Biocombustível proveniente de microalgas é finalista de prêmio da ANP

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está entre as instituições finalistas de 2018 do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica com a pesquisa “Produção de biodiesel avançado proveniente de microalgas nativas com captura intensiva de gás carbônico”.

Feito em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pesquisa está na lista com os projetos classificados, divulgada neste mês de outubro, concorrendo na Categoria III, a qual engloba projetos desenvolvidos exclusivamente por instituição credenciada, em colaboração com a Petrobras. Na mesma categoria, concorrem a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)/  Petrobras e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)/ Petrobras.

A premiação é promovida pela ANP e tem como objetivo o reconhecimento dos resultados dos melhores projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área petroquímica do Brasil. Segundo o professor Graco Aurélio Viana, do Centro de Biociências (CB) e coordenador do projeto na Universidade Federal do RN, a divulgação dos vencedores acontece em novembro, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Viana também é membro do Conselho Técnico Científico do Centro de estratégias em Recursos Naturais e Energia (CTC – CERNE).

O CTC-CERNE é composto por pesquisadores e professores de diversas Instituições de Pesquisas e Universidades do país e visa dinamizar ainda mais as ações do CERNE e dar um suporte técnico-científico nas discussões das estratégias, dos projetos e dos seus programas.

Prêmio ANP
A edição 2018 do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica contempla cinco categorias, classificadas por temas e por tipo de executor, com três finalistas em cada uma. Além dos vencedores em cada categoria, haverá também a premiação da Personalidade Inovação do Ano, cujo objetivo é reconhecer e premiar a pessoa física que tenha gerado contribuição e realizações relevantes para o desenvolvimento e inovação tecnológica no setor, e uma menção honrosa à pessoa física que tenha realizado contribuição operacional para o setor.

O objetivo do Prêmio ANP é reconhecer e premiar os resultados associados a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) que representem avanço tecnológico para o setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis, desenvolvidos no Brasil por instituições credenciadas, empresas brasileiras e empresas petrolíferas, com recursos da Cláusula de PD&I, presente nos contratos de exploração e produção.

Fonte: Tribuna do Norte

Enel investe US$ 40 milhões em expansão de parque eólico na Bahia

A Enel, por meio de sua subsidiária Enel Green Power Brasil Participações (EGPB), iniciou a construção da expansão do parque eólico Delfina, em operação na Bahia, com investimentos previstos de US$ 40 milhões. Com a expansão serão acrescidos 29,4 megawatts (MW) de capacidade instalada ao parque, atualmente de 180 MW.

“Por meio deste projeto, seguimos ampliando nossa presença no mercado brasileiro, que possui grande potencial, aproveitando a riqueza de recursos renováveis da Bahia “, afirmou, em nota, Antonio Scala, responsável da Enel Green Power na América do Sul.

Segundo a Enel, a expansão deverá entrar em operação em 2019, quatro anos antes do prazo estipulado em contrato. Entre o próximo ano e 2022, a energia gerada pela expansão será vendida no mercado livre. A partir de 2023, a usina eólica será apoiada por contratos de fornecimento de energia de 20 anos, que preveem a venda de volumes específicos da energia gerada pela usina para um pool de empresas de distribuição que operam no mercado regulado brasileiro.

No Brasil, o Grupo Enel, por meio de suas subsidiárias EGPB e Enel Brasil, possui capacidade instalada total de renováveis de mais de 2,9 GW, dos quais 842 MW de energia eólica, 819 MW de energia solar fotovoltaica e 1.270 MW de energia hídrica. Além disso, a EGPB tem mais de 1 GW em execução no Brasil, conquistados nos leilões de 2017.

Fonte: Rodrigo Polito | Valor Econômico

Geração distribuída alcança 500 MW no Brasil

A geração distribuída superou a marca de 500 MW em capacidade instalada no Brasil. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 41.470 unidades consumidoras produzindo a sua própria energia a partir de fontes renováveis.

