Solar dominates Brazil A-4 tender as record low is contracted

Solar was the big winner in Brazil’s first power tender since 2015, as low demand and transmission bottlenecks hampered trading and resulted in just 674MW (AC) being contracted.

PV accounted for 574MW (AC) – around 791MW DC – or 85% of the total capacity contracted at an average price of R$145.68 per MWh ($45.42/MWh). This was 55% below the cap price of R$329/MWh.

Wind, however, only contracted 64MW (AC) in two projects owned by France’s Voltalia in the Northeastern state of Rio Grande do Norte. Wind came in at an average price of R$108/MWh ($33.67/MWh), or 61% below the cap price of R$276/MWh, said Brazil’s Power Trading Chamber (CCEE).

The solar and wind winners will sign 20-year PPAs and the contracted projects will have to start operation by January 2021 under the process, known as an A-4 tender.

Biomass and small hydro projects accounted for the other 35.5MW contracted. In US dollar terms, wind and solar prices were below prices in the last tenders held in 2015 of R$203/MWh for wind and R$298/MWh for solar. This, at exchange rates then, was equivalent to $53/MWh and $78/MWh respectively and at today’s rates are equivalent to $63/MWh and $92/MWh.

The volume contracted was below the amount expected, and was only a fraction of the 18.5GW and 26GW of solar and wind registered for the tender respectively. By comparison, Brazil had contracted 548MW of wind and 1.1GW of solar PV in 2015.

This is the smallest amount of wind and solar contracted at tenders since the two technologies were included in competitive tenders in 2009 and 2014 respectively.

Prior to the tender government studies showed that transmission bottlenecks linking Brazil’s solar and wind states in the Northeast to the industrialised south would limit the amount of power contracted. Rio Grande do Norte, for example, which accounted for over 25% of wind projects registered had only transmission capacity for 200MW, the government had said in a study.

Analysts said this could spoil bidding in this tender despite the strong appetite from investors. Tender rules say projects not connected to the grid in time for the start of PPA could face heavy penalties.

As a result, analysts said that many investors in wind would likely wait for this year’s second tender scheduled for December 20.

This second tender – known as A-6 – will contract power for January 2023, when transmission bottlenecks would likely be solved following recent tenders for new lines and the expected conclusion of delayed projects.

Solar investors, however, will not be able to bid in the A-6, so many took the opportunity to contract their projects at today’s tender.

The amount contracted was also dependent on future demand projections from power distribution companies, which could have also resulted in the small volume contracted since Brazil’s economy is still recovering. Distribution companies have been facing financial troubles due a sharp decline in demand in recent years which left them overcontracted. The projection of future power demand, however, is not published by the government.

Out of the more than 60 power distribution companies, only seven bought power. A total of 39TWh will be delivered over the 20 and 30 year period, CCEE said. By comparison, Brazil’s 12-month power demand stands at 461TWh currently, according to government data.

Government officials weren’t readily available for comments on the tender results.

While France’s Voltalia expanded its presence in wind power in the country with two new projects, Italy’s Enel consolidated its lead in Brazilian solar power contracting 240MW of new capacity in eight projects, adding to its 716MW of solar PV already in operation and under construction.

The new projects will be built in the state of Piauí where Enel is already operating and building solar plants.

The tender also ushered the entrance of US utility AES Corp into Brazil’s solar market. AES, through its local unit AES Tietê, contracted a total of 75MW of new solar capacity in the state of São Paulo.

Other players in solar power includes two local developers and Spain’s Solatio, which sold power from two projects with a combined capacity of 57MW.

Fonte: Recharge Brazil | Alexandre Spatuzza

Leilão de transmissão da Aneel atrai 47 grupos interessados; veja resultados

O leilão para novos empreendimentos de transmissão de energia desta sexta-feira (15) recebeu a inscrição de 47 proponentes interessados, entre empresas e consórcios, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os investimentos são estimados em R$ 8,7 bilhões.

O 1º lote teve 4 concorrentes e foi arrematado pelo consórcio liderado pela francesa Engie. O 2º lote foi disputado por 10 consórcios e arrematado pela Celeo Redes Brasil S.A. com uma proposta com deságio de 53,21%. O lote 3 teve disputa de 5 interessados e foi arrematado pelo grupo indiano Sterlite Power Grid Ventures Limited, com deságio de 35,72%. O 4º foi disputado por 10 consórcios e foi arrematado pela Neoenergia, com deságio de 46,62%.

Entenda o leilão

Pelas regras do leilão, vence cada um dos 11 lotes oferecidos o grupo que aceitar receber o menor valor pela construção e operação da linha e subestações. A remuneração máxima anual foi fixada pelo edital em R$ 1,534 bilhão, na soma de todos os lotes.

Ao todo estão sendo oferecidos 4.919 km de linhas de transmissão e 10.416 MVA em capacidade de subestações, que vão passar pelos estados do Paraná, Piauí, Ceará, Pará, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco. A previsão da Aneel é que as obras devem durar de 32 a 60 meses, dependendo do lote, e que devem gerar 17.869 empregos diretos.

Os leilões de linhas de transmissão ocorrem todos os anos e servem para aumentar a oferta de energia e também para fortalecer o sistema elétrico. A remuneração das empresas que vencerem os leilões será paga pelos consumidores na conta de luz.

