Leilão da Aneel termina com 21 lotes arrematados por até 28% de deságio

O leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para novos empreendimentos de transmissão de energia teve 21 dos 24 lotes arrematados nesta quarta-feira (13) e foi marcado por maior disputa do que os anteriores e pela participação de novos competidores.

Apenas 3 lotes não receberam propostas e encalharam. Outros 7 tiveram apenas um interessado e  foram arrematados por valor idêntico ou muito próximo da remuneração máxima fixada pelo edital.

Nos demais, houve disputas com até 5 grupos interessados pelo mesmo lote, com propostas vencedoras com desconto de até 28% em relação ao teto máximo de remuneração.

A Equatorial Energia foi a maior vencedora do leilão, com o arremate de 7 lotes. O grupo atua como distribuidora de energia no Pará (Celpa) e Maranhão (Cemar), como geradora (Termoelétrica Geramar) e agora fará a sua estreia na operação de transmissão de energia.

Outros destaques foram a Taesa, que arrematou lotes individualmente e em parceria com a Cteep, e o consórcio formado pela espanhola Cymi Holding com o fundo FIP Brasil Energia.

Os grupos chineses, que se destacaram nos últimos leilões, tiveram participação limitada dessa vez, vencendo apenas um lote através da participação detida na EDP.

Os outros grupos ou empresas vencedoras foram: Consórcio ECB Mota Engil (Construtora Brasil com 99% e Mota Engil com 1%), Consórcio Olympus (Alupar com 99%, Perfin com 0,5% e Apolo 11 com 0,5%), a Empresa Amazonense de Transmissão de Energia e a CTEEP (Companhia de Transmissão de energia Elétrica Paulista).

A relação completa dos lotes, vencedores, valores e deságios pode ser conferida abaixo na reportagem.

Remuneração

Pelas regras do leilão, o vencedor de cada lote será o grupo que se dispuser a receber a remuneração mais baixa pela construção e operação da linha de transmissão em relação ao valor teto fixado pela Aneel.

A remuneração máxima de todos os lotes é de R$ 2,6 bilhões anuais. O concessionário vencedor terá direito ao recebimento da chamada RAP (Receitas Anuais Permitidas) por 30 anos.

O teto de remuneração foi elevado pela Aneel para tornar os empreendimentos mais atrativos a investidores. No leilão anterior, realizado em abril, o teto de remuneração foi de R$ 2,3 bilhões anuais e 10 dos 24 lotes ofertados não receberam propostas.

A Aneel adotou também para este leilão os chamados “lotes condicionantes” e “lotes condicionados”. Caso o lote condicionante não receba nenhuma proposta financeira, os lotes que são condicionados a ele não podem ser licitados. Essa mudança ocorreu por causa da interdependência entre os sistemas de transmissão.

O edital manteve a proibição de participação de empresas que nos últimos três anos tenham um atraso médio superior a seis meses na entrada de operação comercial de instalações de transmissão, que tenham cometido no mesmo período três ou mais infrações por atraso na execução de obras de transmissão, que sejam concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia ou que estejam em recuperação judicial ou extrajudicial.

Confira abaixo o resultado dos 24 lotes ofertados:

LOTE 1 – Bahia
Vencedor: Consórcio CP II – Nasspe E.P. (90%) e BTG Pactual (10%) com proposta de R$ 76.700.000,00
Deságio: 10,22%

Valor máximo de remuneração: R$ 85.435.520,00
– LT 500 kV Sapeaçu – Poções III C1, com 260 km

LOTE 2 – Bahia e Minas Gerais (lote condicionante dos lotes 3, 4, 5 e 6)
Vencedor: Consórcio Olympus – 99% Alupar, 0,5% Perfin e 0,5% Apolo 11 P com proposta de R$ 214.700.000
Deságio: 18,85%

Valor máximo: R$ 264.592.750,00
– LT 500 kV Poções III – Padre Paraíso 2 C1, com 334 km
– LT 500 kV Padre Paraíso 2  – Governador Valadares 6 C1, com 207 km
– SE  500  kV  Padre  Paraíso
– SE 500/230 kV Governador Valadares – (6+1res.) x200 MVA

