Conheça os cinco estados brasileiros com mais capacidade instalada de energia eólica

O Brasil já conta com 10,74 GW de capacidade de energia eólica instalada em 430 parques. Quando pensamos nestes números, é comum já imaginarmos os aerogeradores nas paisagens do Nordeste. Isso acontece porque de fato a região é a grande produtora de energia eólica, mas a realidade é que já temos parques eólicos em outros estados também. Veja, abaixo, o ranking levantado pela Abeeólica com os cinco estados brasileiros com mais capacidade instalada de energia eólica e o que está previsto até 2020, considerando os leilões já realizados e contratos fechados. Importante mencionar que, com novos leilões, os valores previstos para os próximos anos devem aumentar.

Rio Grande do Norte

Com 125 parques eólicos e 3,4 GW de capacidade instalada de energia eólica, o Rio Grande do Norte é atualmente o primeiro do ranking. O Estado tem cerca de 1.700 aerogeradores. Se considerarmos o que já está contratado para o RN, serão mais 1,2 GW e mais 50 parques até 2020.

Bahia

Segunda colocada no ranking, a Bahia está bem perto de completar 2 GWs de capacidade instalada: atualmente está com 1,9 GW, 73 parques eólicos e mais de 1.000 aerogeradores. Se considerar capacidade já contratada e em construção, o Estado ainda vai ganhar mais 3,5 GW e 159 parques até 2020.

Ceará

Com 1,7 GW de capacidade instalada, 68 parques e mais de 900 aerogeradores, o Ceará é o terceiro colocado no ranking. Até 2020, serão mais 37 parques e 838 MW de capacidade instalada.

Rio Grande do Sul

Saindo do Nordeste, temos o Rio Grande do Sul como quarto colocado no ranking, com 1,65 GW e 72 parques. São quase 800 aerogeradores no Estado. Até 2020, o Rio Grande do Sul terá mais 11 parques e 181 MW, considerando leilões já realizados. Importante mencionar que, em 2016, o Complexo eólico de Osório completou dez anos e inaugurou um Centro de Visitantes com informações detalhadas sobre o local.

Piauí

Com 914 MW e 36 parques, o Piauí é quinto colocado. Até 2020, serão mais 934 MW e 34 parques.

Além destes estados, também há considerável capacidade instalada em Pernambuco, Santa Catarina, Paraíba, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. No gráfico abaixo, você verifica a capacidade instalada por cada Estado atualmente e o número de parques:

formato

 

Fonte: Abeeólica

CERNE contribui em ação educativa no Rio Grande do Norte

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) contribuiu com informações sobre energia eólica para uma feira de ciências realizada em uma escola pública localizada no município de Nísia Floresta, distante cerca de 30km de Natal.

A professora do 5º ano da Escola Estadual Camilo de Souza, Marilza Vieira, entrou em contato com o CERNE para solicitar informações sobre os maiores parques eólicos em operação no Brasil.

Foto: Marilza Vieira

Foto: Marilza Vieira

Os dados foram utilizados como embasamento para uma feira científica realizada na escola em novembro do ano passado em que um dos temas apresentados foi sobre energia limpa.

Fonte: CERNE Press

Produção de petróleo em terra é incerta no RN, diz especialista

O Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE) lançado ontem em Salvador (BA), pode ser um passo para se discutir a retomada dos investimentos no setor no Rio Grande do Norte, mas o programa não dá essa certeza, considera o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates.

Na solenidade de abertura, o ministro das Minas e Energias,  Fernando Coelho Filho, disse que o Programa Reate que incentivar produtores, fornecedores e financiadores dessa atividade para aumentar a exploração e produção com objetivo de tornar a indústria de exploração e produção forte e competitiva.

Segundo o ministro Fernando Coelho Filho, as centenas de empresas que atuam na produção onshore devem ser valorizadas. Essas empresas geram milhares de empregos no interior do país, reiterou. “Um poço que produz 2, 3, 5 mil barris ao dia, no interior do Nordeste, é tão importante quanto um poço do pré-sal que gera 50 mil barris ao dia”, disse.

Jean-Paul Prates explica que a atividade em terra se ressente de atenção governamental, principalmente quanto a um norte definido. Isso desde 1998, quando se iniciou o novo regime regulatório de concessões no Brasil, frisa.

A retomada dos investimentos, avalia Prates, não é um tema simples. De acordo com ele, ela envolve muito mais do que técnicas de revitalização e viabilidade econômica. “Para mim, a solução não é imediata e requer um processo de pelo menos 10 anos para ser implementado com sucesso. Perdemos quase 20 anos na inércia total. Estamos muito atrasados quanto a esta questão”, assinala o especialista em energias, que ressalva: “Evidentemente nunca é tarde para se começar a tratar do assunto, de forma consistente.”

A questão preliminar do Reate, segundo Jean-Paul, é saber se o programa conseguirá ser implementado, apesar de essa ser outra questão. Segundo ele, o declínio das atividades do petróleo decorre da exaustão das reservas já exploradas. “Os volumes vão declinando e as novas campanhas exploratórias não encontram novas reservas”.

O problema da produção terrestre no RN, como em todos os campos terrestres, é que a bacia vai amadurecendo e sobrevivendo apenas da produção que resta. Nesta fase, comenta, a única saída são os investimentos na chamada revitalização, que podem envolver processos físicos como bombeio, injeção de água, vapor ou gás, ou ainda processos químicos mais complexos. “Tudo para retirar do subsolo o restante de petróleo que ficou lá após a aplicação dos métodos convencionais”, sentencia.

De acordo com o especialista, normalmente, os investimentos em revitalização são realizados por empresas de configuração mais local, regional do que global. Porém, o erro das tentativas anteriores em repassar estes ativos para empresas privadas, avalia Prates, foi justamente forçar fazer pressão para vendê-los diretamente a empresas cuja  estrutura e os interesses tampouco eram locais. No caso, as empresas estrangeiras ou nacionais mas de porte e interesse diversos.

O Reate, por outro lado, não teve qualquer cuidado em lembrar que, por trás das operações atuais, mesmo decadentes, há um corpo de técnicos e funcionários que sofrerá consequências de uma transição sem oportunidade para que continuem trabalhando, argumenta Prates. Por isso, se explica a reação contrária de  sindicatos de trabalhadores e associações de empregados.

Jean-Paul Prates lembra que programas de revitalização da produção e exploração como o Reate não são novidades. “Já houve outras iniciativas deste tipo em 2002, 2007 e até em 2015”, ressalta.

