Brasil retoma autossuficiência em petróleo

O Brasil reconquistou a chamada “autossuficiência volumétrica” de petróleo. Na média diária de janeiro a novembro de 2015, o país produziu 2,578 milhões de barris de óleo bruto. No mesmo período, o consumo de derivados somou 2,224 milhões de barris, resultando em um superávit de 354 mil barris diários.

Dois fatores contribuíram para esse excedente. Pelo lado da oferta, a produção de petróleo cresceu 7,5% em relação à média diária de 2014, com avanço da Petrobras e das petroleiras privadas. Pelo lado da demanda, a recessão deprimiu o consumo, que baixou 7,7%, na primeira queda anual desde 2003.

Os dados foram levantados pela Gazeta do Povo na base de dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e estão expressos em barris equivalentes de petróleo (bep). A oferta de petróleo inclui líquido de gás natural (LGN) e a estimativa de demanda teve como base o consumo aparente (produção mais importações menos exportações) de 13 derivados.

Conquista simbólica

O efeito da retomada da autossuficiência tende a ser mais simbólico que prático. Uma vez que o parque de refino não dá conta da demanda local por combustíveis e ainda depende de uma fração de petróleo estrangeiro, mais leve, o país continuará importando óleo bruto e derivados, principalmente diesel.

Sem títuloNo início de 2014, antes de cancelar projetos de duas refinarias e adiar etapas de outras duas, a Petrobras esperava alcançar até 2020 o que chamou de “autossuficiência de derivados”, com o refino local suprindo todo o mercado interno. Hoje a meta parece improvável.

Segundo o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, quando o país voltar a crescer as importações vão aumentar, ao passo que as incertezas geradas pela queda das cotações do barril e pela suspensão de investimentos ameaçam a expansão da produção de petróleo. Essa combinação pode levar o Brasil de volta ao déficit. A condição de autossuficiente, mantida entre 2005 e 2012, foi perdida na sequência em meio a um cenário de disparada das importações e estagnação da produção.

Alheia a déficits e superávits, a política de preços da Petrobras segue seu próprio caminho. Entre 2011 e 2014, a empresa subsidiou gasolina e diesel para ajudar o governo a conter a inflação. Hoje, com o barril mais barato e a balança comercial mais confortável, a estatal mantém altos os preços dos combustíveis.

Sem títuloIndústria ameaçada

Enquanto isso, a cadeia de fornecedores tem quebradeira e demissões em massa. Com dificuldades de caixa e sob os efeitos da operação Lava Jato, a Petrobras cancelou ou adiou projetos. E as petroleiras privadas investem pouco porque o desenvolvimento de novos campos minguou depois que governo passou cinco anos sem leiloar blocos de exploração, entre 2008 e 2013.

Para Jean Paul Prates, diretor da consultoria Expetro e presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), a autossuficiência não pode ser um objetivo em si mesmo.

“É importante do ponto de vista da segurança energética, mas não adianta produzir por produzir. Por motivos econômicos e sociais, é preciso manter em atividade essa indústria”, diz.

Confortável com as reservas gigantescas do pré-sal, o país precisa “promover melhor” a exploração de áreas convencionais, avalia Prates. “Com a Petrobras ou outras empresas, temos de manter atividade em terra, em águas rasas, na selva, no sertão do Nordeste, estudar o gás de xisto”, defende.

Queda do barril e crise melhoram balança comercial

A queda das cotações do petróleo e a recessão melhoraram a balança comercial do setor. Embora as exportações de óleo e derivados tenham diminuído 34% no ano passado, as importações caíram ainda mais, cerca de 47%. Com isso, o déficit da “conta petróleo”, que havia chegado ao recorde de US$ 20,4 bilhões em 2013, caiu a US$ 5,7 bilhões em 2015.

Edmar de Almeida, pesquisador do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, não descarta que a conta petróleo se equilibre em breve – o que, para ele, é mais relevante que a “autossuficiência volumétrica”.

“A questão é se a Petrobras terá condições de manter esse equilíbrio. Isso exige investimento em refinarias, mas ela não tem recursos, e ampliação da produção de petróleo, em dúvida com a queda do barril”, diz. (FJ)

Nem tão autossuficiente

O Brasil retomou a “autossuficiência volumétrica” de petróleo. Mas as limitações do parque de refino fazem com que a produção local de derivados continue abaixo da demanda por esses produtos.

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Dados de 2015: média diária de janeiro a novembro
1 Inclui Líquido de Gás Natural (LGN). Composto de GLP e gasolina natural, o LGN equivale, nas refinarias, a um petróleo leve.
2 Asfalto, Coque, Gasolina A, Gasolina de Aviação, GLP, Lubrificante, Nafta, Óleo Combustível, Óleo Diesel, Parafina, Querosene de Aviação, Querosene Iluminante, Solvente.
Fonte: ANP

Fonte: Gazeta do Povo | Fernando Jasper

EDP Renováveis aumentou produção em 8% em 2015

No relatório de produção e capacidade do primeiro semestre de 2015, enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP Renováveis afirma que produziu mais 1.625 GWh no ano passado além dos 19.763 Gwh produzidos em 2014.