LOTE 3 – Bahia e Minas Gerais (condicionado ao lote 2)
Vencedor: Consórcio Columbia – Taesa (50%) e Cteep (50%), com proposta de R$ 106.616.120,00
Deságio: zero

Valor máximo: R$ 106.616.120,00
– LT 500 kV Poções III  – – Padre Paraíso 2 C2, com 338 km

LOTE 4, Minas Gerais (condicionado ao lote 2)
Vencedor: Consórcio Columbia – Taesa (50%) e Cteep (50%), com proposta de R$ 71.424.700,00
Deságio: zero

Valor máximo: R$ 71.424.700,00
– LT 500 kV Padre Paraíso 2  – Governador Valadares 6 C2, com 208 km

LOTE 5, Minas Gerais (condicionado ao lote 2)
Vencedor: Consórcio ECB Mota Engil – Líder Construtora Brasil (99%) e Mota Engil (1%) com proposta de R$ 17.666.000,00
Deságio: 17,35%

Valor máximo: R$  21.377.040,00
– SE 500 kV Padre Paraíso 2 – Compensador Estático 500 kV (-150/+300) Mvar

LOTE  6, Minas Gerais e Espírito Santo (condicionado ao lote 2 e condicionante do 7)
Vencedor: Consórcio Olympus – 99% Alupar, 0,5% Perfin e 0,5% Apolo 11, com proposta de R$ 145.986.950,00
Deságio: zero

Valor máximo: R$ 145.986.950,00
– LT 500 kV Governador Valadares 6 – Mutum C1, com 156 km
– LT 500 kV Mutum – Rio Novo do Sul C1, com 132 km
– SE 500 kV Mutum
– SE 500/345 kV Rio Novo do Sul – (3+1 Res) x 350 MVA

LOTE 7, Minas Gerais (condicionado ao lote 6)
Vencedor: não teve interessados e encalhou

Valor máximo: R$ 56.600.880,00
– LT 500 kV Governador Valadares 6  – Mutum C2, com 165 km

LOTE 8, Bahia
Vencedor: Equatorial Energia, com proposta de R$ 77.832.000,00
Deságio: 15,99%

Valor máximo: R$ 92.657.020,00
– LT 500 kV Rio da Éguas  – Barreiras II C2, com 251 km

LOTE 9, Bahia (condicionante do lote 10)
Vencedor: Equatorial Energia, com proposta de R$ 70.588.000,00
Deságio: 27,99%

Valor máximo: R$ 98.038.240,00
–  LT 500 kV Barreiras II  – Buritirama C1, com 213 km
– SE 500 kV Buritirama

LOTE 10, Piauí e Bahia  (condicionado ao lote 9)
Vencedor: Consórcio Sertanejo – Cymi Holding (50%) e FIP Brasil Energia (50%), com proposta de R$ 148.308.000,00
Deságio:13,4%

Valor máximo: R$ 171.256.970,00
– LT 500 kV Queimada Nova II –  Curral Novo do Piauí II C1, com 109 km;
– LT 500 kV Buritirama  – Queimada Nova II, C1, com 376 km;
– SE  500  kV  Queimada  Nova  II

LOTE 11, Piauí, Pernambuco e Ceará (condicionado ao lote 10)
Vencedor: não teve interessados e encalhou

Valor máximo: R$ 91.702.100,00
– LT 500 kV Queimada Nova II – Milagres II C1, com 322 km

LOTE 12, Bahia e Piauí  (condicionado ao  lote 10)
Vencedor: Equatorial Energia, com proposta de R$ 102.900.000,00
Deságio: 9,99%

Valor máximo: R$ 114.331.590,00
– LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II, C2, com 380 km

LOTE 13, Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará
Vencedor: Consórcio Sertanejo – Cymi Holding (50%) e FIP Brasil Energia (50%), com proposta de R$ 111.495.000,00
Deságio: 21,5%

Valor máximo: R$ 142.032,740,00
– LT 500 kV Açu III  – Milagres II C2, com 292 km
– LT 500 kV Açu III  – João Câmara III C2, com 143 km

LOTE 14, Minas Gerais e Bahia  (condicionante dos lotes 15,16 e 18)
Vencedor: Equatorial Energia, com proposta de R$ 185.598.000,00
Deságio: 16,79%

Valor máximo: R$ 223.056.850,00
– LT 500 kV Igaporã III  – Janaúba 3 C1, com 257 km
– LT 500 kV Janaúba 3  – Presidente Juscelino C1, com 337 km
– SE 500 kV Janaúba 3 (novo pátio de 500 kV  – parte 1)

LOTE 15, Minas Gerais e Bahia (condicionado ao lote 14)
Vencedor: Equatorial Energia, com proposta de R$ 85.642.000,00
Deságio:  5,99%

Valor máximo: R$ 91.107.990,00
– LT 500 kV Igaporã III – Janaúba 3 C2, com 257 km

LOTE 16, Minas Gerais (condicionado ao lote 14)
Vencedor: Equatorial Energia, com proposta de R$ 106.179.000,00
Desáfio: zero

Valor máximo: R$ 106.179.410,00
– LT 500 kV Janaúba 3  – Presidente Juscelino C2, com 330 km.

LOTE 17, Minas Gerais e  Bahia (condicionante do  lote 18)
Vencedor: Taesa, com proposta de R$ 174.624.789,00
Deságio: 13,05%

Valor máximo: R$ 200.856.670,00
–  LT 500 kV Bom Jesus da Lapa II  – Janaúba 3 C1, com 304 km
– LT 500 kV Janaúba 3 – Pirapora 2 C1, com 238 km
– SE 500 kV Janaúba 3 – novo pátio de 500 kV – parte 2

LOTE 18, Minas Gerais  (condicionado aos  lotes 14 e 17)
Vencedor: Consórcio Transmissão do Brasil – FIP Pátria Infraestrutura III (99%) e FTRSPE 3 (1%) com proposta de R$ 39.400.000,00
Deságio: 16,76%

Valor máximo: R$ 47.337.730,00
– SE 500 kV Janaúba 3 – Compensadores Síncronos – 2 x (-90/150) Mvar

LOTE 19, Minas Gerais:
Não recebeu propostas e encalhou
Valor máximo: R$ 57.221.880,00
– LT 500 kV Presidente Juscelino  – Itabira 5 C2, com 189 km

LOTE  20, Goiás, Minas Gerais e Bahia
Vencedor: Sertanejo  – Cymi Holding (50%) e FIP Brasil Energia (50%), com proposta de R$ 130.510.000,00
Deságio: 17,72%

Valor máximo: R$ 158.620.390,00
– LT 500 kV Rio das Éguas – Arinos 2 C1, com 230 km
– LT 500 kV Arinos 2  – Pirapora 2 C1, com 221 km;
– SE 500 kV Arinos 2

LOTE  21, Espírito Santo  (condicionante do lote 22)
Vencedor: CTEEP, com proposta de R$ 47.200.000,00
Deságio: 25,14%

Valor máximo: R$ 63.059.310,00
– LT 345 kV Viana 2  – João Neiva 2  – 79 km
– SE 345/138 kV João Neiva 2, (9+1Res) x 133 MVA e Compensador Estático 345 kV  (-150/+150) Mvar

LOTE 22,  Minas Gerais e Espírito Santo (condicionado ao  lote 21)
Vencedor: Empresa Amazonense de Transmissão de energia, com proposta de R$ 101.019.640,00
Deságio: zero

Valor máximo: R$ 101.019.640,00
– LT 500 kV Mesquita  – João Neiva 2, com 236 km
– SE 500/345 kV João Neiva 2, 500/345 kV   (3+1Res) x 350 MVA;

LOTE 23, Pará
Vencedor: Equatorial Energia, com proposta de R$ 89.784.000,00
deságio: zero

Valor máximo: R$ 89.784.520,00
– LT 500 kV Vila do Conde  – Marituba  – 56,1 km
– LT 230kV Marituba  – Castanhal  – 68,6 km
– SE 500/230 kV Marituba – (3+1R)x300MVA
– SE 230/69 kV Marituba – 2X200MVA

LOTE 24, Espírito Santo
Vencedor: EDP Energias do Brasil, com proposta de R$ 20.718.075,00
Deságio: 5,2%

Valor máximo: R$ 21.854.510,00
– SE 230/138 kV São Mateus 2 (nova)
– LT 230 kV Linhares 2  – São Mateus 2 – 113 km

Fonte: Darlan Alvarenga | G1

Aneel libera operação comercial de eólicas no RN

A Agência Nacional de Energia  Elétrica – Aneel –  liberou desde o ultimo dia 22 de outubro a entrada em operação comercial de mais três turbinas eólicas do parque eólico Vento de Santo Dimas, de propriedade da CPFL Renováveis.

