IFRN ultrapassa 1MWp em geração solar fotovoltaica

Na tarde do dia 31 de agosto, entrou em operação o minigerador fotovoltaico do Campus Caicó. Com potência instalada de 114 kWp, o gerador é composto de 440 painéis de 260 Wp, além de 4 inversores trifásicos de 25 kW. Os painéis, responsáveis pela conversão da luz solar em eletricidade, foram instalados sobre área de estacionamento, cobrindo cerca de 708 m².

Estima-se que produzirá cerca de 171,6 MWh anuais, o que representa 41% do total de energia elétrica consumida noCampus nos últimos 12 meses. Em termos monetários, haverá redução de quase R$ 55 mil na despesa anual da unidade. O benefício para o meio ambiente será evitar a emissão de 22 toneladas de CO2 na atmosfera, o que ocorreria caso toda a energia fornecida pelo gerador fotovoltaico fosse fornecido pelo sistema elétrico convencional.

“Com entrada desse gerador, o IFRN ultrapassou a marca de 1 MWp fotovoltaico em funcionamento”, comentou Franclin Róbias, engenheiro eletricista do Instituto. Segundo registros da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), atualmente no RN apenas a Usina Solar Alto do Rodrigues tem capacidade instalada superior. O Brasil tem apenas 8 usinas fotovoltaicas com capacidade entre 1MWp e 10 MWp. As maiores em operação no país são as usinas Fontes Solar I e II, com 5 MWp, cada.

Agora o Instituto tem 10 geradores fotovoltaicos distribuídos em suas unidades: Reitoria e, além do Campus Caicó, os campi Currais Novos; Canguaretama; Ceará-Mirim; São Paulo do Potengi; Parelhas; São Gonçalo; Pau dos Ferros e João Câmara. O gerador do Campus Lajes aguarda a conclusão dos trâmites finais junto à COSERN para autorizar o funcionamento.

A Instituição está realizando a aquisição de mais 3 geradores para os Campi Mossoró, Santa Cruz e Natal- Zona Norte. Uma licitação para contemplar as unidades Apodi, Cidade Alta, Ipanguaçu, Macau, Nova Cruz e Parnamirim está em andamento. A meta atual é cobrir com fonte renovável pelo menos 30% do consumo de energia elétrica de cada unidade do IFRN.

Energia solar no IFRN

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) foi a primeira instituição pública do Estado a aderir ao sistema de compensação de energia regulamentado pela Resolução Normativa 482/2012 da ANEEL. Conforme a REN 482/2012, um consumidor de energia elétrica que instale pequenos geradores em sua casa, condomínio ou empresa (como, por exemplo, painéis solares fotovoltaicos e pequenas turbinas eólicas) pode utilizar a energia gerada para abater o consumo de energia elétrica da unidade. Quando a geração for maior que o consumo, o saldo positivo de energia poderá ser creditado na fatura dos meses seguintes.

Fonte: Comunicação IFRN

Governo refaz lista de projetos que vão para leilão de transmissão

O governo federal vai rever a relação de projetos de transmissão de energia que serão incluídos no próximo leilão do tipo, adiado para outubro, conforme decisão desta terça-feira da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), afirmou o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo.

Segundo ele, o teto da receita anual permitida (RAP) determinada para os projetos também poderá ser revisto. “O leilão foi adiado porque precisava ter mais competitividade e estar mais aderente às necessidades do planejamento. Se colocarmos uma grande quantidade de lotes para serem licitados, e há poucos empreendedores no mercado, o mercado vai escolher, e não o governo”, afirmou Azevedo.

De acordo com ele, dentro do planejamento, o governo está “criando uma maneira de tornar os projetos mais competitivos”. “Estamos mexendo na RAP, dentro da metodologia aprovada por todos os órgãos de controle e regulação e estamos colocando no mercado”, disse o secretário a jornalistas, após participar da abertura do Brazil Wind Power, evento sobre energia eólica, no Rio de Janeiro.

Planejamento do setor

O governo federal está refazendo todo o planejamento do setor elétrico brasileiro, destacou Azevedo. Segundo ele, nesse sentido, busca-se identificar os empreendimentos de geração e transmissão que não deverão sair do papel e refazer as previsões de expansão dos dois segmentos para os próximos anos.

“Tem uns números que não são reais. Tem muita energia de papel que não necessariamente vai virar energia real. Estamos avaliando que empreendimentos são esses e identificando qual a real necessidade de mercado”, disse .

Questionado sobre o volume de energia que poderá ser contratada de projetos de fontes eólica e solar no leilão de energia de reserva (LER), marcado para dezembro, o secretário disse não poder informar números para não interferir na competitividade do leilão. Sobre se o pleito da indústria eólica de contratação de 2 gigawatts (GW) seria atendido, ele disse que “a sinalização mais positiva [do governo] é a manutenção desse leilão”. “Em um ambiente de crise, em que sobra energia, estamos mantendo ele [o leilão].”

A respeito do leilão da Celg Distribuição (Celg D), Azevedo admitiu que é possível rever o valor da empresa, para efeito de privatização. “Está sendo reaberto o ‘data room’. Com certeza os ativos vão ser avaliados e colocados de forma objetiva para os investidores avaliarem”.

“Agora efetivando o governo, vamos colocar em prática tudo o que estamos planejando. O planejamento é mais de restaurar a lógica econômica, fazer os empreendimentos acontecerem na lógica de mercado. Isso que vai acontecer de forma cada vez mais forte agora”, completou.

Fonte: Rodrigo Polito | Valor Econômico