Segundo Prates, o secretário de Petróleo, Márcio Félix, lhe disse que o evento na  Bahia visa coletar sugestões e avaliar o que foi feito até agora, e por que não deu certo. “Creio que a iniciativa de tornar a discutir o assunto, com objetivo de criar um plano para estimular a atividade de petróleo em terra é não apenas válida como essencial para situações como a do RN”, assinala Prates que quando foi secretário de Desenvolvimento do RN no governo Wilma de Faria, Fortes também era secretário da mesma área no Espírito Santo. “Estabelecemos algumas parcerias inclusive quanto à análise desta questão dos campos terrestres”, complementa.

Jean-Paul Prates adverte que será um erro ignorar o papel proeminente que a Petrobras e seus técnicos podem ter quanto a isso, caso seja caracterizada,  mais uma vez, uma situação de antagonismo de pequenos produtores contra a estatal. Caso isso aconteça, o programa estava fadado a não progredir como os anteriores, afirma.

“É preciso conciliar os interesses antes de partir para simples vendas de ativos. Uma das possibilidades, que tenho sugerido há mais de dez anos, é utilizar o modelo de parceria evolutiva: ou seja, traçar planos técnicos e financeiros para o investimento em revitalização, escolher grupos técnicos competentes e iniciar cedendo parcelas minoritárias nos ativos, submetendo as cessões de mais percentual no negócio ao desempenho técnico e ao atingimento de metas”, analisa. Dessa forma, adianta, isso tornaria a transição mais suave, tanto para quem assume os campos marginais quanto para quem sai deles.

Outra questão levantada por Jean-Paul Prates e que dificulta o interesse de investidores é a questão dos custos de abandono. “São os custos que o operador tem que incorrer para finalizar as operações”, destaca. Segundo ele, o operador atual (Petrobras ou outro) deveria ter provisionado uma conta de abandono para isso, ao longo das operações de 20 ou 30 anos de produção. “Mas isso não parece ter ocorrido, o que impõe a quem compra ou sucede a operação o custo total de abandono no futuro. Também o passivo ambiental deve ser dimensionado de forma a que a responsabilidade caiba a cada um dos períodos de operação separadamente. Como se vê, há muito o que discutir e decidir, antes de simplesmente vender os campos”, encerra.

Produção terrestre no Brasil

O ministro das Minas e Energias, Fernando Coelho Filho, disse ontem na Bahia, no lançamento do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração  e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE) que a produção atual Onshore (em terra) no Brasil é de 143 mil barris diários de óleo e 26 milhões m3/dia, em 8 estados.

A proposta do REATE é que essa produção atual possa triplicar até 2030, chegando aos atuais patamares Onshore de Argentina e Equador, algo em torno de 500 mil barris diários. De acordo com ele, a iniciativa pode ainda ajudar a levar a exploração e produção no dobro de Estados, gerar mais de 10 mil novos empregos diretos e indiretos e movimentar a economia de centenas de municípios. Também é uma meta do programa aprimorar o ambiente de produção competitiva de gás natural, de modo a dar suporte a um desenvolvimento industrial regional, notadamente nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil.

“Estamos juntando uma série de oportunidades, em todos os tipos de áreas de exploração e agora temos a ideia de lançar esse programa, ouvindo a indústria para poder aumentar sua participação, casando com a oportunidade de desmobilização de ativos da Petrobras. Estamos vendo de que forma podemos dinamizar essa produção”, afirmou Coelho Filho.

Fonte: Silvio Andrade | Novo Jornal

Demanda dita ritmo de leilões de energia em 2017

O calendário de leilões de energia do governo este ano depende basicamente de dois fatores: a necessidade de demanda futura das distribuidoras e o resultado do leilão de descontratação em estudo pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A pasta também avalia a possibilidade de flexibilizar características dos certames, para ajustar o prazo de contratação de projetos à necessidade do mercado.

A demanda das empresas de distribuição de energia é fundamental para viabilizar leilões convencionais, principalmente os do tipo A-3 e A-5, com início de fornecimento em três e cinco anos à frente. Já o resultado do leilão de descontratação sinalizará a real necessidade de um leilão de energia de reserva, feito para aumentar a segurança do sistema.

O objetivo do leilão de descontratação é retirar do cenário de expansão da oferta de energia do país empreendimentos contratados em leilões de reserva anteriores que estejam atrasados ou que não terão viabilidade econômica. Segundo estimativas do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), há sobra estrutural de energia de 8,4 gigawatts médios em 2018, considerando esses projetos.

“A realização de um LER [leilão de energia de reserva] depende das contas feitas no leilão de descontratação e da mudança na garantia física [das usinas]”, disse o secretário-executivo do MME, Paulo Pedrosa.

Em 2016, influenciado pelo cenário de crise econômica e sobrecontratação das distribuidoras, o governo realizou apenas dois leilões de energia nova, um deles do tipo A-5, com 201,8 megawatts (MW) médios contratados, e um de reserva, que negociou 95,4 MW médios, totalizando a contratação de apenas 297,2 MW médios – um dos volumes mais baixos desde a implantação do atual modelo regulatório, em 2004. Também em 2016, o governo cancelou um leilão de reserva, às vésperas de realização do certame.

Segundo Luiz Augusto Barroso, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que auxilia o ministério na elaboração dos leilões, a realização de novas licitações depende da existência de demanda, assim como da avaliação da segurança no fornecimento de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

“O MME, através da Secretaria de Planejamento [e Desenvolvimento Energético], lidera a organização desse calendário e estamos contribuindo. Nosso objetivo maior é definir um calendário anual de realização de leilões que seja respeitado de forma a dar previsibilidade aos investidores”, disse Barroso.

Além da definição de um calendário de leilões, outra meta do governo é dar flexibilidade ao planejamento do setor, por meio de leilões com prazos ajustados à real necessidade de contratação. A medida é possível com a Lei 13.360, de novembro de 2016, que permite alterar prazos de contratação. Até então os leilões eram engessados e só poderiam contratar energia nas janelas do A-3 e A-5. Agora, por exemplo, pode haver leilões A-4 ou A-6.

“A Lei 13.360 apresenta inovações em relação aos leilões, dando mais flexibilidade ao planejamento. É possível fazer um A-5 de energia existente ou um leilão de energia nova A-4, por exemplo. Temos instrumentos para ajustar a expansão do sistema à real necessidade”, disse o presidente da EPE.

Nessa linha da flexibilidade, a indústria de energia solar busca um leilão A-2, com início de entrega de energia para 2019. De acordo com o setor, não há contratações para 2019 e o próximo leilão tradicional, o A-3, só contrataria energia para 2020.

Devido ao cenário econômico ainda fraco, a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) trabalha com a possibilidade de haver apenas um leilão – de reserva – este ano. “Parece não haver espaço para leilões de geração [A-3 e A-5]. Talvez consigamos, na melhor das hipóteses, um leilão de reserva”, disse a presidente da entidade, Élbia Gannoum. O leilão de descontratação pode ajudar a liberar espaço para essa contratação, afirmou.