Fotovoltaica lidera

Separando por tipo de fonte, a solar fotovoltaica segue liderando com 41.235 unidades ou 414 MW de potência instalada, seguido por 58 CGHs (52 MW), 120 térmicas a biogás (35,1 MW) e 57 eólicas (10,3 MW). No total, são 512 MW de capacidade instalada no país de GD.

Na divisão por estados da federação, Minas Gerais segue liderando em potência instalada (135,7 MW), seguido de Rio Grande do Sul (64,5 MW) e São Paulo (53,4 MW).

Fonte: Canal Energia

Fernando de Noronha recebe sistema inteligente de armazenamento de energia

Iniciativa busca suprir os períodos de intermitência da geração solar e eólica na ilha. Projeto conta com um aporte superior a R$ 20 milhões

O navio “Ilha de Fernando de Noronha”, munido de cerca de 10 toneladas de equipamentos que irão compor o primeiro módulo de armazenamento de energia inteligente em implantação no arquipélago de Fernando de Noronha (PE), já se encontrado ancorado na Ilha desde a última segunda-feira, 8 de outubro.

O projeto é de posse da Neoenergia e deve potencializar o sistema de geração fotovoltaica já em operação na região, com as duas usinas solares construídas pelo Grupo, Noronha I e II. Nessa primeira etapa, os investimentos são da ordem de R$ 6 milhões. No total, o projeto contará um aporte superior a R$ 20 milhões.

Estruturado a partir do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Grupo Neoenergia, e regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, o sistema é composto por dois módulos com tecnologia de armazenamento em baterias em íons de lítio. Com 280 kW de potência, cada módulo permitirá que os moradores da ilha possam utilizar uma energia de fonte renovável por mais horas no dia. Durante os horários de geração solar, as duas usinas fotovoltaicas em funcionamento em Noronha estarão abastecendo os imóveis e a energia não consumida recarregando as baterias. Após o pôr do sol, o novo sistema poderá ser acionado, suprindo a ilha com a energia renovável.

O projeto está em desenvolvimento há um ano e deve complementar o Sistema de Redes Inteligentes (REI), já em funcionamento no arquipélago. A partir do conceito de energy storage, a iniciativa é uma alternativa para suprir os períodos de intermitência – quando ocorre grande variação na geração, a exemplo do momento em que o sol se põe, para uma cadeia solar, ou a diminuição na intensidade dos ventos, em um exemplo de geração eólica. Dessa forma, o consumo de óleo deve ser reduzido significativamente, hoje em uso para geração de energia na Usina Tubarão, também em funcionamento na ilha.

O segundo módulo, com os equipamentos finais para a obra de implantação do sistema, deve embarcar para Fernando de Noronha nas próximas semanas. A expectativa é que a construção e implementação seja concluída até o final deste ano, quando o sistema poderá entrar em funcionamento na ilha.

Fonte: Canal Energia

Vestas terá nova fábrica de R$ 100 milhões no Brasil

Ceará ganhou a corrida com os estados da Bahia e Pernambuco, que vinham pressionando no mesmo sentido a alta direção da companhia.

Egídio Serpa | Diário do Nordeste

O Governo do Ceará e a multinacional dinamarquesa Vestas Wind Systems – maior fabricante mundial de equipamentos de geração de energia eólica (gerada pela força dos ventos) – assinaram um acordo para a construção de uma fábrica de aerogeradores de 4.2 MW de potência na geografia do município de Aquiraz, onde a empresa europeia já tem, há dois anos, uma unidade industrial que produz pás e aegeradores de 2 MW.

Nesse novo empreendimento, a Vestas investirá R$ 100 milhões e criará cerca de 600 novos empregos.

