Natal sedia Fórum Nacional Eólico e celebra 10 anos de consolidação do setor no Brasil

O mais importante encontro político-empresarial brasileiro vai reunir, de 25 a 27 de julho, os maiores players do mercado, especialistas, pesquisadores e demais interessados envolvidos na indústria que há uma década se consolidou no país e, principalmente, no Rio Grande do Norte.

O Estado brasileiro que mais produz energia elétrica através da força dos ventos receberá cerca de R$ 1,8 bilhão em investimentos nos próximos três anos com a entrada em operação de 16 parques eólicos em construção e de outros 13 empreendimentos contratados nos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com estes números, o Rio Grande do Norte poderá alcançar marca dos 5 gigawatts (GW) de capacidade instalada até 2021, um período recorde para o setor.

O rápido crescimento do setor e os bons números alcançados nos últimos anos fizeram com que o Estado se tornasse referência na geração deste tipo de energia. Hoje, o estado conta com 138 parques eólicos instalados com capacidade de geração posta de 3.72 megawatts (MW) – correspondente a 84,76% dessa matriz energética local, segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

É nesse contexto que Natal recebe, de 25 a 27 de julho, a 10ª Edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos [+10], que em neste ano celebra os 10 anos de consolidação da indústria eólica no Brasil. O evento será realizado no auditório da Escola de Governo do RN, no Centro Administrativo, em Natal.

Desde a sua primeira edição, em 2009, quando foi palco da assinatura do documento de compromisso que iniciou a grande arrancada do setor eólico brasileiro, o Fórum Nacional Eólico reúne as principais lideranças políticas e empresariais relacionadas com a chamada “indústria dos ventos” para discutir os aspectos regulatórios, operacionais e da política setorial de um dos principais segmentos econômicos do Brasil na atualidade.

“O momento atual é de consolidação do setor da energia eólica brasileira. O RN é pioneiro. Por termos sido líderes desde os primeiros leilões”, afirmou o presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, um dos responsáveis pela realização do evento desde a sua primeira edição. “Temos um potencial ainda maior.  Aprimorar negócios, o ambiente operacional e atrair mais empresas precisam estar entre as metas dos empresários e governo estadual para que consigamos ampliar a produção” apontou.

A programação subdivide-se em seções executivas, com reuniões fechadas pelas manhãs com a presença de autoridades políticas, empresários e investidores que debaterão questões específicas relacionadas à indústria eólica. Durante a tarde, o evento abre suas portas com palestras de interesse geral, para divulgar as novidades do setor, voltados aos empreendedores, gestores públicos, acadêmicos e todos os demais interessados em energia eólica. O evento tem como anfitrião o Governo do Estado do Rio Grande do Norte e realização do CERNE e Viex Américas.

A inscrições estão abertas e a programação completa​ pode ser encontrada no site: www.cartadosventos.com.

Fonte: CERNE Press

Enel estuda investir em transmissão de energia no Brasil

Rodrigo Polito e Cláudia Schüffner | Valor Econômico

A gigante energética italiana Enel estuda investir no mercado de transmissão de energia brasileiro. Segundo o principal executivo do grupo no mundo, Francesco Starace, uma decisão estratégica da companhia sobre o assunto deve ser tomada até o fim deste ano. “Pensamos várias vezes sobre transmissão [de energia], não só no Brasil, mas na América do Sul. Temos uma grande operação de transmissão na Europa, que mantemos separado. Temos experiência, conhecemos o negócio”, afirmou ao Valor.

De acordo com ele, há potencial em conectar Estados diferentes do Brasil e também os países vizinhos. “Mas, para ser honesto, até agora não estivemos realmente focados [em transmissão no Brasil]

. É algo que estamos olhando agora e, daqui até o Natal, temos que decidir se queremos começar uma linha de negócios nesse segmento no Brasil. Vamos avaliar se faz sentido ou apenas dizer ‘não’. Vamos focar em distribuição”, disse.

Segundo o executivo, a decisão levará em conta a necessidade de ter uma equipe adequada para o negócio e dedicar tempo da companhia para a atividade. “Se decidirmos fazer [investir em transmissão], é preciso fazer o tempo todo, não apenas um pouco aqui e um pouco ali. Por isso é que vai demorar um tempo [para decidir]”, completou.

Caso se concretize, o investimento no setor de transmissão será mais um passo estratégico do grupo italiano no país, marcado nos últimos anos por aquisições agressivas. Entre as principais operações estão as aquisições das distribuidoras Eletropaulo, este ano, e Celg (atual Enel Distribuição Goiás), no fim de 2016, somando R$ 7,7 bilhões, e da hidrelétrica de Volta Grande (MG), por R$ 1,4 bilhão. Embora não haja dados específicos sobre o Brasil, o país tem participação relevante nos negócios da Enel na América do Sul, que respondem por 17,6% do faturamento global da italiana, de 74,6 bilhões de euros (o equivalente a quase R$ 340 bilhões).

Distribuição

Em sua primeira entrevista exclusiva a um veículo brasileiro após aquisição da Eletropaulo, maior distribuidora de energia do Brasil, em junho, Starace contou que o grupo tem interesse por duas das seis distribuidoras que a Eletrobras pretende privatizar. Sem citar o nome das empresas, ele contou que o foco são as distribuidoras mais próximas dos ativos do segmento que a companhia já possui no país.

“Sobre as distribuidoras da Eletrobras, já compramos uma que foi vendida [ex-Celg, de Goiás]. Agora existem seis. Dessas seis, talvez duas nos interessem. Não estamos interessados em todas elas”, afirmou Starace. “É difícil dizer [quais são as distribuidoras] porque é uma informação da companhia, mas você pode entender facilmente, por conta própria, quais são, se você olhar no mapa e ver onde estamos. Não é difícil”, completou.

No mercado, a aposta é que a Enel tem interesse pela Cepisa, do Piauí, e Ceal, do Alagoas. Além de mais atrativas, do ponto de vista econômico-financeiro, as duas distribuidoras estão localizadas próximo da Enel Distribuição Ceará (ex-Coelce), distribuidora da Enel naquele Estado.

Starace também admitiu o interesse pela Light, distribuidora que atende a região metropolitana do Rio de Janeiro. Ele, porém, afirmou que a abordagem atual do controlador da empresa, a mineira Cemig, com relação à intenção de vender o ativo, não está muito clara no momento. “As duas companhias [Light e Enel Distribuição Rio (ex-Ampla)] são muito próximas uma da outra e mostramos interesse em uma aquisição no passado. A Cemig, acionista da Light, não tem um ‘approach’ lógico sobre vender. E não estou certo se essa decisão será tomada em algum momento. Tem sido ‘sim’ e ‘não’ [sobre estar à venda] por muito tempo. Hoje não é claro. E houve uma série de mudanças na estrutura da direção da Cemig nos últimos anos. Talvez eles precisem de mais tempo, talvez estejam esperando o leilão da [das distribuidoras] Eletrobras para ver o interesse em torno dela [Light]. Estou apenas supondo”, completou o executivo.

