BNDES prevê elevar em mais de 30% aprovações e liberações para usinas eólicas em 2016

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima elevar em mais de 30 por cento neste ano tanto as aprovações quanto as liberações de financiamentos para empreendimentos de energia eólica no Brasil.

“A gente pretende aprovar 10 bilhões de reais e liberar cerca de 8 bilhões de reais”, afirmou à Reuters a gerente do departamento de energias alternativas do BNDES, Cláudia Noel.

Em 2015, o banco registrou 7,4 bilhões em aprovações e cerca de 6 bilhões em liberações.

O forte crescimento foi previsto apesar de empresas do setor de energia eólica se queixarem de uma maior lentidão na liberação de recursos pelo banco.

Mas a gestora negou que haja problemas.

“Não faltam recursos, é prioritário para o banco apoiar esse setor de renováveis”, disse Cláudia.

Em 2015, o BNDES desembolsou 22,3 bilhões de reais para projetos no setor de energia elétrica, maior montante destinado a essa área na história do banco.

“O banco não tem nenhuma limitação, não tem nenhuma deficiência… para liberar e aprovar. Agora, às vezes os projetos não conseguem atender as condições do banco ou não estão maduros o suficiente para que sejam aprovados”, afirmou.

 Fonte: Luciano Costa | Agência Reuters

Investimentos da Eletrobras para este ano passam de R$ 10 bilhões

A Eletrobras vai investir cerca de R$ 50 bilhões no setor elétrico da holding nos próximos cinco anos, dos quais um pouco mais de R$ 10 bilhões serão destinados aos investimentos do grupo ao longo deste ano.

A informação foi dada hoje (29) pelo presidente da estatal, José da Costa Neto, ao participar do Seminário Internacional Destravando os investimentos de infraestrutura no Brasil e na América Latina em 2016 – A visão da engenharia. O evento ocorreu na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – Firjan, promovido pela Associação Brasileira de Consultores de Engenharia.

Segundo Costa Neto, este é o montante previsto no plano diretor de negócios e gestão da estatal, ainda em fase final de elaboração. O plano deve ficar pronto em junho. “O investimento está em torno de R$ 50 bilhões para os próximos cinco anos, o que dá mais ou menos R$ 10 bilhões por ano. Para este ano, podemos investir até mais do que isto.”

Segundo o presidente da Eletrobras, o orçamento tem que ser sempre um pouco maior, porque o gasto só pode ser implementado se houver um orçamento previamente definido. “Então, é necessário uma sobra para cobrir os percalços. É uma licença que não sai, um equipamento que atrasa, um empreiteiro que deixa de cumprir, ou atrasa o prazo. E você não pode começar uma obra que não tenha garantia de recursos suficientes para implementá-la”, disse.

Eletrosul

O presidente da Eletrobras disse que a holding estuda a venda de parte dos ativos da subsidiária Eletrosul, mas que o processo de venda ainda está em fase preliminar. Ele justificou a decisão, afirmando que “cada subsidiária tem seu próprio de gestão, desde que esteja de acordo com as diretrizes básicas do plano diretor de negócios, e que envolva ativos que não sejam considerados estratégicos”.

Sobre os desinvestimentos na subsidiária e a sua área de alcance Costa Neto disse que, na realidade, são estudos muito preliminares, muito genéricos, que não há nada aprovado. “A Eletrosul está fazendo análises de planejamento para saber o que vai investir, o que eventualmente vai desinvestir. Ela está fazendo todos os estudos possíveis. Posso lhes garantir que não há nada definido, efetivo, por parte da diretoria da Eletrosul sobre o assunto.”

Leilão da Celg

Sobre o leilão da Celg, distribuidora de energia do estado de Goiás, na região Centro-Oeste do pais, o presidente da Eletrobras admitiu atraso no cronograma de lançamento do edital para a venda da subsidiária. O lançamento estava previsto para o início este mês.

O atraso, segundo ele, é decorrente de pedidos das próprias empresas interessadas e que eles tem relação com a conjuntura atual do país. “Vamos ver se o edital sai agora em abril, para que o leilão possa ocorrer em maio. Os interessados têm pedido mais prazo para fazer análises, mas eu acredito, vamos ver, se o edital sai em abril para fazer o leilão 30 dias depois”. Estamos atendendo a pedidos dos interessados e é claro que a gente tem que levar em conta o momento atual.”

Fonte: Eletrobras/Agência Brasil

Setor eólico estuda alternativas para tirar transmissão do papel

O ano de 2016 é encarado pelo setor eólico como o ápice de restrição na transmissão de energia. O segmento está preocupado e desde o início do ano vem procurando por alternativas para não impedir a continuidade de sua expansão no país. Dois pontos mais se destacam no momento, a questão da Abengoa e a falta de interessados nos leilões regulados da Agência Nacional de Energia Elétrica.

