Investidores estão confiantes no mercado de energia brasileiro, diz ministro

Ao participar de conferência na Escola Superior de Guerra (ESG), o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse hoje (27) que o sucesso dos leilões demonstra a confiança dos investidores na retomada do crescimento econômico do país.

Moreira Franco informou que um segundo leilão deve ocorrer em dezembro envolvendo 3.800 quilômetros (km) de linhas de transmissão e 13.800 MVA de capacidade de transformação em subestações.

“Os projetos em implantação, para o período 2018 a 2022, irão acrescentar um total de 34 mil km a nossa rede de transmissão. Isso equivale a uma média anual de 6,8 mil km. Estamos falando em R$ 60 bilhões em investimentos”, disse.

O ministro destacou que os leilões colaboram também para a segurança energética do país, multiplicando possibilidades de trocas de energia entre as diferentes regiões. Para ele, investir nas possibilidades de troca de energia é a alternativa quando a demanda tende a aumentar e em um cenário de escassez de chuva. “Precisamos de uma rede ampla, ágil e robusta.”

Gás natural

Dono do sétimo maior parque gerador do mundo, o Brasil tem 81% de sua capacidade instalada ancorados em fontes renováveis, sendo o campeão do G20 em geração de energia limpa e renovável. Esses dados foram citados por Moreira Franco para contextualizar a defesa de maior participação na matriz energética brasileira do gás natural – combustível para usinas termelétricas menos prejudicial para o meio ambiente do que o diesel e o carvão.

Ele lembrou que as hidrelétricas, que respondem hoje por 63,7% da geração de energia no país, causam, com a construção das barragens, grande impacto ambiental e têm sofrido com a “incerteza hidrológica”. “Em 2001, o racionamento de energia deixou claro que o Brasil não poderia depender apenas da energia hidrelétrica”, acrescentou.

Hoje, a geração térmica a gás natural responde por 8,1% da capacidade instalada, percentual que deverá crescer nos próximos anos, segundo o ministro. As termelétricas, boa parte delas ainda movida a diesel, foram acionadas nos últimos anos para socorrer o sistema e garantir o fornecimento durante períodos de estiagem e baixa dos reservatórios de água.

Segundo Moreira Franco, o governo pretende atrair investimentos estimados em R$ 50 bilhões até 2030 ao revisar o marco legal da exploração e produção de gás
natural. Será redefinida a estrutura da indústria de gás natural por intermédio da promoção de maior diversidade no número de agentes comercializando gás natural e do incentivo a uma regulação tarifária eficiente no transporte.

O grande salto nos últimos 12 meses no país ocorreu na produção de energia solar, com crescimento de 1.351%. Segundo o ministro, foram gerados 12,5% dos novos empreendimentos por meio de fonte fotovoltaica. A geração eólica também cresceu, respondendo hoje por 30% dos empreendimentos em construção e 27% dos empreendimentos a serem iniciados. O ministro das Minas e Energia reiterou que a capacidade instalada de energia no país precisa crescer entre 4 mil e 5 mil megawatts (MW) ao ano para atender à demanda.

Nos dois leilões de geração em 2017, foram contratadas 88 novas usinas, com 4,5 mil MW de capacidade instalada. Moreira informou que no leilão A-6, previsto para 31 de agosto, serão colocadas à venda novas concessões no montante de 59 mil MW. A maior parte estará dedicada a empreendimentos de geração eólica (27 mil MW), térmicas a gás natural (28 mil MW) e térmicas a biomassa (mil MW).

Futuro do petróleo

Para o ministro, nas próximas décadas, a economia do carbono dará lugar a um novo paradigma, que deverá atingir mercados, preços e empresas de energia fóssil. Ele afirma que o novo mercado deverá envolver o uso de carvão descontinuado da geração de energia e do aquecimento residencial como forma de controlar as emissões de gases de efeito estufa, enquanto os derivados de petróleo enfrentarão a crescente competição de tecnologias mais limpas, como os biocombustíveis e os carros elétricos.

Neste quadro, Moreira Franco defendeu que o pré-sal seja explorado agora – pois pode não ser comercialmente viável a longo prazo. Para ele, a utilização do petróleo deverá se concentrar futuramente na área petroquímica, na produção de plásticos, materiais sintéticos, fertilizantes agrícolas, medicamentos e combustíveis de aviação.

O ministro negou que a paralisação dos caminhoneiros e seus efeitos sobre os preços dos combustíveis tenham prejudicado a Petrobras. “Não chegou a afetar a saúde da Petrobras. Os balanços seguem melhorando, o endividamento diminuiu e a recente alta internacional de preços joga a favor da empresa”, disse. “O momento requer atenção, mas segue positivo.”

Moreira Franco vê com otimismo a tramitação do Projeto de Lei 8.939/2017, que permite à Petrobras repassar até 70% dos direitos na cessão onerosa para exploração de petróleo do pré-sal. “Uma vez aprovada, a mudança deverá render à Petrobras em torno de US$ 28 bilhões. Isso aumentará a capacidade financeira
da empresa e o valor de suas ações.”

Ele lembrou que houve duas rodadas de licitações de blocos no regime de partilha e duas rodadas de licitações de blocos exploratórios, gerando R$ 18 bilhões em bônus de assinatura e R$ 2,72 bilhões em investimentos relativos ao programa exploratório mínimo. “Ainda este ano, serão realizadas a quarta e quinta rodadas de partilha de produção, com a oferta de oito blocos. A expectativa de arrecadação situa-se na casa dos R$ 10 bilhões em bônus de assinatura”, ressaltou.

Durante a palestra, o ministro fez ainda um balanço das ações do governo para superar a crise e retomar o crescimento econômico nos últimos dois anos. Ele destacou que a recessão de 2014 a 2016 “afetou profundamente” o setor elétrico e afirmou que a área se recupera após ter sofrido com “a redução artificial das tarifas”, medida que, ainda segundo Moreira, afastou investidores e comprometeu a saúde financeira das empresas.

Fonte: Diário do Nordeste

Leilão de linhas de energia tem maior deságio médio em 20 anos

Indianos da Sterlite Power levaram seis dos 20 lotes ofertados. Deságio médio foi de 55%.

Foto: Epower Bay

Após cerca de 12 horas, o leilão de linhas de transmissão de energia terminou com o maior deságio registrado em 20 anos, com um desconto médio de 55% nos 20 lotes que foram leiloados nesta quinta-feira (28), na sede da B3, em São Paulo.

A concorrência ficou suspensa por sete horas, devido a uma decisão judicial, o que atrasou o início do certame.

Às 9h, uma fila de investidores e analistas do setor elétrico se acumulava no local, já indicando a forte competitividade do leilão.

O certame, porém, só começou por volta das 16h. Uma das participantes, a Jaac Materiais e Serviços de Engenharia, que havia sido impedida de concorrer a um dos lotes por estar em desacordo com o edital, conseguiu uma decisão liminar na Justiça que impediu a realização do leilão.