Starace também confirmou que o grupo colocou à venda ativos de geração de energia eólica e solar no Brasil, conforme antecipado pelo Valor há duas semanas. Sem detalhar quais ativos estão sendo oferecidos ao mercado, ele explicou que o negócio faz parte de uma nova linha estratégica da companhia de vender a participação acionária, mas manter a operação de usinas já construídas (“build, sell and operate”).

“É um sistema que estamos querendo implementar. Começamos nos Estados Unidos três anos atrás. Então fizemos no México. Então fomos perguntados por alguns fundos se nós tínhamos interesse de fazer o mesmo no Brasil. E dissemos ‘por que não?’”, disse Starace. Segundo ele, é possível concretizar alguma operação nesse sentido ainda este ano.

Geração

Questionado sobre a estratégia do grupo na área de geração de energia no Brasil, Starace afirmou que a empresa mantém planos de crescimento no segmento no país, por meio de leilões ou no mercado livre, desenvolvendo projetos para atendimento a consumidores industriais e comerciais específicos. A companhia possui um portfólio atual de cerca de 3 mil megawatts (MW) em operação – de hidrelétricas, eólicas, parques solares e uma térmica a gás natural – e de aproximadamente 1 mil MW em construção – principalmente eólicas e parques solares.

Starace também encara com aparente naturalidade os problemas que a Enel Geração Fortaleza (ex-TermoFortaleza), termelétrica a gás natural controlada pela empresa, está enfrentando desde que o suprimento do combustível foi suspenso. A térmica é uma das integrantes do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT), do governo federal, e desde o dia 28 de fevereiro briga com a Petrobras por meio de liminares para receber o gás. A última liminar válida é da estatal brasileira, que conseguiu suspender o fornecimento de gás.

“Isso acontece muitas vezes no mundo. Toda vez que há um contrato de longo prazo com um único supridor sempre algo acontece ao longo dos anos, por causa do preço do gás, para o comprador, porque [o preço] está alto ou para o vendedor porque [o preço] está baixo. Não é algo específico do Brasil, francamente”, disse o executivo.

O principal executivo do grupo no Brasil, Carlo Zorzoli, vem defendendo uma solução legal para o problema, que seria uma autorização para que a empresa possa repassar para a tarifa que cobra dos consumidores o aumento do preço do gás natural usado como combustível.

Cenário político

Questionado sobre o cenário político do Brasil, que passará por eleição presidencial em outubro, ele disse que este não é um ponto de preocupação para o grupo. “Não estou preocupado com a evolução da situação política no Brasil. O Brasil entrou em uma grande crise política e institucional nos últimos dois anos e gerenciou de maneira muito boa a situação. As instituições brasileiras são muito resilientes e fortes. Não vejo fraqueza nas instituições no Brasil, no Parlamento, no governo e no Judiciário. E eleições acontecem em todo lugar o tempo todo. Isso é normal, nada com que se preocupar. Não vejo nenhuma ameaça à democracia, ao livre mercado ou ao que faz a sociedade funcionar bem no Brasil”.

Starace, que concedeu entrevista por videoconferência, afirmou que pretende vir ao Brasil até o fim deste ano. Se confirmada, será a primeira visita do executivo ao país após a aquisição da Eletropaulo.

Devido à operação, a Enel espera crescimento da receita do grupo no Brasil e um aumento do volume de investimentos no país, dentro do próximo planejamento estratégico (2019-2021), que será divulgado em novembro. No plano atual (2018-2020), que não considera a Eletropaulo, os investimentos previstos no Brasil são da ordem de 600 milhões de euros por ano.

Na última semana, Starace recebeu, em Roma, o título de “Comendador da Ordem de Rio Branco” do embaixador do Brasil na Itália, Antonio Patriota. O título é um reconhecimento que o governo brasileiro confere a pessoas físicas e jurídicas ao redor do mundo que beneficiaram significativamente o país por seus méritos na política, cultura, economia e ciência. De acordo com a Enel, Starace foi agraciado por méritos econômicos e, em particular, pelo papel-chave que vem atribuindo por meio do crescimento do grupo no país, contribuindo para a disseminação das energias renováveis no Brasil.

(Colaborou Camila Maia, de São Paulo)

China investiu US$ 54 bi no Brasil em 15 anos, 84% no setor de energia

Maior parte dos aportes chineses foi para aquisição de empresas: desde 2003, eles compraram 72 projetos já prontos no Brasil, enquanto 29 foram iniciados do zero; 84% dos investimentos estão concentrados em energia, óleo e gás e mineração.

De cada US$ 100 que os chineses investiram no Brasil desde o início do governo do ex-presidente Lula, apenas US$ 11 foram direcionados para novos projetos, revela levantamento do governo ao qual o ‘Broadcast/Estadão’ teve acesso. De 2003 a junho de 2018, os chineses injetaram US$ 54 bilhões no País, mas US$ 48 bilhões ficaram nos chamados “brownfield”, ou seja, projetos que já estavam prontos, em que houve apenas troca de dono.

Somente US$ 5,95 bilhões vieram para os chamados “greenfield”, como são chamados projetos que começam do zero. Nesse tipo de investimento, os benefícios se espalham por outros elos da cadeia produtiva, gerando crescimento econômico por meio da compra de máquinas, contratação de serviços, geração de empregos e pagamento de impostos.

É a primeira vez que o governo brasileiro consegue mapear e separar com precisão os investimentos que a China tem realizado no Brasil. O resultado foi uma surpresa, pois a expectativa era de um volume maior de investimentos em projetos “greenfield”, até mesmo devido aos compromissos assumidos entre os dois países e aos vários anúncios de cartas de intenções de investimentos chineses no Brasil.

Com a crise financeira, as empresas brasileiras ficaram mais baratas para os estrangeiros, e o grosso dos investimentos chineses foi para aquisições. Nos últimos 15 anos, foram adquiridos 72 projetos já prontos, enquanto apenas 29 foram iniciados do zero. Esses são os investimentos já confirmados, de acordo com um boletim sobre investimentos chineses que o Ministério do Planejamento passa a divulgar bimestralmente.

Segundo dados do ministério, 84% dos investimentos estão concentrados em três áreas: energia, óleo e gás e mineração. A presença chinesa cresceu a partir de 2009 e se acelerou rapidamente. “A China se tornou o maior parceiro de investimento em fluxo de recursos”, disse o secretário de Assuntos Internacionais do Planejamento, Jorge Arbache, aoEstadão/Broadcast antes de entrar em vigor a regra eleitoral que restringe comunicações oficiais.

Mantido o ritmo atual, os chineses vão liderar nos próximos anos o ranking de estoque de investimentos, título detido por União Europeia e Estados Unidos atualmente.