Cada turbina tem potência instalada de 2,1 MW, passando  a instalação a ter 12 turbinas, somando um total de 25, 2  MW. O parque eólico encontra-se instalado no município de São Miguel do Gostoso.

Fonte: CERNE Press

Cenário atual e perspectivas para a energia encerram debates no 4º FEERN

A geração de energia, com foco na matriz renovável e as tendências no cenário brasileiro e potiguar foram os temas que permearam os debates durante o 4º Fórum Estadual de Energia do Rio Grande do Norte, realizado dia 26 de outubro no auditório do Instituto Federal de Educação do RN (IFRN).

O Coordenador de Gestão de Dados e Estatísticas Setoriais do CERNE, João Agra, mostrou um panorama das energias renováveis no Estado. Segundo ele, o mercado fotovoltaico está crescendo aos poucos: “Atualmente, há dois empreendimentos em operação e que geram 1,105MW de potência instalada. Já em relação a projetos contratados, o RN possui 7 empreendimentos que ainda não iniciaram construção e que vão gerar mais 206MW de energia”, explica.

João Agra (CERNE). Foto: CERNE

João Agra (CERNE). Foto: CERNE

Em relação as eólicas o cenário é mais otimista: o Estado abriga hoje 113 parques que geram mais de 3GW de energia. “O Rio Grande do Norte saiu de um patamar de importador de energia, para exportador de energia em aproximadamente 10 anos, sendo líder em geração eólica no Brasil e modelo a ser seguido”, ressaltou Agra.

O presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), José Carlos de Miranda Farias, apresentou a evolução da companhia em 68 anos de história. Em 2015, a Chesf fechou o ano com três novas hidrelétricas no Norte, e no Nordeste, investiu em 37 parques eólicos, em 900km de linhas de transmissão, construção de cinco grandes subestações novas e na ampliação de outras 11 estruturas. “Para os próximos três anos, estamos viabilizando a implantação e ampliação de 78 projetos de nosso portifólio”, destacou o presidente da companhia.

José Carlos Miranda (CHESF). Foto: CERNE

José Carlos Miranda (CHESF). Foto: CERNE

A geração distribuída foi o tema apresentado pelo professor do IFRN, Augusto Fialho. O docente também mostrou os sistemas fotovoltaicos instalados nos Campi do instituto no Estado. “Temos 12 usinas fotovoltaicas em operação e gerando cerca de 1.203MW de energia ao todo. Só o sistema instalado no Campus Central, em Natal, gera 197KW de potência. Teremos mais nove usinas solares instaladas em unidades localizadas no interior até março do ano que vem e irão produzir mais 744,12KW de energia limpa”.

Já o presidente do CERNE, Jean-Paul Prates apresentou um panorama do setor de petróleo e gás no RN, sobretudo a produção da bacia potiguar. Segundo Prates e observações da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a bacia é madura e possui infraestrutura adequada para exploração e produção de petróleo e gás natural. O presidente do CERNE também mostrou a situação das desativações da planta de biodiesel em Guamaré e das sondas terrestres do Estado pela Petrobras, segundo a estatal, visou redução de gastos: “a exploração terrestre da Petrobras vai para a garagem, sem previsão de retorno”, salientou.

Jean-Paul Prates. (CERNE). Foto: CERNE

Jean-Paul Prates. (CERNE). Foto: CERNE

Representando o Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis-CTGAS-ER, o engenheiro Bruno Soares falou sobre os projetos de desenvolvimento, pesquisa e inovação da instituição como, por exemplo, a implantação do dessalinizador solar, fruto de dois anos de pesquisas na área. O equipamento, que utiliza água do mar, demonstrou capacidade para fornecer o líquido potável com percentuais de minerais insalubres bem abaixo dos exigidos pela legislação do Brasil.

O gerente de implantação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Fiat Chrysler, Egon Daxbacher, mostrou as atividades desenvolvidas pela empresa.  Instalado em Pernambuco e com um total de R$ 140 milhões de investimento, o Centro de Pesquisa pretende gerar 500 empregos nos próximos anos. “Criamos novos sistemas e soluções para os automóveis produzidos pela companhia em todo o mundo. São softwares que visam maior eficiência energética, redução do consumo de combustível e da emissão de gases”, explicou Daxbacher.

Fonte: CERNE Press

 

 

 

 

 

Fórum Estadual de Energia lota auditório e discute os rumos do setor energético no RN

Nesta quarta-feira, 26 de outubro, o auditório do IFRN Natal-Central esteve lotado com a presença de autoridades, especialistas, empresários, pesquisadores e estudantes durante o 4° Fórum Estadual de Energia do Rio Grande do Norte (FEERN 2016).

Além de ser o momento para apresentar a sociedade o panorama do setor energético estadual, o FEERN este ano trouxe como novidade temas envolvendo o futuro da energia e as tendências em pesquisa, tecnologia e inovação.

Foto: CERNE/Divulgação

Foto: CERNE/Divulgação

O reitor do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN), Wyllys Farkatt Tabosa, deu as boas vindas aos integrantes da mesa de abertura e o público presente: “Este é um momento histórico para a nós e estamos honrados em receber um evento que vai debater de forma técnica, cientifica e propositiva a preocupação com a sustentabilidade ambiental”.

O Secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, Flávio Azevedo, destacou a atividade acadêmica são o elo de desenvolvimento com investidores e “formam uma cadeia produtiva de excelência”. Azevedo afirmou que, só pela iniciativa privada, foram investidos cerca de 12 bilhões de reais em energias renováveis no Rio Grande do Norte.

Para a Consulesa de Política e Economia do Consulado Geral dos EUA no Brasil, Paloma Gonzales, discutir sobre energias renováveis com o Brasil é de grande interesse para o governo americano. “Nós lançamos a Climate Partners (Parceiros Climáticos) por que acreditamos que a energia renovável está atrelada as mudanças climáticas e esta iniciativa também possibilita a troca de conhecimento e formação de parcerias entre os países, como acontece aqui no Brasil”, explicou a Consulesa.

Jean-Paul Prates, presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), disse que o Fórum Estadual de Energia é a momento em que a sociedade pode discutir os desafios e perspectivas do setor energético. Prates pontuou a necessidade do Estado não perder o protagonismo que conquistou no setor energético.

Participaram da mesa de abertura o Vice-Presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte, Sérgio Azevedo, o Presidente da CHESF, José Carlos de Miranda, o Presidente Executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, o Diretor da ABEEÓLICA, Sandro Yamamoto, a Diretora Executiva do CTGás-ER, Cândida Amália, o superintendente comercial da COSERN, Walmary Nunes, e o Gerente da Incubadora inPACTA da UFRN, professor Efraim Pantaleón.

O FEERN é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) em parceria com o Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (SEERN)​. Esta quarta edição conta também com o apoio do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Fonte: CERNE Press

 

 

 

 

Entidades nacionais traçam futuro do setor energético durante Fórum Estadual de Energia do RN

O panorama da energia eólica no Brasil foi apresentado pelo Diretor Técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Sandro Yamamoto. Segundo ele, o setor necessita de contratação de energia de reserva, por questões de segurança energética: “Para garantir o suprimento de energia em um cenário de retomada do crescimento é necessária a contratação de pelo menos 1,9 gigawatts médios nos Leilões de Reserva (LER)”, afirmou Yamamoto.

Sandro Yamamoto (Abeeólica). (Foto: CERNE)

Sandro Yamamoto (Abeeólica). (Foto: CERNE)

Já o Greenpeace, representado pela Coordenadora da Campanha de Energias Renováveis, Bárbara Rubim, mostrou que o Brasil pode chegar em 2050 com matriz 100% renovável. Para ela, é necessário repensar o consumo de energia nos diversos setores econômicos.

Bárbara Rubim (Greenpeace). (Foto: CERNE)

Bárbara Rubim (Greenpeace). (Foto: CERNE)

“Com medidas de eficiência energética em todos os setores é possível reduzir a demanda de energia do país em 47% até 2050. O setor de transportes, por exemplo, há uma redução do consumo pela própria eficiência dos motores utilizados”. Bárbara ainda mostrou que a transferência modal, com uso de ferrovias no lugar de rodovias, gera mais resultados na diminuição do consumo.

Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), elencou os desafios enfrentados pelo setor fotovoltaico, que a cada ano cresce timidamente e hoje possui cerca de 5 mil sistemas instalados em todo o Brasil.

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Entre as dificuldades estão às altas cargas tributárias sobre equipamentos e maquinários da cadeia produtiva, inviabilizando investimentos milionários no setor fotovoltaico. Como solução, Sauaia propôs o desenvolvimento de uma política industrial que viabilize a fabricação de equipamentos solares no país.

O Fórum Estadual de Energia do RN (FEERN) é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) em parceria com o Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (SEERN)​. Esta quarta edição conta também com o apoio do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Fonte: CERNE Press

 

 

 

 

 

“Até 2050, desafio será a integração”, afirma especialista americano no 4º Fórum Estadual de Energia do RN

O membro da Comissão de Energia do Estado da Califórnia, Andrew McAllister, veio a Natal para falar sobre a nova era da energia renovável e o futuro do setor no mundo. O especialista norte-americano mostrou, durante o 4º Fórum Estadual de Energia do Rio Grande do Norte (FEERN), que a Califórnia tem muitas características em comum com o Nordeste brasileiro quando o assunto é energias renováveis.

Segundo McAllister, o estado americano é considerado uma referência em tecnologia e gestão da geração de energia solar. “A Califórnia tem a maior usina fotovoltaica do mundo e que pode gerar até 392 megawatts de energia”. Esse número é suficiente para abastecer cerca de 140 mil casas.

“Já investimos 30 milhões de dólares em pesquisas na área de energia limpa. Precisamos pensar soluções a partir do uso de energia solar, eólica, de biomassa, entre outras fontes da matriz energética”, pontuou.

O principal desafio do mercado energético no mundo até 2050, de acordo com o especialista, será a integração das matrizes e sistemas de geração, visando utilizá-las da forma mais eficiente possível. “Por exemplo, podemos agregar o uso das energias alternativas como principal fonte geradora em horários de pico e, assim, otimizar ainda mais o consumo eficiente e sustentável”.

Fonte: CERNE Press

Especialista americano debate o futuro da energia em Natal

Membro da Comissão Energética da Califórnia apresenta palestra sobre a nova era das energias renováveis durante o 4º FEERN – Fórum Estadual de Energia do Rio Grande do Norte.
A nova era da energia renovável será o destaque do 4º Fórum Estadual de Energia do Rio Grande do Norte (FEERN 2016) que acontece na próxima quarta-feira, 26 de outubro, no auditório principal do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), Campus Natal-Central.
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Andrew McAllister

Além da presença confirmada de  representantes de instituições nacionais como Associação Brasileira de Energia Eólica, Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, empresas como a Fiat Chrysler e CHESF,  entre outras, esta edição vai contar com a ilustre presença do especialista em energia e Membro da Comissão Energética do Estado da Califórnia, Andrew McAllister. Ele vai trazer a visão do mercado internacional sobre o futuro do setor energético no nordeste brasileiro.

4º FEERN

O 4ºFórum Estadual de Energia do RN – FEERN tem como principal proposta ser um espaço de discussão sobre os avanços do setor energético e as atividades em curso em todo o estado durante o ano. Autoridades, empresários e pesquisadores reúnem-se para debater os desafios e resultados obtidos em cada área, com o objetivo de apresentar ao público um balanço completo anual  e exclusivo do setor energético.

O evento é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) em parceria com o Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN). Esta quarta edição também conta com o apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). A entrada é gratuita, para mais informações e a programação completa, acesse: www.feern.com.br.