O imbróglio só foi resolvido horas depois. O clima no salão da B3 era de tensão, e muitos dos participantes estavam revoltados com a falta de informações por parte da Aneel (agência reguladora do setor elétrico).

Ao dar as boas vindas aos investidores em discurso na B3, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da República, Ronaldo Fonseca, destacou o crescimento do Brasil e sua “segurança jurídica aos investidores privados” —provocando gargalhadas do público que estava há horas esperando que a liminar fosse derrubada.

Um dos mais bem-humorados era Pratik Agarwal, presidente da empresa indiana Sterlite Power Grid, que foi a grande vencedora do leilão.

“Estamos esperando há seis meses [o certame]. Algumas horas não fazem diferença.”

A companhia levou seis dos 20 lotes ofertados e investirão R$ 3,64 bilhões para construir e operar as novas linhas contratadas nesta quinta.

A Sterlite entrou no mercado brasileiro no ano passado. No leilão de abril, levou dois projetos de menor porte. Na concorrência de dezembro, ganharam mais um lote, o maior daquele certame.

Ao fim do leilão, Agarwal parabenizou o “leilão tranquilo” e disse garantir que os projetos serão entregues no menor prazo possível.

Ao todo, foram contratados 20 lotes de linhas de transmissão em 16 estados brasileiros, que exigirão investimentos de R$ 6 bilhões nos próximos 30 anos.

A concorrência, que atraiu 47 grupos (entre empresas e consórcios) teve uma média de 11 proponentes por lote. Na última concorrência, a média tinha sido de 14 por lote, mas o número de projetos total era menor, de 11 lotes.

Outro destaque foi a ISA Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista), controlada por uma empresa colombiana. O grupo levou dois lotes com deságios altos, de 66,65% e 73,29% —este último, o mais alto do leilão.

A Jaac, empresa cuja liminar provocou o atraso de sete horas, não levou nada, mas fez um lance competitivo no maior lote da competição —uma linha de 541 quilômetros entre Ceará e Rio Grande do Norte.

No entanto, acabou perdendo para os indianos da Sterlite —provocando uma comemoração entre os participantes presentes.

Os investidores chineses tiveram pouca presença. A CPFL, controlada pela State Grid, foi a única a levar um projeto, no Ceará, com receita anual de R$ 7,89 milhões.

O último lote, em Minas Gerais, foi colocado em disputa por volta das 21h e também foi arrematado pela Sterlite.

O grupo, que reunia cerca de 30 indianos, encerraram o pregão aos gritos de “Hexa! Hexa!”

O diretor da Aneel, André Pepitone, classificou o leilão como “extremamente exitoso”, e disse que a alta competitividade reflete a confiança dos investidores na regulação do setor.

Obras de Linhas de Transmissão:

LT 500 kV Paracatuba – Jaguaruana II, C1, com 155,03 km;
LT 500 kV Jaguaruana II – Açu III, C1, com 113,95 km;
LT 230 kV Jaguaruana II – Mossoró IV, CD, C1 e C2, com 2 x 54,54 km;
LT 230 kV Jaguaruana II – Russas II, C1, com 32 km;
LT 230 kV Caraúbas II – Açu III, CD, C1 e C2, com 2 x 65,13 km;
Trechos de LT em 500 kV entre o seccionamento da LT 500 kV Fortaleza II – Pecém II C1 e a SE Pacatuba, com 2 x 0,5 km.

Obras de Subestações e Compensador Estático:

SE 500/230 kV Jaguaruana II – (6+1 res.) x 250 MVA;

SE 500/230/69 kV Pacatuba – 500/230 kV – (6+1R)x200 MVA e 230/69kV – 2×200 MVA;
SE 230/69 kV Caraúbas II – 2 x 100 MVA;

Compensador Estático (-150/+300 Mvar);

Entre os 20 lotes leiloados, ele destacou três, localizados no Nordeste e no norte de Minas Gerais, cujo objetivo é aumentar o escoamento da energia solar e eólica gerada nas regiões.

Veja os vencedores:

Lote 20 – Minas Gerais
7 proponentes
Vencedor – Sterlite Power
Deságio – receita anual inicial caiu de R$ 65,59 milhões para R$ 31,43 milhões – 52,08%
(Os indianos da Sterlite Power, que arremataram seis lotes, terminaram o leilão gritando “Hexa! Hexa!”)

Lote 19 – Paraná
9 proponentes
Vencedor – Energisa
Deságio – receita anual inicial caiu de R$ 78,28 milhões para R$ 33,515 milhões – 57,18%
(O lote teve uma dura disputa entre a indiana Sterlite e a Energisa)

Lote 18 – Maranhão
2 proponentes (4 inscritos desistiram)
Vencedor – Levado pelo consórcio IG/ESS com deságio de 23,62%
Deságio – receita anual inicial caiu de caiu de R$ 10,213 milhões para R$ 7,8 milhões

Lote 17 – Piauí
9 proponentes
Vencedor – consórcio Lyon Energia
Deságio – receita anual inicial caiu de de R$ 19,23 milhões para R$ 9,35 milhões -51,37%

Lote 16 – Maranhão e Piauí
5 concorrentes
Vencedor – F3C Empreendimentos
Deságio – receita anual inicial caiu de R$ 10,6 milhõ
Deságio – receita anual inicial caiu de R$ 52,337 milhões para R$ 25,32 milhões – 51,62%

Lote 11 – Tocantins
10 proponentes
Vencedor – Lyon Energia
Deságio – receita anual inicial caiu de R$ 19,67 milhões para R$ 7,2 milhões – 63,39%

Lote 10 – São Paulo (para atender o Vale do Paraíba)
10 proponentes
Vencedor – Cteep
Deságio – receita anual inicial caiu de de R$ 38,794 milhões para R$ 10,114 milhões – 73,92%

Lote 9 – Ceará
8 proponentes
Vencedor – CPFL (controlada pela chinesa State Grid)
Deságio – receita anual inicial caiu de R$ 16,693 milhões para R$ 7,885 milhões – 52,76%

Lote 8 – Alagoas
8 proponentes
Vencedor – Consórcio BR Energia/Enind
Deságio – receita anual inicial caiu de R$ 12,3 milhões caiu para R$ 8 milhões – 35,03%

Lote 7 – Sergipe e Bahia
10 proponentes
Vencedor – Sterlite Power
Deságio – receita anual inicial caiu de de R$ 133,27 milhões para R$ 52,51 milhões – 60,59%

Lote 6 – Bahia
Vencedor – Consórcio Lyon Energia
Deságio – receita anual inicial caiu de R$ 17.427.700 para R$ 10,9 milhões – 37,45%

Lote 5 – Bahia
12 proponentes
Vencedor – Consórcio BR Energia / ENIND Energia (BRENERGIA, Brasil Digital telecomunicações e Enind Engenharia e construção)
Deságio – receita anual inicial caiu de R$ 10,544 milhoes para R$ 5,4 milhão – 48,78%

Lote 4 – Paraíba
11 proponentes
Vencedor – Sterlite Power
Deságio – receita anual inicial caiu de R$ 60.002.250,00 para R$ 25,70 milhões – 57,16%

Lote 3 – Cruza Ceará e Rio Grande do Norte (541 km)
11 proponentes
Vencedor – Sterlite Power
Deságio – receita anual inicial caiu de R$ 205,14 milhões para R$ 85,05 milhões 58,54%

(O primeiro lance a ser anunciado foi justamente o do consórcio da Jaac, que participa sob júdice, com alto deságio, de 51,94%. O lance gerou forte reação entre os participantes. O seguinte, porém, gerou ainda mais comoção: a indiana Sterlite Power ofereceu o lance vencedor, com desconto de 58,54%. A derrota da Jaac foi comemorada entre os participantes no salão da B3.)