O Governo cearense ganhou, assim, uma dura disputa com os estados da Bahia e de Pernambuco, que também lutavam pela fábrica da multinacional nórdica.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, economista César Ribeiro, que transmitiu a informação a este blog, informou que o anúncio oficial da assinatura do acordo será formalizado em cerimônia que se realizará na próxima semana no Palácio da Abolição, sede do governo estadual cearense. Estarão presentes o governador Camilo Santana e Rogerio S. Zampronha, presidente da Vestas para o Brasil e  América do Sul.

A nova fábrica da Vestas em Aquiraz, cujos detalhes técnicos ainda não foram revelados, será construída ao lado da antiga, inaugurada no dia 18 de janeiro de 2016 depois de consumir outros R$ 100 milhões de investimento.

Enquanto não ficar pronta sua nova fábrica (a construção demorará um ano), a Vestas importará de suas unidades na Europa seus novos aerogeradores, cujo modelo é o V150 com potência de 4.2 MW. A primeira encomenda firme desse equipamento foi feita pela Echoenergia, empresa brasileira controlada pela global Actis, especializada em private equity nos setores de energia e gestão de ativos imobiliários.

A Vestas fornecerá e instalará 24 turbinas eólicas V150-4.2 MW para um parque eólico da Echoenergia localizado na Serra do Mel, no vizinho Estado do Rio Grande do Norte.

Com pás de 73,7 metros de comprimento e a torre de aço mais alta do setor, a V150-4.2 MW estende-se por quase um quarto de quilômetro sendo uma das maiores de geração eólica on-shore (em terra), o que a torna muito adequada às condições de vento mais predominantes no País.

A entrega das turbinas está prevista para o primeiro trimestre de 2020 e o comissionamento para o final do segundo trimestre do mesmo ano.

A produção local do modelo V150-4.2MW em Aquiraz demonstra o compromisso de longo prazo da Vestas com o mercado brasileiro, disse ao blog o secretário-adjunto de Energia da Secretaria de Infraestrutura do Ceará, engenheiro Adão Linhares. Na sua opinião, e também na do secretário César Ribeiro, um dos fatores que pesaram a favor do Ceará foi a qualidade da mão de obra cearense. A Vestas – explicou Linhares – está muito satisfeita com a performance do quadro de pessoal de sua fábrica de Aquiraz.

Esta notícia reforça o plano de 10 anos de expansão de energia publicado pelo Governo brasileiro no ano passado. O plano prevê que o País poderá alcançar 28,5 GW de capacidade eólica até 2026, crescendo entre 1,1 e 2,0 MW por ano, aproximadamente

Exportação cearense de peças eólicas cresce 287%

Equipamentos estão em quinto na pauta de exportação do Estado, segundo levantamento elaborado pela Fiec

O estado do Ceará tem se firmado como um exportador de equipamentos para usinas eólicas. No primeiro semestre deste ano, o crescimento foi de 287% nas exportações desses produtos comparando com o mesmo período do ano passado. Esses equipamentos produzidos aqui estão em quinto lugar na pauta de exportação do Estado.

De acordo com levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) no ranking de exportações, encontram-se em primeiro lugar as placas de ferro e aço, seguidas de calçados, castanhas de caju, frutas e, então, as pás e aerogeradores eólicos.

“Hoje, o principal país de destino desses equipamentos sãos os Estados Unidos, com mais de 90%, e em segundo lugar, a Alemanha”, ressaltou Karina Frota, gerente do Centro Internacional de Negócios da Fiec.

Demanda maior

Uma das empresas do setor eólico que tem aumentado o volume de exportações é a alemã Wobben Windpower, que fabrica aerogeradores e uma unidade instalada em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. Estrategicamente construída a 10 quilômetros do Porto do Pecém desde 2002, a empresa envia 60% da produção para o exterior via navio. Anualmente, são fabricadas 500 pás eólicas.

A estimativa da empresa para 2019 é destinar 50% da produção para o mercado local e 50% para o exterior. Os navios com equipamentos produzidos pela Wobben vão para a América Latina e também para a Europa.