Além dos leilões de compra de energia, a Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (Abraget) propõe licitação para contratação de térmicas de partida rápida, em geral usinas a gás natural de ciclo aberto. A ideia é que os empreendimentos sejam acionados rapidamente para suprir a intermitência na geração via fontes renováveis.

Fonte: Valor Econômico

Primeira cidade inteligente para população de baixa renda está sendo construída no Ceará

Em Croatá, distrito do município de São Gonçalo do Amarante, no Ceará, está sendo construída a primeira smart city social do país, uma cidade inteligente que atenderá área com forte déficit habitacional e de outros serviços. Será o primeiro protótipo real de uma cidade inteligente para população de baixa renda. O empreendimento terá 330 hectares. As moradias possuem preços similares aos da faixa 2 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), entre R$ 99 mil e R$ 145 mil, e tamanhos entre 45 m² a 65 m², dependendo de um dos cinco modelos oferecidos. Os lotes estão à venda por R$ 23,4 mil e podem ser pagos em até 120 meses.

A nova cidade se chama Croatá Laguna Ecopark e é uma iniciativa conjunta de duas organizações italianas, Planeta Idea e SocialFare – Centro para Inovação Social, com a StarTAU, Centro de Empreendedorismo da Universidade de Tel Aviv.

O habitante estará imerso num sistema social integrado, com sinal wi-fi liberado, aplicativos específicos para serviços de transporte alternativo, compartilhamento de bicicletas e motos, pagamentos via smartphone, além de reaproveitamento das águas residuais, controle computadorizado da iluminação pública e praças dotadas de equipamentos esportivos que geram energia. A tecnologia também oferecerá ajuda para desenvolver programas sociais, como cursos de prevenção médica, nutrição, alfabetização digital e hortas compartilhadas. O projeto deve ficar pronto no final de 2017, segundo os idealizadores.

Smart City

A ideia da smart city social insere-se em um contexto internacional que identifica, sobretudo nos países emergentes, dois fenômenos: 1) os fluxos migratórios dos campos levarão a população que vive nas cidades dos atuais 50% a um percentual de 80% nos próximos 25 anos; 2) 27% da população mundial têm menos de 15 anos. Isso quer dizer que, nos próximos anos, essas pessoas entrarão para o mercado de trabalho e precisarão de casas e serviços.

O conceito de smart city social é sustentado por seis pilares que são: planejamento urbano e organização, arquitetura além das regras tradicionais da habitação social, tecnologia dedicada, mobilidade inteligente, vida comunitária e energia limpa.

Veja vídeo sobre o projeto.

Fonte: CERNE Press com informações do jornal O Povo e Confederação Israelita do Brasil

Consumo de renováveis vai crescer 4,8% ao ano até 2035

O consumo de energias renováveis no Brasil vai mais que dobrar de 2015 até 2035, aumentando 4,8% ao ano, de acordo com o relatório BP Energy Outlook, divulgado nesta quarta-feira, 25 de janeiro. A projeção dele é que o país vai se tornar um exportador líquido de energia, com o crescimento das produções de petróleo, gás e energias hidroelétrica, nuclear e renováveis superando o crescimento da demanda por energia. A produção de energia no Brasil vai passar de 94% do consumo em 2015 para 112% em 2035.

O BP Outlook mostra que o único combustível que vai sofrer retração no seu consumo é o carvão, com queda de 16%. Os renováveis, incluindo biocombustíveis, vão crescer 157%; a hidrelétrica vai aumentar 37%; o petróleo cresce 16%, o gás natural, 43% e o nuclear, 149%. O relatório mostra ainda que o consumo de energia vai crescer 2,2% entre 2015 e 2035. O consumo de gás cresce 1,8% ao ano, mais que a média mundial, que vai ficar em 1,6%. Já a produção de gás natural sobe 1,7% ao ano no período, crescendo cerca de 1 Bcf/d até 2035.

O consumo de energia elétrica crescerá 2,2% a.a. entre 2015 e 2035. A fonte hidrelétrica continuará a ter posição de liderança, mas vai ter a participação reduzida de 63% para 56%, na medida em que as renováveis dobram no período. Outra revelação importante do relatório é que até o final da projeção, a fonte eólica vai ultrapassar o gás natural e vai ser a segunda maior fonte de geração de energia.

Vai ocorrer um aumento de 41% no consumo de energia no país e a intensidade energética, que é quantidade de energia necessária para gerar uma unidade do PIB, vai recuar 2% até 2035. O número é considerado baixo na comparação com a queda global, de 33%.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

Aneel registra mais de 7,6 mil conexões de geração distribuída

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registra 7.610 conexões de geração distribuída (geração de energia pelos próprios consumidores) até janeiro de 2017, totalizando potência instalada de 73.569 kW.

Entre as energias renováveis mais utilizadas, a fonte solar fotovoltaica é a que mais se destaca, com 7.528 conexões. Em termos de potência instalada, a energia gerada pelo sol também saí na frente com 57.606KW.

Na comparação por unidades da federação, Minas Gerais mantém o primeiro lugar (1.644) de número de conexões com geração distribuída, seguido de São Paulo (1.369) e Rio Grande do Sul (769).

A grande maioria das conexões de geração distribuída permanece nas residências. Segundo a Aneel, 5.997 das conexões de geração distribuída atendem essa classe de consumo. Já o comercio é responsável por 1.186 adesões.

ProGD

Em dezembro de 2015 foi lançado o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD). Com R$ 100 bilhões em investimentos, a previsão é que até 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas, entre residência, comércios, indústrias e no setor agrícola, o que pode resultar em 23.500 MW (48 TWh produzidos) de energia limpa e renovável, o equivalente à metade da geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Com isso, o Brasil pode evitar que sejam emitidos 29 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

Fonte: Ministério de Minas e Energia (MME)

State Grid conclui aquisição do controle da CPFL Energia por R$ 14,19 bilhões

A State Grid concluiu nesta segunda-feira, 23 de janeiro, a compra do bloco de controle da CPFL Energia por R$ 14,19 bilhões. A empresa chinesa passa a deter 54,64% do capital votante e total da companhia brasileira. A State Grid também comprou as ações detidas pela CPFL Energia na subsidiária CPFL Renováveis por R$ 3,17 bilhões. Em comunicado, a State Grid lembra que lançará em breve uma Oferta Pública de Ações para aquisição, nas mesmas condições, da participação dos minoritários nas duas empresas.

O gigante chinês também adiantou que está estudando o fechamento do capital das empresas. “Embora nenhuma decisão definitiva tenha sido tomada, a State Grid Brazil está atualmente analisando a possibilidade de promover a deslistagem da CPFL Energia da New York Stock Exchange e/ou o cancelamento de registro da categoria A da CPFL Energia e/ou da CPFL Renováveis como companhia aberta no Brasil (e, no que se refere à CPFL Energia, o cancelamento de seu registro como companhia aberta nos Estados Unidos) no prazo de um ano a contar da presente data”, afirma o comunicado assinado pelo CEO da State Grid Brazil Power Participações, Yang Qu, distribuído pela CPFL Energia.