Lote 2 – Rio de Janeiro
10 proponentes
Deságio – receita anual permitida caiu de caiu de R$ 31.055.370 para R$ 14.925.000 – 51,94%

Lote 1 – Santa Catarina
11 proponentes
Vencedor – consócio Columbia (Cteep vai assumir sozinha após saída da Taesa do consórcio )
Deságio – a receita anual permitida caiu de R$ 114.664.010 para 38.231.291 – 66,65%

Fontes: Thais Hirata | Folha de São Paulo | Portal EpowerBay

 

Iberdrola investe 1 bilhão de euros em complexo eólico na Paraíba

Complexo será o maior da América Latina e contará com uma potência de 565 megawatts (MW), 471 novos e 94,5 que já estão operacionais

A empresa Neoenergia, filial da companhia elétrica espanhola Iberdrola, construirá no Brasil um complexo eólico no valor de 1 bilhão de euros, que contará com uma potência de 565 megawatts (MW), 471 novos e 94,5 que já estão operacionais, e será o maior da América Latina.

Segundo informou nesta quarta-feira a Iberdrola em Madri, o complexo, formado por 18 parques, estará situado próximo da cidade de Santa Luzia, no estado da Paraíba, uma das áreas com maior potencial eólico das Américas.

Fontes do mercado consultadas pela Agência Efe indicaram que o projeto representará um investimento de perto de 1 bilhão de euros, cerca de US$ 1,165 bilhão no câmbio atual.

Os aerogeradores – 136 turbinas de 3,4 MW de potência – serão fornecidos pela companhia hispano-alemã Siemens Gamesa, e será o maior contrato da história desta empresa no Brasil.

A Siemens Gamesa instalará aerogeradores do modelo SG132, um dos mais novos e eficientes do mercado, com pás de 65 metros de comprimento, com compromisso de fornecer energia para 2023.

“Estamos muito orgulhosos que a Iberdrola confie em nós para este projeto tão importante. Trata-se de um marco na história da energia eólica brasileira, já que representa um dos maiores acordos de fornecimento de aerogeradores no país”, destacou em uma nota o executivo-chefe da Siemens Gamesa para as Américas, José Antonio Miranda.

O projeto contribuirá para fomentar a geração de emprego em nível local, com mais de 1.200 contratações previstas durante a fase de construção, segundo a Iberdrola.

Além disso, as turbinas serão fabricadas na unidade que a Siemens Gamesa tem em Camaçari, na Bahia.

Com esse projeto, a Neoenergia, na qual também foi integrada a companhia Elektro, dispõe de cerca de 1.000 MW entre parques em operação e em construção no Brasil e de aproximadamente 13,6 milhões de pontos de fornecimento.

A Siemens Gamesa, por sua vez, está presente no Brasil há oito anos e tem se consolidado como a segunda maior fabricante do país, com uma quota de mercado de 24% e a instalação de mais de 1.500 turbinas com uma potência total de 3 gigawatts (GW).

Fonte: Agência EFE

Voltalia vai comprar 47 aerogeradores para projeto eólico de 163 MW

Empresa firmou acordo com a Siemens-Gamesa, que irá fornecer as unidades para conclusão do Parque Eólico Ventos da Serra do Mel

A Voltalia assinou um contrato com a Siemens-Gamesa para compra de 47 aerogeradores, que serão instalados na usina de Ventos da Serra do Mel, no Brasil, num projeto de 163 MW definido em 2017.

Para o CEO da empresa, Sébastien Clerc, a compra das unidades geradoras dá início à fase de construção do maior projeto eólico da companhia no país. “Estamos planejando comissionamento progressivo das turbinas ao longo de 2020, até três anos antes do início dos contratos de venda de energia de 20 anos“, comentou.

Cada uma das 47 turbinas eólicas a serem instaladas possuem 3,465 MW de potência, pertencendo ao modelo G-132 da Siemens-Gamesa. Após a bem-sucedida construção da usina Vila Acre no ano passado, esta é a segunda vez que a corporação é selecionada pela Voltalia.

O início antecipado da construção da usina permitirá a conclusão do parque eólico VSM, com comissionamento progressivo nos três primeiros trimestres de 2020. A produção das usinas do Grupo deverá ser vendida no mercado livre, principalmente através de contratos privados de curto prazo que já foram garantidos.

“O projeto Ventos da Serra do Mel representa outro grande investimento da Voltalia no Brasil. Está localizado em nosso cluster de Serra Branca, cujo tamanho significativo possibilita economia de escala e ganho de eficiência operacional. Já possuímos mais de 300 MW lá e ainda temos mais de 1,5 GW de possíveis expansões. Este site tem potencial de se tornar um dos maiores de energia eólica da América Latina”, afirmou Robert Klein, diretor geral da Voltalia no Brasil.

Fonte:

5 tendências em energia renovável para ficar de olho

Redução dos custos das baterias é a grande tendência de longo prazo, segundo relatório anual da Bloomberg New Energy Finance

A queda nos custos de baterias para armazenamento de energia e seu uso proliferado devem pavimentar o caminho para um futuro de geração mais limpa, segundo relatório anual da Bloomberg New Energy Finance divulgado nesta semana, o New Energy Outlook (NEO).

Para atender às mudanças na demanda e no suprimento, o estudo prevê que o investimento global no aumento da capacidade de baterias chegará a US$ 548 bilhões até 2050.

O relatório mostra ainda que as fontes eólica e solar devem representar 50% da geração mundial até meados do século. Ao mesmo tempo, o poluente carvão deve encolher para apenas 11% da geração global de eletricidade no mesmo período.

Confira a seguir as tendências que prometem sacudir o tabuleiro energético mundial nos próximos anos, segundo o estudo da BNEF.

Baterias

A BNEF prevê que os preços da bateria de íon-lítio, que já caíram cerca de 80% por megawatt-hora desde 2010, continuarão a cair à medida que a produção de veículos elétricos aumente ao longo dos anos 2020.

O estudo estima que US$ 548 bilhões sejam investidos em baterias até 2050, dois terços disso conectados à rede e um terço instalado em residências e empresas.

