Maior complexo eólico de Pernambuco é inaugurado

A Casa dos Ventos inaugurou nesta segunda-feira, 30 de maio, o complexo eólico Ventos de São Clemente. Diretamente do Palácio do Campo das Princesas, em Recife, o governador Paulo Câmara fez o acionamento remoto de um dos 126 aerogeradores de São Clemente, localizado na região do Agreste Pernambucano. Com capacidade instalada de 216,1 MW, este é, atualmente, o maior complexo eólico em funcionamento no Estado.

O complexo Ventos de São Clemente é formado por oito parques eólicos, distribuídos entre os municípios de Caetés, Venturosa, Pedra e Capoeiras, a cerca de 250 km de Recife. No total, há 126 aerogeradores GE instalados, com capacidade de gerar energia suficiente para abastecer cerca de 550 mil casas. Ventos de São Clemente é o segundo complexo eólico inaugurado pela Casa dos Ventos em Pernambuco.

“São Clemente está sendo entregue com sete meses de antecedência ao cronograma de execução estipulado pelo leilão. Oficialmente, deveria entrar em operação em janeiro de 2017, mas devido à capacidade que a Casa dos Ventos tem desenvolvido, estamos conseguindo implantar grandes projetos eólicos em curto período. O projeto foi antecipado em 214 dias”, afirma Mário Araripe, presidente da Casa dos Ventos.

Fonte: Da Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção

Especialistas se reúnem em Brasília para debater inovação no setor elétrico

O Diretor Setorial Engenharia e Infraestrutura Elétrica do CERNE, Milton Pinto, participou, à convite do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), de uma reunião realizada na manhã desta terça-feira (31), em Brasília, com especialistas do setor elétrico brasileiro para debater a prospecção de CT&I no setor de energia elétrica.

Foto: Divulgação/CERNE

Foto: Divulgação/CERNE

O encontro integra o projeto “Prospecção Tecnológica em Energia Elétrica”, realizado pelo CGEE por demanda da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A iniciativa tem como objetivo construir roadmaps tecnológicos e estratégicos para a área por meio de uma série de reuniões com especialistas, representantes de órgãos governamentais, empresas e instituições de pesquisa.

As reuniões serão distribuídas entre cinco grandes grupos temáticos: geração, transmissão, distribuição, eficiência energética e economia de energia. Hoje foram tratados os assuntos a respeito do contexto nacional da PD&I na geração de energia elétrica via energia eólica e seus impactos sobre as questões ambiental, social, da CT&I (estrutura), produção científica, política e normas, bem como de mercado.

 

CGEE

É uma associação privada sem fins lucrativos, fundada em setembro de 2001, no âmbito da 2ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia. No encontro, em que se elegeu a inovação como tema crucial para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, 273 pesquisadores e especialistas, vinculados a aproximadamente 100 instituições de 22 estados, endossaram a proposta do então Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) de criar um órgão que subsidiasse a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e as decisões de longo prazo dos setores público e privado em temas relacionados. Em 2002, foi classificado como organização social, por meio do Decreto nº 4.078, de 9 de janeiro daquele ano.

Entre os trabalhos desenvolvidos pelo CGEE estão estudos que buscam identificar possibilidades futuras, definir estratégias e recomendações de longo prazo que possam auxiliar na formulação de políticas públicas para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no Brasil.

Fonte: CERNE Press com informações do CGEE

Diretores do CERNE participam de evento internacional sobre veículos elétricos

O Diretor-Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, e o Diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação, Olavo Oliveira, participam hoje (30) e amanhã, do I Congresso Internacional de Veículos Elétricos e Híbridos da FCA-UFRPE, realizado em Recife/PE.

O objetivo do Congresso é capacitar pesquisadores, professores e estudantes universitários em eletrificação. Ao ampliar os conhecimentos dessa área na região, o evento contribui para inserir o Nordeste em um debate que tem movimentado tanto os departamentos de inovação e engenharia avançada na indústria automotiva mundial, quanto o poder público e a sociedade civil.

A programação inclui, nos dois dias, oito palestras e uma mesa redonda de encerramento.