A gerente geral da empresa, Ludmilla Campos disse que acha “natural que o Ceará tenha se tornado um berço para receber os fabricantes”. “Além de nós, outros fabricantes se instalaram aqui e eu acho que a visão deve ter sido basicamente semelhante a nossa”, reforça.

A localização geográfica do Porto do Pecém é outra vantagem do Estado para atender essas empresas com clientes internacionais. Já nas sedes da Wobben nos estados do Rio Grande do Sul e Bahia, eles fabricam também as torres de aço e concreto para exportar.

Geração

O segundo semestre deste ano, que ainda pode ser de melhores negócios para o mercado externo, é o principal período de ventos fortes, a temporada que vai de julho a dezembro.

O Ceará se destaca também pelo potencial gerador de energia eólica, representa 16% da capacidade de geração do país e com um vento de “qualidade”, de acordo com o Coordenador do Núcleo de Energia da Fiec, Joaquim Rolim.

“Nós temos 18 Gigawatts de potencial de grande produtividade. A gente diz aqui que é um vento bem comportado, bem direcionado e constante, o ano inteiro e que venta mais nas horas em que mais precisa-se de energia. Inclusive, no segundo semestre, a produção do Ceará de energia Eólica sobe abruptamente graças a esse dom que a natureza nos deu”, afirma.

Fonte: Diário do Nordeste

Por que o Nordeste é um polo de energia eólica?

O Nordeste é responsável por 85% da produção de energia eólica do Brasil. São cerca de 440 parques eólicos que necessitam de ventos constantes para a geração de energia. Será que a meteorologia teria alguma explicação para isso?

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) mostra que o Nordeste é responsável por 85% do total de geração de eletricidade por meio de ventos. O Brasil possui em torno de 534 parques eólicos espalhados pelo território, e destes mais de 430 estão justamente posicionados sobre a região nordestina.

Os investimentos em energia eólica no país crescem como uma “intensa brisa do mar”, no ano de 2017 o Brasil passou o Canadá no ranking mundial de capacidade instalada da Global Wind Energy (GWEC) e agora ocupa o 8º lugar. A liderança mundial ainda está com a China.

Mais dados chamam a atenção para o Brasil, segundo um levantamento feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), tivemos um crescimento de 24% em julho de 2018 em relação ao mesmo mês no ano passado.

O estado do Rio Grande do Norte é o campeão em número de parques instalados, possui um total de 137, logo em seguida vem o estado da Bahia com 111 parques e em terceiro lugar temos o Ceará com 80 parques. De um total de 534 parques eólicos segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que representa 8,5% da matriz energética brasileira.

Com esses dados é possível concluir que o Nordeste é um polo promissor na geração de energia eólica, será que a meteorologia pode explicar o porquê isso?

“Safra de ventos brasileira”

O período entre os meses de agosto e setembro é conhecido como “safra de ventos”, isso porque o vento se torna ainda mais forte e constante nesta época do ano. Por isso, nestes meses é comum termos os recordes anuais de produção.

Exatamente neste período, temos a intensificação de sistemas de alta pressão transientes ou semi-permanentes sobre o oceano Atlântico Sul. Isso faz com que a borda desses sistemas também se intensifique e siga soprando ventos do mar em direção à região costeira nordestina. Isso potencializa a produção energética.

Sobre o litoral norte do Nordeste, a intensificação dos ventos alísios também contribui para a geração de energia eólica, não é a toa que o Ceará é o terceiro no ranking de número de parques.

Um potencial ainda a ser explorado

Com os sistemas meteorológicos auxiliando na produção de ventos, o Nordeste já se mostrou uma região com um enorme potencial a ser explorado. Por mais que já tenhamos muitos parques eólicos instalados por lá, a matriz energética brasileira ainda é a hidrelétrica, que em muitos casos sofre com a irregularidade da chuva. O segundo lugar na produção de energia no Brasil ainda é das termelétricas que poluem muito no processo de queima de combustível.

