CERNE discute ações para implantação de cidades inteligentes

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) recebeu nesta sexta-feira (13) a visita da diretora da Secretaria Municipal de Planejamento de Natal (SEMPLA), Irani Santos, e do professor da Universidade Aalto Helsinki (Finlândia), Álvaro de Oliveira.  A visita teve como objetivo apresentar os atuais projetos em andamento para implantação de cidades inteligentes e humanas, como já ocorre em Natal, através de uma parceria entre a Prefeitura e o Instituto Metrópole Digital (UFRN).

A reunião também teve como objetivo delinear ações conjuntas entre o CERNE, UFRN e Prefeitura de Natal para implantação desse modelo de plataforma sustentável em cidades no Rio Grande do Norte.

Irani dos Santos propôs ao CERNE a realização de um workshop voltado para o setor de energia dentro da Campus Party Natal, que será realizado em 2018.

Fonte: CERNE press

Painéis solares iluminam a Amazônia, última fronteira do Brasil sem energia

Os rios Purus e Ituxi cortam o sul da Amazônia brasileira, onde a energia elétrica é um bem tão escasso quão precioso para as comunidades ribeirinhas.

Seguindo a lógica do rio, cujas margens servem de local de moradia para cerca de 600 habitantes da reserva Ituxi, a gasolina e o diesel literalmente movimentam a vida, e só podem ser comprados na cidade, a um preço superior a grandes centros urbanos como São Paulo.

“A última fronteira sem energia é a Amazônia. Ali você tem 2 milhões de brasileiros sem acesso à energia moderna, porque os geradores não são energia moderna, são apenas um paliativo”, diz Aurélio Souza, um engenheiro que trabalha em um projeto de fornecimento de energia para essa região de floresta, que tem como foco os painéis solares.

Em Ituxi, a maioria das construções são palafitas com latrinas externas. As mulheres lavam roupa e louça, ao mesmo tempo em que tomam banho em pequenas plataformas às margens do rio.

As casas mais estruturadas têm banheiros e instalações de água potável, extraída de poços artesianos. Nelas, o ruído dos geradores marca o cair prematuro da noite, que possibilita mais quatro horas de iluminação com lâmpadas e, em alguns casos, de televisão, para os ribeirinhos.

Os rios Purus e Ituxi cortam o sul da Amazônia brasileira, onde a energia elétrica é um bem tão escasso quão precioso para as comunidades ribeirinhas.

Seguindo a lógica do rio, cujas margens servem de local de moradia para cerca de 600 habitantes da reserva Ituxi, a gasolina e o diesel literalmente movimentam a vida, e só podem ser comprados na cidade, a um preço superior a grandes centros urbanos como São Paulo.

“A última fronteira sem energia é a Amazônia. Ali você tem 2 milhões de brasileiros sem acesso à energia moderna, porque os geradores não são energia moderna, são apenas um paliativo”, diz Aurélio Souza, um engenheiro que trabalha em um projeto de fornecimento de energia para essa região de floresta, que tem como foco os painéis solares.

Em Ituxi, a maioria das construções são palafitas com latrinas externas. As mulheres lavam roupa e louça, ao mesmo tempo em que tomam banho em pequenas plataformas às margens do rio.

As casas mais estruturadas têm banheiros e instalações de água potável, extraída de poços artesianos. Nelas, o ruído dos geradores marca o cair prematuro da noite, que possibilita mais quatro horas de iluminação com lâmpadas e, em alguns casos, de televisão, para os ribeirinhos.

Fonte: Estado de Minas

Biomassa supera usina Itaipu em capacidade instalada de energia

Energia gerada pelo bagaço da cana de açúcar representa quase 90% da produção de bioeletricidade do país

A contratação de fontes renováveis de energia complementares à geração hídrica e que contribuam para a manutenção de uma matriz elétrica limpa é cada vez mais estratégica para o futuro energético no Brasil.

Dentre estas fontes, destaca-se a eletricidade gerada a partir da biomassa da cana-de-açúcar, restos de madeira, carvão vegetal, casca de arroz, capim-elefante e outros materiais derivados.

Mas além de atender as necessidades de energia das usinas, desde a década de 1980 o bagaço tem permitido a geração de excedentes de energia elétrica que são fornecidos para o sistema elétrico brasileiro. Em 2017, o setor sucroenergético está fazendo 30 anos de exportação de bioeletricidade para a rede elétrica nacional.

“A capacidade instalada atualmente pela biomassa é de 14.302 megawatts (MW) superando a capacidade da usina Itaipu. Em geral, a biomassa ocupa a segunda posição em capacidade instalada, perdendo apenas para as hidrelétricas”, afirmou o  Gerente de Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (ÚNICA), Zilmar de Souza, durante a plenária sobre cenários do setores energéticos no All About Energy 2017, em Fortaleza, Ceará.

As regiões com maiores índices de geração estão localizadas nos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Paraná que concentram mais de 90% da bioeletricidade gerada para a rede. “O Nordeste tem grande potencial de desenvolvimento graças ao parque sucroenergético secular instalado na região”, completa Souza, que apresentou o panorama dos biocombustíveis e bioeletricidade no Brasil.

“Estamos em um momento propício para elaborarmos uma política setorial de longo prazo em especial para a bioeletricidade e biogás advindo do setor sucroenergético. O All About Energy será um espaço importante para discutirmos e delinearmos esta política setorial”, salienta.

Fonte: CERNE/All About Energy

Mais de 870 mil paraibanos terão “energia dos ventos” em 2018

A capacidade de geração de energia eólica na Paraíba vai chegar a 157,2 megawatts (MW) até o próximo ano, podendo gerar uma energia limpa suficiente para abastecer mais de 290 mil residências, o que equivale a aproximadamente 870 mil habitantes.

A média corresponde à população total de João Pessoa mais um pouco da metade de Bayeux juntas, de acordo com estimativa deste ano divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cálculo considera uma média de três moradores por domicílio e é utilizado por órgãos do setor elétrico, a exemplo da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

A estimativa populacional deste ano em João Pessoa é de 811.598 habitantes e a de Bayeux é de 97.010 habitantes, conforme documento publicado no Diário Oficial da União e produzido pelo IBGE.

De acordo com a Abeeólica, a Paraíba possui atualmente 62,7 MW de capacidade instalada de geração de energia eólica em 12 usinas que operam comercialmente, todas concentradas no município de Mataraca, Zona da Mata paraibana. Mais três usinas (Lagoa I e II e Canoas) estão em construção na região do Seridó do estado, que vão acrescer 94,5 MW de potência de geração.

Os três parques eólicos estão sendo construídos pela Força Eólica do Brasil (FEB). São 45 aerogeradores (os postes que se assemelham a grandes ventiladores) instalados nas cidades de Santa Luzia, São José do Sabugi e Junco do Seridó e que vão formar o Complexo Santa Luzia.

A previsão do início da operação comercial do complexo era para este mês, de acordo com material divulgado pela FEB. No entanto, documento publicado em setembro deste ano pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que fiscaliza os serviços de geração em todo o país – incluindo as centrais geradoras eólicas – informa que somente parte de uma das três usinas já vai poder começar a operar comercialmente a partir deste mês.

Estudos realizados pelo grupo Iberdrola, que compõe a Força Eólica Brasileira (FEB), apontam que o potencial de geração de energia eólica na Paraíba pode chegar a 2 gigawatts (GW).

Cidades como Patos e Picuí, por exemplo, seriam verdadeiras “minas de ouro” em geração de vento. O que falta? Explorar o potencial. Apuração da reportagem verificou que já existe a intenção de investidores em explorar a produção de energia eólica em Picuí. Além disso, estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) analisou novas formas de escoamento da produção de energia alternativa – solar e eólica – na região do seridó paraibano e do Rio Grande do Norte.

Na Paraíba, de acordo com a EPE, os municípios de Areia de Baraúnas, Junco do Seridó, Patos, Santa Luzia, São José do Sabugi, São Mamede e Teixeira foram identificados como localidades com potenciais eólico e fotovoltaico. Por sua vez, o mapeamento da Iberdrola, de acordo com divulgação do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), a região do Seridó e sertão do estado, por ficarem a cerca de 700 metros acima do nível do mar, geram bastante vento.

“A velocidade média do vento fica acima dos 5 metros por segundo, o que gera uma constante boa para a produção de energia”, explicou o professor Giovanni Maciel.

Para Múcio Flávio, analista da Sudema, é comum crer que o potencial de geração eólica da Paraíba esteja no litoral. “Mas os estudos apontam a Borborema e o Seridó como maiores potenciais. Trata-se de região ondulada e escassa de chuvas. Como é pouco habitada por causa da dificuldade de plantio e criação de gado, a energia eólica traria benefícios para os moradores da região, porque as terras são arrendadas para a instalação de aerogeradores e os proprietários recebem entre 1% e 1,5% do faturamento da empresa, dependendo do contrato”, afirmou.

O analista também citou Araruna e São João do Tigre como cidades com potencial eólico no estado. O professor Márcio Souza, da UFPB, afirmou que a Paraíba ainda tem bastante potencial eólico a ser desenvolvido.

Fonte: Celina Modesto | Jornal Correio da Paraíba

Energia em 2050 abre programação do All About Energy

A demanda mundial de energia vem crescendo a um ritmo acelerado desde o início do século 20. A demanda total por energia no Brasil, incluindo eletricidade, gasolina e etanol, entre outros, vai dobrar até 2050, segundo dados da Empresa de Pequisa Energética (EPE). Diante dessa perspectiva, os debates a respeito do futuro da geração e consumo de energia começam a se tornar cada vez mais presentes entre gestores, empresários e sociedade. Esse foi o enfoque da 10ª edição do All About Energy 2017, realizado entre os dias 04 a 06 de outubro em Fortaleza, Ceará.

O Ex-Ministro da fazenda e Integração Nacional, Ciro Gomes, destacou a relação entre meio ambiente e consumo como pilares para sobrevivência do setor energético. “O grande problema do meio ambiente hoje é um tipo de consumo absurdamente insustentável. A adoção de políticas públicas, em especial no campo da educação, é fundamental para preparar novos consumidores mais responsáveis com o meio ambiente”, afirmou.

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Ciro participou do simpósio de abertura “O Brasil e o mundo em 2050 sob o enfoque energético e ambiental” que abriu a programação do All About Energy. O simpósio também contou com a presença da Presidente do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Suzana Kahn.

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O mundo está mudando rapidamente e o Brasil está focado em questões a curtíssimo prazo. A questão da mudança climática vem sendo um importante fator para migração da indústria dos combustíveis fosseis para as energias renováveis”, destacou Kahn, ganhadora do Nobel da Paz em 2007.

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Para o Coordenador do Grupo de Economia de Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edmar Almeida, a população precisa estar mais atenta ao consumo de energia consciente. “Ao se entender os problemas do impacto do consumo de energia, as pessoas podem ser importantes vetores dessa transição, seja através do consumo consciente de energia ou na escolha de fontes renováveis a partir da micro e mini geração”, salienta o pesquisador.

Fonte: CERNE Press

Ceará debate o futuro das energias renováveis e consumo sustentável

Nesta quarta-feira (04) teve início a 10ª Edição da Feira e Congresso All About Energy 2017 no Terminal Marítimo de Passageiros de Fortaleza. Até a sexta-feira (06) a capital do Ceará será palco de grandes debates com especialistas, políticos, empresários, pesquisadores e sociedade sobre o futuro das energias renováveis e o consumo responsável.

Na cerimônia de abertura, Jean-Paul Prates, diretor presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), entidade que realiza o evento, ressaltou que o All About Energy abre um leque de oportunidades. “A integração dos setores num mesmo local, com a presença do governo, de empresas e de entidades é muito importante para os nossos estados”. Prates também destacou as potencialidades do Ceará na produção de energia eólica: “É um estado pioneiro em eólicas, com turbinas instaladas desde a década de 90”, afirmou.

Já o titular da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Ceará (SEMA), Arthur Bruno, enfatizou que o governo cearense quer que o estado retome a liderança na produção energética. “Estamos entre os cinco maiores estados produtores de energia eólica do Brasil. Queremos ampliar ainda mais os investimentos nesse tipo de empreendimento começando com a modernização do processo de licenciamento ambiental”, explica o secretário.

O governador do Piauí, Wellington Dias, proferiu palestra sobre o potencial eólico do Piauí e os planos para o desenvolvimento do país por meio das energias renováveis. Ele destacou a importância do All About Energy como ferramenta para atração de novos investimentos. “O encontro é importante para divulgar o potencial do Piauí, na véspera de um leilão que acontecerá em dezembro. O Piauí tem investidores do mundo todo e este é um momento de se aproveitar todas essas oportunidades”, destacou Wellington.

Dentre as novidades desta edição do All About Energy estão a exposição de veículos elétricos, construções inteligentes como os condomínios solares e aplicações tecnológicas para eficiência energética, além do congresso científico com trabalhos técnicos selecionados por especialistas e doutores. Participaram do evento as principais lideranças das indústrias eólica, solar, bioenergética e ambiental para debater e experimentar, em conjunto, o futuro de seus setores e da humanidade ante os recursos naturais do planeta.

Fonte: Imprensa All About Energy