10º All About Energy será lançado na FIEC

No mês de outubro, Fortaleza será a capital das energias renováveis. Evento celebra edição abordando o futuro da energia e sustentabilidade.

O lançamento oficial da 10ª Edição da Feira e Congresso All About Energy 2017 será realizado na próxima terça-feira, 01 de agosto,  na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) às 18:30 horas. A solenidade, que marca a contagem regressiva para a realização do maior evento multisetorial de energia e sustentabilidade da América Latina, acontece no contexto da reunião de Diretoria Plena da FIEC e contará com a presença e apoio do presidente da instituição, Beto Studart.

Comemorando a sua décima edição, a Feira e Congresso All About Energy 2017 foi totalmente reconcebida com o propósito de ser um ambiente aberto para novos debates que contribuam para o avanço do setor energético. A novidade fica por conta da divisão em quatro quadrantes temáticos, sendo três voltados para energias renováveis: energia eólica, energia solar, bioenergéticos (biocombustíveis, biomassa e biogás) e um quarto quadrante tratando sobre consumo sustentável, veículos elétricos e eficiência energética.

Estão previstas conferências com investidores globais e a presença de autoridades internacionais do setor energético. O público poderá acompanhar as principais discussões sobre o cenário energético do Brasil e do mundo, bem como as novas tendências para sustentabilidade, além de poder conferir exposições de veículos elétricos, projetos de construções inteligentes como os  condomínios solares  e  aplicações  tecnológicas  para  eficiência  energética.

10º Feira e Congresso All About Energy 2017 será realizada de 04 a 06 de outubro no Terminal  Marítimo  de Passageiros, em Fortaleza. O evento te​m como co-realizadores o CERNE e a empresa All About Eventos e ​conta com o apoio da FIEC e patrocínio da Eletrobras, Wobben WindPower, Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Banco do Nordeste, Toyota,  Sindienergia e Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN).

O evento também conta com o apoio confirmado da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (ABRACEEL), Associação Nacional dos Consumidores de Energia (ANACE), Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (ABRACE), Associação Brasileiras de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), União das Indústrias da Cana de Açúcar (Única), dentre outros.
Fonte: CERNE Press

Petrobras vai vender seis campos no mar do Rio Grande do Norte

A Petrobras vai vender seis dos 10 campos marítimos que detém sozinha, ou com parceiro, em produção no Rio Grande do Norte – um processo confirmado na sexta-feira (28) e que, para o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, pode significar novos investimentos em tecnologia e revitalização de áreas já antigas e com produção em declínio.

A lista das que a estatal pretende repassar inclui o campo de Ubarana, o primeiro que descobriu  no estado e cuja produção também despencou nos últimos anos.

As informações foram  anunciadas ontem pela petroleira em Fato Relevante ao mercado, sob o título “Divulgação de Oportunidades de Desinvestimento – Teasers”. O processo de venda não está, porém, restrito às áreas do Rio Grande do Norte.

Histórico de Produção do Campo de Ubarana

No comunicado, a Petrobras  informa que “iniciou a etapa de divulgação das oportunidades de desinvestimento referentes à cessão da totalidade de seus direitos de exploração, desenvolvimento e produção em sete conjuntos de campos em águas rasas – totalizando 30 concessões – localizados nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Rio de Janeiro e São Paulo.

O “pacote” relativo ao RN é composto pelos campos de Agulha, Cioba, Ubarana, Oeste de Ubarana, Pescada e Arabaiana.

A Petrobras é operadora de todas as concessões, com 100% de participação, exceto nas de  Pescada e Arabaiana, com uma fatia de 65%, em cada. Os outros 35% estão com a Ouro Preto Óleo e Gás, que tem à frente Rodolfo Landim, ex-presidente da OGX Petróleo e Gás, de Eike Batista.

Apesar de já aparecerem na relação de ativos que estão  “na prateleira”, a efetiva inclusão das concessões de Pescada e Arabaiana “na oportunidade de desinvestimento”, como descreve a Petrobras, está sujeita ao não exercício de direito de preferência por parte da Ouro Preto.

Desinvestimentos
O campos aparecem listados no programa de desinvestimentos por meio do qual a Petrobras tenta repassar a outras operadoras ativos considerados “não prioritários”.

Prates, do Cerne, lembra que no ano passado a estatal chegou a parar plataformas em operação em áreas marítimas, um preparativo, diz ele, para inserí-las nesse pacote de vendas. Possíveis ganhos esperados com a transação não foram divulgados.

Mas a estratégia de venda é também vantajosa sob outro aspecto. É considerada um meio mais viável de se desfazer de áreas que já não produzem a contento, uma vez que o simples “fechamento” delas e devolução representaria custos.

