CERNE passa a integrar Câmara Setorial de Energia do Rio Grande do Norte

Instalação ocorreu essa manhã, com a presença de representantes das 20 instituições convidadas a participar. 

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte instalou oficialmente a Câmara Setorial de Energia. A reunião de instalação aconteceu na manhã da quinta-feira na sede da Secretaria de Desenvolvimento Econômico – SEDEC, no Centro Administrativo, em Natal. A Câmara vai monitorar e buscar facilitar a execução de ações que promovam o desenvolvimento do setor energético no Rio Grande do Norte.

No pronunciamento, o Secretário de Desenvolvimento Econômico Jaime Calado enfatizou o trabalho realizado pelo CERNE e fez um reconhecimento à instituição, pelos relevantes serviços prestados na estruturação do setor energético do RN.

O Coordenador de Energia da SEDEC, Hugo Fonseca, lembrou que a matriz energética do RN é bastante diversificada e já vem sendo envolvida por projetos e iniciativas individuais das instituições presentes à câmara. E que o envolvimento do governo do estado nesse processo é fundamental para auxiliar e garantir a continuidade desses processos.

Em falas rápidas, as instituições se apresentaram e reforçaram a importância da nova parceria.

Para o presidente do Cerne, Darlan Santos, o potencial de evolução do setor, a partir da criação da Câmara, passa a ser não apenas impulsionado, mas principalmente compartilhado entre as instituições parceiras, de modo a alavancar transversalmente e sistemicamente os temas a serem envolvidos pela Câmara. “O Cerne, que já tem projetos próprios em desenvolvimento com a maioria dessas instituições, passa a atuar ainda mais próximo de todas, elevando o nível da interação e da expectativa pelos bons resultados”, reforça Darlan.

Fazem parte da Câmara, além do CERNE, SEBRAE-RN, ISI-RN, UFRN, UERN, IFRN, UFERSA, CHESF, ABGD, FIERN, FAPERN, COSERN, AGN, POTIGAS, BNB, IBAMA, IDEMA, SET, ARSEP e SEDEC.

A primeira reunião da Câmara Setorial de Energia do RN foi marcada para dia 26/09 às 10h, na SEDEC e deve contar, na programação, com palestras do IDEMA e do IBAMA.

Fonte: CERNE Press

Aprovado edital do leilão A-6 de 2019

A Diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira (10/9) edital do leilão Nº 4/2019 (A-6) para contratar energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração. O certame será realizado em 18 de outubro na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. O início de suprimento de energia elétrica ocorre a partir de 1º de janeiro de 2025.

Para o leilão foram definidos quatro produtos. Na modalidade por quantidade de energia elétrica serão contratados os empreendimentos de fonte hidrelétrica (CGH, PCH e UHE) com prazo de suprimento de 30 anos e as usinas de fontes eólica e solar com prazo de suprimento de 20 anos.  Na modalidade por disponibilidade para empreendimentos de geração de fonte termelétrica à biomassa, carvão e gás natural, o prazo de suprimento é de 25 anos.

O custo marginal de referência do leilão será de R$292/MWh (reais por megawatt-hora). Os preços iniciais (teto) variam conforme descrição abaixo:

Para novos empreendimentos:

  • Produto Quantidade Eólica: R$ 189,00 / MWh;
  • Produto Quantidade Hidrelétrica: R$ 285,00 / MWh;
  • Produto Quantidade Solar: R$ 209,00 / MWh; e
  • Produto Disponibilidade Termelétrica: R$ 292,00/MWh.

Para empreendimentos com outorga e sem contratos regulados celebrados anteriormente:

  • Preço de Referência para a Fonte Eólica: R$ 189,00 / MWh;
  • Preço de Referência para PCH e CGH: R$ 285,00 / MWh;
  • Preço de Referência para a Fonte Solar: R$ 209,00 / MWh; e
  • Preço de Referência para a Fonte Termelétrica: R$ 292,00/MWh.

Para empreendimentos com outorga e com contratos regulados celebrados anteriormente, vigentes ou não:

  • Preço de Referência para PCH e CGH: R$ 225,02/MWh;
  • Preço de Referência para empreendimentos Eólicos: R$ 173,47/MWh;
  • Preço de Referência para UHE: R$ 157,08/MWh.

No edital aprovado, ocorreram alguns aprimoramentos sobre a execução de garantias e aplicação de penalidades. Um deles é a positivação da utilização das garantias de fiel cumprimento para cobertura de multa contratual, decorrente, por exemplo, de atraso na entrada em operação comercial das usinas ou de inexecução total do empreendimento, caso a multa não seja paga pelo agente, após o julgamento final do processo administrativo correspondente, tal como já foi determinado para os leilões de transmissão de energia elétrica.

Dessa forma, a ANEEL dá um importante passo no sentido de melhorar as contratações para o setor, na medida em que o próprio mercado fornecedor de garantias será mais seletivo no fornecimento do produto a agentes que demonstrem capacidade técnica e econômica, além de fortalecer o comprometimento com a execução das cláusulas editalícias, principalmente quanto à entrega do objeto no prazo e nas condições contratadas.

Contratos geram divergência

O edital do leilão A-6 aprovado na terça-feira, 10/9 pela Aneel prevê uma mudança na sazonalização (distribuição da energia contratada, entre os meses, ao longo do ano) para usinas eólicas e solares. As fontes, que passaram a ser contratadas por quantidade e não mais por disponibilidade (o que já aconteceu para eólica a partir dos leilões de 2018) terão a sazonalização realizada de acordo com a curva de carga declarada pelas distribuidoras – e não com o perfil de geração destas fontes.

O tema gerou discussão entre os diretores. O voto da diretora relatora do processo, Elisa Bastos, não previa essa sazonalização pela demanda, algo que foi defendido pelo diretor Efrain da Cruz, que realizou um voto divergente para incluir a mudança.

Fonte: Aneel | Brasil Energia – Livia Neves

Inovação como ferramenta para o empreendedor potiguar

O cenário do mercado atual se apresenta cada vez mais competitivo e para se destacar no ramo dos negócios é necessário ser um empreendedor inovador, que ofereça algo diferente a esse mercado e que esse algo novo seja um elemento de promoção da mudança e do desenvolvimento econômico. Esse foi o tema do Ciclo de Debates promovido pelo Conselho Técnico-Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) nesta quinta-feira (05), na Escola de Ciência e Tecnologia da UFRN.

A gestora do Núcleo de Apoio a Inovação da Federação das indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Susie Alves, falou sobre inovação na indústria. Ela destacou que em 2018 a FIERN apoiou a estruturação de um grupo de empresários e empreendedores para discutir e propor políticas públicas que viabilizem a inovação no Rio Grande do Norte. “A ampliação da capacidade de inovação é imprescindível“, frisou a especialista.

Hoje, o micro empreendedor individual representa o maior segmento da categoria no Rio Grande do Norte, de acordo com estudo do SEBRAE-RN. O diretor técnico da instituição, João Hélio Cavalcanti, destacou que o segmento das micro e pequenas empresas é o que mais segura os postos de trabalho no estado, além de representar o maior número de contratações de novos empregados.

O diretor do Sebrae também destacou como principal desafio a necessidade da implantação uma Lei Geral da Micro e Pequena Empresa no estado. Segundo João Hélio, o assunto está sendo articulado com o Governo do Rio Grande do Norte.

Empreendedorismo na era digital e o surgimento das startups foram apresentados pelo gestor do projeto SebraeLabs e RN Digital, Carlos Von Sohsten. Ele afirmou que a inovação vem sendo utilizada como principal ferramenta para que empreendedores tradicionais possam entrar no mercado digital.

Von Sohsten apresentou o conceito do projeto SebraeLabs. “A ideia é ter no estado um ambiente colaborativo e multifuncional, que permita o desenvolvimento de ideias inovadoras e a remodelagem de negócios, gerando conexões que possibilitem vários níveis de colaboração e coparticipação entre os empreendedores”, explicou.

Finalizando a rodada de palestras, a professora da Escola de Ciências e Tecnologia da UFRN, Zulmara Carvalho, falou sobre a inovação no contexto das universidades e governos, abordando conceitos de caráter acadêmico e técnico desde o campo da ciência até a era dos novos negócios.

Em seguida, teve início a sessão de debates entre palestrantes e público presente. O momento foi mediado pelo atual Secretário
Estadual da Infraestrutura do Governo do Estado do RN, Gustavo Fernandes Coelho.

Ciclo

O Ciclo de Debates foi instituído em 2017 com o intuito de procurar discutir e debater os principais problemas do setor de recursos naturais e energia, buscando encontrar propostas de soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor, bem como identificar sinergia e potencias parcerias entre as diversas instituições que deverão estar representadas nos eventos do ciclo.

O Conselho Técnico-Científico do CERNE é composto por pesquisadores e professores de diversas Instituições de Pesquisas e Universidades do país e visa dinamizar ainda mais as ações do CERNE e dar um suporte técnico-científico nas discussões das estratégias, dos projetos e dos seus programas.

Fonte: CERNE Press