Leilão de descontratação está sem data para acontecer, diz ministro

O leilão de descontratação de energia de reserva, mecanismo considerado por uma grande parte do mercado como uma das formas de se aliviar o deck de projetos e dar maior precisão à sobreoferta de geração que o país detém, ainda não possui data especifica para ser realizado. Contudo, os estudos já estão em estágio avançado de desenvolvimento, assegurou o ministro de Minas e Energia Fernando Coelho Filho, após participar do evento CEO Conference do BTG Pactual, evento realizado em São Paulo.

“A descontratação ainda está sendo discutida dentro do governo, sobre a oportunidade e necessidade de fazer. Estamos em um estágio avançado, mas ainda estamos sem prazo para a sua realização”, declarou ele.

Já o leilão de reserva segue a mesma tendência. Contudo, o ministro destacou que o governo está debruçado sobre outro problema, o da sobrecontratação das distribuidoras. “Um problema que é conhecido é das distribuidoras que estão sobrecontratadas e ainda precisamos equacionar essa situação com a realidade da indústria de equipamentos que está em dificuldades e sabemos disso”, explicou. “Nesse momento estamos equacionando os números que estão desencontrados, o governo tem um e as associações têm outros e que dizem não mais reais. Criamos um comitê com todos, EPE, secretaria de planejamento, associações e distribuidoras para que possam argumentar sobre esse número, e nos mostrar onde está o erro”, argumentou.

A meta, disse o ministro, é de chegar a um volume mais aproximado da realidade. Quando esse trabalho estiver concluído a expectativa é de que o governo possa finalmente realizar o leilão de renováveis. “Provavelmente isso ocorrerá mais no final do primeiro semestre, mas ainda não há a quantidade e a data porque esses estudos em andamento”, disse.

Já a modalidade de contratação de energia para o mercado regulado o governo não possui expectativa formada. Coelho Filho lembrou que há a obrigação do poder concedente consultar as distribuidoras sobre a necessidade de demanda. Se encaminharem essa necessidade o governo pode realizar o certame. Contudo, avaliou que em um momento em que as partes discutem soluções para eliminar o excedente de contratos do segmento, não faz sentido a contratação de energia nova. “Há empresas com sobrecontratação de até 20% atualmente, então não faz sentido. Mas em abril vamos abrir a consulta e verificar se há demanda, se houver, vamos fazer [o leilão]”, disse.

Coelho ainda comentou que a composição da nova diretoria brasileira na Itaipu Binacional deverá ser nomeada e assumir nos próximos dias.

Fonte: Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Planejamento e Expansão

 

Potencial energético do biogás é estratégico para o Brasil

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) aposta no potencial do biogás como fonte de energia estratégica para o país. A avaliação é do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Alvaro Prata, que participou, nesta quarta-feira (22), do seminário de encerramento do Projeto Brasil-Alemanha de Fomento ao Aproveitamento Energético de Biogás (Probiogás), trabalho de cooperação binacional empreendido de 2013 ao início de 2017.

“Destaco o grande potencial que o nosso ministério vê no biogás, representado pelas sementes que já foram plantadas nas políticas públicas e por ações das nossas principais agências para dar sequência ao legado do Probiogás”, disse Prata, em referência a iniciativas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do programa de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O secretário enfatizou a recente aprovação do INCT Midas – Tecnologias Ambientais para a Valoração de Resíduos e Materiais Renováveis, sediado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e a elaboração de uma chamada pública prevista para este ano. “A Finep deve lançar um belo edital ligado a biocombustíveis, contemplando o biogás, de forma que, mais e mais, o MCTIC inclui o tema na sua matriz de atuação e em suas preocupações energéticas.”

Prata associou o sucesso do Probiogás à sinergia gerada pelo envolvimento de diversos ministérios com o setor industrial e instituições acadêmicas, científicas e tecnológicas. “É um projeto apoiado em cooperação internacional, algo bastante explorado pelo MCTIC, notadamente com a Alemanha, esse grande parceiro não só do ministério como do Brasil, sobretudo em ciência e tecnologia”, comentou. “Nosso país precisa avançar muito do ponto de vista de saneamento ambiental. E olhar isso no que diz respeito às nossas cidades e à nossa saúde – ambiental ou humana –, é parte da missão da pasta.”

Aproveitamento

Na visão da primeira-conselheira de Desenvolvimento Sustentável da Embaixada da Alemanha, Kordula Mehlhart, o crescimento desornado das metrópoles impõe desafios para o tratamento de resíduos orgânicos, como restos de comida e dejetos industriais de origem animal ou vegetal. “Não só no Brasil, cidades são lugares onde se consome muita energia, seja nos transportes, nos prédios ou no saneamento. Esse processo resulta em alta emissão de gases de efeito estufa. Mas o dinamismo das cidades também é uma fonte de soluções inovadoras.”

Para o secretário de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Alceu Segamarchi Júnior, a cooperação técnica com a Alemanha se justifica “em função da grande expertise daquele país no aproveitamento do biogás, desenvolvida ao longo das últimas duas décadas e materializada na presença de 10 mil plantas de tratamento operando naquele território”.