Estimativas da ANEEL indicam que até o ano de 2022 a capacidade instalada de produção de energia eólica do país salte para um total de 17,6 GW. Vamos aguardar os próximos leilões de empreendimentos.

Fonte: Tempo.com | César Ferreira Soares

Novas tecnologias vão modificar a forma como consumimos energia elétrica

Setor debate as ações necessárias para preparar a regulação e os negócios para essa nova realidade

O surgimento e a popularização de novas tecnologias estão transformando a indústria de energia elétrica mundial e forma como a sociedade consome eletricidade. Essas novas tecnologias foram batizadas de recursos energéticos distribuídos. Na prática, elas permitem que o consumidor assuma um papel mais ativo e o setor elétrico brasileiro precisa se preparar para essa transformação. Nesta quarta-feira, 3 de outubro, os agentes do setor estiveram reunidos em São Paulo para debater as ações necessárias para preparar a regulação e os negócios para essa nova realidade.No modelo atual, o consumidor é passivo; sua ação rotineira é apertar o interruptor e honrar com o pagamento da conta de luz no final do mês. Com barateamento das tecnologias de produção de energia individual e de armazenamento, a tendência é que o consumidor será mais independente da concessionária local, passando a gerir o seu consumo com mais eficiência, por tanto, por um custo menor.

“O setor que já vivencia mudanças significativas e não tenho dúvida que passará por novas mudanças no futuro, principalmente por conta das novas tecnologias de armazenamento de energia, veículos elétricos e o desenvolvimento das smart grids. Esses avanços tecnológicos vão conduzir para uma mudança no papel do consumidor, com uma gestão mais ativa”, disse Rodrigo Limp, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão responsável pela regulação e fiscalização do setor elétrico no Brasil.

O termo smart grid se refere a um conjunto de tecnologias de monitoramento da rede elétrica que permite uma troca intensa de informações entre concessionária e consumidor. Em posse desses dados, diversas ações estratégicas podem ser tomadas em prol de um setor elétrico mais ágil e eficiente.

Atualmente existem diversas formas para o consumidor produzir sua própria energia. A mais tradicional é o uso de geradores que queimam combustíveis fósseis. Porém, esses geradores ocupam espaço, emitem ruídos e gases de efeito estufa. Hoje, com a redução de custos da tecnologia fotovoltaica, milhares de consumidores brasileiros estão instalando placas solares em suas casas, comércios e indústrias – produzindo energia limpa e pagando menos impostos.

Segundo a Aneel, existem atualmente 39,5 mil unidades consumidoras que produzem sua própria energia, representando uma capacidade instalada de 478 MW, o equivalente a uma hidrelétrica de médio porte. Limp informou que isso significa que para cada 2 mil unidades consumidoras brasileiras, pelo menos uma tem um sistema de produção de energia individual. “Na Austrália, é um gerador distribuído para cada seis consumidores. Temos muito em que avançar”, disse.

A Aneel vem adaptando suas regras para permitir a penetração dessas novas tecnologias, sempre com o cuidado de preservar o equilíbrio entre os diversos negócios existentes. Estão regulamentados temas como geração distribuída, recarga de veículos elétricos, pré-pagamento de energia, o uso de medidos eletrônicos, sendo que outras ações estão em andamento.

Neste momento, o setor brasileiro discute a abertura do mercado livre. Nesse mercado, o consumidor pode escolher o fornecedor de energia. Esse serviço já está disponível para consumidores com grandes demandas de eletricidade, como a indústria de automóveis, química e mineradoras.

Segundo Talita Porto, conselheira da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), há 12.530 unidades consumidoras no mercado livre. Por outro lado, o Brasil tem 83 milhões de unidades consumidoras no mercado cativo, situação em que o consumidor é atendido pela concessionária local.

