Voltalia investirá mais de R$ 1 bi em parques eólicos

Tribuna do Norte

A empresa de energia renovável Voltalia, que operacionaliza parques eólicos no Rio Grande do Norte, confirmou à TRIBUNA DO NORTE, com exclusividade, que investirá aproximadamente R$ 1 bilhão na aquisição de 36 aerogeradores para a usina eólica Ventos da Serra do Mel 2, no Alto Oeste do Estado. Os equipamentos serão divididos entre os complexos VSM I e II e já tiveram a construção iniciada conforme detalhado pela Voltalia.

A assinatura do contrato com a Siemens Gamesa, empresa fabricante dos aerogeradores, vai viabilizar a implementação do segundo maior projeto eólico da Voltalia no país. Com os equipamentos que estão em fase de instalação em Serra do Mel, a empresa ampliará a produção de energia elétrica a partir da força dos ventos em 128 MW. As novas turbinas que serão instaladas em VSM 2 (128 MW) são do modelo SG 3.4-132, com potência nominal de 3,55 MW cada. Rotores com um diâmetro de 132 metros se elevarão em 120 metros acima do solo.

“Depois de garantir vários contratos de venda de energia de longo prazo no Brasil desde o final de 2017, atualmente estamos construindo 291 MW de usinas de energia com uma antecipação significativa para comissioná-las no decorrer de 2020. Ao todo, instalaremos um número adicional de 83 turbinas eólicas em nosso cluster de Serra Branca, localizado em uma das áreas mais ventosas do Brasil. O projeto VSM 2 eleva nossa capacidade total em operação e construção para 911 MW”, comenta Sébastien Clerc, CEO da Voltalia.

Para Robert Klein, CEO da Voltalia no Brasil, esta expansão é estratégica para a empresa. “O projeto Ventos da Serra do Mel (1 e 2) é mais um importante investimento da Voltalia no país onde já operamos mais de 300 MW. Esta expansão faz parte da nossa estratégia de concentrar projetos numa mesma região, ganhando, assim, em escala e na facilidade de operação. Após a construção deste novo parque, teremos ainda mais de 1,5 GW de possíveis expansões, o que poderá fazer Ventos da Serra do Mel um dos maiores sites de energia eólica da América Latina”.

Os contratos de venda de energia de longo prazo foram garantidos para o VSM 2 com previsão para o início de 2021 (64 MW) e 2024 (64 MW). Os MW/hora produzidos entre o comissionamento da usina a partir dessas datas serão vendidos a preços atrativos no mercado.

Voltalia no Brasil

A equipe da Voltalia no Brasil foi criada em 2006 e desenvolveu um portfólio de projetos de grande porte. Atualmente, 724 MW estão em construção ou em operação, localizados no cluster da Serra Branca (eólica), em São Miguel do Gostoso (vento) e no Oiapoque (híbrido térmico / solar). Outros  2,7 GW de projetos estão em desenvolvimento, localizados principalmente nos estados do Rio Grande do Norte e Bahia, contando principalmente com energia solar e eólica.

Ceará registra alta de 146% na exportação de pás e geradores eólicos

Foram comercializados US$ 63,2 milhões em 2018

O Ceará exportou US$ 63,2 milhões em pás e geradores eólicos no ano passado. O crescimento foi de 146,8% com relação ao ano de 2017. O resultado consta no relatório Ceará em Comex (comércio exterior) divulgado pelo Centro Internacional de Negócios da Fiec.

Segundo o levantamento, o Ceará importou US$ 89,7 milhões em insumos do setor, sendo o 4° maior valor do País, tendo crescido 480,6% entre 2018 e 2017.

Os Estados Unidos foram o maior destino das exportações cearenses de pás e geradores eólicos. O total comercializado chegou a US$ 47 milhões. A Alemanha permanece em segundo lugar, com US$ 15 milhões, seguida da Argentina (US$ 194.613) e Índia (US$ 17.845).

Fonte: Focus.Jor

Consumo de energia bate recorde e atinge demanda máxima de 89.114 MW

As altas temperaturas têm levado o País a bater seguidos recordes de consumo. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a demanda máxima no Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançou os 89.114 MW na tarde desta quarta-feira, 23, no quarto recorde anotado este mês. O recorde anterior, de 87.489 MW, foi observado na terça-feira, às 15h26.

O ONS também observou novo recorde de carga no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, com pico de 53.143 MW. O recorde anterior era de 52.771 MW, às 14h17, também no dia 22 de janeiro.

Em nota, o ONS comentou que o sistema está operando com algumas restrições, devido às indisponibilidades da usina de Angra 2 e dos polos 1 e 3 do linhão do Madeira, o que limita em 50% o escoamento da energia das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau. “Em função disso, foi necessário importar 1.200 MW da Argentina e 400 MW do Uruguai para atender a ponta”, comentou o operador, salientando que não houve interrupção no fornecimento de energia.

