Enel faz lance único pela Celg-D e leva distribuidora por R$ 2,187 bilhões

A empresa italiana Enel foi a única a apresentar proposta no leilão de privatização da distribuidora de eletricidade goiana Celg-D, da Eletrobras. A empresa ofereceu R$ 2,187 bilhões por 95% das ações da distribuidora goiana, um ágio de 28% – cerca de R$400 milhões. O leilão foi realizado nesta quarta-feira (30) na BM&FBovespa, em São Paulo.

Celg-D
Criada em 1956, a Celg-D atende atualmente 237 cidades goianas (98,7% do território do estado), num total de 2,6 milhões de unidades que consomem 2,4% da energia elétrica gerada no país. A companhia foi eleita pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por 2 anos consecutivos, em 2014 e 2015, a pior distribuidora de energia do país.

A empresa, que era controlada pelo governo de Goiás, tem histórico de dificuldades financeiras. Por conta disso, em janeiro de 2015 ela foi federalizada e seu controle passou à Eletrobras.

A Eletrobras aprovou um plano de reestruturação que prevê a privatização de outros 6 distribuidoras de energia: Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia S.A (Ceron), Boa Vista Energia S.A. e Amazonas Distribuidora de Energia S.A.

Fonte: CERNE Press

 

Piauí é destaque em energias renováveis

O Piauí está em segundo lugar como estado que possui mais fontes renováveis na sua matriz energética, entre os estados nordestinos. Os dados foram divulgados pelo boletim do Ministério de Minas e Energia, onde apresentam a evolução no setor do Estado e as indicações que as fontes ocupam 49,1% da oferta interna de energia em âmbito local.

O secretário de Mineração e Energias Renováveis, Luís Coelho, afirma que o Piauí está vivendo um bom momento no setor de energia renovável. “Os resultados são muito confortáveis para o Estado, pois mostra que estamos no caminho certo. O nosso corredor de vento tem projeção maior que os demais Estados, e estamos caminhando para que o Piauí seja o maior produtor de energia eólica da América Latina”, declara.

De acordo com os dados lançados no boletim, a perspectiva é que o Estado passe por um avanço ainda maior nos próximos anos, na fonte eólica, pois o Piauí já possui 29 parques instalados e em operação e tem mais 23 em construção, segundo o relatório da Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

Segundo o secretário Luís Coelho, a oscilação entre segundo e terceiro lugar do Piauí ocorre devido a estes parques energéticos em construção. “À medida que as construções são realizadas, é descontado energia no sistema nacional”, informa.

Os dados atualizados destacam que o potencial de produção chega atualmente a 808,4 Megawatts (MW) e chegará a 1445,8 MW assim que os empreendimentos forem concluídos no Estado. Os resultados são ainda mais positivos embasados na capacidade total de potência prevista nestes empreendimentos, na posição de segundo lugar do país, com 640,2 Megawhats (MW).

Fonte: Governo do Piauí | Flávia Bacelar

47 países mais pobres do mundo querem viver só de energia limpa

A parte mais pobre do planeta pode estar prestes a dar um baile ecológico nos mais ricos. As 47 nações com menos dinheiro no mundo pretendem, até 2050, usar apenas energias 100% renováveis.

A meta surgiu durante a Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU, que terminou no último dia 18, no Marrocos. O evento discutiu quais serão os próximos passos depois que o mundo inteiro se comprometeu a reduzir as emissões de carbono, por meio do Acordo de Paris – que tem como objetivo não deixar a temperatura da Terra subir mais do que 2ºC até o fim do século.

A ideia é aprender com os erros do restante do mundo – e pular a parte poluente da história das nações. Os países que se comprometeram com o projeto ainda estão em uma fase embrionária da industrialização – e evitariam que suas fábricas sejam construídas dependendo de combustíveis fósseis. As indústrias já se formariam utilizando energia solar ou eólica, por exemplo.