Fonte: CERNE Press

 

CERNE participa de lançamento de financiamento para energia solar

No Ceará e no Rio Grande do Norte, o CERNE participou do lançamento da linha de financiamento à micro e à minigeração distribuída de energia elétrica do Banco do Nordeste, o FNE Sol.

O evento foi realizado na sede da instituição financeira em Fortaleza nesta segunda-feira (30), com transmissão por meio de videoconferência para os demais estados da área de atuação do Banco. No RN participou o Coordenador de Capacitação e Eventos Setoriais, Hugo Fonseca e no CE o Diretor-gerente Bernardo Santana. Confira os detalhes do programa de financiamento em: http://www.bnb.gov.br/documents/50268/71513/Cartilha_BNB_microgeracao_2016.pdf/dc614dff-2f9a-4ca4-bdc4-42fb9fbc2f02

Fonte: CERNE Press

País não terá problemas no abastecimento de energia por três anos, diz ONS

O país vive um momento de mais tranquilidade do ponto de vista do abastecimento energético e a tendência é de que não venha a enfrentar problemas de falta de energia elétrica pelos próximos dois a três anos. A afirmação é do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, que participou na última segunda-feira (23) da abertura do seminário Desafios para a Regulação de Energia e Transportes, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

Para Barata, os empreendimentos que estão entrando em operação, como é o caso da Usina de Belo Monte, e o clima mais favorável aumentam a garantia de suprimento. “Temos uma série de eventos entrando em operação, e eu citaria ai, com destaque, Belo Monte. As condições climáticas estão melhores, apesar de estarmos na fase final do [fenômeno] El Niño. Mas ainda temos que aguardar mais um mês para ver a situação com mais clareza”, ressaltou.

Barata também defendeu a necessidade de revisão do modelo energético brasileiro, para se adequar à nova realidade do mercado e suas variantes do ponto de vista das fontes abastecimento de energia, como a eólica. “O modelo, do meu ponto de vista, é robusto, tem bases sólidas, mas já requer uma revisão, porque ao longo destes doze anos, desde o racionamento, tivemos uma série de alterações que nos obrigam a olhar o modelo como um todo e de forma integrada”.

Segundo o diretor é chegada a hora de se rediscutir o setor e encontrar novas alternativas que o adequem aos avanços tecnológicos. “Tivemos mudanças importantes, que se caracterizam pela evolução tecnológica, de preços e de novas fontes de energia – como a eólica – que modificam substancialmente a forma de operar o sistema.”

O diretor-geral do ONS disse que a discussão do modelo deve ocorrer em hora de menor demanda e maior garantia de provimento de energia. Passamos por uma situação muito grave do ponto de vista econômico e, pela primeira vez, com redução do consumo, nos é permitido enfrentar melhor o problema e analisar com mais profundidade a revisão do modelo”.

“Acho que este é o momento adequado para que nos debrucemos e olhemos o modelo como um todo, analisando profundamente tanto a questão do planejamento, quando da operação e da comercialização. Acho que este é o momento adequado para que olhemos o modelo de forma integrada”, afirmou.

Geração térmica

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico defendeu a necessidade de se reduzir a geração de energia proveniente das usinas térmicas, o que, segundo ele, vai “seguramente” baratear os custos de operação do sistema. “É difícil dizer de quanto [será este barateamento], até porque cabe ao orgão regulador falar sobre isto, aferir o impacto [da retirada das térmicas] sobre a tarifa.”

Luiz Eduardo Barata disse que o sistema está gerando, do ponto de vista do despacho, por ordem de mérito, acima de cerca de 3 mil megawatts (MW). “Se reduzirmos este percentual, teríamos uma economia de R$ 200 milhões mensais no custo da energia. Agora, o quanto isto teria de impacto, do ponto de vista da redução de tarifa, a Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] é o órgão mais indicado para falar a respeito.”

Na semana passada, Barata já havia informada que mais termoelétricas poderão ser desligadas no próximo mês. Algumas ainda estão em operação, para dar maior segurança ao sistema. Segundo o diretor, a tendência seria voltar ao regime de operação por ordem de mérito de preço, quando são despachadas apenas usinas cujo custo de geração é menor ou igual ao preço de liquidação das diferenças (PLD), que é utilizado no mercado spot de eletricidade.