Fonte: Estadão Conteúdo

Piauí deve se tornar 3º maior produtor de energia eólica do país em 2019

Em 2018, o Piauí estava na quarta colocação com 651 MW médios na geração de energia eólica.

Fonte: Meio Norte | Wanderlúcio Barbosa

A produção eólica do Piauí cresceu muito nos últimos anos, transformando o estado no quarto maior produtor desse tipo de energia renovável no Brasil. O levantamento realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostrou que o Piauí fechou o ano de 2018 como o 4º maior estado em capacidade de geração de energia eólica no Brasil e deve encerrar 2019 como o terceiro maior.

Durante o ano de 2018 – janeiro a novembro – o Piauí aparece na quarta colocação com 651 MW médios na geração de energia eólica. O maior gerador de energia eólica foi o Rio Grande do Norte com 1.513 MW médios, sendo seguido pela Bahia (1.271 MW médios) e Ceará (775 MW médios).

André Quixadá, secretário estadual de Minas, Petróleo, Gás e Energias Renováveis, afirmou que o estado do Piauí já se consagra como uma grande potência nacional no segmento de energias renováveis, principalmente no setor eólico e fotovoltaico. O secretário estima que ainda não foi explorado nem 30% do potencial eólico no estado.

“No setor eólico, o estado do Piauí está em pleno desenvolvimento. Estima-se que não chegamos nem a 30% de nosso potencial a ser explorado, hoje o estado já possuí 1.7 GW instalado e mais 470 MW em fase de instalação. Muito possivelmente terminemos o ano de 2019 como o 3º maior produtor de energia eólica do Brasil”, destacou.

Entre as usinas eólicas destaca-se a produção da Delta do Parnaíba I e Delta do Parnaíba II da empresa Omega Energia, Caldeira I e Caldeirão II do grupo Queiroz Galvão, Ventos de São Vicente da Votorantim, Aura Lagoa do Barro da Atlantic/Acciona, Ventos do Araripe I e Ventos do Araripe II da empresa Casa dos Ventos e a Chapada do Piauí da empresa Contour Global.

Fonte: Meio Norte

26 novas usinas vão se instalar no Piauí

O Piauí já é considerado a nova fronteira para o mercado de energia eólica no Brasil, devido ao alto potencial eólico, e a expectativa é de que a produção cresça ainda mais já que de acordo com o levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o estado ganhará mais 26 usinas de energia eólica entre 2019 e 2023, acrescentando 735 MW na capacidade de geração de energia eólica.

O estudo revela que o Piauí conta com 75 usinas ativas, sendo 58 eólicas, 9 solares fotovoltaicas, 5 térmicas a óleo, 2 hidroelétricas e 1 térmica a biomassa. Até o final de 2018, o Piauí tinha capacidade instalada de 1.584 MW em usinas eólicas. “Já estão leiloados para início de operação entre 2019 e 2023, mais 26 usinas de energia eólica, que acrescentarão 735 MW na capacidade de geração de energia eólica”, aponta o relatório da CCEE.

“Já temos 58 parques instalados e já temos previsto R$ 4,5 bilhões em investimentos para os próximos anos”, declarou André Quixadá. O estado tem conseguido aproveitar as condições favoráveis da região com a geração de energia eólica, para a construção de riquezas, de geração de empregos e as condições de melhoria de renda graças a essa produção. (W.B.)

Potencial para produzir energia limpa no RN atrai investidores franceses

Diretores da empresa Total Eren querem mudar a matriz energética da produção de petróleo para os segmentos de eólica e solar, a partir do Rio Grande do Norte

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, receberá na próxima segunda-feira, 19, diretores da multinacional francesa Total Eren, que atua no campo energético petrolífero e que pretendem investir em energia limpa por meio da criação de joint-venture em parceria com a Petrobrás nos segmentos eólico e solar.

A notícia foi dada pelo senador Jean Paul Prates durante entrevista ao programa Jornal Agora, da rádio Agora FM (97,9), apresentado pelo jornalista Alex Viana. De acordo com o senador, a Total Eren não sairá do ramo de energia, mas trocará a energia não renovável – com ênfase no petróleo – pela energia limpa abundante no Rio Grande do Norte, que tem sol e vento em abundância.

Na avaliação do senador, a energia limpa é um caminho para tirar o Estado da crise, porque gera arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), ao invés de royalties da produção mineral, como no caso do petróleo, em que há uma divisão com a União e municípios. “Vamos receber este grande grupo francês, que quer investir no Estado e vai gerar empregos. Sem dúvida, será necessário a união da classe política”, conclama Prates.