Segamarchi Júnior entende que, em quatro anos de existência, o Probiogás exerceu o papel de induzir o desenvolvimento de tecnologias nacionais. “Com isso, se vislumbra um retorno positivo para o saneamento em nosso país, pela possibilidade de se aumentar a viabilidade técnica e econômica das instalações de tratamento de esgoto e resíduos, a partir da geração de energia”, ponderou.

De acordo com o diretor nacional da agência alemã GIZ, Wolf-Michael Dio, a base da parceria é “o desenvolvimento e a consolidação de tecnologias ambientalmente melhores”, que contribuam para a redução das emissões de gases de efeito estufa. “O Probiogás abriu as portas para a discussão do biogás como fonte de energia no Brasil, por meio de um intercâmbio com o estado da arte na Alemanha, que tem destaque mundial no tema, por sua matriz energética, e representa o maior mercado do produto na Europa”, avaliou.

O diretor nacional da GIZ citou estimativas da Associação Brasileira de Biogás e Biometano (ABiogás), para quem o país tem capacidade de produzir anualmente 12 bilhões de litros de diesel via biogás. “Isso equivale a quase 10% do consumo de diesel no Brasil no ano de 2015. Um potencial enorme”, comparou. “Existe, pela grande extensão territorial e por fatores econômicos e socioculturais, potencial muito, muito maior do que o da Alemanha.”

Já o coordenador-geral de Biodiesel e Outros Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Ricardo Gomide, lembrou que a pasta mantém, até 20 de março, consulta pública em torno das diretrizes do programa RenovaBio, que tem como objetivo aumentar a produção de biocombustíveis no país.

Segundo diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Zilda Veloso, o Probiogás vem mudando o olhar nacional sobre o que se pode fazer com resíduos orgânicos. “O Brasil vinha ao longo dos últimos anos com várias iniciativas isoladas e nem sempre positivas em relação à compostagem, fazendo com que muitas prefeituras abondassem esse recurso de tratamento da matéria orgânica e, principalmente, do gás gerado por esse processo”, recordou. “Hoje, mais de 50% do que geramos em nossas residências são resíduos orgânicos, ainda tratados simplesmente como rejeitos.”

O coordenador-geral de Cooperação Técnica Bilateral da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Wófsi Souza, alertou que “o esforço de se manter uma agenda de colaboração internacional não pode se basear somente em desafios imediatos”. Para ele, o Probiogás cumpriu objetivos de médio e longo prazo.

Fruto de parceria técnica do governo brasileiro, por meio da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, com a agência alemã de cooperação internacional GIZ, o Probiogás teve as finalidades de ampliar o uso energético eficiente do biogás em saneamento básico e em iniciativas agropecuárias e agroindustriais, inserir o biometano na matriz energética nacional e, assim, contribuir para a redução de emissões de gases indutores do efeito estufa. Para atingi-las, o projeto estimulou a melhoria das condições regulatórias, atraiu instituições de ensino e pesquisa e fomentou a indústria nacional do produto. Um dos legados é uma coletânea de publicações, disponível no portal da pasta.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

Piauí está prestes a atingir seu primeiro gigawatt eólico

O Piauí se aproxima de alcançar o seu primeiro gigawatt eólico. O Estado está com cerca de 919 MW em potência instalada e operação comercial em 34 parques eólicos, segundo levantamento do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

A perspectiva é que a marca seja alcançada antes mesmo que a Bahia ou Ceará cheguem aos seus 2 GW, respectivamente com 1,7 GW  e 1,5 GW em potência instalada.

Nesse aspecto, o Rio Grande do Norte é líder disparado no Brasil. Em 2014 o estado alcançou o seu primeiro gigawatt e desde então vem apresentando crescimento exponencial no setor. No ano seguinte, atingiu a marca dos 2 GW e em 2016 o estado quebrou a barreira dos 3 GW em potência instalada.

Fonte: CERNE Press

Universidade cearense inaugura Árvore Solar para alimentar bicicletas elétricas

O campus do Itaperi, da Universidade Estadual do Ceará (UECE), contará a partir da terça-feira, 21 de fevereiro, com uma Árvore Solar, formada por dez painéis fotovoltaicos postos sobre as palmas de uma palmeira metálica, estilizada e branca, que carregam as baterias de uma frota de dez bicicletas elétricas. As bikes serão utilizadas pela equipe de segurança do campus da Instituição, no primeiro momento.

O reitor Jackson Sampaio presidirá a solenidade de inauguração do equipamento, às 15h, ao lado de representantes das empresas parceiras, integrantes da direção da Universidade, de servidores docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes.

O benefício é resultado da parceria da UECE, por meio do Mestrado Acadêmico em Ciências Físicas Aplicadas, com a empresa Eco Soluções em Energia, associada à Incubadora de Empresas da UECE (IncubaUECE), que conta com o apoio técnico em arquitetura da Projec. Por estar associada a incubadora pública, a Eco soluções em Energia pode contar com o apoio do Fundo de Inovação Tecnológica do Ceará (FIT/CE), por meio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), que analisou e aprovou o projeto.

Durante o dia, quando as bicicletas estiverem conectadas à árvore, os painéis carregarão as baterias. Quando as bicicletas estiverem em uso, a árvore repassará a energia para a rede pública, gerando créditos para a UECE utilizar posteriormente. A bicicleta com necessidade de carga à noite usará a energia da concessionária.