Do sistema de transmissão chamado de pré- Belo Monte que a concessionária espanhola Abengoa deveria entregar, as linhas 16, 17 e 19 são as mais críticas para o setor eólico. Segundo a presidente executiva da ABEEólica, Élbia Gannoum, nessa região há seis empreendedores diretamente afetados. Diante disso, comentou, que o setor estuda até mesmo como viabilizar esses projetos tendo as geradoras como investidores de menor porte.

A ideia, acrescentou, seria a de formar consórcios com instituições e empresas credoras da empresa espanhola e tocar as obras. “Há instituições e empresas credoras como fornecedores de cabos, equipamentos e até bancos. Reuniríamos todos os envolvidos que sofrem com a dificuldade da Abengoa”, relatou Élbia. “Estamos trabalhando em conjunto para obtermos uma solução de mercado para essas linhas e de maneira pulverizada até porque também precisamos investir na geração, mas estamos trabalhando em uma proposta nesse sentido”, acrescentou.

No arranjo que está sendo visualizado não haveria a participação de transmissoras de energia, apenas as geradoras e os credores nesses projetos. A perspectiva é de que os estudos sejam concluídos em cerca de duas semanas e que ainda em abril seja entregue ao governo. A executiva disse ainda que ao mesmo tempo o setor está de olho no próximo leilão de transmissão da Aneel e que por isso não estipulou um prazo para entregar o estudo ao MME.

A outra discussão na qual a entidade está envolvida é a possibilidade de um leilão de geração e transmissão, conforme o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, revelou na semana passada. A executiva da ABEEólica adiantou que a entidade está elaborando um estudo mais amplo com a PSR para avaliar, entre outros pontos, a margem de escoamento, soluções de curto prazo, de médio prazo (nesse caso entra o leilão de geração associado à transmissão) e de longo prazo. “Estamos revisitando o modelo de transmissão no estudo e vamos entregar ao governo para contribuir nesse ponto”, justificou.

Élbia lembrou que ao mesmo tempo que a EPE desenvolve seu modelo para um leilão de G+T, a associação também está com essa atribuição. Segundo a executiva, essa iniciativa é conduzida em paralelo até porque em uma reunião com o ministro de Minas e Energia no início de 2016, Eduardo Braga pediu que a entidade sugerisse uma solução. Esse documento também será apresentado ao governo e poderá ser utilizado em uma consulta pública que a Aneel deverá colocar em discussão em breve.

Fonte: Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Planejamento e Expansão