Apesar de nunca ter sido feito algo nessas proporções, não é a primeira vez que a ideia de salto tecnológico aparece. Um dos casos mais famosos aconteceu na parte mais rural da África. Até a virada do século 21, o número de linhas de telefone fixo por lá era escasso – assim as operadoras telefônicas resolveram investir diretamente em celulares, sem passar pelos fixos. Com isso, o número de linhas móveis em continente africano saltou de 7,5 milhões em 1999 para 76,8 milhões em 2004.

Para que dê tempo, os 47 países (entre eles, Palestina, Sudão do Sul e Afeganistão) têm quatro anos para enviar à ONU seu planejamento. Até 2030 as coisas devem estar começando.

A ideia vai contra as ações que algumas das nações mais ricas estão tomando. “Não sabemos o que os países estão esperando para avançar rumo à neutralidade de carbono e ter 100% das energias renováveis”, afirmou à BBC Edgar Gutierrez, primeiro ministro da Costa Rica. “Todos deveriam começar a transição, ou todos sofreremos”, completou.

Enquanto isso, nos EUA, o presidente eleito Donald Trump já declarou não acreditar no aquecimento global – e o governo Obama, que se comprometeu a doar US$ 3 bilhões para a ONU no combate ao aquecimento global, até agora, entregou “apenas” US$ 500 milhões.

Fonte: Felipe Germano | Super Interessante

Mais de 100MW em eólicas devem entrar em operação comercial no RN até dezembro

Um levantamento realizado pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) revela que atualmente o Rio Grande do Norte tem quatro parques eólicos que se encontram em fase de testes.  Com o funcionamento efetivo desses empreendimentos, mais de 100 MW (113,4 MW) devem instalados no Estado até dezembro deste ano.

Desse total, cerca de 84 MW são provenientes dos parques eólicos Santana I (30 MW), Santana II (24 MW) e Calango 6 (30 MW), do grupo Força Eólica do Brasil e todos instalados nos municípios de Bodó e Lagoa Nova, no Rio Grande do Norte.

Já 16,8 MW são oriundos do parque Santa Mônica (capacidade total 29,4 MW), de propriedade do Grupo CPFL Renováveis, instalado no município de Touros.

O RN continua absoluto como líder nacional em quantidade de parques eólicos instalados e produção da energia proveniente da força dos ventos, detendo 3,2 GW em potência instalada.

Fonte: CERNE Press

Aneel libera 6,3MW em eólicas no Rio Grande do Norte

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou para entrada em operação comercial desde o dia 26 de novembro mais 6.300 KW em potência instalada no parque eólico Santa Úrsula, de propriedade da CPFL Renováveis.

O empreendimento agora passa a ter  25,2 MW em potência instalada e está localizado no município de Touros, no Rio Grande do Norte.

Fonte: CERNE Press

Mercado livre abre caminho para conta de luz menor

Novas regras para mini e microgeração distribuída de energia solar e as tarifas elevadas de energia no ambiente regulado estão levando os shoppings a migrar para o mercado livre de energia e estudar a geração compartilhada de energia, como forma de mitigar as contas de luz, um dos principais custos operacionais dos centros comerciais, segundo especialistas. Publicada em março deste ano, a Resolução 687 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abre espaço para a geração distribuída em condomínios. A energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em percentuais definidos pelos próprios consumidores.

Mesmo que o sistema esteja instalado num único medidor do condomínio, as cotas de crédito para compensação de energia são abatidas das contas dos participantes de forma independente, desde que a geração esteja na mesma área de propriedade do condomínio ou empreendimento. Outra novidade para instalar o sistema fotovoltaico está na possibilidade de usar áreas em locais remotos e distantes do ponto de consumo.

