele afirmou que a inovação vem sendo utilizada como principal ferramenta para que empreendedores tradicionais possam entrar no mercado digital.

Von Sohsten apresentou o conceito do projeto SebraeLabs. “A ideia é ter no estado um ambiente colaborativo e multifuncional, que permita o desenvolvimento de ideias inovadoras e a remodelagem de negócios, gerando conexões que possibilitem vários níveis de colaboração e coparticipação entre os empreendedores”, explicou.

Finalizando a rodada de palestras, a professora da Escola de Ciências e Tecnologia da UFRN, Zulmara Carvalho, falou sobre a inovação no contexto das universidades e governos, abordando conceitos de caráter acadêmico e técnico desde o campo da ciência até a era dos novos negócios.

Em seguida, teve início a sessão de debates entre palestrantes e público presente. O momento foi mediado pelo atual Secretário
Estadual da Infraestrutura do Governo do Estado do RN, Gustavo Fernandes Coelho.

Ciclo

O Ciclo de Debates foi instituído em 2017 com o intuito de procurar discutir e debater os principais problemas do setor de recursos naturais e energia, buscando encontrar propostas de soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor, bem como identificar sinergia e potencias parcerias entre as diversas instituições que deverão estar representadas nos eventos do ciclo.

O Conselho Técnico-Científico do CERNE é composto por pesquisadores e professores de diversas Instituições de Pesquisas e Universidades do país e visa dinamizar ainda mais as ações do CERNE e dar um suporte técnico-científico nas discussões das estratégias, dos projetos e dos seus programas.

Fonte: CERNE Press