RN pode produzir energia solar em alta escala

Assim como está na frente em capacidade de empreendimentos eólicos, o Rio Grande do Norte também pode sair na frente em produção de energia solar. A produção de energia fotovoltaica ainda é pontual e tímida no estado, mas, segundo Jean-Paul Prates, presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), com a estrutura que o estado já tem para a energia eólica, será possível atrair empreendimentos solares, já que a produção de energia a partir do calor do sol está mais competitiva. “Já se tornou competitiva e desde 2014 aparece nos leilões. Podemos acolher empreendimentos solares adotando a estrutura eólica como base”, diz.
O governo federal tem estudado formas de aproveitar as infraestruturas já existentes, possibilitando a chamada geração híbrida, quando uma ou mais fontes, neste caso eólica e solar, geram energia e utilizam as subestações e linhas de transmissão já construídas para outras fontes. “Os parques híbridos tem tendência de serem instalados no RN e há projetos sendo hibridizados para aproveitar infraestrutura de escoamento e dar mais competitividade nos leilões”, explica Jean-Paul Prates. Ele conta que a energia solar para grande porte não tinha competitividade porque até quatro anos atrás era quatro vezes mais cara do que hoje. “Agora é uma vez e meia mais cara, mas todo que se fizer, toda a estrutura que já se tem e os incentivos para viabilizar esses empreendimentos se refletem em uma tarifa mais competitiva”, avalia.
Projetos de energia híbrida já estão sendo desenvolvidos pelo país. No início deste mês, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, inaugurou um projeto inédito no mundo: a instalação de placas fotovoltaicas sobre flutuadores, instalados no lago da Usina Hidrelétrica de Balbina, localizada no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas. Ele disse que o Brasil se prepara para um setor elétrico robusto, seguro do ponto de vista energético, eficiente, limpo e sustentável do ponto de vista ambiental e social, além de barato, que gere emprego.
Esse projeto será conduzido por pesquisadores das universidades federais do Amazonas e de Pernambuco, com acompanhamento do governo federal. A inserção de flutuadores em lagos já existe na Europa, mas o aproveitamento com estruturas de hidrelétricas é inédito. O mesmo projeto está sendo lançado na Usina Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia.
Outra proposta inovadora na geração híbrida será implantada na comunidade indígena Raposa Serra do Sol, localizada em Roraima. O modelo que será testado por lá vai associar energia térmica (já existente) e eólica. A ideia é aproveitar os ventos que incidem nos altos dos montes e gerar energia para os índios daquela região. O novo modelo de produção de energia vai baratear os custos da energia gerada, gastando-se menos volume de óleo diesel e equilibrando a conta.
Jean-Paul Prates diz que não se pode prever que a produção de energia alternativa como a dos ventos e do sol venha a superar a das hidrelétricas. “Não são energias de base. Precisamos delas como fonte de energia alternativa. Elas têm o problema de continuidade porque dependem da força dos ventos e da incidência do sol, mas sempre vão conviver com outras formas de energia. Nosso regime hidráulico ainda é avassalador”, avalia o especialista.
Prates diz ainda que um terço do Nordeste é suprido por eólicas. “Se não fosse ela o Nordeste já estaria em racionamento de energia desde novembro passado e o país teria entrado em crise energética. O governo acertou em rever o modelo elétrico por volta de 2006 e 2007 quando passou a não depender unicamente das água dos rios que precisam das chuvas”, conclui o especialista em energias.
RN é o estado com maior capacidade eólica instalada
O Rio Grande do Norte é o estado com maior capacidade instalada em usinas eólicas a maior capacidade instalada em usinas eólicas. Fechou 2015 com um aumento de 28,3%, num total de 2.493 MW. Para os especialistas a tendência é de que o estado continue na dianteira em produção de energia eólica, com previsão de investimentos de mais R$ 6 bilhões nos próximos anos no setor.
Em todo o país, a capacidade instalada de usinas eólicas cresceu 45% em 2015 na comparação com 2014, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Passou de 5.710 MW para 8.277 MW. E isso se deve aos novos empreendimentos que entraram em operação. Em 2015 foram 102 novos empreendimentos que passaram a produzir a energia a partir dos ventos, somando um total de 325 geradoras eólicas. O estado com maior capacidade instalada é o Rio Grande do Norte, seguido do Ceará, Rio Grande do Sul e Bahia.
“O Rio Grande do Norte contratou mais e é o maior estado em energia”, explica a presidente Executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica – ABEEólica, Elbia Gannoum. Ela se refere aos investimentos em no setor que começaram em 2009 com leilões e que se estenderam até 2015.  “Desde então, os parques eólicos estão sendo construindo e a capacidade está crescendo como o pre-visto quando cada um é concluído e entra em operação. Estaremos batendo o recorde a cada ano”.
Segundo a CCEE, as usinas eólicas produziram 2.971 MW médios em 2015, num crescimento de 52% em relação ao mesmo período de 2014. Vale destacar o desempenho da fonte no mês de agosto, quando a produção alcançou seu auge e entregou ao Sistema Interligado Nacional de 3.199 MW médios. “O vento é abundante e a energia eólica é a segunda fonte mais barata do país. Isso mantém a trajetória do país de crescimento nesse tipo de energia”, relata a presidente da ABEEolica. Em 2015, diz, o setor investiu R$ 22 bilhões e para 2016, Élbia diz que estão previstos R$ 25 bilhões.
Jean-Paul Prates, do Cerne, também ressalta que a previsão do aumento da capacidade está se cumprindo e diz que vai aumentar ainda mais com o Rio Grande do Norte sempre à frente, mas que é preciso manter o estímulo no setor. “Temos que procurar nos manter assim porque somos a principal referência para o país. É preciso manter um trabalho constante de permanência e fortalecimento do setor que é o principal segmento a substituir o petróleo que tínhamos”, destaca Prates.
O estado não chegou a esse patamar por acaso, segundo Prates, foi preciso acreditar, antes dos primeiros leilões que ocorreram em 2009 que essa era uma atividade que merecia investimentos e facilitar a vinda dos empreendimentos. “Enquanto outros colocaram obstáculos para dificultar a produção de energia eólica, o RN acreditou. É importante manter a atenção especial para este setor que já investiu mais de 10 bilhões de 2008 para cá, e estão em construção ou contratados mais de R$ 6 bilhões”, diz.
Outro ponto importante é que a produção de energia no Rio Grande do Norte está descentralizada levando desenvolvimento econômico para várias regiões do estado. “É no Mato Grande, que vivia de agricultura de subsistência e agora já tem uma economia pujante graças a esse setor; é o litoral Norte; a região central que começa a receber investimentos; e até na serra de Santana”, relata.
E o estado deve continuar atraindo empreendimentos eólicos. Segundo Jean Paul, ainda existem muitas áreas propícias para a instalação de usinas eólicas. “Já tem novas áreas em medição e há disponibilidade pelo menos dois terços, ou seja, duas vezes e meia a mais do que já temos em capacidade de realização para o setor eólico e agora com a expectativa de adotar e receber bem a energia solar”, destaca o presidente do Cerne.
Fonte: Cláudio Oliveira | Novo Jornal

Leilões de Reserva são marcados para julho e outubro de 2016

O Ministério de Minas e Energia publicou nesta quinta-feira, 24 de março, a portaria nº 104, com as diretrizes para dois leilões de Reserva que acontecerão nos dias 29 de julho e 28 de outubro de 2016. No primeiro certame, serão negociados contratos diferenciados por fonte para empreendimentos de geração solar fotovoltaica, com prazo de suprimento de 20 anos, e de PCH e CGHs, com prazo de suprimento de 30 anos. Os contratos terão início de suprimento em 1º de julho de 2018 para os projetos de energia solar e em 1º de março de 2020 para a fonte hidrelétrica. Os projetos hídricos poderão negociar, no máximo, 90% de sua garantia física.