Geração de baixo carbono

O mix de eólica e solar deverá representar quase 50% da geração de energia mundial até 2050 devido à redução drástica de custos dessas tecnologias e ao advento de baterias mais baratas, o que permitirá que a eletricidade seja armazenada e descarregada conforme a demanda.

Nas próximas três décadas, US$ 11,5 trilhões deverão ser investidos em nova capacidade de geração de energia, com US$ 8,4 trilhões deste total em eólica e solar, e outros US$ 1,5 trilhão em outras tecnologias de carbono zero, como hidrelétrica e nuclear. Esse investimento produzirá um aumento de 17 vezes na capacidade solar fotovoltaica em todo o mundo e um aumento de seis vezes na capacidade de energia eólica.

Indústria do carvão

As perspectivas para a indústria do carvão não são nada animadoras. O estudo estima que a queima de carvão nas usinas cairá 56% entre 2017 e 2050. Para os analistas da BNEF, essa queda oferece uma projeção mais otimista para as emissões de carbono do que o relatório do ano passado. O estudo prevê um aumento das emissões globais do setor elétrico de 2% em 2017 para um pico em 2027 e depois uma diminuição de 38% em 2050.

No entanto, isso ainda significaria que o setor energético global não cumpriria sua parte do esforço de manter os níveis globais de CO₂ abaixo de 450 partes por milhão, considerado suficiente para limitar o aumento da temperatura média global a dois graus centígrados e evitar as piores previsões das mudanças climáticas.

Gás

Já para o gás, o futuro é mais reconfortante. O papel do gás no mix de geração evoluirá, com aumento na construção e utilização de usinas elétricas para proporcionar suporte para as energias renováveis, em vez de produzir a chamada eletricidade de carga base ou contínua. A BNEF estima que a geração a gás terá um aumento de 15%, entre 2017 e 2050, embora sua participação na eletricidade global caia de 21% para 15%.

Transporte eletrificado

O crescimento do setor de transportes elétricos também influenciará o tabuleiro energético mundial, representando 9% da demanda total até 2050.  Com base em outro estudo da BNEF, o Electric Vehicle Outlook, os veículos elétricos representariam 28% das vendas globais de carros novos até 2030 e 55% até 2040. Os ônibus elétricos devem dominar seu nicho, alcançando 84% de participação global até 2030. 

Fonte: Vanessa Babosa | Exame

Geração eólica bate recordes no Nordeste

Fonte registrou os maiores volumes de geração média diária e de geração instantânea em 23 de junho

O Operador Nacional do Sistema Elétrico reportou que a fonte eólica bateu novos recordes no Nordeste. As marcas foram registradas no último sábado, 23 de junho. A média diária chegou a 6.475 MW médios, o que representa 70% da carga daquele subsistema. O fator de capacidade foi de 66%. O último recorde de geração média diária tinha ocorrido no dia 14 de setembro de 2017, quando foram produzidos 6.413 MW médios.

Já a geração instantânea, ou seja, o pico de geração eólica, foi registrada às 10h09 do próprio dia 23 de junho, quando foram produzidos 7.311 MW, com um fator de capacidade de 75%. O montante equivale a 80% de toda a carga do Nordeste. O recorde de geração instantânea anterior havia acontecido no dia 25 de setembro de 2017, quando foram gerados 7.085 MW.

Fonte: Canal Energia

MME estima que leilão de transmissão terá R$ 6 bilhões em investimentos

Serão ofertados 20 lotes com 2,6 mil quilômetros de linhões e subestações com capacidade de 12,2 mil megawatts. Expectativa é que obras gerem 13,6 mil empregos

O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou, nesta sexta-feira (22/06), que o primeiro leilão de transmissão de 2018, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), será realizado na próxima quinta-feira, 28 de junho, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Serão ofertados 20 lotes de empreendimentos, num total de 2.662 quilômetros de linhas de transmissão e subestações com capacidade de transformação de 12.223 megawatt (MWA).

governo prevê R$ 6 bilhões de investimentos e geração de 13,6 mil empregos diretos. “A expectativa é ter concorrência, competição e um resultado que permita trazer mais investimento e eficiência para o setor” disse o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco.

As concessões serão licitadas para construção, operação e manutenção de 44 empreendimentos, com 21 linhas de transmissão e 23 subestações em 16 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
O prazo para operação comercial dos empreendimentos varia de 36 a 60 meses, para concessões por 30 anos, contados a partir da celebração dos contratos. De acordo com o cronograma da Aneel, a assinatura dos contratos deve ocorrer em 21 de setembro deste ano. A Receita Anual Permitida (RAP) de referência é de cerca de R$ 1 bilhão. Durante a vigência contratual, as receitas podem alcançar o montante de R$ 25,7 bilhões.
No último leilão de transmissão, realizado em dezembro do ano passado, houve a inscrição de 47 proponentes interessados, entre empresas e consórcios, sendo 14 estreantes. O certame foi marcado por forte disputa dos 11 lotes e domínio de companhias estrangeiras ou controladas por grupos internacionais, o que garantiu descontos de mais de 50% no valor de remuneração a ser paga aos investidores ao longo da concessão de 30 anos.Os investimentos foram estimados em R$ 8,7 bilhões.
Fonte: Simone Kafruni | Correio Braziliense

ANP e Cade vão estudar mudanças no mercado de combustíveis

Propostas de mudanças regulatórias surgiram após o início da paralisação dos caminhoneiros

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) instituíram grupo de trabalho para estudar a viabilidade de mudanças na estrutura do mercado de combustíveis  no Brasil.

Em nota, as autarquias informam que o grupo terá com objetivo “analisar a estrutura do mercado de combustíveis, avaliar a implementação das medidas para repensar o setor de combustíveis e a possibilidade de adoção permanente das medidas regulatórias excepcionais apresentadas pela ANP”. Propostas de mudanças regulatórias começaram a surgir a pós o início da paralisação dos caminhoneiros, que protestaram contra o alto preço do óleo diesel no país. No último dia 29, o Cade apresentou uma série de propostas para buscar a redução dos preços.

Entre elas, está o fim da atividade de frentista e a possibilidade de que usinas de etanol vendam diretamente aos postos. Esta última enfrenta grande resistência entre as distribuidoras, que alegam que o custo iria aumentar.

No período da paralisação, a ANP editou medidas temporárias, como autorizar distribuidoras a venderem produtos para postos de outras bandeiras e permitir o uso de 100% de biodiesel em postos, ao invés da mistura obrigatória de 10%.

“Também está no escopo do grupo a promoção da concorrência como instrumento para elevar a competitividade e a inovação na economia brasileira”, diz a nota conjunta. O grupo de trabalho terá 90 dias, prorrogáveis por mais 90, para apresentar sugestões.

A portaria que cria o grupo foi assinada nesta quinta (14) pelo diretor-geral da ANP, Décio Oddone, e pelo presidente do Cade, Alexandre Barreto.