“O aumento da produção beneficia das adições de capacidade nos últimos 12 meses assim como do fator de utilização de 29% (contra 30% em 2014). Numa base trimestral, o fator de utilização no quatro trimestre foi de 32%, estável quando comparado com o mesmo trimestre de 2014”, lê-se no relatório.

Em 2015, afirma a empresa, as operações da EDP Renováveis na Europa e na América do Norte geraram 47% e 52%, respetivamente, do total da produção.

Na Europa, a geração da EDP Renováveis aumentou 8% quando comparado com 2014 para 10,1 terawatt hora (TWh), “suportada pelo aumento de 29% da produção no resto da Europa, no seguimento das adições de capacidade e do forte recurso eólico, e pelo aumento de 21% da produção em Portugal”.

Na América do Norte, “a geração da EDP Renováveis totalizou 11,1 TWh (mais 9% quando comparado com o período homólogo), espelhando o efeito positivo das adições de capacidade e suportado pelo recurso eólico acima da média no 4T15. No Brasil, a produção da EDP Renováveis decresceu 6% devido ao menor recurso eólico”.

Durante 2015, foram concluídos três parques eólicos nos EUA, num total de 0,4 gigawatts (GW): Waverly (no Kansas), Arbuckle (em Oklahoma) e Rising Tree North (na Califórnia). Na Europa, foram adicionais mais 0,7 GW, em Portugal, na Polónia, em França e em Itália.

Em dezembro do ano passado, a EDP Renováveis tinha 344 megawatts (MW) de energia eólica `onshore` (na costa) em fase de construção: No México estavam em fase de construção 200 MW relativos ao primeiro parque eólico da empresa no país, no Brasil estavam em construção 120 MW referentes ao projeto Baixa do Feijão, e em França mais 24 MW.

Fonte: RTP Notícias

BNDES aprova R$ 300 milhões em financiamento para parque eólico no RN

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) obteve novo financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 300 milhões, para o complexo eólico Brisa Potiguar.

Com capacidade instalada de 183,6 megawatts (MW), o complexo construído no Rio Grande do Norte está em operação comercial desde outubro de 2015.

A Copel fará uma emissão privada de debêntures, a serem subscritas pelo BNDES e BNDESPar, braço de participações do banco de fomento. As debêntures serão dividas em duas séries, sendo uma atrelada à TJLP e a outra ao IPCA.

A operação segue as características da linha de financiamento a empreendimentos Finem, com prazo de 16 anos, carência de seis meses e amortização mensal.

“Esta parceria reflete a capacidade da companhia em obter recursos e reafirma o compromisso do seu programa de investimentos”, afirma a Copel, em comunicado.

Fonte: Valor Econômico | Thais Carrança

Balanço: Geração distribuída chega a 1.731 conexões em 2015

A geração distribuída fechou o ano de 2015 com 1.731 conexões e uma potência instalada de 16,5 MW, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica. Em comparação com 2014, quando existiam 424 conexões, houve um aumento de 308%. Em outubro do ano passado, a Aneel já havia registrado 1.000 adesões de consumidores, número que foi ampliado em dois meses.

A fonte mais utilizada pelos consumidores continua sendo a solar, com 1.675 adesões e 13,3 MW de potência instalada, seguida da eólica, com 33 instalações e 121 kW. Existem ainda, segundo a Aneel, 14 projetos híbridos de solar e eólica, que totalizam 281 kW; seis de biogás, com 951 kW; dois de hidráulica, com 829 kW; e um a biomassa, com 1 MW de potência instalada.

Atualmente, o estado que possui mais micro e minigeradores é Minas Gerais, com 333 conexões. O Rio de Janeiro vem em seguida, com 203 conexões, e em terceiro lugar está o estado do Rio Grande do Sul, com 186 conexões. Os dados da agência mostram ainda que entre as classes de consumo, a residencial é expressivamente a que mais utiliza a micro e minigeração.

Fonte: Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Consumidor

Campus central do IFRN começa a produzir energia solar

Em busca de fonte alternativa de energia e, consequentemente, preocupado com a sustentabilidade, o Campus Natal Central começou a produção de energia solar nesta segunda-feira, dia 18.  Os geradores fotovoltaicos, que totalizam 825 painéis solares, divididos em dois geradores – um com 480 e outro com 345, ocupam aproximadamente 1.290m² e estão instalados sobre o teto dos blocos das salas de aula.

Estima-se que serão gerados 26.200kWh mensalmente, suprindo cerca de 11% do consumo, o que representa uma economia de R$ 116,3 mil anual para o Campus, como também uma redução de 28 toneladas na  emissão de CO2/ano.

De acordo com Franclin Róbias, engenheiro eletricista do IFRN, inicialmente, a energia gerada atenderá os condicionadores de ar dos blocos de aulas e o Data Center do Instituto. A energia restante será distribuída para as demais cargas elétricas ou irá para a rede de distribuição da Companhia de Energética do Rio Grande do Norte (COSERN). Nesse último caso, o medidor da subestação  registrará a energia fornecida para a rede externa e será descontada na fatura do Campus, gerando mais uma economia.