No segundo leilão de Reserva poderão participar projetos de fonte solar fotovoltaica e de fonte eólica, que terão contratos com prazo de 20 anos. O início de suprimento será em 1º de julho de 2019. Em ambos os certames, os empreendedores poderão antecipar a entrada em operação comercial de seus empreendimentos, desde que o sistema de transmissão ou de distribuição associados estejam disponíveis para operação comercial na data antecipada.

No caso da CGH, o contrato conterá cláusula estabelecendo hipótese de rescisão caso o empreendimento seja afetado por aproveitamento ótimo do curso d’água, que comprometa o atendimento aos lotes de energia contratados no leilão. Para os projetos eólicos, em caso de importação de aerogeradores, estes deverão ter potência nominal igual ou superior a 2,5 MW.

Para o resultado final do 2º Leilão de Energia de Reserva será utilizado como critério de classificação o lance, considerada a margem de escoamento da transmissão, calculada conforme diretrizes gerais para definição de capacidade de escoamento do Sistema Interligado Nacional em leilões de energia nova, de fontes alternativas e de energia de reserva, a serem publicadas pelo MME. O 2º leilão ainda será realizado em duas fases, sendo a primeira fase com classificação dos empreendimentos de geração, considerando o lance e a capacidade de escoamento; e a segunda fase, para negociação da energia proveniente das usinas associadas aos lances vencedores da primeira fase.

Os interessados em propor a inclusão de projetos no 1º Leilão de Reserva deverão requerer o cadastramento e a habilitação técnica na Empresa de Pesquisa Energética, com envio da documentação necessária, até às 12 horas do dia 20 de abril. Para o 2º Leilão, o prazo será do dia 1º de junho até às 12h do dia 1º de julho.

Fonte: Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

De 2011 a 2016 Brasil quadruplicou número de usinas eólicas

O número de usinas eólicas no Brasil quadruplicou nos últimos cinco anos, passando de 70 parques em 2011 para os atuais 316. O montante representa uma expansão de 6.208 megawatts (MW) de capacidade instalada, que ao final de 2015, totalizou 7.633 MW, contra os 1.425 MW de 2011. A capacidade instalada atual no país e outros dados sobre a geração e transmissão de energia no país constam no Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia.

O aumento expressivo de usinas no Brasil é resultado dos Leilões de Energia para a fonte eólica, iniciados em 2009. Desde então, o Nordeste representa o maior polo da energia eólica no Brasil. A região responde atualmente por 4.588 MW da capacidade de produção nacional, seguida pela região Sul, com 1.576 MW. Os dados da geração por região constam no Boletim Mensal de Geração Eólica (novembro de 2015), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A energia eólica também se destaca na matriz de capacidade instalada de geração no sistema elétrico brasileiro, e é a fonte que mais cresceu nos últimos meses. Em dezembro de 2015, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, a capacidade instalada de fonte eólica cresceu 56%. Considerando a potência instalada total no país, em todas as fontes, houve variação anual de 6.945 MW, sendo 2.457 MW de geração de fonte hidráulica, de 1.737 MW de fontes térmicas e de 2.745 MW de fonte eólica. Destaca-se que essa variação abrange tanto a expansão da geração no ano, quanto ajustes realizados na capacidade instalada nas demais usinas.

Expansão da capacidade em dezembro

Apenas no mês de dezembro de 2015 entraram em operação comercial 1.331,85 MW de capacidade instalada de geração, 472,0 km de linhas de transmissão e 233,0 MVA de transformação na Rede Básica. No ano, a expansão do sistema de transmissão no país somou 3.428,3 km de linhas e 16.493,0 MVA de transformação na Rede Básica.

O Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro é um documento oficial elaborado pela Secretaria de Energia Elétrica do MME com informações atualizadas e consolidadas sobre a operação eletroenergética no Brasil, permitindo o registro e acompanhamento de temas relevantes do Setor Elétrico, tais como a expansão e o desempenho dos sistemas de geração, transmissão e distribuição, as condições hidrometeorológicas e a política operativa adotada, o comportamento do mercado consumidor e as ocorrências de maior impacto ao Sistema Elétrico Brasileiro (SEB).

