Aneel autoriza operação de complexo eólico da CPFL Renováveis no CE

A CPFL Energias Renováveis informou na última terça-feira (27) que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o começo das operações comerciais do complexo eólico Pedra Cheirosa, localizado no Ceará. Composto por dois parques, possui capacidade instalada de 48,3 megawatts (MW), distribuída em 23 aerogeradores.

O projeto foi comercializado no leilão A-5 de 2013 e tinha o início de contrato previsto para maio de 2018. De acordo com as regras estabelecidas no processo licitatório, com a entrega antecipada do complexo, as condições de contrato passam a ser válidas a partir de janeiro de 2018. Da data de hoje até o encerramento de 2017, a energia gerada será comercializada no mercado livre (ACL).

A CPFL conta agora com 93 ativos e 2.102,6 MW de capacidade instalada.

Fonte: Valor Econômico

Projetos de energia terão financiamento simplificado

O governo vai facilitar o processo de emissão de debêntures incentivadas para as distribuidoras de energia. Uma portaria para disciplinar a questão será publicada na edição do Diário Oficial da União desta quinta-feira (29).

A partir de agora, todos os projetos apresentados pelas concessionárias à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no âmbito do plano de desenvolvimento de distribuição (PDD), serão elegíveis para debêntures incentivadas (títulos de crédito, com incentivo fiscal, que as empresas vendem para financiar seus projetos”.

Até então, para conseguir emitir as debêntures incentivadas, as empresas eram obrigadas a apresentar ao Ministério de Minas e Energia (MME) cada projeto separadamente, mesmo que fossem redes de postes em um mesmo bairro. De acordo com o secretário executivo do MME, Paulo Pedrosa, a mudança será positiva, pois o governo não tinha capacidade para analisar 300 projetos ao mesmo tempo. “Isso vai viabilizar investimentos em novas tecnologias, como geração distribuída e redes inteligentes”, disse.

O presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, comemorou a decisão. Segundo ele, esse modelo, que considera o plano apresentado à Aneel, já era utilizado nos financiamentos do BNDES. “A vantagem é que isso desburocratiza e simplifica o processo de prestação de contas”, disse Leite.

Fonte: Estadão | Anne Warth

Negócios e linhas de financiamento movimentam 9ª Fórum Nacional Eólico

A energia eólica é uma fonte que movimenta grandes cifras em investimentos no Brasil. Negócios, atratividade econômica e as atuais condições de financiamentos para empreendedores foram alguns dos assuntos debatidos durante o 9º Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos 2017, realizado nos dias 27 e 28 de junho em Natal.

No mapa mundial de investimentos em energias renováveis, a China é a líder global no segmento eólico e grandes grupos chineses têm demonstrado forte interesse no setor elétrico do Brasil. “A China pretende investir 20 bilhões em renováveis em 2017. Esse valor representa um crescimento de 68% em relação ao ano passado”, disse o Diretor Financeiro do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Sérgio Leite.

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No ano passado, as operações de fusões e aquisições no setor elétrico movimentaram US$ 7,7 bilhões no Brasil. Entre os negócios fechados estão, por exemplo, a venda de ativos hidrelétricos da Duke Energy para a China Three Gorges e de participação na CPFL para a State Grid, além da compra da Celg D pela Enel.

Em relação às alternativas de financiamento, o gerente regional do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Thiago Dantas, apresentou o FNE Infraestrutura, principal linha de crédito da instituição voltada para geração centralizada em projetos de grande porte na área de energia. “Quando o contrato é de produção concentrada, os projetos são de, no mínimo, R$ 150 milhões. Nesse caso, o Banco financia até 60% do valor total do projeto”, explicou Dantas.

Já a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão ligado ao Governo Federal, disponibiliza o programa Inova Energia, que oferece uma linha de financiamento para projetos de inovação tecnológica no setor elétrico. “As empresas selecionadas tem acesso a crédito em condições diferenciadas, subvenção econômica e financiamento não reembolsável a pesquisas realizadas em ICTs, dentre vários outros instrumentos”, explicou Maurício Marques, analista da Finep.

O público-alvo do programa são grandes e médios fabricantes de equipamentos. Mas as empresas de menor porte também podem participar, desde que estejam associadas a grupos maiores.