O autoconsumo remoto ampliou a oportunidade de uso da energia solar para diversos segmentos, além dos ganhos técnicos de possibilitar a instalação em local com maior irradiação e condições técnicas favoráveis para geração solar. Essa modalidade permite a compensação dos créditos nas áreas urbanas como prédios comerciais, escritórios, apartamentos, lojas em shopping centers, empresas de serviços e outros. “Os shoppings já começam a estudar esse assunto para ver como investir quando a situação econômica melhorar”, diz Hewerton Martins, presidente da Solar Energy.

De 2010 até este ano, o custo de implementação de energia solar caiu 60%, enquanto bancos públicos e privados já começam a disponibilizar linhas de crédito para financiamento de equipamentos e construção de minigeração solar distribuída. “Investidores de shopping podem pensar na locação de áreas do centro comercial para a instalação de painéis fotovoltaicos, existem modelos que podem ser criados para essa área”, destaca Martins.

A validade dos créditos de minigeração solar para compensação junto à distribuidora também sofreu alterações, estendida de 36 para 60 meses. “A resolução recente da Aneel poderá criar um negócio para a baixa tensão e para os shoppings, que têm cargas elevadas, mas têm lojas com baixa tensão”, diz Marcio Sant’anna, sócio da Ecom Energia.

Ele diz que há possibilidades para os shoppings. Seria possível usar o teto deles para a instalação de placas fotovoltaicas e utilizar o crédito nas lojas ligadas em baixa tensão dentro do shopping ou então esse crédito poderia ser usado por redes de lojas do centro comercial, mas em outros endereços que não o próprio shopping. “Grandes redes de varejo, bancos, prédios comerciais como os shoppings vão começar a estudar mais o tema”, diz Sant’anna. Esse movimento mais intenso rumo à mini e microgeração distribuída solar, no entanto, deve ocorrer em três a cinco anos, com a retomada da economia e da confiança do consumidor, que são termômetros para o setor de shoppings. As tarifas no mercado regulado deverão continuar em alta nesse período.

Para a classe A4 de consumo de energia, as tarifas devem ficar em R$ 375 o MWh em 2016, pular para R$ 390 o MWh no próximo ano e para R$ 430 o MWh. Além do acionamento das térmicas que torna a energia mais cara, em um momento em que as hidrelétricas perderam participação na matriz, há outro fator que pesará sobre as contas de luz: a indenização das transmissoras que renovaram seus ativos na MP 579.

A Aneel colocou em audiência pública a proposta de reajustar 5%, em média, as tarifas a partir de 1º de junho de 2017, percentual que será aplicado sobre o reajuste anual das companhias, estimado em 7,5% pela agência reguladora. O governo discute se a tarifa adicional deve vigorar por 8 ou 16 anos. O mercado livre continua a atrair shoppings. Exemplo do movimento pode ser visto na Comerc, uma das maiores comercializadores do país.

Em 2006, o primeiro shopping migrou para o ambiente livre de comercialização de energia elétrica e se tornou o único consumidor livre do setor por um bom tempo. Neste ano, 33 já migraram para o mercado livre, e a Comerc hoje registra 89 centros comerciais que estão selecionando o fornecedor de sua energia. “A perspectiva de redução de 25% a 30% no custo de energia é um grande atrativo e o movimento foi impulsionado após a alta das tarifas em 2015”, afirma o sócio da empresa, Cristopher Vlavianos.

Em 2015, as contas de luz subiram 50% em média, resultado do uso de térmicas e dos efeitos da MP 579, de renovação das concessões de geradoras e transmissoras. “Outros setores da economia também estão buscando o mercado livre para reduzir custos em uma conjuntura de desaceleração econômica e alta de custos com preços atraentes no ambiente livre, onde buscam contratos de três a cinco anos”, afirma Vlavianos.

Fonte: Valor Econômico

Desperdício de energia dá o tamanho do potencial de negócios em eficiência energética

Uma estimativa aponta que o Brasil desperdiçou cerca de 60 mil GWh de energia no ano de 2015, esse volume é equivalente a 13% do consumo nacional. Esse é o tamanho de um mercado cujo potencia ainda é incerto, o de eficiência energética. O que é possível de se mensurar é o custo que um determinado tipo de consumidor pode ter ao não tomar medidas para melhorar o seu perfil de consumo de energia.