O consumo do mercado de energia no Brasil soma 63.174 MW médios, sendo que 19.050 MW médios é a fatia do mercado livre, ou, 30% do consumo total. Mantidas as regras atuais, há estudos indicando que o mercado livre poderia chegar até 46% do consumo nacional.

Fonte: Wagner Freire | Canal Energia

Expansão da geração chega a 3,3 GW em 2018

Balanço preliminar da Aneel aponta eólica com maior contribuição no mês de setembro com 116 MW

O Brasil teve o acréscimo de 123,60 MW de capacidade nova instalada de acordo com o relatório de acompanhamento mensal da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Os dados referem-se até o dia 15 de setembro e apresentaram uma atualização para agosto que anteriormente estava em 42,18 MW e somou ao final do período 139,20 MW em novas usinas. No acumulado do ano o país já apresenta o acréscimo de 3,3 GW em nova capacidade instalada.

Em setembro foram registrados 116,6 MW em novas usinas por meio da fonte eólica e 7 MW em nova capacidade de térmica a biomassa. Não houve acréscimo das demais fontes. Em agosto o total reportado pela agência reguladora somou 14,3 MW da fonte solar fotovoltaica, 59,4 MW da eólica, 14 MW de UHEs, 28,18 MW de PCHs e 9,02 MW de biomassa.

No ano, a fonte que mais adicionou nova potência é a UHE com 1.761,22 MW, em seguida vem a eólica com 932,3 MW, a solar fotovoltaica está em terceiro com 352,22 MW, PCHs 144,80 MW, biomassa com 83,7 MW e em último as térmicas a combustíveis fósseis com 19,92 MW. Para este ano ainda são esperados mais 2.339,35 MW em energia nova a entrar em operação. No total estão contratados 24,8 GW em capacidade instalada sendo cerca de 4,8 GW com graves restrições para sua entrada em operação.

De acordo com o relatório, o país já acumula a expansão de pouco mais de 94 GW em potência desde o ano de 1998, quando começou esse levantamento.

Fonte: Maurício Godói | Agência Canal Energia

Integração entre o setor elétrico e o de gás natural é desafio

Temas como inflexibilidade, fim de contratos e atuação com renováveis continuam no centro das discussões

Começando a despertar a atenção de vários agentes, o setor de gás natural ainda tem muito desafios a serem vencidos para que ele tenha um deslanche no país. Na edição da Rio Oil&Gas, encerrada na última quinta-feira, 27 de setembro, o interesse pela fonte ficou claro pela lotação das salas quando ele era o tema em discussão. Mas o que também ficou claro é que uma maior integração com o setor elétrico é necessária, uma vez que a demanda termelétrica vai ser a âncora para a demanda do gás no Brasil.

A diretora de regulação da Eneva, Camila Schoti, acredita que uma maior previsibilidade no despacho das usinas térmicas traria uma maior otimização nos investimentos de exploração e produção de gás. Segundo ela, há uma incerteza no setor de gás de encontrar o insumo e uma incerteza no setor elétrico que é a quantidade do despacho ao longo do contrato. Um contrato térmico pede 100% de despacho durante toda a sua duração, algo improvável de acontecer. Ela sugere uma média móvel, que ao invés de pedir um despacho de 100% todo o tempo do contrato, em que adote a totalidade do despacho nos anos iniciais e depois ela seja reduzida para algo em torno de 70%.

De acordo com ela, os números dessa proposta preliminar podem mudar, mas o importante é que a alteração deixe os projetos em condições iguais de disputa. “Está se falando em um mecanismo de leilão que possa ser aplicado para todo mundo e que nos permita dimensionar o investimento em exploração e produção”, explica. Essa discussão começou no Gás para Crescer e a diretora da Eneva – que participou de painel sobre a abertura do transporte brasileiro de gás natural no último dia 26 de setembro –  quer retomar o debate. Sua execução não precisaria ser por força de legislação e poderia ser por medida infralegal.