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Natal volta a ser a “capital dos ventos” em abril

Natal voltará a sediar, nos dias 18 e 19 de abril, o mais importante encontro político-empresarial do setor eólico nacional. Trata-se do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, que desde 2009 reúne as principais lideranças relacionadas com a chamada “indústria dos ventos”.  O evento será realizado nos auditórios da Escola de Governo do Rio Grande do Norte, no Centro Administrativo do Estado.
O Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico – SEDEC apoiou e coordenou a mobilização de várias entidades empresariais do Estado para trazer o evento de volta para o Rio Grande do Norte, onde foi iniciado.
“O retorno da Carta dos Ventos a Natal é uma conquista importante para o Estado, porque somos o estado líder nacional em geração de energia eólica e, por conseguinte, a principal referência para os sucessos e desafios desse setor no Brasil”, justifica Flávio Azevedo, Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico.
Em sua oitava edição, o Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos terá seções executivas, com reuniões fechadas pelas manhãs e plenárias com acesso gratuito, à tarde. “Ao mesmo tempo em que vamos a Natal reunir lideranças políticas com lideranças empresariais sobre o nosso setor, cumprimos também com o papel de promover a integração entre o setor eólico e a sociedade”, explica a presidente da Abeeólica, Elbia Gannoum. “Por isso, a Abeeolica apóia e faz parte da Carta dos Ventos desde a sua primeira edição, em 2009”, ratifica.
Segundo o coordenador do evento, Rodrigo Carvalho, da VIEX Americas, “2009 foi o ponto inicial da decolagem do RN como centro das atenções para o setor eólico. Dali saíram performances inigualáveis do estado nos leilões federais de 2009, 2010 e 2011. Entretanto, durante um certo período, entre 2012 e 2015, a Bahia conseguiu levar o Fórum em Salvador. Isso coincidiu também com uma grande arrancada daquele estado neste setor, fruto do aprimoramento do seu ambiente de investimentos e operações”, explica. E celebra: “Acho que damos sorte, e contribuímos para bons rumos do setor”.
A coordenação técnica e a grade temática dos dois eventos estão a cargo do CERNE – Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, hoje com sedes em Natal/RN e Fortaleza/CE. “Este retorno a Natal é o resultado de uma união de esforços por parte de todos os que querem uma indústria eólica ainda mais desenvolvida e geradora de emprego e renda para o RN”, explica seu diretor-presidente, Jean-Paul Prates.
O evento contará também com um workshop específico para jornalistas e com um mini-curso sobre análise de viabilidade técnica e econômica de projetos, na manhã do dia 19, antes da cerimônia de abertura. Também durante o Fórum, será realizada Rodada de Negócios entre empreendedores, prestadores de serviço e fornecedores com a coordenação do SEBRAE.
As informações completas sobre programação, dinâmica do evento, inscrições e participações podem ser encontradas no site: www.cartadosventos.com, e nas redes sociais das entidades participantes.

Fonte: CERNE Press

Investimentos da CPFL até 2020 estão projetados em R$ 9,6 bilhões

A CPFL Energia planeja investimentos de R$ 9,666 bilhões nos próximos cinco anos. A maior parte desse montante deverá ser destinada ao segmento de distribuição com pouco mais de R$ 7 bilhões, em seguida aparece geração com R$ 2,1 bilhões e outros R$ 541 milhões com o segmento de comercialização e serviços. O maior valor de aportes nesse horizonte está previsto para ser feito este ano com R$ 2,813 bilhões, aumento de quase 100% ante o montante de R$ 1,427 bilhão realizado neste ano.

O segmento de distribuição terá um valor quase que constante de aportes nesse período. Em 2016 a previsão é de R$ 1,178 bilhão. Já para o período entre 2017 e 2020 o montante aumento para a média de R$ 1,463 bilhão. O capex projetado para geração tem uma concentração este ano com R$ 1,516 bilhão, muito em razão dos aportes da CPFL Renováveis que já tem R$ 2,1 bilhões de investimentos contratados nesse período. Em 2017 estão previstos em geração R$ 426 milhões e a partir daí os valores recuam para R$ 90 milhões, R$ 32 milhões e R$ 28 milhões nos anos seguintes.
Já para comercialização e serviços os montantes destinados são de R$ 119 milhões em 2016, R$ 95 milhões em 2017, R$ 88 milhões em 2018, R$ 104 milhões em 2019 e R$ 135 milhões em 2020.
Fonte: Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Investimentos e Finanças

ANP consolida marco regulatório do gás natural

Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do mercado de gás no Brasil, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis publicou nesta sexta-feira, 18 de março, a Resolução n° 11, que regulamenta o acesso de terceiros aos gasodutos de transporte, proporcionando maior transparência, concorrência na comercialização e entrada de novos agentes. A publicação estabelece o marco regulatório do gás natural.