Ao longo deste ano, a governadora deve receber muitos grupos empresariais que querem investir no Estado. Além dos recursos, a governadora Fátima Bezerra – segundo Jean Paul Prates – está pensando na geração de empregos em regiões onde a crise tem sido maior. “Nosso plano de desenvolvimento econômico prima pelo aproveitamento das vocações de nosso Estado”, destacou o senador.

Fonte: Agora RN

Enel vende usinas de energia renovável no Brasil à chinesa CGN Energy por R$2,9 bi

Fonte: Reuters | Luciano Costa

A elétrica italiana Enel assinou por meio da subsidiária Enel Green Power contrato para a venda de 540 megawatts em usinas eólicas e solares no Brasil à chinesa CGN Energy International Holdings em uma transação avaliada num total de 2,9 bilhões de reais, ou 700 milhões de euros.

O negócio envolve 100 por cento dos ativos, que já estão operacionais, com pagamento no momento do fechamento.

“Com a venda desses ativos, nós estamos capturando valor para um crescimento maior no Brasil, onde estamos implementando um grande ‘pipeline’ de projetos renováveis. Nós seguimos focados nas oportunidades oferecidas pelo mercado renovável brasileiro e vamos continuar a investir no país”, disse o chefe da Enel Green Power, Antonio Cammisecra, em nota.

Segundo a Enel, o negócio está em linha com o plano estratégico do grupo para o período 2019-2021, que prevê maximizar a acelerar a criação de valor por meio da venda de ativos para liberar recursos a serem investidos em novos projetos.

O modelo de negócios é conhecido como “construir, vender e operar” (BSO, na sigla em inglês).

O fechamento da transação é esperado para o terceiro trimestre de 2019, e ela está sujeita a condições precedentes incluindo a aprovação de autoridades antitruste, segundo a Enel.

A CGN Energy International é um braço de investimentos em ativos não nucleares no exterior da China General Nuclear Power Corporation (CGN), fundada em 1994, que é a maior operadora de ativos nucleares da China, segundo informações do site do grupo.

Royalties do pré-sal devem aumentar se houver mudança do modelo de produção, diz senador Jean-Paul Prates

Por Felipe Maciel | E&P BR

A transformação dos contratos de partilha da produção em concessão pode gerar royalties em torno de 25% a 30% nos novos contratos para compensar o fluxo de caixa do petróleo que seria vendido pela Pré-Sal Petróleo (PPSA). A avaliação é do senador Jean-Paul Prates (PT/RN), que tomou posse na última semana assumindo o mandato da ex-senadora Fátima Bezerra (PT-RN), agora governadora do Rio Grande do Norte.

“É uma discussão que teremos que fazer profundamente. Colocando as cartas na mesa. Não adianta dizer: vamos mudar e os royalties ficam iguais. O estado brasileiro vai dizer: ué, você está me enganando. É uma discussão muito mais profunda do que parece e envolve a retomada do processo do conteúdo local. Isso não está errado e é importante”, diz o senador petista.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Queda de preços das renováveis – por que o consumidor ainda não enxerga essa redução?

Uma análise do que vem sendo pago por meio das “contas de luz” e reflexões sobre as discussões que estão em pauta e que podem mudar essa realidade

Que o preço das energias renováveis caiu significativamente no Brasil e no mundo na última década, isso não é novidade para ninguém.

A preocupação com o desenvolvimento e a priorização de tecnologias de baixas emissões, em especial na Europa, e uma pressão competitiva vinda da China, uma economia capaz de fornecer equipamentos em grandes quantidades a preços decrescentes, respondem por grande parte desse fenômeno no mundo. No Brasil, a consolidação de um sistema de aquisição competitiva da energia gerada por essas fontes, que são os nossos leilões de energia, foi decisiva para a crescente fixação da indústria no país e para a queda de preços.

Ocorre que o que nem todo mundo entende é por que o consumidor, a tão avocada “Dona Maria”, não sente no bolso essa queda.

Então aí vão algumas respostas.

Primeiramente, o consumidor não paga só pela energia gerada, ou seja, os elétrons que chegam em sua casa, mas, e não teria nem como ser diferente, por todo o serviço prestado (e o investimento associado) pelas transmissoras de energia (que levam a energia do gerador até a distribuidora em redes de alta tensão) e pelas distribuidoras de energia (que, em redes de menor tensão, fazem os elétrons chegarem nas casas, comércios, indústrias, postes etc.).

Além disso, os consumidores pagam tributos (impostos) e encargos setoriais por meio de sua conta de luz.

Com relação aos tributos, trata-se de questão que independe das regras do setor elétrico. Basicamente, como vivenciamos em diversas outras esferas das nossas vidas, notamos grande irracionalidade na política e legislação tributárias vigentes e sabemos que a solução passa por uma reforma tributária ampla.