Linhas de Transmissão

O diretor-geral do ONS admitiu a existência de problemas no cronograma de implantação de linhas de transmissão, principalmente para atender novos empreendimento em operação a partir da crise financeira que atingiu a Abengoa – empresa responsável pela construção de linhas de transmissão.

Segundo Barata, tanto o governo como o órgão regulador estão aguardando o fim das negociações da Abengoa com agentes que buscam solução de mercado. “Caso a solução não seja encontrada, partiremos para uma solução mais ortodoxa, que seria a retomada destas concessão e uma relicitações das mesmas, o que traria algum tipo de atraso e de constrangimento da transmissão, embora no curto prazo não viesse a causar nenhum impacto no abastecimento.”

O Operador Nacional do Sistema, porém, já trabalha com a possibilidade desta relicitação, uma vez que as negociações podem não chegar a bom termo. Os ativos de transmissão de energia da empresa espanhola no Brasil, que ainda estão em fase de implementação, não devem ser adquiridos pela chinesa State Grid, informou Barata.

Segundo ele, o governo tinha expectativa de que chineses fechassem a compra de todo o pacote, o que poderia levar a uma retomada das obras em menor espaço de tempo. “A primeira opção é por uma solução de mercado, mas não sendo encontrada essa solução a Aneel retomará estas concessões e fará novas licitações”, afirmou.

Fonte: Nielmar de Oliveira | Agência Brasil

Primeiro trimestre de 2016 tem aumento de 38% em geração eólica

Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a produção das usinas eólicas do Sistema Interligado Nacional aumentou 38% no primeiro trimestre de 2016. Entre janeiro e março, a geração de energia eólica alcançou 2.337 MW médios frente aos 1.699 MW médios produzidos no mesmo período do ano passado.

A capacidade instalada da fonte saltou de 6.011 MW em março de 2015 para 8.796 MW no mesmo período deste ano, incremento de 46%. Em março, o SIN possuía 345 empreendimentos eólicos em operação. Na análise da geração por estado, o Rio Grande do Norte segue como maior produtos de energia eólica com um total de 855,5 MW médios entregues em março, aumento de 75% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 601 MW médios produzidos, o Rio Grande do Sul com 477 MW médios e o Ceará com 434 MW médios.

Os dados sobre a capacidade instalada também apontam o Rio Grande do Norte na liderança com um total de 2.661 MW, aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida aparece a Bahia, que subiu da 4ª para a 2ª posição no ranking, com 1.720 MW. Os estados do Ceará com 1.615,5 MW e Rio Grande do Sul com 1.515 MW ocupam a 3ª e 4ª posições, respectivamente.

Fonte: Da Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção

Bons ventos impulsionam eólicas no RN

Energia eólica atrai investidores ao Rio Grande do Norte, como a Companhia Paranaense de Energia (Copel), que pretende concluir a construção de cinco complexos até 2019. Ao todo, o setor já gerou cerca de 40 mil empregos no estado

Por Chirlei Kohls

De Curitiba (PR)

Era tarde de sábado. O céu estava azul com algumas nuvens no município potiguar de São Bento do Norte. De voz suave carregada por um sotaque potiguar misturado a vivências fora do Rio Grande do Norte, Milton Duarte de Araújo, 52 anos, contou como viu sua história e a do estado onde cresceu mudar com o despontamento da energia eólica a partir de 2009.

“É loucura!”, exclamou. Lá fora, o barulho da força dos ventos que fazia funcionar os sete aerogeradores de um dos parques eólicos da Companhia Paranaense de Energia (Copel) lembrava Araújo de que era tudo real. A Copel começou a operação de parques eólicos próprios no RN em fevereiro do ano passado e até 2019 pretende alcançar 663,6 MW de capacidade eólica em cinco complexos. A quantidade é suficiente para abastecer uma cidade com cerca de dois milhões de habitantes, o equivalente a cerca de duas vezes a população de Natal somada aos residentes de Mossoró.

foto 01Araújo é proprietário de terras arrendadas em território potiguar para construção de parques eólicos – sendo três áreas para a Copel – e é projetista no setor desde 2008. No caso de arrendamento de terras, o proprietário recebe royalties durante a vida útil do projeto pela concessão para exploração de energia eólica. Além disso, é advogado e sócio-diretor da MDA Serviços, empresa do ramo de energia com sede em Natal (RN) que atua desde a captação e identificação de áreas para possível instalação de parques eólicos até a contratação da área, por exemplo. A empresa é projetista de seis parques da companhia paranaense e presta serviços para empresas do ramo de energia com atuação em todo o Brasil e com sede nas regiões Sul-Sudeste.

