Desenvolvimento de veículos elétricos é nova meta do CERNE​

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) ​é a nova parceira do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) no nordeste setentrional.  O convênio de cooperação técnica e institucional foi assinado nesta quinta-feira (25)​.  O objetivo é desenvolver ações integradas que promovam a utilização de veículos elétricos e autônomos na região nordeste setentrional do Brasil.

“O CERNE tem como uma das suas missões contribuir para que a nossa região se prepare para o futuro. E isso está na mobilidade veicular elétrica, bem como nos veículos autônomos. Por isso, temos certeza que, unindo forças com a ABVE, venceremos muitos desafios que a implantação destes novos conceitos terá que enfrentar”, celebra o diretor-presidente da entidade, Jean-Paul Prates.

“O acordo de cooperação entre o CERNE e a ABVE vai permitir que o setor de energias renováveis, bem como as iniciativas na área de mobilidade urbana, sejam grandemente favorecidos”, afirma o diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira.

​A ​ ABVE atua junto às autoridades e entidades empresariais relacionadas ao setor automotivo, visando incentivar o desenvolvimento e utilização de veículos elétricos no País. O CERNE é um “think tank” voltado para estratégias públicas e privadas em prol do aproveitamento sustentável dos recursos naturais e energéticos no Nordeste Setentrional do Brasil.

Entidades vão fortalecer energia solar fotovoltaica no Nordeste

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), assinaram ontem (24), em São Paulo, convênio de cooperação técnica e institucional com o objetivo de desenvolver ações conjuntas que impulsionem a energia solar fotovoltaica na região nordeste setentrional do país.

“Celebramos com muita alegria esta parceria estratégica entre ABSOLAR e CERNE. Através dela, somaremos forças em prol do desenvolvimento do setor de energia solar fotovoltaica no Nordeste Setentrional, uma das regiões de maior potencial solar do país”, afirma Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR.

“Nossa aliança abrange os estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Paraíba e Pernambuco. Trata-se de uma região com máximo potencial para geração solar, tanto em pequena quanto em grande escalas. Há muito que trabalhar aqui, localmente, para desenvolver este ambiente de investimentos”, comemora Jean-Paul Prates.

A ABSOLAR congrega empresas de toda a cadeia produtiva do setor solar fotovoltaico no Brasil, promovendo e divulgando a utilização desta fonte de energia no País. O CERNE é um “think tank” voltado para estratégias públicas e privadas em prol do aproveitamento sustentável dos recursos naturais e energéticos no Nordeste Setentrional do Brasil.

“É mais um setor extremamente importante e que se soma à Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) e outras entidades setoriais nacionais que formam nosso arco de alianças com o foco no Nordeste Setentrional. A força destas parcerias conosco é a base para colocarmos nossa região em destaque”, finaliza o presidente do CERNE.

Fonte: CERNE Press

Eólicas: Brasil ultrapassará Itália neste ano e, em 2020, estará entre os cinco maiores

O Brasil ingressou há pouco no mercado de energia eólica, mas já caminha para se tornar uma potência internacional. O país, que ocupa a décima posição no ranking dos maiores produtores da eletricidade gerada a partir do vento, está cotado para ultrapassar a Itália ainda em 2016 e pular para a nona colocação. Até 2020, a previsão da Associação Brasileira de Energia Eólica (AbeEólica) é a de que a bandeira brasileira figure entre as dos cinco principais produtores de eólica do planeta.

O país começou a produção comercial de maneira tímida, em 2004, com a injeção de 6,6 megawatts (MW). O volume era irrisório. Em 2005 houve uma lacuna, retornando a produção em 2006 com 208,3 MW de potência. Até que saltou, em 2014, para 2.784 MW e, em 2015, para 2.655 MW. Para este ano, a expectativa é a de que 2.281 MW sejam injetados no Sistema Interligado Nacional (SIN), conforme relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Em 2015, os parques eólicos brasileiros somavam 8.720 MW de potência instalada, ou 8,72 Gigawatts, e chegaram a 9 GW na semana passada. O montante equivale à usina de Belo Monte, a segunda maior do país, e é suficiente para abastecer cerca de cinco milhões de consumidores, ou seja, mais do que o Paraná. “A Itália injetou 200 MW na rede no ano passado. O Brasil está injetando de 2 a 3 GW por ano”, comemora a presidente da AbeEólica, Elbia Gannoum. No entanto, ela ressalta que ultrapassar a China é praticamente impossível. “A China cresce um Brasil de energia por ano”, afirma Elbia.