“O projeto, além der gerar economia e ser exemplo do uso de energia limpa, vai proporcionar aos alunos e professores o acompanhamento do seu funcionamento – inicialmente os do curso de Eletrotécnica, futuramente de Engenharia de Energia e de Informática”, observa o diretor de Administração do campus, Francisco Antonio de Pontes, que finaliza: “Nossa meta é ampliar a produção e nos próximos quatro anos chegar a 50% da energia consumida no campus”.

Outros 6 campi (Canguaretama, São Paulo do Potengi, Ceará-Mirim, Currais Novos, Parelhas e São Gonçalo) e a Reitoria do IFRN já possuem usina de energia solar. Os planos são que, em breve, os campi Pau dos Ferros, Caicó, João Câmara e Lajes também passem a contar com suas usinas. O Instituto foi a primeira instituição pública brasileira a usar micro e minigeradores conectados à rede de distribuição de energia elétrica, conforme Resolução Normativa 482/ANEEL.

Fonte: IFRN

Investidores em energia eólica estudam assumir linhas da Abengoa

Investidores em energia eólica no Brasil avaliam a possibilidade de assumir a construção de parte das linhas de transmissão que estavam a cargo da Abengoa, que paralisou todos projetos no país, para evitar terem usinas prejudicadas pela falta de conexão ao sistema.

Segundo três especialistas próximos ao assunto, a solução seria válida apenas para determinados projetos e provavelmente seria de interesse apenas de grandes grupos, como Renova e CPFL Renováveis, que podem perder receita se não tiverem linhas onde conectar suas usinas a partir da data estipulada em contrato para início da operação.

“Vários agentes geradores já estão se reunindo para ver se conseguem viabilizar (a proposta)… Isso pode dar certo para alguns casos. Não é uma solução generalizada, mas poderia atender algumas situações específicas”, afirmou o consultor Barne Laureano, da Laureano & Meirelles Engenharia.

Mesmo a geradora Casa dos Ventos, que não tem projetos imediatamente afetados, poderá se envolver no caso, mirando o potencial futuro das usinas que estuda implementar na região Nordeste.

“Como temos projetos nas áreas afetadas, nós nos dispusemos a eventualmente estudar ativos específicos (da Abengoa). Talvez isso passe por um consórcio, com transmissoras ou geradoras, para tentar dar uma solução”, afirmou à Reuters o diretor de Novos Negócios da Casa dos Ventos, Lucas Araripe.

O vice-presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), Lauro Fiúza Jr, confirmou que há uma busca dos empreendedores de meios para fazer frente à gravidade da situação.

“É real essa movimentação… Uma das soluções é as empresas que já estão no meio do caminho (com obras em andamento) se unirem para propor de fazer a conexão à rede”, explicou.

CONEXÃO

A Abeeólica estima que 1,5 gigawatt em usinas eólicas já licitadas seriam conectadas a linhas em construção pela Abengoa, que suspendeu as obras após sua matriz na Espanha entrar com pedido preliminar de recuperação judicial.

A ideia das geradoras é que, caso a saída em estudo seja vista como viável pelo regulador, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), elas possam escolher quais linhas ou subestações da Abengoa têm interesse em construir, assumindo a receita anual estabelecida para as obras em questão.

Segundo Laureano, o interesse das empresas não é necessariamente assumir os contratos de concessão da Abengoa, mas apenas as instalações minimamente necessárias para escoar a energia das usinas.

“Ele (investidor em eólicas) coloca, por exemplo, um transformador em uma subestação e passa a receber uma receita pelo investimento que fez. A Aneel poderia fazer uma resolução e transferir esse ativo para uma transmissora, e ele fica livre da operação e manutenção disso”, explicou.

Tanto Fiúza quanto Laureano defendem que será necessário tomar medidas que não estão previstas na regulação para viabilizar a geração das eólicas sem atrasos.

“O problema é muito sério e só medidas emergenciais e que passem por cima do processo (podem solucioná-lo)… Não dá pra ficar seguindo os trâmites normais”, apontou Fiúza.

Procuradas pela reportagem, Renova Energia e CPFL Renováveis não comentaram o assunto.

A Enel Green Power, que também tem usinas eólicas em instalação no Nordeste, afirmou que “não tem interesse em adquirir esses ativos (da Abengoa)”, mas confirmou que participou de reunião sobre o assunto por ser um dos investidores mais relevantes em energias renováveis no Brasil.

“Qualquer discussão sobre a rede de transmissão do país é relevante para o negócio e as operações locais da EGP”, afirmou em nota a companhia italiana.

A Abengoa informou, também em nota, que “está em contato permanente com as autoridades locais e em busca de uma solução para os empreendimentos em desenvolvimento no país”.

Segundo a companhia espanhola, os esforços estão concentrados na busca de uma saída que “permita retomar os projetos, minimizar impactos e alcançar uma solução adequada para todas as partes interessadas afetadas pela situação atual”

Fonte: Folha de São Paulo com informações da Reuters

2016: continua a escalada ascendente das eólicas no RN

O Estado prossegue na liderança nacional do segmento, com a maior proporção do país de energia eólica na matriz elétrica e a expectativa de geração de 35 mil novos postos de trabalho até 2019.

O Rio Grande do Norte inicia o ano de 2016 com progressos no setor eólico. Segundo dados do departamento de pesquisas do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o RN segue na liderança nacional,  com 181 parques eólicos, sendo 87 em operação, 29 em construção e 65 contratados. Os números positivos refletem os avanços que o setor tem alcançado nos últimos anos e que situam o Estado como um dos mais promissores em produção eólica do Brasil.

Em dez anos, os investimentos em geração eólica impulsionaram o Rio Grande do Norte a sair da condição de importador para tornar-se exportador de energia. Somente nos últimos cinco anos, o setor movimentou entre R$ 3 bi e R$ 4 bilhões em compras diretas e receita local para a instalação de novos parques. Considerando-se o total de investimentos diretos com equipamentos, materiais, serviços e mão de obra durante o período, o valor ultrapassa os R$ 10 bilhões.

Atualmente, o RN tem a maior capacidade instalada de energia gerada por parques eólicos e, por consequência, a maior quantidade de turbinas eólicas em atividade. Somando-se todos os empreendimentos já em funcionamento, são aproximadamente 2,4 GW de energia produzida. Esse montante coloca o estado como detentor da maior matriz eólica em operação no Brasil. Isso porque, de toda a energia produzida no RN, 33,93% vem de fontes eólicas. O maior percentual do país.  Ao mesmo tempo, os 87 parques que já operam no Rio Grande do Norte possuem 1.257 turbinas eólicas. Esse total representa quase metade (42,94%) de todos os aerogeradores em operação comercial na região nordeste. As três empresas fabricantes lideres em número de turbinas no RN são a GE Wind com 371, a Vestas com 263, e a Alstom com 231 aerogeradores.

Graças aos ventos regulares que sopram em quase todo o território potiguar, os municípios que abriram as portas para a instalação de parques eólicos viram sua realidade se transformar drasticamente e passaram a ocupar posições mais altas do ranking estadual de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A atividade econômica gerada pela indústria eólica foi a que mais cresceu no Estado. A cidade de Parazinho, que detém a maior potência eólica instalada do Brasil, conta com 304 aerogeradores, em 21 usinas em funcionamento, com capacidade para gerar 604 MW de energia (capacidade instalada).  Entre 2012 e 2014, o município pulou do 80º lugar para a 36ª colocação no ranking estadual de ICMS. E para o próximo período, a previsão é que a arrecadação seja ainda maior.

Igualmente, a cidade-pólo de João Câmara, na mesma região do Mato Grande, foi grandemente beneficiada com o surgimento da atividade eólica. Segundo dados do IBGE, a cidade obteve um crescimento de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2008 e 2012. Com cerca de 35 mil habitantes, João Câmara detém o maior acervo de aerogeradores instalados no Brasil. São 305 turbinas eólicas em 22 parques, com capacidade para gerar 576 MW de energia.

A nova realidade impulsionou a economia e o comércio do local e ampliou, na mesma proporção, os lucros dos proprietários rurais. As terras, que antes pouco produziam, foram arrendadas para construção dos empreendimentos.

Para o ano de 2016, os números devem ser ainda mais significativos: com a implantação de 29 novos empreendimentos atualmente em fase final de construção, é esperado um incremento de novos 788,90 MW de potência.  Além disso, o RN  conta com aproximadamente 1,65 MW de capacidade já contratada, ou seja, projetos que venceram os leilões de energia e que serão construídos dentro do período dos próximos 3 a 5 anos.

Os bons números também devem ser refletidos no mercado de trabalho. Até 2019, estima-se que as atividades no setor eólico sejam responsáveis pela geração de 35 mil novos empregos diretos e indiretos no Rio Grande do Norte.

Brazil Power & Energy Summit 2016

O CERNE fechou parceria institucional e apóia a realização de mais um evento voltado às energias renováveis no Brasil.

O Brazil Power & Energy Summit 2016 é uma grande plataforma de encontro de concessionárias, pesquisadores, desenvolvedores, investidores, contratantes de equipamentos, fornecedores de equipamentos e provedores de tecnologia para discutir as principais questões e os desafios para o desenvolvimento do setor  energético no Brasil, que será realizada em São Paulo, entre os dias 17-19 Maio de 2016. O Brasil é um país de muitas culturas, etnias e climas. Com uma população de mais de 204 milhões de habitantes, o país floresce com seus recursos naturais e sua economia em crescimento.

O Brasil é conhecido por ser um dos países integrantes do BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), com o mais rápido crescimento na última década e também por ser a maior economia Latinoamericana. O país tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, onde 41% da energia total produzida vem de fontes renováveis. Nos últimos seis anos, o Brasil mudou o foco e passou a diversificar a matriz, em busca de outros recursos renováveis, como a energia eólica, as pequenas centrais hidrelétricas e a biomassa.