De acordo com o diretor da Comerc Esco, Marcel Haratz, os dois principais focos de potenciais ganhos estão em climatização e iluminação que podem variar de 10% a 50% e de 30% a 60%, respectivamente.
Segundo um levantamento feito pela empresa, um shopping center cuja a conta de energia mensal é de R$ 1 milhão apresenta potencial do chamado ‘não fazer’ de R$ 135 mil e de R$ 180 mil por mês. “Isso significa que esse consumidor tem um custo que poderia ser reduzido em R$ 315 mil reais, uma economia de mais de 30% somente com esses dois itens”, comentou o executivo. Nessa conta, foram incluídas ainda a indicação de retorno do investimento simples nesses casos, que ficaria entre 26 e 72 meses em termos de ar condicionado e de 18 a 42 meses para o item iluminação.
Dados de outros perfis de consumidores como hotéis e edifícios comerciais, redes de varejo, supermercados e indústria também foram levantados na pesquisa. Nesses dois últimos há itens que são adicionados ao cálculo, como refrigeração para o primeiro e ar comprimido e motores elétricos para o segundo. Estes, segundo o estudo, são os itens que possuem maior impacto na fatura de energia, sendo de 35% nos supermercados e de 20% e 55% no caso industrial.

A pesquisa também mostra que seria possível alcançar um potencial de economia de 10% a 40% em refrigeração. No segmento industrial que esse potencial é de 15% a 30% para o item ar comprimido e de 15% a 40% em motores elétricos. Haratz lembrou que o Brasil assumiu compromissos com a redução de emissões de gases de efeito estufa durante a COP 21 de Paris, no ano passado. E que a eficiência energética é um dos temas a serem atacados, pois há a necessidade de que o país aumente a sua eficiência energética em 10% até 2030.

Fonte: Canal Energia

BNDES divulga condições de financiamento para o leilão de reserva

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social divulgou nesta semana as condições de financiamento para os empreendimentos que se sagrarem vencedores do próximo leilão de energia de reserva, marcado para 19 de dezembro -, cujo objetivo é contratar energia de usinas eólicas e solares com início de suprimento em 1º de julho de 2019.

A participação máxima do BNDES no financiamento dos projetos será de até 80% para a energia solar fotovoltaica e de até 70% para a fonte eólica. Os projetos terão que contar com pelo menos 20% de aporte de recursos próprios.

O custo de financiamento (apoio direto) será TJLP, mais remuneração básica de 1,5% ao ano, mais taxa de risco de crédito de até 3,37% a.a., conforme o risco de crédito do cliente e do projeto. Para os casos de apoio indireto (operação feita por meio de instituição financeira credenciada), o custo será TJLP, mais remuneração básica de 1,5% ao ano, mais taxa de intermediação financeira de 0,1% a.a. para micro, pequenas e médias empresas e 0,5% a.a. para grandes empresas, além da remuneração da instituição credenciada (negociada entre as partes).

O prazo para amortização do financiamento será de até 18 anos para energia solar e de até 16 anos para fonte eólica. Será adotado o Sistema de Amortização Constante (SAC). O valor do crédito será determinado conforme a capacidade de pagamento do projeto. Deverá ser observado o atendimento de Índice de Cobertura do Serviço da Dívida Global do Projeto (ICSD) mínimo de 1,3, aferido anualmente. Os juros poderão ser capitalizados durante o período de carência, que será de até seis meses após a entrada do projeto em operação comercial.

Fonte: Canal Energia

Brasil precisa de mutirões de licenciamento em transmissão

O governo federal tem no momento um estoque de 80 lotes de transmissão para serem leiloados, sendo que a perspectiva é de que 40 sejam colocados somente no ano de 2017. Somados a estimativa é de que os aportes alcancem algo próximo a R$ 26,5 bilhões já contando com a perspectiva de que os projetos da Abengoa sejam recolocados em disputa. Contudo, o país precisa atrair investidores para esse montante, e ainda, aumentar a capacidade do Ibama em avaliar os processo de licenciamento ambiental.

De acordo com o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Fábio Lopes Alves, seria necessário que o país realizasse uma ação semelhante a um mutirão para que as autorizações fossem emitidas. Em sua avaliação o órgão ambiental tem uma capacidade reduzida para avaliar o volume de projetos que estão previstos.

“Ao total temos um estoque de 80 lotes para leilão de transmissão e não tem pessoal no Ibama para licenciamento, não tem. Isso é um problema, pois mesmo que se tenha tudo certinho a liberação demora. Claro que os estudos precisam ser melhorados e precisamos criar mutirões para atender a essa demanda. Deveremos ter desses 80 uns 40 lotes somente esse ano [2017]”, revelou Alves durante a abertura 14ª edição do Encontro para Debates de assuntos de Operação (EDAO), realizada na última segunda-feira, 21 de novembro.

Os impactos dessa dificuldade de licenciamento foi exemplificada por ele por meio das restrições das usinas do Madeira – Jirau e Santo Antônio -, e Belo Monte que assim que as máquinas entrarem em operação e se tiver água não tem como despachar a energia. E ainda, mais recentemente, houve a retirada de projetos cadastrados para o Leilão de Energia de Reserva que será realizado e 19 de dezembro.

“Os estados da Bahia, Rio Grande do Norte, Tocantins e Rio Grande do Sul não tinham margens de escoamento e isso deu um ruído político danado!”, destacou. Uma linha que poderia ser adotada no Brasil, acrescentou ele, seria a de antecipar o planejamento e suporte em locais que serão foco da expansão da carga.

Fonte: Mauricio Godoi | Agência CanalEnergia

CERNE participa do workshop Brasil-Israel sobre desenvolvimento do semiárido

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) participou nesta segunda-feira (21) do primeiro workshop internacional “Biward: Brazil – Israel Agriculture and Water Research and Development” realizado em Natal. O evento é uma parceria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com Universidade Ben Gurion de Israel.

Especialistas das áreas de água, bioenergia e agricultura em áreas desérticas participaram do workshop para trocar experiências e conhecimentos, uma vez que a região Nordeste do Brasil e algumas localidades em Israel lidam com desafios parecidos: vastas regiões áridas, pouco investimento em tecnologia e baixo índice de desenvolvimento humano.

O Diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira, participou da mesa “Semi-arid Sustainable development” e falou sobre os projetos desenvolvidos pela entidade na região semiárida do Rio Grande do Norte e Nordeste,  e as possibilidades de interface entre a instituição e a universidade israelense.

Fonte: CERNE Press

 

RN mantém liderança nacional com 3,2GW eólicos de produção

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que o Rio Grande do Norte tem atualmente 3,2 GW eólicos em potência instalada, ao passo que a Bahia ocupa a segunda colocação no ranking nacional, com 1,7 GW.

Para o Diretor Setorial de Infraestrutura e Engenharia Elétrica do CERNE, Milton Pinto, apesar da disputa entre os dois Estados pela primeira colocação, o RN segue a liderança com folga. “Temos uma diferença de 1,5 GW do RN para a BA, de 1,55 GW para o segundo lugar, que é o estado do Rio Grande do Sul e mais que o dobro de parques eólicos do terceiro lugar, ocupado pelo Ceará”, analisa.

O Rio Grande do Norte tem 600,4 MW em projetos com construção já iniciada e a Bahia detém 1025 MW. “Quando se analisa os projetos já contratados, mas com obras ainda não iniciadas, a Bahia tem 2.616,4 MW, contra apenas 918,4 MW do RN. Mesmo assim, pelo menos a curto e médio prazo, a Bahia não deve superar o RN”, conclui Milton Pinto.

Fonte: CERNE Press

Governo muda data de leilão para contratar energia solar e eólica

O Ministério de Minas e Energia decidiu adiar a data de realização do leilão para a contratação de energia solar e eólica. A licitação, que estava marcada para o dia 16 de dezembro, deve ser feita no dia 19 de dezembro. Segundo o ministério, a alteração da data teve o objetivo de ajustar o dia do leilão com o cronograma de eventos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

No 2º Leilão de Energia de Reserva de 2016 serão negociados contratos na modalidade por quantidade de energia elétrica para empreendimentos de fontes eólica e solar fotovoltaica, com início de suprimento em 1° de julho de 2019 e prazo de suprimento de vinte anos.

Fonte: Sabrina Craide – Agência Brasil

Rio Grande do Norte tem maioria dos parque eólicos do Brasil

Pela primeira vez uma equipe do Rio Grande do Norte escreve um capítulo na publicação ‘Brasil em Números 2016’ lançada na última quinta-feira (17), na Pinacoteca do Estado, em Natal. Referência nacional em energias renováveis, o RN hoje é o maior produtor nacional de energia eólica.

Até quarta-feira (16), dos 398 parques eólicos em operação comercial no Brasil, 115 estão instalados no Rio Grande do Norte. O diretor-presidente do Centro de Estratégias de Recursos Naturais e Energia (Cerne) Jean-Paul Prates e sua equipe foram os responsáveis pelo capítulo sobre energia. “É uma publicação oficial do resumo estatístico do país. Todos os setores estão nela”, pontuou.

O Brasil em Números é uma publicação bilíngue, em Português e Inglês, que é distribuídas com todas as embaixadas do país no mundo e para todas as instituições  oficiais que divulgam os números do brasileiros no planeta.

“Pela primeira vez uma equipe de pessoas do Rio Grande do Norte, no caso do Cerne, foi convidada para escrever o capítulo de energia”, comemora Jean-Paul Prates. Segundo ele, isso é relevante sob duas formas: a primeira, é para o Cerne no sentido de torná-lo uma referência nacional no setor energético em termos de inteligência setorial, estatística e análise. E, também, porque sendo sediado em Natal tem uma importância grande. “Mas, principalmente, isso é importante para o estado do Rio Grande do Norte porque mostra que o estado adquiriu importância nacional no setor de energia.

Especialista em energia e também presidente do  Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (SEERN), Jean-Paul Prates lembra que o estado era importador de energia até 2010 e era produtor de zero megawatts até 2007. “(Era) Um estado que saiu do zero, praticamente, e em poucos anos atingiu a condição de exportador regional de energia e referência no setor de energia renovável tendo já passado um bom período como referência no setor de petróleo e gás, também”, complementa.

Prates escreveu o capítulo em coautoria com o diretor Setorial de Engenharia e Infraestrutura Elétrica Milton Pinto, e o coordenador de Gestão de Dados e Estatísticas Setoriais do Cerne, João Agra Neto.

RN gera 32% da energia dos ventos no país.

Segundo João Agra, os 398 parques eólicos em operação comercial até quarta-feira passada correspondem a 9,787 GigaWatts de potencia instalada. Os 115 parques do RN nessa data tinham 3,128 GW  que correspondiam 31,96% de tudo que está sendo produzido no país, explicou.

No RN, segundo João Agra, os índices  variam entre 31% e 32% na operação comercial, bem à frente do segundo colocado, a Bahia, que tem 68 parque em operação e gera uma potência de 1,6 GW. Ou seja, o RN tem quase o dobro sobre a potência da Bahia.

Diariamente, João Agra atualiza os indicadores de energia no site do Cerne com informações sobre investimento em energias renováveis, indicadores gerais do setor de energia elétrica no Brasil e energia solar fotovoltaica.

De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, entre janeiro e setembro deste ano, a produção das usinas eólicas em operação comercial no Brasil atingiu 3,383 Megawatts médios. Houve um crescimento de 55,4% no comparativo com o mesmo período de 2015.

A produção das usinas eólicas em operação comercial no país alcançou 3.383 MW médios entre janeiro e setembro de 2016, o que na comparação com o mesmo período de 2015 representa um crescimento de 55,4%. De acordo com a Câmara de

Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a capacidade instalada dos 381 empreendimentos eólicos totalizou 9.713 MW, incremento de 37,7% na comparação com os 7.055 MW registrados em setembro de 2015, quando havia 276 projetos em operação.

Em setembro, dados consolidados da CCEE, por estado, indicaram que o RN permanece como maior produtor de energia eólica do país, com 1.619 MW médios produzidos, aumento de 59,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Depois, aparece o Ceará com 942 MW médios produzidos (+17,3%), a Bahia com 880 MW médios (+73,9%) e o Rio Grande do Sul que alcançou 602,6 MW médios (+42,7%) no mês de setembro.

O RN também tem a maior capacidade instalada de energia eólica do país com um total de 2.956 MW. O estado aumentou em 33,6% sua capacidade relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece o Ceará com 1.881,6 MW (+226,8%), a Bahia com 1.750 MW (+45,6%) e o RS com 1.522,3 MW (+8,3%).

Brasil em números

A 24ª edição de Brasil em Números, lançada ontem em Natal para todo o país é uma publicação anual com informações sobre aspectos da realidade brasileira como Contas Nacionais, preços e características demográficas e socioeconômicas da população, entre outras. O livro pode ser acessado na Biblioteca ou adquirido na Loja Virtual do IBGE. O livro é ilustrada com obras do Museu Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte, localizado no centro histórico da capital potiguar.

Fonte: Silvio Andrade | Novo Jornal

 

 

Aneel libera operação comercial de 52MW em eólicas no RN

A  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou a partir desta quinta-feira, 17 de novembro, a entrada em operação comercial  de dois parques eólicos no estado do Rio Grande do Norte.
Os parques eólicos de Cabeço Preto III e Cabeço Preto V, cada um com 26 MW, totalizam  52 MW em potência instalada. Ambos encontram-se instalados no município de João Câmara, na Região do Mato Grande, e são de propriedade da empresa espanhola Gestamp.
Fonte: CERNE Press

CERNE participa de lançamento oficial do anuário “Brasil em Números 2016”

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) participou do lançamento oficial do anuário “Brasil em Números” produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O evento ocorreu na noite deste quinta-feira (17),  com a presença do governador Robinson Faria, representantes de instituições colaboradoras e artistas potiguares.

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Gerente de relações institucionais do IBGE, Isabela Torres (à esq.), o Diretor Setorial de Engenharia e Infraestrutura do CERNE, Milton Pinto, Coordenadora de Relações Institucionais do CERNE, Neli Terra e o Superintendente do IBGE-RN, Aldemir freire (à dir.).

Na 24º edição do “Brasil em Números”, o CERNE foi a entidade convidada pelo IBGE para relatar o panorama do setor energético brasileiro em 2016. A publicação abrange informações e análises de diversas áreas do conhecimento e oferece à sociedade uma visão geral da atual realidade do Brasil não apenas com dados estatísticos, mas também com artigos e textos de professores, técnicos e pesquisadores.

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Governador do RN, Robinson Faria. (Foto: Ivanizio Ramos)

A edição deste ano privilegia a cultura do Rio Grande do Norte ilustrando, em suas páginas, 24 obras  de artistas plásticos potiguares que compõem o acervo Pinacoteca. O governador Robinson Faria ressaltou que a escolha do IBGE é motivo de orgulho. “Esse é um momento de comemoração e de vitória porque a nossa história será conhecida e contemplada em todo o território nacional”, disse. O livro pode ser acessado na Biblioteca ou adquirido na Loja Virtual do IBGE.

Fonte: CERNE Press

 

Preço para leilão de energia em dezembro é considerado bom para investidores, dizem analistas

O leilão de reserva para contratação de novas usinas de energia solar e eólica agendado pelo governo para 16 de dezembro deverá ter sucesso em atrair investidores mesmo em meio à conjuntura econômica ainda adversa do Brasil, afirmaram especialistas à Reuters.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu na sexta-feira os preços teto para a licitação, que foram vistos como suficientes inclusive para acomodar algum risco cambial, após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas levar a uma desvalorização do real contra o dólar.

A geração das usinas solares será negociada a um máximo de 320 reais por megawatt-hora, enquanto as eólicas terão teto de 247 reais por megawatt-hora. Os vencedores do leilão fecharão contratos com duração de 20 anos e início do suprimento em julho de 2019.

“O preço está bom, é satisfatório”, disse à Reuters o presidente do conselho da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Lauro Fiúza.

A avaliação é semelhante entre os investidores de geração solar, de acordo com o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia. “O valor foi bem recebido… atrairá um volume importante de empreendedores para participar do certame… com esta sinalização positiva ao mercado, haverá forte competição.”

Os leilões de reserva são realizados pelo governo com o objetivo contratar energia extra para garantir a segurança no atendimento à demanda. Assim, o certame acontecerá mesmo em um cenário de sobreoferta de eletricidade devido à crise, o que faz com que a expectativa não seja de uma contratação muito expressiva.

Além disso, os especialistas observaram que as restrições de financiamento ainda existentes em meio à recessão brasileira limitam a entrada de empresas no certame.

“Os fundos de investimento saem favorecidos, porque já possuem dinheiro levantado, e os estrangeiros também”, afirmou o diretor da consultoria Excelência Energética, Erik Rêgo.

Ele listou entre as favoritas na concorrência elétricas com capital estrangeiro e boa posição de caixa, como Engie e AES Tietê.

EFEITO TRUMP?

Apesar dos preços atrativos, o mercado deverá acompanhar atentamente a evolução do câmbio até o leilão, uma vez que a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas levou a uma desvalorização do real, que é negociado a 3,44 reais por dólar nesta segunda-feira, ante 3,15 reais na última terça-feira.

A diretora da consultoria Thymos Energia, Thais Prandini, disse que a alta do dólar impacta mais os projetos solares, que têm maior parcela de componentes importados, mas não deverá afastar o interesse do investidor a não ser que apareçam novas surpresas no radar.

“Tem muito investidor que está olhando… isso encarece o investimento nas plantas, claro… mas não acredito que vá atrapalhar o leilão”, disse.

Erik, da Excelência Energética, também disse acreditar que a atual taxa de câmbio não afeta a competição, mas ressaltou que esse será um ponto de atenção dos empreendedores.

“Um câmbio até 3,50 (reais por dólar) não vai mudar (o cenário para o leilão)… mas é um fator de incerteza que entrou… tem um mês ainda para ver como o dólar vai se comportar, se continuar oscilando muito o investidor pode tirar o pé”, disse.

NOVOS ESTADOS

As regras da licitação de dezembro deverão favorecer Estados até então menos visados para usinas eólicas e solares, uma vez que haverá limitação para participação na concorrência de projetos em regiões com falta de capacidade para conexão à rede de transmissão, como o Rio Grande do Norte, a Bahia e o Rio Grande do Sul.

“Posso imaginar que o Piauí vai ter parques em uma situação bastante favorável… Paraíba, Pernambuco. Maranhão tem alguma coisa também, então esses parques podem ser beneficiados nesse leilão”, disse o consultor Odilon Camargo, da certificadora de projetos Camargo Schubert.

Lauro Fiúza, da Abeeólica, também apontou o Ceará entre os Estados que devem atrair investimentos no leilão.