Investimentos

Os investimentos no setor também são ressaltados pela executiva. Afinal, nos últimos dois anos foram investidos R$ 30 bilhões e criados cerca de 81 mil postos de trabalho de todos os tipos, desde chão de fábrica até executivos. A expansão é resultado da viabilidade comercial desse tipo de geração. Enquanto o megawatt-hora (MWh) comercializado nos últimos leilões pelas grandes usinas, como Belo Monte e Jirau, girou em torno de R$ 80, o MWh das eólicas foi pouco superior a R$ 100, conforme afirma o presidente da CMU Energia, Walter Fróes. “As eólicas foram mais competitividas do que as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs)”, diz o especialista.

Ele afirma, no entanto, que a escalada do dólar pode atrasar projetos. Embora Elbia lembre que o Brasil já possui fornecedores de geradores e turbinas, que são o coração das torres eólicas, Fróes afirma que muitos dos fabricantes são, na verdade, empresas de montagem. “O produto é importado e montado no Brasil. Com a alta do dólar, acredito que o megawatt-hora das eólicas não deva ficar abaixo de R$ 200 nos leilões, perdendo um pouco da competitividade no curto prazo”, diz.

Potencial e desafios

Minas Gerais vai entrar de cabeça na rota das eólicas nos próximos dez anos, segundo o presidente da Efficientia, empresa do grupo Cemig, Alexandre Heringer. A tecnologia será a principal aliada do Estado na briga por uma fatia no mercado da energia gerada a partir do vento, hoje comandado por Rio Grande do Norte (RN), com 2,8 GW, o equivalente a 33% da energia eólica gerada em território nacional. Em segundo lugar aparece a Bahia (BA), com 1,6 GW, seguida pelo Rio Grande do Sul (RS), com 1,5 GW.

Potencial para disputar uma parte do mercado, Minas tem. Nas alterosas, segundo o Atlas Eólico, estudo desenvolvido pela Cemig há alguns anos, seria possível instalar 39 gigawatts de potência. É o mesmo que dizer que poderíamos instalar duas usinas de Itaipu em Minas Gerais.

Apesar do potencial, falta viabilidade comercial para produzir energia a partir do vento. Conforme explica Heringer, os locais de mais vento estão localizados no topo dos morros, enquanto no Rio Grande do Norte, no Ceará e na Bahia, por exemplo, as áreas de fortes ventos estão em planícies no litoral. “É muito mais fácil instalar uma torre eólica em uma planície do que no topo de um morro, com terreno irregular. No futuro, no entanto, essas áreas serão competitivas”, prevê.

Torres

Elbia afirma que torres de até 120 metros estão em estudo em São Paulo. A aprovação desse tipo de equipamento facilita a implantação das eólicas no Estado. Afinal, neste caso, não seria necessário ir até o topo dos morros.

O membro do Instituto de Desenvolvimento do Setor Energético (Ilumina) e consultor, Roberto D’araújo, lembra, no entanto, que a energia eólica é variável, ou seja, intermitente, e pode gerar instabilidade elétrica. “Na China os parques eólicos são instalados juntos a grandes baterias solares. O objetivo é não interromper abruptamente o fornecimento de energia, caso pare de ventar. No Brasil, este tipo de tecnologia ainda é escassa”, diz. Além de ventos fracos, ventos muitos fortes também podem interromper o abastecimento elétrico e causar insegurança.

O especialista comenta, ainda, que é uma ilusão pensar que a energia eólica é uma fonte 100% limpa. Além de ser necessário desabitar uma grande área devido à poluição sonora (os ruídos emitidos pelas pás são muito fortes), as torres comumente matam centena de pássaros. “Não existe fontes totalmente limpa. Todo tipo de geração de energia possui prós e contras. O ideal é combinar as matrizes de forma a causar o menor dano possível”, destaca.

Foto: Hoje em Dia

Foto: Hoje em Dia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Tatiana Moraes | Hoje em Dia

Aneel libera funcionamento de 48MW em eólicas no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou, no dia 20 de fevereiro, a entrada em operação comercial dos parques eólicos Pelado, com 20 MW de potência instalada, e Lanchinha, com 28 MW.

Os empreendimentos, ambos da empresa espanhola Gestamp, estão instalados nos municípios de Bodó e Tenente Laurentino Cruz, respectivamente.

Com mais tecnologia, energias renováveis competirão com o petróleo

A forte queda do preço do petróleo em mercados internacionais, observada no último ano e meio, tem trazido dúvidas sobre o futuro das energias renováveis. Desde meados de 2014, o valor do barril de petróleo caiu de US$ 100 para US$ 30. E pode cair mais. Nesse cenário, muitos se perguntam se fontes como a solar e a eólica manterão sua competitividade e o impressionante ritmo de expansão observado em anos recentes.

Juntas, as fontes solar e eólica viram sua capacidade instalada crescer cerca 1.000% no mundo ao longo da última década. Felizmente, há plenas condições para esse ciclo virtuoso continuar, e diversas razões para isso podem ser destacadas.

Na maioria dos países, as novas energias renováveis ainda crescem sem competir tão diretamente com o petróleo. Enquanto mais de metade do petróleo produzido no mundo é consumido como combustível para os transportes e outra grande fatia vai para atividades industriais, as novas renováveis ganham espaço com mais força na geração de eletricidade –na qual a competição central é com carvão, gás natural e energia nuclear. O preço de petróleo pode até exercer alguma influência, mas não é determinante.

Com o avanço das tecnologias, é esperado que as novas renováveis passem a competir mais diretamente com o petróleo. Os veículos elétricos, que ainda não ganharam grande escala mas devem fazê-lo em alguns anos, são um exemplo. Contudo, a redução de preços das fontes mais modernas de energia também tem sido notável: desde a década de 1980, o custo de painéis solares vem caindo cerca de 10% ao ano. E deve seguir nessa tendência, segundo estudo de pesquisadores da Universidade de Oxford publicado neste ano.

É importante ressaltar que, enquanto os preços das renováveis só tendem a cair, a história nos mostra que o preço do petróleo é oscilante, sendo muito difícil dizer em qual patamar estará daqui a poucos anos ou até mesmo meses. Investir em petróleo, portanto, é um negócio arriscado. Mas apostar nas novas renováveis é uma estratégia cada vez mais segura, especialmente no longo prazo, que é para onde governos e empresas do setor geralmente olham.

Outra razão para manter o otimismo com relação às novas renováveis é a consolidação do setor. Seu crescimento na última década superou as expectativas mais otimistas. Uma das principais barreiras à popularização das energias solar e eólica, o armazenamento de energia em baterias compactas para momentos em que o sol não brilha ou o vento não sopra, já está sendo superada por produtos lançados recentemente.

Além disso, a previsibilidade dessas fontes de energia vem sendo estudada e equacionada há muito tempo, e é uma área de conhecimento avançada. Para citar um exemplo, em 2014, temia-se o risco de um eclipse desestabilizar a rede elétrica da Alemanha, que conta com participação significativa de energia solar. O impacto, no entanto, foi mínimo e pontual, reforçando a confiança na matriz.

Fim da era do petróleo

Para além de aspectos econômicos e técnicos, as esferas política e socioambiental da discussão também apontam cada vez mais na direção de energias como a solar e a eólica. A nível global, as renováveis são a principal saída para o desafio das mudanças climáticas, causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis como o petróleo.

No final do ano passado, governos de 195 países assinaram o importante Acordo de Paris, assumindo os compromissos de evitar um aquecimento global superior a 1,5°C e, na segunda metade do século, neutralizar emissões de gases de efeito estufa. Em termos práticos, a única forma realista de atingir esses objetivos é zerando o consumo de combustíveis fósseis até 2050. Ou seja, o mundo já assinou o fim da era do petróleo.

Existe ainda espaço para governos aproveitarem os baixos preços do petróleo e removerem subsídios ao seu consumo. Com a drástica queda dos preços, esses subsídios simplesmente perdem sentido. Diversos países como Índia, Indonésia e Malásia já fizeram isso, e muitos outros podem seguir o exemplo.