A energia eólica é a fonte energética que mais cresce no Brasil. Para os próximos anos, a energia eólica deve contribuir para a geração de mais de 19 mil empregos diretos, R$6 bi em investimentos, 2,7 milhões de casas abastecidas e 1,3 milhões de toneladas de CO2 a menos na atmosfera. Em 2015, 113 novos parques eólicos foram construídos, com capacidade total de 2.7 GW.

A energia solar tem gerado interesse como uma tecnologia considerada limpa e de baixo impacto ambiental e há muitos indicativos de que o mercado da energia solar está se desenvolvendo em um ambiente positivo e estável.  Quase 80% da energia gerada pelo Brasil e consumida internamente é originária de plantas hídricas. O potencial hidrelétrico brasileiro é o terceiro maior do mundo.

Os investimentos em infraestrutura também estão em crescimento. A agencia federal de planejamento – EPE prevê investimentos de R$31bi (US$8bi) para os próximos  anos, onde R$25bi serão gastos em linhas de transmissão e R$6bi em subestações.  De acordo com os projetos,  20.018km de linhas de transmissão e 60 novas subestações serão construídos para acompanhar o crescimento esperado de 5GW por ano na capacidade instalada.

Para mais informações, por favor visite www.brazilpes.com ou contate Eddie P. Lee via eddie@leader-xtet.com

(o conteúdo dessa mensagem foi  fornecido por Eddie Lee | Director, Power & Energy | Leader Group | Suit 209, Building A4, 925 Yecheng Road, Jiading District, Shanghai)

Capacidade de geração eólica cresce 56,9% no Brasil em 2015

A geração de energia eólica está em alta no Brasil. A edição mais recente do Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico, do Ministério de Minas e Energia, mostra que a capacidade instalada do setor de geração eólica cresceu 56,9%, considerando o período de 12 meses encerrado em novembro de 2015 ante os 12 meses anteriores. Entre todas as fontes de geração de energia elétrica, a eólica teve a maior expansão.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), foram inauguradas mais de 100 usinas eólicas em 2015, o que representou um investimento da ordem de R$ 19,2 bilhões. “Hoje, o Brasil precisa ampliar sua matriz e essa expansão se passa necessariamente pela fonte eólica. Nosso País tem uma política de energia que prima pela fonte limpa, renovável e competitiva, e a fonte eólica tem essas três características”, diz a presidente da associação, Elbia Gannoum.

A inauguração mais recente foi realizada nesta quinta-feira (14). Trata-se do Complexo Eólico Chapada do Piauí, localizado nos municípios de Marcolândia, Simões, Padre Marcos e Caldeirão Grande. Os investimentos são estimados em R$ 1,85 bilhão, sendo R$ 1,3 bilhão financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As instalações têm capacidade instalada de 436,6 megawatts (MW), o suficiente para gerar energia para mais de um milhão de residências.

Dados divulgados pelo Ministério de Minas e Energia apontam que o País, em 2014, foi o quarto país do mundo que mais expandiu sua capacidade eólica. Segundo especialistas, a metodologia de leilões para a contratação de energia ajudou nesse processo.

Nos cinco leilões realizados em 2015 para ampliar a capacidade de geração no País, foram contratados 1.789 MW médios de diversas fontes, com investimentos previstos em R$ 13,3 bilhões. As energias renováveis tiveram destaque, com a contratação de energia eólica de 22 empreendimentos, 30 de energia solar e 13 de biomassa, de acordo com o MME.

“Neste ano, devemos atingir o equivalente a uma Belo Monte de capacidade instalada (de geração eólica). E já temos contratado o equivalente a mais de uma Itaipu, que é a segunda hidrelétrica do mundo. As perspectivas são muito boas. Em pouco tempo a geração eólica será, depois da hídrica, uma das fontes mais importantes da matriz elétrica nacional”, destaca o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

Fonte: Portal Brasil, com informações da EPE e Abeeólica

Vestas deve atrair para o Ceará mais 3 empresas da Dinamarca

Prestes a entrar em atividade no Ceará, no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a fabricante de turbinas eólicas (aerogeradores) dinamarquesa Vestas já está incentivando a vinda de outras empresas do setor para o Estado. De acordo com o presidente da Vestas no Brasil, Rogério Zampronha, outras três companhias da Dinamarca analisam a possibilidade de se instalarem no Ceará, além de interessados nacionais.

O presidente, entretanto, prefere não revelar os nomes das empresas, uma vez que elas ainda não firmaram os protocolos de intenção, documentos que formalizam o interesse de instalação. Ele diz que se tratam de fabricantes de componentes necessários para as turbinas produzidas pela Vestas.

“O nosso desejo é que mais e mais empresas da nossa cadeia de suprimentos se instalem. Nós estamos incentivando fornecedores brasileiros ou estrangeiros e, em alguns casos, identificando a disponibilidade de capital para suportar esses investimentos”, diz Zampronha. Para as empresas do exterior, estão sendo buscados fundos de financiamento escandinavos. “Nós fazemos o ‘link’ entre os fundos e os investidores”, explica.

Além do interesse em ter seus fornecedores mais próximos, a Vestas também realiza a atração de empresas do setor eólico como parte do cumprimento do percentual mínimo de 60% de nacionalização dos componentes das turbinas que produz. Isso é exigido para que as fabricantes desse segmento obtenham o código Finame II, certificado já conseguido pela fabricante dinamarquesa, e é um pré-requisito para o acesso às linhas especiais de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Mão de obra

De acordo com o presidente da Vestas no Brasil, a fábrica em Aquiraz irá gerar mais de 500 empregos diretos e indiretos. Para essa quantidade, são considerados os postos criados na própria fábrica dinamarquesa e na Aeris Energy (empresa localizada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém – Cipp), que atuará como fornecedora de pás eólicas para a Vestas. “Mais de 90% (dos contratados) são pessoas que vivem no Ceará, não necessariamente cearenses. Os de fora são pessoas que detém conhecimentos sobre o processo de fabricação e gestão na área”, ressalta Rogério Zampronha.

376 MW contratados

A fábrica da Vestas, em Aquiraz, será inaugurada na próxima segunda-feira (18) e é a primeira da multinacional no Brasil. O empreendimento irá atender a uma demanda já contratada de 376 megawatts (MW), referentes a projetos da Bahia e do Rio Grande do Norte. “Esperamos que tenha projetos também no Ceará, após o próximo leilão, o A-5 (marcado para o fim deste mês)”, salienta.

O Diário do Nordeste já havia adiantado com exclusividade em agosto de 2015 que a companhia instalaria o empreendimento em território cearense, investindo R$ 100 milhões. A Vestas já fabricou 53 mil turbinas (20% do total global) em 70 países.

A decisão por fazer o aporte em território cearense, de acordo com Zampronha, foi influenciada por fatores como o auxílio do Governo do Estado, que apresentou à empresa novos investidores e fornecedores, além de ter auxiliado na contratação da mão de obra; a localização do Estado, que está próximo de grandes centros geradores, como Maranhão, Piauí, Bahia e Rio Grande do Norte; e as condições de infraestrutura logística, sobretudo a existência dos portos do Mucuripe e do Pecém.

Atlas eólico

Além de instalar o empreendimento no Ceará, a dinamarquesa também já deu sinal positivo de que pretende auxiliar o Estado no desenvolvimento do novo atlas eólico do Ceará – estudo que mapeia o perfil de vento (intensidade, previsibilidade e altitude) de cada região e permite estimar o potencial de geração de energia e os equipamentos mais adequados.

Na avaliação do presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Energias Renováveis, Jurandir Picanço, a chegada Vestas irá impulsionar o desenvolvimento de todo o segmento, pois mais empresas irão enxergar oportunidades de investimento em território cearense. Ao se instalar no Ceará, a Vestas também fecha a existência do ciclo dos principais componentes produtivos do setor eólico cearense, tendo em vista que já existem fabricantes de pás e torres eólicas no Estado.

“Os nossos ventos são os mesmos o tempo todo, mas só recentemente eles passaram a ter o valor. O resultado desse bem não é simplesmente a produção da energia, mas sim a possibilidade de desenvolvimento da cadeia produtiva, trazendo oportunidades de empregos qualificados e mais renda”, avalia.

O que eles pensam

Credibilidade para futuros investidores

“Ter a Indústria Vestas instalada no Ceará é motivo de orgulho. É a maior fabricante de aerogeradores do mundo. O setor de energias é uma prioridade do governo Camilo, estamos trabalhando no sentido de sermos atrativos e termos competitividade, olhando todo o encadeamento produtivo. Instalamos a Vestas em um prazo de seis meses, isso é resultado desse trabalho”.

Nicole Barbosa
Secretária de Desenvolvimento

Econômico do Ceará

“Para nós, é de suma importância ter a Vestas como parte da nossa cadeia produtiva. Ela vai gerar empregos não só para a própria empresa, como também para aquelas que forem atraídas para o seu redor. Ela ainda contribuirá com impostos, know how e dará credibilidade a futuros investidores, que estão visualizando o Estado diante da nova ótica de governo implementada”.

Renato Rolim
Secretário adjunto de Energia, Mineração e Telecomunicações

“Ficamos extremamente felizes com a instalação da empresa, ainda mais com toda sua produção vendida em 2016. Mostra que a energia eólica é uma das grandes vocações do nosso estado. Sabendo disso, o governo desenvolveu um plano estadual voltado para as energias renováveis que, em um momento oportuno, será apresentado. Não tenho dúvidas de que cada vez mais recebamos investidores nessa área”.

Ferruccio Feitosa
Presidente da Adece

Fonte: Diário do Nordeste | Murilo Viana

Eólicas apostam nos leilões de Reserva para manter contratação anual de 2 GW

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de Marcolândia (PI)*

A queda na demanda de energia elétrica do país fez com que a esperança dos investidores na fonte eólica fique concentrada nos leilões de Reserva. Em leilões como A-3 e A-5, o nível de contratação é estabelecido pela necessidade apresentada pelas distribuidoras, com base na expectativa do crescimento do mercado para os próximos três ou cinco anos. Já nos leilões de Reserva, que tem a função de dar segurança para o sistema, o governo é quem define quanto será contratado.