Na visão de Marcelo Cruz Lopes, gerente executivo de Gás Natural da Petrobras, o entendimento entre os setores de gás e elétrico deve prevalecer. Segundo ele, não adianta o setor elétrico querer que o de gás se ajuste a ele e vice-versa. “Ambos devem ter boa vontade se não, não se resolve nunca a integração”, ponderou ele em painel sobre o Novo ambiente para contratação da geração térmica a gás no dia 27. Ele alertou sobre o fim do contrato de um volume expressivo de térmicas a partir de 2022 –  cerca de 50% –  e que a recontratação delas é difícil devido ao desenho do modelo atual. A estatal propôs que os leilões de energia nova e existente sejam unificados, o que daria condições melhores de competição e êxito. “As regras de contratação hoje levam a uma situação de dificuldade dessas térmicas se manterem ao fim dos seus PPAs”, avisa.

A possibilidade de fim da diferenciação entre energia nova e existente está inserida na CP 33, segundo Lopes, mas estava condicionada a separação entre o lastro e a energia, o que a Petrobras discorda. O gerente da Petrobras também salientou que há um excesso de regulação nos dois setores, com característica de intervenção. Ele pede mais flexibilização nas regras para que haja mais competição. “São regras criadas no modelo com o sentido de intervir na competição”, aponta.

Com gás vindo da camada pré-sal, a UTE Vale Azul, que tem a Shell como uma das sócias, surpreende pela alta expectativa de despacho. De acordo com Guilherme Perdigão Nascimento, vice-presidente da Shell Energy do Brasil/ Vale Azul, que participou do mesmo painel que Lopes, o conceito do projeto foi o de olhar as oportunidades de negócio de forma integrada, entendendo a cadeia de valor. “Ter uma comercializadora foi uma dessas maneiras”, observa.

Para ele, o principal desafio para o gás associado é a demanda contínua e o setor elétrico tem o paradigma de o gás natural ser despachado. Ele também coloca a harmonização entre gás e energia como necessária. Segundo Nascimento, o setor elétrico já é completamente consolidado e o de gás ainda não. “Se não atuar de forma integrada, acaba tendo uma inconsistência importante”, revela.

Em palestra na TechWeek, evento paralelo a feira no dia 26, Gregório Maciel, Gerente Setorial de Estudos de Mercado da Petrobras, apresentou boa perspectiva para o gás natural no país, principalmente devido a inserção das fontes renováveis na matriz brasileira. Segundo ele, não há rivalidade entre as fontes e a expansão do gás no mundo vai ocorrer em um bloco de países como China, Estados Unidos e alguns da Europa que estão se descarbonizando e em outros como o Brasil, em que ele será usado como back up das fontes renováveis. Maciel disse ainda que a velocidade da transição energética vai variar de acordo com a intensidade das políticas públicas para o tema.

Fonte: Canal Energia | Pedro Aurélio Teixeira

BNDES libera R$ 619 milhões para parques eólicos no Rio Grande do Norte

A Diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 619,4 milhões para a implantação de treze parques eólicos, nos municípios de Pedra Grande e São Bento do Norte, no litoral Norte do Rio Grande do Norte, além de 32 quilômetros de linhas de transmissão. No total, serão instalados 149 aerogeradores.

Os parques terão capacidade de geração instalada de 312,9 MW, energia suficiente para abastecer cerca de 570 mil residências. O projeto consiste na implantação de duas unidades: o Complexo Eólico Cutia e o Complexo Eólico Bento Miguel. Ambos contarão com instalações nos dois municípios.

O Complexo de Cutia contará com sete parques eólicos, totalizando 86 aerogeradores, com capacidade instalada de 180,6 MW. Os parques do complexo deverão entrar em operação comercial plena até janeiro de 2019.