“Brownfield é realmente maior que greenfield, mas é preciso paciência. O brownfield acaba puxado o greenfield”, disse o ministro conselheiro da embaixada da China, Qu Yuhui, lembrando que, até 2008, a China tinha investido apenas US$ 1 bilhão no Brasil. Ele destacou que investimentos em novos projetos necessariamente envolvem mais riscos. “Precisamos fazer o dever de casa. É preciso de mais informações e de um conhecimento bem maior do mercado brasileiro. Só licenças ambientais de um projeto podem levar de três a quatro anos para serem liberadas.”

O relacionamento entre o Brasil e China é relativamente curto se comparado a Japão, EUA e Europa, disse Qu Yuhui. “O Brasil é promissor, mas não é para iniciantes. É um mercado muito particular. A tendência é que o investimento se diversifique.”

Estratégica, a área de energia tem sido o maior foco dos investimentos da China no País. Alguns setores do governo brasileiro mostram preocupação com o apetite chinês e defendem uma regulação forte para diminuir riscos.

A estatal State Grid, que comprou a CPFL, tem 60% do total de investimentos fora da China alocados no Brasil. No último leilão de linhas de transmissão, no entanto, quem brilhou foi a indiana Sterlite. Procurada, a State Grid informou que sempre busca novos projetos no Brasil, mas reconheceu que a concorrência reduz a atratividade dos investimentos.

A China Three Gorges (CTG) comprou as usinas de Jupiá e Ilha Solteira, que pertenciam à Cesp e operam há mais de 40 anos. Mas em cinco anos de Brasil, destaca que investiu também em projetos novos, como a construção de usinas no Pará e Amapá e em Mato Grosso.

Fonte: Estadão | Adriana Fernandes e Anne Warth

MME abre consulta para diretrizes do leilões de energia existente

Interessados vão ter dez dias para enviar contribuições ao site do ministério

O Ministério de Minas e Energia publicou nesta sexta-feira, 13 de julho, portaria divulgando para consulta pública a minuta de portaria com as diretrizes para a realização de leilões de compra de energia proveniente de empreendimentos de geração existentes deste ano. As informações estão disponíveis no site do MME na parte de consultas públicas. Os interessados terão dez dias para enviar contribuições sobre o tema.

Fonte: Canal Energia

Energia solar atrai mercado financeiro

Febraban anunciou que oito bancos já mostraram interesse em testar um modelo que avaliza o perfil de risco técnico do negócio, que prevê investimentos em torno de R$ 50 mil para pessoas físicas e de R$ 500 mil a R$ 15 milhões para empresas

Eduarda Barbosa, da Folha de Pernambuco

De olho no potencial do Brasil em produzir fontes renováveis de energia, o segmento bancário está oferecendo linhas de créditoe financiamento para estímulo da energia solar. Com forte atuação no Nordeste, incluindo Pernambuco, os bancos têm intenção de realizar investimentos na região para desenvolvimento e custos mais reduzidos de energia, seja em residências ou em empreendimentos comerciais. E além de buscar a redução na fatura, – principalmente em meses de bandeira vermelha com custo adicional na conta – o apoio a uma energia mais sustentável é um interesse cada vez mais presente nas empresas.

Para facilitar as negociações para implantação de sistemas solares, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lançou um modelo de negócio que está em teste para que os bancos possam avaliar o perfil do risco no momento de oferecer o financiamento para o cliente. Realizado em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o modelo é um mecanismo para examinar o risco técnico de um projeto em energia solar.

“Apresentamos solução para o instalador fazer o projeto de forma eficiente. Oito bancos se dispuseram a testar o modelo para ver a funcionalidade”, disse o diretor de Relações Institucionais da Febraban, Mario Sergio Vasconcelos. O modelo prevê investimentos em torno de R$ 50 mil para projetos de pessoas físicas e de R$ 500 mil a R$ 15 milhões para financiamento de projetos para pessoas jurídicas. Através do modelo, é possível os bancos enxergarem grandes negócios para o Nordeste.

“As empresas já estão de olho nas negociações da região. Estamos torcendo para Pernambuco entrar na avaliação. É uma atividade que desenvolve o local, principalmente a região do semiárido, que tem sol intenso”, comentou Vasconcelos.

Ao fomentar fontes de energias renováveis, o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) apoia o desenvolvimento solar para oferecer potencial à região Nordeste por meio de diversas alternativas. “Oferecemos financiamento para as empresas que participam dos leilões de energia. Além disso, temos projetos para pessoas físicas instalarem placas fotovoltaicas em residências e pequenos negócios”, disse a superintendente da área de energia solar do BNDES, Carla Primavera. Em Pernambuco, ao total, já foram mais de R$ 4 bilhões de crédito, em 11 projetos que totalizam mais de R$ 8,5 bilhões de investimentos.

Através também de outro programa chamado de Fundo Clima, o banco apoia pessoas físicas e jurídicas para energia solar distribuída, com taxa de juros de 4% ao ano. “O Fundo Clima destina até R$ 30 milhões de financiamento ao ano para uma empresa. Mas o importante é que não estabelecemos limite, estamos abertos para analisar projetos independente do valor”, registrou o gerente do departamento de energia do BNDES, Alexandre Esposito, ao complementar que a média de projetos para pessoas físicas é de R$ 40 mil a R$ 50 mil, mas não há restrição para outros recursos maiores.

No mesmo caminho de desenvolver a fonte solar, o Banco do Nordeste (BNB) divide as suas atuações em dois grupos: o da micro e mini geração, com potência de até 75 quilowatts (KW) e de até 5 megawatts (MW), respectivamente, e o outro grupo é o da geração centralizada, que é a partir de 5 MW. “No ano passado, foram sete empreendimentos solares centralizados negociados com o banco, o que resultou no valor de R$ 680 milhões financiados”, disse o gerente executivo da célula de meio ambiente, inovação e RSA do BNB, Kleber de Oliveira. Até abril deste ano já foram quase 500 operações nacionais, resultando em R$ 83 milhões de recursos financiados. Para o Estado de Pernambuco, foram financiados R$ 8,94 milhões em 52 operações.

Para ampliar as possibilidades, o BNB também investiu no programa FNESol, voltado bastante para o consumo de micro e mini geração. “Financiamos projetos em até 100%. São diversos setores, como supermercados, pequenas indústrias, pousadas e muitos outros”, disse o gerente de produtos e serviços da célula de meio ambiente, inovação e RSA do BNB, Mário Fraga, ao complementar que o banco está em finalização de um projeto para oferecer financiamento a pessoas físicas.

ANP publica dados consolidados do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou em seu site dados estatísticos consolidados da evolução do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis no Brasil em 2017. Os gráficos e tabelas, que serão publicados posteriormente no Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2018, podem ser consultados em: https://www.anp.gov.br/publicacoes/anuario-estatistico/anuario-estatistico-2018.

O ano de 2017 foi marcado pela retomada das rodadas de licitações de áreas para exploração e produção. Foram realizadas a 14ª Rodada no modelo de concessão, com arrecadação em bônus de assinatura de mais de R$ 3,8 bilhões; a 2ª e a 3ª Rodadas de Partilha que, juntas, arrecadaram R$ 6,2 bilhões, além da 4ª Rodada de Licitações de Áreas com Acumulações Marginais.

A produção nacional de petróleo cresceu pelo quarto ano consecutivo, atingindo 2,6 milhões de barris/dia em 2017, um aumento de 4,2% em relação ao ano anterior. Esta elevação foi liderada pela oferta de petróleo do pré-sal, que alcançou a média de 1,3 milhão de barris/dia no ano, cerca de 50% da produção nacional. O gás natural teve acréscimo de 5,9% e o gás extraído do pré-sal aumentou a participação no total nacional e correspondeu a 45,3% do total produzido.

Em função do aumento da produção nacional em 2017, o Brasil reduziu sua necessidade de importação de petróleo em 16,4%, para média de 149,2 mil barris/dia, enquanto as exportações alcançaram o maior valor da série histórica, 996,6 mil barris/dia, aumento anual de 24,8%.

A produção nacional de derivados foi 3,7% inferior à de 2016 e atingiu 1,9 milhão de barris/dia, em torno de 76,2% da capacidade instalada de refino. Em função disso, o volume de importações de derivados cresceu 26,1%, para 615,7 mil barris/dia. Além disso, em consequência do crescimento dos preços internacionais, houve um aumento do dispêndio com a importação em 57,5%.

O montante gerado de participações governamentais atingiu R$ 30,5 bilhões em 2017, sendo R$ 15,3 bilhões em royalties e R$ 15,2 bilhões em participação especial, valores superiores ao ano anterior de, respectivamente 29,4% e 156,2%.

Em 2017, as vendas de derivados pelas distribuidoras registraram crescimento de 1,3%, depois de dois anos consecutivos de queda. Destaque para as vendas de gasolina C e de óleo combustível, que cresceram 2,6% e 1,6%, respectivamente.

No setor de biocombustíveis, a produção de etanol manteve-se praticamente estável e a produção de biodiesel foi 12,9% superior ao ano anterior, em decorrência, principalmente, do aumento do teor de mistura no óleo diesel para 8%.

O volume de obrigações da cláusula dos contratos de concessão, partilha e cessão onerosa, relativas aos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) foi de R$ 1,3 bilhão em 2017, crescimento de 49,1% em relação ao ano anterior.

Fonte: ANP

Aneel libera 29,7 MW eólicos para testes na Bahia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou a operação em teste de onze aerogeradores Campo Largo IV, segundo despacho publicado nesta quarta-feira, 11 de julho, no Diário Oficial da União. A EOL é de titularidade da CLWP Eólica Parque IV Ltda. e está situada no município de Santo Sé, na Bahia.

Fonte: Canal Energia

Nordex fornecerá 595 MW em turbinas para eólica da Enel no Piauí

Trata-se do maior contrato único para fornecimento de turbinas da história da fabricante

A Nordex-Acciona anunciou nesta terça-feira, 10 de julho, o maior contrato único para fornecimento de turbinas na sua história. A empresa irá fabricar e instalar 191 turbinas AW125 no parque eólico Lagoa dos Ventos, localizado no Piauí, de propriedade da Enel Green Power. A potência instalada total do projeto está estimada em 595 MW. O valor do negócio não foi informado.

Os aerogeradores terão potência individual entre 3.15 e 3 MW, instalados em torres de concreto a 120 metros de altura. A produção local dos equipamentos reduzirá os custos e a pegada ambiental.

O parque eólico está localizado no Estado do Piauí, no norte do Brasil, onde os ventos são caracterizados como favoráveis para produção de energia eólica. Um ano atrás, a Nordex fechou outro contrato para o fornecimento de 65 turbinas da mesma série para outro parque localizado na mesma região.

A Nordex começará a instalar as turbinas em outubro de 2019, fornecendo na sequência os serviços de acompanhamento dos equipamentos pelos próximos dois anos. Com o contrato de Lagoa dos Ventos, a Nordex soma 1.9 GW no Brasil entre projetos instalados e em construção.

Fonte: Wagner Freire | Canal Energia

Petrobras assina acordo com francesas em energia solar e eólica

A Petrobras informou nesta terça-feira (10) que assinou ontem (9) com as francesas Total e a Total Eren, empresa energia renovável, um memorando de entendimentos para analisar o desenvolvimento de negócios nas áreas de energia solar e eólica no país.

Segundo a companhia, a parceria dilui os riscos relacionados ao negócio de energias renováveis no Brasil e potenciais ganhos de escala e sinergias. O acordo não possui natureza vinculante.

“A realização desse acordo faz parte da estratégia da Petrobras em desenvolver negócios de alto valor em energia renovável, em parceria com grandes players globais, visando a transição para uma matriz de baixo carbono”, diz trecho do comunicado da estatal.

A Petrobras possui quatro parques eólicos em parceria, totalizando 104 megawatts instalados (MW). A Total Eren possui uma base de ativos diversificada de energia eólica, solar e hidrelétrica, representando uma capacidade bruta instalada de mais de 950 MW em operação ou em construção pelo mundo. A Total adquiriu, no ano passado, uma participação indireta de 23% na então Eren Renewable Energy, que passou a se chamar Total Eren.

A Petrobras possui uma parceria estratégica com a Total desde fevereiro do ano passado, com o compartilhamento de tecnologias e de atuação conjunta em exploração e produção em blocos de petróleo.

Fonte: Ivan Ryngelblum | Valor Econômico

Por que política de preços da Petrobras contradiz projeto de autossuficiência em petróleo?

Solon Neto | Sputnik Brasil

A política de preços da Petrobras foi o estopim da greve dos caminhoneiros. Essa política passou a ser aplicada em 2017, com Michel Temer, e segue ganhando críticos. Para explicar como ela funciona e o que seria o ideal para substituí-la, a Sputnik Brasil entrevistou Jean-Paul Prates, do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

Faltando apenas um mês para a Copa do Mundo, não era o penteado de Neymar ou as táticas de Tite que preocupavam o brasileiro. O que elevou os ânimos no país foi uma greve de caminhoneiros que estremeceu a produção como há muito tempo não se via, derrubando a indústria já enfraquecida pela crise a níveis de 2008.

A sociedade brasileira foi obrigada a reagir, e 87% da população chegou a apoiar o posicionamento da gigantesca categoria, peça-chave para o abastecimento dos serviços e o escoamento da produção.

O complexo movimento de caminhoneiros apresentava propostas difusas. Ora a pauta parecia pedir intervenção militar e ter um motivo político amplo, ora se concentrava em pressionar o governo de Michel Temer para abaixar os preços dos combustíveis através da isenção de impostos.

E de fato, mais uma vez, o Planalto foi à lona.

Apesar do tom difuso, a paralisação que sequestrou a atenção do país gravitou em torno da política de preços da Petrobras, sustentada pelo então presidente da estatal, Pedro Parente, substituído por Ivan Monteiro após a greve dos caminhoneiros.

Desde julho de 2017, já no governo de Michel Temer, a política da empresa passou a estar atrelada à variação internacional no mercado de petróleo, assim como ao preço do dólar. O preço passaria a acompanhar a oscilação do mercado de óleo cru.