Tão logo, Araújo descreveu o desenvolvimento das cidades potiguares que têm parques eólicos em operação ou construção. “Você vê casas sendo reformadas, mais pessoas comprando na região, aquisição de bens, uma economia movimentada. É uma situação visível. A mudança é substancial. Urbanização e higienização também são mais adequadas”.

O diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, ressalta que o desenvolvimento em energia eólica no RN é interiorizado e considera a injeção de capital na economia um ciclo virtuoso. “Normalmente eram cidades esquecidas pelo mundo, que viviam basicamente da agricultura familiar e do programa Bolsa Família. Aí chega a energia eólica e transforma a economia local. As cidades se beneficiam diretamente com o investimento de capital. É serviço de hospedagem, mecânicos, oficinas, alimentação”.

foto 03Para ele, o segundo maior ganho é a capacitação de pessoas. Ao recordar a visita que fez ao município de João Câmara em 2008, comenta que a cidade estava no limbo, no nada e hoje tem um Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e cursos especializados em eólica. “A transformação é absurda”, enfatiza Prates.

Natural do município de Santo Antônio, interior do Rio Grande do Norte, Araújo deixou o estado aos 26 anos em busca de oportunidades na região Sul-Sudeste do país. Durante os cerca de 20 anos em que esteve fora do local de origem, se formou em Direito e trabalhou em empresas de geração de energia hidráulica e térmica. Voltou ao estado em que construiu a maior parte de sua história com o desafio de desenvolver a energia eólica. “Meus filhos me questionavam se eu não estava ficando maluco com a história de vender vento. Hoje vemos que a dimensão que a energia eólica tomou aqui é muito grande. Não consigo entender como em tão pouco tempo trouxe tudo isso”, diz Araújo.

Potencial

foto 02Ele conta que a implantação da maioria dos parques começou em 2010. No RN, 26 municípios têm participação eólica, sendo que 16 já possuem parques operando comercialmente, um total de 97, e dez possuem parques em construção ou já contratados. De acordo com dados do Cerne, até 2020 projeta-se a operação comercial de 412 parques eólicos. Um parque que em média tem 30 MW de capacidade instalada pode abastecer cerca de 69.500 residências.

Ainda segundo o Cerne, o RN é o estado que mais produz energia proveniente da fonte eólica, em média um pouco mais de 1.000 MW de energia por mês. A previsão é que até 2020 tenha aproximadamente cinco GW de capacidade instalada, sendo possível gerar em torno de 2.250 MW médios de energia elétrica por mês. Hoje é exportador de energia, pois o que é produzido por fonte eólica já abastece as necessidades do território potiguar. O restante de energia escorre na rede elétrica pelas linhas de transmissão e é distribuído para municípios de outros estados.

Prates explica que a partir de 2009, quando ocorreu o primeiro leilão federal de compra de energia eólica, esta energia foi considerada competitiva por si só. “As tecnologias de fontes renováveis evoluíram e as tornaram competitivas.

Houve uma redução significativa no custo de equipamentos. A dinâmica de leilões em energia no Brasil é referência no mundo. Subsídios governamentais em outros países estão sendo revistos com base no modelo brasileiro de leilões reversos”, explicou.

Os investimentos feitos para parques eólicos são feitos via leilões reversos de energia (Ambiente de Contratação Regulada – ACR) e mercado livre (Ambiente de Contratação Livre – ACL), quando a empresa produtora de energia negocia diretamente com a empresa que comparará a energia e o contrato entre ambas é registrado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCCEE). “O ACL permite que você contrate energia direto. Mas isso é minoria e ocorre com contratadores de relevância, como shoppings, redes de supermercado etc. A regra é fazer o leilão”, explica Prates. Nos leilões, o projeto apresentado normalmente já tem locação definida, com indicação de onde o parque funcionará. “É uma competição de projetos” complementa.