Andrew McAllister

Engenheiro de formação, é Mestre e Doutor em Recursos Energéticos pela Universidade de Berkeley. Com mais de 20 anos de experiência técnica, programática e política nas áreas de gestão, eficiência e geração de energia renovável, McAllister já trabalhou junto aos setores elétricos de países da América Central e do Sul, no Sudeste Asiático e na África em uma variedade de projetos na área de gestão energética, geração e planejamento de serviços públicos de distribuição de energia.

Fonte: CERNE Press

Eólica: País estará entre 5 maiores produtores

Até 2020, o Brasil deverá dobrar sua capacidade de geração eólica, ficando entre os 5 maiores produtores do mundo. O País iniciou 2016 como o 10º maior produtor, e deve encerrar o ano na 8ª posição. A expectativa do setor é de que em pouco mais de três anos as usinas eólicas passem dos atuais 10GW de capacidade instalada para 20GW. E, dentro dessa previsão, o estado do Ceará, em particular, e a região Nordeste, como um todo, atuarão como protagonistas desse crescimento.

Hoje, a capacidade eólica brasileira, com 395 usinas, corresponde a 6,5% da capacidade total do País, atrás da hidrelétrica (61%) e termelétrica (27,5%), segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). E só novos empreendimentos já contratados, em construção (132) e com construção não iniciada (225) irão adicionar mais 8,2 GW de capacidade instalada ao sistema elétrico do País.

“Temos o quarto maior crescimento anual (em geração eólica) do mundo. E mesmo quando toda a economia está decrescendo, a indústria eólica está em crescimento”, disse Lauro Fiúza, presidente do Conselho da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), durante o Power Future Symposium – 1º Simpósio Brasileiro Sobre o Futuro da Energia, realizado ontem, em Fortaleza. “A energia eólica é complementar à matriz hídrica”, afirmou Fiúza.

No último domingo, por exemplo, as usinas eólicas foram responsáveis por 10% da produção de energia elétrica do País, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), enquanto as hidrelétricas responderam por 68% e as térmicas por 21%. “O Nordeste terá um peso muito importante nesse crescimento. Hoje, nós não estamos utilizando nem um terço do nosso potencial eólico”, disse Jean-Paul Prates, diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, entidade que promoveu o evento.

“O mais difícil nesse processo era a curva de aprendizado, e isso a gente já superou”, afirmou Prates. “Temos tecnologia, pessoal qualificado, e mostramos que há viabilidade”. O Nordeste é responsável por 80% da capacidade instalada de geração eólica do País. Rio Grande do Norte (3,0GW), Bahia (1,7GW) e Ceará (1,5GW) respondem por 65% da capacidade brasileira.

Energia solar

Com uma participação ainda pequena na produção energética do País (0,02% da capacidade instalada) a geração solar é uma das grandes apostas no segmento de energias renováveis no País. E a integração de parques solares com os empreendimentos eólicos já existentes pode alavancar a geração fotovoltaica, uma vez que poderia haver o aproveitamento da infraestrutura e de linhas de transmissão, por exemplo.

“Assim como a eólica, a energia solar também será uma energia complementar”, diz Fiúza. “E nós já estamos trabalhando para ter os parques de solar dentro das eólicas, diminuindo os custos fixos e os custos de instalação. Temos muito espaço e tenho certeza de que iremos crescer muito nisso”, ele diz.

Convidado especial do simpósio, Andrew McAllister, membro da Comissão Energética do Estado da Califórnia (EUA), falou do desenvolvimento das energias solar e eólica no estado americano enfatizando as semelhanças climáticas com o nordeste brasileiro. Para ele, entre os maiores desafios da geração limpa é melhorar a eficiência energética e reduzir os custos de geração. “A eficiência energética é o ponto crítico, tanto em edificações residenciais ou comerciais como na indústria. Mas com relação aos mercados, o custo das energias limpas está caindo consideravelmente. O custo da eólica já está muito baixo e o da fotovoltaica vem caindo bastante”.

Futuro

Para o coordenador do Núcleo de Energia da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Jurandir Picanço, “o futuro da energia solar está apenas se iniciando. A energia solar é o futuro da nossa energia”, ele acredita. Segundo Picanço, no entanto, para que os investimentos sejam atrativos é preciso reduzir os custos de produção do MW.

Fonte: Bruno Cabral | Diário do Nordeste