A CPFL Energia tem ações listadas no Novo Mercado da BM&FBovespa e ADR Nível III na NYSE, além participar do Índice Dow Jones Sustainability Index Emerging Markets e do Morgan Stanley Capital International Global Sustainability Index (MSCI). Pelo 12º. ano consecutivo, as ações da companhia integram a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa.

A State Grid comprou um total de 556.164.817 ações ordinárias da CPFL Energia detidas pelos controladores Camargo Corrêa e aos fundos de pensão Previ, Fundação Cesp, Sabesprev, Sistel e Petros. A chinesa pagou 25,21 por ação da companhia e, no caso da CPFL Renováveis, pagou R$ 12,20. As OPAs serão lançadas após o registro perante à Comissão de Valores Mobiliários. O valor a ser oferecido aos minoritários será o mesmo dos controladores, acrescido de juros à taxa Selic desde a data do fechamento do negócio até a data da liquidação financeira da OPA, a ser pago à vista e em moeda corrente nacional.

No comunicado, Yang Qu afirma que o objetivo da aquisição do grupo brasileiro “é a diversificação do portfólio de negócios da SGID [State Grid International Developmente Limited], e a utilização da sinergia existente entre a CPFL e seus ativos de transmissão para fortalecer a posição de liderança no setor elétrico brasileiro”. O antigo acordo de acionistas da CPFL Energia foi encerrado com a compra do grupo pela State Grid.

“Termos ao nosso lado um acionista do porte da State Grid nos traz a confiança de que a CPFL Energia continuará a sua trajetória de crescimento, reforçando a posição de liderança nos principais segmentos do setor elétrico brasileiro. Temos uma plataforma de negócios preparada para aproveitar as novas oportunidades do mercado, e o apoio da State Grid será fundamental”, afirmou o presidente da CPFL Energia, Andre Dorf, em nota à imprensa.

Fonte: Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas

Dez fatos sobre energia eólica brasileira que você talvez não saiba

  1. O Brasil tem um dos melhores ventos do mundo

Para entender essa afirmação, antes você precisa saber o que é fator de capacidade. Pois bem! Fator de capacidade é a medida de eficiência dos aerogeradores de um parque eólico com base na qualidade dos ventos de uma região, ou seja, quanto foi gerado por um aerogerador. Quando falamos, por exemplo, de um fator de capacidade de 30%, estamos falando, de maneira simplificada, que os ventos da região têm aproveitamento moderado e geram energia em 30% do tempo na média. O tipo do aerogerador também influencia. No que se refere à qualidade do vento, os melhores para energia eólica são os constantes, sem grandes alterações de velocidade ou direção. No caso do Brasil, temos ótimos ventos e de boa qualidade, principalmente na região Nordeste, fazendo com que nosso fator de capacidade seja superior a 50%, enquanto a média mundial varia de 20% a 25%.

  1. Há dias em que pelo menos a metade da energia do Nordeste vem das eólicas

O nordeste brasileiro tem batido recordes atrás de recordes, especialmente no que chamamos de “safra” do vento, que é o período do ano em que mais venta. Em 05 de Novembro de 2016, por exemplo, a energia eólica bateu seu recorde diário na região com 5.077 megawatts médios (MWmed). Isso significa que, naquele dia, 52% da energia consumida no Nordeste veio de eólicas. Lembra que falamos de fator de capacidade acima? Então, neste dia o fator de capacidade do Nordeste foi de 70%, que é algo surpreendente. Realmente temos ventos excepcionais no nordeste brasileiro!

  1. A geração de energia eólica não emite CO2.

Se fizermos uma conta do que a energia eólica evita de emissões de gases de efeito estufa, podemos dizer que, em um ano, evitou-se a emissão de CO2 equivalente à quantidade produzida por praticamente toda a frota da cidade de São Paulo (8 milhões de veículos). Isso porque a fonte eólica tem emissão de CO2 igual a zero em sua operação e ao gerar esse tipo de energia evita-se a geração de outra, que poderia ser poluente.

  1. Não é só no Nordeste que estão os parques eólicos

Quando a gente pensa em energia eólica no Brasil já lembra logo do Nordeste. E isso porque é realmente lá que está a maioria do que temos de energia eólica. Dos 430 parques eólicos atuais, 342 estão no Nordeste. Bom, mas é preciso saber também que o estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, é um produtor extremamente importante dos estados brasileiros, com 72 parques instalados. No ranking de capacidade instalada, o Rio Grande do Sul é o quarto colocado com 1,7 GW, os três primeiros são Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará com 3,4 GW, 1,9 GW e 1,8 GW, respectivamente. No Brasil, tem vento bom de norte a sul!

  1. A eólica também faz bem para o bolso

Nos leilões recentes, a energia eólica se consagrou como a segunda fonte mais barata. A primeira é a energia das grandes hidrelétricas. Se considerarmos que não há mais condições para que o Brasil invista em grandes hidrelétricas, especialmente por questões ambientais, podemos considerar que a eólica é hoje no Brasil a opção mais barata de contratação. Bom para o meio ambiente e para o bolso do consumidor!

  1. As torres de geração de energia eólica convivem com outras atividades agrícolas e animais

É bem comum a cena: uma torre eólica em funcionamento e, logo ao lado, vacas pastando, cavalos ou então uma plantação. Isso é possível porque as torres, depois de instaladas, ocupam pouco espaço de solo e os donos da terra podem seguir adiante com seu cultivo ou criação de animais. Isso é, aliás, um dos grandes benefícios da energia eólica: um baixíssimo impacto ambiental.

  1. Torres eólicas têm grande complexidade tecnológica

Podemos considerar que construir um parque eólico é rápido, comparando, por exemplo, com o tempo que se leva para construir uma hidrelétrica. A rapidez, no entanto, não significa que é algo simples! Uma torre eólica tem grande complexidade tecnológica, centenas de componentes e grandes dificuldades de transporte pelo tamanho das pás e aerogeradores. A cadeia produtiva do setor inclui desde fornecedores de pequenos componentes até as empresas especializadas que fabricam os aerogeradores e as pás. No youtube é possível encontrar um monte de vídeos mostrando como as torres são por dentro, como é o processo de construção de um parque eólica, a engenharia envolvida para colocar as pás, etc… É um prato cheio para quem gosta de tecnologia e engenharia!

  1. O Brasil tem se saído muito bem nas comparações mundiais

De acordo com o GWEC – Global Wind Energy Council, o Brasil foi o quarto país em crescimento de energia eólica no mundo em 2015, considerando os números de capacidade instalada, atrás da China, Estados Unidos e Alemanha e representando 4,3% do total de nova capacidade instalada no ano no mundo todo. Em percentual, foi o País que mais cresceu no mundo. Se quiser mais informações, veja aqui o relatório “Global Wind Report 2015” do GWEC: http://bit.ly/23ZHypq. Ah, o de 2016 ainda não foi fechado, mas já se estima que a fonte eólica deve subir mais uma posição no ranking mundial de parques eólicos acumulados, onde o Brasil foi colocado em décimo, em 2015. Isso mesmo, estamos no TOP 10 mundial de energia eólica!

Um outro documento que atesta a boa colocação brasileira é o “Boletim de Energia Eólica Brasil e Mundo – Base 2015”, divulgado pelo MME – Ministério de Minas e Energia em agosto de 2016. O boletim mostra que o Brasil subiu sete posições, nos últimos dois anos, ocupando hoje o oitavo lugar em geração, representando cerca de 3% de toda produção eólica mundial.

Uma coisa importante: os dados do GWEC se referem ao que está instalado (potência), enquanto o boletim do MME mostra dados do que é gerado em relação ao que está instalado. Ou seja: não importa se estamos falando de capacidade instalada ou de energia gerada, o fato é que o Brasil tem se saído muito bem nas comparações mundiais

  1. A cadeia produtiva da energia eólica está no Brasil e gera empregos aqui

Se a energia eólica brasileira tem obtido tanto sucesso nos últimos anos não é só porque temos um dos melhores ventos do mundo. Afinal de contas, de que adiantaria isso se não soubessemos explorar esse potencial, não é mesmo? Houve, nos últimos anos, um forte investimento de empresas que construíram uma cadeia produtiva nacional de alta tecnologia e eficiência. Os grandes fabricantes de aerogeradores, pás, torres e grandes componentes estão instalados no Brasil, produzindo e contratando aqui. Além disso, dezenas de empresas brasileiras foram criadas ou passaram a se dedicar para oferecer componentes para a cadeia produtiva. Pelo menos 80% dos componentes de uma torre eólica são feitos no Brasil, incluindo aerogeradores, pás eólicas, naceles, torres. Só em 2016, foram gerados 30 mil postos de trabalho na cadeia eólica.

  1. A energia eólica vai ajudar o Brasil a cumprir o Acordo do Clima

O Brasil possui uma matriz elétrica bastante renovável, mas ainda pode aumentar o seu percentual em energia limpa. No passado, as grandes hidrelétricas sempre foram a opção número 1 para geração e até hoje são mais da metade da matriz. O que acontece é que, especialmente por questões ambientais, já não há mais espaço para o desenvolvimento de projetos de grandes hidrelétricas no Brasil. E, neste cenário, a eólica surge como a opção chave para expandir o papel das renováveis na matriz elétrica porque é uma opção barata, de baixíssimo impacto e de rápida implantação, com zero emissão de CO2 na geração e com uma cadeia produtiva nacionalizada e pronta para produzir os componentes com eficiência e competitividade. Hoje, a eólica representa 7% da matriz. Para 2020, deve chegar a 12% e até 2030 estima-se que ocupe de 20 a 25% da matriz. E isso vai ajudar muito o Brasil a cumprir com suas metas de redução da emissão de CO2, por exemplo.

Fonte: Abeeólica

Leilão de energia solar em PE vende toda a oferta colocada no certame

O leilão de energia solar realizado pela comercializadora da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), negociou 3.400 MWh ou 0,938 MW médios de energia dos parques Fontes Solar I e II, da Enel Green Power, em Tacaratu, para o período de 1º de janeiro a 31 de maio. A comercializadora é vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sdec). O restante da geração média de Tacaratu já é consumido pelo Centro de Convenções de Pernambuco desde 1º de junho de 2016.

A comercializadora Kroma Energia, de Recife, arrematou a oferta com um preço superior a R$ 200,00/MWh. Todas as propostas foram superiores ao PLD para a carga pesada da primeira semana de janeiro para o submercado do Nordeste, e metade das propostas apresentadas tiveram preços superiores a R$ 190,00/MWh. E ainda todas objetivaram a compra de todo o lote ofertado e em conformidade com a distribuição mensal objeto do Edital, o que caracteriza “a continuidade do processo de consolidação do mercado de energia de fonte solar no Brasil, totalizando 3,40 GWh de energia a ser consumida no período especificado”.

Segundo relatou o governo do estado de Pernambuco, o interesse por esta energia incentivada foi demonstrado pela participação de dezoito empresas que aderiram ao processo. Todas se habilitaram, sendo 17 dessas empresas comercializadoras e uma geradora. Desses, 14 agentes em São Paulo, duas de Pernambuco, uma de Goiás e uma do Paraná.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Mercado Livre

Piauí construirá primeira fábrica de equipamentos para energia eólica

O Piauí deverá receber um investimento de mais de R$ 3 milhões e, com isso, a construção de uma indústria para a produção de equipamentos voltados à produção de energia eólica, a primeira do Estado. O projeto faz parte da implantação do Complexo Lagoa do Barro, ao sul do Piauí, que contará também com a instalação de torres para produção de energia.

Durante reunião com o governador Wellington Dias (PT) nesta sexta-feira (20), o CEO da Atlantic Energias Renováveis, José Roberto, e o diretor da Acciona Wind Power, David Lobo, discutiram a implantação de aerogeradores, com torres de 120 metros e tecnologia de ponta.

Além de estabelecer o Piauí como um dos grandes produtores de energia limpa do país, a parceria tem como objetivo a geração de pelo menos 500 empregos na região.

A implantação tem previsão de início para o primeiro trimestre deste ano. A pretensão é que produção de energia comece em meados de 2018. “Vamos realizar um workshop com empresários piauienses na tentativa de buscar oportunidades para inseri-los em nosso projeto também”, destaca o CEO José Roberto.

Os primeiros geradores a serem implantados no Piauí foi em Parnaíba, com a produção de 0,9 megas de energia.  “Para você ter uma ideia, começamos aqui com torres de 60 metros, depois comemoramos quando chegamos a 80 metros, e agora chegamos aos 120.  O que isso significa? Geradores mais potentes, geradores de 3,5 megas”, lembrou o governador.

Por: Portal do Dia | Ithyara Borges

Sinval Gama, da Chesf: “após 2019 vamos navegar em mares mais serenos”

Com menos de uma semana no cargo, o novo presidente da Chesf se mostra consciente das tempestades que precisará superar nos próximos dois anos para restaurar a navegabilidade da principal empresa de energia elétrica do Nordeste. Apesar do grande desafio, Sinval Gama demonstrou confiança no sucesso do plano de reestruturação definido pela Eletrobras, que inclui corte de custos, diminuição de investimentos e venda de ativos que podem chegar a R$ 3,7 bilhões. Segundo o executivo, a expectativa é que a partir do ano de 2019 a Chesf possa “navegar em mares mais serenos”.
“A grande missão que eu recebi foi implementar o plano que a casa já tinha pensado”, disse Gama, “tenho despesas operacionais superiores as receitas, tenho um volume muito grande de investimentos que necessitam de aporte de recursos para a sua viabilização e não tenho fluxo de caixa para isso.”
De acordo com o executivo, a primeira ação será cortar despesas. “Vamos diminuir funções comissionadas, vamos diminuir níveis hierárquicos, vamos otimizar alguns processos de compras.” Ele contou que a empresa está finalizando o plano de incentivo para que profissionais deixem a Chesf. “Está no nosso radar também diminuir despesas com pessoal.”
“A segunda vertente é retirar a pressão dessa necessidade enorme de investimento. Fizemos um plano que reúne um conjunto de ativos que, embora sejam operacionais e tenham receitas, podem ser desmobilizados. Vamos ao mercado para vender esses ativos.”
A terceira ação será vender projetos que ainda não foram iniciados, diminuindo assim a necessidade de investimentos da companhia. “Um terceiro passo vai ser para empreendimentos que eu ainda nem comecei, mas que vou ter pressão de recursos para construir. Vamos vender esses projetos.”
Gama evitou dar muitos detalhes sobre quais projetos serão vendidos, porém ele garantiu que o plano pode resultar em uma captação que pode variar entre R$ 1,5 bilhão a R$ 3,7 bilhões. “Esse é um conjunto de empreendimentos que vimos que seriam atrativos para o mercado, não significa que vamos vender.”
Obras – Em 2016, ainda sob a gestão de José Carlos de Miranda, a Chesf conseguiu energizar 22 empreendimentos de transmissão, sendo três novas subestações de grande porte, com 600 MVA de potência instalada, quinze subestações reforçadas, 253 quilômetros de linhas, além da recapacitação de 56 km de sistemas. Entretanto, a empresa tem mais de 30 obras que estão paralisadas por falta de recurso financeiro.
Até que a venda de ativos aconteça, Gama pretende bater na porta dos bancos para conseguir crédito e tocar os projetos. Está nos planos a emissão de debêntures e um eventual aporte da Eletrobras. “Na próxima semana já tenho essa primeira arquitetura de quando entrará o primeiro empréstimo. Todos eles estão negociados e feitos”, garantiu o executivo em entrevista à Agência CanalEnergia.
Paralelamente, a empresa procura respaldo legal para desbloquear R$ 500 milhões que estão bloqueados por conta de uma disputa judicial com construtoras envolvendo o contrato de construção da usina de Xingo. “Esse é um dos grandes torniquetes que a Chesf teve ao longo desse tempo. Temos bloqueados R$ 500 milhões. Com esse dinheiro já poderia ter feito 40% das minhas obras, mas foi bloqueado por decisão judicial.”
“Num primeiro momento seria até R$ 2 bilhões, mas conseguimos decisões para parar nesses R$ 500 milhões. Agora estamos procurando ações jurídicas para ver se retorno para o meu caixa esses R$ 500 milhões.”
O engenheiro Sinval Zidan Gama assumiu a presidência da Chesf na última sexta-feira, 13 de janeiro, em substituição a José Carlos de Miranda. O engenheiro elétrico foi presidente da Celg-D, indicado pela Eletrobras, antes da privatização, entre 2015 e 2016 e interventor nomeado pela Aneel para as distribuidoras paulistas e paranaense do antigo Grupo Rede Energia de 2012 a 2014. Entre 1976 e 2013 ocupou diversos cargos na Chesf e na Eletrobras.
O executivo é formado em Engenharia Elétrica e Administração de Empresas pela Universidade Federal de Pernambuco, com especialização em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais; possui especialização em Gestão de Qualidade pela George Washington University; MBA em Mercado Financeiro e de Capitais, pelo IMBEC-RJ; e é doutor em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Negócios e Empresas

Cancelamento do leilão de reserva é preocupante, diz GWEC

A GWEC manifestou-se preocupada com o cancelamento do leilão de reserva que seria realizado em dezembro, para contratação de energia eólica e solar, ressaltando o fato de 2016 ter sido o primeiro ano desde 2008 que não se contrata esse tipo de energia em leilões.

“A situação no Brasil é preocupante (…) embora eles ainda tenham um pipeline saudável para até os próximos dois anos”, disse o presidente da associação global da indústria eólica, Steve Sawyer, em mensagem no boletim mensal enviado pela GWEC.

Ele avalia que a indústria eólica pode aguardar uma nova rodada de leilões de energia limpa em todo o continente africano e na América Latina, o que poderia contribuir para um bloco crescente de projetos nestes mercados, classificados pela associação global como emergente.

A GWEC espera que em 2017 a China avance na redução da adoção de tarifas feed-in (como as adotadas pelo Brasil antes dos leilões de energia, no Proinfa) para a geração eólica, medida que entrará em vigor a partir do início de 2018.

Com relação à iminente posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, Sawyer destacou que o foco da indústria deve ser para a afirmação do ainda titular, Barack Obama, segundo a qual a mudança para a energia limpa é “irreversível” e que a política federal de curto prazo não poderá mudar esse quadro.

“Os EUA possuem uma quantidade recorde de usinas eólicas em construção”, ressaltou o executivo.

Fonte: Brasil Energia | Fábio Couto

Governo do Ceará sanciona lei que cria fundo para eficiência energética e GD

O governador do Ceará Camilo Santana sancionou na última sexta-feira 13 de janeiro, lei que cria o Fundo de Incentivo à Eficiência Energética e Geração Distribuída. O objetivo é incentivar o desenvolvimento e financiamento de projetos de eficiência energética e de micro e minigeração de energia elétrica como estímulo à energia com base nas fontes renováveis, bem como no apoio à modernização das instalações elétricas dos órgãos e entidades da administração pública.

O chefe do Executivo destacou a importância de diversos setores para que o projeto fosse realizado. De acordo com ele, governo nenhum consegue dar passos firmes e consistente se não tiver parceiros, diálogos e desafios. Segundo ele, a questão da energia renovável tem sido um esforço para que o Ceará retome em médio a curto prazo a condição de vanguarda, que sempre foi característica nessa área. A partir de agora, o governador fica autorizado a abrir crédito adicional especial de R$ 10 milhões para destinar ao Fundo. Um Conselho Gestor foi criado com o intuito de analisar e escolher os projetos que receberão recursos financeiros e definir as diretrizes de aplicação de tais recursos. O Conselho vai encaminhar um relatório semestral à Assembleia Legislativa do Estado do Ceará sobre todos os programas desenvolvidos pelo FIEE, que será gerido financeiramente pela Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará.

O FIEE é uma ampliação do Fundo de Incentivo à Energia Solar do Ceará, criado em 2009. Naquele ano, foi aberto um crédito adicional no orçamento de R$ 10 milhões para despesas do instrumento de captação financeira e a permissão para a destinação de 0,5% para o fundo solar do valor desembolsado pelos beneficiários do Fundo de Desenvolvimento Industrial do Ceará.

As receitas do FIEE são constituídas por dotações orçamentárias consignadas no orçamento fiscal do estado; recursos de encargos específicos cobrados das empresas beneficiárias do Fundo de desenvolvimento Industrial; recursos obtidos da economia promovida pelas ações técnicas de Eficiência Energética ou implantação da Micro e Minigeração Distribuída de energia elétrica, no percentual de 20% do valor economizado da conta de energia elétrica; recursos decorrentes de acordos, ajustes, contratos e convênios celebrados com órgãos e entidades da Administração Pública Federal ou Municipal; convênios, contratos e doações realizadas por entidades públicas ou privadas, pessoas físicas ou jurídicas do país ou do exterior.

Fonte: CERNE Press com informações do Governo do Ceará

Natal sedia 9º SolarInvest e 1º Encontro da Inovação

Nos dias 8 e 9 de fevereiro, a cidade de Natal-RN vai sediar dois importantes eventos voltados para o setor energético e gestão: o 9º SolarInvest e o 1º Encontro da Inovação. Os encontros serão realizados no auditório do hotel Best Western Premier Majestic, em Ponta Negra.

Em sua nona edição, o SolarInvest reunirá novamente investidores e executivos em busca do aprimoramento da regulamentação para o desenvolvimento da geração de energia por fonte solar no Brasil. O encontro visa estreitar o relacionamento entre governo e empreendedores para discutirem juntos os atuais desafios da geração fotovoltaica em seus vários aspectos.

Serão debatidos temas como o potencial econômico na cadeia de produtos e serviços, a vocação e função da energia solar centralizada na matriz elétrica nacional, os efeitos projetados para o advento dos telhados solares, e exemplos de empreendedorismo no setor fotovoltaico.

O “Encontro da Inovação, Competitividade e Qualidade” propõe uma análise prática dos processos de inovação no setor de energia elétrica, não somente no campo das tecnologias diretamente ligadas à geração e distribuição, mas também nos processos e tecnologias para gestão ambiental, regulação, consumo industrial e residencial, mobilidade e atendimento. O evento reunirá as lideranças empresariais e autoridades capazes de modificar o panorama do setor elétrico brasileiro.

Os eventos são uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a Viex Americas. Outras informações estão disponíveis pelos seguintes links:

SolarInvest: http://viex-americas.com/conferencias/solarinvest/

Encontro da Inovação: http://viex-americas.com/conferencias/encontro-da-inovacao-setor-eletrico/

Fonte: CERNE Press

Relatório Rethinking Energy é lançado durante assembleia geral em Abu Dhabi

A terceira edição do Rethinking Energy da Agência internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), foi lançado no último domingo, 15 de janeiro, durante a sétima assembleia geral da entidade, realizada em Abu Dhabi. Na publicação o destaque ficou para a queda de custos das fontes, movimento impulsionado pela inovação tecnológica e políticas que vêm estimulando a implantação de energias renováveis, associadas a uma miríade de benefícios sócio econômicos.

A publicação destaca como os investimentos globais em renováveis vêm crescendo constantemente por mais de uma década, passando de menos de US$ 50 bilhões em 2004 para um recorde de US$ 305 bilhões em 2015. E, apesar deste enorme crescimento, aponta a entidade os atuais níveis de aportes e implantação de projetos estão a avançar ainda mais para cumprir as metas internacionais de redução de carbono.

Segundo avaliação do diretor geral da Irena, Adnam Amim, as renováveis estão ganhando terreno em qualquer tipo de comparação e que acelerar o ritmo dessa transição energética, bem como expandir seu alcance para além do setor de energia não só reduzirá as emissões de carbono, bem como melhorará a vida das pessoas, criará empregos, atingirá as metas de desenvolvimento e assegurará um futuro mais limpo.

Mas alertou ainda que à medida que avança em direção a um novo paradigma de energia, o mundo precisa continuar a acelerar os esforços de descarbonização. E nesse sentido, políticas públicas continuam a ser cruciais para este fim. E apontou que os segmentos de aquecimento, refrigeração e o potencial das renováveis para o transporte são áreas onde os esforços futuros são necessários.

O relatório lançado pela entidade traz a perspectiva de que a fonte solar fotovoltaica crescerá rapidamente em capacidade instalada e geração e que as novas formas de armazenamento representarão uma aliada importante para o crescimento das fontes intermitentes. “A Irena estima que o armazenamento poderá crescer do atual status de menos de 1 GW para 250 GW até 2030”, indicou.

Além disso, as renováveis que não estão conectadas à rede proveem energia para cerca de 90 milhões de pessoas. O relatório da entidade aponta como essa tecnologia pode proporcionar o acesso de energia moderna a centenas de milhões de pessoas e assim levá-las a alcançar os objetivos de desenvolvimento.

O relatório, em inglês, lançado pela associação está disponível para download e pode ser acessado ao clicar aqui.

Fonte: Agência CanalEnergia, Investimentos e Finanças

 

Governo federal vai promover um ‘Refis elétrico’

O governo federal vai fazer um “Refis do setor elétrico”, ou seja, uma espécie de perdão de multas, evitando que os responsáveis por usinas que estão com obras em atraso ou que nunca vão ficar prontas por terem se tornado inviáveis economicamente sejam suspensos do mercado. Enquadram-se nessa situação, principalmente, usinas de fontes eólica e solar.

Não se sabe exatamente o total dessas usinas, mas agentes do mercado estimam entre 1% e 5% a carga de energia que não vai entrar em operação quando previsto. Tendo em vista a conjuntura de sobra de energia no mercado, o entendimento é que é possível conceder perdão financeiro a essas empresas diante da crise.

Os incentivos para se desistir do projeto e entrar no leilão de descontratação (que vai permitir que as empresas abandonem os contratos), porém, não serão tão grandes quanto os que foram incluídos na medida provisória 735. Mesmo assim, haverá algum benefício, explica Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Geração de Energia Eólica (Abeeólica):

— Tem muita energia que não existe, que está só no papel. Vamos fazer limpeza da base e cancelar projetos, para liberar espaço para outros.

Nas próximas semanas, deverá ocorrer esse primeiro leilão de descontratação para energia de reserva, uma espécie de seguro do mercado para casos de escassez. Nesse certame, aqueles que aceitarem uma menor redução das multas serão os primeiros a serem beneficiados. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), “o leilão seria arrematado pelo maior pagamento pela saída, até o montante definido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE)”.

Fora do leilão, as empresas que não entregarem os empreendimentos previstos teriam de pagar até 2% do faturamento anual e perderiam cerca de 5% do valor total das obras, depositados como garantia logo após a contratação.

— As regras ainda não estão claras, mas espera-se que essas penalidades sejam atenuadas — explica Leonardo Santana, presidente da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa.

Por enquanto, serão aceitas no leilão só as usinas denominadas de energia de reserva, que são principalmente eólicas, solares e pequenas centrais hidrelétricas. Mas o governo cogita possibilidade similar para outros tipos de usinas.

Segundo o MME, “entre os benefícios dessa descontratação estariam a maior transparência do planejamento e a melhora do fluxo de caixa dos consumidores no presente, ao deixarem de pagar por uma energia cujo custo seria desnecessário e ao receberem valores antecipados pelo distrato dos contratos rescindidos por maior lance”.

A medida reduz custos para os consumidores como um todo, que pagam pela disponibilidade da energia de reserva, destaca Nelson Leite, presidente da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica, que aprovou a medida:

— É uma medida sensata, porque tira do mercado entulhos que estão por aí.

A punição por atraso ou abandono de obra prometida ao governo é tradicionalmente severa, porque a falta de qualquer volume de energia no mercado pode gerar déficits que comprometam todo o sistema. As multas também servem para afastar “aventureiros” do setor.

Como hoje, pela crise, sobra energia, o governo pode “perdoar” as usinas que não estão ficando prontas ou que estão atrasando. Isso porque a falta delas não vai afetar o equilíbrio de um mercado com excedente.

Fonte: O Globo | Danilo Fariello

Sinval Gama é o novo presidente da Chesf

O engenheiro Sinval Zidan Gama é o novo presidente da Chesf, empresa subsidiária da elétrica estatal Eletrobras com atuação focada no Nordeste do Brasil. A cerimônia de transmissão do cargo aconteceu na última sexta-feira, 13 de janeiro, na sede da companhia, em Recife.

Gama, que já havia sido indicado no final de dezembro para uma vaga no Conselho de Administração da Chesf, atuou nos últimos dois anos como diretor da distribuidora de energia goiana Celg-D, controlada pela Eletrobras. Ele substitui no cargo o engenheiro José Carlos de Miranda, que ocupava a presidência desde junho de 2015.

O executivo é formado em Engenharia Elétrica e Administração de Empresas pela Universidade Federal de Pernambuco, com especialização em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais; possui especialização em Gestão de Qualidade pela George Washington University; MBA em Mercado Financeiro e de Capitais, pelo IMBEC-RJ; e é doutor em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Fonte: CERNE Press

 

 

Líder em geração, o RN espera por novos leilões para eólicas

O Rio Grande do Norte,  maior gerador de energia eólica do Brasil, registra crescimento de 82% na geração, com 1.589 MW em 2016 em relação ao ano anterior. O crescimento se deve a entrada de novos parques que iniciaram a operação comercial junto ao Sistema Integrado Nacional, até novembro do ano passado. Dos 98 parques eólicos que  entraram em operação no Brasil, em 2016, 35 foram no RN (918,00 MW). Em todo o país, a geração de energia eólica em operação comercial totalizou 3,6 GW – um crescimento de 53,4%, até novembro de 2016.

Se por um lado, o setor comemora a ampliação da energia dos ventos  na matriz, por outro o clima é de incertezas quanto a retomada de novos leilões de energias renováveis e inclusão do RN nestes certames. Na última semana, governadores do Nordeste estiveram reunidos com o Ministério de Minas e Energias para reivindicar a realização de dois certames em 2017 – entre eles o 2LER 2016 cancelado ano passado. Ainda não há definição sobre o tema.

O diretor do Sindicato das Empresas do Setor Energético (SEERN) e do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, Jean-Paul Prates, reforça a necessidade dos leilões para ampliar a oferta na matriz energética sem interrupções futuras em geração, em meio a manutenção da crise hídrica.

“É importante que os leilões mantenham a regularidade para ter recolocação de entradas de projetos em operação e evitar um gap (intervalo, em tradução livre do inglês) a partir de 2019”, afirma Prates.

Historicamente, de 2009 a 2014, a média anual contratada para energia eólica no Brasil, segundo dados do SEERN, foi de 2 GW. Em 2015, caiu para 1,1 GW. Em 2016, não houve. Isto por que o leilão exclusivo para  geração de energias solar fotovoltaica e eólica, que iria acontecer em  19 de dezembro, foi cancelado pelo Governo federal que alegou “falta de demanda”, frente a projeção de sobra de 9 mil megawatts (MW) em 2020.

O Rio Grande do Norte tinha  cadastrados 7,195 GW em 223 projetos eólicos e 58 projetos solares  – 20% dos 1.260 empreendimentos inscritos para a disputa -, mas acabou excluído juntamente com os estados da Bahia e Rio Grande do Sul devido a insuficiência atual estrutura das linhas de transmissão usadas para escoar a energia.

A decisão foi contestada pelo SEERN, à época, que pediu a reconsideração dos cálculos de capacidade de escoamento remanescente mediante autorização dada em agosto, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para que a empresa Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras de linhas de transmissão da Abengoa – espanhola que decretou falência – garante escoamento de 500 MW até 2017.

“Há tempo hábil para a revisão de cálculos sobre a capacidade de escoamento da produção para a inclusão do RN, visto que a resolução da Aneel autoriza a construção e conexão mesmo que parcial das linhas de transmissão necessárias à Esperanza se energizar”, lembra Prates.

Geração de Energia Eólica
Local     parques     mw
Brasil     98     2.514,49
RN     35      918,00
BA     22       539,85
PI     14     382,10
CE     13     311,03
PE     10     273,59
RS    4     89,92

Projeção para os Próximos Anos

Brasil 
Em construção: – 137 Parques Eólicos = 3.136,80 MW
Contratados (a construir): – 202 Parques Eólicos = 4.735,75 MW

RN
Em construção: 16 Parques Eólicos = 417,00 MW
4 Parques Eólicos = 108 MW do 4° LER – 2011
5 Parques Eólicos = 113,40 MW do 18° LEN (A-5) – 2013
7 Parques Eólicos = 195,60 MW do 6° LER – 2014

Contratado:
38 Parques Eólicos = 918,40 MW
2 Parques Eólicos = 52,50 MW do 4° LER – 2011
16 Parques Eólicos = 431,00 MW do 18° LEN (A-5) – 2013
7 Parques Eólicos = 132,00 MW do 5° LER – 2013
7 Parques Eólicos = 166,40 MW do 20° LEN (A-5) – 2014
2 Parques Eólicos = 40,00 MW do 6° LER – 2014
1 Parque Eólico = 25,20 MW 8° LER – 2015
3 Parques Eólicos = 71,30 MW do Mercado Livre

Fonte: Tribuna do Norte