Um exemplo recente, no setor de energia (não elétrica), foi o esforço fiscal realizado pelo Governo Federal para reduzir o PIS e a Cofins sobre o diesel, em resposta à greve dos caminhoneiros, e que foi abocanhado por alguns Estados (não chegando, pois, ao caminhoneiro nesses Estados) quando elevaram o preço de referência para o cálculo do ICMS sobre o combustível.

No setor elétrico, chamam atenção as crescentes judicializações em decorrência da iniciativa recente de alguns Estados de cobrarem ICMS sobre a Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) e a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD).

Certo é que a energia elétrica é base segura de arrecadação e que, com a crise fiscal vivenciada pela União e Estados, não se vislumbra grande espaço para a redução da carga tributária no setor, exceto na hipótese de um pacto mais amplo sob a forma de uma reforma tributária.

Já no que diz respeito aos encargos setoriais (que geralmente respondem pelas siglas CDE – Conta de Desenvolvimento Energético, CCC – Conta de Consumo de Combustíveis e RGR – Reserva Global de Reversão, contando com legislação específica), trata-se, de maneira resumida, de um grande fundo para o qual contribuem todos os consumidores do Brasil com recursos arrecadados por meio de suas contas de luz, e que tem como objetivo realizar políticas afetas ao setor elétrico.

É dele que saíram os recursos que permitiram conectar mais de 3.300.000 unidades consumidoras às redes de distribuição num dos internacionalmente mais bem sucedidos e aclamados programas de universalização de acesso, que é o Programa Luz para Todos. É desse fundo que saem os recursos para subsidiar a tarifa social – tarifas mais módicas para pessoas com menor capacidade de pagamento. Mas também é desse fundo que saem os recursos para subsidiar tarifas de classes de consumo específicas, como os irrigantes; e também para incentivar a migração de consumidores para o mercado livre quando adquirirem energias renováveis. Todos nós pagamos por isso.

Assim, não afastando a relevância dos encargos setoriais para o desenvolvimento energético, mas também o seu peso no bolso do consumidor, o que a sociedade cobra é algo que entrou na agenda do Governo, qual seja: dotar os encargos setoriais de focalização, eficiência e transparência, cujas diretrizes constam em alteração promovida na Lei nº 10.438, de 2002, com regulamentação dada pelo Decreto nº 9.022, de 2017. Em decorrência dessas alterações, vivenciamos hoje um debate que transcende o setor elétrico, que busca a justificativa, por parte dos setores beneficiados pelos subsídios cruzados, da relevância desses recursos para suas políticas e/ou seu desenvolvimento.

Outra iniciativa, desta vez encabeçada pela ANEEL, no sentido de otimização da utilização dos recursos dos encargos setoriais, são os leilões para descontratação de energia no Norte, a começar por Roraima, com o objetivo de redução da CCC. A CCC (Conta de Consumo de Combustíveis) é o encargo setorial associado ao consumo de combustíveis fósseis em regiões do país que ainda não são ou que até pouco tempo atrás não eram interligadas ao Sistema Interligado Nacional, ou seja, regiões em que o custo da energia fornecida aos consumidores é bem mais alto do que no resto do país.

Entrou na pauta ainda, mais recentemente, a discussão sobre a pertinência dos subsídios para a migração de consumidores para o mercado especial (migração de consumidores do mercado regulado das distribuidoras para o mercado livre quando contratam energias renováveis).

Embora no mérito bastante louvável uma política que estimule a geração e o consumo de energias renováveis, o que se observa é que essa política em especial vem introduzindo uma distorção muito grande nos encargos setoriais, já que quem migra recebe desconto na TUSD bancado pelos encargos. Basta acompanhar o crescimento dessa rubrica no orçamento da CDE para se adquirir uma noção do que está em jogo.

Neste ponto, voltemos à provocação deste artigo. Se as energias renováveis já são competitivas, talvez tenhamos chegado ao momento de reanalisar a pertinência desses subsídios para essa migração, e que tanto pesam no bolso do consumidor.

Além de reanalisar esses subsídios, talvez tenhamos que também olhar para os incentivos fiscais.

Os leilões de energia no Brasil, que serviram de inspiração para diversos países do mundo, como recentemente reiterado pelo Renewables Market Report de 2018, da Agência Internacional de Energia, são desenhados para considerarem as características das fontes, daí os preços por produtos, permitindo a precificação realista das fontes. Assim, se queremos dar sinais de preço adequados ao consumidor sobre quanto de fato custa a energia que ele está contratando, talvez tenha chegado o momento de rediscutirmos os incentivos fiscais concedidos para energias renováveis, que inicialmente eram defendidos para dotar essas fontes de competitividade.