Fonte: CERNE Press

Desafios socioambientais e licenciamento pautam o 9º Fórum Nacional Eólico

Meio ambiente, patrimônio e projetos sociais na área de energia eólica estiveram entre os temas que pautaram as discussões no segundo dia da 9ª edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos. Órgãos ambientais, agências reguladoras e empresas que atuam no setor debateram questões referentes aos processos de licenciamento ambiental, arqueologia e patrimônio histórico-cultural relacionados à empreendimentos eólicos.

Lembrando a importância da proteção do patrimônio cultural, o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no RN (Iphan), Márcio Kuntze, esclareceu que o órgão não emite licenças e ressaltou sua principal missão: “O instituto simplesmente resguarda o patrimônio cultural, para que os empreendimentos eólicos não causem algum tipo de impacto a esses locais”.

Foto: CERNE Press

Foto: CERNE Press

O licenciamento ambiental foi o ponto abordado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). A coordenadora de Meio Ambiente do instituto, Maria do Carmo Clemente, falou sobre o trabalho do órgão no âmbito das energias renováveis, como órgão que prioriza o diálogo com o empreendedor e a responsabilidade ambiental. “Não há desenvolvimento se não for feito de forma sustentável e com segurança jurídica.”, afirmou. Em 2017, o Idema liberou 63 licenças de energias renováveis e sistemas associados.

As grandes obras de infraestrutura, principalmente no setor de energia que vêm sendo implantadas no nordeste do Brasil têm impulsionado as pesquisas arqueológicas na região. Entre 2012 e 2013, a empresa A Lasca Arqueologia conduziu as pesquisas para licenciamento de uma linha de transmissão da Chesf no Rio Grande do Norte. “Foram encontrados e resgatados três sítios arqueológicos próximos aos municípios de Touros e São Gonçalo do Amarante”, disse a diretora da empresa, Lucia Juliani.

Já os sócios da empresa de consultoria ambiental CRN-Bio, Silvânia Magalhães responsável pela área de licenciamento ambiental e Felipe Sales, diretor de arqueologia e patrimônio falaram sobre desafios ao conciliar a mitigação de riscos e os estudos sócio-ambientais com as obras de parques eólicos.

O 9º Fórum Nacional Eólico se consolida como mais importante encontro político-empresarial do setor no país. No segundo dia do evento, gestores, lideranças setoriais e empresários irão debater sobre negócios, financiamento de empreendimentos. À tarde, o evento abre suas portas ao público para discutir talentos, inovação e as mais recentes pesquisas acadêmicas que estão sendo realizadas pelas universidades e centros de ensino.

Fonte: CERNE Press

 

 

Ceará será 3º maior produtor de energia eólica em 2021

Quarto maior produtor de energia eólica do País, o Ceará deve chegar atingir a marca de 2,6 gigawatts (GW) de capacidade instalada nos próximos quatro anos, passando para terceira posição entre os maiores estados produtores. O incremento de 0,9 GW da matriz eólica cearense até 2021 representa um crescimento de 62% do potencial do Estado. A projeção é do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne).

Considerando a conclusão dos atuais parques em construção e os projetos contratados nos últimos leilões de energia previstos para entrarem em operação até 2021, o Ceará, hoje com 59 parques em operação, somará até lá 105 empreendimentos, com capacidade instalada de 2.602,86 MW ficando atrás apenas da Bahia e do Rio Grande do Norte no ranking nacional.

“O setor eólico vem acompanhando com grande interesse as iniciativas que o Ceará tem empreendido para resgatar a atratividade do Estado e para criar um ambiente de investimentos favorável, principalmente através da sua federação das indústrias (Fiec) e das secretarias de governo estaduais”, destaca Jean-Paul Prates, diretor-presidente do Cerne.

“O Ceará foi o pioneiro em eólicas no Brasil e tem uma situação privilegiada quanto à atração de novos investimentos no futuro”, completa ele.