A IncubaUECE continuará participando do projeto, oferecendo assistência para a sua viabilização, pois tem como missão estimular e apoiar empreendedores no processo de geração, consolidação e crescimento de micro, pequenas e médias empresas no Ceará, visando promover o desenvolvimento regional sustentável.

Fonte: UECE

Brasil: Geração eólica aumentou 51,7% em 2016

O Brasil registrou um aumento de 51,7% de geração de energia proveniente da fonte eólica de janeiro a dezembro de 2016 em comparação ao mesmo período registrado em 2015, segundo dados levantados pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

No ano passado, a fonte eólica gerou 44.353 MW médios e em 2015 esse número foi de apenas 29.238 MW médios.

O aumento da geração de energia eólica e o crescimento da participação da fonte na matriz energética contribuíram para a saída da bandeira vermelha cobrada na conta de energia no ano passado e a menor necessidade de produção de energia térmica, considerada mais cara pelo alto custo associado.

O gráfico abaixo mostra a evolução da geração de energia no Brasil por tipos de fonte – hidráulicas, pequenas centrais hidrelétricas (PCH), térmicas e eólicas – entre os anos de 2013 e 2016.

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Brasil sobe em ranking mundial          

O Global Wind Energy Council (GWEC) divulgou na sexta-feira, 10 de fevereiro, “Global Wind Statistics 2016”, relatório anual com estatísticas mundiais sobre energia eólica. O destaque do documento é para o ranking mundial de capacidade instalada: o Brasil subiu uma posição e aparece em 9º lugar com 10,740MW, ultrapassando a Itália. O gráfico abaixo mostra o ranking das principais nações geradoras de energia eólica:

No ranking de nova capacidade instalada no ano, o Brasil está em quinto lugar, tendo instalado 2GW de nova capacidade em 2016. Nesta categoria, o Brasil caiu uma posição, sendo ultrapassado pela Índia, que instalou 3,6 GW de nova capacidade no ano passado.

Foto: CERNE Press

Procura por certificados de energia renovável dispara no Brasil

A preocupação das empresas e dos consumidores brasileiros em utilizar energia limpa e contribuir para a redução das emissões de gases poluentes na atmosfera fez disparar no ano passado a demanda por Certificados de Energia Renovável, os chamados RECs (na sigla em inglês). Foram negociados 107.543 RECs em 2016, conforme levantamento feito pelo Instituto Totum, que coordena o Programa de Certificação de Energia Renovável e é o emitente local dos RECs. Para fins de comparação, em 2015 e 2014 foram transacionados 13.462 e 244 RECs, respectivamente, o que mostra o crescente interesse do mercado por esse tipo de produto. A expectativa do Totum é que até o final de 2017 o mercado movimente cerca de 1 milhão de RECs.
Os certificados de energia renovável surgiram diante da impossibilidade de o consumidor identificar a origem dos elétrons. Em qualquer parte do mundo, a matriz elétrica é composta por um mix de fontes, como termelétricas a carvão e a óleo (mais poluentes), eólicas e solares (com baixo impacto ao meio ambiente). Como nem todos os consumidores têm condições de investir em uma usina para gerar sua própria energia renovável, a saída então é receber a energia da forma tradicional e adquirir o volume de energia equivalente ao consumo por meio de certificados. Cada certificado equivale a 1 MWh de eletricidade produzida a partir de fontes renováveis.
Dessa forma, os consumidores estão investindo na geração da mesma quantidade consumida em energia limpa, ou seja, eles se “apropriam” somente da parte limpa que é colocada no sistema. Com os RECs as empresas e consumidores podem garantir 100% de energia renovável para seu uso sem ter de investir, elas próprias, em geração.
A oferta de energia renovável também vem sendo ampliada. Até meados do ano passado a oferta estava limitada a três empreendimentos (dois hídricos e um eólico), agora existem mais de 15 empreendimentos capazes de gerar RECs e outros dez em processo de adesão.
Apesar do crescimento significativo desse mercado em 2016, o Brasil ainda está engatinhando nessa questão de RECs. O programa tem a participação da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Fonte: Cerne Press com informações do Canal Energia

Em meio à recessão histórica, renováveis tem crescimento galopante

A depressão econômica que sufoca o Brasil não arrefeceu o investimento em energias renováveis. Em 2016, a produção de energia eólica disparou impressionantes 55,1%.

Os dados fazem parte de um estudo exclusivo feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Segundo o relatório, no ano passado os 402 empreendimentos eólicos em operação no Sistema Nacional Elétrico alcançaram 10.221 MW em capacidade instalada, um recorde.

O Rio Grande do Norte é o principal produtor de energia eólica no Brasil. As usinas potiguares produziram 1.206 MW médios no período, aumento de 50% em relação a 2015.

Fonte: Veja | Radar Online

Complexo Eólico Santo Agostinho vai gerar mais de mil empregos diretos no RN

Na manhã da terça-feira passada (14), na Prefeitura de Pedro Avelino, o secretário de Agricultura, Matheus Rodrigues; do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Joaldo Bezerra, e a chefe de gabinete Meireane Alves receberam o diretor institucional do Instituto Heráclito Projetos e Consultoria, Rogis Juarez Bernardy; Roque Sanchez, PHD em Geografia e diretor geral do Geo. Informação e Gestão Territorial.

Foram discutidas a implementação do Plano Diretor do Município de Pedro Avelino e constituição de núcleo gestor representativo da Engie, representada por suas executivas Gisele Mendes e Carolina Morais, com o objetivo de envolver o Poder Executivo e participação social; no intuito de captar recursos para implementar planos ambientais.

O Complexo Eólico Santo Agostinho será financiado pela Engie Brasil junto ao BNDES. Serão feitos investimentos na implantação do Plano Diretor, recursos serão disponibilizados para aquisição de equipamentos e melhoramento da Casa de Cultura Popular e investimentos em fundos de desenvolvimento municipal, como o da Criança e Adolescente, além da perfuração de poços profundos, que também poderão beneficiar as comunidade rurais.

A expectativa da Engie Brasil é a contratação de aproximadamente 1.200 empregos diretos, o que será um grande avanço na economia local. Além da garantia de empregos, será firmada uma parceria com o SENAI e o IFRN para qualificar nativos. Um dos grandes objetivos é priorizar a mão-de-obra local.

Os secretários reiteraram o que disse a prefeita Neide Suely, no primeiro encontro, que “toda estrutura da Prefeitura está à disposição, para ajudar no que for possível”.

Fonte: Agora RN

Governo Federal apresenta programa para expandir a produção de biocombustíveis no país

O governo divulgou na quarta-feira (15) as principais diretrizes do programa RenovaBio, que tem como objetivo aumentar a produção de biocombustíveis no país. Lançado pelo Ministério de Minas e Energia em dezembro do ano passado, o programa foi apresentado a representantes do setor, e vai passar por consulta pública para receber aperfeiçoamentos até o dia 25 de abril.

As ações do RenovaBio deverão buscar competitividade na produção, comercialização e no uso de biocombustíveis, com estímulo à concorrência entre os próprios biocombustíveis e em relação aos combustíveis de origem fóssil, com ênfase na segurança do abastecimento, no combate a práticas anticompetitivas e na proteção dos interesses dos consumidores quanto a preço, qualidade e oferta.

As ações de curto, médio e longo prazos previstas no RenovaBio estão baseadas em quatro eixos estratégicos: equilíbrio econômico e financeiro, regras de comercialização, novos biocombustíveis e papel dos biocombustíveis na matriz energética. “Entendemos que esse é um espaço extremamente importante de reconhecimento da importância dos biocombustíveis tanto na atividade econômica, quanto nos benefícios sociais e ambientais para o país”, disse o diretor-superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski, que participou da reunião.

Segundo ele, uma das demandas do setor é a antecipação do aumento do percentual de biodiesel na mistura com o diesel. Atualmente, esse percentual está em 7% (biodiesel B7) e deverá passar para 8% (B8) em março deste ano, e para 9% (B9) em março do ano que vem. A Ubrabio quer antecipar a entrada do B9 no mercado para julho deste ano.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o programa RenovaBio também vai ajudar no processo de redução de 43% das emissões de gases de efeito estufa até 2030, conforme metas firmadas na Conferência do Clima de Paris.

Fonte: Agência Brasil | Sabrina Craide

Brasil já testa carros abastecidos com biometano; conheça a tecnologia

No segundo filme da franquia “De Volta para o Futuro” (1989), Doutor Brown abastece o DeLorean usado para viajar no tempo com lixo doméstico (casca de banana, cerveja e a lata em si…), por meio de um dispositivo instalado no próprio veículo, chamado de “Senhor Fusão”. Na trama, o cientista havia trazido o equipamento para converter dejetos em combustível diretamente do futuro: naquele caso, de 2015.

Pois a ficção antecipou a realidade: agora, em 2017, ainda não dá para colocar uma casca de banana no tanque e sair rodando, mas já existe tecnologia no Brasil para gerar combustível automotivo de gases de esgoto, do lixo, de restos de alimentos, resíduos da agricultura e até de titica de galinha.

Trata-se do biometano, versão refinada do biogás, que é extraído de matéria orgânica em decomposição por meio de equipamentos chamados de biodigestores.

O biometano pode abastecer qualquer veículo com kit de GNV, que você já conhece. Mas, diferentemente do gás natural veicular, que tem origem fóssil como a gasolina e o diesel, o biometano é 100% renovável.

De acordo com o CIBiogás (Centro Internacional de Energias Renováveis/Biogás), o biometano pode reduzir em até 90% as emissões de poluentes na comparação com a gasolina. Seu uso previne ainda o lançamento de metano na atmosfera, um dos vilões do aquecimento global (o outro é o CO2).

Biodigestores extraem gás de esgoto, lixo, restos de alimentos, resíduos da agricultura e até de titica de galinha. (Imagem: Rubens Fraulini/Divulgação)

Biodigestores extraem gás de esgoto, lixo, restos de alimentos, resíduos da agricultura e até de titica de galinha. (Imagem: Rubens Fraulini/Divulgação)

Cadê?

O abastecimento do biometano em automóveis já tem uma regulamentação geral elaborada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) desde fevereiro de 2015. Mesmo assim, ainda não é oferecido nos postos de combustível no país.

Por enquanto, apenas o biogás — utilizado para geração de energia térmica e elétrica — já é uma realidade, mas que também tem muito a crescer no Brasil.

Esse combustível sustentável já está em testes em indústrias e empresas e vai chegar ao mercado em breve. A Sulgás (Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul), por exemplo, anunciou em janeiro que lançará, durante os próximos meses, uma chamada pública para aquisição de até 200 mil metros cúbicos por dia de biometano, que será comercializado.

Enquanto isso, algumas empresas do Brasil já trabalham para produzir biometano e abastecer parte dos seus automóveis. Uma delas é a Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo), e outra, o complexo hidrelétrico Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR).

Em Franca (SP), Sabesp já tem 20 carros prontos para uso do biometano.  (imagem: Alessandro Reis/UOL)

Em Franca (SP), Sabesp já tem 20 carros prontos para uso do biometano. (imagem: Alessandro Reis/UOL)

Esgoto combustível

A Sabesp será a primeira do país a produzir biometano exclusivamente a partir do lodo que resulta do tratamento de esgoto, na unidade de Franca, no interior paulista.

A produção começa em meados deste ano e conta com parceria do Instituto Fraunhofer, da Alemanha, que cedeu o equipamento necessário para converter o biogás resultante do esgoto em biometano. Essa tecnologia remove impurezas do biogás para aumentar a concentração do metano para acima de 96%, atendendo às especificações da ANP para uso veicular.

A estimativa é produzir todos os dias biometano suficiente para substituir 1,7 mil litros de gasolina e abastecer cerca de 50 automóveis adaptados com kits GNV — aproximadamente 20 desses veículos já estão prontos para receber o biometano.

Quando começar a ser produzido, o combustível sustentável passará por uma fase de testes com acompanhamento dos órgãos reguladores, como a ANP, para garantir o atendimento às especificações. A ANP informou que já “está trabalhando” na regulamentação especifica para biometano oriundo de aterros sanitários e estações de tratamento de esgoto.

“A utilização do gás gerado no tratamento de esgotos como combustível veicular resulta em ganhos econômicos e benefícios para a sociedade e o meio ambiente. Isso significa uma redução do consumo de combustíveis fósseis e da emissão de gases de efeito estufa”, avalia Cristina Zuffo, superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento da Sabesp.

Cocô de galinha move carros no PR

A Usina de Itaipu, por sua vez, já conta com uma frota de 59 veículos movidos a biometano, de um total de 249 unidades da empresa. Até o fim do semestre, serão mais 14 que serão abastecidos com o biocombustível, substituindo modelos convencionais. Também há 55 veículos elétricos.

O biometano utilizado em Itaipu provém, literalmente, de titica de galinha. Em parceria com o CIbiogás, instituição tecnológica e científica sem fins lucrativos, ele é gerado na granja Haacke, localizada no município de Santa Helena (PR), próximo a Itaipu. Desde de 2013, são processados na granja  cerca de 100 m³ por dia de efluentes líquidos, provenientes do excremento das aves, produzindo diariamente 1.000 m³ de biogás. Esse biogás depois é refinado para se transformar em biometano, destinado para abastecer os automóveis e também para gerar energia elétrica, utilizada na própria granja.

Até o fim do semestre, a CIbiogás e a Itaipu Binacional vão inaugurar uma unidade de produção de biometano dentro da própria usina, complementar à existente em Santa Helena. Essa planta vai usar como matéria-prima grama, esgoto e restos de alimentos recolhidos em restaurantes da região.

Uso de ônibus a biometano faria com que cidades cumprissem metas a custo menor. (imagem: Divulgação)

Uso de ônibus a biometano faria com que cidades cumprissem metas a custo menor. (imagem: Divulgação)

Ônibus verde

Enquanto a cadeia de produção, distribuição e comércio de biometano ainda engatinha no Brasil, ela já está consolidada na Europa. De acordo com Silvio Munhoz, diretor de vendas de ônibus da Scania no país, cerca de 40% dos ônibus que hoje rodam na Suécia (onde fica a matriz da marca) já são abastecidos com biometano.

Vendo potencial no mercado brasileiro, a Scania trouxe em 2014 um ônibus da marca abastecido tanto com GNV quanto com biometano. Importado da Suécia, esse ônibus rodou em testes em diferentes locais, projetos  e feiras envolvendo  biogás e biometano no país e foi substituído por outro, já montado no Brasil, que também está circulando pelo país.

De acordo com a Scania, a média de consumo do biometano é ligeiramente inferior à do diesel (2,02 km/m³ contra 2,2 km/l), mas tem custo aproximadamente 30% menor. “Em relação ao preço por quilometragem, o custo do biometano é menor ante um veículo similar a diesel. A partir de um problema das cidades, que é a gestão de resíduos, é economicamente viável para qualquer centro urbano de nosso país”, afirma Munhoz.

Além do ônibus da  Scania, recentemente a New Holland apresentou, em Itaipu, um trator movido a biometano, que também passa por testes e avaliação de produtores agrícolas potencialmente interessados em gerar biometano nas fazendas e, com ele, abastecer  seus tratores e outros veículos.

Alto potencial

De acordo com números fornecidos pela ABiogás (Associação Brasileira de Biogás e de Biometano), o potencial de crescimento desses combustíveis no mercado brasileiro é gigantesco. Segundo a entidade, o Brasil poderia produzir 52 bilhões de metros cúbicos de biogás a cada ano, volume suficiente para abastecer cerca de 25% da frota nacional de veículos — além de 12% de toda a demanda por energia elétrica no país.

“Chegamos ao ápice do sistema de combustíveis líquidos, especialmente diesel e gasolina. Vivemos em um mundo de recursos energéticos finitos, precisamos extrair petróleo e gás a quilômetros de profundidade no oceano, a um custo elevado. As novas saídas não terão um combustível quase hegemônico como hoje e, sim um conjunto de alternativas”, avalia Cícero Bley Jr, presidente da associação.

Bley Jr espera que o RenovaBio, plano do Ministério de Minas e Energia para ampliar a participação de biocombustíveis na matriz energética do país até 2030, bem como atender as metas de emissões estabelecidas na COP21 (cúpula do clima de Paris), contemple também incentivos e uma política definida para o biogás. “Está mais que na hora de haver uma política de governo definida para o biogás e o biometano. O Brasil já dispõe de tecnologia para isso”.

Consultado, o Ministério de Minas e Energia informou que “entre os biocombustíveis que serão atendidos no programa, estão o etanol de segunda geração, o biodiesel de óleo vegetal hidrotratado, o bioquerosene, o diesel de cana, o biogás/biometano e o bioquerosene”. Ainda de acordo com o órgão do Governo Federal, “está prevista a realização de reunião no dia 15 de março, no Ministério de Minas e Energia, para que todos interessados possam conhecer as diretrizes que embasarão o RenovaBio. O resultado de todo processo deverá ser consolidado e disponibilizado para consulta pública até o final do primeiro trimestre de 2017”.

Agora é acompanhar a trama política e torcer para o biometano não fica só como peça de ficção científica.

Fonte: UOL | Alessandro Reis

Governo Federal prepara mudanças no modelo de contratação de energia

Com alterações pontuais no atual modelo do setor elétrico, o Ministério de Minas e Energia trabalha para regulamentar mudanças na forma de contratação de energia elétrica até meados de 2017. Os leilões de energia nova não ficarão mais limitados aos tradicionais A-3 e A-5 e poderão ser realizados com antecedência de três a sete anos em relação à data de início de entrega da energia. Para os certames de energia existente, o início de suprimento poderá ocorrer no mesmo ano ou em até cinco anos após a licitação.

As mudanças no mecanismo de contratação do mercado regulado foram feitas no ano passado pela Lei 13.360, resultante da Medida Provisória 735, mas terão de ser detalhadas em decreto presidencial.  “Antes nós tínhamos A-3 e A-5. Agora, temos A-3, A-4, A-5, A-6 e A-7. Isso nos dá oportunidade de ter uma antecipação muito maior, e é bom porque reduz o risco para os empreendedores”, afirma o secretário executivo do MME, Paulo Pedrosa, à Agência CanalEnergia.

Na prática, o leilão  A-5 que era feito em dezembro de um ano para entrega em janeiro do quinto ano à frente se transformava em um certame para entrega com pouco mais de quatro anos. “O tempo era muito curto, e isso trazia problemas para os empreendimentos. Então, a gente está ajustando os prazos de contratação futura, o que é bom, porque assim que a gente puder enxergar a  necessidade de contratação de energia lá na frente já pode começar a fazer leilões de expansão”, diz o secretário. A lei estabelece que os futuros contratos de comercialização energia nova terão duração de, no mínimo, 15 anos e, no máximo, 35 anos; enquanto os de energia “velha” terão prazo de um a 15  anos.

Pedrosa explica que a alteração nos prazos dos leilões são parte de uma série de movimentos de reordenamento do setor elétrico. Entre esses movimentos está a regulamentação do mecanismo de venda de sobras do mercado regulado para o mercado livre, também previsto na Lei 13.360. A autorização permite que as distribuidoras negociem excedentes de energia para reduzir a sobrecontratação, em vez de liquidar as sobras ao Preço de Liquidação das Diferenças. A forma como essa venda será feita ainda será detalhada pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

Outra novidade serão os leilões antecipados de energia velha. “Digamos, lá na frente, se eu tiver energia velha sobrando e a distribuidora precisar de energia nova, mesmo que seja um leilão futuro eu vou poder comprar energia velha.”

A redução dos contratos de energia conduzida pela Aneel e o leilão de descontratação de energia de reserva anunciado pelo governo, cuja realização deve acontecer em abril como mostrou a Reportagem Especial “Descontratação de reserva mira planejamento”, também estão incluídos no conjunto de medidas que tem, entre outros objetivos, a redução dos problemas resultantes das sobras de energia no sistema. “Isso não está completo, mas é um cardápio, uma carteira de mudanças para o setor ser mais eficiente.”