As discussões deveriam observar o tratamento isonômico entre as fontes, se queremos dar sinais de preço adequados para os consumidores. Por outro lado, isso só será possível se os agentes pararem de recorrer ao Congresso Nacional para buscar tratamento diferenciado.

Outra questão que é preciso ter em mente quando se olha a conta de luz e não se percebe a queda de preços das fontes renováveis é que essas fontes são contratadas marginalmente, ou seja, projetos novos de energias renováveis são contratados em leilão de energia nova, para atender à expansão da carga, o crescimento da demanda.

A nossa conta de luz conta uma história. Nela pagamos decisões políticas do passado que permitiram a conformação do setor elétrico que hoje conhecemos, com essa matriz extremamente renovável, mas cada vez mais diversificada, que tantos países invejam.

Na nossa conta de luz pagamos pela energia de Itaipu (projeto binacional mundialmente pioneiro e que responde por 17% do consumo de energia elétrica no Brasil), pela energia de Angra 1 e 2 (as primeiras usinas nucleares brasileiras, de tecnologias americana e alemã, respectivamente), pelo PROINFA (o primeiro programa brasileiro de incentivo a fontes renováveis, que não as grandes hidrelétricas, e que precedeu os leilões que hoje as contratam).

Na nossa conta de luz pagamos pelo baixo custo da energia das hidrelétricas prorrogadas em 2013 mas também pelo elevado custo do risco hidrológico associado à essa geração.

Na nossa conta de luz pagamos por contratos de longo prazo, às vezes de até 35 anos, dos novos projetos contratados por meio dos leilões de energia nova, haja vista que os contratos de longo prazo são avaliados como relevantes para viabilizar esses novos projetos por garantir sua financiabilidade.

Não obstante, há discussões em aberto, que requerem aprofundamento, mas que permitiriam melhorar a carteira de contratos das distribuidoras.

A separação de lastro de energia (que poderia, então, ser contratada mais a curto prazo) e lastro de potência (que têm interesse sistêmico e, por isso, pode ser alocada a um universo de pagantes distinto) é uma. Trata-se de uma discussão que visa dotar de maior transparência e simplicidade a alocação de custos, se consideramos que o setor às vezes contrata energia mais cara para agregar segurança (potência) ao sistema.

Por fim, falando naquilo que o consumidor paga e enxerga na conta de luz, acho que vale tecer alguns comentários sobre o serviço de distribuição de energia elétrica.

Chegamos à época em que o mundo todo defende o protagonismo do consumidor. O consumidor vê na energia elétrica uma fonte de conforto que ele quer poder adquirir ao menor custo possível.

Trata-se de um mundo em que o consumidor está cada vez mais consciente sobre meio ambiente; um mundo em que big data e smart grid estão virando realidade

Um mundo em que a geração distribuída pode representar desafios de recuperação de investimentos para as distribuidoras.

Um mundo em que as distribuidoras têm que poder passar de operadoras de redes de distribuição para prestadoras de serviços inteligentes.

Para tornar isso uma realidade existe, então, uma discussão que ainda precisa ser iniciada, tanto no âmbito das políticas públicas quanto no da regulação.

Se o futuro da distribuição passa também pela viabilização da geração distribuída e pelo empoderamento do consumidor, o que requererá que essas empresas agreguem valor ao serviço prestado, precisamos criar os incentivos adequados.

No que tange à concessão de serviço público de distribuição, os contratos de concessão ainda não incorporam essa dimensão que ainda precisa ser discutida. Na regulação, as receitas que as distribuidoras possam aferir de outros serviços, que não a pura entrega da energia, são majoritariamente capturadas para a modicidade tarifaria. O compartilhamento de infraestrutura – com setores menos regulados como telecomunicações – também necessário para a prestação desses serviços inteligentes, ainda carece de harmonização de regulação.

Não obstante todo esse caminho que ainda precisamos trilhar, para concluir e voltando para o presente, e para a desigual realidade brasileira, não seria justo desenhar um futuro moderno para o setor de distribuição sem antes, no curto prazo, dotar de condições mínimas de desenvolvimento o serviço público de distribuição nos Estados, cujas distribuidoras foram federalizadas na década de 90, agora em processo de privatização.

Essa transição, que visa permitir um salto de patamar no atendimento às populações locais, representará despesa adicional para todos nós, consumidores de energia do país, por meio dos encargos setoriais, mas num horizonte já delimitado. Trata-se, assim, de solução estrutural para o atendimento àquelas regiões – para que a realidade hoje vivenciada no resto do país possa chegar por lá: a prestação de um serviço público com qualidade e eficiência e com capacidade de investimento, até para possibilitar que essas populações, assim como nós, tenham direito às maravilhas que poderão nos proporcionar as “distribuidoras do futuro”, sobre as quais discorremos anteriormente.