Além dos atuais 59 parques eólicos em operação, para os próximos anos, está prevista a adição de 0,9 GW na capacidade de geração do Estado, proveniente de 24 empreendimentos atualmente em construção, com 0,5 GW, e mais 22 parques eólicos já aprovados com construção não iniciada, com 0,6 GW, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Geração

De janeiro a abril, a geração eólica no Ceará foi de 465 MW médios, o que representou um crescimento de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados consolidados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O Rio Grande do Norte, maior produtor do País, com 1.0 GW médios em 2017, registrou um aumento de 39% na produção. Em seguida aparecem os estados da Bahia com 678 MW médios (+30%) produzidos e do Rio Grande do Sul, com 533 MW médios (+9%).

No Nordeste, considerando apenas janeiro e fevereiro, a matriz eólica foi a principal fonte de energia da Região, com participação de 36,5%, segundo relatório do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de pesquisas do Banco do Nordeste. No mesmo período, as térmicas foram responsáveis por 34,1% da matriz elétrica regional e a fonte hidráulica por 29,5%. O histórico levantado no relatório revela rápido crescimento a partir de 2014, quando a fonte eólica passou de 7,8% na geração de energia elétrica para 19,2% no ano seguinte. No final de 2016, a fonte eólica já representava 37,2% da geração regional.

Ainda segundo a CCEE, no Brasil, a produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN), de janeiro a abril, foi 30% superior à geração no mesmo período do ano passado. As usinas eólicas brasileiras produziram um total de 3.286 MW médios frente aos 2.532 MW médios gerados em 2016.

No País, a fonte eólica alcançou 5,1% de toda energia gerada no período pelas usinas do SIN. A fonte hidráulica foi responsável por 79,4% do total e as usinas térmicas responderam por 15,4% da geração no País.

Ao final de abril deste ano, havia 414 usinas eólicas em operação comercial no País, que somavam 10,5 GW de capacidade instalada, aumento de 17,6% frente às 352 unidades geradoras existentes no mesmo mês do ano passado.

Fórum

Nessa terça-feira (27) e quarta-feira (28), é realizada a nona edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, organizado pelo Cerne. O evento, realizado em Natal, irá discutir as perspectivas do mercado eólico no Brasil nos próximos 10 anos, como interiorização de projetos e expectativa para o mercado offshore, além de licenciamentos e gestão ambiental de empreendimentos eólicos, penalidades previstas na operação de parques, dentre outros temas.

Foto: Bruno Cabral | Diário do Nordeste

Lideranças debatem metas e diretrizes para a geração eólica no Brasil

“O Nordeste atualmente enfrenta uma situação de crise hídrica, mas se isso não fosse compensado pela consolidação da energia eólica, nós estaríamos passando por uma crise energética muito ruim, com o risco de racionamento e até mesmo apagões”, a afirmação é do Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates, que abriu a nona edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos 2017, em Natal.

Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates. (Foto: CERNE Press)

Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates. (Foto: CERNE Press)

Estiveram presentes empresários do setor de todo país, autoridades políticas, secretários de Estado e sociedade. Na ocasião, Prates prestou homenagem à ex-governadora Wilma de Faria, justificando que sua gestão contribuiu para a instalação dos primeiros empreendimentos eólicos em território potiguar. Uma placa alusiva foi entregue à filha de Wilma, a deputada Márcia Maia.

O governador Robinson Faria, anfitrião do evento, anunciou a liberação da licença do linhão Esperanza (500KV), após uma espera de seis anos. O trecho vai passar por 14 municípios e escoar toda a energia do RN para fora do estado. Faria destacou a importância do Fórum como o centro para o debate especializado a cerca dos rumos do uso da energia renovável.

Eólicas

A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), Elbia

Governador do RN, Robinson Faria. (Foto: CERNE/Viex)

Governador do RN, Robinson Faria. (Foto: CERNE/Viex)

Gannoum, afirmou que a fonte é a segunda mais competitiva da matriz energética. No ano passado, os investimentos no setor cresceram 23% em relação ao ano anterior, um incremento de aproximadamente R$18 bilhões de reais. “Temos cerca de R$20 bilhões em carteira de investimentos para renováveis. O Brasil tem se mostrado um lugar extremamente atrativo para o setor eólico”, destacou Gannoum.

A Bahia é o segundo maior estado brasileiro produtor de energia eólica, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte, atual líder no ranking. O Secretario de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Paulo Guimarães, destacou que entre as fontes de geração de energia disponíveis no Estado, a eólica tem se mostrado estrategicamente mais vantajosa, em especial no semiárido baiano. “A atividade tem gerado emprego e renda nessa região e, por isso, estamos empenhados em buscar cada vez mais atrair investidores que queiram instalar parques eólicos no semiárido”.

Foto: CERNE/Viex

Foto: CERNE/Viex

Já Paraíba se prepara para lançar seu primeiro atlas eólico. O Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Robson Barbosa, disse que o documento deverá ficar pronto até o final do ano. “O Atlas poderá ser utilizado para fins de planejamento e expansão do setor de geração de energia elétrica, tanto através de ações vindas do poder público como através da iniciativa privada”.

Águas

O presidente da Eletrobrás Chesf, Sinval Zaidan, destacou que a empresa tem como visão para o futuro uma nova política do uso da água. Grande parte da bacia hidrográfica do Rio São Francisco é utilizada para geração de energia. “Esta nova política vai fazer com que os reservatórios que estão em situaçã

Foto: CERNE/Viex

Foto: CERNE/Viex

o crítica sejam restabelecidos e a água será cada vez menos utilizada, prioritariamente, para gerar energia elétrica”, afirmou Zaidan.

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Fórum Nacional Eólico discute os desafios operacionais do setor

Negócios e linhas de financiamento movimentam maior evento do setor eólico

Desafios socioambientais e licenciamento pautam o 9º Fórum Nacional Eólico

Fonte: CERNE Press

 

 

Fórum Nacional Eólico discute os desafios operacionais do setor

O Rio Grande do Norte, líder nacional em produção de energia eólica, sediou nesta terça-feira (28) o 9ª Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, o mais importante encontro político-empresarial do setor no país. Pela manhã, executivos e gestores se reuniram em uma sessão para discutir os desafios operacionais dos parques eólicos.

Especialista em regulação da Abeeólica, Francisco Silva. (Foto: CERNE Press)

Especialista em regulação da Abeeólica, Francisco Silva. (Foto: CERNE Press)

O Brasil possui ventos de ótima qualidade. Enquanto o fator de capacidade mundial está entre 20% a 30%, o brasileiro passa dos 50%. “O Rio Grande do Norte, líder nacional em produção de energia eólica, tem ventos constantes com velocidade de 8 metros por segundo em 80% do tempo, condição ideal para geração eólica”, afirmou o especialista em regulação da Abeeólica, Francisco Silva. Até 2020, a previsão é de que o Brasil ganhe mais 7GW de capacidade instalada. Atualmente o país detém aproximadamente 11GW.

Além das ótimas condições para produção em terra, a energia eólica também tem potencial para geração na costa marítima. O mercado offshore foi o assunto abordado pelo Diretor Setorial do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, Milton Pinto. “Atualmente esse segmento detém cerca de 14GW, sendo que grande parte dessa geração provém da Europa”, explicou.

O potencial para a geração de energia eólica offshore no Ceará, por exemplo,

Diretor setorial de Infraestrutura e Energia do CERNE, Milton Pinto. (Foto: CERNE Press)

Diretor setorial de Infraestrutura e Energia do CERNE, Milton Pinto. (Foto: CERNE Press)

é de aproximadamente 9GW. O diretor do CERNE ressaltou a necessidade de se trabalhar a regulação offshore como diretriz que para o mercado possa ser implantado adequadamente no país.

Representando a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Assessor de Estudos de Energia Elétrica, Juarez Lopes, apresentou o uso dos dados anemométricos para estudos da empresa, chamado Sistema AMA. A ferramenta permite o registro e análise da geração de energia fornecida pelos parques eólicos. ”Essas informações são fundamentais para manter a consistência das decisões de planejamento para expansão e operação do sistema”, explicou Lopes.

Outro tema em debate abordou os desafios técnicos e regulatórios para repotenciação de empreendimentos eólicos. “O assunto ainda é pouco explorado no Brasil, visto que a maioria dos parques eólicos possui menos de 10 anos de operação”, disse João Paulo Cavalcante, da Wobben Wind Power. Atualmente a empresa trabalha com o uso de equipamentos como a turbina E-92, da fabricante Enercon, que possui uma tecnologia que permite ao equipamento operar sem problemas em até 25 anos.

Já o Gerente de Operações em Tempo Real do Operador Nacional do Sistema (ONS), Flávio Lins, falou acerca dos principais desafios e as melhores práticas voltadas á operação na visão do ONS. Segundo Lins, a inserção da geração eólica no Nordeste trouxe bons números para a região. “Hoje com as eólicas é possível, em determinados períodos de operação do sistema, conseguirmos exportar energia para o restante do Brasil. No último domingo (25/06), o Nordeste exportou mais de 1.000Mw para o resto do país”, frisou.

Fonte: CERNE Press

 

 

Renováveis terão investimentos de US$ 7,4 trilhões e custos reduzidos até 2040

Estudo New Energy Outlook também aponta para ritmo mais rápido na descarbonização e crescimento da geração distribuída

O New Energy Outlook, feito pela Bloomberg New Energy Finance, mostra que energias renováveis como solar e eólica vão receber 72% ou US$ 7,4 trilhões dos US$ 10,2 trilhões que o mundo vai investir em novas formas de tecnologia de geração até 2040, quando elas serão 48% da capacidade instalada no mundo e 34% da geração de eletricidade. O NEO também diz que o progresso da descarbonização vai ter uma velocidade maior que a esperada. As emissões globais são projetadas para atingir o pico em 2026 e ser 4% menores em 2040 do que estavam em 2016.

De acordo com Jon Moore, presidente-executivo da BNEF, o NEO reflete a compreensão que a equipe acumulou ao longo de mais de dez anos de como os custos de tecnologia e a dinâmica do sistema evoluíram e estão evoluindo. O NEO deste ano mostra uma transição ainda mais dramática para baixo carbono do que a projetada nos anos anteriores, com queda mais acentuada nos custos eólicos e solares e um crescimento mais rápido para armazenamento de energia.

A fonte solar deve ter investimentos de US$ 2,8 trilhões, e terá um salto de 14 vezes de capacidade. O custo dos painéis fotovoltaicos, que hoje é de quase 25% do que era em 2009, deverá baixar outros 66% até 2040. Até lá, um dólar comprará 2,3 vezes mais energia solar do que hoje. A energia solar já se equipara em preço com o carvão na Alemanha, Austrália, EUA, Espanha e Itália. Em 2021, será também na China, Índia, México, Reino Unido e Brasil.

Outro dado que o New Energy Outlook aponta é que até 2040, os painéis solares fotovoltaicos residenciais representarão até 24% da eletricidade na Austrália, 20% no Brasil, 15% na Alemanha, 12% no Japão e 5% nos EUA e na Índia. Isso, combinado com o crescimento das energias renováveis em larga escala, reduz a necessidade de plantas de carvão e gás existentes, cujos proprietários enfrentarão uma pressão contínua sobre suas receitas, apesar de um crescimento de demanda por causa de veículos elétricos.

Na fonte eólica, os custos da modalidade offshore cairão 71% até 2040, devido a experiência de desenvolvimento, competição e risco reduzido, e economia de escala resultante de projetos e turbinas maiores. O custo da eólica onshore cairá 47% no mesmo período, além da queda de 30% nos últimos oito anos, graças as turbinas mais baratas e mais eficientes e procedimentos de operação e manutenção simplificados.

O carvão deve sofrer uma queda no seu consumo de 87% na Europa até 2040. Nos EUA, o uso de carvão para geração de energia vai cair 45%, já que as plantas antigas não serão substituídas e outras começarão a queimar gás mais barato. Na China, ela cresce um quinto na próxima década, mas atinge seu pico em 2026. A expectativa global é que 369 GW de novas plantas de carvão planejadas sejam canceladas, sendo um terço delas da Índia, e que a demanda global de carvão para geração de energia diminua 15% entre 2016 e 2040.