A medida disciplina a oferta de serviços de transporte pelos operadores de gasodutos, com destaque para a troca operacional (swap). Este mecanismo consta no Decreto 7.382/2010, que regulamentou a Lei do Gás, e é capaz de proporcionar aumento de eficiência no sistema. O novo regulamento não inclui sistemas de escoamento de plataformas, mas somente as redes de transporte de gás para uso final.

Também foram aprimorados os procedimentos aplicáveis à cessão de capacidade contratada e à Chamada Pública para contratação dessa capacidade, tendo sido revogadas as Resoluções ANP n° 27 e 28 de 2005.

Com essa publicação, a ANP consolida o marco regulatório do gás natural deflagrado pela Lei nº 11.909/2009, conhecida como Lei do Gás, com foco para a atividade de transporte de gás natural, destacando-se as Resoluções ANP nos 44/2011 (Declaração de utilidade pública), 50/2011 (Operação de terminais GNL), 51/2011 (Autoprodutor e Autoimportador), 52/2011 (Comercialização), 42/2012 (Compartilhamento de faixas de servidão), 37/2013 (Ampliação de capacidade), 51/2013 (Carregamento), 15/2014 (Critérios para tarifa de transporte), 39/2014 (Procedimentos licitatórios) e 52/2015 (Construção e operação de instalações de movimentação).

Fonte : Da Agência CanalEnergia, Regulação e Política

Gestamp consegue enquadrar duas eólicas no RN ao Reidi

O Ministério de Minas e Energia concedeu o enquadramento ao Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura para três novos projetos do setor elétrico. Entre eles, estão dois parques eólicos da Gestamp no município de Cerro Corá, no Rio Grande do Norte. Os dois projetos – Pedra Rajada e Pedra Rajada II – somam 40 MW, cada com 20 MW. Cada um é constituído por 10 aerogeradores, com 2 MW cada.

A estimativa é de um investimento total, já sem impostos, de R$ 219,980 milhões. As obras devem ser iniciadas a partir de 1º de março e concluídas até 1º de outubro de 2017. O outro projeto enquadrado foi da CGH Estreito, com 1 MW, localizada no município de Videira, em Santa Catarina. Os investimentos previstos somam R$ 7,273 milhões. As obras devem ser concluídas até 30 de novembro deste ano.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas

Consumo tem queda de 2% em março, aponta CCEE

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 15 de março apontam queda de 2% no consumo e de 1,9% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2015, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. A análise do desempenho da geração indica a entrega de 64.294 MW médios de energia ao Sistema Interligado Nacional em março. As usinas eólicas e térmicas movidas à biomassa aumentaram a produção em 50,5% e 18%, respectivamente, no período. Houve ainda aumento de 7,9% na geração das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas. Os 51.650 MW médios produzidos representam 80,4% de toda energia gerada no país, índice 7,3 pontos percentuais superior ao registrado em 2015.

Segundo a CCEE, o consumo de energia 61.780 MW médios até 15 de março. As reduções foram de 1,4% no mercado cativo e de 3,6% no mercado livre. Dentre os ramos de atividade industrial analisados pela CCEE, que considera dados dos autoprodutores, consumidores livres e especiais, houve aumento no consumo dos setores de saneamento (+4,6%), madeira, papel e celulose (+4,6%), comércio (+4,4%) e alimentício (+3,7%). A retração no consumo foi registrada nos ramos de extração de minerais metálicos (-12,1%), minerais não metálicos (-10,8%), veículos (-7,7%) e bebidas (-6,4%).

O boletim InfoMercado Semanal da CCEE também apresentou estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia gerem, até a terceira semana de março, o equivalente a 97,6% de suas garantias físicas, ou 52.009 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 102,8%.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

CPFL Renováveis reverte prejuízo e lucra R$ 82,643 milhões no 4º trimestre

A CPFL Renováveis reverteu o prejuízo de R$ 65,243 milhões do quarto trimestre de 2014 e lucrou R$ 82,643 milhões em igual trimestre deste ano. O desempenho no trimestre foi influenciado pelo ressarcimento do seguro da turbina da térmica a biomassa Bio Pedra (R$ 46,4 milhões), a repactuação do GSF (R$ 26,3 milhões), além de menores custos com GSF e compra de energia.

No ano, a empresa ainda registra prejuízo, mas com redução de 70,9% para R$ 48,717 milhões. O resultado foi afetado negativamente pelo cenário macroeconômico adverso e a consequente elevação das taxas de juros. O ebtida da companhia cresceu 50,9% no ano para R$ 1 bilhão e no trimestre, a alta foi de 77,7% para R$ 372,047 milhões.

A receita líquida da empresa cresceu 20,2% no ano para R$ 1,499 bilhão e no trimestre, 18,4% para R$ 437,427 milhões. Os investimentos aumentaram 135,3% para R$ 482 milhões no ano. No quarto trimestre, os aportes da empresa nos projetos subiram 331,1% para R$ 199,542 milhões.