O vento não para

A força dos ventos do Rio Grande do Norte já trouxe investimentos de cerca de 10 bilhões de reais, segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), com aproximadamente 1/3 desse valor disseminado em compras diretas nas cidades potiguares com parques eólicos. As características favoráveis já atraíram investimentos de grupos estrangeiros, como Voltalia (França), Gestamp (Espanha), Força Eólica (Grupo Neoenergia – Espanha), e grupos brasileiros, como Companhia Paranaense de Energia (Copel – Sociedade de Economia Mista) e os paulistas Serveng, CPFL Renováveis e Renova.

O diretor-presidente do Cerne, Jean-Paul Prates, acredita que o sucesso do estado com a energia eólica não se deve apenas a condições ambientais favoráveis dos ventos. “Criou-se condições para os leilões. Houve um trabalho do governo do Estado com uma atenção especial aos projetos de eólicas, como licenciamento ambiental de projetos complexos, preocupação com infraestrutura, planejamento de linhas de transmissão, entre outros”.

Até o final do ano passado, a Copel instalou no estado 330,5 MW de potência em 15 parques de três diferentes complexos. Os cinco complexos que a companhia paranaense pretende operar no RN até 2019 abrigarão 28 parques eólicos em seis cidades: São Bento do Norte, São Miguel do Gostoso, Touros, Parazinho, João Câmara, Pedra Grande. No total, o investimento é de R$ 3,5 bilhões.

foto 04Diretor da Copel Renováveis, Ricardo Dosso afirma que a escolha do RN para sede dos complexos da Copel considerou o potencial de geração de energia da região, aferido por análise de dados como frequência, intensidade e direção dos ventos, além do perfil do terreno – quanto mais plano e aberto, melhor. “Importante lembrar que a regularidade dos ventos no Brasil, especialmente no Nordeste, proporciona ao país o melhor fator de capacidade (FC) para geração com esta fonte no planeta”. Ele aponta que as dificuldades mais comuns são logística para transporte de grandes peças, demora de licenciamento ambiental e pouca qualificação profissional. “Mas a parceria com o governo estadual tem permitido superar estes desafios, principalmente com a melhoria da rodovia RN-120”, reforça Dosso.

Projetista no setor, Milton Duarte de Araújo acredita que há um contexto evolutivo e contínuo no Estado até 2025. “Hoje o maior investidor em energia eólica no RN é a Copel. E isso não é gratuito. O RN tem os ventos mais cobiçados do mundo. São os chamados ventos alísios, que em 95% do tempo têm uma única direção, são constantes e não estão sujeitos a rajadas”, explica Araújo.

Força de oportunidades

Além das mudanças visíveis no desenvolvimento das cidades que sediam parques eólicos, outro benefício do despontamento desse tipo energético é a geração de empregos proporcionada com os arrendamentos de terra. Segundo a presidenta da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, o aumento de 46% da capacidade instalada de energia eólica no Brasil, em 2015, representa acréscimo de 2,75 GW de novas instalações – número recorde.

Com isso, o país passou a ter 8,27 GW de capacidade instalada, o que representa um investimento total acumulado superior a R$ 52 bilhões, geração de 130 mil empregos em toda a cadeia produtiva e cerca 16 milhões de toneladas de CO2 evitadas.

Estima-se que para cada MW instalado 15 postos de trabalho (diretos e indiretos) sejam gerados ao longo da cadeia produtiva. A presidente da Abeeólica explica que isso ocorre porque independente de onde a usina está localizada, a estimativa de empregos se dá considerando todas as fases do projeto, desde o desenho do empreendimento até a sua instalação, incluindo a fabricação das peças e componentes, que podem estar, por exemplo, no sudeste brasileiro. “Dessa forma, poderíamos dizer que o total de capacidade instalada no RN (2,92 GW) foi responsável por gerar mais de 40 mil postos de trabalho, os quais não necessariamente foram no Estado”, afirma Gannoum.

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Ainda segundo dados da Abeeólica, o potencial eólico brasileiro atual é mais de três vezes a necessidade de energia do país. Somando todas as fontes de energia (nuclear, hídrica, térmica, eólica e outras), a capacidade instalada do Brasil é da ordem de 150 GW e somente de potencial eólico são estimados cerca de 400 GW. Em termos de capacidade instalada acumulada atualmente o Rio Grande do Norte lidera o setor.

Milton de Araújo comenta que as terras que sediam parques eólicos no RN normalmente não são propícias para agricultura. Ele explica que em 300 hectares de terra nem 10% é cultivado. “O arrendamento é uma renda considerável que antes não era possível porque as condições são adversas. Eu diria que das oportunidades com a energia eólica é a redenção. É uma renda vitalícia. Um rio de vento”, comemora o potiguar.

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A MDA Serviços tem contratos de pelo menos 50 áreas arrendadas no Estado. Araújo comenta que é gratificante ver que todos os proprietários de terras estão bastante felizes. “É uma renda que outrora não existia. A terra não gerava nada. E certamente os contratos serão renovados. É um royalty por toda vida”. Ele comenta que normalmente na fase de estudos da área para instalação de um parque eólico o proprietário recebe um salário mínimo e depois este valor aumenta.

A capacitação de pessoas para atuar na energia eólica é feita nos institutos federais, Senai, Sebrae, universidades federais etc. Ricardo Dosso aponta outros benefícios como reforço do sistema elétrico local e melhoria da qualidade de energia disponível (atração de empresas de médio e grande porte), legado para os moradores com a construção de vias e educação ambiental, feita pela Copel com as comunidades locais.

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Fonte: Revista Bzzz

RN atinge marca dos 100 parques eólicos em operação

Estado é o primeiro a alcançar a marca dos 100 parques e chega a 2,8 GW de potência instalada no Brasil.

O Rio Grande do Norte atingiu marca de 102 parques eólicos em operação comercial. O feito foi alcançado no último sábado (21/05), após a entrada em operação comercial dos parques eólicos Baixa do Feijão I, II, III e IV. O empreendimento, de propriedade da EDP Renováveis, está localizado no município de Jandaíra, região da Baixa Verde, e possui 60 aerogeradores de 2 MW cada. O complexo  adicionou 120 MW em potência instalada no RN.

Com a marca, o estado potiguar consolida a liderança frente ao segundo colocado, a Bahia, que possui 67 parques e 1,64 GW. De acordo com o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o Rio Grande do Norte se torna o primeiro estado a alcançar 100 parques eólicos em operação comercial, com 2,8 GW em potência instalada, número este que representa mais de 30% de toda a potência eólica instalada do Brasil.

Liderança

O Rio Grande do Norte é líder nacional em potência instalada e geração de energia eólica, tendo sido o primeiro estado brasileiro a alcançar a marca de 1 GW de potência instalada em  maio de 2014. Em 2015, o RN quebrou um novo recorde alcançando os 2 GW no mês de abril.

Atualmente, o RN possui a maior matriz eólica estadual do Brasil, com 84% de participação da fonte, e conta com mais de 1400 turbinas eólicas em operação comercial em todo o território.

Fonte: CERNE/SEERN Press

Portugal passa quatro dias abastecido por fontes renováveis de energia

Portugal alcançou um feito no processo de mudança da matriz energética para fontes limpas e renováveis. Entre 6h45 do dia 7 e 17h45 do dia 11 de maio, todo o consumo do país foi suprido por energia solar, eólica e hidráulica. Foram 107 horas, mais de quatro dias completos, de zero emissões na produção energética.

O anúncio foi feito dias depois de a Alemanha ter conseguido gerar praticamente toda a sua necessidade energética por fontes limpas. A Dinamarca é outro país europeu que já consegue gerar toda a energia consumida, com sobras para exportação, de fonte eólica. No Reino Unido, a semana passada foi a primeira da História em que a geração de energia não usou carvão.

— Nós estamos vendo essa tendência em toda a Europa. No ano passado, a Dinamarca, agora em Portugal. A Península Ibérica é grande fonte de recursos renováveis e energia eólica, não apenas para a região, mas para toda a Europa — disse Oliver Joy, da associação comercial Wind Europe, ao “Guardian”

Até 2013, Portugal gerava metade de sua energia com combustíveis fósseis, sendo outros 27% de energia nuclear, 13% hidráulica, 7,5% eólica e 3% solar. No ano passado, o cenário mudou, com 22% da energia produzida em fazendas eólicas e todas as fontes renováveis respondendo por 48% do consumo.

— É um feito importante para um país europeu, mas o que parece extraordinário hoje será a comum na Europa em apenas alguns anos — disse James Watson, diretor executivo da SolarPower Europe. — O processo de transição energética está no seu momento e recordes como este continuarão a ser quebrados.

Entre 2013 e 2016, a capacidade de geração eólica do país aumentou em 550 megawatts, o suficiente para abastecer uma cidade com 3,4 milhões de habitantes. Agora, o setor pretende continuar a expansão para aproveitar o potencial de exportação da energia para outros países europeus.

Fonte: O Globo

CERNE defende fortalecimento das agências reguladoras para enfrentar os novos desafios do setor elétrico

O diretor-presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, presidiu ontem (18) os trabalhos do primeiro dia da conferência internacional “Brazil Power & Energy Summit”, realizada no Tivoli Mofarrej Hotel Resort, em São Paulo.  O evento apresenta anualmente o setor elétrico brasileiro para investidores internacionais, especialmente da Ásia, e debate questões sobre regulação, financiamento, gestão e oportunidades.

Durante mesa-redonda com a presença do diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Tiago Correia, e do CEO da EdP Energias do Brasil, Miguel Setas, Prates traçou rápido histórico da implantação das agências reguladoras no Brasil, salientou as diferenças entre atos regulatórios e diretrizes de política setorial, e defendeu que as agências consolidem sua conduta transparente, autônoma (quanto a atos regulatórios), a partir da manutenção das competências técnicas e recursos adequados.

“Proteger o consumidor-cidadão, fiscalizar os agentes-operadores, garantir um ambiente saudável de investimentos e transações financeiras são missões difíceis de se conciliar, mas o desafios das agências é exatamente esse”, explicou.

“Faremos agora 20 anos de implantação das agências reguladoras no Brasil. Tive a oportunidade de participar deste processo deste a sua gestação. Posso assegurar que, apesar de algumas distorções e adaptações a realidades conjunturais ou emergenciais que cruzaram nosso caminho, temos um sólido histórico e um futuro plenamente viável quanto a este aspecto do nosso arcabouço regulatório”, concluiu.

O primeiro dia do BPES foi dedicado aos aspectos financeiros, operacionais (em especial quanto a linhas de transmissão) e regulatórios dos setores de energia eólica, solar e hidroelétrica.

Fonte: CERNE Press

Campus da Uece conta com painéis solares para carregar bicicletas elétricas

O campus do Itaperi da Universidade Estadual do Ceará (Uece), agora conta com uma Árvore Solar, formada por dez painéis fotovoltaicos que carregam as baterias de uma frota de nove bicicletas elétricas. As bicicletas serão utilizadas pela equipe de segurança do campus da Instituição.

O reitor Jackson Sampaio presidirá a solenidade de inauguração do equipamento, ao lado de representantes das empresas parceiras, integrantes da Direção da Instituição, de professores e alunos.

O benefício é resultado da parceria da Uece, por meio do Mestrado Acadêmico em Ciências Físicas Aplicadas, e as empresa Eco Soluções em Energia e a Projec (de arquitetura).Tem ainda o apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), por meio do Fundo de Inovação Tecnológica do Ceará (FIT).

Durante o dia, quando as bicicletas estiverem conectadas à árvore, os painéis carregarão as baterias das bicicletas. Quando as bicicletas estiverem em uso, a árvore repassará a energia para a rede pública, gerando créditos para a universidade utilizar posteriormente. A bicicleta com necessidade de carga à noite usará a energia da concessionária.

A energia solar ajudará no deslocamento dos funcionários responsáveis pela segurança da instituição, que antes usavam motocicletas e automóveis. Com isso, a Uece reduzirá despesas com combustível e a emissão de gases poluentes.

Fonte: Governo do Ceará