“Vale mais a pena tentar vender a alguém que aceite levar adiante a produção, investir um pouco mais, tentar revitalizar, do que fechar, gastar e devolver para a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) sem ganhar um tostão”, diz Prates, ressaltando que  “fechar” geraria custos porque seria preciso deixar tudo como estava antes de a empresa entrar.

Para o analista, a possível entrada de novos investidores poderá representar a retomada do crescimento da produção, “pelo menos por alguns anos”, “algum investimento em tecnologia, alguma revitalização local em termos de empregos e investimentos diretos na região, mas não é de se esperar grandes descobertas que mudem o rumo desses campos, que já se veem em meio a uma história de decadência”. “São campos muito antigos”, diz e acrescenta. “A nota triste disso é que a Petrobras praticamente sai do RN em termos de águas rasas, o que nunca foi muito grandioso, mas de alguma forma representa uma produção de petróleo significativa do ponto de vista do setor águas rasas no Brasil”.

Campos à venda
Os que estão no pacote de desinvestimentos, no mar do RN:

Operados só pela Petrobras
Campos: Ubarana, Cioba, Oeste de Ubarana, Agulha
Participação da Petrobras: 100%
Produção no 1º semestre de 2017: 3.729 barris de óleo equivalente/dia

*Operados com parceiro
Campos: Pescada e Arabaiana
Participação da Petrobras: 65%
Participação de outros: Ouro Preto (35%)
Produção no 1º semestre: 1.567 barris de óleo equivalente/dia

*Venda sujeita ao não exercício de direito primeira oferta por parte do parceiro nas concessões (Ouro Preto Óleo e Gás).

Outros destaques
PERFIL: Os campos do RN que estão à venda estão localizados em águas rasas a uma distância de 30 km da costa, e com profundidade de reservatório entre 1.300 e 3.900m. A maioria começou a produzir nos anos 80. Atualmente produzem com 54 poços e 25 plataformas fixas (das quais quatro são habitadas), duas com facilidades de separação gás/líquido;

TRANSAÇÃO: Todas as plataformas, dutos de exportação e um duto de importação de água para injeção estão incluídos no perímetro da Potencial Transação

UBARANA: Um dos campos à venda, o de Ubarana, foi o primeiro campo que a Petrobras descobriu no Rio Grande do Norte. A descoberta ocorreu em 14 de novembro de 1973 e a produção foi iniciada em 30 de junho de 1976. Está em curso na área um projeto de injeção de água para melhorar o perfil de produção.

OPERAÇÃO NO MAR
 são os campos marítimos que a Petrobras tem em desenvolvimento no RN.

10  é a quantidade que tem em produção. Seis, desse total, estão no programa de desinvestimentos.

 

Sindipetro critica venda 

O anúncio das vendas de 6 dos 10 campos marítimos detidos pela Petrobras no Rio Grande do Norte  não foi bem recebido pela categoria dos petroleiros. Ao passo em que o diretor-presidente do Centro de Estrategia em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, disse que a venda pode representar novos investimentos em áreas que tinham sua produção em declínio nos últimos anos, o coordenador geral do Sindipetro, José Araújo, afirmou que a venda faz parte de um plano de retirada da Petrobras dos territórios marítimos e terrestres não apenas do RN, mas de outros estados como Ceará e Bahia e que dificilmente trará retornos positivos para o Estado.

Os campos marítimos colocados à venda fazem parte do programa de “desinvestimento” da empresa, que tenta fazer com que os ativos considerados “não prioritários” pela Petrobras sejam repassados a outros investidores.  De acordo com um comunicado oficial da Pertrobras, “foi iniciada a etapa de divulgação das oportunidades de desinvestimentos referentes à cessão da totalidade de seus direitos de exploração, desenvolvimento e produção”. Ao todo, 30 concessões localizadas nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Sergipe, Rio de Janeiro e São Paulo constam na lista divulgada. A produção média de petróleo e gás natural desses campos, no primeiro semestre de 2017, foi cerca de 73 mil barris de óleo equivalente por dia.

No RN, estão a venda os campos de Agulha, Cioba, Ubarana, Oeste de Ubarana, Pescada e Arabaiana. No ano passado, a Petrobras anunciou a paralisação de 7 plataformas marítimas no Estado, um preparativo para a venda dos campos. Com a concretização das vendas, a empresa ficará praticamente ausente da exploração marítima no Estado. Até o momento, não se sabe quanto a companhia pretende  lucrar com a venda dos campos. De acordo com Jean-Paul Prates, a venda é considerada um dos meios mais viáveis da empresa se desfazer de áreas que estão com baixa produção. Para ele, o simples fechamento dos campos resultaria também em um custo.

José Araújo, no entanto, afirma que o Sindipetro, que representa petroleiros não apenas da Petrobras, mas de outras empresas privadas no país, por ser um sindicato nacional, já observou que a venda não necessariamente vai representar uma melhoria para a situação atual dos campos. “É preciso lembrar que o PIB industrial do Rio Grande do Norte é praticamente metade da Petrobras. Nós vemos como essa situação se dá em outros Estados e consideramos isso um crime para a economia do Rio Grande do Norte”, disse.

A tendência é que pequenas e médias empresas de exploração de petróleo independentes passem a atuar nos campos. O processo, rodeado de incertezas, tem como algumas de suas maiores dificuldades o emprego, por parte dessas empresas, do mesmo nível de excelência exercido pela Petrobras tanto em nível de investimentos como em qualidade nos postos de trabalho em um campo que, de acordo com Jean-Paul Prates, possui “muitas regras específicas, regimes de trabalho diferentes e de meio ambiente que devem ser respeitadas”. Para a Petrobras e os novos empresários que passam a investir no setor, no entanto, a expectativa é de uma “revitalização” no setor de exploração de petróleo e gás. Os impactos da venda e o possível arremate dos campos por empresas menores será debatido por petroleiros ligados ao Sindipetro em um encontro nacional que será realizado entre os próximos dias 3 e 6 de agosto, na Bahia.

Os especialistas ressaltam, no entanto, que os campos colocados à venda são bastante antigos, e que a produção marítima do Rio Grande do Norte não é tão significativa em relação a sua produção terrestre, o que poderia ser propício para pequenas empresas que podem encontrar vantagens na exploração para um mercado específico. A Petrobras detém exclusivamente os ativos de quase todos os campos à venda, com exceção de Pescada e Arabaiana, onde a empresa detém 65% de cada. As etapas subsequentes do processo de venda ainda serão divulgadas pela companhia.

Campos terrestres
No ano passado, como parte do programa de “desinvestimento” a Petrobras já havia anunciado a intenção de vender 38 dos 68 campos terrestres do Rio Grande do Norte. À época, a venda dos campos foi contestada na justiça pelo Sindipetro e, em maio deste ano, a Petrobras anunciou a suspensão das vendas. Ao todo, os ativos que se encontravam no “pacote” do projeto de desinvestimento representavam cerca de 23% de toda a produção potiguar em terra, equivalente a 15 mil barris por dia.

Fonte: Renata Moura | Tribuna do Norte

Mulheres representam 25% da força de trabalho no mercado de energias renováveis

Atualmente, as mulheres representam cerca de 25% da força de trabalho no mercado de energia eólica e solar em todo o mundo. Esse e outros temas foram discutidos durante a 3ª edição do Ciclo de Debates do Conselho Técnico Científico do CERNE (CTC-CERNE), ocorrido nesta sexta-feira (28), no Instituto Federal de Educação Tecnológica do RN (IFRN), em Natal. O evento também abordou o crescimento da energia eólica no Brasil e seus aspectos quanto a mercado, tecnologias e qualificação profissional.

A diretora executiva da Associação de Mulheres nas Indústrias Sustentáveis e Energia Renovável (WRISE, em inglês), Kristen Graf, participou do evento diretamente de Nova Iorque e falou sobre o trabalho desenvolvido pela associação. “Nós trabalhamos com a inserção e avanço das mulheres dentro do setor de energias renováveis. Acreditamos que uma força de trabalho diversificada é uma chave estratégica para a construção de uma economia mais robusta e inclusiva na área de energia renovável”, enfatizou Graf, durante videoconferência.

“Nós fizemos um grande progresso nos últimos anos, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. Sabemos que uma equipe diversa é melhor para a tomada de decisões e melhor para os negócios”, salientou a executiva.

Operação e manutenção de empreendimentos

20431728_1514054585313693_2593324873379107804_nPara Leandro Ribeiro, representante da Pacific Hydro Brasil, companhia responsável pela instalação de parques eólicos no Brasil e Rio Grande do Norte, ter uma estratégia de manutenção preventiva é fundamental para que os parques mantenham sua eficiência de produção. “Entre os desafios do segmento de manutenção e operação estão a seleção e disponibilidade de empresas parceiras, além da necessidade de mão de obra cada vez mais qualificada nesse ramo”, ressaltou o engenheiro.

Novas tecnologias vêm sendo desenvolvidas para otimizar a eficiência desses equipamentos. O engenheiro e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ricardo Pinheiro, apresentou diversos resultados de pesquisas sobre o tema. Para ele, as turbinas podem ter melhor desempenho se forem estruturalmente adequadas ao clima do Brasil. “O clima e o meio ambiente como um todo influenciam na produtividade desses equipamentos. É necessário adotar técnicas adaptadas a cada região para otimizar a manutenção preventiva. Isso pode repercutir positivamente nos contratos e no retorno financeiro para a empresa a longo prazo”, concluiu Pinheiro.

Cenário piauiense

WhatsApp Image 2017-07-28 at 17.39.40Quando se fala em geração de energia eólica, o Rio Grande do Norte se destaca pelos bons números conquistados nos últimos anos. Entretanto, a indústria dos ventos também está ganhando força em outros estados da região Nordeste.

No Piauí, a produção de energia eólica chega a  1178 megawatts (MW) de capacidade instalada  e coloca o estado entre os cinco maiores geradores pela fonte no Brasil. Segundo o professor da Universidade Federal do Piauí, Marcos Lira, se a tendência de crescimento do setor permanecer, em 2019 o estado poderá quebrar a barreira dos 2 gigawatts. “Se essa tendência de crescimento continuar, até 2025 o estado poderá atingir a marca de 6GW de capacidade instalada em operação”, disse Lira.

Capacitação

A capacitação e inserção de profissionais no mercado eólico é um assunto que demanda cada vez mais atenção do setor energético. O

Foto: CERNE Press

Foto: CERNE Press

Coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Energias Renováveis do IFRN no Campus de João Câmara, Alexandro Rocha, citou a implantação do curso para atender, no âmbito do estado, às demandas geradas pelo contexto social e econômico ocasionados pelo desenvolvimento do mercado das energias renováveis. O docente mencionou as atividades do curso e ressaltou a contribuição disso para formação especializada de profissionais no Rio Grande do Norte.

Rocha aproveitou a ocasião do tema para destacar a importância do aprendizado de um segundo idioma como um dos diferenciais para a inserção do profissional no mercado energético.

Fonte: CERNE Press

 

Oferta para leilão de descontratação é de 4,5 GW

O montante de energia de reserva que poderá ser descontratado via mecanismo competitivo marcado para o dia 28/8 é de até 4.518 MW de capacidade, ou 1.600 MW médios de garantia física. Se todos os projetos participassem do leilão, seriam aportados R$ 32 milhões em garantias físicas.

A lista de projetos elegíveis à participação na concorrência, divulgada pela Aneel nesta quinta-feira (27/7), envolve 2.290 MW da fonte solar, 2.054 MW da fonte eólica e 174 MW da fonte hídrica.

Entre os estados, o que pode ser mais afetado pela descntratação, a considerar a oferta de projetos, é a Bahia. Há 1.768 MW de projetos no estado elegíveis ao cancelamento via mecanismo de descontratação. Destes, 1.207 são de energia eólica e 561 de solar.

Já o Rio Grande do Norte tem o segundo maior volume de capacidade que pode ser descontratada. São 582 MW contratados no estado, dos quais 407 MW de eólica, 170 MW de solares e 4,7 MW de uma PCH. Veja abaixo a distribuição entre os estados. O montante a ser descontratado no leilão ainda não é conhecido e será definido pelo MME com base em estudos da EPE.

Fonte: Brasil Energia

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Justiça reverte decisão e Aneel pode retomar concessões da Abengoa

A Justiça reverteu uma decisão que impedia a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de revogar da empresa espanhola Abengoa as concessões para construção de nove linhas de transmissão de energia. Todos os empreendimentos estão com as obras paradas. Com a nova decisão, a agência reguladora convocou para esta quinta-feira uma reunião extraordinária para dar continuidade ao processo de caducidade das concessões.

Em recuperação judicial desde o início do ano passado, a elétrica espanhola paralisou o andamento de todas as linhas de transmissão que deveria construir no Brasil. Desde o pedido de recuperação judicial da Abengoa, no início do ano, o governo busca alternativa para que as obras da empresa no país sejam retomadas. A intenção é evitar gargalo na distribuição de energia.

O principal ativo dos espanhóis é o chamado “pré-linhão” de Belo Monte, que vai escoar a energia da hidrelétrica no Rio Xingu (PA) para o Nordeste. Só nesse caso, a linha tem 1,8 mil quilômetros de extensão, com investimento previsto de R$ 1,3 bilhão. A empresa ganhou a concessão em 2012, e a obra deveria ter ficado pronta em fevereiro, o que não ocorreu.

Após tentar por meses, sem sucesso, uma saída de mercado para o problema, a Aneel decidiu começar o processo para declarar a caducidade da concessão e fazer uma nova licitação para as obras. A Aneel tentava negociar para a Abengoa vender a outra empresa as suas concessões, mas não houve interessados.

A intenção era realizar ainda neste ano o novo certame para que as obras voltassem a ser executadas. A Abengoa, no entanto, se recusa a devolver a concessão e havia conseguiu na Justiça do Rio uma decisão que parou o processo de caducidade. Essa decisão foi derrubada.

Com o novo entendimento da Justiça, a Aneel convocou para esta quinta-feira uma reunião extraordinária para analisar o assunto. Na reunião, os diretores da agência reguladora podem até mesmo encaminhar o processo de revogação da concessão para o Ministério de Minas e Energia.

Fonte: O Globo | MANOEL VENTURA