A CPFL Renováveis fechou o ano com geração 35,2% acima de 2014 em 5.697 GWh. A capacidade instalada em operação encerrou 2015 em 1.802 MW, com alta de 1,6% sobre o ano anterior. A energia contratada somou 793 MW médios. O caixa da empresa fechou com R$ 1,3 bilhão em 2015.

Fonte: Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Investimentos e Finanças

Projeto deve levar energia solar e eólica para 10 mil indígenas

O Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), o Conselho Indígena de Roraima (CIR) e a Universidade Federal do Maranhão, anunciou na última quarta-feira (9) a instalação de um sistema de geração de energia eólica e solar para abastecer comunidades tradicionais da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. O projeto, batizado de Cruviana, integra o programa Luz para Todos do governo federal.

Os estudos para concretizar o projeto estão em processo desde 2010, e o nome Cruviana vem de uma palavra indígena popular que designa os ventos úmidos e frios das madrugadas amazônicas. A ideia de utilizar energias limpas e de baixo impacto ambiental surgiu como alternativa a projetos envolvendo hidrelétricas, que causam impactos nefastos, como inundação de grandes áreas, prejudicando fauna e flora local, e obrigando comunidades a se deslocarem de locais, muitas vezes, considerados sagrados.

A maior parte das comunidades que devem ser atendidas pelo Cruviana utilizam, atualmente, geradores à diesel. Estima-se que a economia gerada pelo projeto chegue a, pelo menos, 20 mil litros do combustível fóssil. Evitar a queima em larga escala do diesel também significa evitar uma grande quantidade de emissão de gases do efeito estufa.

O governo afirmou que deve iniciar imediatamente a implantação do programa. De acordo com determinação do MME, a Companhia Energética de Roraima (CERR) deve elaborar um documento com o planejamento das ações em até 30 dias. Está previsto um investimento total de R$ 2,5 milhões para cada usina a ser construída. Os recursos são oriundos do programa Luz para Todos.

A expectativa para o início da geração de energia elétrica é para 2017. Após apresentado o projeto da CERR, a Fundação Nacional do Índio (Funai) irá realizar uma consulta pública nas comunidades locais para que eles aprovem e opinem no projeto. Caso seja aprovado, as obras devem iniciar no segundo semestre deste ano. A capacidade de produção energética esperada pelas entidades envolvidas é de que até 10 mil pessoas sejam beneficiadas em aproximadamente 100 comunidades tradicionais.

A resposta positiva por parte das comunidades já é esperada, visto que, de acordo com a CIR, as lideranças indígenas da Raposa Serra do Sol aprovam a instalação de instrumentos de geração de energia através do vento e do sol. Em maio de 2014, foi realizado o “2º Seminário de Energias Alternativas da Terra Indígena Serra Raposa do Sol”, que formalizou o apoio dos tuxauas (caciques) locais ao projeto Cruviana.

Fonte: Portal Rede Brasil Atual

Ceará é líder em microgeração de energia eólica no Brasil

O Ceará ocupa o primeiro lugar no mercado eólico brasileiro de geração distribuída, que é a geração elétrica realizada pelo próprio consumidor a partir de fontes renováveis ou de alta eficiência energética. Ao todo, são 20 unidades ou centrais geradoras eólicas com potência instalada de 56,1 KW (quilowatts), o que corresponde a 33,43% da potência instalada de geração distribuída no Brasil.

Essas usinas são chamadas de unidades de microgeração, ou seja, que têm potência instalada de até 75 KW. Os equipamentos estão localizados nos municípios de Fortaleza, Eusébio, Aquiraz, Maracanaú e Trairi, e a maioria deles tem uso residencial. De acordo com o secretário adjunto de Energia, Mineração e Telecomunicações da Seinfra, Renato Rolim, a expectativa é que  liderança do Ceará seja mantida e ampliada nos próximos anos com as novas regras da micro e minigeração distribuída que entraram em vigor no último dia primeiro de março.

As novas regras devem trazer ainda mais impacto no setor da microgeração fotovoltaica. “O sol favorece o Ceará. A nossa taxa de insolação é bem maior do que a dos estados do Sul e do Sudeste. Temos um insumo mais forte”, acrescenta Rolim. Hoje o estado ocupa a 13ª posição no mercado fotovoltaico de geração distribuída, sendo responsável por 1,99% da potência instalada nacional. São 63 unidades de microgeração, que possuem 370,6 KW de potência instalada. As unidades ou centrais estão localizadas nos municípios de Fortaleza, Aracati, Jaguaribe, Quixeramobim, Trairi, Aquiraz, Caucaia e Eusébio. A maioria é residencial, mas há unidades de uso comercial e industrial. Também existe uma unidade de minigeração, localizada no município de Tauá, que tem capacidade instalada de 1MW.