Piauí é a nova fronteira para o mercado de energia eólica no Brasil

O Estado é o 5º lugar entre maiores produtores de energia eólica.

Ao analisar os investimentos que a empresa alemã Enercon GmbHi, tradicional fabricante de turbinas, que comprou a Fazenda Capisa, com mais de 21 mil hectares de terra, em Pio IX, no Sul do Estado para a construção de parque eólico, Helena Chung, analista da Bloomberg New Energy Finance, disse que o Piauí é a nova fronteira para o mercado de energia eólica no Brasil. O novo parque eólico terá capacidade de produção de 1 GW de energia.

“O Piauí é a nova fronteira para o mercado de energia eólica no Brasil. A região tem um alto potencial eólico, e esperamos um boom de desempenho lá”, acrescentou Helena Chug.

O diagnóstico de Helena Chung se emparelha com a realidade e os números da indústria da energia eólica no Piauí.

O Estado é o quinto lugar entre os maiores produtores de energia eólica do Brasil, com 52 parques atingindo uma produção de 1443,10 MW. Quem ocupa o primeiro lugar no país é o Estado de Rio Grande do Norte, com 135 parques, que produzem 3.678,85 MW, seguido da Bahia, que tem 93 parques e uma produção de 2.410,04 MW; no Estado do Ceará, que tem 74 parques, com uma produção de 1.935,76 MW, e do Estado do rio Grande do Sul, que possui 80 parques, produzindo 1.831,87 MW.

O Brasil atingiu o oitavo lugar no ranking mundial de produção de energia eólica, acrescentando 2,022 GW, ultrapassando o Canadá, em 2017. O Brasil tem uma capacidade instalada no total de 539,58 GW. O país estava em 10° lugar, e galgou duas posições, de acordo com levantamento feito pelo Global Wold Energy Council (GWEC).

O primeiro lugar na produção de energia eólica é da China, que chegou a 188,232 GW de capacidade instalada de energia de fonte eólica, seguida dos Estados Unidos (89 GW), Alemanha (56,1 GW), Índia (32,8 GW), Espanha (23,2 GW), Reino Unido (18,8 GW) e França (13,7 GW).

Piauí se consagra como uma grande potência na produção de energia limpa

O secretário estadual de Minas, Petróleo, Gás e Energias Renováveis, André Quixadá, afirmou que o Estado do Piauí já se consagra como uma grande potência nacional no segmento de energias renováveis, principalmente no setor eólico e fotovoltaico.

“A quinta posição no Brasil em produção de energia eólica é uma posição tímida se considerarmos o nosso potencial natural. Se levarmos em consideração os projetos ainda em instalação, o Piauí certamente melhorará sua posição. No segmento fotovoltaico, as projeções são ainda mais animadoras. Já temos grandes projetos instalados no Piauí, temos, por exemplo, a maior usina solar da América Latina, em Ribeira do Piauí. E outra em fase de instalação no município de São Gonçalo do Piauí, que irá superar a de Nova Olinda, em Ribeira do Piauí”, falou André Quixadá. (E.R.)

Empresas investem R$ 18 bilhões para produção de energias eólica e solar

Se há uma coisa no Piauí para se orgulhar e tirar proveito para a construção de riquezas, de geração de empregos e as condições de melhoria de renda é a produção de energias eólica e solar. É o que afirma o governador do Piauí, Wellington Dias, ao destacar que o Piauí possui 14 parques de produção de energia eólica e solar com investimentos de R$ 18 bilhões, alcançando uma produção de 2 gigawatts (GW).

Ele afirmou que o Piauí fica a 8 graus da Linha do Equador e isso faz com que o sol seja forte o suficiente para a geração de energia, com uma quantidade de iluminação e de raios que permite uma geração de energia solar e uma quantidade de horas propícias para a geração de energia solar por dia, acima da média do Brasil e do mundo.

Wellington Dias falou que o Piauí e a Bahia são as duas áreas mais bem localizadas e é possível fazer, no Estado, a integração entre as energias eólica e solar.

“Os ventos no Piauí são mais fortes durante a noite do que durante o dia. Então, é possível atingir um determinado pico de produção eólica na queda, já que durante o dia há estabilidade com a produção de energia solar. Isso faz uma diferença grande. O mundo trabalha com seus geradores produzindo algo com 40% a 45% de sua capacidade e aqui no Piauí os geradores produzem acima de 70% da capacidade. É o mesmo investimento que os empresários fazem para gerar quase o dobro de energia com os mesmos equipamentos”, afirmou Wellington Dias.

O governador Wellington Dias afirma que o Piauí tem um potencial para, rapidamente, consolidar-se como um grande produtor de energias eólica e solar no Brasil e no mundo porque já foi estudado e está sendo explorado.

