Ceará: capacidade eólica instalada avança 10,6%

A produção de energia eólica do Ceará em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN), entre janeiro e novembro do ano passado, cresceu 6,6% em comparação a igual período de 2016, atingindo 697,29 megawatts (MW) médios. Ao fim de novembro de 2017, o Estado chegou a 2.349,24 MW de capacidade instalada, avanço de 10,6% em relação a igual período do ano anterior.

Os dados, divulgados ontem, são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Com isso, o Ceará permanece em terceiro lugar dentre os estados que mais geraram energia eólica de janeiro a novembro de 2017 e também entre os que atingiram as maiores capacidades instaladas do País.

A CCEE indica que o Rio Grande do Norte segue na liderança da produção eólica no País com 1.460,75 MW médios de energia no período, aumento de 22,6% na comparação anual. Em seguida, aparece a Bahia com 900 MW médios produzidos (29,3%). Atrás do Ceará, o terceiro colocado, figurou o Rio Grande do Sul com 625,94 MW médios (20%) e o Piauí com 528,07 MW médios (59,9%).

Os dados de novembro confirmam ainda o Rio Grande do Norte como o Estado a maior capacidade instalada, somando 3.495,25 MW, alta de 12,8% em relação a igual mês de 2016. Em seguida aparece a Bahia com 2.349,24 MW (34,2%). Após o Ceará, figuraram, mais uma vez, o Rio Grande do Sul com 1.777,87 MW (12,8%) e o Piauí com 1.443,10 MW (66%).

Oportunidade

A presidente executiva da ABEEólica, Elbia Gannoum, destaca que o Ceará tem a mesma competitividade que os demais situados no Nordeste em geração de energia eólica. Para que o Estado volte a atingir o topo dos rankings no setor, a presidente destaca que o governo estadual “em feito um trabalho muito importante para atrair muitas fábricas. Agora, é só uma questão de oportunidade. Tem que haver mais leilões”.

Brasil vai ingressar na Agência Internacional de Energia Renovável

Entrada do país na Irena vai traz participação ativa em debate internacional sobre renováveis. Para presidente da EPE, país entra na elite mundial do tema

A Comissão Interministerial de Participação em Organismos Internacionais do Governo Federal aprovou na última quarta-feira, 17 de janeiro, o início do processo de adesão do Brasil à Agência Internacional de Energia Renovável. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, destacou a importância da iniciativa ao lado do presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Luiz Barroso, que estava em Abu Dhabi na 8º Assembleia Geral da Irena.

De acordo com Coelho Filho, o Brasil é um dos melhores exemplos da substancial representatividade das energias renováveis na matriz, tanto elétrica quanto energética. Para ele, o país pode contribuir muito com a agência e seus países membros. Como país membro, haverá uma participação mais ativa do debate sobre temas relevantes da agenda energética internacional, bem como o benefício das ferramentas e iniciativas desenvolvidas pela Irena.

O ministro ainda lembrou que a Irena vem realizando um importante trabalho desde sua fundação, há apenas 9 anos, período em que logrou estabelecer-se como autoridade global em energia renovável, e criou um relevante ambiente de debate das políticas de energias renováveis, incluindo os biocombustíveis, em nível mundial. São 152 países membros e cerca de 30 países em processo de adesão, como o Brasil.

A Assembleia da Irena ocorrida nos dias 13 e 14 de janeiro teve como temas centrais a discussão de políticas públicas para integração de renováveis e eletrificação da mobilidade. O presidente da EPE, Luiz Barroso, que representou o Brasil pelo segundo ano no encontro, avaliou a importância da entrada do país na agência, definindo-a como mais uma ação da gestão do ministro Coelho Filho na internacionalização do país e no debate sobre renováveis. O Brasil também já havia se associado à Agência Internacional de Energia.

Segundo ele, o Brasil é pioneiro em uma série de políticas para inserção de energia renováveis que foram posteriormente referências para vários países. A participação do Brasil na Irena vai colocar o país na elite mundial da nova onda de discussões, exportando e importando o melhor do conhecimento sobre o tema. “Teremos a chance de aumentar o diálogo e a troca com outros países, visando ensinar aquilo que for possível e aprender sempre e com isso melhorar as políticas públicas de renováveis no país visando mais eficiência e ganhos ao consumidor final”, afirma.

As associações do setor comemoraram a entrada do Brasil na Irena. Para o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica, Rodrigo Sauaia, cada vez mais a importância da agência de renováveis vem sendo notada como um fórum altamente qualificado para o debate e a aceleração da inserção das renováveis. “A Irena é um fórum extremamente importante porque ela concentra um braço técnico altamente qualificado que avalia, faz projeções do envolvimento dos setores e dos mercados de energias renováveis”, explica. O acompanhamento de dados como o número de empregos gerados pelas fontes renováveis no mundo foi outro aspecto citado pelo presidente da associação. Sauaia ressaltou ainda o papel que a Irena como fomentador do setor financeiro, viabilizando o acesso a recursos sem os quais os projetos não conseguiriam se desenvolver.

Em nota à imprensa, Sauaia disse que o ingresso na associação representa um importante passo em favor do desenvolvimento das energias renováveis no país e uma grande oportunidade para o Brasil, que é referência mundial em energias renováveis, de compartilhar seu conhecimento e experiências. Para ele, agora há uma oportunidade única de posicionar o Brasil e o setor fotovoltaico brasileiro como protagonista nas iniciativas desenvolvidas pela Irena, de maneira que o país possa incorporar as melhores práticas internacionais.

Na Associação Brasileira de Energia Eólica, o ingresso na Irena foi visto como um grande avanço para as energias renováveis de baixo impacto, como a energia eólica, na opinião da presidente executiva da associação, Élbia Gannoum. A fonte renovável tem batido sucessivos recordes de geração e vem dominando os leilões de energia nos últimos anos, conquistando espaço significativo na matriz. De acordo com ela, fazer parte da agência irá colocar o Brasil em um novo patamar de maturidade perante a comunidade internacional.

A executiva da ABeeólica acredita que o Brasil tem muito a contribuir nas discussões da Irena, já que tem mais de 500 parques eólicos em operação e produtividade bem acima da média mundial. Segundo ela, o Brasil tem muito a ganhar com o aprendizado de outros países e certamente vai se beneficiar muito do conhecimento que a agência tem acumulado.

A Agência teve como foco o fomento às tecnologias eólica e solar produzidas nos países desenvolvidos. A partir de 2011, passou a considerar os bicombustíveis e a energia hidráulica no escopo dos seus trabalhos. A alteração estimulou o ingresso de países em desenvolvimento, como a África do Sul, Índia e China. A participação brasileira na Irena contribuirá para a Plataforma Biofuturo, iniciativa do Ministério das Relações Exteriores, que conta com a participação do MME. As ações do MRE no campo internacional estão compatíveis com o Programa RenovaBio.

Investimentos em energia renovável crescem 10% no Brasil

A América Latina atingiu níveis recordes de investimento em energia limpa em 2017, ano em que atraiu US$ 17,2 bilhões, um aumento de 65% em relação a 2016. O crescimento foi impulsionado principalmente por Brasil e México, que juntos captaram US$ 12,4 bilhões, ou 72% do total. Os dados constam do relatório Bloomberg New Energy Finance (BNEF), divulgado nesta terça-feira (16).

No Brasil, a alta de 10% nos investimentos em energia renovável pode ser atribuído, em parte, a retomada dos leilões do setor, principalmente no final do ano passado, depois de uma pausa de dois anos. Por meio desses certames foram contratados novos projetos das fontes eólica e solar.

Na Bahia, por exemplo, um dos empreendimentos contratados no leilão A-6 foi o parque eólico Morro do Chapéu II (78 MW), que será construído pela Enel Green Power Brasil na cidade homônima. A expectativa é de que a planta gere cerca de 380 GWh de energia renovável por ano. “É uma extensão do parque eólico Morro do Chapéu Sul (172 MW), com o qual o novo projeto irá compartilhar a mesma infraestrutura de conexão”, explica a empresa.

A extensão de 30 MW do já operacional parque eólico Delfina (180 MW), também da Enel, ficará no município de Campo Formoso. A nova planta será capaz de gerar por ano mais de 160 GWh de energia renovável.

Números globais 
De acordo com o relatório da Bloomberg, o investimento mundial em energia limpa totalizou US$ 333,5 bilhões no ano passado, uma alta de 3% em relação a 2016, o que representa o segundo maior aporte anual da história, levando o montante acumulado desde 2010 para US$ 2,5 trilhões.

“O total de 2017 é ainda mais notável se considerarmos que os custos de capital da tecnologia líder – a solar – continuam em queda acentuada. No ano passado, os custos por megawatt dos sistemas fotovoltaicos de grande escala foram 25% menores em relação aos de dois anos atrás”, destaca Jon Moore, diretor executivo da BNEF. No ano passado, os custos por megawatt dos sistemas fotovoltaicos de grande escala foram 25% menores em relação aos de dois anos atrás”.

Mundialmente, os investimentos em energia solar somaram US$ 160,8 bilhões em 2017, 18% a mais em relação ao ano anterior mesmo com as reduções de custo. Pouco mais da metade desse total, US$ 86,5 bilhões, foi empregado na China. Esse montante é 58% superior ao de 2016, com uma capacidade instalada adicionada de geração de energia fotovoltaica de 53GW em 2017, contra os 30GW em 2016.

Investimento por país 
No total, a China investiu US$ 132,6 bilhões em tecnologias de energia limpa, montante que representa um salto de 24% e um novo recorde. O segundo país que mais investiu foram os EUA, com US$ 56,9 bilhões, montante 1% superior ao de 2016, não obstante a menor simpatia demonstrada pela administração Trump em relação às fontes de energia renovável.

Financiamentos de grandes projetos eólicos e solares resultaram em um investimento de US$ 9 bilhões na Austrália, alta de 150%, e de US$ 6,2 bilhões no México, alta de 516%. Por outro lado, o Japão viu seus investimentos caírem 16% em 2017, para US$ 23,4 bilhões. Na Alemanha, os investimentos decresceram 26%, para US$ 14,6 bilhões; no Reino Unido, os investimentos reduziram 56% devido a mudanças na política de apoio, totalizando US$ 10,3 bilhões. No total, a Europa investiu US$ 57,4 bilhões, representando uma queda de 26% em relação ao ano anterior.

A seguir, os investimentos totais de 2017 dos países que investiram pelo menos US$ 1 bilhão em energia limpa:

Índia US$ 11 bilhões, queda de 20% em relação a 2016
Brasil US$ 6,2 bilhões, alta de 10%
França US$ 5 bilhões, alta de 15%
Suécia US$ 4 bilhões, alta de 109%
Holanda US$ 3,5 bilhões, alta de 30%
Canadá US$ 3,3 bilhões, alta de 45%
Coreia do Sul US$ 2,9 bilhões, alta de 14%
Egito US$ 2,6 bilhões, alta de 495%
Itália US$ 2,5 bilhões, alta de 15%
Turquia US$ 2,3 bilhões, alta de 8%
Emirados Árabes Unidos, US$ 2,2 bilhões, um montante 23 vezes maior
Noruega US$ 2 bilhões, queda de 12%
Argentina US$ 1,8 bilhão, alta de 777%
Suíça US$ 1,7 bilhão, queda de 10%
Chile US$ 1,5 bilhão, alta de 55%
Áustria US$ 1,2 bilhão, alta de 4%
Espanha US$ 1,1 bilhão, alta de 36%
Taiwan US$ 1 bilhão, queda de 6%
Indonésia US$ 1 bilhão, alta de 71%

Investimento por setor 
Como mencionado, o setor de energia solar saiu na frente, atraindo US$ 160,8 bilhões – o equivalente a 48% de todo o investimento mundial em energia limpa. Os dois maiores projetos solares aprovados no ano passado estão nos Emirados Árabes Unidos: a planta de 1,2GW de Marubeni JinkoSolar e Adwea Sweihan, um investimento de US$ 899 milhões, e a instalação de 800MW de Sheikh Mohammed Bin Rashid Al Maktoum III, estimada em US$ 968 milhões.

O segundo setor que mais recebeu investimentos em 2017 foi o eólico, com US$ 107,2 bilhões. Esse montante representa queda de 12% em relação aos níveis de 2016, mesmo com um número recorde de projetos financiados onshore e offshore.

Fonte: Bloomberg New Energy Finance

Brasil deve atrair gigantes globais com leilões para energia renovável em 2018

O Brasil deve atrair gigantes globais do mercado de energia em leilões para contratação de novos projetos de geração renovável previstos para este ano, em meio a projeções de que uma forte competição restringirá a participação de empresas locais e fundos de investimento, disseram especialistas à Reuters.

O país já agendou uma licitação para abril, que viabilizará usinas para iniciar a operação a partir de 2022, e ao menos mais um certame deve ser realizado no ano, para empreendimentos com entrega em 2024, este também aberto à termelétricas, disse o presidente da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso.

Para o leilão de abril, o chamado “A-4”, há um recorde de 48,7 gigawatts em projetos cadastrados por investidores, maior volume já registrado em certames voltados a fontes renováveis — o montante equivale a mais de três usinas do porte de Itaipu, maior geradora do mundo.

“O grande número de projetos cadastrados indica um mercado ainda muito atrativo para os investidores. Apesar de alguns percalços, o Brasil possui a confiança de desenvolvedores e investidores nacionais e internacionais”, disse Barroso, em respostas por e-mail.

Uma prova do apetite do mercado foi dada em dezembro passado, quando após dois anos sem licitações o governo brasileiro conseguiu contratar novas usinas solares e eólicas pelos menores preços já registrados no país, com deságios de cerca de 60 por cento ante os preços-teto definidos para a produção futura dos empreendimentos.

A diretora da consultoria Thymos Energia, Thais Prandini, avalia que esse novo cenário de preços deve continuar, o que favorece grandes elétricas europeias em detrimento de fundos e investidores locais.

“Tem um perfil de investidor que continua super animado, animadíssimo, querendo participar. E tem quem está começando a achar que os deságios estão muito grandes e não vale mais a pena, as margens diminuem”, disse.

Para o sócio da consultoria Thoreos, Rodrigo de Barros, os retornos ficaram mais baixos e próximos dos oferecidos para projetos de energia renovável em leilões recentes ao redor do mundo, mas com a diferença de que no Brasil os contratos são em reais, e não em dólar como em alguns outros países, o que representa um risco cambial para o empreendedor.

“Está bem mais difícil para os players locais… A gente não espera retornos muito bons. Ao preço que está, só quem tem acesso a capital lá fora, com juros muito baixos. Só essas gigantes”, afirmou ele, que citou como exemplos o grupo italiano Enel e a francesa Engie.

O especialista em energia da Deloitte, Luis Carlos Tsutomu, afirmou que essas grandes elétricas possuem projetos por todo o mundo e presença forte na América Latina, o que reduz o risco cambial.

“No somatório de todo portfólio, se você está em vários países, consegue diversificar e diluir esse risco. Mesmo grandes players globais se assustaram com o que aconteceu no final do ano passado. Aumentou muito o nível de competição”, disse.

As expectativas são de que os leilões brasileiros em um ano em que o país sai da maior recessão em décadas devem contratar mais que os 4,5 gigawatts de 2017– um volume que poucos mercados de energia no mundo movimentam anualmente.

RISCOS E RETORNO

O consultor da Deloitte ressaltou ainda que o governo precisa ficar atento à evolução dos empreendimentos contratados, uma vez que tarifas muito baixas acabam também por aumentar chances de alguns projetos não saírem do papel.

“É só ver o que aconteceu com projetos solares do leilão de 2014… Na hora em que venderam, fazia sentido. Depois, teve uma variação do câmbio e foi por água abaixo”, afirmou.

No caso citado pelo especialista, diversos empreendedores paralisaram projetos de energia após uma forte desvalorização do real em 2015 e 2016, em meio à instabilidade gerada por um processo que culminou no impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Na época, o governo acabou por promover um inédito leilão reverso, em que investidores pagaram um prêmio em troca de desistir sem multas de 25 projetos que não saíram do papel, incluindo usinas solares e eólicas.

Ainda assim, os consultores são unânimes em apontar que há apetite suficiente dos investidores para manter os preços baixos dos leilões do ano passado, embora já exista algum ceticismo no mercado devido aos baixos retornos.

Nesta quarta-feira, o UBS cortou o preço-alvo para as ações da geradora AES Tietê, que viabilizou um projeto solar no leilão A-4 de 2017.

“Não acreditamos que os projetos solares anunciados recentemente serão geradores de valor”, afirmaram os analistas do banco em relatório. Além da AES Tietê, da norte-americana AES, os leilões de 2017 tiveram como principais vencedores elétricas estrangeiras como a italiana Enel, a portuguesa EDP, a francesa Voltalia e a dinamarquesa European Energy, todas já com projetos anteriores no Brasil.

Fonte: Luciano Costa | Reuters

Hidrelétricas podem ter em 2018 melhor período de chuvas em anos, diz CCEE

Chuvas favoráveis vistas desde dezembro na região das hidrelétricas brasileiras devem continuar até abril, o que pode levar o país a ter em 2018 o melhor período úmido em termos de recuperação dos reservatórios hídricos em anos, disse à Reuters um especialista da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCCE) nesta terça-feira.

Se confirmada a projeção mais otimista, as contas de luz podem atravessar ao menos o primeiro trimestre sem cobranças adicionais das chamadas bandeiras tarifárias, que geram custos extras para os consumidores quando a oferta de energia é mais restrita devido à falta de água nas hidrelétricas.

O gerente de Preços da CCEE, Rodrigo Sacchi, disse que nesse ritmo os reservatórios do país podem fechar abril com cerca de 60 por cento da capacidade, um nível considerado “confortável”, mesmo após tocarem em novembro do ano passado o menor nível em 20 anos.

“A tendência é que, dada essa melhora hidrológica, a gente consiga atingir ao final do período úmido níveis médios de armazenamento satisfatórios… melhores que nos últimos anos”, afirmou Sacchi.

A região Sudeste, que concentra a maior parte dos reservatórios, deve receber em janeiro chuvas em 105 por cento da média histórica, que cairiam levemente em fevereiro e março para 96 por cento da média, segundo projeções da CCEE. Em abril as precipitações devem ser de 95 por cento da média.

“Isso realmente configura um período úmido bastante favorável, próximo da média histórica na região Sudeste, diferente do que vinha acontecendo nos últimos anos”, adicionou Sacchi.

A última vez em que as chuvas na região das hidrelétricas do Sudeste ficaram nesse nível foi em 2013, quando alcançaram 96 por cento da média histórica entre janeiro e abril, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A própria CCEE havia estimado anteriormente que as chuvas entre o final de 2017 e abril de 2018 ficariam abaixo da média histórica, um cenário que começou a mudar na reta final do ano passado.

O cenário mais otimista da CCEE vai na linha de projeções de especialistas de mercado publicadas pela Reuters no início de janeiro.

A hidrologia favorável ainda deve fazer com que as hidrelétricas produzam no primeiro trimestre acima de suas garantias físicas, que é o montante de eletricidade que elas podem vender no mercado, disse Sacchi.

Com isso, não haveria o chamado déficit de geração hidrelétrica no período, um problema que vem sendo registrado no país desde 2014 devido às baixas precipitações na região das usinas.

Esse cenário manteria as contas de luz em bandeira tarifária verde, já acionada em janeiro, que não gera cobranças adicionais para os consumidores.

Isso porque uma metodologia aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no final do ano passado prevê bandeira verde nas tarifas sempre que não houver déficit hidrelétrico, uma situação conhecida no setor como produção de “energia secundária”.

“A tendência é termos secundária nos primeiros meses do ano (1° trimestre), mas ainda não temos esses números fechados”, disse Sacchi.

A CCEE terá projeções concretas sobre o déficit hídrico dos próximos meses até o início de fevereiro, quando os operadores de hidrelétricas saberão os resultados da chamada “sazonalização”– processo em que eles distribuem a garantia física de suas usinas ao longo dos meses do ano.

As hidrelétricas respondem por cerca de 60 por cento da capacidade de geração do Brasil, segundo dados da Aneel.

Fonte: Reuters

Geração solar deverá ter custo 50% menor até 2020, aponta Irena

Relatório divulgado na 8a. assembleia da associação reporta queda de preços das renováveis ao ponto de serem competitivas quando comparadas ao combustível fóssil

O custo de geração de energia eólica terrestre caiu cerca de um quarto desde 2010 e os custos de energia solar fotovoltaica caíram 73% nesse período, de acordo com a análise da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês). O relatório, divulgado nesta segunda-feira, 15 de janeiro, também destaca que os custos da energia solar deverão diminuir ainda mais, caindo pela metade até 2020.

Segundo estimativas da entidade, os melhores projetos de energia solar e eólica terrestre poderiam estar fornecendo eletricidade por um equivalente a 3 centavos de dólar por quilowatt-hora (kWh) no próximo dois anos, ou até menos. Essa perspectiva tem como base os recentes resultados de leilões, o que sugere a possibilidade de projetos futuros reduzindo significativamente as médias atuais. Os custos médios ponderados globais nos últimos 12 meses para a energia solar e a energia eólica terrestre estão em US$ 0,06 e US$ 0,10 centavos por kWh respectivamente.

O relatório destaca que a energia eólica terrestre agora é rotineiramente encomendada por US$ 0,04 por kWh. O atual espectro de custos para a geração de energia de combustíveis fósseis varia de US$ 0,05 e US$ 0,17 por kWh.

Na avaliação de Adnan Z. Amin, diretor geral da entidade, esta nova dinâmica sinaliza uma mudança significativa no paradigma energético. E ainda, que esses declínios de custos em todas as tecnologias são sem precedentes e representativos do grau em que as energias renováveis ​​estão revolucionando o sistema energético global.

O relatório, intitulado “Custos de geração de energia renovável em 2017” foi lançado no primeiro dia da 8ª Assembleia da Irena em Abu Dhabi. Há o destaque de que outras formas de geração de energia renovável, como os projetos de bioenergia, geotérmica e hidrelétrica nos últimos 12 meses, competiram nos custos com a energia gerada a partir de combustíveis fósseis.

As práticas competitivas de aquisição, juntamente com o surgimento de uma grande base de desenvolvedores experientes de projetos de médio a grande concorrentes para oportunidades de mercado global, são citados como novos fatores de redução de custos recentes, além de avanços tecnológicos contínuos.

O relatório também destaca que os resultados de leilões de energia indicam que os projetos de energia eólica offshore e energia solar concentrados no período entre 2020 e 2022 custarão na faixa de US$ 0,06 a US$ 0,10 por kWh, apoiando a implantação acelerada globalmente. A  Irena projeta ainda que todas as tecnologias de energia renovável competirão com os fósseis no preço até 2020.

 

Fonte: Canal Energia

 

Custo da energia eólica cai 23% no mundo, aponta pesquisa

O custo da energia eólica produzida em terra (onshore) caiu 23% desde 2010 e o da eletricidade gerada por painéis solares fotovoltaicos, 73% no período. Há outras boas notícias. O custo da energia solar deve ainda reduzir pela metade em 2020.

A expectativa é que em 2019 os melhores projetos de energia eólica em terra e de energia solar fotovoltaica produzam eletricidade a US$ 3 centavos por kWh, o que pode ficar bem abaixo do custo atual da energia produzida a partir de combustíveis fósseis.

Os dados fazem parte do relatório “Renewable Power Generation Costs” da International Renewable Energy Agency (Irena), o maior fórum mundial de promoção de energias renováveis, um clube que já reúne 154 países mais a União Europeia e tem 26 em processo para ingressar.

Em Abu Dhabi, no Chile, em Dubai, no México, no Peru e na Arábia Saudita, a energia solar bateu recordes de preços baixos alcançando US$ 3 centavos por kWh.

Outras fontes de energia renovável como biomassa, geotérmica e projetos hidrelétricos mostraram ser competitivas nos últimos 12 meses com combustíveis fósseis.

O relatório foi lançado durante a 8ª Assembleia Mundial da entidade, em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos (EAU), onde fica a sede da Irena.

“Há uma transição global em curso que não deixa dúvidas sobre a transformação que temos que enfrentar nas nossas economias”, disse Adnan Amin, o diretor geral da Irena, na abertura da Assembleia. “É impressionante observar a velocidade com que a mudança está ocorrendo”, continuou.

O Brasil ainda não faz parte da Irena, que tem entre seus participantes os Estados Unidos, a China e a Índia.

A 8ª Assembleia da Irena segue até o dia 14. Há 1.100 representantes de governos, ONgs e empresas de 150 países participando do evento.

Fonte: Daniela Chiaretti | Valor Econômico

Ministério divulga sistemática do leilão de energia A-4

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 15, portaria com a sistemática a ser aplicada no leilão de compra de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração, denominado leilão de energia nova A-4 e que será promovido no dia 4 de abril.

Estão autorizados a participar do certame novos empreendimentos hidrelétricos o potência inferior ou igual a 50 MW, PCHs, CGHs e ampliação de UHEs existentes na categoria produto por quantidade, com início de suprimento em 1 de janeiro de 2022 e término em 31 de dezembro de 2051. Há ainda três produtos por disponibilidade: solar, eólica e termoelétrica biomassa, cujo encerramento do contrato será em 31 de dezembro de 2041.

Na primeira fase foi mantida a sistemática de lance único por projeto onde os empreendedores disputarão a capacidade de transmissão remanescente do SIN para escoamento de geração. Os lotes que não forem ofertados nessa etapa inicial da primeira fase estão excluídos do certame.

 Cadastro

De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética, foram cadastrados 1.672 projetos, totalizando 48.713 MW de capacidade instalada. A fonte eólica liderou o número de inscrições com mais de 26.198 MW e 931 projetos. A fonte solar veio em seguida, com 620 projetos cadastrados, superando 20.021 MW de capacidade. Foram 28 projetos movidos a biomassa que somam 1.422 MW. As PCHs cadastraram 67 projetos com 896 MW e as CGHs tiveram 23 projetos em 63 MW. E ainda houve três empreendimentos hidrelétricos com 114 MW de capacidade.

Fonte: Canal Energia | Estadão

Energia solar e eólica serão em breve mais baratas que carvão, diz Statkraft

A elétrica estatal norueguesa Statkraft espera uma transição mais rápida para energias renováveis no mundo, uma vez que o custo de novas usinas solares e eólicas deverá cair e se tornar mais baixo que a geração a carvão na próxima década, mesmo sem subsídios, disse nesta quinta-feira o CEO da companhia, Christian Rynning-Toennesen.

“Haverá uma série de novas oportunidades de negócios emergindo dessa corrida para as renováveis. Nós precisamos nos adaptar e olhar para essas novas possibilidades”, disse ele, ao participar de uma conferência em Oslo.

“O que nós temos visto é só o começo”, adicionou o executivo.

Ele disse esperar que em cerca de sete anos as novas usinas solares possam competir com o custo operacional de usinas a carvão em operação, o que significa que será atingido um ponto em que a geração solar poderá competir com o carvão em questão de custos mesmo sem qualquer subsídio.

“Em quase todos nossos mercados, novas solares e novos projetos eólicos onshore já são as tecnologias de menor custo entre todas fontes quando pensamos em nova capacidade”, afirmou.

Ele adicionou que, nos países escandinavos, usinas eólicas onshore já são a fonte mais barata para a construção de novas usinas ligadas à rede.

“Essas também são tecnologias que não têm dificuldades de construção… então as barreiras para entrada no mercado são pequenas, as possibilidades para que novas empresas que nunca foram da indústria de energia estão lá, e a competição é extremamente forte”, concluiu.

Fonte: Joachim Dagenborg | Reuters

Energia renovável ganha financiamento de R$ 27 bilhões do BNB

Empresários do setor de energias se reuniram nesta quinta-feira (11), em São Paulo, para conhecer as novas taxas de juros reduzidas do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), operado exclusivamente pelo Banco do Nordeste (BNB), e as condições de acesso ao crédito para financiamentos a projetos de geração e transmissão de energia.

Participaram do evento vencedores dos leilões de geração de energia A-4 e A-6, transmissão de energia realizados em 2017, clientes do setor e executivos de bancos que prestam assessoria à estruturação de operações de infraestrutura.

Para 2018, o orçamento do FNE é de R$ 27 bilhões, que beneficiarão projetos em todos os Estados do Nordeste, além do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Doze, dos 240 empreendimentos inscritos no certame foram arrematados e deverão entrar em operação em seis anos. Juntos, eles terão capacidade instalada para geração de energia eólica de 310,225 megawatts (MW).

No total, foram ofertados 6.939 MW de energia. O maior número de projetos foi arrematado por empresas instaladas no Piauí – 17 parques.

O Leilão de Geração nº 04/2017 movimentou, ao todo, R$ 108 bilhões em contratos, equivalentes a um montante de 572.518.389,600/MWh de energia.

O preço médio ao final das negociações foi de R$ 189,45 por Mwh (megawatt hora), com deságio de 38,7% em relação aos preços-tetos estabelecidos, o que representou uma economia de R$ 68,5 bilhões para os consumidores de energia.

A reunião conduzida pelo próprio presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, apresentou novidades nas condições de financiamento e detalhes da operacionalização das linhas de crédito existentes, especialmente o FNE Proinfra, que financia a implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos de infraestrutura.

Somente em 2017, o Banco contratou mais de R$ 3,6 bilhões para obras de infraestrutura, especialmente em parques de energias renováveis, como eólica e solar.

De acordo com Rolim, a ampliação de benefícios, em vigor a partir de hoje, contribuirá, diretamente, para o fomento de parques de energia renováveis na Região.

“Temos todo o interesse e disposição em atender de forma rápida as demandas desse mercado. Para isso, temos R$ 27 bilhões de orçamento do FNE para 2018, dos quais cerca de R$ 13 bilhões para projetos de infraestrutura”, disse o presidente.

As novas taxas para as grandes empresas do setor, por exemplo, variam de 5,27% a.a. para projetos de inovação acima de R$ 200 mil a 5,86% a.a. para empreendimentos que realizem investimentos, incluindo capital de giro isolado.

O Rio Grande do Norte foi o segundo estado com o maior número de projetos contratados no leilão de energia renovável realizado no dia 20 de dezembro de 2017, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e deverá receber investimentos de aproximadamente R$ 1,8 bilhão.

O Rio Grande do Norte também foi o único estado brasileiro gerador de energia eólica com projetos contemplados no leilão realizado no dia 18 do mesmo mês pela Aneel.

A empresa francesa Voltalia, que recentemente inaugurou parques eólicos na região de São Miguel do Gostoso, no litoral Norte, arrematou dois projetos no certame.

Eles garantirão, quando em operação integral, a geração de 64 megawatts (MW) de potência, com investimentos estimados em R$ 355 milhões nos próximos três anos.

Fonte: Ambiente Energia

Melhor vento do mundo gera energia eólica mais barata do Brasil

No nordeste do Brasil, além dos resorts e das praias imaculadas, há uma região com alguns dos melhores ventos do mundo para gerar eletricidade.

Bem-vindo a Serra Branca, na Paraíba. É o paraíso para uma usina eólica, com brisas tão perfeitas para girar turbinas que esta região brasileira é capaz de produzir mais energia eólica do que qualquer outro lugar do mundo. Na mais recente demonstração da eficiência do vento da região, a Voltalia, uma empresa francesa de energia renovável, acabou de obter contratos para construir mais parques que venderão a energia eólica mais barata da história do Brasil.

“Nossa estratégia é ganhar escala naquela região”, disse Robert Klein, gerente nacional da Voltalia Brasil, em entrevista. “O volume é muito importante para ser competitivo.”

O desenvolvimento da Voltalia mostra o quanto o mercado de energia eólica do Brasil é grande. O País já tem quase 11 gigawatts de turbinas em operação e foi classificado como o quinto mercado eólico do mundo com base nas instalações de 2016, de acordo com o Conselho Global de Energia Eólica.

As brisas consistentes dão ao País um fator de capacidade de 39 por cento, que é a quantidade de eletricidade produzida em comparação com seu potencial de produção se todas turbinas estivessem girando o tempo todo.

É o melhor fator de capacidade do mundo e, em Serra Branca, com velocidades médias mais altas e pouca variação na direção do vento, é ainda melhor. Dois dos parques eólicos existentes da Voltalia ficaram entre os cinco mais eficientes do Brasil em 2016, chegando a 60,8 por cento e 58,4 por cento, de acordo com a New Energy Finance.

O Brasil “possui claramente um forte recurso eólico, alguns dos melhores lugares de vento do mundo, por isso o País é um mercado potencialmente muito forte”, disse Gurpreet Gujral, analista do Macquarie Bank. O País pretende aumentar em 19 gigawatts a capacidade de energia limpa instalada até 2026 para diversificar a matriz elétrica local.

Mais eletricidade

A eficiência maior se traduz em mais eletricidade para vender, o que permite que a Voltalia ofereça preços mais baixos. A empresa obteve contratos para fornecer energia de cinco projetos com 155 megawatts de capacidade em um par de leilões organizados pelo governo no mês passado. Em um dos eventos, ofereceu fornecer eletricidade por R$ 96,90 (US$ 29,82) por megawatt-hora, um piso recorde.

A empresa deve investir R$ 867 milhões nos projetos, de acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Eles devem estar conectados à rede em dezembro de 2020 para contratos do primeiro leilão. Para o segundo, eles devem estar conectados até dezembro de 2022.

A Voltalia está desenvolvendo um total de 1.000 megawatts de parques eólicos na região e deve participar também do próximo leilão, marcado para abril. A parceria com fornecedores, como as fabricantes de turbinas, também ajuda a empresa a reduzir os custos, disse Klein.

“Nosso apetite continua alto”, disse ele.

“As propostas da Voltalia foram surpreendentes”, disse Helena Chung, analista da Bloomberg New Energy Finance. “Mas a empresa tem um dos melhores desempenhos no Brasil, com projetos que funcionam com boas taxas de eficiência. E os preços das turbinas eólicas estão caindo, devido à alta concorrência nos últimos leilões.”

Fonte: Vanessa Dezem com a colaboração de Anna Hirtenstein | Bloomberg

Capacidade instalada de energia eólica no país tem alta de 19% em 2017

Os projetos de energia eólica no Brasil atingiram 12,7 gigawatts (GW) em 2017, aumento de 19% em relação a 2016, segundo informações da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

O segmento terminou o ano com 508 parques em operação. A potência eólica instalada chegou a 8,2% da matriz elétrica do país, praticamente empatando com a geração térmica a gás natural, que tinha 13 GW de potência e 8,3% da matriz.

Segundo a associação, em média, 18 milhões de residências foram abastecidas mensalmente pela fonte eólica em 2017.

Com isso, o Brasil ultrapassou a Itália no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica, na 9ª posição.

Até 2023, a Abeeólica estima que a potência instalada de energia eólica vai chegar a 18,639 GW. Serão construídos mais de 252 novos parques já contratados.

Leilões

No entanto, a curva de crescimento vai sofrer uma desaceleração, devido à falta de leilões para novos projetos nos últimos anos. Os leilões realizados em dezembro, porém, deram novo fôlego ao setor, com a contratação de 1,45 GW de capacidade, um investimento adicional de mais de R$ 8 bilhões.

O leilão do tipo A-4, que será realizado em abril, também deve ajudar na expansão da fonte eólica. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 1.672 empreendimentos foram cadastrados para a disputa, sendo 931 projetos de energia eólica.

A fonte libera a lista de inscritos em capacidade instalada, com 26.198 MW, de um total de 48.713 MW inscritos para o certame.

Postos de trabalho

A Abeeólica estima que cada MW instalado gera 15 postos de trabalho. Até o momento, são 180 mil postos de trabalho criados.

Fonte: Camila Maia | Valor Econômico

Geração solar fotovoltaica ultrapassa a marca de 1 gigawatt no Brasil

Marca histórica posiciona o país entre os 30 principais mercados do mundo

O Brasil acaba de ultrapassar a marca histórica de 1 gigawatt (GW) em projetos operacionais da fonte solar fotovoltaica conectados na matriz elétrica nacional. O levantamento realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), revela que a potência é suficiente para abastecer 500.000 residências do país.

De acordo com a associação, apenas 30 dos 195 países do mundo possuem mais de 1 GW da fonte solar fotovoltaica. O marco é resultado do forte crescimento dos mercados de geração centralizada e geração distribuída solar fotovoltaica no ano de 2017.

“Na geração centralizada, contamos com a inauguração de grandes usinas fotovoltaicas localizadas nos estados da Bahia, Piauí, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Pernambuco e representam uma potência total de 0,935 GW”, explicou o presidente executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia.

Na geração distribuída foi registrado um forte crescimento no uso pela população, empresas e governos de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios, indústrias, prédios públicos e na zona rural, em todas as regiões do país, resultando em uma potência total de 0,164 GW.

“Somando estes dois segmentos do mercado, atingimos praticamente 1,1 GW operacionais no país desde o início de 2018, em linha com as projeções da ABSOLAR anunciadas em janeiro de 2017”, comemora Sauaia.

Rio Grande do Norte

Em quatro anos, o Rio Grande do Norte ampliou em mais de 4000% sua capacidade instalada de geração em energia solar fotovoltaica distribuída. O estado passou de 56 kilowatts em 2013 para 2.219 kw no primeiro semestre do ano passado.

Para Jean-Paul Prates, presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), a região nordestina precisa criar um ambiente favorável, como foi feito no caso da energia eólica. Nesse sentido, ele aponta que o estado está caminhando positivamente.

“Quando nós começamos o trabalho em relação à eólica, havia um deserto de circunstância e tivemos que criar um ambiente favorável para a energia eólica. É a mesma coisa com a solar”, pontua Prates.

Em dezembro do ano passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a operação comercial da usina solar Assu V, adicionando à matriz energética do estado mais 30 MW de capacidade instalada.

O empreendimento ocupa uma área de 72 hectares no município de Assú (RN) e contou com investimento de R$ 220 milhões. Certificada pela Organização das Nações Unidas (ONU) a usina vai gerar, além de energia renovável, créditos de carbono ao evitar a emissão de mais de 46 mil toneladas de CO2 por ano.

Fonte: CERNE Press com informações da Absolar

EPE cadastra 1672 empreendimentos para o leilão A-4 de 2018

Foi concluído nesta sexta-feira, 05/01/2018, às 12h00, o cadastramento de projetos para participação no Leilão de Energia Nova “A-4” de 2018. Anunciado pelo Ministério de Minas e Energia por meio da Portaria nº 465, de 30 de novembro de 2017, o leilão está previsto para ser realizado em 4 de abril, com participação de fontes renováveis (eólica, biomassa, solar e hidrelétrica).

No total, foram cadastrados 1.672 projetos, totalizando 48.713 MW de capacidade instalada. A fonte eólica foi a com maior oferta cadastrada, tanto em número de projetos, com 931, como em potência total, com mais de 26 GW. Os empreendimentos fotovoltaicos também se destacaram, com 620 projetos cadastrados, superando 20 GW de capacidade instalada. O quadro a seguir apresenta os números de empreendimentos cadastrados, com informações mais detalhadas.

Do total de projetos cadastrados, 77% optaram por aproveitar o cadastramento oriundo dos Leilões de 2017, conforme preconizado no art. 2°, §2°, da Portaria MME n° 465/2017. Estes projetos foram dispensados da reapresentação da totalidade dos documentos, desde que mantidos inalteradas as características técnicas. Nesses casos, os empreendedores fazem todo o processo exclusivamente via sistema AEGE e eventual documentação complementar pode ser entregue por email (aege@epe.gov.br).

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Governo vai cortar imposto para carro elétrico e abre o mercado brasileiro

BRASÍLIA — Sem conseguir aprovar uma nova política para o setor automotivo, o ministro da Indústria, Marcos Pereira, deve ser responsável por um último ato antes de deixar o cargo: uma redução de impostos para carros híbridos e elétricos. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, uma Medida Provisória será publicada com a queda de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) de 25% para 7% para esse tipo de veículo. Como esse nicho de mercado é mínimo no Brasil, não haveria impacto fiscal num primeiro momento, mas a mudança pode transformar o setor daqui para frente.

A avaliação do governo é que as grandes montadoras que já estão instaladas no Brasil devem trazer para o país os veículos elétricos e híbridos que já fabricam em outros países, o que deve aumentar a entrada de importados.

Além disso, o fim do programa do governo anterior (Inovar Auto) que dava benefícios para produção nacional e foi condenado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), também deve ajudar a fazer com que o percentual de importados aumente de 10% para 20% nos próximos quatro anos.

— Isso é uma sinalização para as empresas do que a gente quer fazer no setor — disse um técnico do governo. — É uma medida de estimulo para inovação e é ecologicamente correta.

No ano passado, foram emplacados apenas 1.872 carros elétricos no país. O número é baixo. Por isso, a queda da alíquota do imposto não refletirá nenhuma queda na arrecadação do governo. Assim, esse é o ponto da política automotiva que pode ser antecipado e não está travado pela disputa interna entre Fazenda e Ministério da Indústria.

Com a edição da MP, o governo poderá começar a traçar previsões para o mercado de carros importados no Brasil. A nova legislação para carros elétricos e híbridos chega no momento em que findaram-se os incentivos para a indústria. O fim do Inovar Auto também deve facilitar a entrada de veículos produzidos em outros países.

— Não acredito que possa ter uma enxurrada de importados, mas as montadoras vão fazer conta e ver se vale a pena importar. Talvez no fim deste mês poderemos ter uma noção melhor de como elas se comportarão — ponderou um técnico ouvido pelo GLOBO.

DIVERGÊNCIA ENTRE MINISTÉRIOS

Por ser consenso entre a equipe econômica, o presidente Michel Temer autorizou que a medida provisória fosse editada. Ela deve ser publicada em breve. No entanto, o restante da nova política do setor está parado no governo e deve permanecer assim até o próprio presidente tomar uma decisão em fevereiro. O grande impasse é como conceder incentivos para o investimento em pesquisa e desenvolvimento para as montadoras.

Poucos dias antes do Natal, as equipes da Fazenda e do Mdic levaram ao presidente o desenho da nova política do setor. As diretrizes de ter incentivos limitados e não repetir os mesmo erros que causaram a condenação na OMC (descriminação de conteúdo importado e exigência de conteúdo local) foram cumpridas.

Os técnicos dos dois ministérios concordaram em relação às metas de aumento de eficiência energética dos veículos e também sobre as exigência para elevar a segurança dos automóveis. Concordam até em beneficiar as empresas que cumprirem os compromissos com uma redução de até 2 pontos percentuais na alíquota do IPI.

— Chegamos a um consenso de 90%, mas a negociação travou na concessão de benefício — frisou um técnico que participou das discussões.

Os outros 10% dizem respeito aos incentivos dados para que a indústria inove. Os dois ministérios concordam em abater investimento feito para o desenvolvimento de motores híbrido, elétrico e de propulsão quando fosse pagar Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL). A divergência aparece na hora de tratar o caso das montadoras que registrarem prejuízo.

A Fazenda não aceita que o abatimento possa ser feito em outro tipo de imposto. Não adiantou nem o Mdic deixar claro que não haveria impacto nas contas de 2018 porque o incentivo seria dado agora, mas só seria registrado na declaração do ano que vem.

— O que o mundo inteiro está fazendo investimentos em pesquisa nessas áreas e a gente vai ficar para trás. Minha avaliação é que não haverá consenso — projetou uma fonte ouvida pelo GLOBO.

Ao todo, a isenção para pesquisa seria de R$ 1,5 bilhão. Como não houve avanço entre as duas equipes, a decisão deve ser tomada pelo presidente em meados de fevereiro.

Fonte: Gabriela Valente | O Globo

Brasil pode ter até quatro leilões de geração este ano

O país poderá ver até quatro leilões de geração em 2018. Além do A-4 esperado para abril, outro para suprimento do estado de Roraima em março e de um A-6 para o segundo semestre de 2018, ainda é possível que seja realizado um leilão de fontes alternativas, que ainda não foi deliberado. Já em transmissão, a tendência é de ocorrer dois certames, um em cada semestre. Essas indicações foram apresentadas na reunião do Conselho Nacional de Política Energética do mês de dezembro de 2017.

A autorização para a realização do leilão para atendimento à região de Roraima, estado que vem sofrendo com falhas no fornecimento de energia principalmente por conta de interrupções na interligação Brasil-Venezuela, foi alvo de debate também pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, na sua reunião realizada em dezembro passado.

Na ocasião, o grupo autorizou a contratação de 70 MW em sistema de armazenamento de energia, com capacidade de 35 MWh. A forma de contratação e as especificações deverão ser detalhadas de modo a agregar também os benefícios de atendimento a parte da demanda, no caso de não haver suprimento por meio da Venezuela, e de compensar as variações de geração em usinas intermitentes.

Como solução de médio e longo prazo, foi proposto pelo CNPE a realização de leilão de novas fontes de geração com o objetivo de substituir os atuais contratos de geração emergencial, prover autonomia energética da região em relação à Venezuela, e garantir a segurança no atendimento a Roraima até a efetiva interligação ao Sistema Interligado Nacional. A capital Boa Vista é a única do país que ainda não está interligada ao SIN.

A previsão é que o Ministério de Minas e Energia publique a portaria com as diretrizes do leilão até fevereiro, e que a realização do certame aconteça em junho de 2018. Adicionalmente, a Agência Nacional de Energia Elétrica está estudando mecanismos de redução da demanda e do consumo da região por meio de eficiência energética e entre eles, a realização de leilão de projetos de eficiência energética em Roraima. A previsão é de realização do certame também no primeiro semestre de 2018.

Transmissão 

No que se refere à transmissão, os lotes deverão somar 5.750 quilômetros em linhas e 10 mil MWA em capacidade de transformação com investimentos calculados em R$ 11 bilhões. Ao se confirmarem, esses números representarão uma licitação maior que a última realizada, em 15 de dezembro, quando foram colocados ao mercado 4.919 km de linhas e 10.416 MVAs com investimentos previstos pela Aneel em R$ 8,7 bilhões. Já para o segundo certame os estudos estão sendo elaborados, segundo a apresentação feita durante reunião.

Os investimentos na expansão do suprimento de energia, segundo o PDE 2026, estão estimados em R$ 361 bilhões, sendo R$ 242 bilhões no segmento de energia elétrica e R$ 119 bilhões em transmissão nos próximos dez anos. Serão necessários a expansão equivalente a 43% da capacidade instalada para atender a expansão do consumo no país nesse período.

Já para o período a 2017 a 2021, o atendimento da demanda está assegurado. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico com base nas 2 mil séries sintéticas com tendência hidrológica tomando como base o mês de novembro de 2017, para qualquer déficit, os maiores valores por submercado estão abaixo dos 5%, sendo Sudeste/Centro Oeste com 2,9% de risco, Nordeste com 0,1%, Sul com 3,4% e Norte com 0,8%.

Carga

Esses dados tomaram como premissas os volumes de carga da 2ª revisão quadrimestral de 2017, que aponta uma taxa de crescimento média anual da carga de 3,7% ao ano, passando de 65.618 MW médios em 2017 para 75.769 MW médios em 2021. Isso com uma taxa de crescimento médio do PIB de 2% ao ano.

Quanto à expansão em 2017, foram reportados o acréscimo de 6.215 MW até novembro, sendo que deste volume, 91,7% (5.698 MW) por meio de fontes renováveis e 8,3% (517 MW) em fontes não renováveis. Esse volume, segundo o Boletim de Acompanhamento da Expansão da Oferta, elaborado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, apontou que ao final de dezembro esse aumento chegou a 7.336,45 MW em nova capacidade de geração, o terceiro maior em uma série de 20 anos.

Já em transmissão a expectativa era de que o ano de 2017 fosse encerrado com 4.704 km de novas linhas e 10.470 MVA de capacidade de transformação. O destaque ficou com a inauguração oficial do primeiro bipolo da UHE Belo Monte.

Apesar desse volume o MME apontou que há pontos de atenção para o atendimento da carga como a limitação do 2º bipolo de transmissão das usinas do Madeira em razão da necessidade de um novo eletrodo no empreendimento, a questão da interligação de Roraima ao SIN, as condições adversas da hidrologia e a inadimplência no mercado de curto prazo, que acumula R$ 7 bilhões em aberto por conta da judicialização do risco hidrológico no mercado livre.

De acordo com o ONS, a hidrologia no SIN de janeiro a outubro de 2017 registrava o 4º pior volume de Energia Natural Afluente (ENA) do histórico de 87 anos com 73% da média de longo termo. Os dados compilados na primeira quinzena de novembro para fins da apresentação no CNPE apontavam até aquele momento que no mês havia 98% da MLT, o 47º pior do histórico.

Fonte: MAURÍCIO GODOI E WAGNER FREIRE, DA AGÊNCIA CANALENERGIA, DE SÃO PAULO

Chesf analisa resultados do ano passado e estabelece metas para 2018

Empresa concluiu 24 obras em 2017, negocia a devolução de outras cinco e fala em entregar outras 37 neste ano

Aos poucos a Chesf vai conseguindo concluir um conjunto de obras atrasadas, mas que continuam importantes para a melhoria do sistema elétrico brasileiro. Em 2017, a estatal colocou em operação o maior número de empreendimentos entre as empresas do grupo Eletrobras, estabelecendo um novo recorde de entregas em um único ano.

Ao todo, foram 24 empreendimentos no Nordeste, um total de 433 km de linhas de transmissão, dois parques eólicos, cinco novas subestações, adicionando 61,1MW e 3.420 MVA ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O investimento de R$ 860,7 milhões vai garantir à empresa uma receita anual de R$ 77,8 milhões ao longo do período de vigência dos contratos de concessão.

O presidente da Chesf, Sinval Zaidan Gama, explicou em entrevista à Agência Canal Energia, que o desempenho alcançado é fruto do planejamento feito no início do ano. “Mostramos quais eram os desafios que tínhamos, as receitas que teríamos, e qual era a solução econômica”, afirmou.

A transferência de um conjunto de Sociedades de Propósito Específico (SPEs) para a holding Eletrobras deu um novo folego financeiro para a Chesf. “Os recursos que entraram foram para construir as obras. Colocamos como meta concluir 24 obras”, detalhou Gama. “Hoje foi um dia muito significativo porque o balanço mostra que atingimos 100% das metas propostas”, comemorou.

Para este ano de 2018, a Chesf pretende entregar mais 37 obras e iniciar outras para que até o final do primeiro semestre de 2019 a empresa elimine todas as pendências e volte a ficar em dia com o setor elétrico.

Caducidade

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pediu a caducidade de cinco empreendimentos de transmissão outorgados em favor da Chesf, localizados no Nordeste, conforme publicamos em reportagem na semana passada. Algumas deveriam estar em operação desde 2008.

O presidente da Chesf explicou que esses projetos são “impossíveis” de serem concluídos, e que foi a própria empresa que procurou à Aneel para devolver as obras. “Nós tínhamos mais de 100 empreendimentos atrasados e fizemos uma estratégia para concluir todos. Contudo, nos deparamos com cinco projetos que não temos possibilidade de concluí-los, ou porque a licença ambiental é impossível, ou por questões fundiárias insolúveis.”

De acordo com Gama, como o compromisso assumido pela sua administração é de não deixar nenhuma obra atrasada, a solução foi tentar devolver as obras, para que a Aneel pudesse redefinir esses projetos. Porém, a Aneel não aceitou a devolução e instaurou um processo de caducidade. “Como esse é um processo legal, regulamentar, nós temos que tomar providências para que tanto o sistema, como agência, quanto a Chesf não tenham prejuízos com esse desdobramento.”

Capacidade ampliada

Com essas entregas, a Chesf conectou parques eólicos ao SIN, garantiu maior capacidade de transformação e com melhorou a qualidade do fornecimento de energia para consumidores residenciais, comerciais e industriais no Nordeste. Entre os destaques estão o reforço no atendimento às regiões metropolitanas de Fortaleza, Teresina, Aracaju e Salvador, além da melhoria na confiabilidade de todo o sistema da Região.

“Estamos cumprindo nosso objetivo de garantir a conclusão das obras, gerar receita e, dessa forma, nosso planejamento é entregar todos os empreendimentos da nossa carteira de investimentos até 2019. A Chesf está empenhada nas realizações que garantam energia para o desenvolvimento do Nordeste e de todo o país”, afirmou Gama.

Entre os estados com maior número de obras, estão Bahia, Rio Grande do Norte, Sergipe e Ceará. Na Bahia, estão localizados os parques eólicos de Casa Nova II e III, além das subestações de Igaporã III, Casa Nova II e linhas de transmissão respectivas.

No Rio Grande do Norte, entraram em operação a subestação de Touros e as linhas Touros/Ceará-mirim II e Mossoró IV / Mossoró II. As subestações de Jardim, na região metropolinada de Aracaju, e Itabaianinha são de grande relevância para o estado de Sergipe.

As obras realizadas nas Subestações de Fortaleza II e Pici II, no Ceará, foram fundamentais para reforçar a disponibilidade de energia na região metropolitana da capital cearense. Em Salvador, foi concluída a Subestação Cotegipe. Já na região metropolitana de Teresina, houve a entrega da nova subestação Teresina III.

Parques eólicos

Foram concluídos os parques eólicos Casa Nova II e III, localizados no município de Casa Nova, na Bahia. Com investimentos de R$ 275 milhões, os empreendimentos têm capacidade instalada total de 61,1 MW, com potencial para fornecer energia para cerca de 57 mil residências. Os últimos projetos de geração concluídos pela Chesf foram há 20 anos.

Na última sexta-feira, 29 de dezembro, foi realizada solenidade, na Sede da Chesf, no Recife, para marcar a conclusão desses empreendimentos. O evento contou com a presença do diretor de Geração da Eletrobras, Antônio Varejão (ex-diretor de Engenharia da Chesf), e do presidente da Wobben, Fernando Real, empresa responsável pelo fornecimento dos aerogeradores, e de parte da equipe que viabilizou a obra.

A finalização dessas obras faz parte da agenda de entregas da diretoria de Engenharia e Construção da Chesf, que intensificou, nos últimos dois anos, o ritmo na implantação dos empreendimentos de transmissão e geração.

O diretor de engenharia, Roberto Pordeus, reforçou a importância da companhia voltar a inaugurar empreendimentos próprios de geração. “Os parques Casa Nova II e III fazem parte do quadro de grandes realizações da empresa”, disse.

Varejão destacou a união e integração entre as várias áreas da Chesf, a dedicação, competência e sinergia no trabalho das equipes das áreas de engenharia, operação, jurídica e outras. “Esse trabalho conjunto fez a diferença no sucesso do empreendimento, pois buscaram a conclusão, com muito foco e objetivos comuns”.

Modernização

O ano de 2017 também marcou o retorno de grandes investimentos em modernização dos sistemas em operação. A Chesf investiu R$ 95,5 milhões em obras de melhoria do seu sistema de geração e transmissão de energia. Foram 62 intervenções, sendo 25 delas na área de Proteção e Automação. Esses investimentos representam mais confiabilidade no sistema Chesf, modernização de equipamentos e segurança.

O diretor de Operação João Henrique Franklin afirmou que os índices operacionais foram os melhores dos últimos anos, superando as metas estabelecidas no Contrato de Metas e Desempenho das Empresas Eletrobras.

Fonte: WAGNER FREIRE, DA AGÊNCIA CANALENERGIA, DE SÃO PAULO (SP)