Em entrevista à Folha na terça (12), Oddone disse que a agência vai criar um sistema e monitoramento dos preços nos postos, a partir de informações produzidas pela própria revenda, que deve entrar em operação no dia 20 de junho.

O sistema terá o objetivo de acompanhar o preço ao consumidor e avaliar se a subvenção de R$ 0,46 por litro de diesel concedida pelo governo para por fim à paralisação dos caminhoneiros está chegando às bombas.

Na primeira semana após o acordo, o preço médio do diesel estava apenas R$ 0,11 abaixo do praticado antes da paralisação. Em quatro estados e no Distrito Federal, ao contrário, os preços haviam subido no período.

Fonte: Nicola Pamplona | Folha de São Paulo

Brasil enfim aprova serviço de recarga de carros elétricos

Regramento aprovado pela agência reduzirá incertezas e favorecerá investimentos do setor privado na infraestrutura de recarga de veículos

Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou hoje (19) a regulamentação sobre a recarga de veículos elétricos. Com isso, os empreendimentos interessados em prestar esse tipo de serviço, sejam eles distribuidoras, postos de combustíveis ou shopping centers, por exemplo, têm agora uma regulamentação básica, de forma a evitar interferências da atividade nos processos tarifários dos consumidores de energia elétrica.

A produção e comercialização de recarga já é feita em diversas partes do mundo para atender a demanda de carros elétricos. Segundo o diretor relator do processo, Tiago Correia, a regulamentação aprovada pela Aneel reduzirá incertezas e, com isso, favorecerá investimentos do setor privado na infraestrutura de recarga de veículos elétricos.

De acordo com a Aneel, esse tipo de veículo ajudará na redução das emissões de gás carbônico, além de aumentar a eficiência energética neste modal de transporte. A expectativa da agência é de que a propulsão elétrica alcance uma posição relevante no país nos próximos 10 anos.

Fonte: IstoÉ

Fontes renováveis vão tomar lugar do carvão no mercado de energia

O carvão será cada vez mais excluído do mercado de geração de energia nas próximas três décadas à medida que os custos das fontes renováveis caírem e a tecnologia aprimorar a flexibilidade das redes em todo o mundo.

Esta é a conclusão de um relatório da Bloomberg New Energy Finance, que estimou que cerca de US$ 11,5trilhões em investimentos serão destinados à geração de eletricidade daqui a 2050. Desse total, 85%, ou US$ 9,8 trilhões, serão destinados às energias eólica e solar e a outras tecnologias de emissão zero, como a hidrelétrica e a nuclear, informou a empresa de pesquisa com sede em Londres.

Baterias melhores, que permitem que os administradores da rede armazenem energia para os momentos em que não há vento nem sol, possibilitarão que as distribuidoras de eletricidade aproveitem a queda dos custos dos painéis solares e das turbinas eólicas. Como as usinas de gás natural têm a capacidade de começar a operar em poucos minutos, a maioria das distribuidoras que desejam uma capacidade de geração garantida optará por esse combustível.

“O carvão deverá ser o maior perdedor a longo prazo”, disse Elena Giannakopoulou, chefe de economia energética da BNEF. “Ele é superado em custo pelas energias eólica e solar na geração de grandes quantidades de eletricidade e em flexibilidade pelas baterias e pelo gás, razão pela qual o sistema elétrico do futuro se reorganizará em torno de fontes renováveis e baratas.”

As projeções da BNEF contrastam com o cenário mais otimista da Agência Internacional de Energia para a geração de eletricidade, prevendo que a energia limpa e os combustíveis fósseis atingirão a paridade, com 50% do mercado para cada, em 2025. A projeção central da instituição com sede em Paris coloca os dois lados em pé de igualdade em 2040 e aponta que os combustíveis fósseis responderão por cerca de dois terços da geração até lá, se os governos não tomarem medidas adicionais para restringir a regulação, afirma a AIE.

A perspectiva da BNEF mostra que as energias renováveis provavelmente acabarão dominando a geração de energia em 2050, assumindo, até lá, aproximadamente a mesma fatia do setor mantida atualmente pelo gás natural e pelo carvão.

O cenário da BNEF, estabelecido em um relatório anual de 150 páginas elaborado a partir dos conhecimentos de 65 analistas de todo o mundo, se baseia em modelagem país a país para a evolução do mercado de eletricidade e em projeções de custos das diferentes tecnologias de geração de energia.

Gás  

O gás manterá grande parte de sua participação de mercado, afirma a BNEF. A natureza das usinas que serão construídas no futuro se inclinará para as unidades de ponta, que podem ser ligadas e desligadas rapidamente pelas distribuidoras de energia, e se distanciará das usinas de base, que tendem a operar 24 horas por dia. A BNEF projeta que as distribuidoras de energia queimarão muito menos carvão com o passar do tempo.

Aquecimento global 

O declínio do carvão não será suficiente para alterar drasticamente o panorama de aumento gradual das temperaturas globais acima do limite de 2 graus Celsius desde a época pré-industrial, que se tornou a meta climática da Organização das Nações Unidas.

“Mesmo que fechemos todas as usinas de carvão do mundo até 2035, o setor de energia ainda estaria avançando acima da trajetória segura para o clima, queimando muito gás sem controle de emissões”, disse Matthias Kimmel, economista de energia da BNEF.

Fonte: Bloomberg

Brasil ultrapassa 1,5 GW de energia solar fotovoltaica e abastece mais de 633 mil residências

A fonte solar fotovoltaica no Brasil desponta em um crescimento vertiginoso e já ultrapassamos a marca de 1,5 GW de capacidade instalada. O País deverá fechar o ano de 2018 com 2,4 GW em nossa matriz elétrica, com a contribuição das usinas solares fotovoltaicas dos leilões de energia de reserva de 2014 e 2015. A cada ano, junto a esta fonte renovável e limpa, crescem também os números de novos postos de trabalho, renda e de investimentos.

Há um ano, a energia elétrica gerada pela fonte era capaz de abastecer 60 mil residências brasileiras (compostas de 4 a 5 pessoas). Hoje este número é mais de 10 vezes maior, passando para mais de 633 mil residências. O Brasil celebra a marca de 30.039 sistemas de geração distribuída solar fotovoltaica conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental a 35.667 unidades consumidoras, somando mais de R$ 2,1 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos por todas as regiões do País.

Segundo o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, somando os segmentos de mercado de geração distribuída e centralizada, os investimentos acumulados no Brasil neste setor fecharam 2017 com R$ 6 bilhões, e este ano devem atingir aproximadamente R$ 20 bilhões até final de 2018.

Embora tenha começado a acelerar seu desenvolvimento recentemente no Brasil, já entramos para o seleto grupo de 30 países com mais de 1 GW de potência instalada operacional desta fonte renovável e de baixo impacto ambiental. Considerando a potência adicionada apenas no ano de 2017, atingimos, pela primeira vez na história, o ranking dos 10 países que mais adicionaram projetos da fonte solar fotovoltaica em suas matrizes, incorporando aproximadamente 1 GW em um único ano. “Com isso, o Brasil caminha se tornar um protagonista mundial neste setor. Atualmente, a fonte ainda representa menos de 1% da matriz elétrica brasileira, mas levantamentos da empresa de pesquisa energética projetam, até o ano de 2030, este número subirá para mais de 10%”, afirma Sauaia.

No último ano, já foram gerados mais de 20 mil novos empregos diretor e indiretos, e a expectativa é de que este número se repita até o fim de 2018, sendo que a cada MW de energia solar fotovoltaica instalados, são gerados de 25 a 30 postos de trabalho. Sauaia destaca que esta é uma das maiores taxas de geração de emprego do setor elétrico. “A fonte solar fotovoltaica lidera a geração de empregos renováveis no mundo, com 3,4 milhões do total de 10,3 milhões de empregos de fontes renováveis no planeta”, observa.

Geração Distribuída – De acordo com a Absolar, a fonte solar fotovoltaica, baseada na conversão direta da radiação solar em energia elétrica de forma renovável, limpa e sustentável, lidera com folga o segmento de microgeração e minigeração distribuída, com mais de 99,4% das instalações do País. Em números de sistemas instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 77,4% do total. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (16%), consumidores rurais (3,2%), indústrias (2,4%), poder público (0,8%) e outros tipos, como serviços públicos (0,2%) e iluminação pública (0,03%).

Já em termos de potência, os consumidores dos setores de comércio e serviços lideram o uso da energia solar fotovoltaica, com 42,8% da potência instalada no País, seguidos de perto por consumidores residenciais (39,1%), indústrias (8,1%), consumidores rurais (5,6%), poder público (3,7%) e outros tipos, como iluminação pública (0,03%), e serviços públicos (0,6%).

O crescimento da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica é impulsionado por dois fatores principais: a redução de 75% no preço da energia solar fotovoltaica nos últimos 10 anos e o forte aumento do preço da energia elétrica dos consumidores, que desde 2012 acumula uma alta de 499%, segundo dados do Ministério de Minas e Energia.

Se aproveitarmos somente os telhados de residências brasileiras e instalarmos sistemas fotovoltaicos, a geração de energia seria 2,3 vezes a necessária para abastecer todos os domicílios do País. Para se ter uma ideia, enquanto o potencial técnico hidrelétrico nacional é de 170 Gigawatts (GW) e o eólico é de 440 GW, o potencial técnico solar fotovoltaico supera 28.500 GW, sendo maior do que o de todas as demais fontes combinadas. A título de comparação, a matriz elétrica brasileira atual possui aproximadamente 160 GW de capacidade instalada total, somando todas as fontes de geração.

Investimento – O investimento de aproximadamente 5 mil reais é suficiente para reduzir em 70% os gastos de energia elétrica para uma família de 4 pessoas de baixa renda. Para uma residência de classe média brasileira, seriam investidos de R$15 a 20 mil reais, com um retorno sobre o investimento de 5 a 7 anos.

Financiamento – Na última semana, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou mudanças no Programa Fundo Clima, permitindo pessoas físicas tenham acesso a financiamentos para a instalação de sistemas de geração solar fotovoltaica. Segundo o executivo da Absolar, as novas condições de financiamento estão entre as mais competitivas do mercado para projetos de energia solar fotovoltaica. “O BNDES confirmou financiamentos de até 80% dos sistemas solares fotovoltaicos com equipamentos novos produzidos no Brasil, com taxas de juros entre 4,03% e 4,55% ao ano, prazo de amortização de até 12 anos e carência de até 2 anos.

Fonte: Portal Terra

Matriz do Ceará terá reforço de 325,8 MW de eólicas

A energia eólica deve adicionar à matriz energética do Ceará cerca de 325,8 MW nos próximos anos, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Estão sendo construídos no Estado mais sete parques eólicos que possuem potência de geração de 138,6 MW, enquanto já foram contratados, porém ainda não iniciados, outros oito empreendimentos totalizando 187,2 MW. O acréscimo representa um crescimento de 17% em relação à potência atual de 1.916,3 MW.

Atualmente, o Estado possui 74 parques eólicos, e com a instalação de mais 15, serão 89 empreendimentos. A potência instalada do Ceará, até junho deste ano, é a terceira maior do País, atrás do Rio Grande do Norte (3.722,45 MW) e da Bahia (2.594,54 MW). A matriz representa cerca de 47,03% do total produzido, que é de 4.074,9 MW, considerando outras fontes de energia, como Usina Termelétrica, Central Geradora Solar Fotovoltaica e Central Geradora Hidrelétrica.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), o Brasil tem hoje mais de 13 GW de capacidade instalada, 520 parques eólicos e 6.600 aerogeradores em operação em 12 estados. “Em 2017, foram gerados 40,46 TWh de energia eólica ao longo do ano, um crescimento de 26,2% em relação a 2016. Essa geração representou 7,4% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional em 2017, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)”, informa a Associação.

Novos investimentos

O Ceará deve receber em breve investimentos da chinesa Goldwind, uma das maiores fábricas de aerogeradores do mundo. De acordo com o secretário adjunto de Energia, Mineração e Telecomunicações da Seinfra, Adão Linhares, no início deste mês houve uma reunião em que foi apresentado o projeto da empresa em que inclui a recuperação de alguns parques eólicos de propriedade da Energimp.

“A minha participação neste encontro foi mais para encorajar e dar boas vindas aos dois empreendedores. Naturalmente a Goldwind vai se posicionar com alguma fábrica no Brasil e nós gostaríamos muito que fosse aqui no Ceará”, destacou.

A Goldwind deve oferecer soluções técnicas para os parques da Energimp no Ceará, localizados no Litoral Leste. A parceria, segundo Linhares, vai garantir estabilidade operacional aos parques, colocando em funcionamento máquinas que hoje se encontram fora de operação. “Será um investimento muito importante para o Ceará. A recuperação desses parques eólicos alavancará mais empregos e significa mais energia limpa gerada no Estado”, afirma.

Futuro

De acordo com o secretário adjunto, o futuro da energia eólica no Ceará é de crescimento. “E nós temos que aproveitar todos os potenciais. As ações e políticas de atração de investidores para a cadeia produtiva é feita pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Com relação aos parque, o Estado tem que demonstrar que este potencial é viável”.

Segundo ele, para além do litoral cearense, o Interior do Estado é um dos pontos estratégicos para o desenvolvimento do setor. “Essa demonstração de potencial no Interior, principalmente nas chapadas do Apodi e Araripe, tem mostrado que a gente tem muito a andar”.

Adão Linhares ainda afirmou que o Estado estimula a implantação de parque e cria uma atratividade para que os empreendimentos sejam instalados. “Mas precisamos trabalhar para que as linhas de transmissão estejam disponíveis. Nós trabalhamos juntamente com o governo federal para antecipar os leilões e atrair os investidores. É um papel de indutor desse processo, gerando credibilidade no mercado”, acrescentou.

