Energia eólica já atinge 10 mil MW capacidade instalada no Brasil

Esta foi a fonte energética que mais cresceu em 2015 no país

Em que pese a crise econômica que atinge o país, os ventos continuam soprando forte. O Brasil atingiu, na semana passada, 10 mil megawatts (MW) de capacidade instalada de energia eólica. Para se ter uma ideia desse volume de energia, a usina hidrelétrica de Belo Monte terá 11 mil MW de capacidade instalada.

Essa energia toda está instalada em 400 parques e mais de 5.300 aerogeradores e outras 5.200 turbinas. a informação foi dada nesta terça-feira pela presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica), Élbia Melo, durante o Brazil Wind Power, no Rio de Janeiro.

— Muitas pás, muitas turbinas, R$ 50 bilhões de investimentos. Mas, em breve, já estaremos comemorando 20 mil MW, porque já estamos construindo mais ou menos 9.000 MW neste momento. Muito em breve a fonte eólica será a segunda fonte de energia da matriz elétrica nacional — destacou Élbia.

Com essa capacidade instalada, a energia eólica já representa 7% da matriz de energia elétrica do país. Segundo a Abeeólica, no ano passado, a energia eólica abasteceu mensalmente uma população equivalente a todo o sul do país e gerou 41 mil postos de trabalho.

Nos últimos anos os investimentos feitos pelas empresas da cadeia produtiva de energia eólica, já 80% nacionalizada, foi de R$ 48 bilhões. Nos últimos dias na Região Nordeste, onde o consumo total é de 9.711 MW médios, a geração de energia eólica, superior a 4.157 MW médios, já supera a geração de hidreletricidade, que é de 2.415 MW — o restante é energia térmica e transferências da Região Sudeste para a Nordeste.

Segundo a Abeeólica, de 1998 até hoje, já foram investidos cerca de R$ 60 bilhões. Em 2015, a energia eólica foi a fonte de energia que mais cresceu na matriz elétrica brasileira, responsável pela participação de 39,3% na expansão, seguida pela energia hidrelétrica (35,1%) e termelétrica (25,6%).

De acordo com Rita Burnay, especialista em renováveis em Portugal da consultoria canadense CGI, que está participando do evento, destacou que as fontes renováveis deverão manter uma taxa de crescimento entre 7% e 8% na Europa.

Mas a executiva disse que o maior crescimento dessas fontes, principalmente da eólica e da solar deverá acontecer agora no Brasil, na China e nos Estados Unidos.

— Acredito que a solar vai se desenvolver mais agora. Agora existem formas de conjugar a eólica com a solar , na qual a solar fica junto com a eólica podendo se fazer sinergia, aproveitando as infraestruturas que já estão lá pela eólica — destacou a executiva.

Rita afirma que já está se estudando a possibilidade de instalar placas fotovoltaicas nas regiões onde já estão instalados os parques eólicos na região do do Nordeste como em Fortaleza, onde já possuem infraestrutura das eólicas.

Ela lembrou que alguns países já começaram a pesquisar a possibilidade de construir uma bateria na qual pode ser carregada com o remanescente da energia produzida pela eólica. Com isso poderia se usar essa energia quando não tem vento.

Fonte: Ramona Ordoñez |O Globo

CERNE apoia debates sobre gestão de riscos do setor elétrico brasileiro

Projeções de cenários, ajustes regulatórios, modelos de gestão de riscos e derivativos de energia foram os assuntos debatidos durante o Energy Risk Management 2016 – Seminário de Gestão de Riscos do Setor Elétrico – realizado no último dia 23 de agosto em São Paulo.

Em sua quarta edição, o Energy Risk Management Conference reuniu empresas de geração, comercialização de energia e consumidores de diferentes portes para apresentar estratégias e oportunidades de contratação de energia no atual contexto regulatório e econômico.

Os participantes acompanharam as apresentações sobre o novo arranjo estrutural do setor elétrico e as perspectivas de ajustes regulatórios e de mercado para o setor elétrico brasileiro, além de detalhes sobre os contratos derivativos de energia.

O evento contou com apoio do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN). O Energy Risk Management 2016  é realizado pela Viex Americas.

Fonte: CERNE/SEERN Press

CERNE participa do Brazil Windpower 2016

O Diretor-presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, é o mediador do painel “Operadores do Sistema, Mercado e Empresa de Pesquisa Energética” durante a  7ª edição do Brazil WindPower O&M 2016.

O evento acontece no Rio de Janeiro hoje e amanhã (30/08 e 01/09) com as principais autoridades do setor eólico para debater o crescimento deste mercado, além de oferecer  oportunidades de negócio.

No painel, o Operador Nacional do Sistema (ONS), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentam as questões relevantes sobre a integração e operação de parques eólicos no Sistema Interligado Nacional, modelagem de ativos para comercialização de energia elétrica, medição para faturamento de energia, SCDE e medições anemométricas para estudos energéticos.

A feira Brazil Windpower O&M está nesta edição de 2016 integrada à feira geral do evento e tem programação própria de palestras sobre os desafios de operação e manutenção.

Fonte: CERNE Press

 

 

 

Viabilização de veículos elétricos e híbridos no Brasil é tema de conferência

Nos próximos dias 01 e 02 de setembro em SP, acontece a Conferência Latino-Americana de Veículos Elétricos. O evento será realizado em paralelo ao 12º Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias, que acontece entre os dias 1 e 3 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo (SP).

A Conferência promete amplo debate  sobre o tema, além do estímulo ao conhecimento compartilhado, com foco na redução dos custos de aprendizado, aceleração das inovações e destaques das vantagens competitivas na cadeia dos veículos híbridos e elétricos.

Composta por quatro painéis e 13 palestras a serem ministradas por especialistas do setor, a Conferência Latino-Americana de Veículos Elétricos inicia os trabalhos com a temática “Soluções e Incentivos para o Transporte Elétrico nas Grandes Cidades”, oferecendo uma visão geral de como viabilizar projetos com impacto real na redução de emissão de CO2.

No conteúdo, a viabilização de projetos de sharing impulsionados pela adoção dos veículos elétricos e compartilhados no sistema de transporte urbano, além da visão das propostas para integração dos Veículos Elétricos (VEs) e Veículos Híbridos e Elétricos (HEVs) nos programas de mobilidade. O Secretário dos Transportes de SP, Jilmar Tatto, é presença confirmada e vai levar a sua experiência com o transporte alternativo nas grandes cidades ao público presente.

No Painel “Politicas públicas para redução de emissão de CO2 nos centros urbanos”, o presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Guggisberg, apresenta o projeto Mobilidade Urbana Verde (MUV), a ser lançado também durante o evento. Esta iniciativa, por sua vez, visa a redução de emissão de CO2 nos centros urbanos.

O projeto de politicas públicas para a redução de CO2 no transporte coletivo também será fomentado durante o evento pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), além disso, a Conferência prevê uma visão sobre os Desafios para adoção de VEs nas grandes centros urbanos.

“O mercado de energia elétrica e o desenvolvimento do setor de Veículos Elétricos” será tema do Painel que abre os debates no dia 02, com presença confirmada do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), da Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE) e do Ministério de Minas e Energia.

“Dentro desta temática, queremos debater sobre o desenvolvimento do mercado automotivo de VEs e HVEs, as perspectivas para o mercado de energia, os principais desafios da infraestrutura de recarga no Brasil, além de políticas para a distribuição de energia”, diz Guggisberg.

Na Conferência Latino-americana de Veículos Elétricos, o Painel 4, “O Mercado de Energia Elétrica e o Desenvolvimento do Setor de Veículos Elétricos”, contará com palestras da Itaipu, Toyota e AVL/BR sobre a viabilização dos VEs no mercado nacional.

Fonte: Divulgação/ABVE

Aneel libera funcionamento de eólicas no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou a entrada em operação comercial de três turbinas de 2.100kW do parque eólico São Domingos, instalado no município de São Miguel do Gostoso. O parque é composto por 12 aerogeradores e a liberação para funcionamento somará 6.300 kW em potência instalada.

Também entrou em operação comercial um aerogerador de 2.100kW do parque  Ventos de São Benedito, instalado no mesmo município. Os dois empreendimentos são de propriedade da CPFL Renováveis.

Com estes novos aerogeradores em funcionamento, o Rio Grande do Norte fica cerca de 45MW para a quebra dos 3GW em potência eólica instalada.

 

Fonte: CERNE Press

Produção de gás natural no Brasil atinge recorde histórico de 103,5 milhões m³/dia

Segundo o Boletim de Acompanhamento da Indústria e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, a produção de gás natural, no mês de junho, atingiu o recorde histórico com a marca de 103,5 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um aumento de 3,6% na comparação com o mês anterior e de 8,3% em relação ao mesmo mês de 2015. No mesmo período, a demanda total no mês aumentou 8%, fechando em 78,3 milhões de m³/dia, enquanto a oferta nacional permaneceu estável e acima de 50 milhões de m³/dia.

O desenvolvimento do mercado brasileiro de gás natural é uma das prioridades do MME, que prevê através do “Gás para Crescer”, medidas efetivas de aprimoramento das normas do setor visando um mercado com diversidades de agentes, competitividade e que contribua para o crescimento do país.

O mês de junho também registrou bons números na matriz de oferta interna de energia elétrica brasileira, com predominância para energias renováveis que representam quase 83% da matriz. Entre as fontes, a hidráulica é que mais se destaca com 69,8% de participação, seguida por biomassa com 8,6% e eólica com 4,5%. A estimativa para 2016 é que as renováveis venham a contribuir com 43,6%, indicador superior aos 41,2% verificados em 2015.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

Leilão de contrato de energia para 2019 será cancelado, diz ministério

O Ministério de Minas e Energia (MME) vai cancelar o leilão do tipo “A-3”, que negocia contratos para início de fornecimento em três anos (2019), previsto para este segundo semestre. A pasta não informou o motivo, mas tudo indica que o cancelamento do certame será motivado pela falta de demanda das distribuidoras.

“O leilão A-3, previsto para este ano conforme a portaria número 389/2016 deverá ser cancelado com a publicação de um ato do ministro”, informou o MME em nota ao Valor.

Caso o A-3 seja de fato cancelado, o governo deverá realizar apenas dois leilões de energia de reserva (LER) no segundo semestre. O primeiro está marcado para 23 de setembro e negociará contratos de projetos de pequenas e micro hidrelétricas. O segundo, previsto para 16 de dezembro, incluirá projetos de energia eólica e solar.

Ainda com relação ao cenário de sobrecontratação das distribuidoras, o MME também pretende abrir oportunidade para que os investidores donos de projetos contratados nos leilões de energia de reserva já realizados possam pedir o cancelamento dos contratos, mediante punições legais contratuais.

“Com o objetivo de beneficiar os consumidores do país em um cenário de sobrecontratação e alinhar cada vez mais os dados teóricos com a realidade física da energia no país, será aberta a oportunidade de que os empreendedores que desejarem, das mais diversas fontes contratadas em leilões de reserva, possam pedir a descontratação voluntária dessa energia, mediante punições legais contratuais”, completou o MME.

De acordo com a pasta, os mecanismos e detalhes para o cancelamento dos contratos dos leilões de reserva ainda estão em estudo e serão analisados entre os diversos órgãos, nas suas competências. Na prática, a questão das punições será tratada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Fonte: Rodrigo Polito | Valor Econômico

Contratos de energia solar no Brasil poderão ser ampliados para 30 anos

O secretário de Planejamento e Política Energética do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo, afirmou nesta terça-feira, 23 de agosto, que o governo estuda ampliar de 20 para 30 anos os prazos dos contratos de fonte solar. O anúncio feito durante a Intersolar, em São Paulo, foi bem recebido pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Segundo Rodrigo Lopes Sauaia, presidente executivo da entidade, essa mudança vai tornar a energia solar mais competitiva, reduzindo o preço médio de contratação da energia nos leilões e melhorando o retorno sobre o investimento.

Isso seria possível, explicou Sauaia, porque o financiamento do BNDES poderia ser alongado de 16 para 20 anos. “Isso ajuda a reduzir os custos financeiros”, disse. O segundo ponto é que um contrato mais longo permite que o empreendedor oferte energia a um preço menor no leilão e, de quebra, melhore o retorno sobre os empreendimentos. “Por conta desde dois fatores, a mudança de prazo é um sinal muito positivo…É uma mudança muito objetiva, um aprimoramento fácil de ser realizado”, avaliou Sauaia.

MME estuda desonerar cadeia tributária da indústria solar

O Ministério de Minas e Energia está elaborando uma proposta de desoneração tributária que pode acelerar o desenvolvimento da indústria fotovoltaica no Brasil. Hoje a tributação que incide sobre os insumos e maquinários produzidos no país faz que com o painel solar nacional seja até 30% mais caro que o produto acabado importado, desestimulando a produção local e a vinda de novas empresas.

Segundo o secretário de Planejamento e Política Energética do MME, Eduardo Azevedo, estão em estudo duas propostas: ou incluir os insumos e maquinários do setor fotovoltaico no atual Padis ou criar um segundo Padis específico para o setor solar. A ideia é que a desoneração seja implementada ainda este ano. “Sabemos que quando se mexe com arrecadação, mesmo que ainda não esteja acontecendo, isso é algo que tem que ser visto com calma”, ponderou o representante do governo, que falou com jornalistas nesta terça-feira, 23 de agosto, em São Paulo.

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis) é um conjunto de incentivos federais estabelecidos com o objetivo de contribuir para a atração de investimento e ampliação da cadeia existente. O Padis trabalha redução da alíquota de IPI, PIS e Cofins sobre insumos produtivos e maquinários, e na redução de imposto de renda da pessoa jurídica.

Hoje o governo brasileiro tem o desafio de atrair a indústria fotovoltaica para o país. O primeiro passo já foi dado com a realização de leilões regulares para a contratação da fonte. Para que os projetos saiam do papel, contudo, são necessárias fontes de financiamento. O BNDES exige para a liberação de recursos que o empreendedor compre equipamentos nacionais. Ocorre que, por conta da carga tributária, o equipamento nacional não tem competitividade para disputar com o importado. Reflexo disso é o aumento das importações desses produtos e o atraso na instalação da indústria solar brasileira.

O presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Lopes Sauaia, explicou que 90% dos custos de uma indústria solar são gastos com os insumos produtivos. “Se o seu insumo produtivo é tributado, a sua competitividade é afetada pela vida útil da fábrica e isso vai ser refletido no preço final dos equipamentos. Esse ajuste é fundamental para trazer a competitividade para os fabricantes [nacionais], principalmente porque o Brasil está inserido num mundo cada vez mais globalizado, em que a fabricação vai ter uma competição recorrente [de fora].”

Azevedo disse que o ministério também trabalha em outras frentes para trazer “isonomia tributária” para o setor fotovoltaico na compra dos equipamentos. De acordo com Sauaia, essa medida adicional poderia reduzir em mais 10% o custo de compra dos módulos, que somada a redução de 30% esperada pelo Padis, colocaria o equipamento nacional em condições de competir com o importado, desenvolvendo a indústria local e criando empregos de qualidade.

Fonte: Canal Energia | Wagner Freire

Governo adia leilão de linhas de transmissão de energia para rever condições

O Governo Federal resolveu adiar e rever as condições do leilão para a concessão de linhas de transmissão de energia elétrica agendado para 2 de setembro, que tinha como objetivo atrair R$ 12,6 bilhões em investimentos, afirmaram à Reuters duas fontes com conhecimento direto do assunto na segunda-feira (22).

De acordo com as informações, havia temor no Ministério de Minas e Energia de que se repetisse no certame o fracasso da tentativa de licitação da distribuidora Celg-D, da Eletrobras, cuja privatização foi desmarcada na semana passada devido à total falta de interesse do mercado.

A pasta entendeu que o leilão envolveria muitos lotes e que talvez seja necessário elevar a receita oferecida para ter participantes, disse a fonte, sob a condição de anonimato.

A definição de uma nova data para o leilão dependerá de uma conversa do MME com o Tribunal de Contas da União (TCU), assim como uma eventual mudança nas receitas do certame.

“O Ministério entende que a quantidade de lotes era muito grande e que não haveria competição suficiente…a ideia é aumentar o preço e reduzir os lotes para ter mais competição”, disse a fonte.

Os últimos leilões de transmissão têm registrado expressivo número de lotes vazios, ou seja, que não recebem ofertas, em meio à recessão, à elevada taxa de juros, à falta de crédito e a críticas de empresas quanto a riscos ambientais no setor.

O MME e a Agência Nacional de Energia Elétrica não responderam imediatamente a pedidos de comentários.

Fonte: Folha de São Paulo com informações da Reuters

Ceará tem 24 parques eólicos em construção

O Ceará detém 24 parques eólicos em construção atualmente, com uma potência de 563,13 megawatts (MW). O número de empreendimentos em obras representa um crescimento de quase 49% em relação aos 49 parques já existentes (somando 73 unidades), e um aumento de 41,6% frente ao potencial de 1,35 GW em operação hoje no Estado (somando 1,91 GW).

De acordo com o Centro de Estratégias em Recursos Naturais & Energia (Cerne), com 2,67 GW, o Ceará é o estado brasileiro com a terceira maior capacidade total de potência, contando com os parques em operação, construção, contratados e vencedores de leilão. Bahia e Rio Grande do Norte aparecem nas primeira e segunda colocações, com 5,39 GW e 4,93 GW, respectivamente.

Além dos 49 parques eólicos em operação e dos outros 24 em construção, o Ceará também conta com mais 34 empreendimentos contratados, capazes de gerar 739,20 MW. Há, ainda, um projeto vencedor de leilão mas que ainda não foi contratado, com capacidade de gerar 18,90 MW.

Atualmente, segundo o Cerne, o Rio Grande do Norte é o estado com a maior capacidade total de potência instalada em operação (2,90 GW), seguido da Bahia (1,75 GW) e do Ceará (1,35 GW).

A Bahia, porém, vem se destacando frente ao Rio Grande do Norte quando são levados em consideração a capacidade total de potência em construção (901,50 MW contra 800,20 MW) e contratada (2,74 GW contra 1,06 GW).

O Brasil está com uma capacidade eólica instalada acumulada em 9,04 GW neste ano. Em relação a 2015, que fechou em 7,67 GW, o número representa um salto de 17,7%.

Já a capacidade eólica adicionada no País, em 2016, está em 1,36 GW. Na comparação com os 2,65 GW observados no fim de 2015, o total significa uma retração de 48,5%. Conforme o Cerne, em 2015, o Brasil foi o quarto país com maior capacidade eólica instalada acumulada (MW), responsável por 5,8% do total. Os três primeiros colocados foram China (33,6%), Estados Unidos (17,2%) e Alemanha (10,4%).

No que diz respeito à capacidade de energia eólica adicionada (MW) no ano passado, o Brasil também ficou com a quarta colocação do ranking mundial (4,4%), atrás da China (48,4%), Estados Unidos (13,6%) e Alemanha (9,5%).

Empregos

Conforme o Diário do Nordeste noticiou no último mês de junho, o setor de geração eólica deverá criar mais de 15 mil empregos no Ceará até 2019, tendo em vista contratos já assumidos.

O Estado oferece cerca de 23 mil postos de trabalho (diretos e indiretos). De acordo com dados de junho de 2016 da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), a expectativa é que, até 2019, cada MW de potência seja responsável por 15 empregos em toda a cadeia produtiva.

Brasil

Em todo o País, o setor gera hoje 145 mil empregos, dos quais 41 mil foram criados apenas no ano passado. E até 2019, a expectativa é de que a cadeia produtiva do setor eólico passe a gerar 277 mil empregos.Em 2015, segundo dados da Abeeólica, a energia eólica foi responsável por 39,3% da expansão da matriz elétrica brasileira, ficando à frente da energia hidrelétrica (35,1%), principal matriz do País, e da energia termelétrica (25,6%).

infoenergia

Fonte: Diário do Nordeste

Comissão da Câmara aprova contratação adicional de energia solar

Regra irá valer para a região Nordeste, e energia será adquirida através de leilão

A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 612/15, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), que permite que as concessionárias de energia elétrica contratem, anualmente, por um período de cinco anos, no mínimo, 200 MW médios de capacidade adicional de geração.

Pelo texto, a energia deve ser produzida por centrais geradoras que utilizem a fonte solar e sejam instaladas na região Nordeste. A proposição estabelece que contratações sejam realizadas por meio de licitações, na modalidade de leilão, sendo o critério de escolha dos empreendimentos o menor preço oferecido por unidade de energia produzida. A proposta prevê ainda que os contratos terão prazo de vigência de vinte anos, contados da data neles estabelecida para o início da operação comercial dos empreendimentos de geração.

O relator na comissão, deputado Cacá Leão (PP-BA), defendeu medidas que barateiem e incentivem a produção de energia de fontes alternativas. “A energia solar é uma das soluções para a crise energética brasileira e encontra condições favoráveis para ser parte importante da matriz energética no Brasil”, afirmou.

Leão acrescentou que o incremento pretendido de 200 MW médios de capacidade adicional de geração anual será suficiente para abastecer cerca de 40.000 residências e evitará a emissão de 350.000 toneladas de gás carbônico por ano. “Além disso, a proposta induzirá o desenvolvimento econômico da região Nordeste do Brasil”, destacou.

Fonte: Agência Câmara

Cana amplia sua participação como fonte renovável no Brasil

Em 2015, a participação da biomassa da cana-de-açúcar na matriz energética nacional foi de 16,9% contra 15,7% do ano anterior, segundo o último Balanço Energético Nacional (BEN 2016 – ano base 2015), divulgado em junho pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Esse é o melhor resultado desde 2009, quando esse percentual atingiu 18,1%.

O diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, ressalta que pelo 8º ano consecutivo a cana e seus subprodutos lideram o ranking das fontes renováveis usadas no Brasil, ficando à frente das hidrelétricas (11,3%); lenha e carvão vegetal (8,2%); solar, eólica e outras fontes alternativas (4,7%).

“Analisando os dados históricos publicados pela EPE desde 1970, observa-se que a biomassa da cana alternou o posto de 1º lugar entre as fontes limpas com a hidroeletricidade. Assumiu a hegemonia a partir de 2007, e hoje já representa 40% da oferta interna de energias limpas”, comenta o executivo.

Se considerado as fontes fósseis, os canaviais ficaram atrás apenas do setor de petróleo e derivados, responsável por 37,3% da matriz nacional no último ano. Os renováveis, especificamente, responderam por 41,2% do volume de energia ofertado internamente em 2015, índice entre os mais altos do mundo.

No setor de transportes, a participação dos renováveis evoluiu de 18% em 2014 para 21% no ano passado, em virtude do crescimento na produção e no consumo de etanol associado ao recuo na comercialização de gasolina. Em 2015, o bagaço de cana representou 11% e o etanol 6,1% do consumo total de energia no Brasil.

Bagaço e palha

No mercado de energia elétrica, o levantamento da EPE informa uma redução geral de 1,3% na oferta interna em comparação com 2014. Apesar do decréscimo da hidroeletricidade, que pelo quarto ano seguido apresentou condições desfavoráveis, a presença de outras fontes renováveis na matriz elétrica nacional avançou de 74,6% em 2014 para 75,5% em 2015.

Este cenário tem como principais fatores a queda de 18,6% na geração térmica à base de derivados de petróleo, e ao incremento das gerações à biomassa (bioeletricidade sucroenergética) e eólica, que cresceram 5,4% (de 44.987 GWh para 47.395 GWh) e 77,1% (de 12.210 GWh para 21.625 GWh), respectivamente. O dado referente à biomassa inclui, além do bagaço e palha de cana-de-açúcar, lixívia, lenha, outras fontes primárias e a parcela destinada ao autoconsumo nas usinas.

Segundo informa a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), com relação específica à oferta de bioeletricidade sucroenergética para a rede em 2015, o volume total foi de 20.169 GWh, um crescimento de 4% em relação ao ano de 2014.

“Esta oferta de energia renovável para o sistema representou o equivalente a poupar 14% da água nos reservatórios do submercado Sudeste/Centro-Oeste, justamente porque esta geração pelas unidades produtoras de cana ocorre em uma época crítica para o setor elétrico, que sofre com o período seco do ano que coincide com a colheita canavieira na região Centro-Sul do País”, conclui Antonio de Padua.

Para acessar o Balanço Energético Nacional (BEN 2016 – ano base 2015) da EPE clique aqui.

Fonte: Notícias Agrícolas

BMW I3 é incorporada à frota de veículos elétricos da CPFL Energia

Agora, o BMW i3 faz parte da frota de veículos elétricos da CPFL Energia, empresa pertencente ao setor elétrico brasileiro. Contando com esta nova aquisição, a companhia tem 16 carros elétricos que são usados para o desenvolvimento de pesquisas e estudos de seu Programa de Mobilidade Elétrica, o P&D Emotive.

Dentre seus objetivos, o BMW i3 deve ser utilizado em testes de recarregamento de carros elétricos em corrente contínua. Isso porque, diferente dos outros carros da frota, o modelo da BMW usa uma tecnologia de plug que dispensa o uso de inversor para que a corrente elétrica alternada seja convertida para contínua. Ou seja, em seu caso, o processo de recarregamento é mais rápido.

Esta tecnologia diferenciada da BMW, que recebe o nome de CCS tipo 2, também permite que a recarga seja feita em eletropostos que só operam em corrente alternada. E estes, coincidentemente ou não, são a maioria da infraestrutura de recarga implantada pela CPFL Energia. Atualmente, a companhia tem seis eletropostos em Campinas e um em Jundiaí, no estado de São Paulo.

Em nota, a CPFL Energia explica que, com a adição do i3 em sua frota, espera entender melhor a percepção que o cliente tem da experiência de dirigir um carro elétrico. Além disso, a escolha deste modelo da BMW atende um critério de diversificação dos tipos de veículos testados no projeto. O P&D Emotive também trabalha com modelos como Renault Kangoo, Renault Fluence e BYD e6.

Além dos testes que realiza com os veículos, a CPFL Energia também empresta parte de sua frota para empresas e instituições parceiras como Natura, Unicamp e Hertz. Tudo isso para incentivar a expansão da mobilidade elétrica e apresentar seus benefícios. As empresas parceiras entram com uma contrapartida financeira para o desenvolvimento das atividades do projeto.

Dentre suas pesquisas, o P&D Emotive já coletou dados que comprovam que, com um veículo elétrico, a economia nos gastos com combustível chega a 84%, dependendo das tarifas de energia elétrica. E isso sem nem considerar a redução das despesas na manutenção com a ausência da troca de óleo e vela.

Fonte: Revista Autoesporte

50º Leilão de Biodiesel da ANP negocia 674,3 milhões de litros

No 50º Leilão de Biodiesel da ANP foram arrematados 674,3 milhões de litros de biodiesel, sendo 100% deste volume oriundo de produtores detentores do selo Combustível Social. Destes, 674,016 milhões de litros foram para mistura obrigatória. O preço médio foi de R$ 2,398/L, sem considerar a margem Petrobras, e o valor total negociado atingiu o patamar de R$ 1,62 bilhão, refletindo num deságio médio de 15,04%  quando comparado com o preço máximo de referência médio (R$ 2,823 /L).

A apresentação das ofertas de biodiesel ocorreu em um único dia (09/08), com 31 produtores disponibilizando um volume total de 757,180 milhões de litros, sendo 100% de produtores detentores do selo Combustível Social.

No primeiro dia de seleção das ofertas (11/08), foram arrematados 581,382 milhões de litros de biodiesel exclusivamente de produtores detentores de selo Combustível Social, em torno de 76,8% do total ofertado para todo o leilão.

No segundo dia de seleção das ofertas (12/08), foram arrematados 92,7 milhões de litros de biodiesel de produtores detentores ou não de selo Combustível Social, em torno de 12,25% do total ofertado no leilão.

A apresentação de ofertas de biodiesel para mistura voluntária ao óleo diesel e a seleção de ofertas pelos adquirentes para mistura voluntária ocorram no dia 15/08, onde foram disponibilizados 19,8 milhões de litros, sendo 100% de produtores detentores do selo Combustível Social. Este volume representa 24% do saldo total de oferta não vendida para fins de adição obrigatória. O preço médio ofertado foi de R$ 2,485/L, sem considerar a margem Petrobras. Foram negociados 300 mil de litros de biodiesel, representando 1,5% do total ofertado no leilão. O preço médio negociado foi de R$ 2,550/L, sem considerar a margem Petrobras, refletindo num deságio médio de 6,07% quando comparado com o preço máximo de referência médio (R$ 2,715/L).

Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender o disposto na Lei nº 13.033, publicada no DOU em 24/09/14, que estabelece em 7% o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B7), a partir de 01/11/14.

O 50º Leilão (L50) visa garantir o abastecimento de biodiesel no mercado nacional durante o período de 01 de setembro a 31 de outubro de 2016, conforme diretrizes das Portarias do Ministério de Minas e Energia nº 476, de 15/08/12, e nº 576, de 11/11/2015, e critérios estabelecidos no Edital de Leilão Público nº 004/16-ANP.Os volumes comercializados somente serão validados após homologação pela diretoria da ANP.

Fonte: ANP

No RN, Aneel libera funcionamento de 24MW em eólicas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou nesta quarta-feira (17), a entrada em operação comercial de oito aerogeradores do parque eólico Vila Amazonas V, somando 24.000 kW de potência instalada no Rio Grande do Norte. Localizada no município de Serra do Mel, a usina é de propriedade da empresa Voltalia.
“Estamos nos aproximando cada vez mais dos 3 GW de potência instalada no Estado. Até agora tudo está acontecendo como o esperado”, afirma o Diretor de Engenharia e Infraestrutura Elétrica do CERNE, Milton Pinto. “O próximo parque eólico a entrar em operação comercial  deve ser Vila Pará I, da Voltalia. Atualmente, estamos a pouco mais 50 MW para alcançarmos a marca dos 3 GW”, finaliza.
Fonte: CERNE Press