Segundo Elbia Gannoum, presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica, o cumprimento da meta de contratação de 2 GW eólicos por ano dependerá da demanda dos leilões de reserva. “Se for depender de demanda das distribuidoras, de fato não vai ter muito mercado. A gente aposta no mercado de reserva porque o Brasil precisa contratar essa energia”, afirmou.

Há também a necessidade de se ampliar a oferta de sistemas de transmissão. A executiva informou que a falta de capacidade de escoamento impediu que a fonte eólica viabilizasse mais projetos no leilão A-3 de 13 de novembro do ano passado, onde 680 MW foram contratados.

“A nossa preocupação é com a transmissão”, disse Elbia, destacando que o país tem 21 GW em projetos em carteira prontos para irem a leilão. “Esse ano, se não tiver uma sinalização de curto e médio prazo [para a transmissão], o leilão A-3 está comprometido [em relação à participação da fonte eólica].”

Elbia participou nesta quinta-feira, 14 de janeiro, da cerimônia de inauguração do Complexo Eólico Chapada do Piauí (PI- 436 MW), em Marcolândia, no Piauí – empreendimento construído pela ContourGlobal em parceria com a Chesf.

Brasil é o quarto país em que energia eólica mais cresce no mundo

O Brasil já está na lista de maiores produtores de energia eólica do mundo. O levantamento “Energia Eólica no Brasil e Mundo”, do Ministério de Minas e Energia, aponta que o país foi o quarto colocado no ranking mundial de expansão de potência eólica em 2014.

As nações que realizaram um avanço superior ao Brasil em 2014 foram a China (23.149 megawatts), Alemanha (6.184 megawatts) e Estados Unidos (4.854 megawatts). No mesmo período, o Brasil teve uma expansão de potência instalada de 2.686 megawatts (MW).

O Brasil já contratou cerca de 16,6 mil MW de energia eólica em leilões, sendo que aproximadamente 1,4 mil MW foram assegurados por meio do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa). Do total contratado, 7,8 mil MW já estão em operação. O total contratado equivale à energia gerada pela usina hidrelétrica de Itaipu.

A estimativa do governo, presente no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2024), é de que a capacidade instalada eólica do Brasil chegue a algo em torno de 24 mil MW. Desse total, 21 mil MW deverão ser gerados na região Nordeste, o que vai representar 45% do total produzido na região. 

Vantagens

Uma das grandes vantagens da matriz energética brasileira é a disponibilidade de várias fontes limpas e renováveis para geração de energia elétrica. Diversos outros países não possuem recursos naturais e precisam recorrer a termelétricas para garantir o suprimento. O avanço do setor eólico, segundo especialistas, vai representar uma energia complementar interessante para o Brasil, que hoje tem sua base de geração de energia no sistema hidráulico.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirma que há um casamento das condições eólicas e hidrelétricas no Brasil. O período de seca no Nordeste, onde se encontram aproximadamente 80% dos parques eólicos, coincide com o período chuvoso nas regiões Sul e Sudeste, onde estão os principais reservatórios de usinas hidrelétricas.

“Quando tem vento, você pode estocar água no reservatório. Quando tem menos vento, usa aquela água estocada para gerar energia elétrica. Nos países europeus, por exemplo, quando não tem vento, tem de ligar uma termelétrica. Aqui nós temos duas fontes limpas, e uma se complementa a outra. O Brasil realmente é um país afortunado, por ter fontes renováveis que se complementam entre si”, explica Tolmasquim.

Avanços tecnológicos

Segundo o presidente da EPE, a tecnologia de geração eólica deu um grande salto nos últimos anos. “Os aerogeradores, que antigamente eram de 50 metros de altura, hoje têm mais de 120 metros. Você aumentou muito o tamanho da pá, aumentou a potência de cada um deles”, afirma.

Os parques geradores maiores permitem acelerar a produção de energia eólica, devido a uma característica dos ventos brasileiros: eles são mais constantes que em outros países. “Tudo isso faz com que você tenha hoje, na energia eólica, uma das fontes mais competitivas do Brasil, depois da hidrelétrica”, destaca Tolmasquim.

A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, diz que a tecnologia atual de geração de eletricidade a partir dos ventos é recente e que ainda há uma margem de crescimento. “Houve um grande salto tecnológico nos últimos cinco ou seis anos e, por isso, o custo de produção se tornou mais competitivo”, avalia.

O maior potencial de expansão atualmente se encontra no interior do Nordeste, especialmente no semiárido brasileiro. Mas o Brasil começa a sinalizar uma possível oportunidade também para a microgeração. 

Depois de promover ajustes na regulação da chamada geração distribuída (aquela em que os consumidores podem produzir eletricidade nas próprias residências), o País abriu as portas para a produção individual eólica e solar. 

“Os microaerogeradores podem ser instalados em grandes centros, nas residências, desde que tenha ventos superiores a dois metros por segundo. Isso temos praticamente em todo o País”, destaca Elbia. O maior entrave é o custo para investimento inicial, que só permite um retorno após alguns anos.