Os recursos que iriam para as grandes empresas petrolíferas podem, então, ser direcionados justamente para as novas renováveis, acelerando a transição para uma matriz energética mais moderna e limpa. E se os preços do petróleo voltarem a subir, o mercado já estará operando sob novas condições. E se reequilibrará, sem contar com um apoio que custa caro à sociedade e perpetua o grave problema das mudanças climáticas.

Em resumo, o cenário continua notavelmente favorável às renováveis, e cada vez mais desfavorável para o petróleo. Não à toa o investimento em renováveis quebrou um novo recorde em 2015, chegando a US$ 329 bilhões, com China e Estados Unidos na liderança. Enquanto isso, cresce exponencialmente um movimento internacional de retirada de investimentos em petróleo, que já conta com o apoio de organizações como o Rockefeller Brothers Fund, a Universidade de Glasgow e o Conselho Mundial de Igrejas.

O Brasil tem tudo para se tornar um dos protagonistas dessa revolução energética. Poucos países contam com condições tão favoráveis às energias solar e eólica. Alguns de nossos governantes já começam a perceber isso. Um deles é José Fortunati, prefeito de Porto Alegre, que há menos de um mês assumiu o compromisso de ter 100% dos prédios municipais gerando ou consumindo energias limpas e renováveis até 2050.

Ainda assim o governo federal continua olhando para o passado. E destinará aos combustíveis fósseis cerca de 70% dos investimentos públicos em energia previstos para a próxima década. Outro exemplo dos equívocos cometidos é o fato da presidente Dilma ter vetado uma séria de medidas favoráveis às energias renováveis no Plano Plurianual para 2016-2019, sancionado há poucas semanas.

Está totalmente ao alcance de Dilma e sua equipe mudar de postura e investir de fato no futuro. Basta abrir os olhos para os enormes benefícios econômicos, sociais e ambientais oferecidos pelas renováveis.

Fonte: Pedro Telles | Uol

Ceará vai gerar 14,7% da energia eólica do País

Em 2019, o Ceará vai responder por 14,7% de toda a energia eólica produzida no Brasil. Os números são de um estudo da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), de janeiro deste ano. A pesquisa mostra que, se contadas as usinas em construção e as que ainda não foram iniciadas, a previsão é de que a capacidade de geração eólica do Estado que era de 1.254,2 MW, em dezembro de 2015, alcance 2.579,2 MW nos próximos três anos. Um crescimento de 105% no período. O estudo foi apresentado no workshop Tributação e Energias Renováveis, que reuniu especialistas do setor na manhã de ontem em Fortaleza.

O potencial de expansão é ainda maior. Pelo acordo assinado na cúpula do clima de Paris, COP 21, o Brasil tem aumentar de 28% para 33% o uso de energia de fontes renováveis – eólica, solar, biomassa e biocombustíveis.

Hoje a produção cearense representa 16,1% da capacidade de geração eólica do Brasil. No quadro geral, a região Nordeste é responsável por 76,3% dos 7.793,5 MW de energia eólica em operação no Brasil.

Numeros-sobre-encargos-do-setor-eletricoA participação da energia eólica na matriz brasileira, no entanto, ainda é pequena. Apenas 5,5%, mas a tendência é de crescimento. Para se ter uma ideia, há cinco anos, a participação era de apenas 1%. Pelo Plano Decenal de Expansão de Energia, deve chegar a 24% em 2024. A participação da energia fotovoltaica, que hoje é praticamente zero, deve chegar a 7%.

Isso representa uma grande janela de oportunidade a ser explorada pelo Estado, afirma o presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis (CSRenováveis), Jurandir Picanço. “Todas as previsões indicam um forte crescimento da energia renováveis no horizonte de 2050”. Ele reforça que 85% da expansão planejada pelo Governo Federal está baseada em energias renováveis, sendo 49% para eólica.

Desafios

Os desafios, no entanto, continuam. Dentre estes, o de aumentar as linhas de transmissão. No Ceará, por exemplo, grandes áreas não podem ser exploradas porque não tem capacidade de escoamento. Picanço diz que, hoje, o Governo do Estado vem buscando soluções para superar gargalos, a exemplo do Plano Estadual de Energia e a criação de coordenadorias especializadas no monitoramento das obras. O objetivo é recuperar a liderança no setor eólico, que era do Ceará até 2012.

NÚMEROS

28%

é a participação de fontes renováveis  de energia no Brasil. Meta é chegar a 33%

Fonte: O Povo | Irna Cavalcante

 

Brasil está construindo a maior usina de energia solar da América Latina

O projeto Ituverava, cujas obras começaram em dezembro de 2015, será instalado no Estado da Bahia e terá capacidade de 254 MW, com produção anual de energia estimada em 500 GWh. A previsão é que o parque solar entre em funcionamento em meados de 2017.

Esta será a maior usina de energia solar da América Latina, e ajudará a suprir à demanda constante de energia elétrica no país – que de acordo com estimativas vai aumentar a uma taxa média de 4% ao ano até 2020.

A Enerray do Brasil, empresa que pertence à Seci Energia do Grupo Industrial Maccaferri, através da Enerray Usinas Fotovoltaicas, foi a escolhida pela Enel Green Power para a construção da usina solar .

Fonte: CERNE Press com informações da Conexão Lusófona

Pernambuco concede incentivo fiscal para eólicas

A partir de 1º de março, toda a cadeia de produção, montagem e fornecimento de componentes da indústria de torres e aerogeradores de energia eólica passa a receber benefício fiscal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Ontem, o governo de Pernambuco publicou um decreto que corrige uma distorção que fazia a indústria comprar direto do exterior em vez de adquirir de fornecedores locais. A equalização entre as etapas desonera toda a cadeia e busca, além de favorecer as empresas que operam no estado, atrair novos investimentos a partir dessa nova condição.

De acordo com o diretor de controle e acompanhamento de benefícios fiscais da Secretaria da Fazenda de Pernambuco, José Cruz, o ajuste na legislação vai neutralizar a inflação do produto local, que se tornava desinteressante. “O que ocorre é que o ICMS é cobrado na importação, independentemente se quem compra vai usar na produção ou vai revender de forma direta ou depois de transformar. O problema é que quem compra para revender para a indústria ou está de alguma forma no meio da cadeia não consegue transferir o tributo porque a operação interna é desonerada”, explica.

A solução de quem atua no mercado interno, segundo o diretor, é aplicar o custo do tributo no preço de revenda. “Quando uma indústria importa de uma unidade no Canadá ou nos Estados Unidos, por exemplo, paga o tributo e recebe o produto. Já comprar daqui reúne os custos do próprio insumo, da empresa e o tributo embutido no preço. Fica pouco atraente na concorrência com o produto importado direto”, detalha. “A publicação do decreto pode promover a chegada de empresas interessadas em produzir aqui, além de estimular negócios estrangeiros em operação no estado a trazerem as unidades para produzir localmente em vez de importar”, complementa. O diretor acredita, também, que o fornecimento local representa ganhos logísticos e que impactam diretamente nos custos. “Reduz a necessidade de manter estoques de segurança ou a perda de tempo na espera pela chegada de uma peça em falta no processo produtivo”, detalha.

A energia produzida com a força dos ventos é a que apresenta o maior crescimento no país e Pernambuco foi um dos estados que “acordou” nos últimos anos. No ano passado, foram inauguradas mais de 100 usinas eólicas no país, com investimentos de R$ 19,2 bilhões. Atualmente, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), existem 349 usinas eólicas instaladas no Brasil, a maioria na região Nordeste. Além disso, 70% dos equipamentos utilizados na geração de energia eólica no Brasil são produzidos no país.

Fonte: Diario de Pernambuco | André Clemente

Eólica alcança 9 GW de capacidade instalada no Brasil

A energia eólica acaba de alcançar neste mês de fevereiro a marca de 9 GW instalados no Brasil. A presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Gannoum, disse que o potencial corresponde, em termos de geração efetiva, a uma Belo Monte. A fonte vem participando com êxito desde 2009 dos leilões promovidos pelo governo e conseguiu estruturar no país uma cadeia produtiva que agrega os principais fabricantes de aerogeradores.

Segundo a ABEEólica, já foram gerados mais de 40 mil postos de trabalho e os investimentos são superiores a R$ 15 bilhões por ano, nos último dois anos. Com este ritmo de crescimento e tendo em vista os contratos assinados, resultantes dos leilões, serão instalados mais de 10 GW de potência nos próximos três ou quatro anos, permitindo que em 2020 a energia eólica chegue a 20 GW de capacidade total, representando mais de 10% da matriz elétrica nacional.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

Brasil aposta em novas fontes renováveis

As chamadas novas fontes renováveis de energia, formadas por usinas eólicas, solares e de biomassa, foram as que mais cresceram nos últimos anos no Brasil. Entre 2005 e 2014, a produção desse tipo de energia aumentou 146%, enquanto as hídricas avançaram 10%; o petróleo, 38%; e o gás natural, 80%, segundo o Balanço Energético Nacional 2015 (BEN).

Embora ainda tenham uma participação pequena na matriz energética, elas vão reforçar as medidas do governo para que o País consiga atingir as metas de redução das emissões de gases do efeito estufa definidas na 21.ª Conferência do Clima (COP 21), ocorrida em dezembro, em Paris. O objetivo do Brasil é reduzir as emissões em 37% até 2025 e em 43% até 2030.

Para isso, o governo pretende elevar a participação das novas fontes renováveis de 9%, em 2014, para 24% da produção de energia elétrica do País até 2030, diz o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. “Hoje, a média dessas novas energias renováveis na matriz mundial está em torno de 6%. É claro que alguns países têm participação maior, como a Alemanha (13,4%).”

Na opinião de Tolmasquim, o Brasil vai continuar mantendo sua posição de liderança na produção de energia limpa nos próximos anos. E isso deve ocorrer a despeito da queda dos preços do petróleo e mesmo com a perspectiva de que o barril não volte aos patamares de US$ 100.

O País tem uma matriz energética invejável comparada ao resto do mundo. Pelos dados do Balanço Energético Nacional, cerca de 40% da oferta interna de energia vem de fontes renováveis – que incluem a energia hidrelétrica e o etanol – e 60% de combustíveis fósseis. No mundo, a média de uso de energia limpa era de apenas 13,8% em 2013, último dado da Agência Internacional de Energia.

Os números brasileiros já foram melhores. Em 2009, por exemplo, 46,8% da oferta de energia no País era renovável. Tolmasquim explica que a queda é reflexo da crise hídrica que assolou o País nos últimos anos e exigiu a produção de energia elétrica de óleo combustível e diesel. “O Brasil é privilegiado. Tem água em abundância, vento forte e sol o ano todo”, afirma o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.

Segundo ele, a energia eólica e a solar vão crescer muito nos próximos anos e exigir estudos avançados em novas tecnologias. Como são fontes intermitentes, que estão sujeitas às intempéries da natureza, elas não conseguem garantir um volume de produção o tempo todo. Por isso, o mundo vem apostando em estudos para o desenvolvimento de baterias que consigam armazenar a energia produzida por essas novas fontes renováveis.

“Algumas empresas têm estudos aprofundados. Mas, por enquanto, elas são muito caras”, destaca o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), José Goldemberg, um dos principais cientistas brasileiros especializados em energia. Ele explica que as baterias são as mesmas que são usadas para os carros elétricos, mas com mais capacidade. “Para se ter uma ideia do custo, as baterias usadas nos carros custam mais de US$ 20 mil, quase metade do valor do carro.”

Na avaliação dele, enquanto essas inovações continuam no papel, o Brasil deveria voltar a investir nas hidrelétricas com reservatórios, que acumulam água e, portanto, armazenam energia. Como os novos potenciais hidrelétricos estão localizados na Amazônia, a pressão ambiental em cima das hidrelétricas tem tornado inviável a construção de usinas com represas. Isso diminuiu a capacidade de armazenamento de água e deixou o País mais vulnerável às condições climáticas.

Na opinião de especialistas, as usinas eólicas devem ser usadas como complemento. No período de seca no Sudeste, as eólicas produzem mais no Nordeste. Mas é preciso ter usinas de reserva para o caso de o vento diminuir e reduzir a geração de energia.

Enquanto persistem as discussões sobre como armazenar a energia, a eólica continua tendo forte expansão e tem recebido vultosos investimentos. Foram R$ 22 bilhões em 2015 e, para este ano, a expectativa é aplicar outros R$ 25 bilhões. Segundo a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Gannoum, em 2015 o setor cresceu 35% comparado com 2014 e colocou o País na 10.ª posição no ranking dos maiores produtores do mundo.

Solar

A energia solar está num estágio atrás da eólica, mas tem atraído investidores. Com a realização de leilões específicos para a fonte, o Brasil conseguiu dar o pontapé inicial na ampliação da fonte renovável, que ainda é incipiente – em 2014, o País tinha apenas 15 megawatt (MW) de energia solar instalada. Nos leilões, entretanto, foram contratados mais de 2,5 mil MW.

Maurício Tolmasquim diz que o planejamento da matriz energética brasileira inclui ainda a ampliação da produção de etanol. Apesar da crise que abalou o setor e fechou várias usinas, ele diz que a previsão é ampliar a fatia do produto de 38% para 49% entre os combustíveis até 2030.

Além das renováveis, uma fonte fóssil, mas menos poluente que o petróleo, deve ganhar espaço na matriz energética mundial, diz Pires. Para ele, o gás natural será o combustível da transição de uma economia suja para uma mais limpa.

Fonte: O Estado de São Paulo

Eólica Boa Esperança I é enquadrada no Reidi

A Central Geradora Eólica Boa Esperança I, da Gestamp Eólica, foi enquadrada no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura. A portaria do Ministério de Minas e Energia foi publicado na edição dessa sexta-feira, 12 de fevereiro, do Diário Oficial da União. Localizado no município de Jardim de Angicos, no Rio Grande do Norte, o projeto é composto por 14 unidades de geração com um total de 28 MW de capacidade instalada. O investimento estimado sem a incidência de PIS/Pasep e Cofins é de R$ 175,881 milhões.

Fonte: Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas

Diretores do Cerne visitam IFRN para futura parceria

O Campus EaD do IFRN recebeu, da última quinta feira, 04, a visita de dois diretores técnicos do Centro de Estratégias em Recursos Naturais & Energia (Cerne), para conhecimento da infraestrutura de um prédio de educação a distância. O encontro faz parte de um convênio entre as duas instituições, para oferta de variados cursos.

“A partir do segundo trimestre desse ano, pretendemos ofertar os cursos na área das energias renováveis, mas não impede que no futuro ofertemos cursos como edificações renováveis e impressões 3D para utilização em energia”, disse Olavo Bueno Oliveira, diretor técnico da Cerne.

Na visita, também estiveram presentes o outro diretor técnico de meio ambiente e sustentabilidade da Cerne, Hugo Alexandre, o professor do IFRN Augusto Fialho, responsável pelo contato da parceria, o engenheiro eletricista do IFRN, Franclin Róbias da Silva, além do Diretor Geral do Campus EaD, Wagner de Oliveira, e o coordenador de tecnologias de informação e comunicação do Campus, Fabiano Faustino.

Fonte: IFRN/ Campus EaD

Energia eólica mundial atinge recorde de 435 GW em 2015

De acordo com dados preliminares divulgados ontem (10) pela Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, em inglês), o mundo tem visto um novo recorde em novas instalações eólicas com o acréscimo de 63.690 MW em 2015. A capacidade total de energia produzida pelos ventos em todo o mundo chegou a 435 GW.

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A taxa de crescimento global de 17,2% foi maior do que em 2014 (16,4%). Entre os 15 principais mercados, Brasil, Polônia, China e Turquia foram os países mais dinâmicos e com taxas de crescimento mais fortes.

A China tem se destacado como líder mundial de energia eólica, somando novos 33 GW de capacidade. Isto representa uma quota de 51,8% do mercado.

Alemanha, na expectativa de mudanças na legislação, instalou 4,9 GW. A energia eólica contribuiu com um novo recorde de 13% da demanda energética do país em 2015.

Há um ano, o Brasil foi o quarto maior mercado para novos aerogeradores com um volume de 2,8 GW. O país é considerado o líder de mercado em energia eólica da América Latina.

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Fonte: CERNE Press com informações da WWEA