Recordes

Na Região, a geração eólica tem quebrado importantes recordes, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), atendendo mais de 60% da carga em alguns dias. “O último recorde de geração foi no dia 14 de setembro de 2017, com uma geração de 6.413 MWmédio, o que representa 64% da carga do Nordeste foi atendida por geração eólica naquele dia.

Os recordes são registrados na época que chamamos de ‘safra dos ventos’, que vai mais ou menos de julho a novembro”, segundo a Abeeólica.

No que se refere ao consumo do Brasil todo, ressalta a instituição, “é importante mencionar que, em agosto, as eólicas atingiram pela primeira vez os dois dígitos na matriz daquele mês, abastecendo 10% do País na média do mês todo. Em setembro, esse valor foi de 11%”, acrescenta a Abeeólica.

Abastecimento

O total produzido mensalmente em todo o País é suficiente para abastecer mais de 22 milhões de unidades residenciais, o equivalente a cerca de 67 milhões de habitantes. “Para comparação: a energia gerada pela fonte eólica em 2017 foi capaz de fornecer energia elétrica residencial a uma população maior que a de todo o Nordeste (mais de 57 milhões de pessoas)”.

Segundo a Abeeólica, até 2023 serão mais 4,8 GW e mais de 200 novos parques eólicos, considerando os leilões já realizados. (HRN)

Fonte: Diário do Nordeste

Frota global de veículos elétricos deve triplicar em dois anos

Relatório da Agência Internacional de Energia aponta forte expansão dos veículos elétricos nos próximos anos

Carros da Tesla e modelos como o Leaf, da Nissan, devem se tornar mais populares nas ruas do mundo todo nos próximos dois anos, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).

A frota global de veículos elétricos deve triplicar, para mais de 13 milhões de unidades, até o final da década, ante 3,7 milhões que estavam rodando em 2017, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (30) pela instituição, que tem sede em Paris e foi criada para aconselhar os países industrializados em políticas energéticas. As vendas podem subir 24% por ano, em média, até 2030.

Os dados ilustram a velocidade com que o sistema de transporte do mundo está mudando para combustíveis mais limpos à medida que os governos se concentram em limitar a poluição e os gases do efeito estufa. A Tesla e a Nissan têm alguns dos veículos elétricos mais vendidos atualmente, mas grandes fabricantes de automóveis, das alemãs Volkswagen e Audi à norte-americana General Motors, seguem o exemplo e já anunciaram dezenas de versões movidas a bateria de seus modelos.

“Os desenvolvimentos políticos dinâmicos que estão caracterizando o mercado de carros elétricos deverão mobilizar investimentos na produção de baterias, facilitando a redução de custos e assegurando que a produção de baterias ocorra em escalas que excedam significativamente o que foi visto até agora”, disse Pierpaolo Cazzola, analista de transportes e energia da IEA e um dos autores do relatório.

Aqui estão algumas das principais conclusões do relatório da IEA:

O governo chinês estabeleceu uma série de políticas para incentivar os veículos elétricos, parte de um esforço para reduzir a poluição do ar em cidades sufocadas pela poluição. Em 2017, o governo de Pequim estabeleceu os requisitos mínimos para montadoras nacionais na produção de veículos elétricos por meio de um sistema de negociação de crédito. Também estendeu uma redução tributária de 10% para os consumidores até 2020.

Os carros elétricos funcionam com baterias carregadas por usinas elétricas, em vez de gasolina ou diesel. Com uma estimativa de que 130 milhões de veículos leves rodando no mundo até 2030, a IEA estima que 2,57 milhões de barris de petróleo diários se tornarão desnecessários. É a quantidade que a Alemanha usa todos os dias. No ano passado, a frota global de veículos elétricos diminuiu em 380 mil barris por dia a demanda, cerca de metade do que a Bélgica consome.

A estimativa da IEA é mais forte do que a expectativa da Bloomberg New Energy Finance, de que 2,23 milhões de barris por dia sejam retirados do mercado por veículos elétricos até o final da próxima década.

A demanda por baterias deverá aumentar em 15 vezes até 2030, em grande parte impulsionada por veículos leves, como carros e vans. O crescente mercado da China deve representar metade da demanda mundial, seguido pela Europa, Índia e Estados Unidos.

Isso significa que o mundo precisa de muito mais fábricas de produção de baterias, como a Gigafactory, que o bilionário dono da Tesla, Elon Musk, está construindo no estado de Nevada, nos EUA. A fábrica leva a palavra “giga” em seu nome, que significa “bilhão”. Ela produzirá 35 gigawatts-hora (GWh) de baterias em uma área de 950 mil metros quadrados.

O desafio da matéria-prima limpa

Haverá 1,5 milhão de ônibus elétricos em uso no mundo até 2030, acima dos 370 mil do ano passado, de acordo com a IEA.

Quase 100 mil ônibus urbanos foram vendidos no ano passado, 99% deles na China. A cidade chinesa de Shenzhen lidera o grupo com uma frota de ônibus totalmente elétrica. Várias cidades da região nórdica da Europa, como Oslo, Trondheim e Gotemburgo, também têm ônibus elétricos em operação.

O cobalto e o lítio são ingredientes-chave nas baterias recarregáveis que alimentam veículos elétricos, bem como diversos eletrônicos, de smartphones a notebooks. A demanda poderia aumentar em até dez vezes, mas os avanços tecnológicos e os ajustes na química das baterias também poderão reduzir significativamente isso.

Como cerca de 60% do cobalto mundial é extraído na República Democrática do Congo, onde o trabalho infantil ainda existe, as fabricantes de baterias estão sob pressão para mostrar que seus produtos são fabricados de forma sustentável. Isso pode funcionar como um incentivo para se distanciarem das baterias fortemente dependentes de cobalto.

Fonte: Gazeta do Povo | Anna Hirtenstein | Bloomberg

Financiamento para geração de energia solar ganha novas condições

Os financiamentos para aquisição de sistemas de geração de energia solar fotovoltaicas estão com condições especiais para pessoas físicas interessadas em investir em energia renovável.

Com prazo de pagamento para até oito anos e possibilidade de financiar 100% do valor do projeto, as taxas anuais estão estimadas em 5,43% para as regiões Norte e Nordeste e 6,40% para o Centro-Oeste.

Só este ano, o Ministério da Integração Nacional já garantiu mais de R$ 3 bilhões para projetos de geração de energia solar com o objetivo de impulsionar o segmento. O anúncio foi feito pelo ministro Pádua Andrade nesta terça-feira (12).

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), entidade que reúne a cadeia produtiva do setor, Brasil tem hoje 24.565 sistemas de mini ou microgeração distribuída, dos quais 99% deles são baseados em placas fotovoltaicas.

De acordo com pesquisa publicada pelo DataFolha, em 2016, cerca de 80% dos brasileiros querem energia solar fotovoltaica em casa, desde que tenha acesso a financiamento competitivo.

A demanda levou o Ministério da Integração Nacional a criar linhas de financiamento para os Fundos Constitucionais das regiões Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO).

Além de condições atrativas para financiar, quem investir na aquisição das placas poderá até ceder o excedente para a operadora de energia e acumular créditos.

A expectativa é de que sejam realizadas, pelo menos, 10 mil operações este ano. Com a redução no orçamento familiar com o consumo de energia, a iniciativa também deverá fortalecer com fontes renováveis a matriz energética das regiões beneficiadas.

Integração do Rio São Francisco
Como as tecnologias de geração fotovoltaicas podem reduzir em larga escala os gastos com energia, o Ministério da Integração Nacional também avalia viabilizar seu uso no Projeto de Integração do Rio São Francisco.

“Cerca de 80% do custo de operação do sistema é com energia. Com apoio da Absolar, nossos técnicos estão desenvolvendo estudos de viabilidade para adotar essa tecnologia, não só no Projeto São Francisco, mas nos perímetros de irrigação mantidos pela Codevasf”, declarou o ministro Pádua Andrade.

O tema ainda foi tratado pelo ministro em reunião com membros do Ministério Público Estadual da Paraíba (MPPB), na última segunda-feira (11).

Na ocasião, foram detalhados estudos do Ministério da Integração Nacional para o uso da energia alternativa. Participaram o procurador-geral do estado, Francisco Seráphico, e o procurador de justiça Francisco Sagres.

Fonte: Ambiente Energia

Projeto que incentiva smart grids é aprovado em comissão do Senado

Além de vantagens para o consumidor, proposta de redes elétricas inteligentes também preveem economia para as distribuidoras; Texto segue para decisão final da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

O projeto de lei que incentiva a modernização das instalações do serviço público de distribuição de energia elétrica com nova arquitetura de redes inteligentes foi aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado na última terça-feira, 12 de junho. A proposta prevê uma série de possibilidades para o consumidor, que poderá ter informações em tempo real do seu consumo de energia, da tarifa e da qualidade do serviço, assim como maior facilidade para gerar a própria energia e utilizar a rede elétrica como um acumulador para uso posterior.

Justificando a iniciativa, o autor do texto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), observou que todos ganham com a adoção da tecnologia, capaz de proporcionar ao consumidor informações relevantes sobre o seu consumo, aumentar a transparência na distribuição de energia, bem como aperfeiçoar o processo de decisão do consumidor em relação à sua demanda por eletricidade. Ele destacou também os impactos positivos na eficiência energética e no meio ambiente.

Na reunião realizada na última terça, Braga destacou ainda que as redes elétricas inteligentes são necessárias para que o consumidor possa distribuir eventual excedente de energia produzido no próprio imóvel. “Com as redes inteligentes, o consumidor poderá sempre que for de seu interesse se tornar um co-gerador na microgeração distribuída, seja de energia solar, eólica ou a gás, para que possamos substituir muitas vezes a vinda de energia de regiões distantes. Quanto mais perto do ponto de carga e quanto mais limpa a energia, melhor para o país e para o setor elétrico”, afirmou o senador.

O relator do projeto, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), recomendou a aprovação da matéria, afirmando que é preciso romper a inércia em que o setor elétrico brasileiro passa em relação à adoção dessa importante tecnologia. “O PLS proposto pelo senador Braga tem o mérito de dar condições mais sustentáveis para a expansão das redes inteligentes, de modo que o Brasil possa ter, em pouco tempo, condições para fazer essa atualização tecnológica em larga escala”, apontou.

A proposta, que já foi aprovada pela Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), segue para decisão final da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

Fonte: Canal Energia com informações da Agência Senado

Saiba como financiar aquisição de equipamentos de energia solar a juros abaixo dos de mercado

O BNDES vai permitir que pessoas físicas tenham acesso a financiamentos para a instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração (placas fotovoltaicas, aerogeradores, geradores a biogás e equipamentos necessários). O financiamento tem custo de até 4,03% ao ano, incluindo a remuneração do BNDES e dos bancos repassadores. Isso significa que o crédito tomado junto ao banco tem juro menor que a Selic, a taxa básica de juros no país, que está em 6,5% anuais. E não há exigência de investimento mínimo. Veja abaixo como proceder para obter seu financiamento:

QUEM PODE SOLICITAR O CRÉDITO: pessoas físicas residentes e domiciliadas no país, empresários individuais, entidades e órgãos públicos (com exceção do governo federal), fundações, associações e cooperativas e empresas sedidas no país.

COMO SOLICITAR: o financiamento é na modalidade indireta, ou seja, um banco intermediário repassa os recursos do BNDES e assume o risco do crédito. Neste primeiro momento, apenas bancos públicos aderiram ao programa. Logo, se você tem interesse em obter financiamento, procure uma agência do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. Leve a especificação técnica (orçamento ou proposta técnico-comercial) do bem que vocên deseja financiar. A instituição informará a documentação necessária, analisará a possibilidade de concessão do crédito e negociará as garantias. Após aprovada, a operação será encaminhada para homologação e posterior liberação dos recursos pelo BNDES.

PROGRAMA: o financiamento se dá no âmbito do subprograma Máquinas e Equipamentos Eficientes do Fundo do Clima.

O QUE PODE SER FINANCIADO: Se o crédito for para pessoa física, podem ser financiados apenas aquisição de geradores fotovoltaicos, aerogeradores até 100kw, motores a biogás, inversores ou conversores de frequência e coletores/aquecedores solares. Os demais podem financiar outros itens como ônibus e caminhões elétricos ou híbridos e ônibus movidos a etanol.

CONDIÇÕES FINANCEIRAS: não há exigência mínima de investimento para pessoas físicas. O juro é de até 4,03% ao ano, incluindo a remuneração do BNDES e do banco intermediário. Para pessoas jurídicas, um condomínio por exemplo, o valor mínimo do investimento a ser financiado é de R$ 10 milhões e o máximo de R$ 30 milhões. O BNDES financia até 80% do valor do projeto. E a taxa de juro é de 4,55% anuais.

PRAZO: o prazo de adesão é de até 28 de dezembro. A depender do número de interessados, o prazo poderá ser prorrogado. Quem obter o crédito tem 12 anos para quitar o financiamento, incluindo carência de três a 24 meses.

ECONOMIA: a implantação de sistemas de geração de energia solar permite aos consumidores reduzirem gastos com a conta de luz, já que passam a comprar menos energia da concessionária e poderão, dependendo de sua região, fazer até uma conta corrente de energia vendendo o excedente para a distribuidora. Além disso, a geração distribuída traz um benefício para o sistema elétrico, já que conta com vários pontos de geração espalhados por residências e comércio, reduzindo o risco de interrupção do fornecimento de energia.

Fonte: O Globo | Danielle Nogueira