Fonte: Portal Brasil, com informações da EPE e Abeóolica

Complexo eólico de 436 MW é inaugurado no Piauí

O potencial energético do Piauí tem se destacado no Brasil e atraído investidores internacionais. Um exemplo disso é o Complexo Eólico Chapada do Piauí é inaugurado nesta quinta-feira (14), em Marcolândia, no Sudeste piauiense.

O governador Wellington Dias participará da solenidade de inauguração, que será realizada no Parque Eólico Chapada do Piauí I. Além desse, o complexo abrange os parques Chapada do Piauí II e III, contemplando os municípios de Marcolândia, Simões, Padre Marcos e Caldeirão Grande. O complexo tem capacidade de gerar 436 MW, energia suficiente para abastecer uma cidade com aproximadamente 1 milhão de habitantes.

De acordo com Rodrigo Errera, gerente de Planta do Parque Chapada Piauí, foi investido R$ 1,5 bilhão e três mil empregos foram gerados diretamente. “O impacto social do parque é muito grande, além dos três mil empregos gerados até agora, nós teremos, mensalmente, mais de R$ 300 mil que serão distribuídos aos proprietários dos royalties. Ou seja, esse é um recurso que circulará nesses municípios alavancando a economia”, disse o gerente.

A energia produzida nestes parques eólicos será conduzida para o Sistema Interligado Nacional (SIN) e, posteriormente, será distribuída por todo o país.

Com informações do Portal 180º graus

Empresa anuncia aquisição de R$ 2 bilhões em parques eólicos no Brasil

Fundada em 2015, em uma parceria do banco Santander e de fundos de pensão canadenses, a Cubico Sustainable Investments (Cubico) anunciou a aquisição de 392 MW em parques eólicos no Brasil, operação que resultou em um investimento de R$ 2 bilhões, segundo nota enviada à Agência CanalEnergia nesta segunda-feira, 11 de janeiro. Sediada em Londres, a Cubico é uma investidora e gestora de ativos de energia renovável e água. Pertencente a três sócios: Banco Santander; fundo de pensão dos professores de Ontário (Ontario Teacher´s Pension Plan) e o administrador de fundos de pensão do Canadá, (Public Sector Pension Investment Board).

A compra de dois complexos eólicos da Casa dos Ventos, que abrange as usinas Caetés (182MW), em Pernambuco, e Ventos do Araripe I (210MW), no Piauí, é o primeiro investimento da Cubico no país, e “é considerada a maior negociação envolvendo parques em operação no Brasil no ano de 2015”. A transação, realizada no final do ano passado, já foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Com a conclusão da compra destes dois complexos eólicos, a Cubico adiciona 392 MW ao seu portfólio no Brasil que, somados aos 223 MW já existentes (transferidos da antiga carteira global de ativos de energia renovável do Banco Santander), deixam a companhia com 615 MW de ativos eólicos operacionais e a posicionam como o terceiro maior player do setor de energia eólica do país, de acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Eólica.

Ricardo Díaz, Head da Cubico para as Américas, afirma que outras oportunidades de investimento serão analisadas no Brasil e na América Latina no setor de energia renovável. “Analisaremos mais oportunidades de investimento no país e em outros mercados latino-americanos, conforme o potencial de cada região”.

Eduardo Klepacz, Head da divisão Brasil da Cubico, acrescenta: “A operação posiciona a Cubico como um investidor comprometido com o Brasil. Somos capazes de capitalizar oportunidades devido a nossa estratégia de longo prazo, que nos permite manter e gerir ativos por um período entre 20 e 40 anos. Acreditamos no setor de geração de energia renovável do Brasil e, com o novo escritório em São Paulo, buscaremos oportunidades de investimento não apenas no país, mas também em outras regiões da América Latina, como Peru, Colômbia, Uruguai, Panamá e Costa Rica.”

Além do Brasil, a empresa possui atualmente outras seis plantas na América Latina, em países como México, onde conta com cinco parques eólicos em desenvolvimento com capacidade de 799 MW, no Peru, onde detém um projeto eólico em desenvolvimento de 99 MW, e no Uruguai, onde possui um parque eólico com capacidade total de 50 MW.

Criada em maio de 2015, a Cubico é resultado do spin-off da atividade de investimentos em energia renovável e infraestrutura de água do Santander no mundo. O portfólio detido pela Cubico no mundo contemplava originalmente 19 ativos em 7 países, que formavam um valor estimado de mais de US$ 2 bilhões, e capacidade instalada de 1,4 GW. A empresa tem presença em distintas geografias como Brasil, México, Uruguai, Itália, Portugal, Espanha, Irlanda e Reino Unido.

A Cubico possui sede em Londres e escritórios em São Paulo (Brasil), Milão (Itália) e no Distrito Federal do México. No Brasil, além da sede em São Paulo, a Cubico possui um centro operacional em Fortaleza (CE), que será expandido localmente à medida que a companhia tenha mais ativos sob a sua gestão.

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Investimentos e Finanças