Parte do mesmo movimento, completa o secretário, é a redução de subsídios. Pedrosa cita ainda o alinhamento dos critérios de planejamento e de operação do sistema que o MME tenta finalizar há sete meses. Há duas semanas, revela, constatou-se que o critério de vazão do Centro de Pesquisas do Setor Elétrico, do Operador Nacional do Sistema Elétrico e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica ainda não estavam convergindo. “É uma agenda longa. Infelizmente, não  há uma mágica que você vai estalar os dedos e, a partir de agora, as coisas se alinharam”, diz.

Fonte: Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Planejamento e Expansão

Brasil é líder no mercado eólico latino americano

O Brasil é líder no mercado eólico latino americano com mais de 2 GW em capacidade nova adicionada, representando 71% do total acumulado e 65% das novas instalações de 2016. Os números foram divulgados pelo Global Wind Energy Council (GWEC) na sexta-feira (10).  O GWEC destacou que mesmo em meio a uma crise econômica e política, o país atingiu um bom desempenho alcançando 10,7 GW instalados.

O mercado global de energia eólica ultrapassou a marca de 54 GW de capacidade nova instalada em 2016.Agora, o mundo conta com uma capacidade instalada total de algo próximo a 487 GW. A China continua na liderança, seguida pelos Estados Unidos, Alemanha e Índia.

A expansão na China somou 23,3 GW no ano passado, representando 42,7% do total mundial. Já no segundo colocado do ranking, os Estados Unidos, somaram 8,2 GW em nova capacidade em 2016, o que elevou sua potência instalada a 82 GW. Há ainda cerca de 18 GW em construção ou em estágio avançado de desenvolvimento.

No grupo de 10 maiores países com energia eólica instalada ao final de 2016 o ranking conta com China com 168,7 GW e 34,7% do total mundial, seguido pelos Estados Unidos com 82,18 GW e 16,9% da capacidade global. Em terceiro aparece a Alemanha com 50 GW e 10,3%. Em seguida vem Índia, Espanha, Reino Unido, França, Canadá, Brasil e Itália.

Fonte: CERNE Press

Chineses querem instalar fábrica de painéis e equipamentos fotovoltaicos no Rio Grande do Norte

O setor de energia solar no Rio Grande de Norte espera um salto com instalação da primeira fábrica de painéis fotovoltaicos e componentes para a indústria de energia solar. Um protocolo de intenções – contendo as condições e atribuições do Estado e do grupo investidor — para a instalação da unidade industrial será assinado pelo governador Robinson Faria e empresários chineses, em Xangai, na China, no dia 22.

O anúncio foi feito ontem pelo secretário de desenvolvimento econômico, Flávio Azevedo, na abertura do 9ª Encontro de Investidores de Energia Solar – Solarinvest 2017, em Natal. Azevedo afirmou que, devido a cláusulas de sigilo, não poderia revelar a identidade do grupo e previsão de investimento.

Foto: CERNE Press

Foto: CERNE Press

A fábrica deverá ser uma das âncoras do Parque Tecnológico do Estado, o Potiparky, se instalando em terreno próximo. A estimativa é que gere 320 empregos diretos e desencadeie negócios com fornecedores e em logística necessária à operação no Estado. “A produção irá atender tanto a geração compartilhada [mini e microgeração] como a centralizada [usinas grandes] inicialmente do Nordeste do Brasil, mas também exportar para a América do Sul e Caribe”, disse Flávio Azevedo.

O grupo chinês tem unidades na Alemanha, na Índia e nos Estados Unidos. “A fábrica aqui vai produzir o ciclo completo de placas fotovoltaicas e equipamentos de energia solar, com inversores, transformadores que precisam se adequar as condições locais, semelhante ao que aconteceu com a eólica e os primeiros geradores”, diz Azevedo.

Embora ressalte ser cedo para avaliar o impacto na cadeia produtiva e na economia da região, uma vez que se trata de um termo de intenções, o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), Rodrigo Sauaia, destacou a importância da atração de fábricas de grande porte, sobretudo no Nordeste, que abriga parcela significativa dos projetos. Hoje, no Brasil, há cerca de 20 indústrias que fabricam equipamentos fotovoltaicos. A chinesa deverá ser a primeira de fabricação de inversores e materiais elétricos do Nordeste, diz Sauaia.

O presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, afirma que a produção se destina a cobrir a demanda da região, mercados que vão desde o Sul de Pernambuco ao Piauí, onde há desde montadoras de painéis solares a startups e a partir daí iniciar novo ciclo de exportações.

O Rio Grande do Norte é o sexto maior gerador de energia solar centralizada, em projetos contratados de usinas de grande porte para entrar em operação até o final do ano que vem, no ranking nacional, com um portfólio de 206,8 Megawatts (MW), segundo a Absolar. “Os projetos entrarão em operação a partir de 2017 e 2018”, diz Sauaia.

Em relação a geração distribuída (sistemas de micro e minigeração) o Estado tem menor participação, ocupando a 12ª posição no ranking nacional.

A Absolar defende políticas estaduais, com um programa de incentivos para instalação em comércios, indústrias e nas repartições do Governo e órgãos públicos como medida de eficiência energética e mitigar os custos.

Além disso, diz que, nacionalmente, é preciso firmar um cronograma de leilões para contratação de projetos e dar condições, como a ampliação da infraestrutura de linhas de transmissão e também ampliação da oferta de crédito. “Esta semana, discutiremos com a EPE medidas para contratação de energia solar, com regularidade dos leilões e retomada do 2º leilão de Energia reserva de 2016 neste semestre”, afirma. Mais de 10% do portfólio de projetos inscritos para o leilão, que seria em dezembro mas foi cancelado pelo Governo Federal, eram no RN.

Prates, do Cerne, ressalta que o arcabouço legal com sistema de compensação na conta de quem gera a própria energia e disponibiliza o excedente no sistema nacional levou, só no último ano, a um crescimento de 300% no número de sistemas instalados em residências e estabelecimentos comerciais e indústria em todo o país.

Fonte: Tribuna do Norte | Sara Vasconcelos

Políticas públicas e financiamento para a inovação enfrentam desafios no Brasil

Em um período de desafios para a economia brasileira, a inovação tem sido um elemento-chave para o sucesso de muitas empresas e instituições tanto da esfera pública quanto privada. Nesse sentido, a inovação vem desenvolvendo um papel cada vez mais importante no setor elétrico brasileiro.

Durante a sessão de abertura do Encontro da Inovação no Setor Elétrico, evento nacional realizado na quinta-feira (9) em Natal-RN, o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates, destacou que está em tramitação um Projeto de Lei que pretende fomentar a inovação no segmento renovável.

“A Lei do Senado nº 696/2015 visa determinar o uso obrigatório de recursos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) pela indústria do petróleo e pela indústria elétrica em fontes alternativas de energia”, explicou Prates. A medida prevê que 1% da receita gerada pela indústria fóssil seja destinada a P&D em fontes renováveis.

A criação de uma política pública de apoio e fomento a inovação foi um dos pontos levantados pelo diretor da empresa de consultoria Eolus, Rafael Valverde. Segundo ele, ainda há déficit de uma infraestrutura tecnológica: “Existe uma carência em um ambiente qualificado para o desenvolvimento da inovação”, afirmou.

Financiamento e apoio

Em relação a financiamentos, as instituições bancárias estão analisando a criação de novos modelos de crédito para P&D. “É importante criarmos um espaço de apoio a iniciativas inovadoras que criem soluções capazes de contribuir com a economia regional”, disse o gerente regional do Banco do Nordeste, Thiago Dantas. Ele destacou que a instituição está estudando linhas de financiamentos para empresas start-ups.

As entidades que atuam no setor elétrico têm destinado parte de seus recursos em inovação. Desde 2008, foram aplicados mais de R$216 milhões em projetos finalizados e submetidos à avaliação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que regularmente abre editais de chamada para financiamento de projetos inovadores.

“Trata-se de recursos financiados pelo consumidor e, como todo investimento, deverá ter retorno para quem investe”, pontuou o especialista em regulação da Aneel, Fabio Stacke.

P&D

O gerente de inovação da Eletrobras Furnas, Nelson Araújo, apresentou os projetos de inovação sustentável desenvolvidos pela companhia. Um deles, realizado em parceria com a Coppe/UFRJ, é voltado para segmento de veículos elétricos. “Consiste em um ônibus híbrido e outro 100% elétrico. Ambos já estão em circulação e essa iniciativa nos mostra que é possível dar certo”, frisou Araújo.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) realiza abertura de editais de fomento à projetos de inovação e tem obtido bons resultados: “Atualmente temos em nosso portfólio 220 projetos contratados e em execução na área de pesquisa e inovação com aporte total de 189 milhões”, informou Alberto Xavier Pavim, gerente em desenvolvimento industrial da instituição.

Fonte: CERNE Press

Brasil sobe posição em ranking mundial de energia eólica

O Global Wind Energy Council (GWEC) divulgou nesta sexta-feira, 10 de fevereiro, “Global Wind Statistics 2016”, relatório anual com estatísticas mundiais sobre energia eólica. O destaque do documento é para o ranking mundial de capacidade instalada: o Brasil subiu uma posição e aparece em 9º lugar com 10,740MW, ultrapassando a Itália. O gráfico abaixo mostra o ranking das principais nações geradoras de energia eólica:

Fonte: Gwec

Fonte: Gwec

De acordo com análise do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), entre os anos de 2014 a 2016, o Brasil acumulou 7,24 GW em operação comercial, contra 3,447 GW do  Reino Unido, 3,676 GW da França e 4,079 GW do Canadá.

Se esse perfil de crescimento se mantiver para os próximos dois anos, o Brasil deverá ultrapassar o Canadá e a França no ranking e em até quatro anos passar à frente do Reino Unido. Com isso, o país pode ocupar as posições de TOP-7 até 2019 e TOP-6 até 2020, no mais tardar em 2021.

Fonte: CERNE Press

 

Brasil sobe posição no ranking mundial de capacidade eólica instalada

O Global Wind Energy Council (GWEC) divulgou no início de fevereiro “Global Wind Statistics 2016”, relatório com estatísticas mundiais sobre energia eólica. O destaque é para o ranking mundial de capacidade instalada: O Brasil subiu para a nona colocação com 10,740MW, ultrapassando a Itália.

Foto: Gwec

Foto: Gwec

O relatório completo está disponível para consulta, clique aqui para visualiza-lo.

Fonte: CERNE Press