Já o Complexo de Bento Miguel, com seis parques eólicos, contará com 63 aerogeradores, com capacidade instalada de 132,3 MW. Seus parques deverão estar em fase operacional a partir de janeiro de 2019.

Os dois complexos compartilharão uma subestação coletora e uma linha de transmissão com 32 km de extensão, conectada à subestação Touros, de propriedade da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).

Investimento
Os recursos correspondem a 30% do investimento total, que é superior a R$ 2 bilhões, e serão liberados para a Cutia Empreendimentos Eólicos S.A., holding proprietária de treze Sociedades de Propósitos Específicos (SPEs). Cada SPE controla um dos parques eólicos. A fim de diversificar o funding para o projeto e fomentar o mercado de capitais, está prevista uma emissão pública de debêntures de infraestrutura.

O projeto contribui para a diversificação da matriz energética brasileira com uma fonte de recursos renovável, já que favorece a redução das emissões de gases do efeito estufa por MWh.

Os parques serão instalados em municípios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (Pedra Grande com 0,559 e São Bento do Norte com 0,555) e contribuirão para o desenvolvimento local por conta da arrecadação de ISS pelas prefeituras e da geração de renda para proprietários de pequenos lotes que serão arrendados. Estima-se que durante as obras sejam criados 710 empregos diretos.

A Cutia Empreendimentos Eólicos S.A., proprietária dos parques, é uma subsidiária integral da Copel GeT, que, por sua vez, pertence à Companhia Paranaense de Energia (Copel), empresa de capital aberto que integra do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.

Quem
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O que
Liberação de R$ 619,4 milhões para obras de 13 parques eólícos no Rio Grande do Norte, gerando 710 empregos diretos.

Fonte: Tribuna do Norte

 

Vestas fecha novo contrato para fornecer 101 MW em turbinas no Brasil

Parque Serra do Mel, no Rio Grande do Norte será o primeiro equipado com as novas máquinas de 4.2 MW de potênciaA fabricante de turbinas eólicas Vestas fechou um contrato para fornecer 24 máquinas para o parque eólico Serra do Mel, no Estado do Rio Grande do Norte. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 27 de setembro, em Madri, na Espanha.

A encomenda foi feita pela Echoenergia, companhia controlada pelo fundo de private equity Actis. O parque eólico será o primeiro equipado com as novas turbinas de 4.2 MW de potência da Vestas, totalizando 101 MW de capacidade instalada. Os equipamentos serão produzidos localmente e financiados pelo BNDES de acordo com as regras do Finame II.

“Com este novo contrato, a Vestas traz sua mais nova turbina para o Brasil, quebrando a barreira de 4 MW e acreditando que a sua chegada elevará a influência e a competitividade da Vestas a outro nível. Estamos muito orgulhosos da nossa aliança com a Echoenergia, uma empresa de energia em rápido crescimento que conta com uma excelente equipe ”, disse em nota Rogério Zampronha, diretor-presidente da Vestas para o Brasil e América Latina.

“A parceria com a Vestas reflete nossa eficiência operacional e torna evidente nosso objetivo para a mercado: queremos ser a maior e mais eficiente empresa de energia eólica do país. Nós teremos as maiores e mais potentes turbinas eólicas com V150-4,2 MW ”, afirma em nota Edgard Corrochano, presidente da Echoenergia

Com pás de 73,7 metros de comprimento e a torre de aço mais alta do setor, a V150-4,2 MW se mostra adequada para as condições de vento mais predominantes do país. As turbinas estão planejadas para serem entregues no primeiro quadrimestre de 2020, com o comissionamento previsto para o final do segundo quadrimestre do mesmo ano.

A produção local das novas turbinas representa um novo investimento da Vestas no país, mostrando que a companhia tem compromisso de longo prazo com o mercado brasileiro. Com o novo investimento, a Vestas segue apoiando o governo brasileiro nas iniciativas de promover a expansão das energias renováveis e tornar a matriz elétrica mais sustentável no país.

Fonte: