Eólica caminha para ser maior matriz energética do Ceará

Responsável por 42% da potência instalada no Ceará, os 56 empreendimentos eólicos têm capacidade para produzir 1,5 GW. Hoje, estão em construção outros 17 parques no Estado, com potência de 391 MW, além de 33 parques com construção não iniciada com potência de 722,4 MW, segundo dados da Aneel. Quando os empreendimentos contratados estiverem em operação, o setor passará a ser a principal matriz energética do Estado, ultrapassando a térmica.

E, em períodos de estiagem como o atual, o papel das eólicas será cada vez mais importante. “Precisamos enfatizar as fontes que não utilizam água, utilizando recursos abundantes de cada região. E não há dúvida de que o Nordeste é uma potência eólica”, diz Jean-Paul Prates, diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). Para ele, é preciso acabar com o “mito” de que a geração eólica é intermitente.

“Uma só usina pode até ser, mas um conjunto de usinas, dentro de um sistema, tem uma produção regular. O Nordeste bate recordes de produção eólica, então não podemos mais dizer que se trata de uma energia alternativa. É consolidada”, diz Prates, que já foi secretário de Estado de Energia do Rio Grande do Norte.

A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, destaca que as eólicas já atendem 30% do Nordeste, “o que é algo considerável uma vez que até pouco tempo nós nem tínhamos eólicas no Brasil”. No entanto, ela diz que as eólicas ainda não são suficientes para atender a demanda regional e que em períodos hidrológicos ruins, como o atual, o sistema interligado não pode prescindir das térmicas para ficar em equilíbrio.

“É preocupante a crise hídrica, não só no Ceará, mas no Nordeste como um todo. A situação é séria e deve perdurar. Com isso, o custo para as térmicas fica de fato mais alto e desequilibra a geração, porque precisam ser remuneradas de forma adequada”, afirma Elbia.

Expectativa

Para 2017, com a expectativa de recuperação da atividade econômica, ela diz que o setor espera a realização de bons leilões para o setor. “Esperamos a retomada dos leilões tanto de geração como de transmissão, que não ocorreram neste ano”, ela diz. “Para o ano que vem, com a perspectiva de melhora econômica, a gente trabalha com a expectativa de 2GW nos leilões”.

Com relação às linhas de transmissão no Ceará, que vinham sendo um dos gargalos para o setor, Gannoum diz que o Estado apresenta uma vantagem competitiva em relação ao Rio Grande do Norte. “O problema hoje é bem menor. O Ceará tem disponibilidade de linhas de transmissão para participar já do próximo leilão, em dezembro deste ano”, afirma.

No mundo

Até 2030, as fontes de energia eólica podem chegar a 20% de toda matriz energética mundial, segundo estimou o Global Wind Energy Council (GWEC) em seu relatório bienal sobre o futuro da energia eólica no mundo: “Global Wind Energy Outlook 2016”, divulgado pela Abeeólica. No cenário mais otimista traçado pelo estudo, a energia eólica pode chegar a uma potência instalada de 2.110 GW até 2030. O relatório analisa quatro diferentes cenários explorando o futuro da indústria até 2020, 2030 e 2050.

Na estimativa para 2030 é estimado que o setor eólico irá criar 2,4 milhões de novos empregos, reduzindo emissões de CO2 em mais de 3,3 bilhões de toneladas por ano, além de atrair investimentos anuais da ordem de 200 bilhões de euros. Considerando a queda de preço nos anos recentes para energia eólica, solar e outras renováveis essas matrizes ficarão ainda mais competitivas.

De acordo com o secretário-geral GWEC, Steve Sawyer, a energia eólica já é a opção mais competitiva para adicionar nova capacidade à matriz elétrica em muitos mercados em crescimento, como os da África, Ásia e América Latina. Ele destacou que com a entrada em vigor do Acordo de Paris, será possível acabar com plantas de energia de combustíveis fósseis e substitui-las por eólica, solar, hídrica, geotérmica e biomassa.

Os resultados apontam como a indústria eólica deve se comportar em termos de fornecimento de energia mundial, redução de emissão de CO2, geração de empregos, redução de custos e atração de investimentos.

‘Cada região deve encontrar uma solução apropriada’

Diante do problema gerado para o setor elétrico em decorrência da falta de água, o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, diz que a tendência é que se busque, cada vez mais, aproveitar as vocações de cada região para a geração de energia. “No Nordeste brasileiro, no norte da África, como em outras partes do planeta, há essa questão da água. E isso não é de agora, é um problema histórico. Então nós achamos que cada lugar tem que encontrar uma solução apropriada”.

Para Jean-Paul Prates, o desafio é saber até que ponto a tecnologia pode ajudar no aproveitamento sustentável

Para Jean-Paul Prates, o desafio é saber até que ponto a tecnologia pode ajudar no aproveitamento sustentável

Para Prates, o desafio hoje é saber até que ponto a tecnologia pode ajudar no aproveitamento sustentável e economicamente viável dos potenciais energéticos de cada local, como a força das marés, dos ventos, da luz solar, de biomassa, dentre outras. “A próxima era será da energia local. De aproveitar as fontes próximas, tudo aquilo que esteja ao seu alcance”.

A ideia, diz Prates, é replicar esse conceito tanto seja em uma cidade, uma indústria, ou em uma residência. “Na perspectiva doméstica, se sua casa for capaz de gerar energia para ela mesma, você está cumprindo sua parte. Isso se dá numa dimensão local, regional e nacional. Quanto mais cada um poder fazer para suprir energia ou ser eficiente, menos problemas em nível nacional você vai ter”, ele diz.

Na avaliação de Prates, não faz sentido instalar uma termelétrica que consome grandes volumes de água em um estado que sofre com a seca, a não ser que se busque, por exemplo, soluções como a dessalinização da água do mar. No entanto, as próprias termelétricas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) se instalaram na região, dentre outros fatores, pela facilidade de acesso ao carvão mineral que chega pelo porto.

Simpósio

A geração sustentável de energia será um tema discutido no 1º Simpósio Brasileiro Sobre o Futuro da Energia, que será realizado pelo Cerne no dia 24 de outubro, em Fortaleza. O evento terá como tema o futuro da energia, desde a sua geração a partir de fontes renováveis até seu consumo de forma sustentável.

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Milton Pinto aponta a necessidade de discutir outras formas de geração e que possa ser feito de imediato

“O Ceará tem um enorme potencial eólico e solar, mas hoje a maior parte da matriz elétrica do Estado é das térmicas. No Brasil a fonte é predominantemente hídrica, mas no Nordeste os reservatórios não estão dando conta. Então, precisamos discutir outras formas de geração, do que pode ser feito de imediato. Isso demanda investimentos, mas a gente precisa estabelecer uma política energética. O ideal é que cada estado tivesse uma política definida”, diz Milton Pinto, diretor Setorial de Engenharia e Infraestrutura do Cerne.

Segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Ministério de Minas e Energia, Até 2050, a demanda de energia elétrica deverá triplicar no Brasil. (BC)

Fonte: Diário do Nordeste

Fortaleza debate a energia como matriz do futuro

O Power Future Symposium terá como mote principal o futuro da energia, desde a sua geração a partir de fontes renováveis até seu consumo de forma sustentável.

Até 2050, a demanda de energia elétrica deverá triplicar no Brasil, segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Ministério de Minas e Energia. Atendê-la de modo eficiente, sustentável e acessível aos consumidores é o grande desafio para os próximos anos.

Essas e outras questões que nortearão o destino do setor energético serão debatidas no Power Future Symposium – 1º Simpósio Brasileiro Sobre o Futuro da Energia, que será realizado no dia 24 de outubro, no auditório principal do Centro de Negócios do SEBRAE-CE em Fortaleza, Ceará. O evento apresentará uma visão do futuro da energia no Brasil e no mundo, tanto do ponto de vista da oferta quanto em relação ao seu consumo de forma sustentável.

A realização do Power Future Symposium incorpora em sua programação quatro quadrantes temáticos: energia eólica, energia solar, bioenergia, e consumo sustentável. Autoridades irão debater a oferta e consumo de energia em plena era tecnológica e apresentarão as perspectivas sobre eficiência energética, construções ecológicas e mobilidade elétrica para o futuro.

Em sua primeira edição, o simpósio contará com a presença do especialista em energia e membro da Comissão Energética da Califórnia, Andrew MacAllister, que fará palestra especial sobre a energia e o mundo em 2030.

A programação do simpósio contará ainda com a participação dos debatedores:

– Presidente do Conselho da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica)
– Presidente Executivo da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR)
– Coordenadora da Campanha Clima e Energia – Greenpeace Brasil
– Diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Fiat-Chrysler América Latina, Jean-Paul Prates – Presidente do CERNE
– Diretor de Sustentabilidade e Novos Negócios da BYD Brasil

O Power Future Symposium tem o objetivo de preparar as diretrizes e temas da próxima edição bienal do All About Energy, o maior evento de energia renovável e consumo sustentável da América Latina, que será realizado no segundo semestre de 2017.

O evento é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e da empresa All About Eventos e conta com o apoio do SEBRAE-CE e do BNB. Podem participar profissionais técnicos e investidores da área energética, proprietários de ativos com potencial energético, gestores públicos, fornecedores, acadêmicos, estudantes e colaboradores da área de energia e ambiental. As inscrições podem ser feitas no site: http://powerfuturebrazil.com/.

Fonte: CERNE Press

Aneel libera operação comercial de eólicas no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou para entrada em operação comercial a partir desta segunda-feira (20) mais um aerogerador, de 3 MW de potência, do parque eólico Vila Pará III, de propriedade da empresa Voltalia.

O empreendimento está instalado no município de Serra do Mel. Com o funcionamento da nova turbina, o parque passa a ter uma potência instalada de 24 MW.

Fonte: CERNE Brasil

Eólica poderá responder por 20% da geração no mundo até 2030

Relatório do GWEC aponta que investimentos e fontes renováveis são essenciais para países cumprirem as metas da COP 21

A energia eólica poderá responder por cerca de 20% e toda a eletricidade gerada no mundo até 2030. Essa é a conclusão do Global Wind Energy Council (GWEC), que divulgou nesta terça-feira, 18 de outubro, seu relatório bienal sobre o futuro da energia eólica no mundo. Intitulado de “Global Wind Energy Outlook 2016”, o documento traça cenários em que a fonte eólica poderia fornecer um quinto de toda geração de eletricidade daqui a cerca de 15 anos. E ainda, o relatório de 44 páginas analisa quatro diferentes cenários explorando o futuro da indústria em 2020, 2030 e 2050.

No cenário de 2030, estimulou o GWEC, a fonte eólica poderia chegar a 2.110 GW de capacidade instalada. Esse volume representaria atração de investimentos da ordem de 200 bilhões de euros. A estimativa é de que criaria 2,4 milhões de novos empregos e reduziria as emissões de mais de 3,3 bilhões de toneladas ao ano. No cenário mais avançado do GWEC a fonte eólica poderá alcançar 5.806 GW de capacidade instalada em 2050. Seria um potencial de geração de mais de um terço da eletricidade mundial. O mercado anual nesse horizonte poderia ultrapassar os 200 GW novos instalados todos os anos e aportes anuais de 275 bilhões de euros ao ano.

O GWEC avalia que a queda de preço nos últimos anos para a eólica, solar e outras renováveis, não é apenas tecnicamente possível, mas também, economicamente competitiva. No documento, a entidade afirma ainda que novos mercados estão se desenvolvendo rápido na África, Ásia e América Latina.

De acordo com Steve Sawyer, secretário-geral GWEC, a energia eólica é a opção mais competitiva para adicionar nova capacidade à matriz elétrica em muitos mercados em crescimento. E alerta que se os países desejam cumprir os acordos de Paris, referindo-se à COP 21, realizada em novembro de 2015, isso vai significar acabar com plantas de energia de combustíveis fósseis e substitui-las por eólica, solar, hídrica, geotérmica e biomassa. Para ele, esta será a parte difícil e os governos deverão agir com muita seriedade para cumprir o que foi prometido.

Para Sven Teske, analista-chefe do relatório e Diretor de Pesquisa do Institute for Sustainable Futures da University of Technology Sydney, acabar com combustíveis fósseis inclui também trabalhar com o setor de transporte como o maior emissor de CO2. Em sua avaliação, o mercado para mobilidade elétrica, tanto para veículos elétricos quanto para os de transporte público, vai continuar a crescer significativamente e, com isso, vai crescer também a demanda por energia no setor de transporte.

O relatório do GWEC examina o cenário central Agência Internacional de Energia (e os dados do World Energy Outlook e New Policies Scenario), e compara com com oIEA’s 450 ScenarioGWEC Moderate Scenario e o GWEC Advanced Scenario. Os resultados mostram como a indústria eólica deve se comportar em termos de fornecimento de energia mundial, redução de emissão de CO2, geração de empregos, redução de custos e atração de investimentos.Estes quatro cenários são, então, comparados com duas diferentes possibilidades de demanda mundial por eletricidade.

Sobre o mercado brasileiro, o GWEC destacou que o país continuará a ser o principal mercado onshore da América Latina até 2020. Além disso, em função da natureza dos ventos mais estáveis, o país está ao lado do Marrocos e do Egito entre os locais onde se utiliza as máquinas de classe II e III que apresentam maiores fatores de capacidade e um baixo custo da energia.

Fonte: Agência CanalEnergia

ONS e EPE explicam exclusão de projetos do 2º LER 2016

ONS explica motivos de o RN ter ficado de fora do leilão das eólicas

O Rio Grande do Norte está fora do 2º Leilão de Energia de Reserva 2016, a ser realizado no próximo dia 16 de dezembro. A Nota Técnica 121/2016, elaborada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) tirou o estado, juntamente com Bahia e Rio Grande do Sul, do pleito pela aquisição de novos projetos voltados para os setores eólico e solar, no próximo leilão.

Em resposta a uma solicitação do NOVO, nesta sexta-feira (14), o ONS explicou por meio de nota o motivo de não ter incluído o estado no certame, mesmo entes potiguares voltados para o setor energético afirmando possuir as requisições técnicas. Segundo o órgão destaca em sua nota, ele atendeu todos os critérios técnicos para sua decisão. A falta de estrutura de escoamento de energia é apontada como causa da exclusão. O RN não teria linhas de transmissões suficientes para escoar a produção, graças a atrasos nas obras do setor, sobretudo nos empreendimentos da empresa Abengoa, que desde o ano passado entrou em crise financeira e paralisou suas atividades.

O Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (Seern) discorda da posição da nota técnica. O argumento é que uma resolução de agosto deste ano, da Aneel, solucionou o problema apontado. Devido ao problema da Abengoa, o ente federal autorizou que a empresa Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras da Abengoa, já que a primeira também possui obras em território potiguar e seria prejudicada com a situação da outra corporação.

É nesse ponto que entra a explicação do ONS: “Esses empreendimentos no Nordeste não foram considerados na Nota Técnica do ONS porque foram autorizados pela Aneel após a data de corte estabelecida pela Portaria nº 444 do MME, que era 29 de agosto de 2016 [a resolução autorizativa da Aneel é de um dia depois desse prazo]. A capacidade de escoamentos desses empreendimentos, portanto, também não poderia ter sido considerada pelo ONS”.

Confira a nota do ONS na íntegra:

Com relação à questão das margens de transmissão para escoamento de energia que poderão ser utilizadas a partir do resultado do 2º Leilão de Energia de Reserva 2016, marcado para o dia 16 de dezembro, o ONS informa, adicionalmente, que a Nota Técnica 121/2016 foi elaborada atendendo aos critérios estabelecidos na Portaria n° 444 do Ministério de Minas e Energia. Segundo a Portaria, só poderiam ser considerados para o leilão os projetos de transmissão com entrada em operação até 1° de janeiro de 2019.

Os resultados da referida Nota Técnica foram impactados pelos atrasos em obras da Abengoa, no Nordeste, e da Eletrosul, no Sul do país. Com isso, os estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul ficaram sem margem para escoamento de energia.

No caso da Eletrosul, o projeto da LT Nova Santa Rita – Povo Novo não foi considerado porque a previsão para entrada em operação do empreendimento é março de 2019. A data foi aprovada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.

No que se refere ao Nordeste, algumas providências foram tomadas, posteriormente, pela Agência Nacional de Energia Elétrica. A Aneel autorizou obras nas subestações Gilbués II, no Piauí, e Barreiras II, na Bahia. Essas obras, se concretizadas, poderão trazer, no futuro, margem de escoamento, beneficiando, principalmente, o estado da Bahia, onde atualmente a capacidade é nula.

Para o Rio Grande do Norte, a Aneel propôs que a Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras da Abengoa. Isso porque os projetos da própria Esperanza, no caso, a LT Açu III – João Câmara III C1 e a LT Açu III – Quixadá C1, com previsão de entrada em operação em 5 de setembro de 2017, são impactados pelas obras em atraso da Abengoa (Subestação Açu III e a LT Açu III – Milagres II).

Esses empreendimentos no Nordeste não foram considerados na Nota Técnica do ONS porque foram autorizados pela Aneel após a data de corte estabelecida pela Portaria nº 444 do MME, que era 29 de agosto de 2016. A capacidade de escoamentos desses empreendimentos, portanto, também não poderia ter sido considerada pelo ONS.

Fonte: Felipe Galdino | Novo Jornal

EPE: restrição no LER evitará que consumidor pague por energia inexistente

A restrição da participação de projetos eólicos e solares no próximo leilão de energia de reserva teve a intenção de evitar que o consumidor pague por energia que não existe, disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso. A falta de capacidade de escoamento deixará de fora do próximo LER, marcado para 16 de dezembro, 21.415 MW em projetos localizados nos estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. A notícia não foi bem recebida pelos governos estatuais afetados, que disserem que vão tentar reverter a decisão.

“A ausência das margens é causada pela [falta da] linha da Abengoa e por uma dificuldade na Eletrosul que efetivamente compromete”, declarou o executivo nesta segunda-feira, 17 de outubro, durante conferência internacional sobre açúcar e álcool em São Paulo. “Ser realista no cálculo das margens é essencial para evitar a existência de projetos prontos e a inexistência de transmissão, que é o consumidor pagar por uma energia que não existe”, disse Barroso. Ambas as empresas mencionadas estão com dificuldades para concluir obras de transmissão nas regiões Nordeste e no Sul do país.

O presidente da EPE explicou que o cálculo das margens de escoamento é realizado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) a partir de um conjunto de premissas que são definidas em conjunto entre os órgãos. Barroso se comprometeu a buscar alternativas para contornar essa situação, contudo, qualquer solução deverá ser aplicada apenas a partir de 2017. “Esse processo pode ser aperfeiçoado e buscaremos esse aperfeiçoamento. Para esse leilão, pelo prazo, pode ficar muito apertado. Mas para leilões futuros com certeza nós queremos fazer o melhor e o que for tecnicamente correto.”

Seja na transmissão, seja na geração, os atrasos nas obras comprometem o planejamento energético feito pela EPE, onerando o consumidor. Em um passado recente, o Brasil conviveu com uma série de projetos eólicos que ficaram prontos no Nordeste, mas que não podiam escoar a produção por falta de transmissão. Esse descasamento de obras gerou custos milionários para todos os consumidores brasileiros entre 2012 e 2014, que tiveram que pagar por uma energia que não foi entregue. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tenta na Justiça buscar o ressarcimento desses valores, por meio de uma ação que está em andamento contra a Chesf.

O próximo leilão de reserva é destinado à contratação de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração, a partir das fontes solar fotovoltaica e eólica, com início de suprimento em 1º julho 2019

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia

RN e Bahia tentam reverter exclusão de projetos do Leilão de Energia

Alternativas para escoamento de energia poderiam permitir a comercialização de usinas eólicas e solares no estado. ONS explicou porque não incluiu opções

Os estados da Bahia e do Rio Grande do Norte vão tentar reverter a nota técnica elaborada em pela Empresa de Pesquisa Energética, Operador Nacional do Sistema Elétrico e Agência Nacional de Energia Elétrica, que retirou os projetos eólicos e solares do próximo leilão de reserva por falta de margem para escoamento. O secretário de Desenvolvimento Econômico Jorge Hereda da Bahia, falou sobre o assunto na última quinta-feira, 13 de outubro, em Salvador (BA) na 6ª reunião do Grupo de Trabalho Bahia-Sergipe. De acordo com o governo do estado, a nota técnica não teria considerado importantes trechos já existentes de linhas de transmissão já leiloadas e com previsão de conclusão e operação comercial para os anos de 2018 e 2019.

Caso essas linhas de transmissão em destaque sejam consideradas disponíveis para escoamento de energia conforme prazo estabelecido no edital de licitação do 2º LER 2016, a Bahia teria condições de participar desta concorrência com mais de 5.300 MW. Segundo o secretário da Infraestrutura, Marcos Cavalcanti, é importante que o Ministério de Minas e Energia reavalie parâmetros que foram utilizados para os cálculos da linha de transmissão e considere um prazo mais dilatado, de cerca de 8 meses para que a Bahia possa ser novamente inserida no leilão.

No Rio Grande do Norte, a insatisfação está com o Sindicato de Empresas do Setor Energético do Estado, que em nota, pediu a reconsideração da decisão, apresentando como solução a inclusão de um barramento de ligação na SE Açu III que permitiria que o escoamento de energia no Rio Grande do Norte fosse feito com maior facilidade, permitindo ao sistema a conexão de novos empreendimentos, que podem significar 500 MW ou mais em oferta. o barramento não foi considerado na nota. Esses reforços entrariam em operação até setembro de 2017 e se conectaria com ativos da Esperanza Transmissora de Energia que foram impactados  pelo atraso nas obras da Abengoa.

O ONS explicou em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 14 de outubro, que a nota técnica foi elaborada atendendo aos critérios estabelecidos pela portaria nº 44 do MME. Segundo a portaria, só poderiam ser considerados para o leilão os projetos de transmissão com entrada em operação até 1º de janeiro de 2019. A norma considerava ainda um corte em 29 de agosto de 2016. Com isso, alguns soluções dadas pela Aneel posteriormente não foram consideradas na nota técnica.

O Operador reafirmou que os resultados do documento foram impactados pelos atrasos de obras da Abengoa, no Nordeste, e da Eletrosul, no Sul da país. No caso da Eletrosul, o projeto da LT Nova Santa Rita – Povo Novo não foi considerado porque a previsão para entrada em operação do empreendimento é março de 2019. A data foi aprovada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.

No que se refere ao Nordeste, a Aneel autorizou obras nas subestações Gilbués II, no Piauí, e Barreiras II, na Bahia. “Essas obras, se concretizadas, poderão trazer, no futuro, margem de escoamento, beneficiando, principalmente, o estado da Bahia, onde atualmente a capacidade é nula”, afirmou o ONS em nota.

Para o Rio Grande do Norte, a Aneel propôs que a Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras da Abengoa. Isso porque os projetos da própria Esperanza, no caso, a LT Açu III – João Câmara III C1 e a LT Açu III – Quixadá C1, com previsão de entrada em operação em 5 de setembro de 2017, são impactados pelas obras em atraso da Abengoa (Subestação Açu III e a LT Açu III – Milagres II).

Fonte: Alexandre Canazio e Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

Alemanha vai proibir carro à combustão

Governo marcou 2030 como fim da produção e a partir de 2050 carro a combustão será proibido de rodar no país 

Os carros com motor à combustão têm os dias contados na Alemanha. Literalmente: eles vão sobreviver exatamente 4.820 dias a partir desta quinta-feira, 13 de outubro de 2016.

O Conselho Federal do país aprovou uma resolução que proíbe a venda de veículos a diesel e a gasolina a partir de 2030 (lá eles não usam o álcool como combustível), conforme informação da revista Der Spiegel.

A ousada decisão foi tomada com a concordância dos representantes dos 16 Estados que compõem o Conselho Federal, para atender a decisão de reduzir as emissões de poluentes determinadas pelo Pacto Mundial sobre o Clima da Conferência de Paris, em dezembro do ano passado.

O governo alemão investiu US$ 1,3 bilhão para subsidiar a compra de carros elétricos até 2019, para incentivar o processo de substituição dos carros à combustão, com subsídios de US$ 4,4 mil para a compra de um carro elétrico e de US$ 3,3 mil para um híbrido.

A decisão proíbe a venda de veículos com motor a combustão a partir de 2030, mas a frota com esse combustível poderá rodar até 2050, portanto por mais vinte anos, quando, então, será proibido rodar com qualquer veículo a gasolina e diesel.

A decisão vai provocar mudanças profundas na sociedade alemã, pois inúmeras atividades e profissões serão simplesmente aniquiladas, enquanto outras surgirão. O compromisso do governo alemão é reduzir entre 80% e 95% a emissão de dióxido de carbono (CO2) até 2050.

Não por acaso, as grandes marcas alemãs se preparam para esse novo mundo: a BMW já tem inclusive no Brasil o modelo I8 e o I3, ambos elétricos. A Volkswagen acabou de lançar no Salão de Paris um carro totalmente elétrico para 2020, o I.D. Concept e a Audi tem a família E-tron, hoje formada apenas por híbridos, mas que serão de emissão zero num futuro breve.

Fonte: João Leite | Uol

Proposta tenta reinserir Rio Grande do Norte em leilões de energia

O Sindicato das Empresas do Setor Elétrico do Rio Grande do Norte (Seern) pediu ontem a autoridades federais que reconsiderem a exclusão do RN do leilão de energia  programado para 16 de dezembro e alertou  que, caso a decisão não seja revista, o estado poderá  perder empregos e cerca de R$ 4 bilhões em investimentos – cifra que estima como necessária nos próximos anos para tirar do papel possíveis projetos potiguares, caso sejam autorizados a participar e vençam a disputa.

O RN, maior gerador de energia eólica do Brasil, assim como a Bahia e o Rio Grande do Sul foram excluídos do leilão por meio de nota técnica divulgada na semana semana passada. Segundo  a nota, elaborada por autoridades do setor elétrico, os três estados  não podem concorrer ao leilão por estarem com capacidade remanescente “nula” para escoamento de energia elétrica. Ou seja, não há margem para novas conexões no sistema integrado nacional (SIN).

Segundo o  Seern, há porém, uma solução para o caso já cogitada, inclusive, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas que não foi considerada na nota técnica. E o pedido do Sindicato é para que o seja.

Jean-Paul Prates: “Queremos que o documento seja considerado e o Estado participe do leilões. (Foto: Junior Santos)

Jean-Paul Prates: “Queremos que o documento seja considerado e o Estado participe do leilões. (Foto: Junior Santos)

Trata-se de uma autorização dada em agosto, pela Agência, para que a empresa Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras de linhas de transmissão da Abengoa – espanhola que decretou falência – garantiria, de acordo com o Sindicato, o escoamento de 500 MW até 2017.

“A solução já existe e está autorizada pela Aneel, o que significa ter o mesmo status da concessão e nos garante o resgate de 500 MegaWatts que poderão ser relocados entre as linhas de Assu e João Câmara”, explica Jean-Paul Prates, presidente do Seern.

O documento – com o pedido de reconsideração quanto à exclusão do estado – foi enviado ao Ministério de Minas e Energia, à Aneel, à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para que  os empreendimentos  sejam incorporados nos cálculos das margens de escoamento do RN.

Projetos
Para este leilão, o Rio Grande do Norte tinha cadastrados 7,195 GW em 223 projetos de energia  eólica e 58 projetos de energia solar, o que representava 20%  dos 1.260 empreendimentos inscritos. Segundo Prates, não há alegação que impeça ou adie a realização do leilão. “Apenas queremos que o documento seja considerado e o Estado participe do leilão”, observa ele.

No último dia 3, a EPE e o ONS publicaram a Nota Técnica (121/2016), excluindo os projetos de geração eólica e solar da Bahia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, alegando a falta de capacidade disponível para escoarem a energia a ser gerada – sem incluir a publicação da Resolução Autorizativa nº 6.014, de 30 de agosto de 2016, dada pela Aneel à Esperanza Transmissora de Energia S.A.   A autorização permite que a empresa assuma parte das obras da Abengoa, para a construção das linhas necessárias para esta energizar e conectar suas linhas.

A implantação de um barramento de ligação de 500kv (SE Açu III) vai permitir que o escoamento de energia no Rio Grande do Norte seja feito com maior facilidade, permitindo ao sistema a conexão de novos empreendimentos, que podem significar 500MW ou mais em oferta.

“Considerando contratar de 800 MW a 1GW, isto gera de imediato R$ 4 bilhões em investimentos para o Estado. Se podemos escoar 500MW temos ai, pelo menos, R$ 2 bilhões em investimentos nos próximos anos em projetos a ser contratados neste leilão”, acrescenta Prates.

Os reforços entram em operação comercial em prazo de 12 meses, ou seja, até 1º de setembro de 2017.    A TRIBUNA tentou contato com a direção da empresa Esperanza, que não atendeu e nem retornou as ligações até o fechamento desta  edição. Já  a assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia sugeriu procurar o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

ANEEL
Em nota à TRIBUNA DO NORTE, a Aneel  esclarece que não foi autorizada qualquer transferência de ativos da Abengoa. Ocorre que as concessionárias controladas pelo grupo Abengoa, por motivos financeiros, declararam que a previsão para entrada em operação comercial seria apenas no final de 2021.

Dessa forma, para mitigar os prejuízos causados ao sistema interligado por este atraso, foram identificados os principais impactos e, para alguns dos casos, as concessionárias de transmissão que teriam a entrada em operação comercial de suas instalações impossibilitada tecnicamente foram autorizadas a implantar reforços em subestações para viabilizar essa entrada em operação comercial.

Nesse sentido, a Esperanza Transmissora foi autorizada a implantar reforços na Subestação Açu III, conforme REA nº 6.014/2016. A Belo Monte Transmissora de Energia foi autorizada a implantar reforços na Subestação Xingu e na Subestação Estreito, conforme autorizado pelas REA nº 5.948/2016 e 6.006/2016, respectivamente. E a São João Transmissora foi autorizada a implantar reforços na Subestação São João do Piauí, conforme REA nº 5.988/2016.
Por fim, está em análise na Diretoria da Aneel, a recomendação de autorização de reforços na Subestação Gilbués II, a serem implantados pela São Pedro Transmissora.

Fonte: Sara Vasconcelos | Tribuna do Norte

Demanda global por energia vai atingir seu pico em 2030

Segundo previsão do Conselho Mundial de Energia, a demanda global por energia vai atingir seu pico em 2030 graças às novas tecnologias e a políticas governamentais restritas. O relatório também prevê que a demanda per capita de energia (incluindo combustível, aquecimento e eletricidade) vai começar a cair depois de 2030.

No entanto, apesar da demanda per capita de energia começar a cair, a demanda por eletricidade vai dobrar até 2060, segundo o conselho, o que vai exigir grande investimento em infraestrutura e sistemas inteligentes que promovam eficiência energética.

O crescimento fenomenal de energia solar e eólica vai continuar. Este tipo de energia era responsável por 4% da geração em 2014, mas pode pular para 39% até 2060. Além disso, espera-se que a energia hidrelétrica e nuclear também continue a crescer. Porém, os combustíveis fósseis vão continuar sendo a fonte número 1 de energia. Eles caíram apenas 5% de 1970 até 2014, de 86% para 81%.

O conselho disse que mudando os carros a base de combustível para tecnologias mais em conta como carros elétricos seria um grande passo para “descarbonizar” o mundo. Os combustíveis dominavam 92% dos veículos em 2014, mas é esperado que este número caia para algo entre 78% e 60% com a popularização dos veículos elétricos.

As previsões do relatório sobre as emissões de carbono, no entanto, vão depender da força das tentativas para resolver a questão energética.

Fonte: The Guardian

Fórum Estadual de Energia discute futuro do setor no Rio Grande do Norte

Consolidado no calendário estadual, evento vai debater desafios e perspectivas do setor energético e traz como convidado especial um especialista da Comissão Energética da Califórnia.

No próximo dia 26 de outubro Natal sedia a quarta edição do Fórum Estadual de Energia do Rio Grande do Norte (FEERN 2016​). O evento se consolida como um dos mais importantes do setor energético no estado e vai​ reunir autoridades, empresários, pesquisadores e demais interessados para debater o panorama do mercado energético no RN.

Esta edição recebe um convidado especial, que vai trazer a visão do mercado internacional sobre o futuro da energia no nordeste brasileiro. Andrew McAllister é Membro da Comissão Energética da California – CEC. Possui mais de 20 anos de experiência técnica, programática e política nas áreas de gestão, eficiência e geração de energia renovável.

O FEERN tem como principal proposta ser um espaço de discussão sobre o mercado energético e suas atividades em curso. Os desafios, investimentos e resultados obtidos em cada área, serão debatidos e analisados com o objetivo de apresentar ao público um balanço completo e exclusivo do setor energético em 2016.

O fórum é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) em parceria com o Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (SEERN)​. Esta quarta edição conta também com o apoio do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O FEERN 2016 será realizado no auditório do Campus Central do ​Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), em Natal, no dia 26/10/2016, das 13h às 17h. Para mais informações, acesse: www.feern.com.br.

Fonte: CERNE Press

Biocombustíveis: MME recebe propostas de aprimoramento do setor

Reafirmando o compromisso de diálogo com os diversos segmentos do setor de energia e mineração, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, recebeu nesta quinta-feira (6/10) relatório com propostas de valorização dos biocombustíveis no país. O documento foi criado em conjunto pelas associações que representam produtores e consumidores de biodiesel no país.

O MME tem trabalhado para apresentar diretrizes a serem priorizadas em curto, médio e longo prazo para o setor de biocombustíveis. Entre os pontos elencados estão o papel dos biocombustíveis na matriz energética, a sustentabilidade econômica, as regras de comercialização e os novos tipos de biocombustíveis.

Durante o evento, o secretário destacou o papel dos biocombustíveis para atender a meta firmada na COP 21, para reduzir o percentual de emissões de gases de efeito estufa no Brasil. O secretário ainda salientou que deve atender, ainda no ano de 2016, associações e empresas privadas para debates que ajudem no avanço de políticas para o setor de biocombustíveis.

Após essas interlocuções com os agentes do setor, a intenção é criar propostas que incluam as sugestões do setor e realizar consulta pública sobre as possibilidades de aprimoramento do setor de Biocombustíveis, permitindo novas contribuições de especialistas e demais interessados. No final desse processo, o MME deve avaliar as contribuições e propor o encaminhamento às instâncias cabíveis.

Fonte: Ministério das Minas e Energia

Voltalia iniciará construção de usina eólica no Rio Grande do Norte

O Brasil é peça fundamental nos planos da empresa de energia renovável Voltalia, de origem francesa. A companhia está prestes a iniciar a construção de mais um parque eólico, no Rio Grande do Norte, com capacidade instalada de 27 MW. Ao todo, a Voltalia já soma 381 MW em funcionamento no País, mas esse número vai aumentar nas próximas semanas, já que a empresa colocou em operação recentemente o Complexo Eólico Vila Pará, também no Rio Grande do Norte. Quando estiver em pleno funcionamento, o empreendimento ajudará a companhia a chegar à marca de 402 MW de capacidade. “O Brasil representa hoje a maior parte dos MWs instalados pelo grupo Voltalia. Esta posição se deve ao fato de que apostamos muito cedo no setor eólico brasileiro, até mesmo antes de existir o mecanismo de leilão“, explicou o diretor-geral da Voltalia no Brasil, Robert Klein. O executivo também falou sobre a expectativa que a empresa tem em relação ao País: “Apesar de no momento não haver tanta demanda para 2019, acreditamos que o cenário deve mudar. É preciso dar continuidade aos investimentos que foram realizados e não aderir à política stop and go, pois quando a economia retomar seu crescimento, o País precisará de infraestrutura energética suficiente para suportar a demanda”, afirmou.

Quais são os projetos em execução mais recentes da companhia no Brasil?

Recentemente, a Voltalia iniciou a operação de 26 aerogeradores, com 3 MW de capacidade instalada cada, em seu Complexo Eólico Vila Pará, localizado no município de Serra do Mel (RN). A partir da entrada em operação desses 78 MW em Vila Pará, a Voltalia ajudou o Brasil a ultrapassar a marca histórica de 10 GW de energia eólica. Nas próximas semanas, esperamos colocar 100% de Vila Pará em operação, que possui capacidade instalada total de 99 MW.

Em junho deste ano, inauguramos o Complexo Eólico Vamcruz, também no município de Serra do Mel (RN), e que possui capacidade instalada total de 93 MW, por meio de seus 31 aerogeradores. Vamcruz tem potencial para gerar aproximadamente 450 gigawatts-hora (GWh) por ano, energia suficiente para atender mais de 200 mil famílias, e ainda reduzir a emissão de CO2 em aproximadamente 160.535 toneladas por ano.

Qual a perspectiva da empresa com o mercado brasileiro?

Ajudamos o Brasil a atingir a marca histórica de 10 GW de energia eólica e isso é motivo de muito orgulho para a Voltalia. Levando em consideração os 78 MW já em operação em Vila Pará, possuímos um total de 381 MW em funcionamento no Brasil, localizados, principalmente, no estado do Rio Grande do Norte. Assim que Vila Pará passar a operar com 100% de sua capacidade, esse total será de 402 MW. Por isso, a Voltalia acredita no Brasil e em seu potencial de gerar energia limpa e renovável.

Apesar de no momento não haver tanta demanda para 2019, acreditamos que o cenário deve mudar. É preciso dar continuidade aos investimentos que foram realizados e não aderir à política stop and go, pois quando a economia retomar seu crescimento, o país precisará de infraestrutura energética suficiente para suportar a demanda.

Qual o balanço que a empresa faz desde que começou sua operação no Brasil, em 2006?

Além do Brasil, a Voltalia historicamente está presente na França, Grécia, Guiana Francesa e Marrocos. O Brasil é peça-chave nos negócios da companhia, haja visto a representatividade no total de volume de MW instalados por aqui. Prova disso são os 381 MW em operação atualmente, com a expectativa de atingirmos 402 MW nas próximas semanas assim que Vila Pará estiver operando em sua plenitude. Além de Vila Pará, a Voltalia possui outros 3 complexos eólicos em atividade no Rio Grande do Norte. São eles: Complexo Eólico de São Miguel do Gostoso*, com 36 aerogeradores e capacidade instalada total de 108 MW; Complexo Eólico Areia Branca, com 30 aerogeradores e capacidade instalada total de 90 MW; e Complexo Eólico Vamcruz**, com 31 aerogeradores e capacidade instalada total de 93 MW. Outro empreendimento da Voltalia no Brasil é a usina de Oiapoque, uma central hidrotérmica com capacidade instalada de 12 MW.

Qual a expectativa para os próximos leilões de energia no País?

O leilão de dezembro vai depender, essencialmente, da demanda que o governo vai colocar. Nossa expectativa é que hajam leilões satisfatórios, de forma a suportar toda a cadeia de fornecedores por trás do setor de energia eólica e os investimentos realizados neste setor até então. Como mencionado acima, é essencial dar continuidade aos investimentos já realizados para que o Brasil não entre na chamada política stop and go e consiga suportar a demanda por energia quando o país retomar seu crescimento.

Qual fonte tem rendido mais negócios para a Voltalia no Brasil? A empresa tem planos de expandir seus contratos dentro de alguma outra fonte renovável no Brasil?

No Brasil, a fonte de energia mais utilizada pela Voltalia tem sido o vento. O Nordeste brasileiro, em especial o Rio Grande do Norte, é o local ideal para construir um complexo eólico, devido à sua topografia e, claro, ao vento. No entanto, a Voltalia também atua de maneira a produzir energia limpa e renovável por meio de outras fontes, tais como: solar, hidrelétrica e biomassa. Estamos sempre analisando o mercado e as condições ambientais para realizar investimentos.

A Voltalia hoje está em cinco países. Qual a importância do Brasil para a empresa?

O Brasil representa hoje a maior parte dos MWs instalados pelo grupo Voltalia. Esta posição se deve ao fato de que apostamos muito cedo no setor eólico brasileiro, até mesmo antes de existir o mecanismo de leilão, o que nos proporcionou um posicionamento competitivo, além do quadro geral bastante satisfatório neste setor promissor que motiva players de longo prazo que somos.

O senhor vê algum entrave na legislação do setor elétrico brasileiro que precisa ser superado?

Acredito que uma das chaves de sucesso para que possamos não depender somente do BNDES para financiamento dos projetos é realizar leilões com uma porção dos PPAs em dólar, de tal maneira a atrair outros bancos de desenvolvimento ou comercial e continuar demonstrando competitividade em fontes de energias renováveis no crescimento da matriz energética.  É importante também oferecer mais incentivos ao mercado livre para que não dependamos somente dos leilões para o crescimento do setor.

Quais são os próximos planos e projetos da Voltalia para o Brasil?

Estamos prestes a iniciar a construção de mais um parque eólico também no município de Serra do Mel (RN). É o Vila Acre I com capacidade instalada de 27 MW e que se tornou possível a partir do último leilão de quem a Voltalia participou, em novembro de 2015.

Todos esses empreendimentos localizados no estado do Rio Grande do Norte são possíveis graças à gestão de projetos no conjunto Serra Branca, uma área que reúne projetos adjacentes com potencial de 1,2 GW, desenvolvida pela Voltalia. Os complexos beneficiam-se da infraestrutura já existente, construída em 2014 para o Complexo Eólico Areia Branca e que pertence ao conjunto Serra Branca, incluindo uma linha de transmissão de alta tensão de 52 km e capacidade instalada de 400 MVA, ambos de propriedade da Voltalia.

* O Complexo de São Miguel do Gostoso é uma parceria entre Voltalia e Copel.
** O Complexo Vamcruz é fruto de uma parceria entre Voltalia, Chesf e Encalso.

Fonte: Petronotícias | Davi de Souza

Energia renovável terá prioridade em financiamentos do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um aumento de até 80% no financiamento para projetos de energia solar, em Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Antes esse valor era de até 70%.

As novas condições de financiamento do Banco para o setor de energia elétrica vão manter em até 80% sua participação em projetos de eficiência energética e define o mesmo nível de participação para projetos de iluminação pública eficientes.

As mudanças foram divulgadas, nesta segunda-feira (3), pela diretoria do BNDES e refletem a estratégia do banco para o setor de energia em cooperação com o Ministério de Minas e Energia e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

As alterações visam contribuir para a ampliação de fontes de energias alternativas na matriz elétrica brasileira e direcionar investimentos em TJPL para projetos com alto retorno social e ambiental. As novas condições passam a valer para os próximos leilões, que ocorrem em outubro e dezembro deste ano.

Segundo a instituição, não haverá apoio a investimentos em termelétricas a carvão e óleo combustível, usinas com maior emissão de poluentes. O banco também manteve elevada sua participação (em até 70% em TJLP) nas demais energias alternativas: eólica, PCHs, biomassa e cogeração.

O BNDES também diminuiu sua participação para até 50%, em TJLP, em investimentos em grandes hidrelétricas (era até 70%).

As condições gerais para todos os segmentos do setor de energia incluem a possibilidade de o BNDES subscrever até 50% do valor das debêntures a serem emitidas pela empresa tomadora do crédito; Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) mínimo de 1,3 para geração de energia e 1,5 para transmissão; e a exigência de participação mínima de 20% de recursos próprios do investidor.

O valor total do apoio do BNDES, incluindo o financiamento e as debêntures, não poderá ser superior a 80% do valor total dos itens financiáveis. O spread (diferença do que o banco paga ao captar recursos e o que ele cobra de empréstimos) será de 1,5% para todos os segmentos e não haverá a concessão de empréstimos emergenciais (também conhecidos como “empréstimos-ponte”).

Fonte: Portal Brasil, com informações do BNDES

CERNE discute lei que consolidará regras para licenciamento ambiental no setor elétrico

Evento em São Paulo reúne autoridades, gestores e especialistas para discutir as diretrizes, leis e procedimentos do licenciamento e da gestão sócio-ambiental relativa ao setor elétrico nacional.

Uma nova lei que consolide as regras relativas ao licenciamento e à gestão sócio-ambiental dos empreendimentos de infra-estrutura – inclusive o setor elétrico – é bem-vinda mas não pode gerar entraves que comprometam sua implementação. Essa foi uma das conclusões da primeira manhã do encontro executivo anual de Licenciamento Ambiental do Setor Elétrico (LASE), realizado quinta (06/10) e sexta, em São Paulo.

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Foto: CERNE Press

O evento, realizado pela Viex Americas com apoio do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), discute anualmente as diretrizes, leis e procedimentos do licenciamento e da gestão sócio-ambiental relativa ao setor elétrico nacional.

O diretor-presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, participou como um dos mediadores do debate sobre o Projeto de Lei 3.729/2004 e seus sucessivos substitutivos, tema que volta à pauta do setor elétrico neste e nos próximos anos.

“Foi praticamente unânime o entendimento de que uma lei ajudará a consolidar conceitos e harmonizar procedimentos, mas também houve muita preocupação em não retirar capacidade e autonomia da instância estadual e em assegurar que haverá recursos para estruturar, equipar e capacitar os órgãos licenciadores, tanto em nível federal quanto local”, explica Prates.

Foto: Divulgação/ Viex Américas

Foto: Divulgação/ Viex Américas

Na ocasião, também foi reiterada a necessidade de remover a criminalização direta da responsabilização do servidor que participa dos licenciamentos. “Hoje em dia, qualquer item negligenciado, mesmo sem dolo, pode levar o servidor à cadeia e praticamente metade do tempo de trabalho é gasto respondendo a interpelações dos Ministérios Públicos e de entes do Poder Judiciário sem o direito a qualquer assistência adicional para isso”, analisa Prates.

“É legítimo que a sociedade tenha seus interesses gerais defendidos, mas o reflexo operacional disso hoje é insustentável para os órgãos estaduais e federais que licenciam e monitoram empreendimentos complexos”, complementa o diretor-presidente do CERNE.

Diretor-presidente do CERNE, Jean-Paul Prates. (Foto: Divulgação/Viex Américas)

Diretor-presidente do CERNE, Jean-Paul Prates. (Foto: Divulgação/Viex Américas)

Foram discutidos também aspectos nacionais do relacionamento com as comunidades locais, identificação de riscos sócio-ambientais dos empreendimentos, prevenção e gerenciamento de crises, resolução de conflitos, avaliação ambiental estratégica e integrada, componentes indígenas, quilombolas e arqueológicos, e outros temas.

O evento segue até esta sexta com uma sessão executiva sobre “compliance” ambiental e estruturação de práticas institucionais, governança corporativa e exigências das instituições financeiras e do mercado.

Fonte: CERNE Press

Produção de petróleo no Brasil bate recorde pelo 3º mês consecutivo

A produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de agosto totalizou 3,293 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), ultrapassando o recorde anterior obtido em julho de 2016, quando foram produzidos 3,21 MMboe/d. A produção de petróleo foi de aproximadamente 2,609 milhões de barris por dia (bbl/d), um aumento de 1,1% na comparação com o mês anterior e de 2,4% em relação ao mesmo mês em 2015.

A produção de petróleo superou o recorde alcançado em julho de 2016, quando foram produzidos 2,581 MMbbl/d. Já produção de gás natural totalizou 108,8 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), superando o recorde anterior de 107,2 MMm3/d obtido em julho de 2016, o que representa um aumento de 1,5% frente a junho de 2016 e de 9,6% na comparação com agosto de 2015.