Com isso, o valor pago pelo consumidor nos combustíveis passou a flutuar com frequência, e as disputas internacionais se refletiram em uma alta de preços indesejada para um país de mais de 13 milhões de desempregados e jogado nos braços da informalidade.

A política é antagônica em relação à anterior, empregada no governo de Dilma Rousseff, que controlava os preços de forma subsidiada. Ela não teria sido a primeira a adotar a fórmula que, segundo especialistas, há décadas impera no país.

Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil entrevistou Jean-Paul Prates, consultor especialista no setor de Energia e coordenador do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

“A meu ver essa política não deu certo. Claramente não deu certo e mais do que não dar certo ela não passou no teste de estresse”, afirma Prates, que acredita que há um erro conceitual na política de preços operada pela Petrobras.

Ele aponta que o teste de estresse, ou de tensionamento, se dá quando a situação se torna desfavorável. Como no caso das flutuações internacionais que se refletiram no aumento de preços dos combustíveis no Brasil, o que teve consequências políticas desastrosas.

“Quando você tem todos os parâmetros contra você, se a tese for boa, ela atravessa esse período crítico com o mínimo de desgaste possível. Isso não aconteceu com essa política”, disse, relembrando que houve um aumento dos preços internacionais do petróleo, do combustível, do dólar, assim como um aumento da frequência de fretes no Brasil, uma consequência do pequeno reaquecimento da economia. O especialista ainda informa que se em um primeiro momento houve uma reação apenas do setor de fretes, essa situação já começou se espalhar para outros setores, como no industrial.

Jean-Paul aponta os erros conceituais na política aplicada por Pedro Parente, que para ele tem problemas ligados ao projeto nacional no setor de Energia, intrinsicamente ligado ao petróleo.

“Ela inverte a lógica de 60 anos de busca pela autossuficiência de petróleo no Brasil. Ora, durante 60 anos, todos os governos, independente de ser de esquerda, de direita, governos ditatoriais, governos democráticos, todos eles tiveram uma unanimidade — perseguir a autossuficiência para libertar o Brasil da dependência estrangeira de compra de óleo e de combustíveis. E para também livrar o Brasil da insegurança que traz a volatilidade dos preços internacionais”, ressalta o especialista.

Ele relembra que essa busca de seis décadas de investimentos e riscos, inclusive em períodos de baixa histórica no preço do petróleo, como nos anos 1980, é um legado político brasileiro, que só foi possível graças à estatal brasileira com controle do Estado e regime de capitalização mista.

A autossuficiência em petróleo foi anunciada no Brasil em 2006, fruto de décadas de pesquisa, investimentos e desenvolvimento do Estado brasileiro. Esse ponto abriu portas para o crescimento da indústria do petróleo no Brasil, com demandas de emprego e tecnologia.

Segundo Jean-Paul Prates lembra, é aí que uma política de preços baseada em patamares de reajuste começa a ser aplicada, para assim garantir mais estabilidade dos preços e segurança para toda a cadeia produtiva dependente do combustível. O que só foi possível, afirma o especialista, devido ao papel desenvolvido pela Petrobras como empresa estatal.

“Quando o Parente, ou antes dele, começa um ano atrás essa política de preço real, reajuste em tempo real de preço praticamente dolarizado, eu estou indo na contramão dos benefícios da autossuficiência. Porque quando eu imaginava que ser autossuficiente me daria um pouco mais de previsibilidade e menos volatilidade, justamente entra uma equipe que diz ‘não, agora vai ter que ser preço de mercado porque eu quero continuar importando combustível'”, ressalta Jean-Paul Prates.

A adoção da política de preços com variação de mercado, afirma, seria uma necessidade para garantir investimentos estrangeiros, o que para Prates se trata de mero equívoco.

Para Prates, a política pode até funcionar em outros países, mas para um país como o Brasil, com um projeto de seis décadas para alcançar a autossuficiência, esta política se mostra contraditória e problemática.

“Para um país que elegeu lá atrás um modelo em torno de uma estatal hegemônica não monopolista, inicialmente monopolista, mas depois hegemônica, onde ela é de economia mista justamente para servir como fiel da balança no mercado interno, para você não ter o colapso que você teve, [então] você pega justamente uma teoria completamente oposta a isso, diametralmente oposta a isso. E aí o que aconteceu? Algo que a gente já previa que ia acontecer: o caos”, aponta.

É, portanto, para Prates, nessa contradição entre um projeto nacional e uma política de preços nova, que está o grande problema do que foi aplicado pelo governo de Michel Temer através da figura chave de Pedro Parente.

“Conceitualmente essa política está errada porque está em dissonância, não é que está errada porque outros países não fazem, não. É que para um país que chegou à autossuficiência, e lutou 60 anos para isso, ela não faz sentido”, conclui.

A quem interessa essa política?

A política de preços, segundo aponta Jean-Paul Prates, beneficia a um grupo ainda desconhecido, e que esse questionamento deveria estar sendo feito tanto pela opinião pública, quanto pelo Congresso Nacional.

“Essa é a pergunta do milhão. Quem aproveita essa política? Há um grupo certamente muito pequeno de pessoa que entendem que precisam entrar no refino e na importação de combustíveis no Brasil, e que para isso não abrem mão de sacudir o cachorro inteiro desde que o rabo fique quietinho ali”, reforça Prates, dando a entender que há interesses ainda não explicados nessa história.

“[…] esses administradores que são administradores públicos […], eles precisam explicar a essa opinião pública, não só acionistas, mas a opinião pública em geral, que interesse move querer abrir fatia de mercado para o próprio concorrente dessa empresa. Quando um presidente de uma empresa vem a público e diz ‘eu sou da opinião que eu tenho que diminuir o refino nacional para dar espaço para o meu concorrente’ que presidente de empresa sou eu?”, ressalta o especialista.

Para ele, além de tudo, a política aplicada trata-se de uma ação intervencionista direta do governo no mercado. O que, em sua visão, remete às acusações apontadas ao governo anterior, de intervencionismo nos preços e instrumentalização da Petrobras.

Qual seria a política ideal?

Jean Paul-Prates conclui a entrevista afirmando que a política ideal de preços para a empresa deve retomar a tradição do projeto brasileiro de autossuficiência.

“A política ideal é você voltar a convergir para o modelo que o Brasil escolheu e trilhou durante todo esse tempo de seis décadas, ou até mais, que é o seguinte: eu persegui a autossuficiência e conquistei, a partir do momento que eu tenho segurança volumétrica de petróleo para mim, eu pratico preços paritários aos internacionais, para não ficar muito fora do mercado mas vou fazer reajustes para dentro periódicos e em patamares”, conclui, apontando que a periodicidade e os parâmetros de reajuste devem ser claros e pré-definidos.

Dessa forma, longe da imprevisibilidade da variação internacional de preços, o país poderia planejar melhor seus investimentos, e a sociedade civil não pagaria os efeitos diretos das altas no exterior, como na crise dos caminhoneiros. Com esse estabelecimento, afirma, inclusive os acionistas da empresa teriam como prever a recuperação de investimentos.

Para ele, por fim, tanto Dilma Rousseff como Michel Temer erraram na política de preços, e que o ideal seria encontrar um meio termo, sem uso político do reajuste de um setor tão vital para a vida cotidiana no Brasil.

 

Eólicas investirão R$ 2 bilhões até 2021

Tribuna do Norte

Ricardo Araújo | Editor de Economia

O maior produtor de energia eólica no Brasil na atualidade poderá bater mais um recorde até 2021. O Rio Grande do Norte deverá atingir a marca dos 5 gigawatts (GW) de capacidade instalada com a entrada em operação dos 16 parques eólicos em construção e de outros 13 empreendimentos contratados nos mais recentes leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e que deverão ser construídos no período. Cerca de R$ 1,8 bilhão está envolvido na fase inicial de investimentos dos parques eólicos para os próximos três anos, além das linhas de transmissão, de acordo com o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). Hoje, o estado conta com 135 parques eólicos instalados com capacidade de geração posta de 3.678,9 megawatts (MW) – correspondente a 84,76% dessa matriz energética localmente.

Existem, porém, muitos desafios a serem superados para que o estado rompa os números atuais e chegue aos 5 GW num intervalo mais curto de tempo que seu concorrente mais próximo, a Bahia. A falta de linhas de transmissão para escoamento da energia produzida e de um porto que consiga dar vazão à logística envolvida na instalação dos parques eólicos no estado são pontos cruciais apontados pelo presidente do Cerne, Jean Paul Prates. Além disso, a Bahia está conseguindo expandir o número de empreendimentos em construção numa velocidade superior à potiguar e poderá ultrapassar a marca prevista pelo RN antes de 2021. Hoje, a Bahia é o segundo maior produtor de energia eólica do país, com 100 parques instalados e capacidade de geração de 2.594,5 MW e outros 2.425,75 MW de potência em construção.
“Há uma competição, um exercício de comparação saudável entre os estados brasileiros nesse quesito. O que interessa, porém, é que o setor cresça como um todo. Existem desafios comuns aos estados doRN, PB e CE, por exemplo, que são as linhas de transmissão. O momento atual é de consolidação do setor da energia eólica brasileira. O RN é pioneiro . Por termos sido líderes desde os primeiros leilões, lá em 2008, as dificuldades são sempre vistas aqui inicialmente”, aponta Jean Paul Prates.
Com os 135 parques eólicos em operação comercial, o RN encerrou o ano de 2017 com 1.455,3 MW médio de energia entregues ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O número representa crescimento de 20,7% em relação ao ano de 2016. Especialistas do Cerne afirmam que “apenas um terço do potencial eólico foi explorado até o momento no estado, que até 2003 encontrava-se na estaca zero no tocante à produção energética.” Com um potencial estimado em 10 GW, o incremento na produção eólica local depende da operacionalização dos empreendimentos em construção e, acima disso, do aprimoramento dos mecanismos técnicos, gerenciais e comerciais no setor.
“Temos um potencial ainda maior.  Aprimorar negócios, o ambiente operacional e atrair mais empresas precisam estar entre as metas dos empresários  e do governo estadual para que consigamos ampliar a produção. O RN é um dos ambientes mais atrativos do mundo para a energia eólica, mas precisamos vencer os desafios das linhas e transmissão e do porto”, ressalta Jean Paul Prates. Ele informa, ainda, que o único estado com potencial de ultrapassar o RN é a BA em decorrência da vastidão de terras disponíveis. A Bahia é maior que o RN.
Desde 2010, o RN é autossuficiente na geração de energia eólica. Hoje, a produção corresponde ao dobro do que é consumido internamente (média de 800 megawatts). “Era um estado que saiu do zero, praticamente, e em poucos anos atingiu a condição de exportador regional de energia e referência no setor de energia renovável tendo já passado um bom período como referência no setor de petróleo e gás, também”, relembra o presidente do Cerne.
VENTOS NORDESTINOS: Estados do RN, BA e CE são líderes na produção eólica
Rio Grande do Norte
135 parques eólicos instalados;
3.678,9 MW de capacidade instalada (3.592,6 MW em operação comercial e 86,3 MW em operação teste);
846,63 MW em parques em construção (381,7 MW estão em construção e 467,93 MW estão contratados);
Bahia
100 parques eólicos instalados;
2.594,5 MW de capacidade instalada (2.233,9 MW em operação comercial e 360,6 MW em operação teste);
2.425,75 MW em parques em construção (1.750,85 MW estão em construção e 674,90 MW estão contratados);
Ceará
74 parques eólicos instalados;
1.935,8 MW de capacidade instalada (1.738,4 MW em operação comercial; 98,7 MW em operação teste e 98,7 MW aptos);
229,3 MW em parques em construção (114,1 MW estão em construção e 115,2 MW estão contratados).

Um Nordeste movido pela força dos ventos

A cada dez parques eólicos erguidos no Brasil, oito estão no Nordeste. Os dados são do Cerne. Numa relação antagônica, a região mais pobre do País oferta os ventos mais ricos para a produção de energia a partir dessa força motriz. “Eles são fortes, constantes e unidirecionais, o que potencializa o trabalho dos aerogeradores. Desta forma, as máquinas não precisam mudar de posição o tempo todo para buscar o vento mais adequado do momento. Em alguns meses do ano, onde os ventos sopram com mais intensidade, a geração de energia pela força dos ventos garante 60% do abastecimento de todo o Nordeste”, acrescenta o Cerne.

No dia 23 de junho passado, a geração eólica bateu novo recorde no Nordeste atingindo 6.475 megawatts médios ou 70% da carga de energia elétrica deste subsistema, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico.  O último recorde de geração média diária tinha ocorrido no dia 14 de setembro de 2017, quando foram produzidos 6.413 MW médios.

Junior Santos

O pico da geração eólica, ou geração instantânea, foi registrado às 10h09 do próprio dia 23 de junho, quando foram produzidos 7.311 MW. O montante equivale a 80% de toda a carga do Nordeste. O recorde de geração instantânea anterior havia acontecido no dia 25 de setembro de 2017, quando foram gerados 7.085 MW.
A geração eólica já corresponde a mais de 10% da geração de energia elétrica no Brasil – no dia 24 de junho passado, registrou 12,29% do total de carga enviada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) – e tem melhor performance no período de seca, quando as hidrelétricas estão gerando menos, do que no período chuvoso (novembro a abril).
Os reservatórios das hidrelétricas no Nordeste estão operando com 38,1% de armazenamento de água, o mais baixo entre as regiões do País, porém bem melhor do que no mesmo dia do ano passado, quando registrou armazenagem de 18,09%.
Já o subsistema Sudeste/Centro-Oeste registrava armazenamento de 40,7% em 24/6 deste ano contra 42,63% na mesma comparação; o Sul está com 49% dos reservatórios cheios, contra 64,48% há um ano; e o Norte tem 70,7% dos reservatórios de hidrelétricas cheios, ante 95,85% no mesmo dia de 2017.
Linhas de transmissão
O grupo indiano Sterlite saiu vitorioso da disputa pelo lote 3 do leilão de transmissão que aconteceu no fim do mês passado, em São Paulo. O grupo conquistou o maior projeto ofertado no certame ao propor-se a receber uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 85,050 milhões, para construir e operar o empreendimento. O montante corresponde a um deságio de 58,54% em relação à RAP máxima estabelecida para o empreendimento, de R$ 205.139.050,00.
A empresa superou outras 10 ofertas, incluindo de grupos como o Consórcio Columbia, formado por ISA Cteep e Taesa, Energisa, EDP Enegias do Brasil, Alupar, Neoenergia, Engie, Equatorial e um consórcio liderado pela espanhola Cymi, além do consorcio LARA/JAAC, com a empresa que obteve uma decisão liminar suspendendo o leilão pela manhã.
Esse grupo ofereceu o segundo maior deságio, de 56,12%, e recebeu uma vaia dos representantes dos demais proponentes quando o leiloeiro leu seu nome.
O lote 3 é composto por cinco linhas de transmissão e quatro subestações, localizadas entre o Ceará e o Rio Grande do Norte, somando 541 quilômetros de extensão. O empreendimento exigirá investimentos de R$ 1,217 bilhão e deve gerar 2.434 empregos diretos, segundo estimativas da Aneel.
A agência explica que o projeto deve propiciar o atendimento às regiões de Mossoró, Aracati e Fortaleza e escoamento do potencial eólico e solar para a região de Aracati e Mossoró. O empreendedor terá 60 meses para concluir as obras.

“O RN tem sido nosso principal foco”

Com o crescimento dos investimentos nas energias renováveis, o Rio Grande do Norte já é considerado um dos principais estados do Brasil no tocante à geração de energia eólica. Sobre esse e outros assuntos, a equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE conversou com o diretor-geral da Voltalia no Brasil, Robert Klein. Confira o bate-papo a seguir.

Qual a importância do complexo eólico Ventos da Serra do Mel para a Voltalia? 
O Ventos da Serra do Mel é o nosso maior projeto eólico no Brasil e mais um importante investimento da Voltalia no RN. Estamos planejando comissionamento progressivo das turbinas ao longo de 2020, até três anos antes do início dos contratos de venda de energia de 20 anos e essa antecipação nos permitirá começar a vender energia no mercado livre a preços atrativos por meio de contratos de curto prazo antes do início dos contratos de venda de longo prazo. O Brasil possui claramente um forte recurso eólico, alguns dos melhores ventos do mundo e por isso é um mercado potencialmente muito forte. Somado a isso, políticas adequadas para promover as energias limpas, fazem com o que o país se encaixe perfeitamente com as prioridades e capacidades da Voltalia, onde temos atividades em toda a cadeia de valor, do desenvolvimento à operação.
E em relação ao RN?
O Rio Grande do Norte tem sido o nosso principal foco, mas também estamos investindo em outros estados. O Rio Grande do Norte é uma região conhecida por suas excepcionais condições de vento, um dos principais estados que concentra a indústria eólica no país.
A Voltalia acredita que todas as linhas estarão em operação até a conclusão da instalação do parque? A transmissão é hoje o principal gargalo para as geradoras de energia?
É importante dizer que o escoamento de energia do novo parque Ventos da Serra do Mel não depende de obras de reforço do sistema de transmissão. Em paralelo, ainda que as linhas de transmissão sejam o principal gargalo para expansão de parques eólicos no Rio Grande do Norte, estamos bastante confiantes no futuro graças ao sucesso dos últimos leilões. Estamos certos que estes leilões vão fazer com que o estado possa voltar a ter uma grande capacidade de escoamento viabilizando, assim, milhares de novos MW de eólica.

No Senado, Presidente do CERNE debate modelo de produção e exploração de petróleo

O atual modelo de produção e exploração de petróleo e gás natural praticado no Brasil e seus impactos sobre o financiamento de políticas públicas foi tema de audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal, nesta quarta-feira (4).

O Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean Paul Prates, considerou prejudicial aos interesses do país as desonerações que o governo Michel Temer tem concedido, especialmente com relação ao setor de petróleo.

Em sua avaliação, o governo do presidente Temer não precisaria ter patrocinado a aprovação da Lei 13.586/2017, que permitiu deduções dos royalties pagos por empresas petrolíferas, para tornar mais atraentes os leilões do pré-sal. Segundo ele, a situação atual é mais favorável para o governo negociar as áreas de petróleo, uma vez que as reservas provadas de petróleo do pré-sal aumentaram, desde a época dos governos Lula e Dilma, quando se adotou política de cunho mais nacionalista para o setor.

Já o consultor aposentado da Câmara dos Deputados, Paulo Cézar Lima, criticou a política de preços de combustíveis implementada pela atual diretoria-executiva da Petrobras.

Segundo ele, os preços de derivados de petróleo praticados no mercado brasileiro não guardam paridade com o mercado internacional devido à inclusão de uma série de custos como, por exemplo, estadia de navios da Petrobras em portos, frete de navios, volatilidade da taxa de câmbio na formação dos preços dos combustíveis.

Também foram convidados para a audiência André Horta, coordenador dos secretários do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e representantes da Associação Brasileira dos Municípios (ABM); das federações Única dos Petroleiros (FUP) e dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) e da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP).

Esta foi a primeira de dez audiências que a comissão fará sobre o tema. Pelo requerimento aprovado, outras oito capitais do Nordeste receberão a CDR: Natal, Aracaju, Salvador, Fortaleza, Teresina, São Luís, João Pessoa e Recife.

Fonte: CERNE Press com informações do Senado Federal

Brasil tem 2,7 GW em nova capacidade até junho, aponta Aneel

De acordo com o cronograma oficial, ainda deverão ser acrescidos à matriz elétrica nacional outros 3,23 GW somente este ano

Nos seis primeiros meses de 2018 o Brasil teve o acréscimo de 2,7 GW em nova capacidade instalada que entrou em operação comercial. De acordo com o relatório de acompanhamento da expansão da oferta da Agência Nacional de Energia Elétrica, no mês de junho o país teve o aumento da matriz em 616 MW, sendo que uma máquina da UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW) foi a responsável por 611,11 MW. Além desta, foram mais 5,6 MW de uma PCH.

Na série histórica da Aneel, de 1998 a 15 de junho de 2018, foram adicionados 93,4 GW em nova capacidade de geração de energia no país.

De acordo com a previsão da agência reguladora ainda deverão ser acrescidos à matriz elétrica nacional em 2018 3,23 GW. Caso essa programação seja confirmada, seriam quase 6 GW de nova capacidade de geração. Já no horizonte até 2023 há um total de 23,6 GW contratados, sendo que a maior parte está prevista para entrar em operação em 2019, com 8,6 GW, sendo destes 5,2 GW de UHEs. De 2020 em diante há o reflexo da ausência de leilões sendo que o maior volume previsto em um ano é justamente nesse ano com 2,8 GW.

Desses mais de 23 GW há 5,8 GW classificados pela Aneel como sem previsão de término, a maior parte delas são usinas térmicas (fóssil e a biomassa) que somam 2,8 GW. Já 4,7 GW estão na faixa amarela, significando que há restrições para a entrada em operação desses projetos.Outros 13,1 GW aparecem na sinalização verde, onde não há restrições para a operação.

Nos seis meses de 2018 a fonte que mais adicionou capacidade, segundo a Aneel, foram as usinas hidrelétricas com 1,75 GW de UHEs mais 63 MW de PCHs. Em seguida vem as eólicas com quase 515 MW, a solar com cerca de 300 MW e as térmicas com 62 MW, divididos em 42 MW a biomassa e cerca de 20 MW de UTEs a combustíveis fósseis.

Fonte: Maurício Godoi | Canal Energia

Petroleiras miram potencial do Brasil para renováveis em meio a transição energética

O enorme potencial do Brasil para a geração de energia limpa tem atraído a atenção de grandes petroleiras interessadas em diversificar investimentos em preparação para uma esperada transição energética global que pode levar a uma redução da importância dos combustíveis fósseis nas próximas décadas.

Os primeiros negócios ainda são tímidos, concentrados em ativos de pequeno porte, estudos e pesquisas, mas passam por diversas tecnologias que vão da energia solar a projetos eólicos no mar e envolvem gigantes globais como a anglo-holandesa Shell, a francesa Total, a norueguesa Equinor e a estatal local Petrobras.

“Todas as ‘majors’ estão fazendo movimentos similares, em três grandes grupos: tecnologias de eficiência energética, de captura e armazenamento de carbono e a aposta na transição da matriz para renováveis”, disse à Reuters o gerente executivo de Estratégia e Organização da Petrobras, Rodrigo Costa.

“As duas primeiras dimensões são mais comuns, e a terceira depende mais do perfil de cada empresa, da vantagem competitiva de cada uma”, adicionou.

A francesa Total, por exemplo, tem avançado gradualmente no segmento de geração de energia solar no Brasil por meio da compra de projetos fotovoltaicos em desenvolvimento. A empresa, que fechou o primeiro negócio local no setor no ano passado, fechou no mês passado uma nova aquisição.

A companhia tem como meta global uma participação de 20 por cento de renováveis em seu portfólio nos próximos 20 anos, além da ampliação de sua capacidade de geração de energia por renováveis para 5 gigawatts ao redor do mundo nos próximos cinco anos.

“Nesse contexto, a energia solar tem um papel importante e a Total vem investindo nesse setor desde 2011… A Total entende que a energia solar é uma alternativa com grande potencial de crescimento”, afirmou a petroleira francesa em nota.

A subsidiária da companhia para renováveis, Total Eren, conta atualmente com 140 megawatts em capacidade no Brasil, entre projetos em construção e em operação.

A norueguesa Equinor (ex-Statoil) também entrou no setor solar brasileiro, ao anunciar em outubro do ano passado a criação de uma joint venture com a também norueguesa Scatec Solar para investir em geração fotovoltaica no país. O negócio teve início com a compra de uma fatia em um complexo de 162 megawatts no Ceará.

Na época, a companhia disse que a transação era “um primeiro passo rumo à indústria de energia solar”.

Além delas, outras petroleiras também se movimentam no segmento, segundo o diretor da consultoria Greener, especializada em energia solar, Márcio Takata.

“Temos conversado com alguns ‘players’ de petróleo… Eles precisam diversificar e eles têm dinheiro, têm muito capital, então a gente vai ver aí sem dúvida uma movimentação dessas empresas de petróleo. Não só as que já estão no Brasil, como outras”, afirmou.

ESTUDOS

Além da aquisição e construção de usinas solares, as petroleiras têm avaliado outras tecnologias renováveis ainda incipientes no país.

A Shell, por exemplo, anunciou um aporte de até 34,7 milhões de reais nos próximos cinco anos em um Centro de Inovação em Novas Energias no Estado de São Paulo que focará pesquisas avançadas sobre conversão de energia solar em produtos químicos, armazenamento de energia e transformação de gás natural em combustíveis menos poluentes.

Na época, o presidente da Shell Brasil, André Araújo, disse que o investimento evidenciou a “seriedade e compromisso com pesquisas que trarão avanços em direção à transição energética”.

A Petrobras também tem investido em pesquisas relacionadas à energia limpa– a estatal já desenvolveu um projeto experimental de geração solar e atualmente realiza um levantamento sobre o potencial do litoral brasileiro para a geração eólica em alto mar, em parques conhecidos como “offshore”.

“A indústria de petróleo e gás já tem experiência em fazer obras no mar, a Petrobras conhece muito. Então partimos para fazer medições, instalamos torres anemométricas em plataformas. A intenção é continuar fazendo isso, é algo pioneiro que o Brasil ainda não explora, mas a Europa desenvolve bastante”, disse o coordenador de P&D da gerência de eficiência energética do centro de pesquisas da Petrobras, Cenpes, André Bello.

Além desses mapeamentos, que abrangem inicialmente os litorais do Rio Grande do Norte e do Ceará, a Petrobras tem avaliado desafios logísticos para usinas offshore no Brasil. A Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é parceira nas pesquisas, que devem se estender até 2021.

Eventuais resultados das pesquisas poderão se somar, no futuro, aos cerca de 100 megawatts que a petroleira brasileira já possui em parques eólicos em operação no Rio Grande do Norte junto a parceiros.

Fonte: Reuters | Luciano Costa

Presidente indica André Pepitone para diretor geral da Aneel

Despacho no Diário Oficial encaminha Efrain Pereira da Cruz para ocupar a vaga de Tiago Correia

O presidente da República, Michel Temer, enviou ao Senado Federal, o nome de André Pepitone da Nóbrega, para ser reconduzido ao cargo de diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica. Como essa é a segunda recondução, ele só pode assumir  a diretoria geral da agência reguladora no lugar de Romeu Rufino, cujo mandato encerra-se em agosto. Alagoano, formado em Engenharia Civil pela Universidade de Brasília, iniciou sua vida profissional na Themag Engenharia e atua na Agência Nacional de Energia Elétrica desde 2000, onde exerceu o cargo de Assessor de Diretoria da Agência. Em agosto de 2010, foi nomeado para exercer, por quatro anos, o cargo de Diretor tornando-se o primeiro servidor efetivo da carreira de Regulação a compor o quadro dirigente da Agência.

Já Tiago de Barros Correia não será reconduzido, ele assumiu o cargo de diretor em agosto de 2014 e em seu lugar o presidente enviou o nome de Efrain Pereira da Cruz. As indicações foram publicadas na edição desta terça-feira, 3 de julho, do Diário Oficial da União. Com essas indicações ainda fica uma vaga em aberto, a que é ocupada pelo atual diretor geral da Aneel, Romeu Rufino, cujo mandato também termina em agosto.

Fonte: Canal de Energia