O estudo trata o gás como uma fonte de transição, sendo uma das tecnologias flexíveis necessárias para atender aos picos de demanda e proporcionar estabilidade ao sistema em uma era de geração renovável crescente. Ao contrário do previsto, o gás não vai substituir o carvão. Mas nas Américas, onde ele é mais barato, vai ter papel importante no curto prazo. Na Europa e nos EUA, os veículos elétricos representarão 13% e 12%, respectivamente, da geração de eletricidade até 2040. O crescimento desses veículos reduz o custo das baterias de íon de lítio, chegando a uma queda de 73% até 2030.

Fonte: P

Absolar e Governo de Goiás inauguram primeiro residencial do projeto Casa Solar

A ABSOLAR participou de uma inauguração histórica para o setor solar fotovoltaico brasileiro: o primeiro conjunto habitacional do Estado de Goiás com energia solar fotovoltaica na habitação de interesse social!

Foram entregues pelo Governador Marconi Perillo 149 residências com energia solar fotovoltaica, capazes de reduzir em até 70% os custos com energia elétrica da população beneficiada.

Foto; Absolar
A iniciativa é parte do Programa Goiás Solar e também capacitou trabalhadores da comunidade para a operação e manutenção dos sistemas instalados.

O Governo do Estado de Goiás possui meta de entregar um total de 1.200 unidades residenciais com energia solar fotovoltaica até o final de 2017 e trabalha para incorporar a tecnologia renovável, limpa e sustentável no restante do programa habitacional do Estado.

Existe a expectativa do Estado de construir um total de 30.000 novas habitações de interesse social nos próximos anos.

Fonte: CERNE Press com informações da Absolar

Rio Grande do Norte pode chegar a 5GW de geração eólica em quatro anos

Líder nacional na geração de energia pela força dos ventos, RN vai sediar, novamenteo mais importante evento político-empresarial do setor.​

O Rio Grande do Norte deverá atingir a marca de 5 gigawatts (GW) de capacidade instalada em energia eólica nos próximos quatro anos. Segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o Rio Grande do Norte segue na liderança disparada no ranking nacional eólico, ​com 3.3GW de capacidade instalada em 125 parques que estão ​em operação. O resultado é quase o dobro dos números registrados pela Bahia, segunda colocada no ranking, com 1,7GW de capacidade instalada em 70 usinas eólicas.

O rápido crescimento do setor e os bons números alcançados nos últimos anos,​fizeram com que o Rio Grande do Norte se tornasse pólo da indústria eólica. É nesse contexto que o Estado recebe, nos próximos ​dias 27 e 28 de junho, o mais importante encontro político-empresarial do setor no país. O Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, que em neste ano chega à​ nona edição, será realizado no auditório da Escola de Governo, no Centro Administrativo, em Natal.

Neste ano, o evento promete superar expectativas em relação à edição anterior, que reuniu mais de 80​0 participantes em dois dias de debates que pautaram a gestão setorial energética no País até o momento. O Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC) apoiou a mobilização de várias entidades empresariais do Estado.

A programação terá seções executivas, com reuniões fechadas pelas manhãs e plenárias com acesso gratuito, à tarde. “O setor eólico fica na operação e manutenção e nos licenciamentos sócio-ambientais dos parques eólicos, levando a discussão para a seara local, junto das cidades e comunidades envolvidas pelas atividades”, explica o diretor-presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, um dos responsáveis pela realização do evento desde a sua primeira edição, em 2009.

O Fórum Nacional Eólico 2017 já conta com presença confirmada dos​ Governadores​do Rio Grande do Norte, Robinson Faria e de Pernambuco, Paulo Câmara, do ​Diretor-Presidente da CHESF, Sinval Zaidan, de​ representantes das secretarias de desenvolvimento dos Estados de Alagoas, Sergipe, Bahia e Ceará, além de parlamentares.

O evento tem como anfitrião o Governo do Rio Grande do Norte e conta com ​o apoio da ABEEólica. Conta também com o patrocínio da Força Eólica do Brasil, Ambientare, FINEP, Banco do Nordeste, Fecomercio RN​, CRN-Bio, A Lasca Arqueologia, CPFL Renováveis e New Wind Service.

A programação completa​, inscrições e participações podem ser encontradas no site: www.cartadosventos.com, e nas redes sociais das entidades participantes.

Fonte: CERNE Press