Dias informou que as empresas de energia solar e eólica já produzem 2 GW, enquanto a Hidrelétrica de Boa Esperança, no município de Guadalupe, produz pouco mais de 200 megawatts (MW). A estrutura montada para produção de energia limpa no Piauí também dá condições de alcançar 9 GW de potência, em uma perspectiva de alcançarem 20 GW.

“No Piauí, vamos consumir 1,8 MW e vamos exportar o restante, como já estamos fazendo. Vamos exportar energia como se exporta soja e outros produtos. Antes, a gente via o Piauí importando energia e agora estamos vendo o Piauí exportar energia. Isso gera empregos e renda? Gera”, argumentou o governador Wellington Dias. (E.R)

Estados querem lei que destine 30% da receita a Estados produtores

Wellington Dias informou que 19 Estados brasileiros estão lutando para a aprovação de projeto de lei, tramitando no Congresso Nacional, para 30% da receita do consumo de energia eólica e solar para os municípios e Estados geradores.

“Esse é o passo que falta para completar o nosso sistema”, adiantou.

Wellington Dias afirmou que já ultrapassa os 2 mil o número de pequenos e médios produtores que produzem energia para seu consumo. O governador lembrou que tem um sítio, no povoado Cacimba Velha, na zona rural de Teresina, em que toda energia usada é a solar.

“Temos energia solar em postos de gasolina, supermercados, farmácias . As pessoas investem, produzem energia solar e recebem um crédito. Tem dois contadores, um para pagamento e outro para o recebimento. O Piauí já tem o marco regulador dessa transação”, declarou Wellington Dias. (E.R.)

Piauí busca investimentos privados para melhorar serviços

André Quixadá afirma que o Piauí vive um momento em que dois pilares de sua economia, quais sejam o Sistema de Distribuição de Energia Elétrica e o Sistema de Transporte de Cargas, estão em crise.

Segundo ele, a crise nos setores de transporte e energia elétrica repercute nos custos de produção e nas competitividades daqueles produtos que se destinam à exportação. Além disso, o sistema de distribuição de energia ressente-se da falta de investimentos e da pouca diversificação da matriz energética.

Para André Quixadá, o custo da energia fornecida é alto, por estar concentrada prioritariamente na produção de energia por fonte hidrelétrica.

De acordo com Quixadá, um sistema mais flexível, mesclando outras fontes, aumentaria a oferta e permitiria a melhoria da qualidade da energia oferecida e possibilitaria uma redução no custo final dos produtos, em que o insumo energia é importante.

“Ações estão sendo pensadas, buscando a participação da iniciativa privada na construção e na gestão de negócios em infraestrutura de transportes, mediante Concessões e outros instrumentos jurídicos. O Estado do Piauí, em função de suas potencialidades naturais que hoje estão catalogadas, identificadas e organizadas numa Carteira de Projetos Estratégicos, busca atrair negócios privados, principalmente nos ramos de Transporte e Logística, Energias Renováveis, Petróleo e Gás Natural, Mineração e Agronegócio”, falou André Quixadá.

Alguns dos segmentos potencialmente viáveis elencados acima têm recebido de parte da iniciativa privada especial atenção em razão de suas taxas de retorno e das condições favoráveis de exploração. Caso da Mineração; das Energias Renováveis; do Petróleo e Gás.

André Quixadá diz que a produção de energia a partir de fontes alternativas, tais como solar, eólica, biomassa e biodiesel, aponta o Estado como uma potência energética, podendo figurar, em breve espaço de tempo, como um dos maiores produtores de energia limpa do país. (E.R.).

Fonte: Meio Norte

Energia solar irá liderar matriz energética em 2040, afirma Absolar

A potência instalada fotovoltaica do País, impulsionada pelos parques solares (usinas de maior porte) e pela geração distribuída (produção de eletricidade no local de consumo, por consumidores menores, com painéis fotovoltaicos), é hoje na ordem de 1.613 MW, tendo recentemente atingido 1% de participação na matriz elétrica nacional.

Porém, é esperado um salto para o setor. Conforme a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), em 2040 a fonte solar alcançará cerca de 126 mil MW, conquistando o posto de primeira fonte no ranking da matriz, com 32% de participação, superando a hidreletricidade, que terá 29%.

O presidente executivo da entidade, Rodrigo Sauaia, prevê que em um futuro, não muito distante, será inconcebível construir um edifício, uma residência ou um prédio público e não incluir um sistema de geração de energia solar, porque será tão barato que não fará sentido não aproveitar essa solução.

No mundo, a capacidade instalada de energia solar é de 402,5 mil MW, sendo que, no ano passado, cresceu 98 mil MW. O presidente executivo da Absolar frisa que, enquanto o uso da geração solar vem aumentando, o preço de produção vem caindo no âmbito global. Na década de 1970, 1 watts solar custava cerca de US$ 76 e atualmente esse valor baixou para em torno de US$ 0,30.

Para Sauaia, esse cenário contribui para espalhar o crescimento dessa tecnologia em países emergentes. O dirigente salienta que o século XX foi das fontes fósseis, mas o XXI será diferente, passando por uma transição energética.

A expectativa é de que em 2050 cerca de 40% da capacidade instalada mundial de energia elétrica seja proveniente da fonte solar.

Hoje, esse percentual é algo entre 1% a 2%, apenas. No Brasil, a geração distribuída também tem muito espaço para se desenvolver já que representa, no momento, menos de 0,01%, da demanda local.

Até novembro deste ano, a modalidade significava uma capacidade de 565,8 MW, sendo que 99,5% dos empreendimentos de geração nessa área são fotovoltaicos.

O estado que mais tem aproveitado essa alternativa no País é Minas Gerais, com 103,4 MW de energia solar de capacidade em projetos de geração distribuída, seguido do Rio Grande do Sul, com 70,2 MW.

Sem contar as usinas solares de maiores portes, o investimento dos pequenos consumidores em sistemas fotovoltaicos, até o momento, foi de aproximadamente R$ 2,5 bilhões.

Sauaia vê as oportunidades ampliarem-se com a possibilidade do uso de baterias para armazenar a energia e a utilização nos horários de maior demanda.

Apostando nessa área, a Comerc Energia, maior gestora de energia no País, investirá mais de R$ 65 milhões em 2019, sendo que as unidades de eficiência energética e iniciativas de armazenamento de energia em baterias deverão ser responsáveis por 75% desse total.

A ideia do grupo é alugar essas baterias (a menos que o cliente queira comprar o equipamento), focando-se nos mercados industrial e comercial, detalha o presidente da Comerc, Cristopher Vlavianos.

Os três primeiros projetos da empresa serão instalados no começo do próximo ano, sendo dois na Região Sudeste e um na Nordeste.

O diretor da Comerc ESCO (empresa subsidiária do grupo), Marcel Haratz, argumenta que, com o armazenamento da energia, é possível aproveitar a eletricidade em períodos em que a distribuidora cobra mais caro pelo insumo (horário de ponta) e substituir geradores a diesel de uma forma mais barata e menos poluente.

Ainda serve como um recurso de segurança (backup) em caso de problemas no fornecimento de energia por parte da concessionária. As baterias de Íons de Lítio, destaca Haratz, podem ser carregadas por sistemas fotovoltaicos, por exemplo, ou até mesmo direto na rede elétrica.

Consumo de eletricidade cresce no País Sobre o consumo de energia no Brasil, o presidente da Comerc, Cristopher Vlavianos, comenta que a projeção do crescimento para 2018 é de 1,6%, menos da metade do que foi previsto inicialmente pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) Elétrico e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que era de 3,7%.

Entre os fatores que implicaram a revisão da estimativa estão a greve dos caminhoneiros, a estagnação da economia e o processo eleitoral.

Para 2019, o executivo adianta que a previsão é de um incremento na carga na ordem de 4%, mas reitera que usualmente essas projeções sofrem correções com o passar do tempo.

Fonte: Ambiente Energia

Empresa de energia compra parque eólico na BA por R$ 1,9 bi

A Omega Geração, uma das empresas líderes em energia renovável no Brasil, assinou acordo definitivo para adquirir 100% do Complexo Eólico Assuruá, no interior da Bahia, por R$ 1,9 bilhão, junto ao FIP IEER, Fundo de Investimentos em Participações responsável pelos investimentos da Companhia de Energias Renováveis (CER), informou a empresa em comunicado.

O Complexo Assuruá tem capacidade instalada de 303 MW e é formado por 13 centrais eólicas vencedoras dos Leilões de Energia de Reserva (LER) de 2013 e 2014, com início da operação comercial em abril de 2016 e fevereiro de 2018, respectivamente, segundo detalhou a companhia.

A transação está sujeita ainda a condições habituais de fechamento, incluindo aprovação da autoridade antitruste brasileira (Cade), desembolso de financiamentos e consentimento de credores.

As partes firmaram ainda contrato que da direito de primeira oferta para a Omega adquirir projetos a serem desenvolvidos na região somando capacidade potencial de aproximadamente 2 mil MW incluindo um projeto de 50 MW em construção que tem início de operação previsto para março de 2019.

“Com a adição ao portfólio do Complexo Assuruá e dos complexos Delta 5 e Delta 6, previstos para o início de 2019, a capacidade instalada da Omega superará a marca de 1 GW, composto por 77 por cento de energia eólica, 15 por cento de energia solar e 8 por cento de energia hidrelétrica”, disse a empresa.

Fonte: Reuters | Marta Nogueira