Pré-sal
A produção do pré-sal, oriunda de 65 poços, foi de aproximadamente 1,099 milhão de barris de petróleo por dia (bbl/d) e 42,2 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural, totalizando aproximadamente 1,365 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), um aumento de 3,6% em relação ao mês anterior.

A produção de petróleo no pré-sal superou os 1,060 milhão de barris diários obtidos em julho de 2016 e a de gás natural ultrapassou os 40,8 MMm3 produzidos em julho de 2016. A produção total também superou o recorde do mês anterior, de 1,317 MMboe/d. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.

Queima de gás
O aproveitamento de gás natural no mês foi de 95,4%. A queima de gás em agosto foi de 5 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um aumento de 13,5% se comparada ao mês anterior e de 7,8% em relação ao mesmo mês em 2015. A principal motivação para o aumento na queima de gás natural foi o comissionamento do FPSO Cidade de Saquarema, localizado no campo de Lula.

Campos produtores
Os campos marítimos produziram 94,4% do petróleo e 77,1% do gás natural. A produção ocorreu em 8.792 poços, sendo 781 marítimos e 8.011 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,4% do petróleo e gás natural.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, produzindo, em média, 581,9 mil bbl/d de petróleo e 25,5 milhões de m³/d de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.101. Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 60.

A FPSO cidade de Mangaratiba, produzindo no campo de Lula, produziu, por meio de 5 poços a ela interligados, 190 mil boe/d e foi a UEP (Unidade Estacionária de Produção) com maior produção.

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 148,4 mil boe/d, sendo 122,5 mil bbl/d de petróleo e 4,1 milhões de m³/d de gás natural. Desse total, 143,6 mil barris de óleo equivalente por dia foram produzidos pela Petrobras e 4,8 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 388 boe/d em Alagoas, 1.768 boe/d na Bahia, 58 boe/d no Espírito Santo, 2.357 boe/d no Rio Grande do Norte e 197 boe/d em Sergipe.

Outras informações
Em agosto de 2016, 299 concessões, operadas por 27 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 83 são concessões marítimas e 216 terrestres. Do total das concessões produtoras, uma encontra-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD) e outras dez são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.

Fonte: Portal Full Energy

Alunos do Curso de Gestão Ambiental no Setor Elétrico fazem visita técnica a parque em São Miguel do Gostoso

São Miguel do Gostoso foi o destino final dos alunos do curso de Gestão Ambiental no Setor Elétrico, promovido pelo e-Labora UnP, em parceria com o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE). A visita técnica marcou o encerramento da capacitação e foi realizada no dia 1º de outubro.

Foto: CERNE/divulgação

Foto: CERNE/divulgação

Na ocasião, os alunos puderam conhecer de perto o monitoramento e controle ambiental realizado durante a operação de um parque eólico. Com a conclusão, os profissionais foram capacitados para atender às demandas dos órgãos licenciadores, as necessidades de conservação e sustentabilidade, sem comprometer a viabilidade técnico-econômica dos empreendimentos.

Fonte: UnP

Sem ter como escoar energia, RN, BA e RS ficam fora de leilão

O Rio Grande do Norte, líder na geração de energia eólica no país, ficará de fora do 2º Leilão de Energia de Reserva de 2016. Uma nota técnica divulgada ontem pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Operador Nacional do Sistema  (ONS) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) classifica como “nula” a capacidade remanescente para escoamento de energia elétrica no RN e nos estados da Bahia e Rio Grande do Sul. Ou seja, não há margem para novas conexões no sistema integrado nacional (SIN).

A decisão, segundo analistas do setor, acende o alerta para  a urgência de um plano nacional de investimentos para expansão das linhas de transmissão de energia uma vez que a nota alega atraso ou não realização de obras de linhas de transmissão nesses estados. O leilão, o último de 2016  exclusivo para empreendimentos de geração de energias solar fotovoltaica e eólica – para suprimento da partir de 1º de julho de 2019 – é previsto para o dia 16 de dezembro.

De acordo com a nota técnica 21/2016, o cálculo da capacidade remanescente para escoamento de geração levou em consideração as usinas em operação comercial e a expansão da configuração de usinas vencedoras de Leilões precedentes de Energia Nova, de Fontes Alternativas ou de Energia de Reserva do ambiente de contratação regulado – ACR, com entrada em operação comercial no prazo de até seis meses contados a partir do início de suprimento do 2º LER/2016, ou seja, 1º de janeiro de 2020.

“Isto demonstra o quanto é importante termos um planejamento para a transmissão de energia. O RN já provou que tem potencial, passou de importador para exportador de energia, é autossuficiente e pode expandir”, afirma o presidente do Sindicato das Empresas de Energia do RN (SEERN), Jean-Paul Prates.

Prates esteve reunido na tarde de ontem com a direção da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e da ABSolar para analisar o que muda com a nota técnica, quantos projetos estão abrigados, quem poderá ou não concorrer. “Ainda estamos avaliando o que fazer. Porque se havia antes uma sinalização de capacidade de escoamento, porque agora não há mais? Há outras alternativas?”, questiona.

Limpeza da malha ajudaria, diz Azevedo

Por ora, ainda não há definição oficial se é uma situação pontual (apenas para este leilão) ou se impedirá a participação do Estado em futuros leilões a partir de 2017. O secretário de desenvolvimento econômico do Estado, Flávio Azevedo, acredita ser restrito ao 2º LER/2016. Na visão dele, o quadro será revertido a partir do levantamento de disponibilidade para novos projetos de investimento em linhões.

Azevedo conta que a EPE se comprometeu a rever, a partir de janeiro de 2017, a malha de transmissão nos estados, a chamada “limpeza de malha”.  O assunto foi discutido durante reunião com a direção da EPE na última quinta-feira (29).

“Estamos formalizando nosso protesto e o nosso pleito para que seja feita a limpeza da malha, de modo que projetos que não foram viabilizados voltem a ter seu potencial ofertados e novas linhas sejam construídas e o Rio Grande do Norte não seja ainda mais prejudicado”, disse Azevedo.

A mudança no status  que surpreendeu operadores do mercado e investidores, segundo o secretário de desenvolvimento econômico do Estado, Flávio Azevedo, se deve ao remanejamento de linhas do Rio Grande do Norte, Campina Grande (PE) e de outros estados do Nordeste para escoar a energia gerada pela hidrelétrica de Belo Monte (PA) para as regiões Sul e Sudeste do país, após a falência da empresa espanhola responsável pela construção dos linhões. “Mais uma vez, o Nordeste e sobretudo o RN são prejudicados para atender o Sul e Sudeste”, frisa. “Mas não deve atingir os projetos que estão ligados a subestação de Assu para cima (Mossoró, Grossos)”, afirma.

Fonte: Sara Vasconcelos | Tribuna do Norte