Este é o segundo leilão de transmissão de 2017 e o último leilão do ano de projetos do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) do governo Michel Temer.

“O leilão realizado hoje resultou em uma ótima competição e resultados para o Ceará. Os investimentos superiores a R$ 1,5 bilhões em obras previstas vão garantir melhoria da capacidade de escoamento de energia renovável, principalmente para a região Nordeste”, analisa o Diretor-Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates.

Confira os vencedores em cada um dos lotes:

LOTE 1: Paraná (1.146 km e 3.366 MVA)

Vencedor: Consórcio Engie Brasil Transmissão

  • Investimento previsto: R$ 2,017 bilhões
  • Remuneração máxima fixada pelo edital: R$ 355,407 milhões
  • Proposta: R$ 231,725 milhões
  • Deságio: 34,8%

LOTE 2: Piauí e Ceará (441 km e 4.200 MVA)

Vencedor: : Celeo Redes Brasil S.A

  • Investimento previsto: R$ 1,042 bilhão
  • Remuneração máxima: R$ 182,271 milhões
  • Proposta: R$ 85,271 milhões
  • Deságio: 53,21%

LOTE 3: Pará e Tocantins (1.831 km)

Vencedor: Sterlite Power Grid Ventures Limited

  • Investimento previsto: R$ 2,780 bilhões
  • Remuneração máxima: R$ 487,145 milhões
  • Proposta: R$ 313,1 milhões
  • Deságio: 35,72%

LOTE 4: Tocantins e Bahia

Vencedor: Neonergia S.A.

  • Investimento previsto: R$ 1,345 bilhão
  • Remuneração máxima: R$ 236,079 milhões
  • Proposta: R$ 126 milhões
  • Deságio: 46,62%

LOTE 5: Rio Grande do Norte (1.800 MVA)

Vencedor: Cesbe Participações S.A

  • Investimento previsto: R$ 193,820 milhões
  • Remuneração máxima: R$ 31,332 milhões
  • Proposta: R$ 14,431 milhões
  • Deságio: 53,94%

LOTE 6: Paraíba e Ceará ( 345 km)

Vencedor: Neoenergia S.A.

  • Investimento previsto: R$ 584,048 milhões
  • Remuneração máxima: R$ 103,410 milhões
  • Proposta: R$ 57,325milhões
  • Deságio: 44,56%

LOTE 7: Minas Gerais I

Vencedor: Construtora Quebec S.A.

  • Investimento previsto: R$ 276,963 milhões
  • Remuneração máxima: R$ 49,888 milhões
  • Proposta: R$ 32,6 milhões
  • Deságio: 34,65%

LOTE 8: Minas Gerais II

Vencedor: Consórcio Linha Verde – Quebec Apiacás Engenharia (99%) e Construtora Quebec (1%)

  • Investimento previsto: R$ 283,574 milhões
  • Remuneração máximo: R$ 51,128 milhões
  • Proposta: R$ 32,978 milhões
  • Deságio: 35,5%

LOTE 9: Bahia

Vencedor: Een Energia e Participações

  • Investimento previsto: R$ 106,719 milhões
  • Remuneração máxima: R$ 17,437 milhões
  • Proposta: R$ 9,090 milhões
  • Deságio: 47,86%

LOTE 10: Pernambuco I

Vencedor: Consórcio Br Energia/Enind Energia

  • Investimento previsto: R$ 71,724 milhões
  • Remuneração máxima: R$ 12,141 milhões
  • Proposta: R$ 7,285 milhões
  • Deságio: 40,00%

LOTE 11: Pernambuco II

Vencedor: Montago Construtora

  • Investimento previsto: R$ 44,788 milhões
  • Remuneração máxima: R$ 8,559 milhões
  • Proposta: R$ 4,030 milhões
  • Deságio: 52,91%

 

Fonte: CERNE Press com informações do Portal G1/Reuters

EPE vê demanda ‘realista’ para próximos leilões de energia futura

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Luiz Augusto Barroso, disse que a demanda para os dois leilões de contratação de energia futura marcados para a próxima semana será “realista”, sem indicar um volume esperado. O executivo lembrou, contudo, que o consumo de energia este ano está retomando ao patamar de 2014, após três anos de queda.

“O tamanho dos leilões agora vai ser o que der, em função da oferta e demanda”, disse Barroso a jornalistas, após participar do lançamento do estudo “Zoneamento Nacional de Recursos de Óleo e Gás – 2017”, na sede da estatal, no Rio, nesta quinta-feira. “Uma informação muito dramática é que perdemos três anos de consumo”, completou.

Na próxima semana, serão realizados os leilões A-4 e A-6, que contratarão energia de novos empreendimentos para início de fornecimento em 2021 e 2023, respectivamente. O volume total a ser contratado, porém, depende da necessidade de demanda futura declarada pelas distribuidoras.

Fonte: Rodrigo Polito

Barroso informou que o governo deve realizar no início ou no fim do segundo semestre de 2018 um outro leilão A-6 (que contratará energia para entrega a partir de 2024), além de mais um A-4 (para entrega de energia a partir de 2022) em 4 de abril do próximo ano, já anunciado. O calendário de leilões de 2018 deverá ser definido até o fim de março.

Produção de energia eólica do Brasil cresce 28% entre janeiro e outubro, diz CCEE

Os dados consolidados do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE apontam que a produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional – SIN, entre janeiro e outubro de 2017, foi 28% superior à geração no mesmo período do ano passado.

A produção das usinas da fonte chegou a 4.527 MW médios frente aos 3.531 MW médios gerados no mesmo período do ano passado. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7,3% em 2017. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) foi responsável por 71,2% do total e as usinas térmicas responderam por 21,5%.

Ao final de outubro, a CCEE contabilizou 480 usinas eólicas em operação comercial no país que somavam 12.250 MW de capacidade instalada, incremento de 24% frente aos 9.878 MW de capacidade das 388 unidades geradoras existentes um ano antes.

Eólica por Estado

O boletim indica que, por estado, o Rio Grande do Norte segue na liderança da produção eólica no país com 1.452,4 MW médios de energia entregues em 2017, aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 900 MW médios produzidos (+29%), o Ceará com 661,3 MW médios (+7,4%), o Rio Grande do Sul, que alcançou 621 MW médios (+19%) e o Piauí com 529 MW médios, aumento de 63,2% frente à geração alcançada em 2016.

Os dados consolidados da CCEE de outubro de 2017 confirmam ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.455,4 MW, aumento de 13,6% em relação a outubro de 2016 quando a capacidade instalada era de 3.040,7 MW. Em seguida aparece a Bahia com 2.296,7 MW (+31,2%), o Ceará com 2.036,3 MW (+7,1%), o Rio Grande do Sul com 1.777,9 MW (+14,6%) e o Piauí com 1.413,7 MW de capacidade, crescimento de 62,7% frente ao ano passado.

Fonte: CCEE

Royalties na geração de energia eólica não tem apoio do Ministério de Minas e Energia

A criação de royalties sobre a geração de energia eólica, em discussão no Congresso Nacional, não terá coro no Ministério de Minas e Energia (MME). Pelo menos do que depender do secretário de energia elétrica, Fábio Lopes Alves. “Os Estados estão quebrados e procurando onde buscar dinheiro. Mas não se justifica comparar uma hidrelétrica com uma eólica, porque a passagem do vento não gera impacto algum”, disse o secretário durante participação no evento “Energia Elétrica – Compreendendo as mudanças e oportunidades do setor elétrico brasileiro”, realizado pelo escritório Martorelli Advogados.

Emenda constitucional de autoria do deputado piauiense Heráclito Fortes (PSB) sugere o pagamento de royalties de 10% sobre a produção de energia eólica. O parlamentar que que os recursos sejam distribuídos com os Estados e municípios produtores do setor, aproveitando que o Nordeste concentra 80% da geração eólica no País. A proposta foi recebida com temos pelos investidores.

Chesf

O evento também discutiu a a privatização da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que vem enfrentando pressão dos governadores e de entidades nordestinas, mas que já está definida pelo governo Federal dentro do plano de desestatização da Eletrobras. Fábio Lopes Alves derruba os argumentos de que a Chesf deve ser mantida pelo Estado para garantir a gestão do Rio São Francisco.

“Desde 2000, com a criação da ANA (Agência Nacional de Águas) a companhia não cuida mais a gestão do rio. “A privatização assegura investimento de R$ 350 milhões por ano durante 15 anos e depois R$ 150 milhões por mais 15 anos para o rio”, observa.

Fonte: Jornal do Commercio

Brasil ultrapassa marca de 500 parques eólicos instalados

O Brasil ultrapassou, no início de dezembro, a marca de 500 parques eólicos instalados, somando, atualmente, 503 usinas do tipo, com um total de 12,64 gigawatts (GW) de capacidade instalada, informou, nesta terça-feira (12), a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Segundo a presidente executiva da entidade, Elbia Gannoum, até 2020, o Brasil terá pelo menos 17 GW instalados, considerando apenas os contratos que já foram firmados em leilões já realizados e também no mercado livre.

“O ano de 2016 foi muito difícil para a fonte eólica, porque não houve leilão e nenhuma nova contratação. Precisamos reverter a situação agora, nos dois leilões de dezembro, que serão fundamentais para o futuro da fonte no Brasil”, disse a executiva, em nota.

Segundo a Abeeólica, outro dado relevante é que o Brasil subiu mais uma posição e assumiu o sétimo lugar entre os países com maior geração de energia eólica no mundo, ultrapassando o Canadá, que caiu para a oitava posição. Os dados são do Ministério de Minas e Energia.

Fonte: Rodrigo Polito | Valor Econômico

RenovaBio é aprovado pelo Senado Federal e setor sucroenergético comemora

O Projeto de Lei da Câmara (PLC) do RenovaBio (nº 160/2017) foi aprovado nesta tarde, na Plenária do Senado Federal. O RenovaBio tramitou no Congresso Nacional em tempo recorde, sendo antes aceito como matéria de urgência na Câmara dos Deputados e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Agora, aguarda a sanção da Lei pelo Presidente da República, Michel Temer. De autoria do Deputado Evandro Gussi (PV-SP), o RenovaBio tem como principal objetivo descarbonizar o setor de transportes, em linha com os compromissos que o Brasil assumiu na Conferência do Clima.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), uma das entidades envolvidas na construção desse programa, comemora essa conquista que é importante para o país e para a sociedade. “Há exato um ano, o RenovaBio foi lançado pelo Ministério de Minas e Energia e, ao longo deste tempo, sob a liderança do ministro Fernando Coelho Filho, teve total apoio de outros ministros, como o do Meio Ambiente e Agricultura, bem como de governadores e parlamentares, que entenderam a necessidade do Brasil estabelecer uma política moderna, capaz de trazer benefícios ao meio ambiente e à melhoria da saúde das pessoas”, afirma Elizabeth Farina, diretora presidente da UNICA.

Ao ser sancionada como Lei em 2017, a expectativa é que essa política seja implementada na safra de cana 2019/2020. Até lá, será necessário definir as metas de redução de emissões e regulamentar o mercado.

O programa envolve duas metas. A nacional, com prazo de 10 anos, que objetiva induzir de forma previsível a redução competitiva e eficiente da intensidade de carbono da matriz de combustíveis, e a individual, destinada às distribuidoras de combustíveis.

Para demonstrar o cumprimento das metas, as distribuidoras deverão comprar os CBios, créditos de carbono, emitidos pelos produtores de biocombustíveis. Esse modelo incentiva a busca de eficiência na produção e de emissões, valorizando os combustíveis de menor intensidade carbônica, como o etanol, o biodiesel, o bioquerosene e o biogás.

A regulamentação será feita dentro de um prazo estimado de 18 meses e envolverá o trabalho de diversos órgãos públicos e reguladores, que criarão instrumentos legais para a operacionalização do novo mercado de comercialização de biocombustíveis.

Para entender o funcionamento do RenovaBio, acesse o infográfico.

Ciclo de Debates

O Renovabio foi o destaque da palestra proferida pelo diretor superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski, durante o Ciclo de Debates promovido pelo Conselho Técnico – Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE). O evento foi realizado em Natal, Rio Grande do Norte, e teve como tema principal os desafios da produção e uso de biocombustíveis no Brasil e Nordeste.

Para assistir ao evento na íntegra, clique aqui.

Presidente do CERNE recebe prêmio que destaca os mais influentes do setor energético brasileiro

O Diretor- Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, recebeu na noite desta segunda-feira (11) o prêmio “100 mais influentes da Energia de 2017” na categoria consultoria.

A iniciativa homenageia os executivos, os empresários e as personalidades que mais se destacaram nas mais diferentes áreas do setor energético brasileiro ao longo do último ano.

O evento é promovido pelo Grupo Mídia através de sua revista especializada em Energia, a Full Energy.

Eleição

Para a escolha dos premiados no 100 Mais Influentes, o processo contou com votação do público pelo site da Revista Full Energy entre os meses de junho e setembro deste ano. Posteriormente, foi feita uma pesquisa de mercado e, por fim, a relação final dos premiados foi referendada pelo conselho editorial da Full Energy, no mês de outubro.

Jean-Paul Prates

Jean-Paul Prates é presidente do Sindicato da Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN e do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) que reúne associações nacionais, empresas e fornecedores do setor energético e ambiental. Na iniciativa privada, tem mais de 25 anos de experiência na concepção e execução de centenas de projetos complexos nas áreas de petróleo, gás natural, biocombustíveis e energia renovável, e, atualmente, dirige as consultorias Expetro (Rio de Janeiro) e CRN-Bio (Natal e Fortaleza), especializadas em energia, petróleo, recursos naturais e meio ambiente. Na vida pública, coordenou a equipe do Governo Federal que elaborou o atual marco regulatório da indústria do petróleo do Brasil entre 1995 e 1998. Como Secretário de Estado de Energia do Rio Grande do Norte, elaborou o plano energético que possibilitou ao estado alcançar a auto-suficiência energética em 7 anos, e viabilizou a instalação de mais de 2GW em geração eólica, levando o RN à liderança nacional no setor. Recentemente, foi reconhecido pelas revistas internacionais Recharge e WindPower como uma das cinco principais personalidades brasileiras do setor de energia.

Clique aqui, para assistir ao vídeo.

Fonte: CERNE Press

Aneel libera fotovoltaicas no Piauí para operação comercial

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou para operação comercial, a partir de 9 de dezembro, as unidades geradoras UG1 a UG32, de 937,5 kW cada, totalizando 30 MW de capacidade instalada em cada uma das usinas de geração fotovoltaica denominadas Nova Olinda 8, 9, 10,11, 12, 13 e 14, segundo despacho publicado pela Aneel nesta segunda-feira, 11 de dezembro. As usinas da Enel Green Power, que somam 210 MW, estão situadas em Ribeira do Piauí (PI).

Outra usina a receber a autorização da Aneel foi a EOL Santo Inácio III, que compreende as unidades UG1 a UG14, de 2.350 kW cada, totalizando 32.900 kW de capacidade. O empreendimento está localizado no município de Casa Nova (BA).

Por outro lado, a Aneel liberou para operação em teste, a partir de 9 de dezembro, as unidades geradoras UG1 e UG2, de 2.500 kW cada, totalizando 5.000 kW de capacidade instalada da EOL Diamante II. A usina está localizada em Gentio do Ouro (BA). No mesmo município baiano temos outra aprovada junto a Aneel, EOL Laranjeiras V, que poderá testar as unidades UG1 e UG2, de 2.500 kW cada, somando 5.000 kW de capacidade.

Já no município de Casa Nova (BA), temos outra contemplada pela autorização do órgão regulador. Trata-se da EOL Casa Nova III, que compreende as unidades UG1 a UG12, de 2.350 kW cada, formando 28.200 kW de capacidade instalada.

Outra usina a receber a autorização da Aneel foi a EOL União dos Ventos 13, que poderá testar as unidades UG1 a UG3, de 2.100 kW cada, totalizando 6.300 kW. O empreendimento está localizado no município de Pedra Grande (RN). Por fim a PCH Pedra, localizada em Passos Maia (SC), também recebeu o parecer da Agência, e testará duas unidades: UG1 e UG2, de 2.800 kW cada, somando 5.600 kW de capacidade instalada.

Fonte: Canal Energia

Alubar investe R$ 100 milhões para atender leilão de energia

Buscando se aproveitar do sucesso dos leilões de energia realizados recentemente e dos que estão para ocorrer até a metade do ano que vem, a fabricante de cabos de alumínio Alubar, do Pará, vai investir R$ 100 milhões em uma expansão que eleva sua capacidade instalada em 50%.

A expectativa é que a partir de janeiro de 2019 o novo laminador, já contratado, comece a funcionar. Aí, a empresa terá capacidade de fabricar inicialmente 80 mil toneladas por ano de cabos elétricos, explica Maurício Gouvea, diretor-presidente da Alubar. “Recebemos o terceiro laminador em 2018”, diz. Para iniciar a atividade, serão contratadas cerca de 70 pessoas, um aumento de 10% no efetivo. Em geral, as entregas dos produtos da companhia estão relacionados a grandes projetos. A fábrica da Alubar, em Barcarena, fornece especialmente para linhas de transmissão e as vendas já estão programadas para todo o ano que vem e uma parte de 2019. Além disso, uma parte é vendida em serviços contratados por distribuidoras de energia.

“Tivemos muito mais investidores se interessando nos leilões e queremos ser uma solução para quem levar”, afirma o executivo. “E antes víamos muito mais gigantes ganhando os leilões e agora sentimos que a disputa está mais pulverizada. Isso porque houve melhora na taxa de retorno, a economia está mais estável e se torna mais atrativo investir em produção com os juros baixos. É ótimo, sinto o Brasil com mais credibilidade.” Para Gouvea, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, depois de crescer aproximadamente 1% neste ano, segundo sua expectativa, deve se acelerar no ano que vem. Isso garante a estabilização e retomada da economia que, diz ele, pode ajudar a atrair mais investidores – para os leilões de energia, por exemplo. “Isso gera um cenário otimista quando entrarmos no terceiro ano de recuperação”, opina.

“Mas vejo um risco: o sucesso em 2019 depende do cenário eleitoral”, acrescenta. Ele enxerga alguns candidatos como uma ameaça a essa tendência mais benigna, apesar de não citar quais, mas não parece muito temeroso. “Crescemos muito politicamente nos últimos anos. Tenho certeza que com os elementos que já sabemos, o país vai fazer a escolha mais adequada.” Esse investimento foi possível porque atualmente a Alubar está com geração saudável de caixa nas operações. Não só os cabos de alumínio, como também fios e cabos de cobre, têm vendido e garantindo melhor resultado.

Neste ano, a companhia espera terminar com receita líquida aproximada de R$ 700 milhões, alta de 10% sobre 2016. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) deve ficar estável, em R$ 105 milhões – 84% maior do que em 2015. Mesmo assim, uma parcela do desembolso de capital terá de vir de captação com bancos. O executivo não informou qual a parcela do investimento será financiada ao tomar nova dívida. A Alubar já é a maior fornecedora de cabos elétricos de alta tensão da América Latina. Terminou o ano passado com participação de mercado de 41% só no Brasil. Os produtos de cobre são destinados mais a baixas e médias tensões. “Nos beneficiamos do fato de não haver um grande cliente em nossa carteira. Temos a geração de receita bem distribuída”, comenta Gouvea.

A empresa também consegue sustentar minimamente suas margens porque um tamanho importante dos custos é mitigado, com matéria-prima. O alumínio primário usado na laminação em Barcarena vem da Albras, controlada pela norueguesa Norsk Hydro – cuja unidade produtiva fica praticamente do outro lado da rua da Alubar. Mesmo com a expansão da capacidade, o fornecimento continuará vindo do mesmo lugar.

Fonte: Valor Econômico

Tarifa branca para energia elétrica começa a valer em 2018, entenda

Nova modalidade tarifária será aplicada, inicialmente, para quem consome a partir de 500 kw/h por mês. Adesão é voluntária.

nova tarifa branca para energia elétrica começa a valer a partir de janeiro de 2018. O presidente da Associação Nacional de Distribuidores de Energia Elétrica, Nelson Leite, explica que essa modalidade de cobrança poderá ser escolhida por quem consome a partir de 500 kw/h por mês.

Segundo ele, a tarifa branca varia ao longo do dia conforme os horário, de maior ou menor consumo médio de energia. O período mais caro é entre 18h e 21h. Já entre 17h e 18h e 21h e 22h o preço é moderado. “São os períodos intermediários que tem a tarifa média.”

“Visa oferecer uma tarifa mais barata para quem consome mais energia fora dos ‘horários de ponta’. É totalmente voluntário, mas é preciso fazer as contas para ver se vale a pena”, explicou Leite.

Assista a matéria, clique aqui.

Fonte: Vinicius Leal e Luiza Garonce, TV Globo e G1 DF

Comissão da Câmara aprova royalties para energia solar e energia eólica

Foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal nesta quarta-feira (6), o Projeto de Emenda Constitucional 97/2015, do deputado Heráclito Fortes (PSB), que trata sobre melhor distribuição dos recursos financeiros oriundos da atividade de exploração e obtenção de energia eólica. Segundo o parlamentar, o projeto beneficia diretamente o Piauí.

“Esse projeto beneficia o Piauí, o Nordeste e o Brasil. Nós temos áreas onde estão sendo instaladas as torres eólicas e temos áreas com energia solar. O município não recebe nada. Criamos o royalties para beneficiar o município, e surgiu um lobby dizendo que aquilo ia aumentar o preço, pelo contrário, vai diminuir o lucro da empresa. O empresário vai perder uma besteira e os municípios vão ganhar”, disse o deputado.

A proposta foi aprovada por unanimidade e segue agora para uma comissão especial onde será fixado os percentuais que os municípios terão direito. “Passou hoje na CCJ, agora será criada uma comissão especial onde será definido o valor. Não estamos preocupados com o vento e sim com as torres e as placas”, declarou.

Para o parlamentar, a exploração da energia eólica e solar não gera compensação financeira, como ocorre no caso da mineração, da extração de petróleo ou da operação de grandes hidrelétricas.

Fonte: Ambiente Energia

Aneel libera eólicas do Rio Grande do Norte para operação comercial

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou para operação comercial as usinas eólicas Pedra Rajada I e II, que compreendem as unidades UG1 a UG10, de 2 MW cada, totalizando 20 MW de capacidade instalada em cada usina, localizada no município de Cerro Corá, Rio Grande do Norte.

Usinas entram em teste

No último dia 28 de novembro, a Aneel liberou para operação em testes, as unidades UG4 a UG9, de 2.100 kW cada, da Usina Eólica União dos Ventos 13, totalizando 12.600 kW de capacidade.

Outra usina a receber o provimento foi a União dos Ventos 14, que poderá testar as unidades UG1, UG7, UG8, UG9 e UG10, de 2.100 kW cada, somando 10.500 kW de capacidade. Ambos os empreendimentos estão situados na cidade de Pedra Grande.

Fonte: CERNE Press

CERNE participa do II Encontro Baiano de Energia Solar

O Diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) participou nesta terça-feira, 05 de dezembro, da segunda edição do Encontro Baiano de Energia Solar em Salvador, Bahia. O evento, que conta com apoio do CERNE, tem por objetivo propor debates que visem o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva do setor solar fotovoltaico na Bahia e no Brasil.

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Em 2016, o evento reuniu mais de 400 pessoas em um único dia de Seminário no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia – FIEB, em Salvador. O Ministério das Minas e Energia, Empresa de Pesquisa Energética, Operador Nacional do Sistema Elétrico, Governo do Estado e Prefeitura Municipal foram alguns dos órgãos que participaram dos debates.

Fonte: CERNE Press

Enel investirá quase R$ 7 bilhões no Brasil entre 2018 e 2020

Empresa italiana já ocupa posição de destaque no país

A empresa italiana de energia Enel apresentou seu plano estratégico para o triênio 2018-2020, que prevê 1,8 bilhão de euros (R$ 6,85 bilhões, segundo a cotação atual) em investimentos no Brasil.

O grupo ocupa uma posição de destaque no mercado brasileiro, onde é líder no setor de energia eólica e possui diversas usinas solares, além de concessões de hidrelétricas. A última delas, a de Volta Grande (MG), foi conquistada no leilão promovido pelo governo de Michel Temer em setembro passado.

Apesar disso, a Enel deve reduzir seus investimentos na América do Sul em 26% entre 2018 e 2020. Segundo seu plano estratégico, 80% dos aportes da empresa no próximo triênio serão dedicados aos “mercados maduros”, contra 60% dos três anos precedentes, com uma “consequente redução do perfil de risco”.

Desse modo, a companhia aumentará seus investimentos na Itália em 23%, nas Américas do Norte e Central, em 40%, e na Península Ibérica, em 35%. Essa expansão será guiada pelo crescimento das fontes renováveis nessas regiões e pelas redes de energia.

Além disso, a Enel prevê vender 3,2 bilhões de euros em ativos entre 2018 e 2020, principalmente plantas termoelétricas – mais poluentes – e saindo de países “não-estratégicos”. Por outro lado, a empresa investirá 2,3 bilhões de euros na compra de participações minoritárias, com destaque para negócios na América do Sul.

O grupo italiano também enxerga “muitas oportunidades” no setor de fibra ótica no subcontinente.

Fonte: Época Negócios

Aneel libera eólicas no Ceará para operação comercial

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou para operação comercial as unidades geradoras UG1 a UG11, de 2.100 kW cada, somando 23.100 kW de capacidade instalada da usina de geração eólica Santo Inácio IV, segundo despacho publicado na terça-feira, 5 de dezembro.

Outra usina a receber a autorização da Aneel é a Santo Inácio III, que compreende as unidades UG1 a UG14, de 2.100 kW cada, formando 29.400 kW de capacidade. Os empreendimentos estão localizados em Icapuí, Ceará.

Fonte: Canal Energia

MME divulga explicações sobre dados da privatização da Eletrobras

O Ministério de Minas e Energia publicou em seu site nota informativa sobre a proposta de privatização da Eletrobras. O documento que já havia sido enviado à direção da empresa e divulgado esta semana repete informações conhecidas sobre o desempenho da estatal ao longo do tempo, incluindo uma análise dos impactos financeiros da Medida Provisória 579, considerada a grande responsável pela crise atual.

A Eletrobras terá seu controle pulverizado em uma operação de aumento de capital que vai reduzir a participação da União a menos de 50% do capital votante. A previsão de ingresso de recursos é de R$ 11,2 bilhões, considerando uma emissão primária de cerca de 553.036.344 novas ações ordinárias, ao valor de R$ 20,25 por ação, registrado no dia 13 de novembro.

No processo, a participação de cada acionista ficará limitada a 10% do capital da empresa, para que as ações fiquem pulverizadas por número maior de investidores. A União detém, direta ou indiretamente, 75,4% das ações com direito a voto da companhia. “Essa exigência visa a transformar a empresa em uma corporação de fato, democratizando seu controle, ainda que a União possa permanecer com quantidade relevante das ações”, afirma a nota, destacando que as quatro maiores companhias de eletricidade do mundo – Duke, Engie, National Grid e NextEra –  têm o capital pulverizado.

A análise foi enviada pelo MME à direção da Eletrobras com um oficio no qual o ministro Fernando Coelho Filho assegura que “todos os agentes públicos em exercício no Ministério de Minas e Energia estão cientes da necessidade de observar com rigor o estabelecido na Instrução CVM Nº 358, de 2002, bem como nas demais normas aplicáveis ao desempenho de suas funções”. Coelho também destaca que a Lei 8.112, de 1990, obriga os servidores da União a observar as normas legais de informações protegidas por sigilo. A estatal chegou a ser questionada pela Comissão de Valores Mobiliários, após a divulgação de detalhes do processo de desestatização da empresa nos últimos dias.

Fonte: Canal Energia e Ministério de Minas e Energia

Governo aprova Plano Decenal de Expansão de Energia 2026

O Ministério de Minas e Energia aprovou o Plano Decenal de Expansão de Energia 2026, deixando a cargo da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético a coordenação e o aperfeiçoamento do projeto, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

Com o plano, lançado em julho deste ano, o Brasil prevê uma expansão de cerca de 41 gigawatts na capacidade instalada de geração de energia até 2026, com predomínio das usinas eólicas e solares, que deverão responder por quase 19 gigawatts no período.

O plano, da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), aponta ainda que essa trajetória deverá demandar cerca de 174,5 bilhões de reais em investimentos no período.

Além disso, a perspectiva é que ao final do plano a participação das hidrelétricas, carro-chefe da geração no Brasil, caia para menos de 50 por cento da matriz elétrica, ante pouco mais de 60 por cento atualmente.

O prazo de consulta pública para o plano foi prorrogado várias vezes.

Detalhes sobre o Plano Decenal de Expansão de Energia 2026 podem ser encontrados na página da EPE, aqui.

Fonte: Reuters

Polo de Guamaré se mantêm no Rio Grande do Norte

A unidade industrial da Petrobras em Guamaré é o epicentro de produção de petróleo do Rio Grande do Norte. Localizado na costa branca, o polo está em lugar estratégico para receber todo petróleo produzido nas concessões em atividade no RN, sendo 66 em terra e 12 no mar. É no ativo de Guamaré onde se encontra a Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), responsável pelas produções de gasolina, querosene de aviação e gás que se consome no estado. A Unidade de Tratamento e Processamento de Fluidos (UFPF) e o Terminal Aquaviário (Transpetro) também compõe o complexo.

A importância do polo para o RN se revela no Produto Interno Bruto Industrial do estado: ela é responsável por cerca de 40% deste. No entanto, o complexo terá mudança nas operações no início de 2018. A RPCC, hoje autônoma, será integrada ao ativo de Exploração e Produção. A decisão da estatal, anunciada no fim de outubro, faz parte de um planejamento de contenção de gastos. De acordo com o gerente geral da Unidade Operacional da Petrobras no Rio Grande do Norte e no Ceará, Tuerte Amaral Rolim, isso não representa que a RPCC receberá menos investimentos ou diminuirá a capacidade de produção. “Nós vamos otimizar a estrutura e o processo industrial do polo, unificando as operações de Exploração e Produção com as da refinaria”, destacou.

O redimensionamento significa uma economia de R$ 35 milhões, segundo informações da empresa. Os cortes está sobretudo nos cargos administrativos e gerenciais da RPCC. “As pessoas que hoje ocupam estes cargos serão remanejadas. Este é um plano nacional que provoca muita mudança”, continuou Tuerte Rolim. Ele negou enfaticamente que isso representa demissões, apesar da declaração de extinção dos cargos. Hoje, 700 funcionários trabalham no polo, entre contratados e terceirizados.

A Refinaria tem capacidade de produzir 2 milhões de litros de gasolina por dia, o suficiente para abastecer 50 mil carros. A média de produção atualmente, no entanto, é de 1,2 milhão. A quantidade segue a demanda do mercado e, neste ano, já bateu recorde de produção de querosene para aviação. Em agosto, foram produzidos 19.841 metros cúbicos do combustível. O volume é 8% superior ao recorde anterior, obtido em janeiro deste ano. Na ocasião, a estatal afirmou que a marca foi possível em função do aperfeiçoamento de processos promovido pelo Programa de Produção de Médios (diesel e QAV) e Gasolina, o Promega.

Os investimentos no Rio Grande do Norte em 2017  somam R$ 800 milhões. É uma cifra considerada alta pelo gerente geral Tuerte Rolim, diante do processo de contenção de gastos da estatal. Mas este número vem caindo ano a ano. Em 2015, por exemplo, a Petrobras injetou no RN cerca de R$ 1,3 bilhão de reais. A justificativa é a dívida da estatal diante da crise econômica brasileira e da desvalorização do petróleo. “Todas as empresas de petróleo sofreram dificuldades porque o preço do barril caiu mundialmente, mas a Petrobras foi mais afetada porque foi a operadora com mais investimentos de 2008 para cá, devido ao pré-sal”, disse.

Outra medida realizada no estado para diminuir os gastos da empresa é a venda de campos chamados “maduros”, quando a capacidade de produção destes diminui. Há 10 anos, o RN chegou a produzir 100 mil barris por dia, enquanto hoje produz uma média 48 mil. Segundo Tuerte, “o petróleo no RN não está em decadência, mas em um declínio natural. Decidimos vender porque estes poços seriam melhor aproveitados por pequenos produtores”. Ele nega que isso represente um abandono da Petrobras ou o fim do petróleo. “Novas tecnologias vão surgindo para melhorar a extração deste petróleo e a quantidade de barris pode subir. Nós temos grandes expectativas acerca do RN”. Em relação ao gás natural, a produção atual chega a 930 mil metros cúbicos diários.

Infraestrutura

No polo industrial de Guamaré, todo petróleo extraído nos 5.551 poços existentes, tanto terrenos quanto marítimos, chegam por meio de dutos. São 30 quilômetros de vaporduto e dois quilômetros de oleoduto e gasoduto. Os campos contemplados vão de Ubarana, primeiro a ser descoberto aqui no estado e localizado na bacia hidrográfica, ao que é produzido em terra em Mossoró, Alto do Rodrigues, Açu, Carnaubais e Macau.

O petróleo e o gás chegam a Guamaré para realizar todo processamento. Depois de prontos (quando são separados da água) são refinados para serem transformados em gasolina e querosene na Refinaria Clara Camarão. Uma cifra segue para a Transpetro, de onde é levada para outros lugares.

Toda esta produção da RPCC abastece o Rio Grande do Norte, mas ainda precisa passar por outros processos antes de serem colocados para o comércio. A gasolina, por exemplo, é misturada com álcool antes de chegar no consumidor. Este é um processo é realizado em outros estados, o que acaba encarecendo o valor do litro no RN.

Números

R$ 35 milhões é quanto a Petrobras calcula que vai economizar com as mudanças na unidade.

700 funcionários trabalham, hoje, no polo de Guamaré, entre efetivos e terceirizados.

R$ 800 milhões é o volume de investimentos planejados pela Petrobras para o RN, durante este ano.

Fonte: Tribuna do Norte | Luiz Henrique Gomes

Governo anuncia novo calendário para contratação de energia nova em 2018

O Ministério de Minas e Energia divulgou no dia 1° de dezembro o calendário para os novos leilões de energia A-4, a chamada energia nova, para abril do ano que vem. De acordo com o ministério, a entrega do suprimento de energia deve começar em 2022.

Segundo o ministério, a energia será disponibilizada por meio de empreendimentos hidrelétricos, por projetos de fonte de biomassa, eólica e solar fotovoltaica. No caso dos empreendimentos hidrelétricos, o prazo de suprimento é de 30 anos. Nos demais, a geração a energia será ofertada por disponibilidade, com prazo de suprimento de 20 anos.

O edital prevê que não poderão participar os empreendimentos de geração que entrarem em operação comercial até a data de sua publicação.

O novo leilão ocorrerá após o certame previsto para dezembro, nos dias 18 e 20, quando será realizada a contratação de energia A-4 e A-6 (com contratos para 2023), que preveem a entrada da usinas em operação a partir de 2021 e 2023, respectivamente.

No primeiro caso, além das hidrelétricas, a oferta será para contrato de geração de energia de usinas eólicas, solares e térmicas à biomassa. Já no leilão de energia A-6, a contratação será de usinas hídricas, eólicas e térmicas a gás, biomassa e carvão.

Fonte: Agência Brasil