Novas regras

De acordo com as novidades da Resolução Normativa nº 482/2012 da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, define-se microgeração distribuída como sendo uma unidade ou central geradora com potência instalada de até 75 kW. Já minigeração distribuída se refere a unidade ou central geradora com potência acima de 75 KW e menor ou igual 5.000 kW (5 MW) para fontes renováveis, exceto fontes hídricas que são até 3 MW. Entre as mudanças, estão ainda a permissão do uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, o aumento do prazo de validade dos créditos de 36 para 60 meses e a possibilidade de instalação de geração distribuída em condomínios. A ANEEL criou ainda a figura da “geração compartilhada”, possibilitando que diversos interessados se unam em um consórcio ou em uma cooperativa, instalem uma micro ou minigeração distribuída e utilizem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Fonte: Governo do Estado de Ceará

Consumidor brasileiro poderá se tornar autossuficiente na produção de energia elétrica

Você já imaginou que, em um futuro próximo, cada brasileiro poderá ser capaz de gerar a sua própria energia?

Essa ideia pode parecer absurda à primeira impressão, mas a possibilidade é real. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que, até 2024, pequenos geradores de fontes renováveis estarão instalados em cerca de 1,2 milhão de residências no Brasil. Esses geradores produzirão energia pelo sistema de geração distribuída, que permite que o próprio consumidor instale painéis solares e microturbinas eólicas. O objetivo do programa é que o consumidor troque energia com a empresa distribuidora de sua região, visando à redução do valor do consumo e da conta de luz.

O sistema de geração distribuída tem várias vantagens. Entre elas, o uso de fontes renováveis, reduzindo os investimentos em redes de distribuição de energia, e a possibilidade de geração compartilhada, que permite que um grupo de pessoas faça um consórcio ou uma cooperativa, instalando uma minigeração de distribuição.

Segundo Tiago Correia, diretor da Aneel, essa mudança vai estimular as pessoas a adotarem a geração compartilhada. “Quanto maior o sistema, mais barata é a instalação total, porque alguns custos são diluídos. Isso faz com que o retorno do investimento seja muito mais rápido, além de facilitar o acesso ao crédito cooperativado”, explica.

O sistema também permite ao consumidor gerar energia em um local diferente do consumo. Por exemplo, se ele tiver uma casa de campo ou de praia, a energia gerada aí pode ser consumida em seu apartamento na cidade. Condomínios também poderão fazer uso da geração compartilhada, que é repartida entre os moradores em porcentagens estabelecidas pelos consumidores.

Outra vantagem é a geração de crédito para o consumidor, que funciona da seguinte forma: se o consumo de energia produzida em um mês for superior à quantidade de energia consumida, o cliente fica com um bônus para ser utilizado nas faturas seguintes.

Só entre 2014 e 2016, o modelo de geração distribuída quadriplicou no Brasil, aumentando de 424 para 1.930 conexões. “O potencial de crescimento é muito grande, e a taxa de crescimento tem sido exponencial, até porque a base ainda é baixa”, afirma Correia. Os painés solares fotovoltaicos representam cerca de 90% das instalações de geração distribuída no país.

Segundo o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, com as novas regras, o Brasil se torna uma referência internacional na área de incentivo ao uso da energia de geração distribuída, especialmente a solar.

Investimento

Embora o custo dos equipamentos para a instalação do sistema de geração de energia distribuída seja alto, a Aneel prevê que o investimento dê retorno no prazo de cinco a sete anos. “Se você pensar como um investidor, que tem um dinheiro disponível e gostaria de aplicar, traria um rendimento muito melhor do que qualquer aplicação financeira disponível hoje”, diz Tiago Correia.

O investimento é rentável, também, porque evita oscilações na tarifa de energia, já que você pode estocá-la, sem se preocupar com as suas possíveis variações de preço.

Fonte: Gisella Meneguelli | Greenme

Eólica: instalações anuais na América Latina vão ultrapassar as da América do Norte em 2025

A consultoria internacional Make fez uma atualização das previsões de instalações de energia eólica no mundo para o período até 2025. Segundo o relatório da empresa, ao fim do horizonte, as instalações anuais da América Latina irão ultrapassar as da América do Norte. O Brasil continuará a liderar a expansão eólica na América Latina, mesmo com os problemas políticos e econômicos e o México se tornará o terceiro maior mercado das Américas.

No ano passado, a China excedeu as expectativas para instalações eólicas tendo relatado uma capacidade conectada a rede de 32,9 GW. Segundo a consultoria, a corrida para implantar projetos eólicos na China em 2015 se deve ao fim do prazo de incentivos oferecidos à fonte. No curto prazo, de acordo com a Make, o crescimento da fonte será em grande parte impulsionado por um encerramento de políticas de incentivos em países como Alemanha, Estados Unidos e China.

Os mercados europeus permanecem com incertezas regulatórias, tanto no curto prazo, quanto após 2020. Já os mercados do Oriente Médio e da África continuam a se desenvolver. A China, mesmo com um ritmo menor, continuará sendo o país com o maior número de instalações no período.

Fonte: Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão